sábado, 26 de março de 2016

Cara de pau: Globo alega falta de tempo ao não revelar nomes de lista da Odebrecht


O documento agora conhecido como “Listão da Odebrecht”, que apresenta mais de 200 nomes e parece ser uma planilha com a indicação de pagamentos feitos pela construtora a políticos e partidos, foi a principal pauta nos noticiários de quarta-feira e de quinta-feira, dia 24/3. Na Globo, os nomes dos envolvidos não foram citados “por falta de tempo”.
Ao falar sobre o tema, o Jornal Nacional e o Bom Dia Brasil veicularam espécie de “nota” com posicionamento do canal. “Além de a polícia não saber ainda se cometeram alguma ilegalidade, a lista inclui mais de 200 pessoas de todos esses partidos. Não faria sentido escolher uns e omitir outros. E o tempo não nos permitiria divulgar todos”.
A emissora explicou que a investigação da Polícia Federal vai revelar se os pagamentos são doações eleitorais ou propina e que a falta dessa confirmação é mais um motivo para não expor os nomes. No total, a lista apresenta nome de políticos de ao menos 24 partidos da base do governo e da oposição associados aos valores. As anotações se referem às campanhas eleitorais de 2012 e 2014 e foram encontradas em endereços do executivo da Odebrecht, Benedicto Barbosa Junior, que foi preso em fevereiro, na fase Acarajé da Operação Lava-Jato.
Abaixo, a íntegra do texto veiculado no JN:O Jornal Nacional não vai divulgar os nomes de políticos listados. O motivo é simples: além de a polícia não saber ainda se cometeram alguma ilegalidade, a lista inclui mais de 200 pessoas de todos esses partidos. Não faria sentido escolher uns e omitir outros. E o tempo não nos permitiria divulgar todos.
A suspeita dos policiais é que se trate de um registro contábil de pagamentos da Odebrecht para campanhas, nas eleições de 2010, 2012 e 2014. Tanto doações oficiais quanto não declaradas, conhecidas como caixa dois.
O esclarecimento vai depender da investigação da Polícia Federal. Não é possível, de antemão, saber se os pagamentos são doação eleitoral legal ou propina. É que mesmo que não estejam na prestação de contas registrada pelo Tribunal Superior Eleitoral, existem formas de pagamento chamadas de “doações ocultas”. São repasses feitos de forma legal aos partidos, que só depois se destinam aos candidatos. Mais um motivo para o JN não divulgar a lista.
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A GLOBO É INIMIGA DO BRASIL
O Jornal Nacional é inacreditável. Qualquer papel higiênico sujo de cocô que chegue à redação do JN, e que contenha acusações ao Lula, a Dilma, ao PT e ao governo, é dado como verdade absoluta e escancarado nas manchetes. Como o listão da Odebrecht traz nomes de tucanos de farta plumagem – dentre eles o José Serra, tratado como “o 333” – o Bonner disse que a ética recomendava esperar as comprovações – e não deu nenhum nome.
Depois as pessoas acham que estou radicalizando quando digo que a família Marinho e as Organizações Globo são inimigas do Brasil e assim devem ser tratadas.
Repito: a família Marinho e as organizações Globo são inimigas do Brasil e assim devem ser tratadas.

Pedro Corrêa cita Aécio e irmã, Itaú, ministro do TCU e outros políticos em delação premiada

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“Não vem ao caso”: Pedro Corrêa delatou Aécio e sua irmãzinha, Nardes e FHC.
Via Folha online em 25/3/2016
O ex-deputado federal Pedro Corrêa (PE), ex-presidente do PP, cita políticos da base do governo e da oposição em sua delação premiada, negociada por cerca de oito meses e assinada há duas semanas com a Procuradoria Geral da República (PGR).
Folha teve acesso a alguns trechos da delação de Corrêa, preso em Curitiba, chamados de “anexos”. O acordo ainda precisa ser homologado pelo Supremo.
Em um destes anexos, intitulado “Mesada de Augusto Nardes”, o ex-parlamentar mira o atual ministro do TCU (Tribunal de Contas da União).
Afirma que, entre 2003 e 2005, quando Nardes era deputado federal pelo PP, ele estava entre os nomes da bancada da Câmara que recebiam propina arrecadada pelo deputado José Janene (morto em 2010) junto à Petrobras e outros órgãos com diretorias indicadas pelo PP.
Corrêa lembra que, quando Nardes foi nomeado ministro do TCU, em 2005, foi destruído um recibo que comprovava o pagamento da propina. Era, segundo Corrêa, um recibo de valor “baixo”, algo entre R$10 mil e R$20 mil.
Isso foi feito, de acordo com o ex-deputado, porque o documento poderia “prejudicar a nomeação”.
O pernambucano também apresentou uma lista de operadores de propina e incluiu o nome de Andréa Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB/MG), e uma de suas principais assessoras, como a responsável por conduzir movimentações financeiras ligadas ao tucano.
A citação a ela é a primeira numa lista que inclui nomes como Marcos Valério, operador do “mensalão”, e Benedito Oliveira, o Bené, investigado na Operação Acrônimo, que apura suspeitas de irregularidades na campanha de Fernando Pimentel (PT) ao governo de Minas Gerais, no ano de 2014.
ReeleiçãoTambém foi apresentado um anexo sobre o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que tem como foco a votação que comprou a emenda constitucional possibilitando sua reeleição, em 1997.
Segundo o relato, o ex-presidente FHC contou com apoio financeiro do empresariado para aprovar o projeto da reeleição. Olavo Setúbal, do Banco Itaú, morto em 2008, é mencionado como alguém que ajudou FHC.
“Olavo Setúbal dava bilhetes a parlamentares que acabavam de votar, para que se encaminhassem a um doleiro em Brasília e recebessem propinas em dólares norte-americanos”, diz o anexo, citando o relato do ex-deputado federal pernambucano.
A delação de Corrêa deve causar impacto, entre outros motivos, porque ele teve quase 40 anos de vida política, parte deles presidindo o PP, legenda que integrou a base aliada dos presidentes FHC, Lula e Dilma.
Passaram por seu crivo nomeações como a de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, um dos primeiros delatores da Lava-Jato.
A colaboração está consolidada em pouco mais de 70 anexos, cada um com um tema. São cinco referentes a Lula e cinco a Dilma.

São Paulo: Cerca de 30 mil pessoas cercam a sede da Globo contra o golpe midiático-jurídico

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Cerca de 30 mil pessoas cercaram a sede da Rede Globo em São Paulo na noite de quinta-feira, dia 24/3, ao finalizar manifestação em defesa da democracia. O protesto pacífico, intitulado “Ato em Defesa da democracia - A saída é pela esquerda”, teve início no Largo da Batata, em Pinheiros, região oeste da capital paulista. Os manifestantes são favoráveis a permanência da presidente Dilma Rousseff no governo e contra o impeachment. O movimento acusa a Globo de “apoiar um golpe contra a democracia no país”.
Por volta das 18h40, o grupo começou a marchar pela Avenida Faria Lima em direção à Zona Sul da capital paulista. Eles passaram pelas avenidas Juscelino Kubitschek e Engenheiro Luis Carlos Berrini. Às 20h45 os manifestantes entraram na Avenida Chucri Zaidan e chegaram em frente à sede da TV Globo.
“Golpe nunca mais, eu tô nas ruas por direitos sociais” foi um dos gritos entoados no protesto. Os manifestantes também entoaram: “barrar a Direita no governo, no Congresso e nas ruas”.
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, que participa do protesto, destacou que “muita gente de vários setores sociais estão lutando contra o golpe”. “O impeachment significa um retrocesso, a imposição de uma pauta neoliberal, com a precarização do trabalho, arrocho. Não haverá estabilidade com impeachment”, afirmou.
Falcão defendeu que o Supremo Tribunal Federal retire a suspensão da nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil. “Lula é ficha limpa, portanto não há nenhuma razão para ele não ser ministro”, disse o presidente do PT
O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos, disse em discurso que o objetivo do protesto é “deter uma ameaça à democracia e às garantias constitucionais”. “Importante dizer que não estamos aqui para defender governo algum”, discursou.
O deputado federal Ivan Valente (PSOL), afirmou: “Estamos aqui para defender os direitos dos trabalhadores e contra o ajuste fiscal. O processo de impeachment está sendo tocado por um delinquente que deveria estar preso: Eduardo Cunha”.
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Gilmar Mendes deu foro privilegiado a ex-ministros de FHC, já fora do cargo

O mundo gira, a Lusitana roda e o ministro Gilmar Mendes tem dois pesos e duas medidas, conforme o coeficiente de “tucanismo” ou de “petralhagem” do caso.
Via nota do Conversa Afiada, do Paulo Henrique Amorim, citando o trecho do memorial dos advogados de Lula citando duas reclamações já julgadas por Mendes e fui assuntar, como se diz na roça.
Vejam que interessante a Reclamação 2.186, julgada em 2008, da qual transcrevo trechos:
Trata-se de reclamação ajuizada por Pedro Sampaio Malan, ministro de Estado da Fazenda, Pedro Pullen Parente, ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República e José Serra, Senador da República, tendo em vista ações de improbidade administrativa contra eles ajuizadas perante a 20ª e 22ª Varas Federais da Seção Judiciária do Distrito Federal.
Tais ações visavam a que:
[...] sejam os réus solidariamente condenados a ressarcirem o erário das verbas alocadas em favor do Banco Econômico S.A., em consequência da assistência financeira que lhe foi prestada e do saque a descoberto na conta das reservas bancárias, no valor total de R$2.975.935.704, 62 (dois bilhões, novecentos e setenta e cinco milhões, novecentos e trinta e cinco mil, setecentos e quatro reais e sessenta e dois centavos), nos termos do art. 12II, da Lei nº 8.429/92, bem como nas verbas de sucumbência; e) sejam os réus, pessoas físicas, condenados, também, à suspensão de seus direitos políticos e, consequentemente, proibidos de exercerem qualquer função pública, e, ainda, neste caso incluída a pessoa jurídica do Banco Econômico S.A.
Numa delas, a da 20ª Vara Federal – vara igualzinha à do Dr. Moro – já havia até sentença a condenar:
[...] os reclamantes foram condenados na Ação nº 96.00.01079-0, em primeira instância, a ressarcir ao erário público verbas alocadas para o pagamento dos correntistas dos bancos sob intervenção (art. 12II, da Lei nº 8.429/92), em face do PROER, nos seguintes termos: “Pelo exposto, JULGO PROCEDENTE, em parte, o pedido do Autor MPF, para condenar os réus PEDRO SAMPAIO MALAN, JOSÉ SERRA, PEDRO PULLEN PARENTE, GUSTAVO JORGE LABOISSIÉRE LOYOLA, ALKIMAR ANDRADE, GUSTAVO HENRIQUE DE BARROSO FRANCO, FRANCISCO LAFAIETE DE PÁDUA LOPES, ao ressarcimento do erário das verbas alocadas para o pagamento dos correntistas dos bancos sob intervenção (art. 12II, da Lei nº8.429/92).
As ações foram propostas quando estes eram ministros e presidentes do banco Central, que tem status idênticos, nas a que resultou em sentença condenatória foi decidida muito depois de que deixassem os cargos e, logicamente, perdessem o foro privilegiado.
Quer dizer, perdessem, mas não para Gilmar Mendes, relator da reclamação que tascou lá, em caráter liminar a “suspensão imediata de todos os atos decisórios praticados nos processos [...] bem como de quaisquer outros atos processuais a eles relacionados e a remessa dos autos ao Supremo Tribunal Federal.
Para em seguida “estender”, por vários anos, o foro privilegiado dos já condenados (vejam que Lula sequer é denunciado, apenas investigado) e anular, por isso, uma sentença judicial, sem apelação:
E não se diga que o fato de os reclamantes não mais estarem ocupando os cargos políticos, que ocupavam à época do ajuizamento das ações de improbidade, desloca a competência desta Corte, pois não é possível modificar a situação fático-histórica de se estar julgamento supostos crimes de responsabilidade, os quais são de competência exclusiva do Supremo Tribunal Federal. Não há outro juízo competente para processar e julgar os reclamantes pela prática de crime de responsabilidade, já que os atos supostamente ilícitos a eles imputados referem-se à época em que ocupavam cargos de agentes políticos. Outrossim, houve o deferimento de medida liminar na presente reclamação, diante da plausibilidade jurídica da tese da nulidade absoluta das decisões reclamadas, em face da incompetência absoluta dos juízes federais para processarem e julgarem as referidas ações de improbidade, de modo que a superveniente perda dos cargos políticos então ocupados não pode ter como consequência, simplesmente, o reconhecimento de efeitos às decisões que foram proferidas por juízes manifestamente incompetentes.
Veja você. O foro privilegiado que se perdeu há seis anos serve para anular uma sentença. Mas não pode ser aceito por quem nem sequer é formalmente acusado de qualquer crime.
A balança no Gilmar, se estivesse na feira, ia ser apreendida pelos fiscais do “pesos e medidas”.

Obama na despedida de Cuba: “Foi uma honra extraordinária”.

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O presidente cubano, Raul Castro, caminha com o presidente dos EUA, Barack Obama, antes do embarque no aeroporto de Havana.
O presidente dos EUA, Barack Obama, concluiu na terça-feira, dia 22/3, sua visita oficial a Havana, dois dias após chegar à capital cubana, no domingo, dia 20/3. O presidente de Cuba, Raul Castro, acompanhou Obama e sua família ao aeroporto José Martí, de onde partiram para Buenos Aires, segunda parte da viagem do presidente dos EUA pela América Latina.
A visita de Obama a Cuba, a primeira de um presidente norte-americano em exercício em 88 anos, foi o marco mais importante até agora da reaproximação entre os dois países, anunciada em dezembro de 2014.
Também nesta terça-feira, Obama fez um discurso ao povo cubano desde o teatro Gran Teatro de la Habana Alicia Alonso, que foi transmitido ao vivo pela tevê e pela rádio estatal em Cuba. O presidente norte-americano reconheceu mais uma vez que o bloqueio econômico imposto a Cuba pelos EUA nos últimos 50 anos é uma política equivocada. “É uma política de isolamento que só afetava o povo cubano, e não o governo”, afirmou.
Obama enfatizou também em seu discurso que os processos políticos – não apenas em Cuba, mas em qualquer lugar– devem estar sempre baseados na democracia. “Há pessoas que não concordam com valores dos norte-americanos como liberdade religiosa e de escolher seus líderes, mas eu acredito que esses são valores universais”, declarou.
O presidente dos EUA agradeceu ainda a acolhida que ele, junto com a família e a delegação norte-americana, teve desde a chegada a Cuba no domingo. “Foi uma honra extraordinária”, afirmou.
O Air Force One, avião presidencial norte-americano, decolou do aeroporto José Martí da capital cubana às 16h20 (horário local, 17h20 de Brasília) de terça-feira, dia 22/3, de onde Obama, sua esposa Michelle, suas filhas Malia e Sasha e sua sogra partiram rumo à Argentina.
Antes de partir, Obama assistiu ao lado de Raul à partida amistosa de beisebol entre o Tampa Bay, time dos EUA, e a seleção cubana no estádio Latino-Americano, em Havana. A equipe norte-americana venceu por 4 a 0.
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OBAMA DIZ QUE VISITA A CUBA REPRESENTA FIM DO ÚLTIMO RESQUÍCIO DA GUERRA FRIA NA AMÉRICA
Ao saudar a plateia presente no Gran Teatro de la Habana Alicia Alonso, Obama disse que foi ao país “oferecer amizade” ao povo cubano.Em discurso na terça-feira, dia 22/3, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que sua visita a Cuba representa o fim do último resquício da Guerra Fria na América.
Obama e Raul conversam enquanto assistem ao jogo de beisebol entre Tampa Bay e a seleção cubana.
Ao saudar a plateia presente no Gran Teatro de la Habana Alicia Alonso, Obama disse que foi ao país “oferecer amizade” ao povo cubano. Segundo ele, a política de isolamento desenhada no passado não se adequa mais ao presente, razão pela qual é necessário pensar em novas relações.
“É hora de deixar o passado para trás e construir um futuro de esperança. Não será fácil, mas podemos fazer isso como irmãos, como vizinhos, como uma família, todos juntos”, disse.
Para Obama, antes de focar nas diferenças, é preciso celebrar as semelhanças entre as duas nações. “As diferenças entre nossos governos são reais, com certeza o presidente [Raul] Castro diria o mesmo. Mas, antes disso, temos que falar sobre o que temos em comum”, destacou.
Ele lembrou do trabalho em conjunto realizado pelos médicos cubanos com soldados e outros profissionais estadunidenses, afirmando que esse tipo de parcerias e de intercâmbio entre os países deve continuar.
Obama reconheceu que a política adotada contra Cuba nos últimos 50 anos era equivocada. “É uma política de isolamento que só afetava o povo cubano, e não ao governo”.
Apesar de se mostrar contrário ao bloqueio, entende que o país caribenho precisa de mais mudanças para melhorar a vida de seus cidadãos. “Mesmo que encerrássemos o embargo amanhã, os cubanos ainda não saberiam do seu potencial sem mudanças contínuas em Cuba”, disse Obama, que defende a eliminação do sistema de duas moedas na ilha e a ampliação do acesso à internet no território.
Disse ainda que aposta muito no povo cubano, que sempre se mostra muito “inovador”, especialmente em seus jovens. “Eu acredito que os cubanos farão as decisões certas”, falou.
DemocraciaObama enfatizou também que os processos políticos – não apenas em Cuba, mas em qualquer lugar – devem estar sempre baseados na democracia. “Há pessoas que não concordam com valores dos norte-americanos como liberdade religiosa e de escolher seus líderes, mas eu acredito que esses são valores universais”, disse.
Sinalizou também que, apesar das diferenças entre os países – Cuba adota em um modelo socialista, enquanto seu país é uma economia de mercado aberto –, a democracia norte-americana pode servir como modelo à ilha caribenha.
Ele destacou que, nas eleições presidenciais em curso em seus país, há dois republicanos cubano-americanos concorrendo contra uma mulher e um socialista democrata.
Agradeceu ainda a acolhida que ele, junto com a família e a delegação estadunidense, tiveram desde a chegada a Cuba no domingo. “Foi uma honra extraordinária”, disse.
Ataques na BélgicaObama lamentou também os ataques em Bruxelas, que mataram 34 pessoas na manhã de terça-feira, dia 22/3, e prestou solidariedade ao povo belga. “O povo norte-americano está com vocês”, disse.
O chefe do Executivo dos Estados Unidos reafirmou ainda que os Estados Unidos farão “o que for necessário” para colaborar no restabelecimento da paz mundial. “O mundo precisa estar unido. Independente de nação, religião ou raça precisamos lutar contra o terrorismo”, disse.
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Raul: “Dê-me a lista com os nomes dos presos políticos. Dê-me os nomes. Se forem presos políticos estarão soltos ainda esta noite”.
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Maior recebedora de verba oficial, Globo acusa sites e blogs viverem do governo


Manifestantes protestaram contra a Globo nas principais capitais do país.
Um conhecido profissional recebeu, há poucos meses, proposta de R$3 mil para veicular anúncio do governo federal na área de Saúde. Ao chegar a publicidade digital foi obrigado a desembolsar em poucos dias o equivalente a 30% a título de impostos e taxas
Artigo no diário conservador carioca O Globo, na terça-feira, dia 22/3, na página de Opinião, assinado por Carlos Fernando Lindenberg Neto, presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), fala sobre a crise e seu papel político na conjuntura do país. Nele, o autor traça um paralelo com a mídia alternativa, a qual acusa de receber dinheiro do governo federal para, por tabela, atacar a reputação da “mídia profissional”.
Por esta lógica, risível, seria responsabilidade da mídia alternativa o fato de a população nas ruas bradar que a Globo apoiou a ditadura? Ora, vamos lá: a mídia, que ele chama de “profissional”, recebe verba do governo há décadas para sobreviver. E não apenas federal, mas dos Estados e municípios, além de empresas públicas. E tem, como marca, contraditoriamente, a demissão de jornalistas quando a idade se aproxima dos 50/60 anos. Em números, as Organizações Globo receberam, em 12 anos, o equivalente a R$6,2 bilhões em verba de publicidade do governo federal. Governos Lula e Dilma, portanto.
Conheço poucos jornalistas (entre as centenas de sites e blogs) que recebam dinheiro federal a título de publicidade. No caso de Conexão Jornalismo, jamais recebemos dinheiro de governos, partido político ou agente político de qualquer legenda ou bandeira. Conexão Jornalismo se mantém com parcerias profissionais e publicidade privada – do Google, inclusive. Não criminalizamos quem receba e nem afirmamos que jamais receberemos. Afinal, trata-se de uma prática absolutamente legal e legítima.
Por outro lado, não entendemos como uma empresa do porte das Organizações Globo pode receber tanto, há tanto tempo, e pretender desqualificar quem receba uns caraminguás para manter viva uma voz alternativa e empregar jornalistas.
Globo controla mídiaPara citar um exemplo, um conhecido profissional recebeu, há poucos meses, proposta de R$3 mil para veicular anúncio do governo federal na área de Saúde. Ao chegar a publicidade digital, foi obrigado a desembolsar em poucos dias o equivalente a 30% (do valor total) a título de impostos e taxas – caso contrário não receberia o pagamento. O depósito do anúncio oficial chegou três meses depois. A isso o autor do artigo chama “mídia engajada e chapa branca que vive do governo”.
Engajada, portanto, em propósitos nada republicanos, é a que chamada “profissional”. E é profissional, sabemos, exatamente em que. Entendo como chapa branca aquelas corporações que vivem do governo ou usam meios questionáveis para ter o controle da publicidade privada. Pena não ter sido citado como beneficiário de dinheiro do governo ou partido político. Processaria e, com o dinheiro, compraria um novo notebook.

Lava-Jato: Encontrada empresa dona da Paraty House, ligada às Organizações Globo

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O Jornal Nacional esteve em Las Vegas, mas não encontrou a Vaincre LLC, uma das donas da Paraty House. Ao investigar a empresa, a PF pode chegar aos donos da mansão. Eles ocultaram patrimônio, crime do qual é acusado o ex-presidente Lula?
Documentos apreendidos pela Polícia Federal no “evento 26” da Operação Lava-Jato, a Triplo X, identificam quem está por trás de uma offshore que é dona da Paraty House e envolvem uma certa Paula Marinho Azevedo, que investigadores terão de determinar se se trata da filha de João Roberto Marinho, um dos controladores do Grupo Globo.
A apreensão foi feita na sede da empresa Mossack & Fonseca, na avenida Paulista, em São Paulo. A Mossack, do Panamá, é um dos maiores laranjais do mundo.
Oficialmente, faz o que define como “proteção patrimonial”: um empresário que queira guardar patrimônio para se proteger da eventual falência de seu negócio monta uma empresa de fachada, por exemplo.
Na prática, não é assim: as fachadas podem servir para sonegar impostos, transferir dinheiro de origem indeterminada ou lavar dinheiro de origem ilegal.
Segundo Ken Silverstein, que escreveu um longo artigo sobre a Mossack, ela serve a ditadores, terroristas e criminosos.
No âmbito da Lava-Jato, a Mossack abriu empresas para que o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, o ex-gerente Pedro Barusco e o operador Renato Góes recebessem propina.
Além disso, a empresa Murray, criada pela Mossack, tem em seu nome 14 unidades do edifício Solaris, que se tornou conhecido por conta do tríplex que teria sido reformado para o ex-presidente Lula – ele nega ser dono do imóvel.
Segundo o jornal O Globo de 28/1/2016, a Mossack é acusada de financiar ações de terrorismo. O jornal da família Marinho reproduziu declaração do Ministério Público Federal segundo a qual “há indícios suficientes de que a Mossack pode ser utilizada na estruturação de operações por meio de offshores, visando à ocultação e à dissimulação da natureza, origem, localização, disposição e propriedade”.
A Paraty House, construída de forma irregular na praia de Santa Rita, em Paraty, litoral do Rio de Janeiro, é hoje uma mansão sem dono.
Oficialmente ela está registrada em nome da Agropecuária Veine Patrimonial, que por sua vez tem como sócia a Vaincre LLC, baseada em Nevada.
Nosso investigador descobriu registros oficiais segundo os quais a Vaincre LLC era gerenciada em Las Vegas por outra empresa, a Camille Services, também criada pela Mossack.
É uma forma de blindagem permitida pela lei de Nevada, em que os verdadeiros nomes dos donos nunca aparecem.
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Como se vê no documento que reproduzimos, a empresa sócia da mansão de Paraty tinha como agente registrado em Las Vegas a empresa MF Corporate Services Limited.
Ironicamente, no dia 28 de janeiro deste ano o Jornal Nacional, da TV Globo, foi à sede da MF, em Las Vegas. Uma sede de fachada, onde funcionam, segundo o telejornal da emissora, 1.046 empresas de papel.
Pois a Polícia Federal, segundo documentos tornados públicos pelo juiz Moro, também encontrou a Vaincre LLC na sede paulistana da Mossack Fonseca.
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Numa lista de anuidades a receber aparece o nome da empresa controladora da Vaincre LLC: é a Glem Participações, que pertence ao ex-genro de João Roberto Marinho, Alexandre. Ele se separou de Paula, a herdeira global, no final do ano passado.
Nas anotações, a anuidade para manter a empresa dona da Paraty House custou US$1.535,00.
Ao lado da menção à Glem aparece o nome Rita e o número 120484.
Como informou o Viomundo anteriormente, a Glem Participações é a permissionária do estádio de remo da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Ela é uma das sócias da Lagoon, cujo nome aparece na fachada exterior do estádio.
Segundo o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, a permissão dada ao genro de João Roberto Marinho, então casado com Paula, foi irregular: faltou concorrência pública.
O contrato inicial foi assinado pelo então governador Marcelo Alencar, em 1997. A Glem se chamava Glen. Três aditivos foram assinados entre a empresa e o governo do Rio desde então. Quase vinte anos depois, o contrato “a título precário” continua valendo.
Várias ações correm na Justiça pela retomada do patrimônio público. O estádio sediará as competições de remo e canoagem das Olimpíadas de 2016.
Em valores atuais, cerca de R$30 milhões em dinheiro público foram investidos em reformas do estádio que beneficiaram, mesmo que indiretamente, a empresa do genro de João Roberto Marinho.
O MP do Rio move uma segunda ação para reaver o dinheiro, argumentando que os investimentos deveriam ter sido feitos pela permissionária – que explora cinemas, restaurantes e um clube noturno num dos endereços mais cobiçados da cidade.
Nos contratos com o governo do Rio, quem assina pela Glen/Glem é Alexandre Chiappetta de Azevedo. A esposa de Alexandre, Paula Marinho Azevedo, assinou o primeiro aditivo como fiadora, ao lado do marido e do então governador Anthony Garotinho.
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Na apreensão feita na sede paulistana da Mossack Fonseca pela Polícia Federal, o nome de uma certa Paula Marinho Azevedo aparece numa anotação.
No item número 11 do auto de apreensão, num papel com anotações manuscritas, o nome de Paula aparece ao lado do número 576764-15. Pode ser o número de uma conta bancária.
Há dois valores associados.
O primeiro, de 3.741,00, ligado à data 27 de julho. Pode ser um pagamento feito por Paula.
A outra quantia, ao lado das anotações Total e Paula Marinho Azevedo, é de134.238,33, provavelmente o saldo bancário do próprio escritório da Mossack em São Paulo.
Só a Polícia Federal, que agora está se debruçando sobre os papéis, pode determinar o significado exato das anotações.
Os documentos apreendidos na Mossack foram tornados públicos na última sexta-feira, junto com os grampos telefônicos do ex-presidente Lula.
São uma verdadeira mina de ouro para a Polícia Federal, que abriu inquérito específico para investigar a Mossack. Há dezenas de nomes de empresas e controladores de empresas em paraísos fiscais. O primeiro trabalho será chamar aqueles que são citados nominalmente nos documentos.
Depois, a PF terá de identificar as sociedades mantidas pelas offshore com empresas que atuam no Brasil. Chegando aos verdadeiros donos, será possível apurar se houve casos de ocultação de patrimônio, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, dentre outros.
O fato de nomes de pessoas e empresas aparecerem em documentos da Mossack, em si, não significa atividade ilegal ou criminosa. É assim nos países em que subsiste a presunção de inocência.
Nos documentos apreendidos na Mossack, a Glem, do genro de João Roberto Marinho, do Grupo Globo, aparece associada a uma segunda offshore, a A Plus Holdings.
A empresa, sediada no Panamá, está na cadeia societária do consórcio que controla o estádio de remo da Lagoa.
Ao lado do nome da A Plus Holdings aparece outra vez a anotação Rita.
Os investigadores ainda não determinaram se se trata de Rita de Cássia de ******** *****, moradora de uma casa de fundos no bairro do Grajaú, no Rio de Janeiro.
Rita aparece como procuradora da Agropecuária Veine Patrimonial – uma das donas da Paraty House – na formação de um consórcio.
Do negócio participou empresa ligada à Brasif, do empresário Jonas Barcellos.
Inquérito recém-aberto pela Polícia Federal vai investigar pagamentos feitos através da Brasif à jornalista Mirian Dutra, então funcionária da TV Globo.
Mirian disse que fechou um contrato de fachada com a Brasif a pedido do ex-namorado, Fernando Henrique Cardoso. Quando o contrato foi fechado a Brasif controlava lojas em aeroportos brasileiros e FHC era presidente da República. Ele nega que tenha acionado uma concessionária de serviço público para fazer pagamentos à ex-namorada através de paraíso fiscal.
O consórcio formado entre a Brasif e a Agropecuária dona da Paraty House era para importar um helicóptero.
Procurada através do Facebook, a procuradora Rita de Cássia de ******** ***** negou ter tido participação no negócio. Na rede social, ela se identifica como ex-funcionária do setor administrativo da Lagoon, a empresa do genro de João Roberto Marinho.
Segundo documentos da Junta Comercial de Minas Gerais, Rita recebeu a procuração para importar o helicóptero da empresária Lúcia Cortes Pinto, outra moradora do Grajaú.
Lúcia foi sócia minoritária da Agropecuária Veine, uma das donas da mansão de Paraty.
O nome de Lúcia também aparece em documento apreendido na sede da Mossack Fonseca, em São Paulo.
É na formação de outra offshore, a Juste International, nas ilhas Seychelles. A Juste é outra empresa da Glem, do genro de João Roberto Marinho.
A empresa foi criada no dia 13 de junho de 2014, com um capital de U$5 mil. Os sócios que aparecem no documento são duas outras empresas, a Direhold Ltd. e a Shareton Ltd.
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Como se vê, neste e em muitos outros casos os investigadores terão pela frente um árduo trabalho.
Como as investigações se dão no âmbito da Lava-Jato, ficarão sob o guarda-chuva do juiz Sérgio Moro, em Curitiba.
Em tese, a Polícia Federal poderá chamar para depor as moradoras do Grajaú cujos nomes aparecem em documentos de alguma forma associados, direta ou indiretamente, às offshore Vaincre LLC, A Plus Holdings, Juste International, Shareton e Direhold.
Elas poderão dar pistas de quem são os verdadeiros donos das empresas. Como as investigações ainda estão no início, a possibilidade de oferta de delação premiada no inquérito da Mossack Fonseca está longe de ser considerada.
Porém, os documentos e anotações apreendidos pela Polícia Federal demonstram que é apenas uma questão de tempo até que se determine quem se esconde por trás da Agropecuária Veine e da Paraty House – e se de fato é um caso de ocultação de patrimônio.
Por conta do tratamento isonômico garantido pela mídia brasileira no caso da Lava-Jato, as descobertas feitas na Mossack em breve ocuparão as manchetes de jornais e longas reportagens nas emissoras de televisão, permitindo à opinião pública que, no molde desejado pelo juiz Sérgio Moro, exerça pressão para que o caso da Paraty House não fique impune.
Abaixo você encontra todos os documentos relativos ao caso:
1) Autos de apreensão da Lava-Jato na Mossack Fonseca em São Paulo;
2) Importação de helicóptero pela Agropecuária Veine/Paraty House em sociedade com Jonas Barcellos/Brasif;
3) Aditivo de contrato do estádio de remo em que aparece a assinatura de Paula Marinho Azevedo
4) Sentença na primeira instância dando ganha de causa ao MP no caso do estádio de remo.
5) Formação da Agropecuária Veine/Paraty House.
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Para acessar os documentos, clique aquiaquiaquiaquiaquiaquiaquiaquiaqui,aqui e aqui.
Nosso investigador preparou um gráfico para facilitar o entendimento das relações. Será que algum leitor poderia transformar em meme? Clique na foto para ampliá-la.
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Cientista político Reginaldo Nasser diz não à GloboNews: “Foi uma decisão política.”

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O cientista político recusou um convite para participar de um programa sobre os atentados na Bélgica por entender que a emissora “não faz jornalismo”. À Fórum, Nasser explicou que já teve falas suas editadas e que tomou a decisão pois, agora, “as coisas passaram dos limites”.
O professor Reginaldo Nasser recusou uma entrevista ao canal a cabo GloboNews, do Grupo Globo, e fez questão de divulgar o motivo em seu perfil no Facebook.
Mestre em Ciência Política pela Universidade de Campinas (Unicamp) e doutor em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), Nasser foi convidado por uma produtora da emissora, via WhatsApp, para participar de uma entrevista na tarde de terça-feira, dia 22/3, sobre os atentados na Bélgica.
“Não dou entrevista para um canal que, além de não fazer jornalismo, incita a população ao ódio num grave momento como esse”, respondeu o professor.
À Fórum, Nasser explicou a razão pela qual resolveu negar o convite, já que participa com certa frequência da programação da GloboNews. Ele deixou claro que cede entrevistas ao canal há mais de dez anos e que, até então, sempre foram programas bons e de qualidade.
“Sempre avaliei que, eventualmente, em crises, há um espaço para profissionais que possam discutir relações internacionais. Mas nos últimos anos eu comecei a notar que as coisas não estavam como antes. Inclusive, em dois programas ‘Painel’ editaram minha fala. De lá para cá, diminuí bastante minha participação até porque os convidados não estavam mais em equilíbrio”, comentou.
De acordo com ele, a “gota d’água” desta vez foi o fato de divulgarem amplamente áudios de conteúdos privados – como foi o caso dos grampos do ex-presidente Lula – e a supercobertura dos protestos pró-impeachment em detrimento das manifestações em defesa da democracia.
“O que eles estão fazendo não é jornalismo. O ápice foi essa coisa apelativa, essa coisa de colocar no ar todo e qualquer diálogo em esfera privada da presidenta e de outras pessoas. Eu avalio que passou do limite”, disse o estudioso, que afirmou ainda ter feito questão de divulgar sua recusa por se tratar de um caso de interesse público.
“Não é uma questão de foro individual. É uma questão pública. Sou professor falando em um meio público. Foi uma decisão política. Se outras pessoas, olhando para isso, julgarem uma atitude adequada, que tenham também essa decisão”, pontuou.

Nova fase da Lava-Jato é para manter o terror na mídia, só que a Bélgica “atrapalhou”

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Dificilmente o país deixará de viver o clima de sobressalto hoje – como vinham sentindo os belgas, antes da tragédia de hoje, brutal e terrível.
Moro desfecha outra megaoperação “gestapiana”, cujos números falam por si da falta de critérios: 110 ordens judiciais, sendo 67 de busca e apreensão, 28 de condução coercitiva, 11 de prisão temporária e 4 de prisão preventiva.
A esta altura, tal imensa quantidade de invasões (67) e de condução forçada e prisão de pessoas (43), só se explica pela intenção de criar um impacto avassalador.
É evidente que, agora, é dobrar as últimas resistências de Marcelo Odebrecht e fazê-lo aderir à delação premiada.
Depois de nove meses de prisão – nem acusado de homicídio fica tanto tempo preso preventivamente – é pouco crível que possam haver provas significativas, se existiam, que não pudessem ter sido eliminadas.
O objetivo central, parcialmente frustrado pelo atentado na Bélgica, era o espalhafato, a repercussão avassaladora e a manutenção da pressão política.
Com o detalhe de enviar um carro ao hotel Golden Tulip, onde Lula está hospedado (porque é isolado e a pouquíssima distância do Alvorada, o que facilita os encontros com Dilma) para criar ainda mais tensão, durante algum tempo.
Ninguém se engane: o roteiro é detalhado, ousado e não encontra limite em qualquer racionalidade judicial.
Vem sendo cumprido há dois anos e chega, agora, a seu ápice.
Falta pouco para a tomada do poder, sob o amparo de uma rota capa de legalidade.