quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Michelle Daher e O Globo: “Jornal não tem compromisso com a verdade, nem com o Brasil”



Antes de tudo, gostaria de deixar bem claro que não estou falando em nome da Petrobras, nem em nome dos organizadores do movimento “Sou Petrobras”, nem em nome de ninguém que aparece nas fotos da matéria. Falo, exclusivamente, em meu nome e escrevo esta carta porque apareço em uma das fotos que ilustram a reportagem publicada no jornal O Globo do dia 15 de fevereiro, intitulada “Nova Rotina de Medo e Tensão”.

Fico imaginando como a dita jornalista sabe tão detalhadamente a respeito do nosso cotidiano de trabalho para escrever com tanta propriedade, como se tudo fosse a mais pura verdade, e afirmar com tamanha certeza de que vivemos uma rotina de medo, assombrados por boatos de demissões, que passamos o dia em silêncio na ponta das cadeiras atualizando os e-mails apreensivos a cada clique, que trabalhamos tensos com medo de receber e-mails com represálias, assim criando uma ideia, para quem lê, a respeito de como é o clima no dia a dia de trabalho dentro da Petrobras como se a mesma o estivesse vivendo.

Acho que tanta criatividade só pode ser baseada na própria realidade de trabalho da Letícia, que em sua rotina passa por todas estas experiências de terror e a utiliza para descrever a nossa como se vivêssemos a mesma experiência. Ameaças de demissão assombram o jornal em que ela trabalha, já tendo vários colegas sendo demitidos, a rotina de e-mails com represálias e determinando que tipo de informação deve ser publicada ou escondida devem ser rotina em seu trabalho, sempre na intenção de desinformar a população e transmitir só o que interessa, mantendo a população refém de informações mentirosas e distorcidas.

Fico impressionada com o conteúdo da matéria e não posso deixar de pensar como a Letícia não tem vergonha de a ter escrito e assinado. Com tantas coisas sérias acontecendo em nosso país ela está preocupada com o andar onde fica localizada a máquina que faz o café que nós tomamos e com a marca do papel higiênico que usamos.

Mas dá para entender o porque disto, fica claro para quem lê o seu texto com um mínimo de senso crítico: o conteúdo é o que menos importa, o negócio do jornal é falar mal, é dar uma conotação negativa, denegrir a empresa na sua jornada diária de linchamento público da Petrobras. Não é de hoje que as Organizações Globo tem objetivo muito bem definido em relação à Petrobras: entregar um patrimônio que pertence à população brasileira à interesses privados internacionais. É a este propósito que a Leticia Fernandes serve quando escreve sua matéria.

Leticia, não te vejo, nem você nem O Globo, se escandalizado com outros casos tão ou mais graves quanto o da Petrobras.

O único escândalo que me lembro ter ganho as mesma proporção histérica nas páginas deste jornal foi o da AP 470, por que? Por que não revelam as provas escondidas no Inquérito 2474 e não foi falado nisto? Por que não leio nas páginas do jornal, onde você trabalha, sobre o escândalo do HSBC? Quem são os protegidos? Por que o silêncio sobre a dívida da sonegação da Globo que é tanto dinheiro, ou mais, do que os partidos “receberam” da corrupção na Petrobras? Por que não é divulgado que as investigações em torno do helicoca foram paralisadas, abafadas e arquivadas, afinal o transporte de quase 500 quilos de cocaína deveria ser um escândalo, não? E o dinheiro usado para construção de certos aeroportos em fazendas privadas em Minas Gerais? Afinal este dinheiro também veio dos cofres públicos e desviados do povo. Já está tudo esclarecido sobre isto? Por que não se fala mais nada? E o caso Alstom, por que as delações não valem? Por que não há um estardalhaço em torno deste assunto uma vez que foi surrupiado dos cofres públicos vultosas quantias em dinheiro? Por que você e seu jornal não se escandalizam com a prescrição e impunidade dos envolvidos no caso do Banestado e a participação do famoso doleiro neste caso? Onde estão as manchetes sobre o desgoverno no Estado do Paraná?

Deixo estas perguntas como sugestão e matérias para você escrever já que anda tão sem assunto que precisou dar destaque sobre o cafezinho e o papel higiênico dos funcionários da Petrobras.

A você, Leticia, te escrevo para dizer que tenho muito orgulho de trabalhar na Petrobras, que farei o que estiver ao meu alcance para que uma empresa suja e golpista como a que você trabalha não atinja seu objetivo.

Já você não deve ter tanto orgulho de trabalhar onde trabalha, que além de cercear o trabalho de seus jornalistas determinando “as verdades” que devem publicar, apoiou a Ditadura no Brasil, cresceu e chegou onde está graças a este apoio. Ao contrário da Petrobras, a empresa que você se esforça para denegrir a imagem, que chegou ao seu gigantismo graças a muito trabalho, pesquisa, desenvolvimento de tecnologia própria e trazendo desenvolvimento para todo o Brasil.

Quanto às demissões que estão ocorrendo, é muito triste que tantas pessoas percam seu trabalho, mas são funcionários de empresas prestadoras de serviço e não da Petrobras. Você não pode culpar a Petrobras por todas as mazelas do país, e nem esperar que ela sustente o Brasil, ou você não sabe que não existe estabilidade no trabalho no mundo dos negócios? Não sabe que todo negócio tem seu risco? Você culpa a Petrobras por tanta gente ter aberto negócios próximos onde haveria empreendimentos da empresa, mas a culpa disto é do mal planejamento de quem investiu. Todo planejamento para se abrir um negócio deveria conter os riscos envolvidos bem detalhados, sendo que o maior deles era não ficar pronta a unidade da Petrobras, que só pode ser culpada de ter planejado mal o seu próprio negócio, não o de terceiros. Imputar à Petrobras o fracasso de terceiros é de uma enorme desonestidade intelectual.

Quando fui posar para a foto, que aparece na reportagem, minha intenção não era apenas defender os empregados da injustiça e hostilidades que vem sofrendo sendo questionados sobre sua honestidade, porque quem faz isto só me dá pena pela demonstração de ignorância.

Minha intenção era mostrar que a Petrobras é um patrimônio brasileiro, maior que tudo isto que está acontecendo, que não pode ser destruída por bandidos confessos que posam neste jornal como heróis, por juízes que agem por vaidade e estrelismos apoiados pelo estardalhaço e holofotes que vocês dão a eles, pelo mercado que só quer lucrar com especulação e nunca constrói nada de concreto e por um jornal repulsivo como O Globo que não tem compromisso com a verdade nem com o Brasil.

Por fim, digo que cada vez fica ainda mais evidente a necessidade de uma democratização da mídia, que proporcionará acesso a uma diversidade de informação maior à população que atualmente é refém de uma mídia que não tem respeito com o seu leitor e manipula a notícia em prol de seus interesses, no qual tudo que publica praticamente não é contestado por não haver outros veículos que o possa contradizer devido à concentração que hoje existe. Para não perder um poder deste tamanho vocês urram contra a reforma, que se faz cada vez mais urgente, dizendo ser censura ou contra a liberdade de imprensa, mas não é nada além de aplicar o que já está escrito na Constituição Federal, sendo a concentração de poder que algumas famílias, como a Marinho detém, totalmente inconstitucional.

Sendo assim, deixo registrado a minha repugnância em relação à matéria por você escrita, utilizando para ilustrá-la uma foto na qual eu estou presente com uma intenção radicalmente oposta a que ela foi utilizada por você.

Por que chamar de “bancos” o que se parece mais com instituições criminosas?


Quem nos governa?

Em 2013, Elisabeth Warren, senadora dos EUA, perguntou: “Quanto tempo ainda será necessário para se fechar um banco como o HSBC?”


Estamos em 1860. O Império Britânico acaba de vencer a famosa “Guerra do Ópio” contra a China, talvez uma das páginas mais cínicas e criminosas da história cínica e criminosa do colonialismo. Metade do comércio da Inglaterra com a China baseia-se na venda ilegal de ópio. Diante da devastação provocada pela droga em sua população, o governo chinês resolve proibir radicalmente seu comércio. A resposta chega por uma sucessão de guerras nas quais a Inglaterra vence e obriga a China a abrir seus portos para os traficantes e missionários cristãos (uma dupla infalível, como veremos mais à frente), além de ocupar Hong Kong por 155 anos.

Em 1860, guerra terminada, os ingleses tiveram a ideia de abrir um banco para financiar o comércio baseado no tráfico de drogas. Dessa forma apoteótica, nasceu o HKSC, tempos depois transformado em HSBC (Hong Kong and Shangai Bank Corporation), conhecido de todos nós atualmente. Sua história é o exemplo mais bem acabado de como o desenvolvimento do capitalismo financeiro e a cumplicidade com a alta criminalidade andam de mãos dadas.

A partir dos anos 70 do século passado, por meio da compra de corporações nos Estados Unidos e no Reino Unido, o HSBC transformou-se em um dos maiores conglomerados financeiros do mundo. No Brasil, adquiriu o falido Bamerindus. Tem atualmente 270 mil funcionários e atua em mais de 80 países. Sua expansão deu-se, em larga medida, por meio da aquisição de bancos conhecidos por envolvimento em negócios ilícitos, entre eles o Republic New York Corporation, de propriedade do banqueiro brasileiro Edmond Safra, morto em circunstâncias misteriosas em seu apartamento monegasco. Um banco cuja carteira de clientes era composta, entre outros, de traficantes de diamantes e suspeitos de negócios com a máfia russa, para citar alguns dos nobres correntistas. Segundo analistas de Wall Street, a instituição financeira de Nova York teria sido vendida por um preço 40% inferior ao seu valor real.

Assim que vários jornais do mundo exibiram documentos com detalhes de como a filial do HSBC em Genebra havia lavado dinheiro de ditadores, traficantes de armas e drogas, auxiliado todo tipo de gente a operar fraudes fiscais milionárias e a abrir empresas offshore, a matriz emitiu um seco comunicado no qual informava que tais práticas, ocorridas até 2007, não tinham mais lugar e que, desde então, os padrões de controle estavam em outro patamar. Mas não é exatamente essa a realidade.

Em julho de 2013, a senadora norte-americana Elisabeth Warren fez um discurso no qual perguntava: quanto tempo seria ainda necessário para fechar um banco como o HSBC? A instituição havia acabado de assumir a culpa por lavagem de dinheiro do tráfico de drogas mexicano e colombiano, além de organizações ligadas ao terrorismo. Tudo ocorreu entre 2003 e 2010. A punição? Multa irrisória de 1,9 milhão de dólares.

Que fantástico. Entre 2006 e 2010, o diretor mundial do banco era o pastor anglicano (sim, o pastor, lembram-se da Guerra do Ópio?) Stephen Green, que, desde 2010, tem um novo cargo, o de ministro do gabinete conservador de David Cameron, cujo governo é conhecido por não ser muito ágil na caça à evasão fiscal dos ricos que escondem seu dinheiro. Enquanto isso, os ingleses veem seu serviço social decompor-se e suas universidades serem privatizadas de fato. O que permite perguntas interessantes sobre quem realmente nos governa e quais são seus reais interesses.

Alguns fatos são bastante evidentes para qualquer interessado em juntar os pontos. Você poderia colocar seus filhos em boas escolas públicas e ter um bom sistema de saúde público, o que o levaria a economizar parte de seus rendimentos, se especuladores e rentistas não tivessem a segurança de que bancos como o HSBC irão auxiliá-los, com toda a sua expertise, na evasão de divisas e na fraude fiscal. Traficantes de armas e drogas não teriam tanto poder se não existissem bancos que, placidamente, oferecem seus serviços de lavagem de dinheiro com discrição e eficiência. Se assim for, por que chamar de “bancos” o que se parece mais com instituições criminosas institucionalizadas de longa data?

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Suiçalão: Governo federal vai pedir lista de brasileiros com conta no HSBC da Suíça

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Depois da paralisação inicial, autoridades se reúnem para discutir ação conjunta para verificar se há irregularidades nas contas.
O governo brasileiro vai pedir, oficialmente, às autoridades suíças, a lista de brasileiros com conta bancária na filial suíça do HSBC. A decisão foi tomada nesta sexta-feira 20, em uma reunião do presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Antônio Gustavo Rodrigues, com representantes do Banco Central (BC) e da Receita Federal. Uma lista parcial, com 342 nomes, já foi analisada pelo Coaf, que encontrou 15 nomes com indícios de crimes, desde 2001. Todos eles, no entanto, já haviam originado relatórios enviados à Receita e ao BC. Ou seja, não havia novidades. Os demais não levantaram suspeitas, já que eram pessoas com patrimônio ou renda compatível com os saldos mostrados no relatório.
Como a lista foi furtada e divulgada por um ex-funcionário do banco, Herve Falciani, as autoridades brasileiras dizem que ela não tem valor oficial e pode ser utilizada como base para as investigações. O documento oficial será solicitado pela Receita ao órgão equivalente do governo suíço. A lista vazada pelo ex-funcionário mostraria os saldos de 6.606 contas e 8.867 clientes brasileiros. Segundo Falciani, o banco facilitava a lavagem de dinheiro sujo nessas contas suíças. Quanto tiver os dados completos, o Coaf vai analisar o documento em busca de irregularidades, e encaminhar as suspeitas para investigação policial e do Fisco. “Cada órgão vai atuar dentro de sua competência”, diz Rodrigues.
Ao Coaf, cabe apontar indícios de irregularidades nas transações financeiras. A Receita Federal deve cruzar os saldos bancários com as declarações de Imposto de Renda e verificar se as contas foram declaradas. Se não foram, os clientes podem ser processados por sonegação. O problema é que a lista é de 2006 e os crimes fiscais prescrevem em cinco anos. O Banco Central é responsável pela fiscalização das instituições bancárias. “A lei prevê efetiva corresponsabilidade das instituições financeiras e de outros agentes na prevenção à lavagem de dinheiro”, diz o procurador-geral do BC, Isaac Ferreira.
O Ministério Público Federal também vai pedir a lista de brasileiros oficialmente as autoridades suíças.

15,5% da população: Alemanha tem maior nível de pobreza desde a reunificação

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Cerca de 12,5 milhões de alemães, ou 15,5% da população, são considerados pobres, aponta estudo. Trata-se do pior índice registrado desde 1990. Situação é particularmente grave entre os aposentados.
A pobreza e o abismo entre os estados ricos e pobres da Alemanha estão aumentando, alertou a associação alemã do bem-estar social (Paritätischer Wohlfahrtsverband) na quinta-feira, dia 19/2. Em 2013, o índice de pobreza no país chegou a 15,5%, o que equivale a cerca de 12,5 milhões de pessoas.
“A pobreza nunca foi tão grande e a disparidade regional nunca foi tão profunda” afirmou Ulrich Schneider, diretor da associação, se referindo aos 25 anos que se passaram desde a Reunificação da Alemanha, em 1990.
A associação define como “pobres” as famílias que têm renda 60% menor do que a média do país. Em 2012, 15% da população estavam nessa faixa.
Segundo o relatório divulgado quinta-feira, dia 19/2, os estados mais afetados pela pobreza são Bremen, Berlim e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. Na outra ponta, estão Baden-Württemberg e a Baviera, os estados mais ricos com base no PIB. As únicas unidades federativas em que se verificou um leve declínio nos índices de pobreza foram Saxônia-Anhalt e Brandemburgo.
“De modo geral, o ranking dos estados mostra uma república esfarrapada”, disse Schneider. Para combater a crescente pobreza, seria necessária uma grande expansão do emprego público, entre outras medidas, afirmou.
A ministra alemã do Trabalho, Andrea Nahles, anunciou no mês passado a criação de milhares de empregos para os desfavorecidos no país até 2020. Para isso, seriam utilizados 2,7 bilhões de euros do Fundo Social Europeu, além de 4,3 bilhões de euros da Alemanha.
Quase 40% das verbas deverão ser investidas na “promoção da integração social e na luta contra a pobreza”, afirmou a ministra.
Os grupos sociais mais ameaçados pela pobreza são os desempregados, as mães solteiras e as pessoas com baixo nível educacional. Schneider alertou que a pobreza também está aumentando significativamente entre os aposentados, grupo cuja renda mais diminuiu desde 2006.

Lava-Jato: Tucano que associa Lula às empreiteiras recebeu doações das empresas envolvidas

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O presidente do PSDB paulista e secretário de Transportes e Logística do estado de São Paulo, Duarte Nogueira (foto), contou com doações da construtora Queiroz Galvão para sua campanha a deputado federal em 2014. Confira a página de prestação de contas do tucano.
Desde antes das eleições 2014, opositores do PT articulam nas redes sociais um processo de desconstrução do ex-presidente Lula, em especial associando-o à Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, que apura um suposto esquema de desvio de recursos na Petrobras.
O presidente do PSDB paulista e secretário de Transportes e Logística do estado de São Paulo, Duarte Nogueira, que faz forte oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT) em seus perfis nas redes sociais também tentou atacar o ex-presidente, mas o feitiço virou contra o feiticeiro.
Nogueira utilizou seus perfis oficiais no Twitter e Facebook para acusar Lula de ter se reunido com membros das empresas investigadas na Lava-Jato: “Lula tem recebido emissários das empresas envolvidas no ‪#‎Petrolão desde o fim de 2014. Sabe por que eles recorrem a Lula? Para falar sobre as consequências financeiras da ‪#‎OperaçãoLavaJato e o teor das delações premiadas”.
A ironia do destino é que a página de prestação de contas de Duarte Nogueira no TSE mostra que a direção estadual do PSDB repassou a ele a quantia de R$200 mil doados pela Construtora Queiroz Galvão, para sua campanha para deputado federal em 2014.
Duarte Nogueira foi reeleito deputado federal com 254 mil votos. No início do ano, o tucano foi convidado pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), para ocupar a Secretaria Estadual de Logística e Transportes.
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Brasil × impeachment: O jogo político da “mídia isenta, democrática e apartidária”



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#ImpitimanÉMeuzovo: Durante o Carnaval, manifestantes “invadem” transmissão ao vivo da TV Globo.
“Não basta que todos sejam iguais perante a lei.É preciso que a lei seja igual perante todos.”Salvador Allende
Faço parte dos 54 milhões de brasileiros e brasileiras de todas as classes sociais, que confiam na competência e honestidade da presidenta Dilma Rousseff.
No Congresso Nacional, há 513 deputados federais e 81 senadores que recebem salário mensal de R$33,7 mil e, além disso, ajuda de custo, auxílio moradia e verba de gabinete para até 25 funcionários.
Se os políticos que têm interesse no impeachment da presidenta Dilma representassem o povo, proporiam a redução do próprio salário e cortariam os próprios privilégios.
De acordo com o art. 52 da Constituição Federal de 1988, é competência do Senado, dentre outras, processar e julgar o presidente e o vice-presidente da República nos crimes de responsabilidade. Dilma não cometeu nenhum crime de responsabilidade que justifique a proposta de impeachment.
Nos tempos de FHC (1995 a 2002), havia várias suspeitas de corrupção envolvendo o ex-presidente, mas o Congresso não propôs impeachment.
Quanto à Petrobras, em 1996, o jornalista Paulo Francis denunciou a corrupção na estatal durante programa de TV GloboNews, mas FHC não instaurou CPI e o Congresso não propôs impeachment do presidente por omissão.
Em 2000, José Eduardo Andrade Vieira, ex-ministro de FHC e ex-senador, denunciou o uso de caixa 2 na campanha de eleição presidencial de FHC em 1994, mas o Congresso não propôs impeachment do presidente.
Se o Congresso não propôs impeachment para FHC com base em denúncias, não tem moral para propor impeachment para Dilma que combate a corrupção, doa a quem doer.
A partir de 2003, foi intensificado o combate à corrupção por meio de ações da Controladoria Geral da União (CGU), CPIs, operações da Polícia Federal e julgamentos no STF.
Pela primeira vez na história do Brasil, além de políticos, empresários e funcionários de alto escalão foram presos por prática de corrupção.
Entre 2003 e 2014, por meio da Controladoria Geral da União, criada no governo Lula e que continua a atuar no governo Dilma, 5.067 funcionários públicos federais foram punidos, com exoneração do cargo, sendo 3.409 por ato de corrupção.
Nunca se combateu tanto a corrupção no Brasil quanto nos governos do PT e isso incomoda os políticos acostumados com a impunidade que vigorava antes de 2003.
Muitos políticos do Congresso alegam que o problema é a corrupção na Petrobras, mas esse não é o verdadeiro motivo pois os criminosos delatores citaram políticos não apenas do PT, mas também do PSDB, PMDB, PP e PSB.
Por exemplo, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB) e todos os políticos do PSDB que votarão a favor do impeachment da Dilma têm seus respectivos partidos citados, pelos delatores, como participantes de esquemas de corrupção na Petrobras.
Então, se votarem a favor do impeachment de Dilma, terão de votar também a favor da cassação do mandato dos políticos do PSDB e PMDB citados pelos criminosos delatores. Somente após o julgamento pelo STF se saberá os nomes dos políticos que lesaram a Petrobras e o valor desviado.
A corrupção no Brasil começou no século 16 e continuou nos séculos seguintes, inclusive na ditadura militar (1964-1985), mas a “mídia isenta, democrática e apartidária, principalmente a TV Globo e a Veja, não mostrava.
A corrupção na Petrobras não é o maior escândalo de corrupção na história do Brasil, pois, antes de 2003, houve escândalos maiores que não foram investigados pois não houve CPI.
A verdade que a TV Globo e Veja escondem da população é que os políticos do Congresso que são a favor do impeachment da presidenta Dilma é porque são contra:
– a reforma política com financiamento público transparente, pois, atualmente, as eleições são financiadas por ricos empresários e banqueiros interessados na continuidade do atual sistema político que favorece a corrupção entre empresas e diferentes partidos políticos;
– a reforma tributária, pois seus financiadores – os ricos empresários e banqueiros – querem que continue tudo como está, ou seja, os ricos cada vez mais ricos, os pobres continuarem pobres e a classe média reclamando dos impostos;
– a regulamentação da mídia, pois querem continuar sendo proprietários de emissoras de tevê e rádio, o que contribui para serem eleitos e reeleitos durante décadas.
O povo não quer impeachment, porque sabe que o problema do Brasil não é a presidenta Dilma. O que o povo quer é a solução para seus problemas nas áreas de educação, saúde, habitação e transporte.
Os maiores problemas do Brasil são corrupção política e sonegação fiscal que não se resolverão com impeachment, muito pelo contrário.
O Brasil perde com a corrupção política mas muito mais com a sonegação fiscal. Em 2013, perdeu R$415 bilhões e em 2014, R$500 bilhões com a sonegação de impostos. Os maiores sonegadores são os ricos que não pagam todos os impostos, apesar de terem plenas condições de cumprir seu dever como cidadãos do Brasil.
As vítimas da corrupção política e sonegação fiscal são os pobres e a classe média, que precisam de mais investimentos públicos nas áreas essenciais para terem melhor qualidade de vida.
Quantas creches, escolas, universidades e hospitais poderiam ter sido construídos no último biênio com R$915 bilhões?
A corrupção política e a sonegação fiscal são responsáveis pelos problemas cotidianos enfrentados pelos pobres e classe média nas áreas de educação, saúde, habitação, transporte e segurança.
A reforma política, reforma tributária e regulamentação da mídia são as soluções para os dois grandes problemas do Brasil.
Se os políticos interessados no impeachment amassem nossa bandeira, apoiariam as reformas fundamentais para avançarmos na justiça social, condição para a paz.
Tais políticos são inimigos da pátria, pois, além de defender o impeachment, são contra as reformas propostas pela presidenta Dilma que representam a solução para os maiores problemas do Brasil.
Espero que o Brasil ganhe esse jogo político contra o impeachment para o bem de todos os brasileiros, especialmente dos pobres e da classe média.
Viva o Brasil! Viva a justiça! Viva a democracia! Fica, Dilma!

Suiçalão: Cinco perguntas para o HSBC, um banco fora de controle

Suiçalão: Cinco perguntas para o HSBC, um banco fora de controle

by bloglimpinhoecheiroso
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Avaliação “inadequada” de risco-país? “Descuido” com as subsidiárias estrangeiras? Conheça cinco perguntas que a velha mídia não faria sobre o HSBC.
O gigante financeiro não é o primeiro nem será o último banco a estampar manchetes pouco lisonjeiras1. A crise atual tem origem, em parte, em seu próprio tamanho, grande e com tentáculos demais para controlar. Entre os problemas estruturais, podemos apontar:
1) Avaliação inadequada de risco-paísSegundo um relatório do Senado norte-americano de 2012 sobre lavagem de dinheiro, o conselheiro legal do Office of the Comptroller of the Currency (órgão de regulação do mercado, ligado ao Tesouro norte-americano) observou que os problemas de classificação de risco do HSBC de 2009 “se estendiam para além do México. Alguns dos países que deveriam ter sido avaliados como apresentando alto risco de lavagem de dinheiro, mas que, em vez disso, tiveram avaliação regular ou média, foram Antígua, Bahamas, Ilhas Cayman e Suíça”.
Por que o banco estava aparentemente tão despreocupado com suas operações nestes paraísos fiscais?
2) Descuido questionável de Londres com as subsidiárias estrangeirasNuma audiência do Comitê de Tesouro do Parlamento inglês, realizada em 2009, o antigo presidente do HSBC Private Bank, Chris Meares, declarou: “Se nossos gestores, aqui no Reino Unido, têm alguma pista de que esteja havendo operações de evasão fiscal, há um sistema legal e regulatório que os obriga a redigir um relatório de transação suspeita”. Perguntado quantos destes haviam sido redigidos, respondeu: “Fico feliz em dizer que não muitos, mas houve alguns, e todos são investigados”.
Será mesmo?
3) Relação impenetrável com outros bancosDesde as revelações de Herve Falciani, circula a informação que a polícia teria em mãos novos dados que supostamente mostrariam centenas de bancos privados trabalhando com a sucursal suíça do HSBC.
Como o banco monitorava sua relação com estes outros bancos e auditava a situação dos potenciais clientes?
4) Sistema regulatório fragmentadoEm 2009, Douglas Flint, então diretor financeiro do HSBC, observou: “Respondemos a cerca de 500 órgãos reguladores, e seria um desafio ter nossas estratégias compartilhadas com 500 sistemas regulatórios... Há elementos desta regulação fragmentada sendo enfrentados e tratados agora. Acredito que houvesse falta de transparência sobre o risco, no sentido largo do sistema financeiro”.
O que o banco fez para aumentar a transparência?
5) O papel dos diretores não executivosO HSBC se gaba de seus muitos diretores não executivos com currículos impressionantes e capazes de desempenhar diversas funções.
Será que eles dispunham de tempo suficiente para supervisionar as operações do banco? Tinham capacidade técnica para avaliar os riscos destas operações?
1N. da T.: Não no Brasil, é claro, onde o HSBC não tem com que se preocupar, já que conta com o silêncio cúmplice da grande mídia.

Agripino Maia, coordenador da campanha de Aécio, é acusado de receber R$1 milhão em propina

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Agripino Maia foi coordenador-geral da campanha de Aécio Neves em 2014.
Empresário do Rio Grande do Norte diz que deu quantia a José Agripino Maia em 2010 para manter fraude no Detran. Ex-coordenador da campanha de Aécio, senador afirma ser vítima de “infâmia”.
Um empresário do Rio Grande do Norte admitiu ter pagado propina para aprovar, na Assembleia Legislativa, uma lei sob medida para os seus negócios no Detran estadual. Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, George Olímpio contou ter dado dinheiro ao atual presidente da Assembleia, ao ex-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), já falecido, ao filho da ex-governadora Wilma Faria (PSB), Lauro Maia, e ao senador José Agripino Maia (DEM/RN), presidente nacional do DEM, ex-líder do partido e coordenador-geral da campanha presidencial de Aécio Neves (PSDB).
A fraude, de acordo com ele, começou com a prestação de serviços de cartório de seu instituto para o Detran do Rio Grande do Norte. Cabia à empresa de George cobrar uma taxa de cada contrato de carro financiado no estado. Segundo ele, de cada R$75,00 cobrados pelo serviço, R$15,00 foram distribuídos como propina a integrantes do governo entre 2008 e 2011.
O empresário contou que, em seguida, comprou o apoio de políticos locais para aprovar uma lei que tornava obrigatória a inspeção veicular no estado, inclusive para carros zero quilômetro. Caberia novamente à sua empresa o comando dos serviços, mas o negócio foi barrado pelo Ministério Público por suspeita de fraude. As revelações da Operação Sinal Fechado, na época, levaram à prisão em caráter preventivo o então suplente de Agripino, João Faustino (PSDB/RN), acusado de atuar como lobista do grupo, como mostrou o Congresso em Foco.
Em entrevista ao Fantástico, George Olímpio afirmou que deu R$1 milhão a Agripino após pedido feito pelo senador. O delator afirma que Agripino lhe disse, inicialmente, ter conhecimento de que ele havia destinado R$5 milhões para a campanha de Iberê. O empresário contestou a informação e disse que havia repassado R$1 milhão ao então governador.
“Ele [Agripino] disse: pois é, e tal, como é que você pode participar da nossa campanha? Eu falei R$200 mil. Disse: tenho condições de lhe conseguir esse dinheiro já. Estou lhe dando esses R$200 mil, na semana que vem lhe dou R$100 mil. Ele disse: “pronto, aí vai faltar R$700 mil para dar a mesma coisa que você deu para a campanha de Iberê”. Para mim, aquilo foi um aviso bastante claro de que ou você participa ou você perde a inspeção. Uma forma muito sutil, mas uma forma de chantagem. R$1,15 milhão foram dados em troca de manter a inspeção”, disse o delator ao Fantástico.
“Infâmia”Por telefone, nos Estados Unidos, José Agripino afirmou à TV Globo que conhece George Olímpio e que tem amigos em comum com ele. Mas negou ter pedido ou recebido qualquer quantia do empresário.
“Eu nunca pedi nenhum dinheiro, nenhum valor a George Olímpio. E conforme ele próprio declarou em cartório, não me deu R$1 milhão coisíssima nenhuma”, respondeu o senador. O presidente do DEM enviou ao Fantástico um documento de 2012, que George Olímpio teria registrado em cartório. “É uma infâmia, uma falta de verdade. Está completamente falso e faltando com a verdade”, afirmou José Agripino.
Todo o material da investigação que se refere ao senador foi enviado à Procuradoria-Geral da República, já que ele só pode responder a investigações com o aval do Supremo Tribunal Federal (STF).
Residência oficialO empresário contou, ainda, que o esquema de corrupção era negociado na residência oficial da então governadora Wilma de Faria, hoje vice-prefeita de Natal. O negociador, segundo ele, era Lauro Maia, filho de Wilma. “A gente marca o encontro no escritório, exatamente para eu repassar esse dinheiro a ele. Todo mês era feito o encontro de contas”, afirmou o delator.
George disse ter contado com o apoio do atual presidente da Assembleia, o deputado estadual Ezequiel Ferreira (PMDB), para aprovar a obrigatoriedade da inspeção veicular sem qualquer discussão nas comissões temáticas da Casa. “Eu digo: de quanto é que seria essa ajuda? Aí o Ezequiel me diz: George, uns 500 mil. Eu tenho como pagar 300 mil. Eu dou 150 quando for aprovado e os outros 150 você me divide em três vezes”, contou o delator. Ezequiel foi denunciado semana passado pelo crime de corrupção passiva.
Faturamento bilionárioEm 2011, quando o esquema da inspeção veicular veio à tona com a Operação Sinal Fechado, 34 envolvidos foram denunciados, inclusive o empresário. Mas só no ano passado ele decidiu colaborar com as investigações.
Com essa fraude, o grupo criminoso pretendia faturar R$1 bilhão ao longo de 20 anos de exploração de uma concessão pública, segundo o Ministério Público.
“Ele estava se sentindo abandonado pelos comparsas, pelos demais membros da organização criminosa e ele, temendo ser responsabilizado penalmente sozinho, procurou o Ministério Público em troca de colaborar para ter a obtenção de alguma espécie de benefício”, disse a promotora de Justiça Keiviany Silva de Sena. Assim como Lauro Maia, Ezequiel e a família de Iberê negaram qualquer envolvimento com o caso.

Brasil está em seu momento decisivo

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1) O momento é decisivo, pois exige resposta urgente da sociedade: aproxima-se o ponto da irreversibilidade do processo de exploração predatória do povo brasileiro e de seus recursos naturais.
2) Nos últimos 60 anos, a oligarquia mundial tem regido sucessivos golpes – com e sem participação militar – para desnacionalizar a indústria e impedir o desenvolvimento tecnológico do Brasil.
3) Desse modo, os carteis financeiros e industriais transnacionais lograram alcançar extrema concentração de poder econômico em suas mãos, o que lhes proporcionou também o crescente controle do sistema político, abrangendo todos os poderes do Estado.
4) Só os que não se indagam sobre a essência das coisas, iludem-se com as aparências da democracia supostamente instaurada em 1988.
5) A Constituição foi produto híbrido das articulações reacionárias do Centrão e de avanços democráticos. Só que a maioria destes se tornou letra morta. Além disso, os mais importantes foram suprimidos por emendas constitucionais.
6) Outra não poderia ter sido a evolução (involução), dadas as relações de poder real, correspondentes às estruturas de mercado, econômicas e financeiras, caracterizadas pela concentração e pela desnacionalização, muito grandes desde o final dos anos 60.
7) Esse quadro não cessou de se agravar, foi acelerado, de 1990 a 2002, e prossegue em marcha.
8) Isso lembra o conceito de enteléquia, de Aristóteles: um princípio de “desenvolvimento” ou programa (como um software), que contém, desde a origem, os elementos conducentes à sua plena realização. No caso, um processo de degradação, como uma doença degenerativa.
9) Na Constituição promulgada em 1988, há, pelo menos, dois pontos incompatíveis com a soberania nacional: o artigo 164 e a inserção fraudulenta –durante o processo da Constituinte – do acréscimo ao art. 166, em seu parágrafo 3º.
10) O art. 164 sujeita o Tesouro – portanto a União Federal e o próprio país – a endividar-se junto aos bancos privados e demais concentradores de capital, pois: a) dá ao Banco Central a competência exclusiva para emitir moeda; 2) o dinheiro que o Banco Central cria, só o pode repassar aos bancos privados, sendo proibido de provê-lo ao Tesouro ou a qualquer ente público.
11) O acréscimo ao § 3º do art. 166 (“excluídas as que incidam sobre: a) ...; b) serviço da dívida; c) ...”) libera os juros e amortizações da dívida dos requisitos a que estão sujeitas outras despesas para serem autorizadas.
12) Em consequência desses dispositivos e do desequilíbrio nas relações de poder econômico e político, o serviço da dívida já nos custou, de 1989 a 2014, em moeda atualizada, mais de R$20 trilhões. Sim, mais de R$20.000.000.000.000,00, o equivalente aquatro PIBs de 2014.
13) Apenas 12 dealers (dez bancos e duas distribuidoras de títulos) determinam as taxas efetivas dos juros dos títulos públicos vários pontos percentuais acima da já injustificadamente elevada Selic, novamente em aumento, todo mês, desde novembro.
14) Embora só uma parte dos mais de R$20 trilhões tenha sido paga com recursos tributários, a maior parte é paga com a emissão de novos títulos do Tesouro. Por isso, a dívida mobiliária interna cresce sempre e ultrapassou R$3 trilhões.
15) Muitos dos manipuladores da opinião publicada (como diz o ex-ministro Roberto Amaral) negam os números reais do serviço da dívida, pretextando que ela se paga com novos títulos do Tesouro, mas, se fossem coerentes, deveriam negar também a própria dívida, pois foi assim que ela cresceu.
16) Além do serviço da dívida, há mais mecanismos – também escondidos do conhecimento público – por meio dos quais o Brasil se descapitaliza em dezenas de trilhões de reais, a cada ano, e transfere renda em favor dos concentradores, principalmente os sediados no exterior, estrangeiros e brasileiros.
17) Em contraste, escancaram-se e magnificam-se, perante o público, casos de corrupção na Petrobras e nas empreiteiras, a fim de fulminar o que resta da indústria e da tecnologia nacionais.
18) Esses são casos reais, e sua repetição tem de ser coibida, punindo exemplarmente todos os indivíduos responsáveis e sem privilegiar os corruptíssimos delatores premiados.
19) Mas isso não será viável, sem modificar profundamente o presente sistema político, em que as instituições e os partidos estão viciados no fisiologismo.
20) As eleições são movidas a dinheiro grosso e pela corruptíssima grande mídia, que abusa da exposição sensacionalista da corrupção, inerente ao sistema, como arma a serviço dos interesses da oligarquia transnacional. E as propostas só tem chances de ser aprovadas no Congresso, à base do “é dando que se recebe”.
21) É imperioso fortalecer a Petrobras, o maior dos patrimônios do País, bem como os conglomerados privados nacionais que desenvolvem valiosas tecnologias, como fornecedoras da Petrobras e prestadoras de bens e serviços em áreas de igual significação estratégica.
22) Não fazê-lo implica decretar a queda do Brasil à condição de subdesenvolvido irrecuperável, intensificando a política que vem destruindo o País, ao eliminar seu capital humano e moldar a infraestrutura segundo o interesse dos cartéis transnacionais estrangeiros.
23) O modelo subjacente a essa política determinou nulo ou pífio crescimento do produto interno bruto (PIB), nos últimos anos, e ele teria sido muito negativo, não fossem os desempenhos da Petrobras, da mineração e da agricultura.
24) Ora, isso reflete a desindustrialização, subproduto da desnacionalização da economia, que se manifesta brutalmente, fazendo o Brasil regredir, de modo devastador, à infraestrutura colonial e desintegrar economia nacional
25) O minério de ferro é explorado, há decênios, em quantidades absurdas, mesmo considerando as fabulosas reservas do País, de resto, desnacionalizadas, desde a privatização da Vale do Rio Doce, em 1997.
26) A Vale, que tem 85% da produção brasileira, planeja chegar a 450 milhões de toneladas/ano até 2018. A exportação do Brasil atingiu 340 milhões de toneladas/ano em 2014.
27) O que fica no país são buracos e poluição, inclusive no caso dos minerais estratégicos como o nióbio e o quartzo, cujos produtos finais são importados por cerca de 100 vezes o preço dos insumos exportados, afora o descaminho desses minérios e dos preciosos.
28) Enquanto a produção de bens de alto valor agregado retrocede, a primária cresce. Um dos maiores escândalos é a soja a ocupar 50% das terras em uso. De sua produção (90 milhões de toneladas), 80% são exportados sem processamento e 10% transformados em produtos de baixo valor agregado, como o farelo.
29) Sobra para o Brasil o empobrecimento dos solos, com emprego excessivo de fertilizantes químicos e de agrotóxicos, gasto descomunal de água, além da poluição de solo e águas.
30) Em suma, a desnacionalização da economia – dominada por cartéis aqui instalados e por suas matrizes no exterior – acarreta prejuízos anuais ao país assim estimáveis:
a) diferença entre a taxa de juro efetiva da dívida pública e a adequada: 0,13 [13%] × R$2,5 trilhões = R$320 bilhões;
b) diferença entre a taxa média dos juros, no crédito às empresas e pessoas físicas, e a que deveria prevalecer: 0,2 [20%] × R$2,6 trilhões = R$520 bilhões;
c) sobrepreços nos bens e serviços produzidos para o mercado interno = 80% do PIB =R$4,2 trilhões;
d) sobrefaturamento das importações de produtos finais e insumos para a indústria, e de serviços: 60% de US$229 bilhões (bens) = US$137,4 × 2,8 = R$385 bilhões + R$115 bilhões (serviços) = R$500 bilhões;
e) subfaturamento das exportações: 50% de US$225,1 bilhões = US$112,5 bilhões × 2,8 = R$315 bilhões;
f) perdas na relação de troca (terms of trade), devidas à primarização da economia: importar, por preços até cem vezes superiores, bens acabados produzidos com matérias-primas exportadas a preço vil.
31) O item “f” é difícil de quantificar, mas corresponde certamente um múltiplo (2 ou 3) do presente valor do comércio exterior do país, a que se deve aplicar outro múltiplo (no mínimo, 10) decorrente de comparar o atual PIB, com o que teríamos, se o País não se tivesse submetido ao modelo dependente, desde os anos 50: R$800 bilhões a R$1.200 bilhões × 10 = R$8 trilhões a R$12 trilhões anuais.
32) Mesmo sem adicionar o item “f”, que equivale ao dobro dos cinco anteriores, a soma destes totaliza R$5,85 trilhões, cujo cálculo não é exagerado: embora possa conter algumas duplas contagens, aplica alguns percentuais provavelmente subestimados.
33) As perdas acima resumidas incidem a cada ano. Não incluem as pontuais, como as enormes transferências fraudulentas para o exterior através do Banestado nos anos 90, nem os prejuízos superiores a R$50 trilhões, decorrentes das privatizações de FHC, afora os que prosseguem, desde então, em função delas.

Gilmar Mendes justifica por que engavetou ação do financiamento de campanha

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Gilmar Mendes: Morosidade ou má vontade?
Há mais de dez meses o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes pediu vistas da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 4.650, proposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), contra o financiamento empresarial de campanhas eleitorais.
Na terça-feira, dia 24/2, ele justificou a demora em se pronunciar dizendo que não é possível discutir financiamento de campanha sem a definição do sistema eleitoral. “Eu acredito que não dá para discutir financiamento de campanha sem definir qual é o sistema eleitoral. Nós temos de discutir isso de maneira ampla”, disse Mendes durante sessão temática do Senado destinada a discutir propostas de reforma política.
A declaração do ministro confirma a suspeita de que a sua “morosidade” em avaliar o processo tinha o objetivo de aguardar o andamento da reforma política no Congresso Nacional.
Em 2 de abril de 2014, seis dos 11 ministros do STF votaram a favor da ação. Apenas um, Teori Zavascki, se manifestou contra. O número de votos favoráveis já era suficiente para que as doações privadas a campanhas fossem consideradas inconstitucionais. Mendes pediu vistas e até o momento não foi marcada nova data para o julgamento, embora o regimento interno do STF determine um prazo de 30 dias para que o processo seja devolvido ao plenário.
Diversos setores dos movimentos sociais criticam o que chamam de má vontade por parte do ministro Gilmar Mendes. Campanhas nas redes sociais e um abaixo-assinado foram criados para pressionar por uma decisão do ministro. A luta é para pôr fim ao financiamento privado de campanha, considerado ponto crucial para o combate à corrupção, pois transforma o processo político em um negócio.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Saiba quem são os nazifascistas do grupo Revoltados On Line

Raul Longo por e-mail

Lembra-se da foto da fazenda do filho do Lula? Da montagem do José Dirceu mais magro sobre uma Halley Davidson? Do dossiê do Pentágono sobre o golpe do Lula para instaurar uma ditadura no Brasil? Da ficha do Dops sobre a Dilma? Da história do sujeito que usava o Bolsa Família para passar o dia bebendo cachaça? Das tartarugas marinhas do Amazonas publicadas no blog do Raul Jungmann? E mais um monte de mensagens com que você continua enchendo minha caixa de correio?
Observe aí quem são alguns dos autores do que você me envia e já que está chegando perto, peço sua permissão para divulgar seu endereço quando se buscar pelos divulgadores.
Apesar de que, em minha opinião, os distribuidores não têm noção do que fazem e como tolos e inconsequentes não se pode nem se deve responsabilizar por nada.
Ou você já comprou sua camiseta e boné? Se ainda não, corra atrás. Dizem que tem até chaveirinho!

Desmascarando os “Revoltados On Line”

Por Juliana Callaway, Segunda, 4 de fevereiro de 2013 às 07:27

Recentemente uma página chamada Revoltados On Line publicou uma notícia mentirosa, afirmando que o @DeputadoFederal Paulo Pimenta era o dono da Boate Kiss. Conheça aqui seus reais donos, sócios e administradores.

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Na foto acima pode-se observar o “todo poderoso” Marcello Reiscaracterizado de “Revoltado On Line”, com boné e camiseta, que são vendidos pelo grupo com intuito de arrecadarem dinheiro com a venda de seus artigos personalizados e com as doações pedidas através de depósitos em contas bancárias.

Dono fundador e administrador

Marcello Cristiano Reis, paulista, mora em São Paulo e é fundador do Revoltados On Line e do Partido Revoltados On Line (clique aqui e aqui para acessar os perfis no Facebook).

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Sócio e administrador

Ricardo Gama, advogado e blogueiro, é natural do Rio de Janeiro e mora em Copacabana, tornou-se sócio da comunidade Revoltados On Line para ter participação com lucro arrecadado e sobretudo para fazer divulgação para o seu blog pessoal, que também pede doações. Mas o objetivo principal em sua sociedade com Marcello Reis no Revoltados On Line era usar os mais de 30 mil membros na época das eleições de 2012 para pedir votos para ele mesmo (Ricardo Gama) para se eleger vereador do Rio de Janeiro (clique aqui). Clique aqui e aqui os perfis do Ricardo Gama no Facebook.

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Ricardo Gama já foi processado pelo deputado estadual André Lazaroni do PMDB/RJ por afirmar neste vídeo que o deputado tem envolvimento com tráfico de drogas na Favela da Rocinha e perdeu o processo e foi condenado a pagar cerca de R$10 mil para o deputado Lazaroni.
Ricardo Gama também foi processado pela deputada estadual do PDT/RJ Cidinha Campos por tê-la chamado de “vagabunda” e incitado a todos que fizessem vídeos e a ofendessem na internet, sobretudo no Twitter e YouTube. E também foi condenado a pagar cerca de R$22 mil para a deputada e ainda condenado a prestar alguns meses de serviços administrativos no 19º Batalhão de Polícia Militar em Copacabana (RJ). Isto sem contar o processo movido pelo delegado da Polícia Federal do Rio de Janeiro, que apurou o caso do processo movido pelo Lazaroni contra Gama por ele ter gravado o depoimento e distorcido as palavras do delegado com vídeos na internet. É só buscarem no Google. Quando Gama viu que seria processado pela quarta vez e desta vez pelo deputado Paulo Pimenta, pulou fora dos Revoltados On Line aos 45 do segundo tempo. Mas ninguém aqui é bobo. Clique aqui para assistir a encenação.

Sócia administradora

Carla Zambelli mora em São Paulo e é administradora e sócia dos Revoltados On Line, além disso é dona da empresa “NasRuas”, que é associada aos Revoltados On Line, observem ela na foto abaixo com a camiseta e o boné dos Revoltados On Line.

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Ah! Como a Carla sugere, se alguém quiser comprar a camiseta, ela indica o site ProlartAqui o perfil dela no Facebook.

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Na foto abaixo, Carla Zambelli usa o canal no YouTube de sua empresa, a “NasRuas”, para chamar Ricardo Gama de covarde, merda e aproveitador. Ela afirma que Gama usou os Revoltados On Line apenas para dar visibilidade a seu blog e joga na cara dele que todos os “revoltados” fizeram vídeos para defendê-lo da Cidinha Campos e que ele nem sequer disse obrigado e que se fez de amigo e ainda fez vídeo para apoiar o PT. Clique aqui para assistir os vídeos e ler os comentários.

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Meu recado para Carla Zambelli: que Ricardo Gama é um merda, covarde, aproveitador e usou todos, nisso concordamos. Lamento que você só tenha visto isso agora. Se lembra que quando tentei alertá-la e você me chamou de “vaca”? Pois é Carla, fica aqui a prova de quem ele realmente é e da ligação/sociedade dele com os Revoltados On Line. Discordo quando você disse que ele fez este vídeo apoiando o PT. Na verdade, o vídeo não foi em apoio ao PT, mas sim para se defender de um eventual processo que pode ser movido pelo deputado Paulo Pimenta contra ele. Porém, você esqueceu de mencionar o mais importante, que foi o fato de ele ter usado o Revoltados On Line para fazer campanha política explícita para ele, como se ferrou nas eleições, com míseros 1.839 votos, a comunidade Revoltados On Line já não tem utilidade para ele.

Administrador

Este é Bruno Toscano Franco, administrador da página Revoltados On Line quase desde sua fundação, natural de Belém e atualmente vive em São Paulo. Reparem que Bruno (no centro da foto) usa a camiseta e o chapéu com a logomarca dos Revoltados On Line. Clique aqui e aqui para acessar seus perfis no Facebook.

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A exemplo de Ricardo Gama, Bruno Toscano nega fazer parte dos Revoltados On Line, porém é mais uma estratégia para não assumir suas responsabilidades nas informações postadas no grupo. Bruno vai além, chama Marcello Reis de “cretino”, diz que foi usado e que acionará a dona do blog que o desmascarou na justiça. Leia o bloge o post.
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Administradora

Ana Prudente é também administradora dos Revoltados On Line. Ana é 
gaúcha de Porto Alegre e atualmente vive em São Paulo.Clique aqui para acessar seu perfil no Facebook.
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Administrador

Dárcio Bracarense Filgueiras é empresário (clique aqui). Nasceu e vive em Vitória (clique aqui).

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Na foto abaixo, Dárcio Bracarense afirma que eu tenho vínculos com milícia e que minha missão seria tirar votos do Ricardo Gama, pois estaria apoiando um “coronel miliciano” no Rio de Janeiro. Pois bem, todos sabem que nas eleições eu estava no Rio de Janeiro e apoiei o coronel da PM Paulo Ricardo Paúl, também candidato a vereador. Só que o coronel Paúl não é miliciano, tenho certeza absoluta e coloco minha mão no fogo. Como será que Dárcio Bracarense do Revoltados On Line provará isso? Na boa, não gostaria de estar na pele dele.

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Administrador

Alex Brum Machado, conhecido como Homer na internet, é natural do Espírito Santo e reside no bairro Fradinhos em Vitória (clique aqui).

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Administrador

Carlos Alberto Fernandes (clique aqui) fez a postagem mentirosa sobre o deputado Paulo Pimenta ser o dono da Boate Kiss no perfil dele e foi compartilhada mais de 13 mil vezes.

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Confiram aqui a postagem mentirosa no Revoltados On Line. Leiaaqui a nota de complementação e esclarecimento.

Conclusão final / Opinião

Pode-se ver hoje em dia muitos grupos, páginas, blogs e pessoas sejam elas blogueiros, “jornalistas”, vloggers que dizem ou pregam a luta contra a corrupção, mas na verdade o que querem mesmo é arrecadar dinheiro de alguma forma, seja com a venda de camisetas, bonés, chaveiros, cliques em links de sites, comunidades de Facebook, vídeos em YouTube, blogs etc. Isto sem falar nos pedidos de doações via banner com números de conta corrente.
O povo anda tão desacreditado e apolítico ultimamente que a população acaba sendo uma vítima fácil de alguns oportunistas que vêm em seus verdadeiros teatros e picadeiros de rua (manifestações) uma forma de ganhar dinheiro.
Sim, a Constituição brasileira permite a liberdade de expressão e as manifestações, afinal o Brasil vive em uma democracia, mas é necessário que os olhos estejam abertos para alguns casos, principalmente aqueles que as pessoas pedem dinheiro e/ou vendem produtos alegando que este dinheiro das vendas as tornarão mais fortes nesta tal “luta contra a corrupção”. Pregam seus ideais se valendo de coisas como desrespeito, palavras de baixo calão, insultos, mentiras, manipulações, difamações, injúrias, calúnias e ódio gratuito. Fomentam a segregação e o neonazismo e exalam arrogância, falsidade, animosidades e repulsa com argumentos falaciosos recheados de sarcasmo e agressividade selvagem.

O Brasil hoje está de luto, uma grande tragédia se abateu sobre a cidade de Santa Maria (RS), mais de 200 pessoas morreram em um incêndio em uma boate chamada Kiss. Quem são os responsáveis pelo incêndio? Como ocorreu? Os culpados serão punidos?

Pois bem, as respostas caberão às autoridades competentes. E nós, seres humanos (independente de partidos e ou ideologias), podemos e devemos cobrar a respostas das autoridades. Mas o que me deixa revoltada e não é uma revoltada on line, é uma revoltada de verdade, é ver o quanto as pessoas podem ser tão medíocres, rasteiras e insensíveis ao luto alheio, plantando informações falsas para atacar um partido e obter mais acessos em blogs, visualizações em seus vídeos, ganharem mais seguidores em suas páginas de Facebook etc. Talvez para que estes novos seguidores sirvam como uma espécie de esquema de pirâmide para maior visibilidade para a venda de seus produtos ou para pedirem votos em épocas de eleições para seus candidatos administradores-sócios de suas páginas de Facebook “apartidárias” e “que lutam contra a corrupção”.

Já fomos menos idiotas.

Sinceramente,

Juliana F. Nogueira Callaway
Graduada em Marketing pela University of Miami