sexta-feira, 2 de outubro de 2009

“A missão do Brasil é transformar o mundo”. Lula na Newsweek – Tradução exclusiva!


O político mais popular da Terra
Por quase sete anos, ele tem feito um trabalho espetacular como presidente do Brasil. Mas será que Lula pode resistir à tentação de continuar nisso?

Ele nasceu pobre e somente soube o que era comer pão aos sete anos. Foi quando Lula subiu num caminhão aberto, com sua família de lavradores e todas as suas posses, e fez uma longa viagem da seca do nordeste do país para uma nova vida nas favelas de São Paulo. Ele largou a escola no 5º ano, engraxou sapato nas ruas, e foi trabalhar numa fábrica de peças automobilísticas aos quatorze anos. Em acidente de trabalho, perdeu um dedo. Com tudo isso, ele conseguiu subir de posição e se gabaritar a tornar-se um líder sindical respeitado internacionalmente. Na época, o Brasil era governado por militares, e greves eram ilegais, mas ele desafiou seus chefes e os generais, e praticamente fechou uma usina elétrica industrial em nome dos operários.
Ele está esta semana em Nova York para dar início a 64ª Assembléia Geral das Nações Unidas. As câmeras de TV poderão focar na personificação do americano simpático, Barack Obama, ou em autocratas pomposos e posudos, como o iraniano Mahmoud Almadinejad, ou o venezuelano Hugo Chávez, mas a maior estrela por perto será um homem simples, barbado, ex-metalúrgico: o presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva. Depois de sete anos tumultuados na presidência, o homem que todo mundo chama Lula continua desfrutando de uma popularidade acima de 70%. Isso seria um feito notável em qualquer lugar, ainda mais num continente onde os presidentes são empregados do povo.
“Aquele é o cara!”, Obama o saudou na Conferência do G20, em Londres, em Abril. “O político mais popular no Planeta”.
Como Da Silva ganhou tal aclamação se deve muito a como a riqueza e o poder estão mudando nesta era pós-crise. Com sua liderança, o Brasil superou a crise global de uma forma melhor do que qualquer outra nação: nenhum banco faliu, a inflação é baixa e a economia está crescendo de novo. “As pessoas duvidaram quando eu disse que seríamos os últimos a ter recessão e os primeiros a sair dela”. Lula nos disse em entrevista exclusiva. “Mas só espere e veja, neste Dezembro: nós vamos criar milhões de empregos este ano.”
Não é tão bom quanto parece: um milhão de empregos seria apenas o número que substituiria os empregos que o Brasil perdeu desde Outubro de 2008. Mas o Brasil parece estar bem, se comparado com a maioria dos outros lugares. Está superando a Rússia e se equiparando à Índia e à China – as outras grandes potências que juntas formam os BRICs, e que lideram a corrida para o crescimento econômico global. Lá se vai o tempo quando, como economista chefe da “Goldman Sachs”, Jim O’Neil relembra de forma jocosa: “As pessoas me disseram que eu coloquei o “B” em BRICs para que a sigla soasse melhor”.
O homem do momento do Brasil diz que não poderia dar crédito para as pesquisas. “Se você tem políticas ruins e tenta vendê-las com falsa publicidade, seus índices não durarão.”, diz. Mas a questão agora é se ele pode continuar apostando no poder de sua própria estrela em ganhos para o Brasil – e, mais indicativo, se ele está pronto para abrir mão do muito que conseguiu como presidente. Ele tem apenas quinze meses a serviço, e aponta como sua favorita para a sucessão a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, que tem pouco reconhecimento nacional e nenhum carisma, como tem seu chefe. Apesar da grande popularidade do presidente, as recentes pesquisas dizem que ela está concorrendo a uma segunda posição e perdendo para a escolha da oposição, o governador de São Paulo, José Serra.
“A áurea de Lula não é transferível”, comenta Dona Hrinak, antiga embaixadora dos EUA no Brasil. Para compensar, o ex-líder sindical começou a fazer o que seus críticos temiam quando ele assumiu o poder em 2003, apertando o controle do governo na economia e fazendo vista grossa quando seus principais aliados são pegos usando o dinheiro público para fins próprios e de forma irresponsável.
Em nome de ajudar os pobres e as classes operárias brasileiras – mas com um foco nas eleições do ano que vem – Da Silva tem repetidamente aumentado o salário mínimo (até 67% desde 2003, quase 40% acima do andamento da inflação) e contribuído para o aumento do salário do governo e o aumento de pensões, uma mudança que só acrescentará problemas para a próxima administração. “Nós temos que dar um pouco mais para aqueles que ganham menos”, diz Lula. Ainda assim, este é o tipo de discurso populista que causa furor. “O risco é o legado de gastos fixos e compromissos no orçamento que Lula deixará para o futuro”, adverte o ex-ministro das finanças Mailson da Nóbrega. A folha de pagamento está crescendo mais do que dez vezes na ordem de investimento público em estradas, pontes e portos. Enquanto isso, Da Silva não tem feito nada para facilitar a carga total tributária, a mais alta nos mercados emergentes, a 36% do PIB. E, quando o líder do senado e ex-presidente, José Sarney, que controla um importante bloco de votos no partido aliado, PMDB, ficou na mira do fogo por dar emprego a amigos e parentes, Lula apressou-se em defendê-lo, dizendo que “Sarney não poderia ser tratado como uma pessoa comum” – uma estranha escolha de palavras, vinda de uma pessoa do povo.
Mesmo assim, se tem alguma verdade certa sobre Lula é que as coisas estão sujeitas a mudança: “Eu sou uma metamorfose ambulante”, ele gosta de dizer, citando o cantor brasileiro cult dos anos 70, Raul Seixas. Seus cabelos têm apenas uma vaga semelhança com o corte irregular do sindicalista de 30 anos atrás. Ele em si nos traz apenas uma vaga lembrança do político que ele se tornou nos anos 80 e 90, fazendo discursos para os pobres e abandonados até ficar rouco. Os caracóis pretos de outrora e a barba descuidada estão bem aparados agora e grisalhos. Em lugar de seu jaleco manchado e de seu jeans boca-de-sino, ele veste ternos elegantes talhados para favorecer sua silhueta arredondada. Seu ceceio (modo de falar) diminuiu e ele teve longas horas de prática para refinar sua gramática (vulgar) e aumentar seu vocabulário. O homem que assumiu o governo dizendo que ficaria satisfeito em melhorar a vida de muitos brasileiros pobres, está agora convencido de que a missão do Brasil do Brasil é transformar o mundo. “O Brasil é um país com instituições sólidas e democráticas”, ele diz. “Nós temos mostrado às nações algumas lições de como enfrentar a crise econômica.”
E, no fundo, ele é o mesmo de sempre. E fala com o tom rouco/baixo profundo que eletrizou seus metalúrgicos. E, com todos os seus modos polidos e roupas finas, nada irrita mais Lula do que ficar preso em seu gabinete. “Ele fica nervoso quando passa muito tempo em sua mesa”, diz seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho. “Ele diz – ‘Eu preciso sair, viajar, encontrar pessoas’ – sua conexão é com as pessoas humildes”. Não há nada do que o presidente goste mais do que quebrar protocolos, sair do script, e (para desespero dos seus seguranças) se misturar à multidão que o adora. Contudo, para seu crédito, ele tem resistido aos pedidos de seus seguidores de alterar a Constituição para que ele se candidate pela 3ª vez, e adverte quanto à falsa impressão de grande celebridade: “Popularidade é como pressão sangüínea”, ele diz. Às vezes está alta e às vezes está baixa. O que é necessário é mantê-la sob controle.”
Esta é uma habilidade que ele adquiriu com esforço. Desde 1989, ele concorreu à presidência três vezes sendo derrotado.
No final dos anos 90, ele estava à beira de abandonar a política. Em vez disso, fez algo mais audacioso: ele se repaginou. Parou com o velho discurso de queda-de-braço, colocou um terno, contratou um treinador de oratória e um genial marqueteiro. Mais importante do que isso: ele moderou sua política de esquerda. A virada foi em Junho de 2002. Ele estava na frente nas pesquisas, mas a economia do Brasil estava parada em grande escala; parecia que o motivo era o fato de os investidores estarem assustados com as perspectivas do presidente Lula. Ele respondeu com a “Carta para o povo brasileiro”, jurando honrar contratos e pagar a dívida do país com o FMI, uma dívida guiada pelas regras do mercado. Foi a maior negociação de risco de sua carreira, equivalente a uma investida contra um furacão. Os extremistas do PT o acusaram de traição, de ter tirado proveito dos banqueiros e do capitalismo. Os executivos também ficaram cautelosos: será que poderiam confiar no “novo” Lula? Os investidores se retraíram, ficaram de mão atadas.
Ele teve uma vitória esmagadora, mas o trabalho duro havia acabado de começar. O alvoroço financeiro da sua pré-eleição havia destruído o crescimento econômico e forçou um pique de desvalorização da moeda brasileira. “Isso não foi fácil.”, recorda-se Lula. “Nós não tínhamos nenhum crédito no exterior. Nossas reservas monetárias estavam muito baixas. A economia estava estagnada”.
Mas um desafio ainda maior era redimir a imagem de extremista de esquerda, que ele e a liderança do PT mantiveram por muitos anos. “Nós assumimos o governo no meio de uma crise de desconfiança.”, diz Carvalho, seu chefe de gabinete e amigo de muitos anos. Nós éramos uma minoria no Congresso. A imprensa estava cética.” Depois de tudo, Carvalho já se permite lembrar: “Até então tudo o que queríamos era não pagar a dívida externa, aumentando os salários. Teria sido um desastre”.

As investigações sobre o caso ENEM

Vamos a algumas considerações sobre o caso do furto das provas do ENEM, a partido que saiu hoje nos jornais.
Primeiro, as conclusões. Depois, o raciocínio por trás delas:
A probabilidade maior foi a de uma operação política. O pedido de dinheiro foi despiste.
Quem atuou foi uma quadrilha organizada, que procurou dois veículos não estigmatizados por dossiês – Estadão e Record – para passar o furo.
Dois trombadinhas-laranja foram escalados para oferecer o material para a Folha no mesmo momento. Mas foi uma óbvia manobra de despiste.
Os bandidos deixaram claro que o sigilo de fonte era a maior garantia de impunidade para essas jogadas: todo esquema de quadrilha tem, na ponta, a contraparte jornalística.
Foi uma operação paulistana, não brasiliense, embora não se descarte a possibilidade dos bandidos terem vindo de Brasília.
Vamos ao detalhamento, a partir das matérias publicadas (clique aqui).
1. Há duas maneiras de se fazer dinheiro com o ENEM. O usual – conhecido por esquemas que fraudam provas de vestibulares – é vender para cursinhos ou pais de aluno. É mais rentável mas supõe um esquema prévio armado. O outro modo é explorar politicamente o episódio. E, aí, há duas hipóteses a serem investigadas. Ou o esquema pretendia dinheiro oferecendo o dossiê a jornais (com o intuito de criar escândalos políticos) ou atuava a serviço de alguma organização política.
2. Na explicação dos bandidos aos repórteres do Estadão, fica claro que a melhor maneira de gerar escândalos criminosos é em parceria com veículos propagadores de dossiês (não é o caso do Estadão). Eles dizem claramente que o sigilo de fonte garante a impunidade, razão para não terem procurado o PSDB. Pode ser uma tentativa algo canhestra de explicar porque procuraram o jornal; pode ser uma tentativa de despiste.
3. Três veículos foram procurados: Estadão, Record e, pelo que se sabe hoje pela leitura dos jornais, a própria Folha. Os que procuraram o Estado e a Record (não se sabe se são os mesmos) tinham claro conhecimento de fontes especializadas, sabiam das implicações políticas do caso e “adoçaram” a boca dos jornalistas acentuando que o caso poderia derrubar Ministros ou procurando legitimar o vazamento com toques moralistas. Os que procuraram a Folha precisaram se valer de um dono de pizzaria para conseguir o telefone do jornal.
4. O objetivo final era obviamente o Estadão ou a Record, mas por qual razão? Uma possibilidade seria o fato de ambos não terem se queimado com armações e dossiês falsos. Outra possibilidade é que as duas portas óbvias – Folha e Veja - estavam impedidas de serem acionadas. A Folha devido ao fato de controlar a Gráfica Plural; a Veja pelo fato da Abril ser grande fornecedora do Ministério da Educação.
5. Qual a intenção de colocar dois trombadinhas para procurar a Folha, então? Uma possibilidade (não a única) é de despiste, soltar penas ao vento para dificultar o trabalho da Polícia Federal, ou colocá-la no encalço de trombadinhas- laranja desviando o foco dos verdadeiros autores.
6. Foi uma manobra paulistana, não se tenha dúvida. No caso da Record e do Estadão, havia uma posição dos bandidos em, sempre, colocar Brasília como fonte do vazamento. Eram os filhos de deputados, ora o delegado da Polícia Federal, ora o funcionário do INEP. Ora, há todo um mercado de dossiês já estruturado em Brasília, em torno de sucursais ou dos próprios jornais locais. Uma possibilidade é que tenham atuado em São Paulo para fugir dos esquemas marcados em Brasília. Mas, sendo assim, a troco de quê a insistência em jogar os holofotes sobre supostas fontes brasilienses? Típica manobra de despiste: a operação foi paulistana, reforçada pelo fato de que o material que os repórteres do Estadão viram já eram provas impressas, e o INEP tinha apenas o print das questões em seus cofres.

EU ACHEI BOM - ALUNO PUNIDO POR PICHAR SALA DE AULA

"Depois da escola ter sido pintada pela comunidade em um mutirão, um aluno pichou a sala de aula.
O que fez a professora?
Mandou o aluno pintar a parede.
Os pais do adolescente reclamaram da punição. Eles não gostaram de ver a bronca da professora num vídeo gravada por outro estudante.
As imagens gravadas por um dos estudantes mostram o aluno de 14 anos cobrindo as marcas nas paredes.
No vídeo, a professora pede que ele tire o boné. "Tira o boné meu amor, tira o boné", diz a professora.
Ela chama o estudante de bobo da corte. "Parece um bobo da corte fazendo palhaçada, estragando as coisas dos outros", diz a professora.
A escola tinha acabado de ser pintada num mutirão de pais, alunos e professores no feriado de 07 de setembro. Foram oito meses arrecadando dinheiro para comprar todo o material.
Só as tintas custaram 1.800 reais. A mãe do aluno achou que o filho foi humilhado. Amanhã faz uma semana que ele não vai a aula e já perdeu três provas.
Andréa vai buscar orientação no conselho tutelar. "Ele errou, tudo bem, mas ele pintou oito salas de aula e a professora botando apelido nele e tirando o chapéu da cabeça dele", diz Andréa Nunes da Silva, mãe do aluno.
A professora, que também é vice-diretora da escola, dá aulas na escola há oito anos. Ela reconhece que exagerou, mas argumenta que ficou revoltada ao ver perdido o trabalho de toda a comunidade. "As pessoas estão sendo punidas por pichar, por destruir, então aqui dentro da escola eu tentei fazer a nossa punição", diz a professora Denise Bandeira.
Mostramos o vídeo para um especialista em educação. "Ela tem coisas certas, mas o modo como ela fez não está bom, que se chame ele a parte, que se converse com ele e até a decisão de ele recuperar o patrimônio, de ele pintar pode ser boa, mas ele tem que estar consciente de que ele estragou e ele pode não estar", diz Fernando Becker, professor.
No vídeo, a professora aparece ainda pedindo o apoio dos alunos para manter a escola limpa, sem lixo e pichação. "Ô pessoal, na boa, ajudem a cuidar", diz a professora.
"Comecem a denunciar: "professora, eu vi".
Olha a diferença dessa escola agora", continua a professora.
A secretaria de educação do Rio Grande do Sul informou que o caso vai ser investigado.
E você o que acha disso? Eu assino embaixo pelo que a professora fez, pois se os pais não tem competência em educar seus próprios filhos, os demais não são obrigados a engolir um "bobo da corte" como este.

Eu disse. Ciro Gomes muda domicílio eleitoral para SP


O deputado federal Ciro Gomes, PSB, anunciou na tarde desta quinta-feira, no Palácio do Campo das Princesas, no Recife, a transferência de seu domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo. A mudança será assinada amanhã.
O anúncio foi feito juntamente com o presidente nacional do PSB, Eduardo Campos. De acordo com Campos, a decisão foi do próprio partido. Ciro disse que aceita com entusiasmo e que isso não significa que ele será candidato ao governo de São Paulo. Ele se mantém como pré-candidato à Presidência da República.
Na entrevista, depois de falar que o governo Lula ultrapassou brilhantemente a crise mundial, ele fez uma critica ao governador José Serra dizendo que ele foi ministro da Fazenda do governo Fernando Henrique Cardoso e que quebrou o País três vezes. Esse é o cara que vai tirar o tucanato de SPaulo.

Presidente da Valisère assina ficha de filiação ao PT amanhã em SP

O PT filia amanhã em São Paulo o presidente da Valisère, Ivo Rosset, e sua mulher, a socialite Eleonora Mendes Caldeira Rosset. Os dois já são antigos simpatizantes do PT.
Rosset organizou em sua casas os principais jantares de apoio a candidaturas petistas, como a do Presidente Lula. Em seus jantares, Rosset costuma reunir vários empresários e potenciais doares para as campanhas do PT.

Pesquisa indica que internet terá destaque nas eleições do ano que vem.

Ao lado da televisão, a internet será a grande estrela nas eleições gerais brasileiras de 2010. Pesquisa nacional do DataSenado ouviu, por telefone, 1.088 eleitores, distribuídos pelas 27 capitais. O levantamento mostrou que a internet já é o segundo meio de comunicação mais usado pelo cidadão para informar-se sobre política, atrás apenas da TV.
Dois em cada três (59%) entrevistados consideram que a rede mundial terá grande impacto no próximo pleito, sendo que entre os cidadãos que usam regularmente sites de notícias e participam de redes sociais (Orkut e Twitter, por exemplo), esse percentual sobe para 64%.
O levantamento do DataSenado buscou, ainda, avaliar a importância relativa dos meios de comunicação no esforço do cidadão para informar-se sobre questões políticas. A TV foi, de longe, o veículo mais usado (67%). Mas a internet apareceu em segundo lugar, com 19% das respostas válidas. O segmento "jornais e revistas" surgiu em terceiro, com 11%. A mídia rádio é preferida por apenas 4% dos entrevistados.
Quase metade dos eleitores ouvidos (46%) acredita que a principal vantagem da internet nas eleições será a troca de informações e idéias entre os eleitores. A possibilidade de facilitar a comunicação entre candidatos e eleitores aparece em segundo lugar, com 28%, o mesmo percentual dos que responderam "divulgar as propostas dos candidatos".
Os entrevistados que disseram usar a internet diariamente somaram 58% dos respondentes; 78% acessam sites de notícias e 53% participam de alguma rede social, como Orkut ou Twitter.
De acordo com o Data Senado, algumas características peculiares dessa nova mídia explicam sua crescente importância no campo da informação política. Uma é o fato de ela oferecer informação em tempo real, com vantagem adicional em relação ao rádio e à TV graças à possibilidade de recuperação de notícias e opiniões. Outra característica importante seria a "diluição e a multiplicação dos papéis dos formadores de opinião, com a massificação da comunicação interativa entre desconhecidos, sobretudo jovens", promovidas pelas redes de relacionamento.

“Muita terra na mão de poucos”. E ainda dizem que o Stédile é radical


Na foto, no momento em que o redator do Globo pedia reforma agrária !
Esta manchete “Muita terra na mão de poucos” NÃO é de um boletim do MST !
Nem foi extraída de um panfleto mimeografado com a assinatura do Lênin, distribuído em Moscou em 1916.
Não, amigo navegante, pasme, é a manchete do Globo de hoje.
Do Globo !
Que continua assim, na capa da seção de Economia
“Censo revela que acesso ao solo é mais desigual que a distribuição de renda no país.”
Trata-se do Censo Agro-Pecuário, que visitou mais de cinco milhões de fazendas em 2006 e foi divulgado ontem pelo IBGE.
O Brasil tem uma concentração de terra pior que a da NAMÍBIA !
Diz o Globo, esse notório panfleto leninista:
“O Índice de Gini do uso do solo no Brasil é de 0,872, muito próximo de um, o que indicaria o nível máximo de concentração” (se o Gini fosse UM, significaria que uma pessoa teria todas as terras do Brasil – PHA).
Em 1996, quando foi feito o último Censo, a taxa era de 0,856.
A concentração da terra no Brasil é 67% superior à da renda no país…”
Ou seja, a concentração aumentou de forma significativa.
- É uma concentração gigantesca e imoral, diz Lênin, quer dizer, Brancolina Ferreira, pesquisadora do Instituto de Pesquisa econômica Aplicada , o IPEA, na área de desevolvimento rural.
Continua Lênin, quer dizer, a socióloga Brancolina Ferreira: “Esse dado dá força à reforma agrária, o único programa faz redistribuição do patrimônio no Brasil.”
E viva a senadora Kátia Abreu, que acreditou na Veja e quer encarcerar o Stédile !
E viva o Ministro da Agricultura, que boicota a atualização do índice de produtividade da terra, que o presidente Lula mandou fazer.

Tasso descobriu que o pré-sal é a luta entre nacionalistas e entreguistas.


Tenho jatinho porque posso. E usar o celular na pista, também

Saiu no Estadão, página B1
“Pré-sal virou questão entre nacionalistas e entreguistas. Tasso Jereissati critica o modo como o governo politizou o debate sobre as regras de exploração.”


O senador Tasso “tenho jatinho porque posso” Jereissati é um gênio.
Ele queria que o debate sobre o pré-sal fosse como o que precedeu a privatização dos telefones que entregou metade do Brasil ao irmão dele, Carlos, e a outra metade ao passador de bola apanhado no ato de passar bola, Daniel Dantas.
Tudo aprovado “em regime de urgência urgentíssima”, e a manipulação dos fundos de pensão das estatais.
Quando o Brasil assistiu àquele momento Péricles de Atenas do Fernando Henrique: “se isso der m…”, estamos todos no mesmo barco.
A virtude do Presidente Lula foi exatamente essa: politizar o debate do pré-sal.
Jogar os entreguistas dos Demo-tucanos de um lado e os nacionalistas do outro.
Lula reproduziu a batalha de Vargas pela Petrobrás.
O partido do senador Tasso “tenho jatinho porque posso” Jereissati também tentou politizar a questão.
Só que com outro objetivo: fazer o jogo dos entreguistas.
O Senador tucano Álvaro Dias, com a mão de gato de outro tucano então na presidência do Senado, montou a CPI da Petrobrás com a missão de desmoralizar, desconstruir a Petrobrás e, com isso, jogar o pré-sal no colo dos clientes do Davizinho Zylbersztajn.
Os entreguistas.
O senador Álvaro Dias, por exemplo, nas reuniões da CPI, recebia perguntas prontas de um repórter do Estadão, jornal terceirizado que se presta aos interesses dos entreguistas.
Os personagens são os mesmos de 1954: Globo, Estadão, o PiG (*) e a UDN.
Estão todos vivos.
E o senador Tasso “tenho jatinho porque posso” Jereissati corre o risco de encerrar ano que vem a breve carreira política.
Exatamente por isso: porque o povo do Ceará (onde há petróleo e o presidente Lula vai instalar a siderúrgica que o FHC não fez) pode não gostar de entreguistas.

Notícias que saem por descuido

A CRISE EM HONDURAS E A SURRA DOS FATOS

Roseann Kennedy é uma comentarista da rádio CBN que – como sabem todos os que ouvem diariamente sua “Crônica do Planalto” – pode ser acusada de qualquer coisa menos de “lulismo”. Ontem, 30/09 Roseann estava na Bélgica, cobrindo como convidada uma reunião do Parlamento Europeu. Entrou ao vivo com o Sardenberg no Jornal do Meio-Dia contando que na reunião só se falava de Honduras. E, vejam só que ironia, Roseann só ouviu elogios à posição brasileira e ao papel que o presidente Lula está assumindo na crise.
A moça foi tão enfática, que o Sardenberg encerrou logo a conversa, sem o ping-pong e a troca de ironias – que são usuais quando o comentário é negativo em relação ao governo. Deve ser porque ligação internacional custa muito caro…
Pelo visto, as críticas ácidas ao “grave erro da diplomacia brasileira” e à “nova gafe internacional” do presidente Lula estão restritas ao PIG tupiniquim e à direita hidrófoba da Fox News. E depois essa gente ainda fala que é o Lula quem nos envergonha no exterior…

Proposta orçamentária do Estado para 2010 atinge R$ 23,7 bilhões

O Projeto da Lei Orçamentária Anual do Estado (Ploa) para o exercício de 2010 atinge o montante de R$ 23,7 bilhões, representando um incremento de 4,1% em relação ao orçamento aprovado para 2009. Entretanto, ao considerar o contingenciamento de cerca de R$ 1,3 bilhão realizado nos meses de março e junho em função da nova realidade que a Bahia, o Brasil e o mundo atravessam com a crise econômica, o crescimento para a Ploa de 2010 chega a 9,9%.
A proposta foi entregue nesta quarta-feira (30), pelo secretário do Planejamento, Walter Pinheiro, ao presidente da Assembléia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, e segue para apresentação de emendas, apreciação das comissões de Constituição e Justiça e de Finanças e Orçamento, e posterior aprovação pelo plenário.
De acordo com Pinheiro, a construção da Ploa de 2010 foi elaborada considerando um cenário que incorpora os impactos da crise econômica mundial e os sinais de recuperação da economia brasileira e baiana. “Priorizamos a área social, concentrando 58,5% do total de recursos orçados para 2010, o que representa R$ 13,6 bilhões e um crescimento de 9,4% em relação a 2009”, ressalta Pinheiro. O secretário disse ainda que este novo modelo de gestão pública planeja um estado cuja população desfrute de qualidade de vida, com equilíbrio social e étnico.

Destaques

Têm participação destacada, no total da despesa prevista, as funções Saúde (15,3%), Educação (15,2%), Previdência Social (10,9%) e Segurança Pública (8,7%). Vale salientar que, do total de R$ 3,5 bilhões destinados à função Educação, estão excluídos os aportes do Estado ao Fundeb, no valor de R$ 2,5 bilhões.
O superintendente de Orçamento Público da Secretaria do Planejamento (Seplan), Cláudio Peixoto, explica que, entre as novidades para o próximo exercício, destaca-se a utilização de critérios mais rígidos para a alocação de recursos.
“Na programação para 2010, por exemplo, trabalhamos apenas com os convênios assinados, evitando assim uma peça com receitas superestimadas”, destaca Peixoto, assegurando ainda que na eventualidade de novas assinaturas será aberto o respectivo crédito suplementar durante a execução do orçamento.

Estado aumenta em 47% investimentos das empresas das quais detém participação majoritária

O orçamento de investimento das empresas em que o Estado, direta ou indiretamente, detém a maioria do capital social com direito a voto e que recebem recursos do Tesouro Estadual totaliza R$ 397,5 milhões, um incremento de 47% em relação ao orçado para 2009. As funções que recebem aportes mais significativos de recursos são as de Saneamento (69,2%) e Energia (12,4%).
Outro destaque é a expansão de 110,7% dos recursos previstos para a área de saneamento em 2010, em comparação com o ano anterior, decorrente, principalmente, dos recursos provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.
Considerando os demais poderes, a Defensoria Pública obteve um incremento de 22,5% na Ploa 2010 em relação ao exercício anterior. Para o Ministério Público, o Judiciário e o Legislativo estão previstos uma ampliação de 12%, 7,4% e 5%, respectivamente.
A Ploa 2010 evidencia os programas e ações a serem executadas no exercício financeiro de 2010, destacando-se as ações prioritárias, visando à consecução das diretrizes, objetivos e metas constantes do Plano Plurianual 2008-2011.
Na sua elaboração, foram observados, além das diretrizes orçamentárias previstas na Lei nº 11.062, de 23 de julho de 2008, os princípios e normas constitucionais pertinentes, e, em especial, da Lei Complementar 101/2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal.

Governo prioriza área social em 2009 e amplia recursos para 2010

Durante entrevista coletiva, nesta quarta-feira (30), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), na sede da secretaria de Planejamento, Pinheiro explicou as prioridades atuais e futuras do governo do estado. De acordo com o Plano Plurianual (PPA), de janeiro a agosto deste ano, já foram empenhados na saúde 71,1% da verba prevista para todo o ano. Logo em seguida está a segurança pública, com 56,5% e a educação com 52,1%.
Para Pinheiro, vale ressaltar que o PPA vai além da visão meramente contábil do conceito de investimento, que considera investimento apenas o que aumenta o patrimônio público, como obras e aquisição de equipamentos e material permanente.
O plano também inclui manutenção e serviços que não aumentam o patrimônio público, mas, que colaboram para o bem estar da população baiana, a exemplo de manutenção de estradas, funcionamento adequado de escolas e hospitais já existentes.
"A maior preocupação desta gestão é o bem estar das pessoas. Por isso, estamos, cada vez mais, investindo nas áreas sociais, como educação, saúde e segurança pública. Aumentamos os recursos no orçamento de 2010 e, até o momento, estamos cumprindo nossas metas de governo”, disse Pinheiro.
As funções que vão receber recursos a mais, se comparadas aos valores do orçamento de 2009, foram, respectivamente, Urbanismo, com 42,1%, seguida das funções Saneamento (26,1%), Saúde (14,2%), Educação (12,6%) e Segurança Pública (6,8%)

Hospital Mário Dourado Sobrinho, em Irecê, ganha 20 novos leitos de UTI

“Finalmente, após 20 anos, estamos implantando o SUS na Bahia. É o caso desses 20 novos leitos de UTI, que são os únicos da região inteira. Por décadas, as pessoas tinham que ir até a capital para receberem este tipo de atendimento. Confesso que fico feliz de começar a reverter esta situação”, afirmou o governador Jaques Wagner, nesta quarta-feira (30), no Hospital Mário Dourado Sobrinho, em Irecê, a 468 km de Salvador.
A iniciativa, orçada em quase R$ 3 milhões, vai beneficiar mais de 700 mil habitantes de Irecê e de outros 37 municípios vizinhos. “Agora não precisaremos mais ir para Salvador para ficarmos internados. Nem sempre tínhamos dinheiro para fretar um carro e, sem dúvida, estes leitos são de muita importância para todos da região”, comentou a agricultora Noêmia de Oliveira.
Do total de leitos inaugurados, dez estão voltados para o atendimento de pacientes adultos e os dez restantes para o tratamento neonatal. Todos equipados com aparelhos de última geração. “É possível que nem mesmo os hospitais particulares tenham essa mesma estrutura. Trata-se de um marco tanto para o município de Irecê quanto para a área de Saúde da Bahia como um todo”, pontuou o governador.
De acordo com o diretor-geral do Hospital, Severiano Abreu, equipes de médicos para atuar nos novos leitos já estão recebendo capacitação. Espera-se que até dezembro a estrutura esteja em pleno funcionamento. “Antes, trabalhávamos em condições mais do que precárias, praticamente operando milagres. Ver o empenho do Governo do Estado em qualificar nossos serviços é gratificante e muito emocionante”, disse.
O serviço de Terapia Intensiva complementa a reforma e ampliação já realizadas pelo Governo do Estado no próprio Hospital, entregue há cerca de um ano. Com estas intervenções, a unidade passou de média para grande porte, por meio de um investimento de R$ 21 milhões.

Leitos de UTI foram ampliados em 40%

Em 2007, Wagner encontrou somente na Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) uma dívida superior a R$ 205 milhões. A rede hospitalar estadual estava sucateada, com a estrutura física de quase todos os hospitais completamente degradada, sem equipamentos essenciais, como a carência de oferta de leitos hospitalares de maior complexidade, em especial de leitos de UTI, com vários fechados por falta de equipamentos ou de pessoal.
“Já aumentamos em 40% os leitos de UTI credenciados. Os principais polos regionais (Conquista, Feira de Santana, Teixeira de Freitas, Irecê, Juazeiro e Barreiras) estão ganhando leitos de UTI e serviços de alta complexidade em neurocirurgia, oncologia, hemodiálise e cardiologia”, explicou o governador.

Encontro sobre biocombustível

Além de inaugurar os leitos hospitalares, o governador participou do Encontro de Mobilização para a Safra 2009/2010, no Hotel Fiesta. O evento – realizado pela Petrobras Biocombustivel em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, com apoio do governo estadual – buscou incentivar os agricultores familiares da região a produzir oleoginosas (mamona e girassol).
O objetivo central foi o de sensibilizar os agricultores para o programa de suprimento de matéria-prima para a produção do biodiesel, realizada na usina operada pela Petrobras, em Candeias.
“Estamos aqui consolidando uma relação de trabalho, voltada para o aprimoramento da agricultura familiar e da produção de biodiesel. Hoje, produzimos um biocombustível da melhor qualidade para abastecer o Brasil e, principalmente, o Nordeste. Vamos alavancar esta produção para aumentar ainda mais a geração de emprego e renda nacionais”, ressaltou o presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rosseto.

Desemprego diminui pelo terceiro mês seguido na RMS

Em agosto, a taxa de desemprego da Região Metropolitana de Salvador (RMS) diminuiu pela terceira vez consecutiva, passando de 20,9%, em julho, para 20% da População Economicamente Ativa (PEA), uma variação na taxa de 4,3%. Houve redução tanto do desemprego aberto, que recuou de 13,3 para 12,8%, quanto do desemprego oculto, que passou de 7,6 para 7,2% no mesmo período.
As informações são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada em parceria pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, Dieese, Ufba, Setre e Fundação Seade.
No último mês analisado, foram geradas 17 mil ocupações, número maior que o aumento de mil pessoas na PEA. Portanto, 16 mil pessoas saíram do contingente de desempregados, estimado em 367 mil. É importante notar que a queda na taxa de desemprego foi causada pela geração de postos de trabalho, que superou o número de pessoas que entraram para a PEA. A taxa de participação passou de 58,4 para 58,3% da população em idade ativa.
Na comparação com julho, o nível ocupacional cresceu 1,2%, sendo calculado um total de 1.468 mil trabalhadores na RMS em agosto. Este resultado deveu-se principalmente à elevação ocupacional nos seguintes setores: serviços, com mais 17 mil postos (2%), comércio, com novas duas mil ocupações (0,8%), agregado ‘outros setores’ (que inclui serviços domésticos e outras atividades), com mais duas mil vagas (1,6%), e indústria, com um aumento de mil postos (0,9%). Por outro lado, apenas a construção civil apresentou perda de cinco mil ocupações (-5%).
De acordo com a posição na ocupação, em agosto, houve incremento de dez mil postos no emprego assalariado (1,1%). Verificou-se elevação de nove mil vagas no contingente do setor privado (1,2%) e mais mil ocupações no setor público (0,5%).
O setor privado apresentou movimentos diferenciados entre os contingentes de assalariados com carteira e os sem carteira assinada. O primeiro teve aumento de dez mil ocupações, enquanto o segundo registrou redução de mil postos. O número de autônomos e do agregado ‘outros setores’ (que inclui empregadores, trabalhadores familiares, donos de negócios familiares, etc.) aumentou em seis mil e mil vagas, respectivamente. O contingente de trabalhadores domésticos não sofreu alteração em relação ao mês anterior.
Em julho, o rendimento médio declinou para ocupados (0,6%) e para assalariados (1,3%). Os valores desses rendimentos foram estimados em R$ 961 e R$ 1.066, respectivamente. Uma das razões para a queda do rendimento médio vem da defasagem sofrida pelo salário mínimo, que foi reajustado a última vez em fevereiro deste ano.

Comportamento em 12 meses

Na comparação entre agosto de 2008 e 2009, a taxa de desemprego permaneceu relativamente estável, passando de 19,9 para 20% da PEA. Esse resultado decorreu do desempenho da taxa de desemprego aberto, que evoluiu de 12,2 para 12,8%, e da taxa de desemprego oculto, que diminuiu de 7,6 para 7,2%.
O contingente de desempregados aumentou em mil pessoas, devido à saída de três mil indivíduos da PEA e à retração do número de ocupados (menos quatro mil pessoas). A taxa de participação retraiu de 60% para os atuais 58,3%.
O número de ocupados passou de 1.472 mil pessoas para 1.468 mil. Foram observados movimentos diferenciados entre os setores de atividade: aumento ocupacional no comércio, de 17 mil empregos (7,4%), e na construção civil, de dez mil postos (11,8%), e redução nos serviços, menos 12 mil ocupações (-1,3%), na indústria, menos 11 mil postos (-8,7%), e no agregado ‘outros setores’ (que inclui serviços domésticos e outras atividades) retraiu oito mil vagas (-5,8%).
Na posição ocupacional, o contingente de trabalhadores assalariados aumentou em 11 mil vagas (1,2%), com crescimento do emprego no setor privado de seis mil e no setor público, de sete mil. No primeiro, registrou-se aumento de 30 mil postos de trabalho assalariado com carteira assinada e diminuição de 24 mil postos sem carteira. O contingente de autônomos aumentou em cinco mil pessoas, enquanto o de domésticos e o do agregado ‘outros setores’ reduziram-se em nove mil e 11 mil, respectivamente.
Em julho deste ano, relativamente ao mesmo mês de 2008, o rendimento médio real diminuiu para a população ocupada (1,9%) e, em maior proporção, para a assalariada (3,7%).

Mais longe, mais forte e mais rápido

Vencemos! Os Jogos Olímpicos de 2016 serão sediados pelo Rio de Janeiro. O Brasil já mostrou ao mundo sua capacidade de superação. Superamos crises políticas e crises econômicas. Com nossa economia organizada, fomos o último País e sofrer o impacto da maior crise financeira mundial desde 1929. E conseguimos sair dela na frente de todos.
Hoje somos ouvidos e respeitados nos principais fóruns mundiais. Lutamos para que os países mais pobres tenham mais oportunidades de se integrar à economia global e melhorar a vida de seus povos. Persistimos na exploração de petróleo, em águas cada vez mais profundas, para assegurarmos a energia ao nosso crescimento mais vigoroso. E descobrimos o Pré-sal, essa reserva maravilhosa que Deus escondeu abaixo da camada de sal do Oceano Atlântico.
Estamos superando nossa crise social, enraizada nas desigualdades históricas das classes sociais. Integramos mais de 20 milhões de pessoas que estavam abaixo da linha da pobreza e hoje pertencem à classe média. Tem mais gente consumindo mais, fazendo girar mais rápida a roda da economia, que gera empregos e distribui renda.
Estamos ganhando auto-estima, tendo mais confiança em nós mesmos, na nossa capacidade e criatividade. A noção de que podemos superar as dificuldades e ter mais sucesso na vida. Sim, nós podemos. Basta que a gente tenha oportunidades.
O Comitê Olímpico Internacional (COI) nos deu uma oportunidade, hoje. A chance para mostrar ao mundo que somos capazes de organizar o maior espetáculo esportivo do mundo. Não temos uma economia tão rica quanto a do Japão ou dos Estados Unidos. Não estamos no continente considerado o berço da civilização, como a Espanha. Mas somos um povo especial a espera dessa chance para mostrar nossa força cultural, nossa garra e nossa simpatia.
Vamos aproveitar essa Olimpíada para acelerar ainda mais o crescimento do País e a redução das desigualdades. Vamos levar mais longe nossas empresas, nossos trabalhadores, nossos jovens e crianças, nossos cidadãos idosos, nosso conhecimento científico e tecnológico, nosso empreendedorismo e nossa solidariedade.
Vamos construir um País mais forte, mais determinado e mais vibrante. Para levar mais Brasil para mais brasileiros. E mais brasileiros para um mundo novo. Viva o Brasil! E viva os Jogos Olímpicos do Rio!

Bate-boca marca discussões sobre novo Código Florestal

Uma manobra da bancada ruralista(Kátia Abreu(DEM) e a reação estridente de parlamentares ambientalistas transformou ontem a primeira reunião da comissão especial do novo Código Florestal em um festival de xingamentos, gritarias e ameaças que quase levou os deputados à agressão física.
Dedos em riste, os ambientalistas protestaram contra a formação da chapa que conduzirá os debates sobre a revisão das regras ambientais do país. Com o aval do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), os ruralistas incluíram o deputado Sarney Filho (PV-MA) como 1º presidente da comissão. O líder dos "verdes", Edson Duarte (BA), estrilou, rejeitando qualquer acordo para legitimar a direção dos trabalhos. "Todo mundo já sabe o que se quer aprovar aqui. E não vamos participar desse teatro", gritou. "Não fiz acordo com ninguém, não indiquei ninguém, e o deputado Sarney também não concordou com isso".
A reunião havia sido transferida de um amplo auditório para a menor sala das comissões. A estratégia, acusaram os ambientalistas, era esvaziar a sessão para garantir o controle dos trabalhos.
Constrangidos, os ruralistas passaram a defender a suspensão da sessão de instalação. "Vamos ter calma, buscar o acordo", pregou Waldemir Moka (PMDB-MS). Mesmo assim, a manobra foi interpretada pelos ambientalistas como uma forma de "tratorar" a oposição à revisão do Código Florestal. Na prática, o embate reproduziu as divergências inconciliáveis dentro do governo entre os ministros Carlos Minc (Meio Ambiente) e Reinhold Stephanes (Agricultura) .
O impasse provocou a ira dos ambientalistas, que montaram uma "blitz" com parlamentares de esquerda ligados a movimentos sociais para questionar a decisão. A deputada Vanessa Graziotin (PCdoB-AM) reclamou da composição da chapa. "Eles querem fazer as coisas na surdina, mas vão ter que nos enfrentar antes", prometeu. Em seguida, o líder do PSOL, Ivan Valente (SP), e o deputado José Genoino (PT-SP) tentaram falar como "líderes", o que lhes garantiria precedência e prioridade sobre os demais. Sob pressão dos ruralistas, o presidente da reunião, Valdir Colatto (PMDB-SC), decidiu encerrar a sessão de instalação.
A nova manobra desatou protestos e acirrou os ânimos dos dois lados. Sob ameaças de "denúncia internacional" da manobra pelos ambientalistas, os ruralistas reagiram afirmando que as indicações dos nomes da chapa foram feitas em reunião prévia dos líderes com o presidente Michel Temer. Genoino esbravejou e passou a acusar os ruralistas de "golpe" na comissão. "Aqui, não é um fazendão. Vocês não estão tratando com boi", gritou. O deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS) levantou e passou a insultar Genoino: "Sem vergonha. Querem vender o Brasil para essas ONGs internacionais" . Sob os holofotes, e aos berros, Genoino retrucou: "Aqui não passa trator. Os líderes não foram ouvidos. É bom para a imprensa registrar". O tumulto contagiou todos os 20 deputados presentes. "Você chegou agora", berrou Marcos Montes (DEM-MG) para Valente. "Esse presidente interino cassou a palavra de um líder", retrucou o líder do PSOL. "Ele se exaltou para aparecer na TV. A minoria tem que respeitar a maioria", gritou Valdir Colatto.

Lula é 2º presidente em aceitação na América, diz estudo


O Presidente Lula, com 81% de apoio, é o segundo em aprovação entre os líderes da América, segundo uma compilação de pesquisas divulgada hoje pela mexicana Consulta Mitofsky (CM).
Na pesquisa, Lula aparece atrás apenas do presidente de El Salvador, Mauricio Funes, que tem 84% de aceitação, e está uma posição à frente da chefe de Estado do Chile, Michelle Bachelet, que tem 78%.
O grupo de presidentes com maior aceitação é completado pelo panamenho Ricardo Martinelli, com 77%, e o colombiano Álvaro Uribe, com 70%.
A Consulta Mitofsky destacou os casos de Brasil e Colômbia, ao dizer que são "exemplo de altas avaliações apesar dos anos de Governo dos presidentes de ambos os países".
A sondagem da empresa mexicana não inclui Hugo Chávez (Venezuela); Leonel Fernández (República Dominicana); Stephen Harper (Canadá), e Daniel Ortega (Nicarágua), "por questões de falta de informação".
"Por razões muito particulares" , diz a pesquisadora, não é considerado também Honduras, onde um golpe de Estado tirou do poder o presidente Manuel Zelaya há três meses.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama (52%), o equatoriano Rafael Correa (51%), o paraguaio Fernando Lugo (50%), e o guatemalteco Álvaro Colom (46%), aparecem em uma zona intermediária do ranking.
Os dados apresentados hoje se baseiam em enquetes com diferentes metodologias compiladas pela Mitofsky e que foram publicadas entre maio e setembro deste ano em cada um dos países.

Enfim livre:Lula derruba restrições na web


O Presidente Lula sancionou nesta terça-feira a minirreforma eleitoral, garantindo que as novas regras possam valer já no pleito de 2010. O conjunto de normas para o processo eleitoral sofreu vetos do presidente, que derrubou a única restrição à atuação da web mantida pelos parlamentares. A despeito dos vetos, Lula decidiu manter a autorização para votos em trânsito e a obrigatoriedade de impressão das escolhas feitas por meio de urna eletrônica.
Na Câmara dos Deputados, em uma manobra do relator da reforma, Flávio Dino (PCdoB-MA), a internet havia sido igualada a rádios e televisões no que diz respeito aos debates de campanha. Pelo texto aprovado pelos deputados, rádios, televisões e portais de internet poderiam promover debates, devendo obrigatoriamente convidar todos os postulantes ao cargo público que tivessem representação na Câmara dos Deputados. As rodadas de apresentação de propostas poderiam ser divididas em blocos de três candidatos cada e pelo menos dois terços dos políticos convidados precisariam concordar com as regras do debate proposto.
Com a intervenção de Lula, a internet passa a não ter qualquer tipo de restrição em relação a debates. A Secretaria de Comunicação Social, que defendeu o veto junto ao presidente, argumentou que a web é um ambiente livre para pensamento e não pode ser comparada a rádios e TVs, alvo de concessão pública.
Outro trecho vetado previa a utilização de uma tabela, com preços médios de mercado, para que empresas de radiodifusão deduzissem Imposto de Renda cada vez que veiculassem propaganda eleitoral obrigatória. A regra atual, mantida a partir do veto presidencial, estabelece que as empresas estimem o quanto lucrariam em publicidade em um determinado horário da programação, com os custos dos últimos 30 dias e dos 30 dias subseqüentes à propaganda, e deduzam este valor ao veicularem em rádio e TV a publicidade dos candidatos.
O terceiro veto corresponde à parte da lei que previa que o parcelamento da multa eleitoral poderia ser negociado junto à Receita Federal. A derrubada do dispositivo pelo Poder Executivo não significa que não haverá mais parcelamento de multas eleitorais, e sim que eles devem ser, como são atualmente, de responsabilidade da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Voto impresso e em trânsito

Alvo de duros ataques do ministro da Defesa e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Nelson Jobim, a obrigatoriedade do voto impresso passa a valer a partir das eleições de 2014 e estabelece que as urnas devem ter um dispositivo que permita a impressão da escolha do eleitor para que se garanta uma futura auditoria da Justiça Eleitoral. Atualmente, os votos são feitos apenas em urnas eletrônicas e, em caso de defeito do equipamento, em urnas de papel.
Também alvo de polêmica, o Presidente Lula garantiu o direito de eleitores em trânsito no território nacional poderem votar para presidente e vice-presidente em urnas instaladas exclusivamente nas capitais. O ministro Nelson Jobim chegou a argumentar que o voto em trânsito obrigaria que a Justiça Eleitoral conectasse as urnas eletrônicas em rede, abrindo espaço para a invasão de hackers. O argumento não foi levado adiante e a partir das eleições de 2010 quem estiver fora do domicílio eleitoral pode participar da escolha de candidatos votando nas capitais. Esses eleitores em trânsito ainda terão de justificar o voto para os demais cargos.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, pediu, na última sexta-feira, que Lula vetasse os dois pontos da minirreforma eleitoral. O ministro afirmou que as duas normas em vigor "nos trazem dificuldades operacionais irremovíveis" .

Restrições à internet

Durante as discussões da minirreforma eleitoral no Congresso, senadores Marco Maciel (DEM-PE) e Eduardo Azeredo (PSDB-MG) chegaram a propor que os portais de internet não pudessem emitir opiniões em relação a um candidato específico, além de todos os candidatos alvo de cobertura pelos websites terem obrigatoriamente de ter o mesmo espaço de destaque, a não ser que houvesse "motivo jornalístico que o justifique".
No texto aprovado pelas comissões e derrubado pelo Senado e pela Câmara, os portais também não poderiam apoiar candidatos via web e seria responsabilidade deles, a partir do início de julho do ano da eleição, não divulgar propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido ou coligação.
Os sites não poderiam ainda veicular imagens de realização de pesquisa ou qualquer outro tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado. Todas essas ressalvas à atuação da internet foram derrubadas pelo Plenário da Câmara no dia 16 de setembro.

Por que a Folha não quer Toffoli no STF?

A Folha de S.Paulo, não gostou do indicado pelo Presidente Lula para o Supremo Tribunal Federal, o advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli.Todos os dias, depois de ser indicado, a Folha publica matérias detonando Toffoli.
"Toffoli É uma pessoa qualificada, com um bom diálogo com o Supremo Tribunal e que tem atuado de forma responsável. Portanto, não vejo problemas" (palavras de Gilmar Ferreira Mendes - presidente do Supremo Tribunal Federal, quando a Folha o procurou).
A Folha perdeu um aliado e a compostura. Hoje, na tentativa de criar escândalo, coloca no mesmo balaio, ex-ministro, com a ministra Dilma. Muito engraçado mesmo. Enquanto os ministros eram nomeados pelo FHC e antecessores, não tinha celeuma alguma. Tratava-se de um processo natural, previsto na Constituição etc. É só o Lula fazer uma nomeação e eis que a folha vasculha a vida do indicado. Primeiro o jornal saiu com a notícia de que, a ex-mulher do Toffoli ocupou cargo de assessora da Diretoria-Geral da Imprensa., teve ainda as notícias; Foi reprovado em exames para magistratura, foi advogado militante do PT, ele foi condenado no Amapá, ele é muito novo...Ah, sim, a notícia de que Toffoli não tem doutorado.
Que tal dissecar um desses super-qualificados com doutorado que infestam o Brasil?. Por que não o ex presidente da República?. O senhor Fernando Henrique Cardoso é um erudito, um intelectual, além de sociólogo, doutor honoris causa, etc...recebeu centenas de diplomas que engordaram seu currículo invejável...e o que esse senhor FHC fez com o Brasil? Toda essa enorme qualificação serviu pra que?. Para privatizar a nação? Para dar a ele o direito de entrar sem ser convidado nos lares brasileiros, em horário nobre da tv, e mentir vergonhosamente, na maior cara-de-pau? . Para enganar aqueles milhões de idiotas que acharam pouco o nada que ele fez no primeiro mandato, e ainda o elegeram para o segundo?. Um erudito que teve oito anos para brilhar e acabou afundando o Brasil...
Mas, na verdade, a maior condenação do Toffoli tem sido da imprensa. Hoje, no dia de Toffoli ser sabatinado, mais um factóide.
O partido da imprensa golpista não descansa, é todo dia uma nova calúnia, uma nova injuria, uma nova difamação, uma nova mentira, mas pior que isto é a burrice de não enchergarem que a população não acredita mais nos órgãos desta corrupta imprensa, que se vende a troco de banana.A imprensa, jornalistas, tem interesses econômicos bem determinados e por iso não podem fazer este papel de levantar a bandeira da ética.
Definitivamente, o jornal Folha de S.Paulo, não quer Toffoli no STF. Quer saber de que lado está o jornal?
Alguns políticos, ligados ao agronegócio, não gostaram da atuação de Toffoli a favor da demarcação contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima - os fazendeiros, como o prefeito (que ja esteve preso) Paulo César Quartiero (DEM), produtor de arroz e chefe dos fazendeiros que ocupam área da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, foram expulsos. O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) já avisou que, por isso, votará contra Toffoli.Kátia Abreu (DEM) também é a líder da associação dos produtores de arroz da região.
Os tucanos não gostaram da posição contra a lei antifumo do governador de São Paulo, José Serra (PSDB-SP), e do trabalho para podar a independência das agências reguladoras. Toffoli concentrou na AGU a tarefa de defender os interesses das agências nos tribunais superiores, o que submete essas defesas ao crivo do Executivo.
Os mesmos tucanos aplaudem, porém, o trabalho da União ao conter a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que insiste em impor restrições à publicidade de remédios e da cerveja por resolução - a AGU diz que isso só pode ser feito por projeto de lei ou medida provisória.
Os governistas avaliam, como o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), que, se tiver um quórum alto, "a chance de a oposição derrotar o governo é sempre menor". Para Wellington Salgado (PMDB-MG), "o problema é que estão misturando a situação de Toffoli como advogado da União, que tem de defender os interesses do governo, com a de ministro do Supremo".
A sabatina de Toffoli na CCJ está marcada para começar às 10 horas. A expectativa é de que o nome seja aprovado sem grandes dificuldades - dos 23 integrantes da CCJ, só 10 são de oposição. Eventuais dissidentes da base aliada na comissão não estão dispostos a correr o risco de ver a sua "traição" descoberta. Daí o temor do governo de uma derrota no plenário do Senado, local onde os votos contrários à indicação de Toffoli são mais difíceis de serem detectados.
O Congresso está às vésperas do fim do prazo para filiação partidária e parte dos senadores quer viajar logo para seus Estados, o que pode complicar o quórum. Além disso, os partidos de oposição - DEM e PSDB - prometem obstruir a sessão do Senado, caso não seja votado ainda hoje projeto de lei de suplementação orçamentária de R$ 1 bilhão para os municípios. "Se não votar esse projeto, não vota o Toffoli", avisou Agripino.
Dos 23 integrantes da CCJ, só 10 são de oposição. Eventuais dissidentes da base aliada na comissão não estão dispostos a correr o risco de ver a sua "traição" descoberta. Daí o temor do governo de uma derrota no plenário do Senado, local onde os votos contrários à indicação de Toffoli são mais difíceis de serem detectados.
Os governistas ficaram assustados depois do resultado da votação de José Múcio Monteiro (PTB) para o Tribunal de Contas da União (TCU). Apesar de festejado por senadores de todos os partidos durante sua sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Múcio obteve 46 votos a favor de sua indicação - só 5 a mais que o mínimo necessário - e 11 votos contrários. O governo teme que, com quórum baixo, o nome de Toffoli seja rejeitado ou o placar fique apertado.

Aécio aposta em Chalita para desgastar tucanos


Na filiação do ex-tucano Gabriel Chalita ao PSB, ontem, ficamos sabendo um pouquinho do acontece nos bastidores do tucano.A articulação que levou Chalita ao PSB de Ciro Gomes teve participação de líderes do PT e incentivo até do governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), que deve disputar prévia contra Serra.Antes de decidir entrar no PSB, Chalita se encontrou com o governador mineiro, Aécio Neves, em Belo Horizonte. Aécio encorajou a ida do parlamentar para a legenda, mesmo ciente de que teria algum reflexo eleitoral para o PSDB paulista.
Chalita disse querer disputar o Senado, mas começa a ser cotado para disputar o governo paulista, pela base aliada do Presidente Lula.
O vereador, apoiado por alas da Igreja Católica, como a Canção Nova, disse que viu os adversários sofrerem com Serra: - Política de subsolo é uma coisa muito feia.
Chalita voltou a criticar o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Disse que ele "não é um político que admira" e alegou ter sofrido retaliação e censura quando estava no partido. "Vi adversários sofrerem. Política de subsolo é uma coisa muito feia." O vereador afirmou que no PSDB "quem dá as cartas" é Serra e que foi censurado por elogiar o ministro da Educação, Fernando Haddad, e ter se encontrado com Gilberto Carvalho. Serra evitou comentar as críticas. "Não vou falar disso. Não tem a menor importância."
Chalita, que foi secretário de Educação no governo Alckmin, disse que deixou o PSDB porque não tinha espaço para apresentar críticas ao governo e que Serra desmontou a educação em São Paulo. Segundo ele, falta democracia no partido, onde "Serra dá todas as cartas".Nem precisava o Chalita ter dito, professores já cantaram essa bola "Serra é um ditador"
A filiação reuniu o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e líderes petistas, além de quatro mil pessoas. A ida de Chalita para o PSB teve participação do secretário de Lula, Gilberto Carvalho, e de Cândido Vacarezza, além de líderes do PSB.
Chalita disse que prefere o Senado, mas não descarta disputar o governo do estado. Ciro lançou Chalita para disputar o governo paulista.
O governador José Serra ignorou as críticas: - Não vou falar disso. Não tem a menor importância - respondeu

Para 'Time', Brasil é 'primeiro contrapeso real aos EUA no Ocidente'


Para revista, vizinhos, como Chávez, querem voz do Brasil em crises

Uma reportagem publicada nesta quarta-feira na edição online da revista americana Time diz que, ao mediar a crise hondurenha, o Brasil se tornou "o primeiro contrapeso real" à influência americana "no hemisfério ocidental".
Considerando que o Brasil foi "trazido" para o coração do imbróglio pelos vizinhos, mais especificamente pela Venezuela do presidente Hugo Chávez, a revista diz que "Brasília se vê no tipo de centro das atenções diplomático do qual no passado procurou se afastar".
Entretanto, diz a Time, o país "não deveria se surpreender" com o fato de ser chamado a assumir tal responsabilidade.
Para a publicação americana, "nos últimos anos, a potência sul-americana tem sido reconhecida como o primeiro contrapeso real aos EUA no hemisfério ocidental – e isto significa, pelo menos para outros países nas Américas, assumir um papel maior e mais pró-ativo em ajudar a resolver distúrbios políticos do Novo Mundo, como Honduras".
"Lula e Obama são colegas e almas gêmeas de centro-esquerda, mas quando Obama disse, no mês passado, que aqueles que questionam sua resolução em Honduras são hipócritas, porque são 'os mesmos que dizem que nós estamos sempre intervindo na América Latina'", recorda a reportagem, "ele estava incluindo o Brasil, que expressou sua preocupação em relação aos esforços dos Estados Unidos".

Diplomacia ativa

Citando a participação brasileira em crises regionais, como os conflitos diplomáticos envolvendo Colômbia e Venezuela, e a liderança das tropas do país no Haiti, a revista nota que a diplomacia brasileira é "dificilmente ociosa" na América Latina. "E Lula, um dos mais populares chefes de Estado do mundo, se tornou talvez o mais efetivo intermediário entre Washington e a ressurgente esquerda antiamericana latino-americana" .
A reportagem discute a preferência da diplomacia brasileira por atuar nos bastidores, e sua autodefinição como sendo "decididamente não-intervencionista ".
"Ao mesmo tempo, Lula está em uma cruzada para tornar o Brasil, que tem a quinta maior população mundial e a nona economia do mundo, um ator internacional sério", diz o texto.
"É difícil manter uma tradição não-intervencionista pristina com ambições como estas – e, cada vez, o hemisfério está dizendo ao Brasil que é um tanto ingênuo insistir que é possível fazer as duas coisas."
Para a Times, "goste ou não, agora o Brasil está enfiado até o pescoço em Honduras, e o hemisfério está esperançoso de que isto signifique melhores prospectos para um acordo negociado entre Zelaya e os líderes golpistas".
"Porque acreditam que o golpe hondurenho envia um recado perigoso para as nascentes democracias da região, muitos analistas acham que ter o peso do Brasil jogado mais diretamente na situação pode ajudar as negociações."

O laranja estava a serviço de quem?. A quem interessa o vazamento da prova do Enem?


Depois da notícia do vazamento da prova do Enem, ficou uma certeza para todos. Os dois moços, com ares de inocentes amadores, os laranjas, sabíam muito bem o que queríam. E não era dinheiro. Basta ler hoje a Folha de S.Paulo.Se, por um lado, a jornalista Renata Cafardo foi correta em avisar ministro da Educação, Fernando Haddad e não escandalizar o caso com manchetes sensacionalista, o mesmo não está fazendo a Folha, a dona da gráfica Plural, empresa responsável pela impressão das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) .
Que o vazamento foi político, é óbvio. Que os dois homens que tantaram vender a prova do Enem são laranjas, está mais que óbvio.Ninguém vai procurar um jornal oferecendo resultado de provas do Enem, vai querer vender para alunos,para cursinhos etc. Foram vender para um dos principais jornais de oposição ao governo Lula, isto sem dizer que a gráfica que vazou as provas é do grupo Folha de São Paulo. Este vazamento além do desgaste político do ministro, prejudicou milhares de alunos,e gerou um rombo ou seria melhor dizer um roubo nos cofres públicos de 30 milhões.Será que as gráficas vão receber este dinheiro novamente para fazer outra prova, e culpar o ministro pelo vazamento?. Concordo com o jornalista Nassif quando diz,"Foi uma operação paulistana, não brasiliense, embora não se descarte a possibilidade dos bandidos terem vindo de Brasília".
O objetivo final era obviamente o Estadão ou a Record, mas por qual razão? Uma possibilidade seria o fato de ambos não terem se queimado com armações e dossiês falsos. Outra possibilidade é que as duas portas óbvias – Folha e Veja - estavam impedidas de serem acionadas. A Folha devido ao fato de controlar a Gráfica Plural (que recebeu a gigantesca encomenda do MEC de imprimir as provas); a Veja pelo fato da Abril ser grande fornecedora do Ministério da Educação.
A manchete de capa da Folha"PF não fez segurança de provas do Enem após saída da gráfica" Na Uol, a chamada de capa "Verba para refazer o Enem daria para comprar 6 milhões de livros" E, lógicamente, foram ouvir o tucano"Inexperiência permitiu falha no Enem, diz Paulo Renato"
E por que não fez?
Ontem, a PF alegou que não teve qualquer participação no processo porque foi proibida pelo Tribunal de Contas da União (TCU), de fazer esse tipo de atividade. Ah! o TCU. Aparelhado pelo DEM e PSDB a serviço da oposição. Ah o TCU, que bloqueia todas as obras do PAC, para prejudicar Dilma, mas fecha os olhos para as obras do Rodoanel superfaturado para favorecer José Serra.
O pedido de apoio foi feito pelo MEC, e, em julho, foi realizada reunião com integrantes do Inep — órgão do ministério —, em que a PF informou que não poderia participar do processo. Antes de 2005, a PF guardava as provas nas superintendências até o dia do exame.
Do edital do novo Enem, liberado em junho, consta a exigência de interação entre o consórcio vencedor e a PF. O edital chega a mencionar que as viagens de policiais seriam pagas pelo Inep.O uso de vigilância armada e monitoramento por câmeras durante 24h ficou apenas a cargo do consórcio.Neste consórcio, está a A Plural Editora e Gráfica Ltda,da Folha de S.Paulo.(Ontem, a Folha se fez de morta durante todo dia. Somente a noite, divulgou nota da Gráfica, e só hoje disse que também foi procurada pelos dois laranjas.)
Pelo edital, o consórcio Connase deveria empregar seguranças armados e filmar por 24 horas todos os locais onde a prova é manuseada. As fitas deveriam ser entregues ao Inep em até três dias, sem edição.O documento dizia que número de vigias e o tipo de armamento a ser usado fica a critério da empresa
Todas as pessoas que trabalham para o consórcio devem assinar termo de confidencialidade. E para ingressar na gráfica e no centro de distribuição, precisariam passar por detectores de metais.
A entrada de qualquer equipamento eletrônico também é proibida no edital, para evitar fotos ou repasse de informações por celulares.
Qualquer material inutilizado precisa passar por “trituração dupla e picotamento duplo na sede” da empresa.
Em São Paulo, a PF abriu inquérito ontem de manhã para investigar os responsáveis pelo vazamento. Um delegado da área fazendária iniciou os trabalhos ontem mesmo. Estava previsto que dois repórteres de “O Estado de S. Paulo” seriam ouvidos pelo delegado, na tentativa de identificar os homens que tentaram vender cópia das provas para o jornal, por R$ 500 mil.
A PF pretende ouvir ainda funcionários da Gráfica Plural, da Folha de S.Paulo, onde as provas foram impressas.

Partidos "clonam" o vice Alencar

O troca-troca partidário efervescente dos últimos dias mostra que há muitos copiando a estratégia que Lula usou em 2002 para mostrar a maioria dos brasileiros de seu amadurecimento em relação aos tempos em que pregava a moratória da dívida e rompimento de contratos. Ao colocar o então senador José Alencar, à época do PR de Minas Gerais, como candidato a vice na sua chapa, Lula passou ao eleitorado a imagem de respeito à legislação e aos compromissos assumidos por seus antecessores, antes mesmo da edição da Carta aos brasileiros, o documento em que o PT elencou sua imagem da economia.
A mesma receita de busca do empresariado é seguida agora pelo PV da senadora Marina Silva (AC), pré-candidata à Presidência da República. Os verdes sabem que dificilmente terão condições de firmar alianças eleitorais fortes, até porque José Serra e Aécio Neves já agregaram ao projeto tucano o DEM e o PPS. Lula trabalha para ter o PMDB. E o PSB de Ciro Gomes negocia com o PCdoB e o PDT, seus companheiros no chamado "bloquinho".
Restam, no rol dos partidos médios, PTB, PP e PR, uma turma que não é bem da praia de Marina Silva e, além disso, já tem outros planos para 2010. O PR tende a fechar com o PT, uma vez que a nova estrela do partido, Anthony Garotinho, planeja abrir seu palanque à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. O PTB, se depender da vontade de seu presidente, Roberto Jefferson, estará com o PSDB. O PP se prepara para o mesmo caminho, até porque Francisco Dornelles (PP-RJ) é primo do governador de Minas.
Com todo mundo já, digamos, comprometido, sobra para o PV agregar valor à própria legenda, em busca de outros setores sociais. Daí, o convite ao presidente da Natura, Guilherme Leal, e ainda, a Roberto Klabin, diretor-executivo da Klabin, e Fernando Simões, do Moinho Brasil, entre outros. Esses empresários nunca tiveram um voto sequer. Levam para o PV a imagem de excelência administrativa, contatos para financiamento da campanha de Marina e a porta do apoio dos verdes ao PSDB num segundo turno, se for PT versus tucanos. Foi uma tacada de mestre.
E o elenco que entrou no PV também sai ganhando, uma vez que leva para os seus empreendimentos a ideia de modernos, preocupados com o desenvolvimento sustentado, o uso racional dos recursos naturais e das riquezas da biodiversidade brasileira. A Natura, por exemplo, tem uma série de projetos na Amazônia.

Ciro e a elite paulista

Na mesma batida do PV, só que, em menor escala, entrou o PSB. Ao receber esta semana o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, o partido que sempre foi visto como um apêndice do PT e sem um braço forte no meio empresarial, começa a ganhar massa muscular no setor. E, com o anúncio ontem da transferência do domicílio eleitoral de Ciro Gomes (PSB-CE) para São Paulo, os políticos estão ansiosos para ver como será a cena: Ciro ao lado de Skaf e, como música de fundo, o eco das gravações antigas em que criticava a "elite paulista". Ora, ora.
O PSB decidiu pela transferência de Ciro porque não quer briga desde já com o PT e muito menos com o Presidente Lula, que teve essa ideia para tirar o PSB do projeto de carreira solo na eleição de 2010 e levá-lo a apoiar Dilma Rousseff. E, ainda que Ciro não concorra ao governo paulista - o que hoje não está decidido - só o fato de estar em São Paulo vai levar o socialista a provocar José Serra. Um detesta o outro. O socialista tem gana de debater com seu ex-colega de partido. E, para dizer que é candidato a presidente, Ciro continuará com a agenda de viagens pelo país. Afinal se Marina Silva chegar a 2010 bombada pelos empresários que ingressaram no PV e eles fizerem a ponte para o PSDB, Lula terá dois contra Dilma. E, nesse cenário, não terá saída senão engolir Ciro como mais um candidato de seu governo na sucessão presidencial para empatar o jogo.Nas Entrelinhas

Tem que ser demo

O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) pagou o maior mico, ontem, ao esperar sem sucesso pela filiação do senador Adelmir Santana (DEM-DF) ao PSB, anunciada pelo democrata aos quatro ventos e abortada pelo governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM). Colega de Adelmir no Senado, Renato Casagrande (PSB-DF) ironizava: "É por isso que lá no Espírito Santo só anuncio filiação depois que a ficha está na minha mão, assinada". Em 2007, Adelmir Santana havia ensaiado um desembarque do DEM para o PR, mas recuou por causa da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que estabeleceu a fidelidade partidária.O DEM manteve o senador, mas perdeu o deputado federal Robson Rodovalho que migrou para o PP.
Para evitar debandada de filiados no término do prazo para troca partidária de quem quiser candidatar-se às eleições de 2010, DEM e PPS aumentaram a pressão sobre seus integrantes -ameaçando de pedir a cassação dos mandatos na Justiça Eleitoral - e o resultado foi mal-estar entre parceiros da oposição e um grande constrangimento público no PSB do Distrito Federal.Com receio de perder o mandato, o senador Adelmir Santana desistiu, sem aviso prévio, de se filiar ao PSB.
O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, queixou-se de "pressão" do PSDB de Minas Gerais sobre seu partido, que estava prestes a perder os deputados federais Geraldo Tadeu e Alexandre Silveira. Eles haviam negociado adesão ao PSDB, mas desistiram por causa da disposição do PPS de pedir os mandatos na Justiça
Freire disse que o PPS do Rio Grande do Sul tomará as providências contra o deputado estadual Carlos Garcia, que foi para o PRB. "Avisei a todos que o PPS vai pedir. Quem quiser pode sair. Mas entregue o mandato. Ninguém se elegeu sozinho", afirma.O PSDB está na expectativa da adesão do deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ).

Tentativa de terrorismo fiscal

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, fez duras críticas ao que chamou de "tentativa de terrorismo fiscal" por parte de setores da oposição e do mercado alimentados pelo relatório de inflação do Banco Central (BC). O documento citou risco de deterioração da inflação, em 2010, ao incorporar o impulso fiscal dado pelo governo em 2009.
Ele garantiu que o governo trabalha para cumprir superávits primários de 2,5% (2009) e 3,3% (2010) do Produto Interno Bruto (PIB) e que a política fiscal é "perfeitamente consistente" com a meta de inflação, com o equilíbrio da dívida e a previsão de crescimento.
Barbosa lamentou que, no debate sobre o crescimento do gasto, haja críticas negativas que apontam para o "fim do mundo". "Por elas, se não voltar atrás em tudo o que foi feito nos últimos anos, se o Estado não emagrecer para uma situação pré-crise, se não voltar o Estado mínimo, vai haver uma grande crise, insustentável. Isso é o que eu chamo de terrorismo. Não se negocia com terroristas."
Em pouco tempo, foi a segunda vez que o Ministério da Fazenda convocou a imprensa para rebater críticas à política fiscal e ao aumento dos gastos públicos. Há menos de um mês, um dia depois de o secretário do Tesouro, Arno Augustin, divulgar o resultado do Tesouro de junho, o ministro Guido Mantega prometeu que o governo cumprirá a meta de superávit primário (2,5% do PIB) para este ano.
Ontem, dois dias depois de Augustin revelar despesas maiores e receitas menores, em agosto, foi a vez de Barbosa dar seu recado. Mantega está na Turquia, participando do encontro anual do FMI e do Banco Mundial.
É boa a perspectiva dos gastos com pessoal, na interpretação de Barbosa. Informou que devem chegar aos 5,1% do PIB, em 2010, e, depois, recuarão com o maior crescimento. Disse que, em economia, uma das primeiras coisas que se aprende é diferenciar nível e taxa de crescimento. "Houve aumento do gasto, mas não é permanente." Ressaltou que a política do governo é valorizar carreiras de Estado e substituir servidores terceirizados, o que tem custo, mas temporário. Como exemplo da valorização de carreiras, citou as do Banco Central. O que importou, no relatório de inflação, segundo Barbosa, é que, considerando os estímulos da política fiscal, a inflação projetada continua no centro da meta.
Os movimentos de mercado podem, na opinião do secretário, refletir interpretações associadas à eleição de 2010. "É importante deixar claro que uma coisa é previsão, mas há também um critério político. Há uma tentativa de terrorismo fiscal para provocar uma subida na taxa de juros de longo prazo, por parte de alguns analistas. Não é a posição do governo", disse.
Essas questões políticas têm relação, de acordo com Barbosa, com o papel que o Estado assumiu nos últimos anos, no sentido da melhor distribuição de renda e da indução do desenvolvimento. "A crítica a essas conquistas é muito difícil, mas vêm disfarçadas na forma do desequilíbrio fiscal."
Segundo Barbosa, o mercado de derivativos funciona com base em boatos e notícias. "Na briga entre comprados e vendidos há diferentes ênfases. Não é só a questão política", admitiu. Avisou que a projeção dos juros está exagerada e lamentou que o relatório de inflação pode ser utilizado por pessoas de fora do BC para veicularem eventuais dúvidas e perspectivas de aumento dos juros e da inflação.

Gráfica responsável pela impressão das provas do Enem é da Folha de S.Paulo

A Plural Editora e Gráfica Ltda, empresa responsável pela impressão das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) que imprimiu a prova do é do grupo Folha de São Paulo e a empresa americana QuadGraphics.
A Plural, uma parceria do Grupo Folha com a empresa americana Quad/Graphics, foi contratada para imprimir, grampear e intercalar as diferentes versões das provas em lotes, que depois seriam embaladas em caixas divididas por Estado.
Tem alguém jogando pesado contra o governo Lula. Tentaram criar um escândalo envolvendo o ministro da Educação, Fernando Haddad;Estranho é não ter notícia de ninguém vendendo provas do Enem nos cursinhos ou diretamente para alunos. Funcionários da gráfica que imprimiu o Enem, em São Paulo, são os principais suspeitos do vazamento.
Na conversa com o repórter do R7, o homem afirmou que o documento poderia "derrrubar o Enem e o Ministério da Educação".
E ainda disse: Sou filho de desembargador, tenho 26 anos e trabalho como auxiliar da Promotoria do Estado(de S.Paulo).
Caso Enem - Segundo conta a jornalista, na tarde de ontem o jornal foi procurado por um homem que disse, ao telefone, ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado e no domingo. Propôs entregá-las à reportagem em troca de R$ 500 mil. "Isto aqui é muito sério, derruba o ministério", afirmou o homem. O tal homem, também procurou o site R7,do grupo TV Record.O homem fala que um delegado da Polícia Federal de Brasília, injuriado por não ter sido indicado para um cargo resolveu se vingar.(Será?)A quem interessa envolver a PF nesta armação?
Por que o homem não procurou a Folha?
O jornal "O Estado de S. Paulo" teve acesso a uma prova impressa, fato que levou o ministro Fernando Haddad a afirmar que acredita que o vazamento tenha ocorrido após a passagem do texto pela gráfica responsável pela impressão.Justamente a gráfica do grupo Folha.
Vazamento político da prova do Enem. O alvo é o ministro Fernando Haddad, candidatíssimo ao governo de S.Paulo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O sonho coletivo dos urubus


A Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, Honduras, além de cercada por militares golpistas daquele país, está sob cerrado bombardeio de bombas sonoras de fabricação israelense e cercada por sofisticados esquemas de interceptação telefônica também procedentes de Israel.
A avaliação de fontes ligadas ao presidente deposto de Honduras é que os encapuzados ao redor da Embaixada do Brasil são franco-atiradores israelenses e norte-americanos (atiradores de elite) prontos para executá-lo a qualquer cochilo e enquanto se elabora um plano para invadir a embaixada seqüestrá-lo ou matá-lo, dependendo do grau de dificuldade da operação.
Agentes de Israel especialistas em seqüestros e disfarçados de soldados das forças armadas hondurenhas executariam a operação.
Entendem que, invadindo a embaixada e seqüestrando ou matando Zelaya, o problema criado por sua presença dentro do território de Honduras estaria resolvido. O estado de sítio, a boçal repressão dos militares hondurenhos contra trabalhadores, o toque de recolher, em curto prazo, resolveriam o problema de resistência civil contra o golpe, e as eleições de novembro acabariam por consolidar a posição dos golpistas.
Quanto ao Brasil os golpistas já receberam informes que setores golpistas das forças armadas brasileiras (existem militares brasileiros na base norte-americana de Tegucigalpa) , a chamada grande mídia, aproveitariam o fato – a invasão, seqüestro ou assassinato de Zelaya – para enfraquecer o governo Lula, abrindo caminho para a eleição do governador de São Paulo José Serra comprometido com os EUA e financiado pela FUNDAÇÃO FORD, a mesma que financiou a eleição e a aprovação da emenda de reeleição de FHC (compra de votos de deputados e senadores).
Os jornalistas da principal rede de tevê do Brasil, a GLOBO, são os únicos com acesso pleno aos militares hondurenhos e em alguns casos chegam a receber com antecedência as informações sobre marchas montadas a favor do governo (funcionários públicos obrigados a comparecer) ou ações repressivas e até a participar de reuniões com autoridades golpistas.
O noticiário sai de Honduras e vai para a GLOBO nos EUA, onde é checado pelos editores do grupo. Nada que é enviado para o JORNAL NACIONAL, ou qualquer outro jornal da GLOBO sai sem que funcionários norte-americanos em Washington ou New York dêem o nil obstat. Em casos de urgência o contato é telefônico e todas as franquias são concedidas à rede brasileira.
Na perspectiva dos norte-americanos e dos israelenses dois coelhos estão sendo mortos nesse processo. Zelaya e Lula (morte política). No caso do brasileiro, exibir um eventual fracasso da diplomacia brasileira e abrir caminho para que José Serra chegue ao Planalto em 2010.
O avanço dos EUA sobre o Brasil se deve principalmente devido às descobertas de petróleo na camada pré-sal e o de Israel, a aproximação do presidente Lula com o Irã e sua posição sobre a guerra contra o povo palestino.
Serra já se comprometeu com a privatização da PETROBRAS, em aceitar sanções contra o programa nuclear do Irã, revelar o inteiro conteúdo do programa nuclear brasileiro, comprar armas norte-americanas e permitir a instalação de bases dos EUA no Brasil, para operações golpistas contra governos considerados hostis.
Ou seja, passa a escritura do Brasil. A questão das bases foi abortada por Lula no início de seu primeiro mandato, pois já estava negociada por FHC. A Base de Alcântara.
Os senhores do mundo não admitem ser contestados. São eleitos e exercem “mandato divino”.
A mídia, como setores das forças armadas e as elites econômicas do Brasil apenas estão no Brasil, não são brasileiras ou brasileiros. Submetem-se aos EUA. Sobre o Congresso é dispensável fazer avaliações. Mais de 70% tem plaquinha de “vende-se voto” à entrada dos respectivos gabinetes.
Uma operação como a planejada pelos militares norte-americanos e agentes de Israel que assessoram diretamente os hondurenhos golpistas, desmoralizaria o Brasil, o governo e encerraria um problema que vai se tornando a cada dia mais incômodo para os “senhores do mundo”.
E principalmente diante da reação do povo hondurenho que “cismou” de não aceitar as bestas-militares no governo contra sua vontade.
Não é a presença de Zelaya na embaixada do Brasil que complica a situação para os golpistas, é a reação popular. Zelaya só faz torná-la mais aguda, mais forte.
Por golpistas entende-se tanto os militares de Honduras, como o governo Obama e a participação (tinha que ser, a boçalidade é intrínseca), do governo sionista de Israel.

Ex-tucano entra no PSB e acusa Serra de desmontar a Educação em SP

O ex-tucano Gabriel Chalita, vereador mais votado do país em 2008, filiou-se ontem ao PSB com o apoio do PT, numa solenidade que reuniu aproximadamente quatro mil pessoas e foi marcada por duros ataques ao governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Secretário estadual de Educação no governo de Geraldo Alckmin (PSDB), Chalita acusou Serra de desmontar a Educação em São Paulo acabando com a política de inclusão.
“Todos os dias têm, pelo menos, uma cena de violência em uma escola. Ele destruiu a escola de tempo integral em São Paulo. Eu não consigo entender como um governador faz isso com as crianças”.
Gabriel Chalita disse também que não se conforma com o aumento do analfabetismo no estado mais rico do Brasil e afirmou que o governador Serra desrespeita a educação e os educadores.
“Há falta de respeito dele com os educadores. Está sempre batendo, xingando os educadores. E esse aumento do analfabetismo no estado, foi do governo dele. Não foi um secretário, mas três que passaram por lá. Então há um desrespeito à educação”.
Política de subsolo
O ex-tucano ainda acusou o governador Serra de censurá-lo por elogiar o ministro da Educação, Fernando Haddad, e por receber em sua casa o chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho.
“Serra faz política de subsolo. Esse maniqueísmo partidário não é bom para a política. Muita gente (no PSDB) olha para ele com preocupação por causa da postura que ele tem com os adversários. Basta você fazer um pequeno movimento e já vem contra você, com uma quantidade de blogs te destruindo, com coisas que a gente não sabe de onde vêm. Olha, eu sofri tudo isso ultimamente e não gostaria de acreditar que é o próprio governador quem faz. A política precisa parar de ser feita pelo subsolo. Então, ele não é um político que eu admiro. Vi muitos adversários sofrerem (com Serra). Política de subsolo é uma coisa muito feia”.
Nome cogitado pelo PSB e examinado pelo PT como alternativa para a formação de uma aliança na eleição ao governo paulista, Gabriel Chalita afirmou que não vê dificuldade para apoiar a candidatura presidencial da ministra Dilma Rousseff, embora prefira Ciro Gomes, agora seu companheiro de partido.
“Prefiro Ciro, mas, como sou sincero, vou dizer: eu conheço a Dilma e acho ela muito competente. Nunca ouvi uma crítica de corrupção contra ela. Os defeitos que atribuem a ela para mim são qualidades”, afirmou.
Candidatura ao governo
Na festa prestigiada pelos petistas Edinho Silva, presidente do diretório estadual, e Cândido Vaccarezza, líder do PT na Câmara, coube a Ciro Gomes lançar o vereador como pré-candidato ao governo de São Paulo.
“Penso que ele poderá causar a desestabilizaçã o desse conservadorismo de 16 anos em Sâo Paulo (com o PSDB no governo). Ele (o PSDB) é bem avaliado, mas também ninguém morre de amores. Chalita representa o novo. Sem dúvida, na minha opinião, Chalita é melhor candidato para São Paulo do que eu. Eu tenho mais experiência política que ele, mas ele é mais São Paulo”, afirmou Ciro.
O pré-candidato do PSB à Presidência voltou a atacar José Serra e, de modo geral, o PSDB, reagindo às críticas de que baixou o nível da disputa presidencial ao fazer acusações a Serra na semana passada.
“Querem acabar com o país. Desculpem-me, mas essa gente tem nome e endereço. Vão dizer de novo que (o que eu digo contra Serra) é baixaria? Paciência! O José Serra é a volta da turma do FHC ou não é? Ele foi ou não ministro nos dois mandatos dele? Não foi ministro do Planejamento quando atuava a perversão neoliberal? As consequências deles não foram a quebra do país, o definhamento da massa salarial dos trabalhadores? Ou eles não dispensaram 30% dos mestres e doutores nesse período? Ou não é verdade que faltou energia elétrica no país por imprudência deles? Se tudo isso não for verdade, me acusem (de baixaria). Agora, batam no mensageiro, mas, por favor, prestem atenção na mensagem: nossa nação está em risco com eles.”

Bahia aumenta investimento na saúde

Os investimentos no setor de saúde na Bahia neste segundo quadrimestre ultrapassaram o limite de 12% estabelecido pela Emenda Constitucional 29, de 13 de setembro de 2000. No total, foram gastos R$ 1,05 bilhão, correspondendo a 13,31% da Receita Líquida de Imposto e Transferências, em relação ao mesmo período de 2008, quando foram aplicados 12,04%, atingindo R$ 972,028 milhões. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (29), na Assembleia Legislativa, durante a apresentação do desempenho da execução orçamentária e financeira do Estado.
Segundo o secretário da Fazenda, Carlos Martins, podem ser consideradas despesas de serviço público de saúde aquelas com pagamento de pessoal, manutenção e investimentos financiados pelo Estado relacionados como finalísticos e de apoio, inclusive administrativo, que atendam critérios específicos e que estejam alocadas em fundo de saúde. A previsão, disse, é que no decorrer do ano as despesas com o serviço estadual de saúde continuem crescendo.
Martins afirmou que as receitas realizadas nos últimos quatro meses totalizaram R$ 13,83 bilhões, representando um acréscimo de 8,99% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram realizados 59,67% da previsão anual de receita do Estado, de R$ 23,175 bilhões. De acordo com ele, para as receitas do quadrimestre esperava-se um crescimento orçamentário de 15,66%. “Entretanto, em decorrência da crise financeira mundial, houve um aumento de 8,99%, provocando o contingenciamento das despesas no período”, explicou.
O secretário observou que as receitas correntes de R$ 13,4 bilhões representaram uma realização de 60,99% das receitas correntes previstas no ano e uma variação nominal positiva de 4,62% em relação ao mesmo período de 2008. “Estas receitas decorrem das realizadas pelo Estado, suas autarquias, fundações, fundos e empresas estatais dependentes, por meio de impostos, taxas, transferências constitucionais, legais”, disse.
Já as receitas tributárias, principal item das receitas correntes, totalizaram R$ 7,04 bilhões, apresentando uma queda nominal de 2,76% na arrecadação. As receitas provenientes do ICMS, que equivalem a 85,76% da receita tributária realizada, apresentaram uma arrecadação de R$ 6,04 bilhões, com a realização de 59,59% da previsão anual. O IPVA apresentou uma variação nominal positiva de 11,79%, se comparado com o segundo quadrimestre de 2008, sendo arrecadados R$ 388,78 milhões.
“A arrecadação do IPVA é reflexo das medidas adotadas pelo governo para recuperação das vendas de automóveis e também pelo esforço empreendido na ação fiscalizadora”, afirmou Martins.
O imposto de renda retido na fonte também apresentou crescimento. No total, houve um aumento de 9,71% em relação ao mesmo período do ano passado, com uma arrecadação de R$ 341,09 milhões.

Despesas totais e dívida pública

No segundo quadrimestre, declarou o secretário, as despesas da gestão estadual totalizaram R$ 13,13 bilhões, correspondentes a 56,64% do valor orçado, com crescimento de 11,17%, se comparado ao mesmo período de 2008. As despesas com pessoal e encargos sociais somaram R$ 6,65 bilhões, correspondendo a 63,76% da previsão anual.
A dívida consolidada apresentou um saldo de R$ 10,51 bilhões, sendo R$ 8,20 bilhões originários de dívida interna, R$ 1,81 bilhão da dívida externa e as outras dívidas totalizaram R$ 486,21 milhões. “Quanto à divida do ano passado, houve uma redução de 3,50%. A relação entre a Dívida Consolidada Líquida (DCL) e a Receita Corrente Líquida (RCL) correspondeu a 0,59 no segundo quadrimestre deste ano. Essa relação é inferior ao limite fixado de duas vezes a RCL”, destacou Martins.

Governo investe R$ 10 milhões na recuperação da BA-233

Passar pelos 19 quilômetros da BA-233 que ligam o município de Pé de Serra, no sertão baiano, à BR 324, deixou de ser um transtorno para os mais de 140 mil habitantes das cidades vizinhas que transitam pela rodovia. O trecho por onde passam cerca de 280 veículos por dia foi totalmente recuperado e entregue à população nesta terça-feira (29), num investimento do Governo do Estado de R$ 10 milhões.
Além de Pé de Serra, os municípios de Riachão do Jacuípe, Pintadas, Ipirá e Capela do Alto Alegre foram beneficiados com a reconstrução da estrada. “Tanto melhorou o trajeto quanto a estrada é de primeira qualidade. Antes, a gente levava quase uma hora pra chegar na BR. Agora, daqui pra Riachão leva uns 15 minutos”, disse o aposentado Raimundo de Lira, morador de Pé de Serra.
A dona-de-casa Regina da Silva também afirmou estar satisfeita com a nova estrada. “Está muito bonita, bem-feita, e nós estamos muito felizes. Era uma estrada ruim, mas agora está ótima, sinalizada, organizada”, explicou.
A cidade recebeu ainda o Centro Digital de Cidadania (CDC), que oferece acesso grátis à internet para jovens e adultos. Foi assinado também um contrato que garante a inclusão do hospital municipal na Política Nacional para Hospitais de Pequeno Porte.
“Estamos trabalhando. Já trouxemos algumas coisas pra cá, como a estrada, energia, o CDC, e estamos nos comprometendo a trazer pelo menos 100 casas e fortalecer a filarmônica com novos instrumentos para valorizar a inclusão cultural da população”, declarou o governador Jaques Wagner.
Ele disse que um investimento de R$ 58 milhões vai reforçar o sistema de abastecimento de Pedras Altas, garantindo água de qualidade para Pé de Serra e mais 18 municípios da região. Serão construídos 45 mil metros de linha de transmissão, mais de 29 mil metros de adutora, três estações elevatórias, uma estação de tratamento e cinco reservatórios, beneficiando 172.204 pessoas.

Adesão ao Programa de Gestão Ambiental Compartilhada supera meta do Plano Plurianual

Os prefeitos de 70 municípios baianos assinaram, na tarde desta terça-feira (29), o Termo de Cooperação Técnica para o compartilhamento da gestão ambiental entre estado e municípios e a estruturação do Sistema Estadual de Meio Ambiente. O evento foi realizado no auditório da Fundação Luiz Eduardo Magalhães, em Salvador.
O Programa de Gestão Ambiental Compartilhada (GAC) atende uma diretriz do governo estadual de apoio à descentralização da gestão pública. A meta inicial do Plano Plurianual era de chegar ao ano de 2010 com 100 municípios fazendo sua própria gestão ambiental, mas até hoje, ultrapassando as expectativas, 145 municípios baianos solicitaram a adesão ao programa.
De acordo com o secretário estadual de Meio Ambiente, Juliano Matos, a Bahia tem segurança para realizar a descentralização e a municipalização da gestão ambiental, pois definiu o conceito de impacto ambiental local. “Somos pioneiros na definição desse conceito e isso representa um passo decisivo para que sejam compartilhadas competências estaduais e municipais”.
Matos disse que a expectativa a partir do momento que os municípios estejam fazendo o licenciamento é de que o Instituto do Meio Ambiente (IMA) esteja dedicado a projetos de grande porte para que o desenvolvimento sustentável acelere no estado.
O governador Jaques Wagner disse que que a descentralização da gestão ambiental é um voto de confiança e que o ideal esperado na Bahia é atingir o ponto de equilíbrio entre preservação do meio ambiente e desenvolvimento sustentável. “A assinatura do Termo de Cooperação do GAC não é um gesto de precarização do licenciamento, mas o compartilhamento que dará celeridade para o licenciamento nos municípios”, disse.

Capacitação

A diretora do IMA, Beth Wagner, considera o GAC uma das políticas mais estruturantes dos sistemas de meio ambiente do governo atual. “Trabalhamos de maneira diferenciada e não vamos transferir o licenciamento. Será um processo de gestão compartilhada, onde os municípios e o Estado estarão mutuamente enxergando o que cada um está fazendo, portanto, não vamos perder o que é mais importante na gestão ambiental, que é o controle do território”, explicou.
Além do processo de capacitação de gestores municipais que está em curso, o IMA pretende iniciar uma especialização em meio ambiente para gestores ambientais de carreira, com a garantia de que a gestão ambiental tenha continuidade para além dos períodos eleitorais.

Prefeitos aprovam iniciativa do Estado de descentralizar a Gestão Ambiental

Os representantes municipais demonstraram grande expectativa para começar a compartilhar competências ambientais. Para o prefeito de Feira de Santana, Tarcízio Pimenta, esse acordo vai solucionar entraves que dificultam o processo de desenvolvimento da cidade. Segundo ele o volume de licenças solicitadas no IMA é grande e isso atrasa e chega a impossibilitar que o município receba investimentos e atraia empreendimentos. “Com essa divisão de responsabilidades, a operacionalização das licenças será mais eficiente”, argumentou.
Prefeitos de municípios de pequeno porte, como o de Licínio de Almeida, no sudoeste da Bahia, Alan Lacerda, enxergam o programa como o fortalecimento da área ambiental na cidade. Segundo ele, este é ainda o primeiro nível de municipalização, mas a expectativa é que, a partir de agora, seja possível acelerar o processo. “Recebendo as atribuições da gestão ambiental em nosso município, vamos acelerar as demandas, pois a centralização da gestão, para nós, que estamos a 700 quilômetros de Salvador, nos faz perder muito tempo”, explicou Lacerda