sábado, 21 de novembro de 2015

Teste rápido: Você faz papel de idiota nas redes sociais?

Meteoro01
Meteoro: Se bobear, um dia ele aparece.
Escolha apenas uma alternativa:
1) Após ler o título de um texto sobre um assunto que te interessa, você:a) Parte para esculhambar e xingar o autor
b) Começa a elogiar e endeusar o autor
c) Diz que aquela postagem é a prova que os Illuminati estão dominando o mundo
d) Avisa que aquilo não tem importância alguma porque Cristo vai voltar em breve
e) Lê o texto
2) Você recebeu uma mensagem no WhatsApp com uma denúncia séria, mas com autoria desconhecida e sem fontes de dados confiáveis. Então:a) Encaminha a postagem para 50 amigos no WhatsApp
b) Encaminha a postagem para 50 amigos no WhatsApp e replica no Twitter
c) Encaminha a postagem para 50 amigos no WhatsApp, replica no Twitter e bomba no Facebook
d) Encaminha a postagem para 50 amigos no WhatsApp, replica no Twitter, bomba no Facebook e mita falando dele no Snapchat
e) Dá um google para checar e, caso haja uma dúvida razoável, avisa a quem te mandou a fim de que evite espalhar conteúdo que pode ser falso
3) Quando percebe que não manja muito de um assunto em um debate nas redes sociais, você:a) Inventa dados para ganhar o debate
b) Cria histórias para sustentar seus argumentos
c) Enfia palavras na boca de terceiros
d) Distorce o que não é favorável a você
e) Não tem vergonha de dizer “não sei'', “não faço ideia'' e “me explica''
4) Quem xinga alguém durante uma discussão nas redes sociais está:a) Colocando a pessoa em seu devido lugar
b) Mostrando a ela quem manda por aqui
c) Deixando claro a todo mundo quem é o pica das galáxias
d) Dando uma lição em quem se atreveu a questioná-lo
e) Sendo um babaca
5) Alguém que discorda educadamente de seu post é:a) Um petralha imundo que mama nas tetas do governo
b) Um tucanalha nojento e insensível à dor do semelhante
c) Uma feminazi maldita que quer destruir os homens de bem
d) Um gayzista que quer transformar meus filhos em sodomitas
e) Alguém que discorda educadamente do meu post
A quem respondeu qualquer coisa que não fosse a alternativa “e”: Há pessoas preocupadas em ganhar debates e ignoram as dores do outro. E ofendem, xingam, maltratam, espantam. E há aquelas que querem construir algo por meio de conversas nas redes sociais. E ouvem, entendem, toleram, absorvem. Qual desses grupos de pessoas você acha que vai deixar saudades se partir? Qual desses grupos de pessoas você acha que são fundamentais para o futuro do país?

Para o New York Times, Rede Globo é uma emissora que ilude o Brasil

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Personagem Romero Rômulo, da novela “A Regra do Jogo”, irritou Anistia Internacional.
Gigante da mídia cativa os telespectadores com novelas vazias e comentários ineptos no noticiário.
No ano passado, a revista The Economist publicou um artigo sobre a Rede Globo, a maior emissora do Brasil. Ela relatou que “91 milhões de pessoas, pouco menos da metade da população, a assistem todo dia: o tipo de audiência que, nos Estados Unidos, só se tem uma vez por ano, e apenas para a emissora detentora dos direitos naquele ano de transmitir a partida do Super Bowl, a final do futebol norte-americano”.
Esse número pode parecer exagerado, mas basta andar por uma quadra para que pareça conservador. Em todo lugar aonde vou há um televisor ligado, geralmente na Globo, e todo mundo a está assistindo hipnoticamente.
Sem causar surpresa, um estudo de 2011 apoiado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou que o percentual de lares com um aparelho de televisão em 2011 (96,9) era maior do que o percentual de lares com um refrigerador (95,8) e que 64% tinham mais de um televisor. Outros pesquisadores relataram que os brasileiros assistem em média quatro horas e 31 minutos de tevê por dia útil, e quatro horas e 14 minutos nos fins de semana; 73% assistem tevê todo dia e apenas 4% nunca assistem televisão regularmente (eu sou uma destes últimos).
Entre eles, a Globo é ubíqua. Apesar de sua audiência estar em declínio há décadas, sua fatia ainda é de cerca de 34%. Sua concorrente mais próxima, a Record, tem 15%.
Assim, o que essa presença onipenetrante significa? Em um país onde a educação deixa a desejar (a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico classificou o Brasil recentemente em 60º lugar entre 76 países em desempenho médio nos testes internacionais de avaliação de estudantes), implica que um conjunto de valores e pontos de vista sociais é amplamente compartilhado. Além disso, por ser a maior empresa de mídia da América Latina, a Globo pode exercer influência considerável sobre nossa política.
Um exemplo: há dois anos, em um leve pedido de desculpas, o grupo Globo confessou ter apoiado a ditadura militar do Brasil entre 1964 e 1985. “À luz da História, contudo”, o grupo disse, “não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original”.
Com esses riscos em mente, e em nome do bom jornalismo, eu assisti a um dia inteiro de programação da Globo em uma terça-feira recente, para ver o que podia aprender sobre os valores e ideias que ela promove.
A primeira coisa que a maioria das pessoas assiste toda manhã é o noticiário local, depois o noticiário nacional. A partir desses, é possível inferir que não há nada mais importante na vida do que o clima e o trânsito. O fato de nossa presidente, Dilma Rousseff, enfrentar um sério risco de impeachment e que seu principal oponente político, Eduardo Cunha, o presidente da Câmara, está sendo investigado por receber propina, recebe menos tempo no ar do que os detalhes dos congestionamentos. Esses boletins são atualizados pelo menos seis vezes por dia, com os âncoras conversando amigavelmente, como tias velhas na hora do chá, sobre o calor ou a chuva.
A partir dos talk shows matinais e outros programas, eu aprendi que o segredo da vida é ser famoso, rico, vagamente religioso e “do bem”. Todo mundo no ar ama todo mundo e sorri o tempo todo. Histórias maravilhosas foram contadas de pessoas com deficiência que tiveram a força de vontade para serem bem-sucedidas em seus empregos. Especialistas e celebridades discutiam isso e outros assuntos com notável superficialidade.
Eu decidi pular os programas da tarde – a maioria reprises de novelas e filmes de Hollywood – e ir direto ao noticiário do horário nobre.
Há dez anos, um âncora da Globo, William Bonner, comparou o telespectador médio do noticiário “Jornal Nacional” a Homer Simpson – incapaz de entender notícias complexas. Pelo que vi, esse padrão ainda se aplica. Um segmento sobre a escassez de água em São Paulo, por exemplo, foi destacado por um repórter, presente no jardim zoológico local, que disse ironicamente “É possível ver a expressão preocupada do leão com a crise da água”.
Assistir à Globo significa se acostumar a chavões e fórmulas cansadas: muitos textos de notícias incluem pequenos trocadilhos no final ou uma futilidade dita por um transeunte. “Dunga disse que gosta de sorrir”, disse um repórter sobre o técnico da seleção brasileira. Com frequência, alguns poucos segundos são dedicados a notícias perturbadoras, como a revelação de que São Paulo manteria dados operacionais sobre a gestão de águas do Estado em segredo por 25 anos, enquanto minutos inteiros são gastos em assuntos como “o resgate de um homem que se afogava causa espanto e surpresa em uma pequena cidade”.
O restante da noite foi preenchido com novelas, a partir das quais se pode aprender que as mulheres sempre usam maquiagem pesada, brincos enormes, unhas esmaltadas, saias justas, salto alto e cabelo liso. (Com base nisso, acho que não sou uma mulher.) As personagens femininas são boas ou ruins, mas unanimemente magras. Elas lutam umas com as outras pelos homens. Seu propósito supremo na vida é vestir um vestido de noiva, dar à luz a um bebê loiro ou aparecer na televisão, ou todas as opções anteriores. Pessoas normais têm mordomos em suas casas, que são visitadas por encanadores atraentes que seduzem donas de casa entediadas.
Duas das três atuais novelas falam sobre favelas, mas há pouca semelhança com a realidade. Politicamente, elas têm uma inclinação conservadora. “A Regra do Jogo”, por exemplo, tem um personagem que, em um episódio, alega ser um advogado de direitos humanos que trabalha para a Anistia Internacional visando contrabandear para dentro dos presídios materiais para fabricação de bombas para os presos. A organização de defesa se queixou publicamente disso, acusando a Globo de tentar difamar os trabalhadores de direitos humanos por todo o Brasil.
Apesar do nível técnico elevado da produção, as novelas foram dolorosas de assistir, com suas altas doses de preconceito, melodrama, diálogo ruim e clichês.
Mas elas tiveram seu efeito. Ao final do dia, eu me senti menos preocupada com a crise da água ou com a possibilidade de outro golpe militar –assim como o leão apático e as mulheres vazias das novelas.

Tragédia em Mariana: Empresa da Vale cuida da cena do crime, excluindo imprensa e povo

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DRAMA INVISÍVELAcusada de responsável pela tragédia, empresa da Vale cuida da cena do crime, exclui imprensa e deixa o povo de fora. Tá certo isso?

Arrancados de suas casas pelo tsunami gerado pelo rompimento das barragens Fundão e Santarém, repletas de lama tóxica, os moradores de Bento Rodrigues, arraial rural a 35km do centro de Mariana, sofrem com outro tsunami: o de dúvidas, de mentiras e de dissimulação.
As barragens sinistradas pertencem à mineradora Samarco, fundada em 1977, controlada pela toda-poderosa Vale e pela anglo-australiana BHP Billiton. Décima maior exportadora do país, a empresa faturou R$7,6 bilhões em 2014 e apresentou um lucro líquido de R$2,8 bilhões. Apesar dessa contabilidade vistosa e de dizer em seu site na internet que preza pela vida “acima de quaisquer resultados e bens materiais”, os moradores de Bento Rodrigues reclamam que não havia nem mesmo uma simples sirene instalada e funcionando para alertar o lugarejo da ruptura das barragens. Poderia ter salvo vidas.
Agora, no rescaldo da tragédia, os habitantes de Bento Rodrigues suspeitam que a empresa esteja priorizando o salvamento de sua imagem institucional em detrimento das vidas humanas e dos animais, atropelados pelo avanço medonho da lama.
“Por que é que estão nos impedindo de entrar em Bento Rodrigues? A gente poderia ajudar na localização e no resgate dos desaparecidos e dos animais, porque conhecemos como ninguém a região, sabemos lidar com o mato. O que é que eles estão querendo esconder?”, perguntava um grupo de moradores indignados com o fato de serem mantidos à força longe de seu bairro.
“Por que não permitem que pelo menos alguns de nós entrem, para ver o que está acontecendo?”
No sábado, dia 8/11, o prefeito de Mariana, Duarte Júnior (PPS), confirmou que 28 pessoas encontram-se “desaparecidas” após o rompimento das barragens. Dessas, 13 são funcionários da Samarco e trabalhadores de prestadoras de serviço. Outros 15 desaparecidos são moradores de Bento Rodrigues, dos quais cinco são crianças.
O prefeito também reconheceu oficialmente uma segunda morte na tragédia. O corpo de um homem, ainda não identificado, foi encontrado no município de Rio Doce, a 100km de Mariana, à beira de um rio, na lama. A primeira vítima reconhecida oficialmente foi um morador de Bento Rodrigues, que sofreu uma parada cardíaca ao ver o desastre.
Todas as vias de acesso ao subdistrito de Bento Rodrigues encontram-se fechadas. Só entra e sai quem tem carta de autorização. Dezenas de soldados da PM mineira guardam a estrada principal. A estradinha alternativa está intransitável, cenário caótico de argila, rochas, tocos de árvores e restos de vegetação espalhados. Ninguém passa por lá.
“A Samarco é acusada de um crime ambiental seríssimo, que pode ter causado dezenas de mortes, e é ela que ainda tem moral para cuidar da cena do crime? Que loucura é essa?”, reclama uma ativista ligada ao Movimento dos Atingidos por Barragens, quando um caminhão com gerador e luzes da Samarco ultrapassa tranquilamente a barreira policial que veda o ingresso dos moradores. (detalhe: na porta do caminhão, o logotipo da Samarco está tampado por um papel colado). Também camionetes e funcionários a serviço da empresa e devidamente autorizados por ela têm livre acesso ao local.
A Samarco emitiu uma nota oficial aos investidores internacionais apresentando suas supostas razões para proibir o acesso ao terreno sinistrado:
“Por razões de segurança, a Samarco reafirma a importância de não haver deslocamentos de pessoas no local do incidente, exceto das pessoas e equipes envolvidas no atendimento de emergência.”
Apenas a título de memória e, é claro, considerando a diferença de escala, durante as operações de busca e salvamento que se sucederam ao tsunami que varreu a Tailândia, em 2005, o trabalho corajoso e sem tréguas de centenas de voluntários, inclusive fazendo o resgate de corpos humanos e de animais e, foi imprescindível para que a desgraça não fosse ainda pior. Não se alegaram questões de segurança para impedir o trabalho da solidariedade.
“Como é possível que as vítimas sejam mantidas afastadas e o acusado entre e saia à vontade?”, pergunta Ângela, de 57 anos, que nasceu em Bento Rodrigues e agora vive em Catas Altas, vizinho, apontando para lugar nenhum, no vale entupido de lama. “Ali era a casa dos meus pais.” Só ela sabe onde.
Mas o que perturba mesmo os sobreviventes e faz aumentar a tensão na entrada de Bento Rodrigues é a movimentação de helicópteros da polícia, subindo e descendo da “zona quente”, como denominam os bombeiros a área central e mais perigosa da catástrofe.
Sem informações, proibidos de ver o que acontece no arraial, os moradores suspeitam que cadáveres humanos estejam sendo recolhidos do local e levados nas aeronaves para local ignorado. Duas testemunhas em Santa Rita Durão, localidade de Mariana que é passagem obrigatória para quem quer chegar a Bento Rodrigues, dizem ter visto viaturas do Instituto Médico Legal passando diante da delegacia em direção ao bairro sinistrado.
“Foram fazer o quê? A Defesa Civil não diz que um dos mortos oficiais foi encontrado longe e o outro já foi retirado no primeiro dia? Então, por que os carros funerários?”, indaga-se Maria do Rosário, funcionária em um comércio de alimentos.
Bombeiros civis, convocados para ajudar a impedir o acesso dos moradores ao arraial, confirmam a existência de muitos animais ainda vivos no local… Mas já registram a presença pesada da morte, que se anuncia pelo cheiro adocicado e repulsivo da carne em putrefação.
Eles saem extenuados do local, depois de ajudar a deter uma moradora que, embrenhada no mato, tentava romper o cerco policial para achar a avó, desaparecida desde a quinta-feira, dia 5/11. Segundo os bombeiros, a moça estava com o rosto e braços lanhados pela vegetação fechada, e com lama quase até o pescoço, tentando chegar à casa da parente. Ela resistiu fortemente aos que tentavam impedi-la de fazer sua busca. “Mas conseguimos retirá-la”, disse Paulo César, bombeiro civil de Nova Lima. A reportagem perguntou a ele: “E a avó dela?” O socorrista respondeu: “Infelizmente, está morta. Não tem como. Ali, é só desolação.”
Mas a gente de Bento Rodrigues acha um crime deixar morrer no desespero do atolamento bois, vacas, cachorros, cavalos e galinhas –até passarinhos em gaiolas — que ainda sobrevivem no atoleiro.
E eles existem.
O passar monótono do tempo, sob sol forte e calor de 42ºC, sobe e desce de helicópteros, caminhões e camionetes entrando e saindo, nenhuma notícia, só é interrompido quando se ouve o grito: “Imprensa! Vem correndo! Aqui!”
Descendo uma pirambeira, logo se vê um grupo de moradores trazendo machucada, mas viva, uma cadela grandalhona, pelo marrom, vira-lata, deitada em um catre feito com dois paus e um lençol marrom que já foi branco. “Ela estava enfiada metade do corpo na lama”. Os homens que a carregavam conheciam o bicho. Era do açougueiro Agnaldo, que havia passado a manhã tentando entrar em Bento Rodrigues para reaver o animal. Proibiram-lhe.
“Tinha essa cachorra viva, podendo ser resgatada. Já vimos uma égua, que também está viva, enfiada até o pescoço na lama. Pode ter gente sofrendo, ainda viva, que foi arrastada pela lama pra longe”, angustia-se um dos salvadores da cadela.
“Avisamos os bombeiros sobre a égua, mas eles nos disseram que não poderiam salvá-la, porque não dispunham de corda para puxá-la. É preciso correr com a ajuda, agora que o barro começou a secar. No entanto, não se viu uma só vez aquelas gaiolas penduradas nos helicópteros, ajudando nas buscas”.
Foi à tarde que os heróis anônimos conseguiram burlar a segurança e esgueirar-se pelas margens do mar de lama, onde encontraram a cadela machucada. Também encontraram um crucifixo de ouro de um metro de altura, que adornava o altar da igreja de São Bento, a igreja de Bento Rodrigues
Entregue pelos homens humildes (Neimar, Leléu, Lilico, Jerry, pedreiros e mecânicos) à polícia, o crucifixo foi levado de camburão para o quartel da polícia militar de Ouro Preto. “Ficará lá à disposição das autoridades eclesiásticas”, disse o tenente Welby. Da igreja branquinha não se vê mais nem sinal. As mangueiras em torno dela estão lá ainda.
O tenente Welby passava instruções ao soldado no posto de Santa Rita Durão: para este domingo, a zona quente seria ampliada e a barreira policial seria implantada bem antes, como forma de impedir os moradores de fazer seus resgates e salvamentos. E de ver o que se quer manter invisível.

Ataques racistas: Fascistas pró-impeachment são detidos em frente ao Congresso

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Manifestantes foram presos em frente ao Congresso Nacional na tarde de quarta-feira, dia 18/11, após confronto com grupo que participava da Marcha das Mulheres Negras.
Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, houve disparos de arma de fogo por dois policiais civis, um deles reformado, do Maranhão, e outro, do DF. Ambos foram encaminhados à Corregedoria da Polícia Civil do DF.
O primeiro deles, Marcelo Tadeu, já havia sido detido na quinta-feira, dia 12/11, com uma arma e outros objetos que poderiam ser usados como armas brancas.
Após prestar esclarecimentos, ele foi liberado. Tadeu está acampado no gramado próximo ao Congresso, na altura do Ministério da Justiça, e integra o movimento dos intervencionistas.
Ainda não há detalhes sobre o outro preso. Segundo a PM, ele disparou três tiros perto do espelho d’água do Congresso, deixou a arma cair e foi detido.
Ataques racistasA confusão começou quando a Marcha das Mulheres Negras passava em frente ao Congresso. Segundo relatos, o grupo pró-intervenção militar teria iniciado uma série de ataques racistas contra as manifestantes.
Tadeu sacou a arma e teria dado tiros para cima. A polícia entrou em cena. Houve empurra-empurra, e a PM chegou a usar gás de pimenta e tiros de borracha para controlar a confusão.
Ainda em meio à confusão, que acabou se espalhando pelo gramado do Congresso, houve brigas. Foi quando ocorreu o segundo tiro, dessa vez do policial civil do DF.
A senadora Fátima Bezerra (PT/RN) gravava um vídeo sobre a marcha no momento da confusão, e nele é possível ouvir disparos de arma.
Em encontro com a presidente Dilma Rousseff, a educadora Iêda Leal, uma das organizadoras da Marcha Nacional das Mulheres Negras, anunciou que o movimento social decidiu abrir um boletim de ocorrência pelo crime de racismo contra os autores dos disparos.
Segundo ela, a organização do grupo não admitirá qualquer episódio de violência e tomará as medidas judiciais cabíveis para evitá-las. “Nós chamamos isso de racismo e racismo é crime. Nós queremos que as pessoas que cometeram o crime sejam punidas”, afirmou.
CongressoEnquanto ocorria a confusão do lado de fora, deputados e senadores davam continuidade à sessão conjunta para votar os vetos da presidente Dilma Rousseff à chamada pauta-bomba.
Com os apelos dos parlamentares, que souberam do que ocorria no gramado, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL), determinou que a Polícia Federal e a PM investiguem a existência de armas ou materiais perigosos no acampamento instalado em frente ao Congresso.
Diante da pressão, Renan voltou a dizer que não deu aval para a instalação do MBL (Movimento Brasil Livre) e outros grupos pró-impeachment, que estão acampados em frente ao Congresso há um mês.
Um ato conjunto, de 2001, das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado, proíbe qualquer tipo de construção no gramado em frente ao Congresso. As barracas, no entanto, foram montadas no final de outubro, após o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), ter dado autorização unilateral.
“Nós não concordamos com a ocupação”, disse Renan. Ele, no entanto, afirmou que não pode determinar a saída dos manifestantes sozinho e disse que procurará Cunha mais uma vez para decidir pela desocupação. O presidente do Senado já afirmou em outras ocasiões que tomaria uma providência.
Cunha lamentou o episódio, mas disse que ainda tinha que tomar conhecimento do que realmente ocorreu para decidir se retiraria os manifestantes do gramado.
“Sem ter elementos, não tenho condições de falar. Autorizei a permanência deles dentro de determinadas condições. Claro que não concordo com todos esses confrontos que estão acontecendo. Mas sempre, em certo momento, tem gente infiltrada. Tem de tudo aqui a todo momento. Independente de estar acampado ou não, pode acontecer. Esse episódio de hoje é estranho”, avaliou
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TRÊS TIROS NA DEMOCRACIA!
Manifestantes pró-impeachment acabaram de impedir que as mulheres negras participantes da Marcha acessassem o gramado do Congresso.
No mesmo instante, flagrando o ocorrido, fui gravar um vídeo (assista abaixo) para denunciar a atitude antidemocrática. Logo que iniciamos a gravação, sem percebemos, três disparos com arma de fogo foram efetuados. Diversas participantes da Marcha das Mulheres Negras foram agredidas e feridas por estes racistas.
Não é o primeiro fato. Há alguns dias, foram encontrados diversos materiais bélicos dentro de um carro, no gramado do Congresso, dentre eles uma pistola e um soco inglês com uma adaga embutida.
Agora passou dos limites! Que a oposição, os partidos e lideranças responsáveis por esses movimentos sejam duramente responsabilizados! Que qualquer manifestação de ódio ou intolerância seja fortemente punida! Caso contrário, além de vidas, perderemos a Democracia e a convivência cidadã que arduamente conquistamos.
Isso não é só tentativa de golpe, é fascismo!

Agora é oficial: Está proibida a doação de empresas em eleições e a tucanalha chora

O Congresso manteve na quarta-feira, dia 18/11, o veto da presidente Dilma Rousseff à permissão para o financiamento empresarial de campanhas eleitorais.
Dessa forma, prevalece o entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) de que as doações privadas são inconstitucionais.
Como o veto foi mantido na votação feita pela Câmara, o Senado não precisou votar a medida. Foram 220 votos pela derrubada do veto contra 190 pela sua manutenção e cinco abstenções. Para que um veto seja derrubado, são necessários 257 votos.
O financiamento privado de campanha já foi rejeitado pelos três Poderes da República, mas parlamentares ainda tentavam retomar a possibilidade de que empresas façam doações para partidos e candidatos.
Em setembro, Dilma vetou a medida ao sancionar o projeto de lei de reforma política aprovada pela Câmara dos Deputados sob o argumento de que a questão confrontaria a igualdade política e os princípios republicanos e democráticos. Ela também vetou a previsão de que as urnas eletrônicas imprimam o voto do eleitor, o que criaria um custo adicional de R$1,8 bilhão à Justiça Eleitoral. Esse veto ainda será analisado pelos parlamentares.
Semanas antes da decisão da petista, o STF (Supremo Tribunal Federal) havia decidido que o financiamento privado é inconstitucional. A decisão tem potencial impacto nas disputas eleitorais, uma vez que as empresas são os maiores doadores de políticos e partidos, e já terá validade a partir das eleições municipais de 2016. O Senado também já havia rejeitado a questão ao votar um pacote de propostas eleitorais.
Durante a discussão da matéria, parlamentares contrários à volta do financiamento argumentaram que se o veto caísse, a questão “fatalmente” voltaria a ser discutida pelo STF. O deputado Sílvio Costa (PSC/PE), um dos vice-líderes do governo na Câmara, fez um apelo aos colegas para que o veto fosse mantido e que a questão pudesse ser novamente discutida por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição.
Já o deputado Alessandro Molon (Rede/RJ) afirmou ver com perplexidade a indicação partidária das siglas que defenderam a sua derrubada mesmo após tantas manifestações institucionais contrárias à medida. Indicaram pela derrubada do veto o PSDB, PMDB, DEM, Solidariedade, Pros, PP, PTB, PSC, PR, PSD, PEN e PRB.
Para o deputado Alberto Fraga (DEM/DF), o financiamento público de campanha acabará por tirar recursos de áreas essenciais como a Saúde e Educação. “Nós preferimos que o financiamento privado venha com a fiscalização necessária”, disse.

O 11 de setembro europeu

A estupefação com os atentados terroristas em Paris é proporcional à incapacidade de se admitir as verdadeiras causas desta barbárie.

O mundo inteiro é afetado pelos desdobramentos da guerra travada pelas potências mundiais contra o Estado Islâmico, a Al Qaeda e outras organizações terroristas. Mas esta não é uma guerra mundial, e os países que estão no seu centro causal e na arena dos combates não enchem duas mãos: EUA, França, Espanha, Inglaterra e alguns aliados.

Com suas guerras de dominação e de exploração no norte da África e no Oriente Médio realizadas a pretexto de combater regimes tirânicos, as grandes potências esgarçaram completamente a relação com o mundo árabe-muçulmano. E, com isso, trouxeram para o continente europeu o mesmo inferno que instalaram nas ex-colônias.

Há poucos dias, Tony Blair se desculpou pela “pequena falha” cometida na ocupação criminosa e ilegal do Iraque em 2003. Ele reconheceu que eram falsos os pretextos de George W. Bush de que o regime de Saddam estocava armas químicas de destruição massiva.

Apesar desta fraude, Blair [que com a confissão deveria ser julgado pela Corte Internacional de Haia] mesmo assim considera válida a guerra não autorizada pela ONU contra o Iraque, que visava se apropriar das reservas petrolíferas e devastar totalmente a infraestrutura do país, para depois os capitais estadunidenses e ingleses “reconstruírem-no”.

No início da “guerra preventiva”, como ficou conhecida a cruzada contra o “eixo do mal” desatada por Bush após o 11 de setembro de 2001, apenas a Inglaterra, a Austrália e a Polônia atuaram diretamente na invasão do Iraque. Outros 45 países declararam apoio não-material e não-militar, e não condenaram o descumprimento da decisão da ONU.

Nos anos subsequentes, vários países – dentre eles, de modo marcante a França – passaram a buscar participação na partilha do butim das guerras. O país governado por François Hollande inclusive foi com sede ao pote; foi mais realista que o próprio rei: em 2011, convocou uma coalizão bélica da OTAN para invadir a Líbia e assassinar Muamar Kadafi, antes mesmo de Obama tentar obter autorização congressual para atacar aquele país.

As incursões das potências mundiais para combater o “eixo do mal” se replicaram nos últimos anos, multiplicando a violência, os conflitos e a diáspora de milhões de imigrantes desesperados que tentam chegar à Europa, onde são repelidos com insuportável inumanidade e desprezo. Aylan Kurdi, o menino sírio de 5 anos, emborcado morto nas areias do litoral grego, é a imagem tenebrosa desta realidade.

Este processo reabre feridas históricas, e reacende a memória da humilhação ancestral dos descendentes árabes e muçulmanos que, na França, representam parcela significativa da população total francesa. A cadeia de transmissão hereditária reserva aos descendentes árabes e muçulmanos o pior dos mundos na Europa: primeiro os avós e bisavós, depois seus pais, agora eles e seus filhos, assim como seus netos e bisnetos, estarão condenados à classe de sub-cidadãos.

As políticas xenofóbicas e segregacionistas, juntamente com a inexistência de oportunidades iguais para os imigrantes e para os descendentes de imigrantes, ajudam a legitimar a cantilena doutrinária do Estado Islâmico, que é cada vez mais eficiente na cooptação de jovens destituídos de perspectivas de futuro.

O ataque à revista Charlie Hebdo em janeiro deste ano, também em Paris, foi um sinal da mudança de padrão da ação terrorista. A partir deste episódio, foram aperfeiçoados e integrados os serviços de inteligência e de monitoramento da União Europeia e dos EUA. Apesar disso, no último dia 13 o Estado Islâmico logrou perpetrar sete ataques praticamente simultâneos num intervalo de apenas 40 minutos. Isso evidencia a complexidade e a inteligência operacional desta organização, capaz de driblar os mais especializados serviços de inteligência do mundo.

A resposta impulsiva das potências à barbárie terrorista da sexta-feira 13 de novembro é mais guerra, mesmo que não se saiba qual nação será o alvo ao certo. A espiral belicista, sozinha, além de ineficiente, agrava consideravelmente a violência e os revides terroristas. O assassinato de Bin Laden não arrefeceu o ímpeto da Al Qaeda, como tampouco diminuiu a capacidade operacional do terrorismo.

Ao invés de promover a guerra de civilizações entre o ocidente e o islamismo, as potências dominantes deveriam entender que o inimigo principal está nas políticas empreendidas pelos seus governos com despotismo em todo o mundo, e de maneira mais acentuada no norte da África e no Oriente Médio.

Estas políticas são o verdadeiro ninho da serpente; são laboratórios de multiplicação do Estado Islâmico e de versões deturpadas do Islã. O problema não está no outro lado do Mar Mediterrâneo, mas dentro das fronteiras do próprio continente europeu, como revela a identidade dos terroristas. Dos cerca de 30 mil militantes do Estado Islâmico, mais de 2 mil deles são nacionais europeus. O horror desembocou na Europa de uma maneira perturbadora.

A garotada venceu! Alckmin suspende fechamento e reorganização de escolas em 2016

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A meninada ocupou, foram às ruas e venceram mais uma luta contra a tucanalha.
A gestão do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), suspendeu o fechamento e a reorganização das escolas estaduais em 2016.
O anúncio foi feito na tarde de quinta-feira, dia 19/11, pelo secretário Herman Voorwald (Educação), em audiência de conciliação entre governo, professores e estudantes. De acordo com o secretário, a suspensão vai ocorrer 48 horas após a desocupação das escolas.
Ao menos 40 unidades foram invadidas por alunos. Dessas, seis foram por integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto). O governo estadual não informou, porém, quando deve retomar as mudanças. Na terça-feira, dia 17/11, Voorwald afirmou que, por obrigação, o governo teria de pedir a reintegração de posse de todas as escolas invadidas.
Segundo documento lido por Voorwald, caso haja acordo, a reorganização será suspensa até que escolas a discutam internamente e, depois, apresentem uma nova proposta ao governo. Tudo isso deve ser feito antes do fim do ano.

Motivo da reorganização: Alckmin reduz em R$2 bilhões orçamento para Educação em 2016

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Manifestação contra fechamento de escolas na E.E. Américo Brasilense em Santo André: governo reduz verba para a Educação. Foto de Andris Bovo.
Queda em investimento estadual justifica a decisão do governador de fechar 93 escolas e transferência em massa de alunos.
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) pretende reduzir em R$2 bilhões o orçamento destinado para a Secretaria Estadual de Educação para o próximo ano. A verba destinada para a área em 2015 é nominalmente a mesma aprovada para este ano: R$28,4 milhões.
O problema é que o governador não aplicou a correção da inflação nos últimos 12 meses que pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado), que foi de 7,06%. A conclusão é que a Educação receberá menos dinheiro de Alckmin no ano que vem.
O corte de investimento no setor educacional ocorre em meio à reorganização na rede estadual de ensino, que resultará no fechamento de 93 escolas estaduais, além de cursos noturnos. A medida tem gerado uma série de manifestações em todo o Estado com 56 unidades ocupadas por pais e alunos. No ABCD, ao todo são 11 instituições tomadas pelos estudantes.
De acordo com o levantamento feito pela bancada do PT na Assembleia Legislativa, o orçamento deste ano para a Secretaria Estadual de Educação está previsto em R$30,4 bilhões (se for feita a correção pelo IPCA) e para 2016 em R$28,4 bilhões.
Entre os cortes no orçamento estadual, parte corresponde ao custeio de equipamentos públicos. Na peça orçamentária, denominado de “Outras Despesas Correntes”, estão previsto para este ano cerca de R$11,4 bilhões e para 2016 este valor reduz para R$9,8 bilhões. Outro corte é com “Pessoal e Encargos sociais”, resultando na redução de R$18,6 bilhões para R$18 bilhões.
Para o líder da bancada do PT na Assembleia, o deputado estadual Geraldo Cruz (PT), a redução do orçamento na Secretaria de Educação comprova o setor não é prioridade na gestão de Alckmin. De acordo com o deputado, não há dúvida de que a reorganização das escolas estaduais não é feita com base pedagógica. “O que vemos é corte de recurso para a área, salas superlotadas, fechamento de escolas e de salas noturnas. Só reafirma que o governador não prioriza a educação pública”, diz o líder da bancada.
“A educação estadual está falida há muito tempo e agora, mais do que nunca, é preciso resistir e fazer com que o Alckmin volte atrás”, afirmou o deputado estadual Luiz Turco (PT). A assessoria de impressa da Secretaria Estadual de Educação informou que trabalha com os valores aprovados em lei (R$28,4 bilhões).
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ALCKMIN E FOLHA DE S.PAULO TENTAM MANOBRA PARA DESMOBILIZAR: OCUPAÇÕES PRECISAM CONTINUAR
Há pouco a imprensa foi veículo de uma manobra do governo Alckmin para desmobilizar as ocupações. Inicialmente, por intermédio da Folha de S.Paulo e depois em vários meios da imprensa saiu a notícia como se Alckmin tivesse recuado em relação ao fechamento das escolas. A direção majoritária da Apeoesp, junto a outras direções, alimentou um clima de euforia de “vitória”, que também atingiu setores do movimento que estão vendo que com a força é possível vencer.
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Folha tucana tentou confundir os estudantes publicando matéria mentirosa.
OEsquerda Diárioapurou a verdade junto a setores que participam da reunião de conciliação que negaram que Alckmin tenha recuado. A farsa da proposta do governo, que estão chamando de “vitória”, é que os estudantes desocupem para abrir um diálogo por dez dias sobre a reorganização, sem nenhuma garantia de cancelamento do fechamento.
Trata-se de uma manobra que precisa ser rechaçada e esclarecida amplamente, pois as ocupações precisam se manter e se fortalecer, além de deixar claro para Alckmin que não vão cair neste tipo de manobra de “desocupar pra negociar”.
O movimento tem força para colocar como piso mínimo para negociar o cancelamento do fechamento de todas as escolas. Ao mesmo tempo, essa tentativa de manobrar mostra a força da mobilização em curso que está aterrorizando o governo, que está recorrendo inclusive à repressão da PM aberta como hoje [19/11] em Marília (SP), preocupado especialmente com a prova do Saresp (avaliação das escolas) de terça e quarta-feira da semana que vem.
É o momento de coordenar todas as ocupações em um organismo de luta com representantes de cada escola para unificar os rumos do movimento, impedir manobras desse tipo e somar forças para avançar na nossa pauta para uma luta pela educação de qualidade e gratuita em todos os níveis, começando imediatamente pela retirada imediata dos cortes de Alckmin e Dilma na educação para que seja investido em melhorias concretas como infraestrutura, novas escolas, salários de professores etc.

“Estamos armados e se houver retirada vai ser uma carnificina”, diz manifestante acampado no Congresso

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Sérgio Moro, o ídolo dos acampados.
Um dos líderes do acampamento que está em frente ao Congresso Nacional e que defende a deposição do governo e a “intervenção popular”, Felipe Porto, afirmou nesta quinta-feira, dia 19/11, que não há chances de que o movimento deixe o local de forma pacífica. “Vamos resistir. Estamos armados e se houver isso [retirada] vai ter uma carnificina aqui”, afirmou.
No gramado em frente ao Congresso há pelo menos quatro grupos distintos acampados, a maioria pedindo a saída da presidente Dilma Rousseff. O grupo a que Felipe pertence, denominado “Ocupa Brasília”, é composto majoritariamente por ex-militares e ex-policiais. Por isso, afirmam, estão armados legalmente.
Não há reforço policial no momento. O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, reúne-se com os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL), para tentar articular a retirada de todos os acampamentos.
Na quarta-feira, dia 18/11, foi registrado conflito na área entre membros do grupo de manifestantes militares e integrantes da Marcha das Mulheres Negras. Foram registrados tiros e dois manifestantes foram presos.
Porto diz que o objetivo do grupo é fazer uma “deposição total dos Três Poderes”. “Não defendemos a intervenção militar e sim a intervenção popular”, afirmou. Questionado sobre como funcionaria essa deposição, Porto disse que com o apoio do Exército.
O grupo de Porto é o mesmo responsável pela manifestação de domingo, dia 15 de novembro, para “defender a pátria”. O protesto, entretanto, teve baixa adesão. Porto disse que apesar de poucos adeptos o grupo tem condições de “chamar reforço armado” caso haja confronto. “O cenário de guerra está armado”, ameaçou.

A descoberta do Brasil !

Ainda é comum encontrarmos, nos livros didáticos, que o Brasil foi descoberto no dia 22 de abril de 1500 (século XVI). Nossos professores ensinam (nos dizem) e os alunos aprendem (decoram) e todos saem com a nítida ideia que foi descoberta nesta data é por que, antes, ninguém sabia da existência do mesmo. Isso do ponto de vista dos europeus. Afinal de contas, existiam milhões de nativos (índios) vivendo nesse novo continente!

Nestas histórias escritas (livros e derivados) ou orais (aulas e palestras) se fala sobre os Tratados celebrados entre Espanha e Portugal e sempre passam a ideia que eles ainda não sabiam da existência das terras que serão descobertas. Entre esses tratados o mais conhecido é o Tratado de Tordesilhas (1494), onde ficou definido que as terras descobertas a leste do Paralelo de Tordesilhas iriam pertencer a Portugal e as terras a oeste iriam pertencer à Espanha. Vejam bem, os representantes do governo espanhol e português assinaram tratados de terras que não sabiam da existência! Vocês acreditam mesmo que eles assinaram tratados para explorarem terras que não sabiam existir? Alguém em sã consciência assinaria um tratado de alguma coisa que pensa não saber existir?

Já faz algum tempo que é de conhecimento, científico, a existência destas terras muito antes da assinatura destes tratados. Já era de conhecimento dos europeus, principalmente franceses, a existência de terras no Oceano Atlântico e era comum o comércio da tinta vermelha e móveis, fabricados do pau-brasil, entre os franceses e holandeses. Existem vários documentos comprovando que os franceses faziam comercio com os nativos na América. O que os franceses e europeus imaginavam era que as terras, existentes, eram ilhas no Oceano Atlântico e ainda não se davam conta que as terras na realidade é um imenso continente.

Na Região Norte e parte da Região Nordeste, os habitantes creditam a descoberta do Brasil ao espanhol Vizente Yáñez Pinzón. Na realidade, nosso país foi descoberto (tomado posse) na parte oeste de Tordesilhas pelos espanhóis e na parte leste pelos portugueses. Infelizmente nas nossas escolas a descoberta dos espanhóis (que chegaram primeiros que os portugueses) é ocultada nos nossos livros de história e o mais grave é que na realidade dois espanhóis (Vizente Yáñez Pinzón e Diogo de Lepe) chegaram, as terras brasileiras, primeiro que Pedro Álvares Cabral.

Mesmo nos tempos atuais, os nossos livros de História e Geografia trazem a informação que o Brasil foi descoberto em 1.500 (século XVI) e a América em 1457. Essas informações levam a termos perguntas um pouco constrangedores por parte de alguns alunos mais observadores. Já fui questionado várias vezes como pode o Brasil ser descoberto em 1500 se a América foi descoberta em 1457? A pergunta do aluno tem certa lógica. Sabiam da existência de um continente e não sabiam da existência do Brasil! É claro que os portugueses sabiam que existia um continente, mas eles não sabiam que as terras que eles descobriram fazia parte do continente. Eles pensaram ter descoberto uma grande ilha e só posteriormente ficou esclarecido que fazia parte de algo maior, um continente.

sábado, 14 de novembro de 2015

Amigos de Beto Richa também voam à custa do povo do Paraná?

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No domingo, dia 8/11, a Folha de S.Paulo publicou reportagem que escancarou a farra de viagens aéreas do atual senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, quando era governador de Minas Gerais.
Entre 2003 e 2010, o tucano cedeu aviões do governo do Estado para deslocamento de amigos, entre celebridades, políticos, empresários e outras pessoas fora da administração pública. Segundo o jornalão, foram quase 200 viagens sem a presença de algum membro do governo a bordo, todas patrocinadas pelos cofres públicos mineiros.
Voaram de graça nos aviões de Minas Gerais, em nome da amizade com Aécio, o apresentador da Rede Globo, Luciano Huck; os cantores Sandy e Júnior; o ex-homem forte da Rede Globo, José Bonifácio Sobrinho, o Boni; o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira; e Roberto Civita, o falecido dono da Editora Abril, proprietária da revista Veja.
No Paraná, o governador Beto Richa é frequentemente flagrado confundindo o público e o privado quando o assunto é o uso de aeronaves do governo.
Em 2013, por exemplo, Richa usou o avião oficial para ir ao Rio de Janeiro assistir à final da Copa das Confederações. Mais grave, foi acusado neste ano de ceder o helicóptero da governadoria para a repressão aos professores no Centro Cívico. Segundo relatos, o aparelho de uso pessoal do governador despejou bombas de efeito moral e outras munições nos professores e trabalhadores da educação que protestavam contra as mudanças na previdência.
Richa ainda foi condenado a reembolsar o governo estadual em R$2 milhões pela contratação emergencial de aeronaves em 2011. Segundo a Justiça, a irregularidade aconteceu na ausência de licitação na contratação dos aviões junto a empresa Helisul, que também prestou serviços para a campanha a governador do tucano.
O governador paranaense nunca escondeu a admiração pelas práticas políticas do candidato à Presidência derrotado em 2014. A pergunta obrigatória dos paranaenses neste momento é: os “amigos” do governador Beto Richa também voam de graça, à custa do erário, nas aeronaves do governo do Paraná?

Eduardo Cunha na berlinda: A franqueza de Paulinho da Farsa e a traição do PSDB de Aécio

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FRANQUEZA DE PAULINHO PRESTA BOM SERVIÇO AO PAÍS
Nada como um ataque de franqueza para desmoralizar de vez uma conspiração golpista. O “sincericídio” foi cometido na noite de ontem pelo deputado Paulo Pereira da Silva (SD/SP), o presidente do Solidariedade, que foi ao Jornal Nacional e explicou por que seu partido mantém o apoio ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ).
“Nós do Solidariedade estamos convencidos de que só tem um jeito de fazer o impeachment da Dilma, que é segurar o Eduardo Cunha”, disse Paulinho, na cara dura, sem um pingo de vergonha (confira aqui). Incapaz de defender Cunha, acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas por meio de suas contas suíças, Paulinho, que é também réu no Supremo Tribunal Federal, explicitou sua lógica – Cunha tem serventia porque pode conduzir um golpe.
Com seu jogo aberto, Paulinho prestou um bom serviço ao País e desmoralizou de vez o projeto tucano. Faltou avisá-lo que golpes e conspirações não são feitos à luz do dia – é preciso dissimular e se mover nas sombras, como vinham fazendo, por sinal, líderes de outros partidos, como o DEM e o PSDB, do senador Aécio Neves (PSDB/MG).
Paulinho ainda tentou convencer os tucanos de que vale a pena negociar os dois votos do partido no Conselho de Ética – assim, se Cunha for salvo, ele poderia acatar um pedido de impeachment. Mas mesmo os tucanos, que lideram a conspiração golpista, disseram não porque sabem que um golpe sob a liderança de Cunha, o vendedor de carne moída para a África, não tem a menor chance de prosperar.
Por isso mesmo, contra a vontade de Paulinho, os tucanos anunciaram hoje seu desembarque da aliança com Eduardo Cunha. Em nota, a bancada do PSDB na Câmara rompeu com o presidente da Casa, alegando que a explicação do peemedebista não convence e que, em nome da “ética”, reitera “de forma ainda mais veemente” o pedido de afastamento de Cunha do cargo.
Não porque sejam mais éticos do que Paulinho. Apenas dissimulam melhor suas intenções.
O deputado do Solidariedade assumiu a vaga do partido no Conselho de Ética na sessão desta quarta-feira 11. Ele substitui o correligionário Wladimir Costa, que renunciou alegando motivo de saúde, para que Paulinho possa votar contra a cassação do aliado.
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EX-ALIADO, PSDB DIZ QUE CUNHA NÃO CONVENCEU
Em nota divulgada na quarta-feira, dia 11/11, como previsto, a bancada do PSDB na Câmara afirma reiterar “de forma ainda mais veemente” o pedido de afastamento do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), e declara que o deputado, acusado de corrupção, não convenceu em suas explicações sobre ser beneficiário de contas secretas na Suíça.
“Ele não se explicou, não convenceu a bancada do PSDB nem o país, fez alegações soltas, sem o necessário respaldo e provas”, disse em coletiva de imprensa o líder Carlos Sampaio (PSDB/SP), que até poucos dias concedia a Cunha o “benefício da dúvida”, mesmo depois da divulgação de documentos e da assinatura do presidente da Câmara vinculados às contas.
Os deputados dizem ainda, no comunicado, que tomam tal decisão devido à “ética”. Fica claro, no entanto, que na atual situação, Cunha não é mais um personagem viável para dar sequência ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, interesse comum de Cunha e PSDB e único motivo para a aliança.
Resta saber se o posicionamento dos tucanos, de afastar Cunha, será coerente com a votação do processo de cassação contra o peemedebista que corre no Conselho de Ética. Confira a íntegra da nota.
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