sábado, 26 de junho de 2010

Lula desmonta armadilha


O presidente Lula desmontou mais uma armadilha ao aprovar o reajuste de 7,7% para os aposentados. O governo tinha proposto um índice menor, de 6,14%, mas o Congresso elevou com empenho e voto da oposição. O objetivo da medida estava claro. Levar Lula a vetar o aumento e deixá-lo em má situação com os aposentados.

A oposição queria passar à Lula o ônus do veto para atacá-lo depois. Se ele viesse, os jornais contribuiriam com manchetes o acusando de frustrar os aposentados. Talvez fosse mais uma tentativa de igualá-lo a Fernando Henrique Cardoso, que chamou os aposentados de vagabundos.

Mas Lula aprovou o reajuste de 7,7% contra a vontade da área econômica do governo e desmontou o golpe armado. A oposição não poderia atacá-lo mais, já que defendeu o aumento. Sobrou para a mídia o papel de oposição, já proclamado pela presidente da Associação Nacional dos Jornais, de classificar a decisão de demagogia e fruto de interesses do ano eleitoral.

O que a oposição e a mídia parecem ainda não ter entendido é que Lula é um estrategista. Ele adiou sua decisão ao máximo para estudar a situação e ver como administrá-la. Ao aprovar o aumento, não falou em rombo na Previdência ou impacto nas contas públicas. Disse que os aposentados vão consumir mais e as contas serão reforçadas pelos impostos decorrentes deste consumo.

Outra armadilha aprontada para Lula está na questão dos royalties do petróleo. Os deputados aprovaram uma emenda irresponsável, que em nome de uma distribuição igualitária dos royalties prejudica os estados produtores e sobrecarrega a União, a quem caberia reparar as perdas desses estados.

Mais uma vez, o governo já tinha apresentado uma proposta que distribui os royalties por todos os entes da Federação sem prejudicar os estados produtores. Mas o Congresso ignorou e criou uma nova situação limite. Pior, aproveitou um debate sobre o controle do pré-sal para aprovar uma emenda que não se sustenta nem juridicamente.

Neste caso, Lula poderá até pelo veto sem temores eleitorais, pois não encerrará a questão. Pelo contrário, deverá levar o debate para depois do período eleitoral, quando os interesses imediatos nem sempre preponderam e decisões mais comprometidas com o país têm chances de serem consideradas adequadamente.

De Mair Pena Neto

O PT, AS FORÇAS POPULARES E OS GARGALOS DA LUTA

A suposição que uma boa idéia e uma câmera são capazes de produzir um filme de alto nível não é regra geral, pelo contrário, exceção.

Consciência da luta e de sua importância todos temos. Análise correta, em maior ou menor escala da etapa do processo que vivemos, todos somos capazes de fazer, basta que tenhamos um mínimo de consciência social, ou até mesmo desejo e vontade de sobreviver em bases dignas, humanas, criando condições efetivas de existir e coexistir nessas mesmas bases. Sobre esses mesmos pilares.

Quando o general Golbery do Couto e Silva disse que “a esquerda só se une na cadeia”, nem tão certo estava assim. Exceto ao referir-se à divisão de tarefas dentro de uma cela e só para que os que ali estavam pudessem suportar o cativeiro.

A disposição de luta transformou- se num jogo de cartas marcadas e regido por interesses que nem sempre levam a avanços efetivos e concretos, ou possam significar ganhos.

Às vezes se perde ganhando, noutras se ganha perdendo.

NO Estado do Espírito Santo as chamadas composições, alianças, acordos não obedecem a critérios programáticos, não respeitam limites dos princípios e vão se formando a partir de um objetivo definido como maior, para se espalharem em estranhos e intragáveis braços de grupos, de vaidades pessoais.

Os movimentos populares ainda não perceberam isso.

Hoje temos feudos politicos e neles, muitos deles politicos infiltrados , para dar continuidade a um projeto de oligarquia.

Sou do ES e aqui percebo todo esse emaranhado, todo esse novelo. Fui, motivada por companheiros da luta popular, setores da luta bolivariana, e recebi de Marcio Astorga a promessa de colaboraçao direta, mas num dado momento percebi que para além de estruturas fracas para enfrentar todo o aparelhamento dos partidos, os próprios grupos(usados por ASTORGAS da vida) se enredavam em alianças e acordos que não levam a lugar nenhum e descaracterizam a luta como um todo.

Vivemos um momento ímpar na América Latina, isso foi dito por frei Beto em artigo divulgado há poucos dias. Diria eu que vivemos um momento em que se torna imperiosa a atitude revolucionária dentro do processo eleitoral como forma de ocuparmos os espaços num mundo cada vez mais estreito, íngreme e áspero a caminhadas por transformações efetivas e concretas no modelo político e econômico que nos oferece o capitalismo. Ou que nos impõe o capitalismo.

Ou se joga o jogo como determinam os caciques partidários escorados numa linguagem que não é correspondida na prática, ou se está fora do jogo. Usam o mesmo discurso dos nossos adversários para manter intocados seus feudos.

Não enxergam o todo, tão somente os umbigos e interesses mesquinhos e medíocres de seus lugares, de seus espaços. São políticos que como fervorosos pastores tentam levar o rebanho à convicção que o sacrifício representará, à frente, o paraíso desejado. Só se for o paraíso desses políticos. E aqui vai um alerta: O ES corre o risco de seguir impune e o POVO mais uma vez é só detalhe para esses políticos.

Emprestei meu nome a uma luta que se presumia organizada, sabedora das dificuldades e dos obstáculos. Abri os espaços, rompi amarras difíceis de serem rompidas e de repente, me vi presa dentro do próprio desenho de nossa luta. Uma tonteria sem sentido e sem organização, pressupostamente fundada no ideal, mas escondendo interesses e objetivos que não são os nossos. RESPONSABILIDADE encabeçada por Marcio Astorga, que usa o nome de um grupo para seus devaneios.

A resposta revolucionária dos chamados líderes ou se mostrou mentirosa, ou se perdeu em meio a reuniões que puxavam fios de vários novelos para outros tantos acordos aqui e ali sem a menor preocupação com o propósito, o objetivo base.

Medos, covardias, sei lá o que, mas comportamento semelhante àqueles que tanto criticamos. E contra os quais, aparentemente, lutamos.

Militante, fico angustiada na percepção em meio a um a caminhada, da fraqueza política e moral dos nossos líderes e aí me pergunto? O que somos, os que emprestamos nossas vidas em prol da luta?

É uma hora de reflexão, de autocrítica. De compreendermos os nossos erros, os passos perdidos e sobretudo de nos mostrarmos respeitosos com os companheiros lutadores que o fazem movidos pelo ideal e pela crença, até ingênua em determinados momentos, mas leal e íntegra, recheada de compostura e dignidade que por isso mesmo se recusa a engolir sapos de um e outro lado, ou ser parte de um jogo cujo resultado todos sabemos.

É hora de traçarmos os caminhos à revelia de lideranças que não têm respostas, só fugas e evasivas, até porque não têm comprometimento que não seja ou com interesses ou com estranhas concepções de compromisso ideológico latino-americano.

O regime de cartórios políticos prevalece. O ideal é ridículo, o medo da luta é real nas horas necessárias e as amarras dos que detêm o poder são cada vez mais fortes e mais opressoras.

Estou inteira no processo eleitoral . Inteira sem carregar vergonhas de baixar os olhos ou a cabeça diante de alianças espúrias em nome de um objetivo indefinido.

Inteira na integridade de militante que nunca pretendeu nada além de lutar a luta onde quer que lhe fosse solicitado, mas machucada, o que não significa desânimo, ao perceber-se solitária no imenso salão onde deveríamos estar todos combatendo.

Trotsky dizia que “o povo está sempre à frente dos dirigentes”. Citá-lo não significa ser trotskista (antes que rotulem), mas constatar a realidade que um dos maiores revolucionários de todos os tempos pode perceber na crueza do momento histórico que viveu. Na própria riqueza desse momento.

Consciente que para além de todo esse labirinto de interesses que não têm caráter revolucionário, existe a profunda necessidade de assumirmos com seriedade e capacidade de honrar compromissos, o que também não temos sido capazes, viciados na política rasteira desses acordos e imersos em nossa própria incapacidade, que tanto é em si, como produto da apropriação de nossa luta.

O que vamos fazer com os Casagrande tolhidos e conduzidos pelas mãos criminosas de Paulo Hartung? Ou com Hélio Costa em MInas, ou a família Sarney no Maranhão? E outros tantos em tantos outros estados?

Nada, não vamos fazer nada e nem vamos a lugar algum. Permanecem intocados os sanguessugas da política, do povo brasileiro, a grande vítima de todo esse processo.

A ser um ingrediente a mais nessa cesta, prefiro sair e correr fora dos limites do campo, com a certeza que a luta popular não tem nada a ver com esse processo. Mas antes disto, ainda esperançosa, conclamo a militancia a lutar a luta do POVO, a EMPODERAR O POVO e assim, lutando por nossos ideais e direitos fundamentais, vencer a politicagem dos que usam de interesses politicos alianças e conchavos que a nada beneficiará ao POVO.Ao contrário, beneficiará apenas ao continuismo e a impunidade dos que nos massacram diariamente. E cito como exemplo exatamente o que acontece aqui, no estado do ES

É preciso que cesta contenha a luta do povo hondurenho. A luta dos zapatistas mexicanos. Dos guerrilheiros da Colômbia ( Se Astorga nao usa-los em beneficios proprios). Isso em nossa América. Mas dos palestinos, dos afegãos, dos iraquianos, dos paquistaneses e todos os povos oprimidos, no exemplo da revolução cubana.

Não é uma questão de economia e nem de negócios, muito menos de avanços aqui e ali de um ou outro “companheiro”.

É a sobrevivência de ideais e princípios e esses não passam por eleições a qualquer preço.

É hora de tomar em nossas mãos a bandeira que Astorgas empunham burocraticamente e em proveito próprio, porque fazem da luta suas “empresas” de sobrevivência burocrática a despeito do discurso, comprometendo, moralmente inclusive, todo o processo e ludibriando e enganando militantes destemidos e corajosos e que não medem sacrifícios e esforços para alcançar os objetivos.

Se assim não o fizermos, avançarmos sobre nossos dirigentes, os que transformam nossas organizações em marcas oferecidas no mercado eleitoral para negociatas inaceitáveis, então não há sentido na luta, seremos eternos contingente de soldados manobrados e conduzidos tal e qual se tange boiadas.

Lutar é um dever de consciência e esse permanece. Está dentro do nosso espírito e da nossa convicção. Mas lutar também contra tudo isso que tenta fazer da luta uma grande e espetaculosa arena, onde apenas eles são os vencedores.

Não importa que nos apresentemos rotos, esfarrapados, importa que sejamos capazes de honrar ideais e compromissos. E isso não tiram de mim. Nem de muitos e leais companheiros. Não têm como, falta-lhes a coragem de olhar de frente e encarar os olhos do outro. Sobra-lhes o cinismo do discurso vazio e que começa a exalar o cheiro fétido dos mortos vivos na suposta esperteza de avanços inexistentes e compromissos não cumpridos.

De Fernanda Tardin

TCU dá aval à vagabundagem


Como todos sabem, Luciana Cardoso, filha de FHC, recebeu salário por vários anos do Senado, como assessora do DEMO Heráclito Fortes, sem nunca ter pisado na Casa dos Honrados Defensores dos Estados Brasileiros. Pois bem, depois de mamar e sugar nas tetas da Nação, o TCU, que se autointitula defensor do erário público, mas que não passa de uma antro de políticos vagabundos em fim de carreira política, achou isso tudo normal.Segundo nosso TCU que, provavavelmente, tem meio mundo de funcionário em situação idêntica a de Luciana Cardoso, a filha de FHC não fez nada de errado, que a lei permite que ela aja assim, que idiota é quem trabalha, que vagabundo(bunda) merece respeito.


TCU livra filha de FHC de processo dos funcionários fantasma

O Tribunal de Contas da União (TCU) absolveu nesta quarta-feira a filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Luciana Cardoso, acusada de ser funcionária fantasma do senado. De acordo com a assessoria do TCU, a decisão foi unânime e não cabe recurso da decisão.

O TCU absolveu ainda Solange Amorelli Ribeiro, assessora da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), e Amaury de Jesus Machado, que trabalhava com a então senadora Roseana Sarney (PMDB). Segundo o processo, os funcionários recebiam sem trabalhar.

Amaury era o mordomo da casa de Roseana Sarney, e também funcionário efetivo do Senado, com gratificações em torno de R$ 12 mil. Apesar de ser assessor de gabinete, ele trabalhava na casa de Roseana no Lago Sul de Brasília.

SE JOSÉ SERRA FOSSE ELEITO (MAS NÃO SERÁ)


Se José Serra fosse eleito (mas não será), ganharia de presente um país que o PSDB, desacostumado ao êxito, jamais sonharia em construir com esforço e competência próprios – como provou em seus governos municipais, estaduais e federal. Poria as mãos num Brasil reformado, sólido e próspero, com US$ 250 bilhões em caixa e imensas obras de infra-estrutura em andamento que o fariam sentir-se 100 vezes maior que um mero gerenciador do anel viário paulista da famiglia PSDB. Um país com um mercado interno aquecido e com 27 milhões de novos consumidores emancipados nas políticas sociais. Um país que gerou 15 milhões de empregos em 8 anos e um mercado de crédito consignado superando a casa de R$ 1 trilhão.

Se José Serra fosse eleito (mas não será), teria uma arrecadação de impostos e tributos federais da ordem de R$ 80 bilhões mensais para devolver à sociedade em forma de serviços. Arrecadação ascendente, resultante do excelente desempenho da economia deixado pelo seu antecessor.

Se José Serra fosse eleito (mas não será), levaria ainda um sentimento popular de patriotismo renovado e esperançoso que – somado ao trunfo catalisador de sediar uma Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos – o faria sentir-se um imperador romano.

Se José Serra fosse eleito (mas não será), tudo isso saberiam muito bem capitalizar em benefício próprio o PSDB e a elite conservadora, conduzidos pelo seu novo presidente, especialista mor em se apropriar dos créditos de feitos alheios. Assinariam seus nomes nos eventos esportivos, nas obras do PAC em andamento, no sucesso internacional do país, cobrindo os verdadeiros créditos com a cumplicidade do PIG – sócio incansável, dedicado e afinado às causas de ambos – que cuidaria da tarefa de reescrever a história, reduzindo os mandatos do presidente Lula a uma insignificância extrema.

Se José Serra fosse eleito (mas não será), teria estatais suculentas, prontas para o mercado das trapaças privatizantes conhecidas no passado pelo codinome “enxugamento do estado” ou “estado mínimo”. Trapaças travestidas de benefícios à máquina administrativa e à “nação”, orquestradas pelos mesmos maestros do período FHC, que executariam a mesma marcha fúnebre durante a sutil diluição do patrimônio brasileiro. Entre elas, é claro, estaria a grande vedete, a peça mais cobiçada a ser levada ao abate num leilão macabro de cartas marcadas: a Petrobrás. Valorizada pelo pré-sal, a empresa seria ofertada na mesma bandeja da negociatas engavetadas desde o primeiro mandato de FHC e para as mesmas multinacionais que há anos salivam em torno deste tesouro brasileiro. Negociata que movimentaria rios de dinheiro, atrairia à surdina dos bastidores os mesmos intermediários comissionados que enriqueceriam da noite para o dia. Tramóia que iria restabelecer o duto de escoamento das riquezas do nosso solo para as mãos dos mesmos banqueiros internacionais, ávidos por capital fresco que venha a socorrê-los na recente crise da qual ainda tentam se recuperar.

Se José Serra fosse eleito (mas não será), não se faria de rogado: negaria o Mercosul e seus “indiozinhos caboclos”, realinhando suas prioridades financeiras a Wall Street, como nos velhos tempos. Romperia com austeridade quixotesca os laços com os governos populares latino-americanos exigindo a deposição de todos os seus presidentes aos quais acusaria de ditadores golpistas e lideraria suas nações em caravana orgulhosa rumo ao lar da velha, gentil e maternal esfera de influência do Tio Sam.

Se José Serra fosse eleito (mas não será), se esforçaria em repetir a medíocre e desastrosa gestão frente ao governo de São Paulo sem obter êxito de imediato: a robustez econômica e estrutural deixada pelo seu antecessor levaria dois mandatos para ser totalmente dilapidada, pois, diferentemente de São Paulo, o país não lhe teria sido entregue já estagnado pelo fracasso dos governantes anteriores que “casualmente” pertenciam ao seu próprio partido.

Se José Serra fosse eleito (mas não será), depois de extinguir ou renomear toda a obra de seu antecessor, e quando o país já estivesse devidamente “devolvido” ao século 20, pouco lhe importaria fazer sucessor, compromissado que sempre foi exclusivamente com seu próprio umbigo. Assistiria debochadamente aos caciques furiosos do PSDB/DEM digladiarem- se para ocupar seu trono, sabendo que, depois de todo o estrago feito nas areias estéreis de sua inépcia, a esquerda recuperaria o país para tentar, novamente, reparar os enormes danos deixados pelo seu governo.

Se José Serra fosse eleito (mas não será) – enfim – contrataria algum editor de livros de auto-ajuda para escrever sua última fraude: a biografia de “Um brasileiro vitorioso”. O texto seria tão épico e fantasioso que até ele, em processo de senilidade avançada, acreditaria finalmente que é o autêntico “O Cara”. Título ao qual alguns historiadores da pocilga colocariam uma destacada ressalva: que, em verdade, seu êxito só foi alcançado graças às políticas econômicas e estruturais deixadas pelo antecessor de seu antecessor: o inesquecível visionário Fernando Henrique Cardoso!

REDE GLOBO IGNORA MANIFESTAÇÃO PELO PORTO SUL

A Rede Globo não concedeu o menor espaço que seja à manifestação em favor do Complexo Intermodal Porto Sul, ontem. Os telejornais noturnos da emissora (Jornal Nacional e o Jornal da Globo) não abriram espaço para o ato público que reuniu milhares de pessoas no centro de Ilhéus.

A mesma tevê, no entanto, abriu os seus principais telejornais para matérias sobre o “abraço” à Lagoa Encantada – que reuniu pouco menos de duas centenas de pessoas – e, semanas depois, para a entrega de um manifesto à ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em Brasília. O detalhe é que o documento continha assinaturas falsas de várias entidades, como já relatado aqui no Pimenta.

Há quem diga que a Globo se transformou em inimiga de Ilhéus. Primeiro, teve responsabilidade no quase fechamento do aeroporto Jorge Amado, com uma matéria quase fantasiosa no Fantástico. Agora, se posiciona contra o complexo intermodal Porto Sul.

Sem querer colocar lenha na fogueira, lembremos aqui as desconfianças do empresariado sul-baiano que, dia desses, assoprou que Roberto Irineu Marinho, o todo-poderoso da Globo, tem investimentos em Itacaré e não quer ver navios na paisagem, assim como um de seus principais anunciantes, Guilherme Leal, dirigente da Natura Cosméticos e candidato a vice-presidente da República na chapa do PV de Marina Silva.

Do Pimenta na Muqueca

O deputado pedófilo era do DEM

Mais uma vez se confirma o que venho dizendo neste espaço. Quando um político é flagrado em crime de corrupção ou outro qualquer e não é filiado ao PT ou a algum partido da base do governo Lula, a sigla partidária a que ele é filiado não aparece de jeito nenhum na parca cobertura da mídia. Alguém por acaso viu alguma divulgação de que o coronel Hildebrando Pascoal, que mandava picotar seres humanos em serrarias do Acre, é do DEM? Alguém lembra que João Pedro Filho, de Guamaré, prefeito que virou símbolo de corrupção no Brasil, era do pefelê, hoje DEM? Alguém lembra de um deputado pastor que transportava malas de dinheiro de origem ignorada? Ele era do DEM. Também era do DEM o deputado que fez um castelo feudal em Minas Gerais. Com o detalhe de que ele era concunhado de Miriam Leitão, aquela que só abre a boca para falar mal do PT, tenha ou não tenha motivos. Só teve divulgação da sigla DEM no caso de José Roberto Arruda, porque era preciso dizer que era o "Mensalão do DEM" para poder a cada frase comparar o caso com o "Mensalão do PT". Ontem, alertaram-me para pesquisar no Google a palavra "mentiroso". Sabe qual o primeiro nome que aparece? É Luiz Inácio Lula da Silva. Transpus para o Word e pesquisei o que tinha na biografia do presidente, onde consta a palavra "mentiroso" e simplesmente ela não existe em um conteúdo a 36 laudas. Pelo contrário, trata-se de uma biografia rica e recheada de elogios. A ficha falsa que traz Dilma Rousseff como terrorista, mesmo depois da própria Folha de São Paulo reconhecer seu erro, está sendo divulgada novamente à farta. Vem agora de um blog do Chile, assim como outro dia tinha uma denúncia contra o PT postada na Alemanha, mas quando foi investigada descobriu-se que a fonte era o comitê eletrônico dos tucanos. Pois bem. Agora o ex-deputado estadual e médico Luiz Afonso Proença Sefer, do Estado do Pará, foi condenado ontem a 21 anos de prisão por abusar sexualmente de uma menina de nove anos. A decisão é da juíza Maria das Graças Alfaia Fonseca, titular da Vara Penal de Crimes Contra Crianças e Adolescentes de Belém (PA). Na sentença condenatória, a juíza também determinou o pagamento de indenização por dano moral, que será pago pelo réu em favor da vítima, no valor total de R$ 120 mil. A notícia está no mundo. Só falta dizer que o pedófilo é do DEM, tal qual Omar Aziz, que foi vice-governador do Estado do Amazonas e estava enrolado até o pescoço na CPI da Pedofilia e teve seu nome salvo pelo gongo de Arthur Virgílio. Hoje, Omar Aziz está no PMN, mas tem o apoio do DEM para governador do Amazonas. Mas deverá perder para o potiguar Alfredo Nascimento, que foi ministro dos Transportes até poucos meses.

Surtou
Essa do SarDEMberg é ótima: "O Brasil não cresceu como a China; apenas teve um surto..." Dá para ver que o PIG, assim como os demos e os tucanos, SURTOU.

De Crispiniano Neto

Ameça às terras de quilombos persiste

- Comunidades quilombolas e o comitê que representa os quilombos do Vale do Ribeira-Paraná assinaram uma carta em defesa de suas terras na terça-feira (08), durante I Encontro Nacional de Turismo em Comunidades Quilombolas, no município de Registro (SP). A carta dos quilombolas é uma resposta à ação direta de inconstitucionalida de (Adin), movida pelo partido Democratas (DEM) . O DEM questiona a constitucionalidade do decreto federal que regulamenta as terras quilombolas.

A ação será julgada pelo Superior Tribunal Federal (STF). O decreto federal do ano de 2003 determina a titulação dos territórios para remanescentes de quilombolas e garante o critério de “auto-definição” com o objetivo de fortalecer a conscientização da identidade do grupo.

Diante da ameaça de tornar o decreto inconstitucional, as comunidades pedem o apoio dos poderes legislativo, executivo e judiciário. As terras quilombolas estão localizadas em áreas férteis para a plantação e com riquezas como minérios e madeira. Para os quilombolas, a ação do DEM está atendendo aos interesses dos grandes proprietários de terra no campo brasileiro.

As comunidades quilombolas também reafirmam a necessidade de realização de audiências públicas com as partes envolvidas, antes que o STF julgue a ação.

A escolha de Marina Silva


Ontem à noite, os telejornais – com destaque para o Jornal Nacional – deram talvez mais destaque à convenção do PV, na qual a ex-ministra Marina Silva foi sagrada candidata do partido à Presidência, do que têm dado ao candidato da grande mídia, ao tucano José Serra, apresentando um seu discurso de tom pretensamente apoteótico.
O discurso de Marina foi a quintessência do excludente conservadorismo da direita brasileira, mentalidade de classe e de raça que manteve a candidata verde analfabeta até os 16 anos. Pregou contra o “Estado Provedor que dá tudo”, ou seja, contra programas sociais como o Bolsa Família, no fim das contas.
Mas não é esse o maior drama que representa o desnudamento daquela que poderia ser um Lula, se quisesse, mas que optou por ser linha auxiliar de José Serra, pois é esse o papel de Marina nesta campanha, o de tirar votos de Dilma, de angariar simpatias à esquerda do espectro político para despejá-las no tucano no segundo turno.
Foi um erro de cálculo. Marina, nas pesquisas Sensus sobre a sucessão presidencial, aparece com a maior rejeição entre os candidatos a presidente. Mais de 34% do eleitorado disseram, em maio, que não votariam nela sob hipótese alguma. Isso se deu porque, para a esquerda, fica cada vez mais claro o papel que ela aceitou desempenhar.

Seus discursos pretensamente enaltecedores aos governos FHC e Lula tentam esconder apoio à versão da direita para a história brasileira dos últimos 15 anos ao conceder ao ex-presidente tucano méritos que ele não teve e ao endossar, de forma velada, a tese de que ele teria construído a base do sucesso de hoje do Brasil.
Marina é uma farsa por inteiro. Não tem pretensões de vencer, não tem base ou apoios políticos para vencer. Se vencesse por um desses fenômenos inexplicáveis da política, seu governo seria um governo do PSDB, do DEM, do PPS e, quem sabe, até do PV, partido pelo qual ela se candidatou.
O único objetivo da candidatura Marina Silva é o de enfraquecer a candidatura Dilma Rousseff com o bordão que a candidata “verde” entoou ao concluir sua fala na convenção partidária que a escolheu para disputar a Presidência da República, alguma coisa sobre pretender ser “a primeira mulher NEGRA a se eleger presidente”.
É uma enorme aposta da direita na qual está sendo investido muito dinheiro. A campanha, por um partido nanico, conta com um dos maiores e mais ricos empresários do Brasil como vice e com um investimento que beira os cem milhões de reais. Para se ter uma idéia, a campanha de Marina deverá custar quase tanto quanto as de Dilma e de Serra.
Só resta lamentar. Essa mulher destruiu a própria biografia aceitando o papel de mercenária a serviço do candidato daqueles que mais maltrataram o povo dela desde o descobrimento até hoje. Poderia ser um Lula, mas escolheu ser um FHC, ou melhor, no máximo um Alckmin, ou, no fim das contas, uma farsa.

GOVERNO WAGNER ASSUME O ÔNUS DA IMORALIDADE DO JUDICIÁRIO


Na tarde de 09/06/2010, há menos de quatro meses das eleições, o Governo assume o ônus da continuidade da imoralidade no Judiciário Baiano dando as costas ao CNJ, órgão de controle administrativo do Judiciário, criado pelo Presidente LULA, a quem também de tabela dão as costas.

Não tinha e não tem direito de desrespeitar e afrontar uma medida moralizante do CNJ conforme postarem em 25 dias de greve: “Ontem 31/05, grande dia de glória o CNJ concede uma liminar mandando suspender os efeitos de todo e qualquer adicional concedido desde a vigência da Resolução nº 01/1992, que foi instituída pela Lei Estadual nº 6355/9”.

Dizía-se também que “a sua aprovação é inócua e só acontecerá, caso o líder do Governo recue e assuma junto com o Governo o retrocesso desmoralizante do projeto, o que sinceramente não acredito, afinal, está à véspera da eleição, e ele quer alçar vôos ao “Congresso Nacional”.

Perderam tempo e dinheiro Público para aprovar uma lei imoral que não tenho duvida, terá vida curta, será barrada pelo CNJ, o que pode custar uma intervenção formal no TJ/BA, e o fim da era Telma Brito.

O descalabro do Judiciário não é fruto só dos últimos 40, 50 anos, talvez venha mesmo dos remotos 400 anos de existência, pois é público e notório que em o TJ/Ba nunca teve critérios para nada, desde o mais básico que seria ter critérios claros, objetivos para promoção de juízes entre as entrâncias e para a “Corte”. Assim, como esperar critérios para a concessão de míseros adicionais, se para se chegar “de onde se pensa que é, para onde se tem certeza que é Deus” em 400 anos nunca os teve de forma clara e objetiva?

Hoje, estes critérios estão chegando via CNJ, que encaminhou NT ao TJ também por falta de critérios na concessão de Adicional de Função, nos seguintes termos: “A Secretaria de Controle Interno elaborou a Informação nº 053/2010 (INF46/48), na qual analisa os atos normativos que instituíram o adicional de função e sugere que se determine ao TJBA as seguintes providências: a) que deixe de aplicar administrativamente a Resolução nº 01/1992; b) o cancelamento do pagamento de adicional de função a todos os servidores do TJ/BA, incluindo as verbas incorporadas à remuneração; c) o cancelamento do pagamento da verba “Vantagem Artigo 263”; d) que se abstenha de criar vantagens substitutivas do adicional de função, como a CET (Condições Especiais de Trabalho) e RTI (Gratificação pelo Exercício Funcional), que constam de projeto de lei em tramitação na Assembléia Legislativa do Estado (INF48,fl. 7)”.(grifo nosso) ver liminar na integra.


Como vemos claro e cristalino não podia ser votado o projeto 18.460/2009, que cria a CET em substituição ao Adicional de Função, teria sim que ser retirado da ALBA, exigência do CNJ e dos servidores em greve pela moralização do TJ/BA.

O Tribunal de Justiça afronta o CNJ, leva de roldão o Governo e sua bancada, que juntos com a oposição votaram em acordo de liderança por maioria absoluta, trazendo assim para seu colo a bomba da imoralidade orquestrada no TJ/BA, descumprindo assim a liminar e indo de encontro ao clamor dos servidores que estão a 33 dias em uma greve eminentemente política de moralização do TJ.

É um ônus caro para o Governo não só por ser um ano eleitoral, mas por jogar por terra o projeto LULA de moralizar, via CNJ, o Judiciário Baiano, que tem sido motivo de chacota quiçá por 400 anos de mazelas, perdendo a oportunidade de ajudar a colocar ordem na Justiça e tirar a pecha, que segundo palavras do Min. Diip “para ficar ruim tem que melhorar muito”.

COM A PALAVRA O CNJ.

Dossiê respira por aparelhos


Em ensaio escrito em 1988, o jornalista e sociólogo Perseu Abramo afirmou que “uma das principais características do jornalismo no Brasil, hoje, praticado pela maioria da grande imprensa, é a manipulação da informação”. À época do texto, o país ainda não tinha voltado a ter eleições diretas para a Presidência da República, o que aconteceu no ano seguinte, já com uma atuação notória da imprensa, na edição manipulada do debate entre Lula e Collor.

De lá para cá, a cada eleição presidencial é um desfile de manipulações que desacreditam a imprensa brasileira e revelam o caráter dos grandes meios. Agora mesmo, estamos diante de um suposto dossiê, que o PT teria encomendado a um araponga para denegrir o candidato do PSDB, José Serra.

A história surge na revista Veja dando conta que um grupo dentro da campanha de Dilma teria ensaiado um dossiê para atingir José Serra. A denúncia não fala do conteúdo do dossiê, que envolveria a filha do candidato, Verônica Serra. A blogosfera, que tem sido sempre ágil em desmontar as armações midiáticas, identifica no dossiê um livro que está sendo preparado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr sobre as privatizações tucanas e seus beneficiários. A denúncia do suposto dossiê teria sido, na verdade, um contra-ataque para tentar desqualificar o livro que promete abalar as hostes tucanas.

A grande imprensa toma conhecimento disso, mas resolve ignorar o jornalista. Talvez para não desmontar logo a história que se revelava cada vez menos crível. Nesse meio tempo, vem à tona uma matéria do Correio Braziliense, de 2002, que fala sobre um esquema de arapongagem montado no Ministério da Saúde na gestão José Serra, comandado pelo então delegado e hoje deputado Marcelo Itagiba, que tinha entre seus integrantes o ex-delegado Onésimo de Souza, protagonista do atual dossiê que teria sido encomendado pela campanha de Dilma.

A mídia continua alimentando a farsa até que no dia 7 de junho a Folha de S. Paulo finalmente ouve o jornalista Amaury Ribeiro Jr, que estava na reunião em que Onésimo disse que lhe teria sido proposto um dossiê contra Serra. Amaury relata a reunião em detalhes, interpreta a atitude do ex-delegado como retaliação por não ter sido contratado e o desafia a uma acareação.

A matéria seria uma bomba jornalisticamente, mas embora tenha saído integralmente na versão online da Folha, no jornal impresso foi reduzida e ficou escondida no pé de outra matéria que dava voz a Itagiba para negar qualquer ligação com esquemas de espionagem. A Folha deu mais importância ao araponga do que ao jornalista, que já tinha trabalhado em sua redação.

Serra, que tentava se fazer de vítima da história e chegou a responsabilizar Dilma pelo suposto dossiê, foi interpelado judicialmente pelo PT a confirmar suas acusações. A história continuava a fazer água e ficava cada vez mais claro que o delegado teria oferecido seus serviços, que foram rejeitados pela campanha de Dilma.

O suposto dossiê ainda respira por aparelhos ligados a algumas redações. Mas sua morte é inevitável e passará a história como mais um exemplo dos padrões de manipulação da grande imprensa no Brasil.

De Mair Pena Neto

Uma situação boa demais para o governo

A geração dos brasileiros que eram adultos no final da ditadura militar (1964-1985) , nela incluídos o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o ex-governador José Serra (PSDB), a ex-ministra Dilma Rousseff (PT) e a ex-ministra Marina da Silva, não presenciou um momento como esse antes e dificilmente viverá um outro. Não vai dar tempo de assistir uma reedição desse período, o único da história do país com alta taxa de crescimento econômico e democracia. Daí a dificuldade da oposição de alinhavar um discurso que seja consistente para ganhar o apoio de um eleitorado majoritariamente governista, satisfeito com a vida que tem e que acha que a sua vida vai melhorar com a continuidade, e não com a mudança.

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre do ano de 2010, comparado com igual período do ano passado, foi de 9%, segundo foi anunciado essa semana. No artigo "Eleições presidenciais 2010: ruptura ou consolidação do pacto social", publicado pela revista "Em Debate" da UFMG, o cientista político Ricardo Guedes Ferreira Pinto, do instituto de pesquisas Sensus, lembra que, de 2002, último ano do governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), até agora, as reservas internacionais pularam de US$ 35 bilhões para US$ 240 bilhões; o salário mínimo, de US$ 80 para US$ 280; o índice Gini caiu de 0,58 para 0,52 (quando mais próximo de zero, maior a igualdade); 30 milhões de pessoas das classes mais pobres ascenderam à classe média; 10,6 milhões mudaram de favelas. O PIB saiu de um patamar de US$ 500 bilhões para US$ 1,5 trilhão. Há uma forte identificação desses dados sociais e econômicos positivos com o governo Lula. Diz Gu edes, citando pesquisa Sensus de maio, que 57% dos brasileiros acham que esses benefícios foram gerados pelo governo petista e apenas 17% consideram que eles vêm do governo de Fernando Henrique Cardoso.

Um candidato oposicionista terá grande dificuldade de abalar essa convicção sobre o governo Lula que está tão alicerçada na opinião pública. José Serra (PSDB) poderia tentar isso pelo convencimento de que tem maior capacidade do que a escolhida de Lula para aprofundar as conquistas do atual presidente. Segundo a pesquisa Sensus, essa já é a opinião de 26% dos entrevistados. A outra alternativa do candidato de oposição seria a desqualificação pura e simples da sua adversária. É um caminho que pode parecer mais fácil do ponto de vista retórico, mas com grandes chances de fracassar, diante dos índices de popularidade do governo.

As pesquisas indicam que 2010 começa sob o signo do governismo. As séries históricas das pesquisas reiteram que esse é um período histórico singular. Segundo a CNT-Sensus, de 1998 até 2002, o governo Fernando Henrique manteve uma avaliação positiva nunca maior do que 32% (em dezembro de 1998). A menor foi de 8%, em setembro de 1999, repetida em outubro daquele ano. A menor avaliação positiva do governo Lula foi de 31,1%, em novembro de 2005, no auge do chamado escândalo do mensalão. Segundo a pesquisa de maio de 2010, a oposição lida com uma avaliação positiva do governo Lula da ordem de 76,1% .

O CNT-Sensus passou a apurar separadamente o desempenho do presidente da República e o do governo a partir de 2001. FHC alcançou seu maior índice de aprovação em abril de 2001, de 46,1%. O pior desempenho de Lula foi de 46,7%, atingido em novembro de 2005. Em maio de 2010, Lula tinha a aprovação de 83,7% dos entrevistados.

Em 1996, uma pesquisa Ibope encomendada pelo Palácio do Planalto foi noticiada pela revista "Veja". Comparava o desempenho de todos os presidentes da República pós-redemocratização no final do primeiro ano de mandato. FHC tinha 43% e era o campeão, segundo a revista: Sarney teve 36%, Collor, 30% e Itamar, 13%, na soma das avaliações ótima e boa. Sarney chegou a 85% no Plano Cruzado. O plano se foi e Sarney terminou o governo com 9% de popularidade, em 1988. Na matéria, intitulada "O povo está gostando" (3/1/96), o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, dizia, sobre o Plano Real, que respaldava FHC: "Enquanto os números econômicos forem favoráveis e o brasileiro estiver podendo comer mais, pode botar quarenta pastas rosas, trinta sivans que não haverá queda na popularidade de FHC". Montenegro se referia aos escândalos políticos, que não teriam o poder de atingir o chefe do governo.

Com uma popularidade - dele próprio, não de seu governo - que atinge os 92% na região Nordeste e junto aos eleitores que ganham até um salário mínimo, o presidente Lula será o grande eleitor das eleições de outubro. Segundo a mesma pesquisa, 27,1% dos entrevistados apenas votariam num candidato indicado por Lula; apenas 3% votariam exclusivamente num candidato de FHC. Dos ouvidos, 20,7% não votariam num candidato de Lula; 55,4% rejeitam um candidato de FHC. Mais eleitores - 44% - levam em conta prioritariamente os benefícios econômicos e sociais do governo do que a experiência administrativa do candidato (34,9%). A esmagadora maioria dos entrevistados se declara satisfeito com a vida que está levando hoje - 10% estão muito satisfeitos e 73% estão satisfeitos.

É difícil montar uma estratégia oposicionista eficiente num quadro tão favorável ao governo como esse. Por isso ganham relevo dossiês cujo conteúdo não se tornam públicos e denúncias com sentido dúbio. É a tática de firmar sensos comuns por repetição de fatos cujo conteúdo não é claro, mas emergem acompanhados de um julgamento moral que atribui intencionalidade subjetiva e maliciosa aos adversários, mesmo que racionalmente não se identifique razões para isso. Se colar, colou. Se não colar, deixa-se de lado e se prepara um novo ataque.

O que se destaca no momento eleitoral que a ofensiva oposicionista é proporcionalmente mais agressiva do que as próprias pesquisas eleitorais, que ainda registram um equilíbrio nas posições de Dilma e Serra. Sinal que o diagnóstico oposicionista é o de que a situação é boa demais para o governo, para não ser igualmente boa para a candidata do governo.

De Maria Inês Nassif

sábado, 19 de junho de 2010

MEC vai recomendar o fim da reprovação

Com os dados do censo escolar de 2008 em mãos, quando 74 mil crianças de 6 anos foram reprovadas, e depois de realizar três audiências públicas - em Salvador, São Paulo e no Distrito Federal - o Conselho Nacional de Educação (CNE) se prepara para recomendar "fortemente" que todas as escolas públicas e privadas não reprovem mais alunos matriculados nos três primeiros anos do ensino fundamental. É o que informa a reportagem de Carolina Benevides, publicada na edição do GLOBO deste domingo.
A resolução, que terá que ser homologada pelo ministro Fernando Haddad neste último ano do governo Lula, entrará em vigor em 2011, segundo Edna Martins Borges, coordenadora- geral do Ensino Fundamental da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC).
- O Brasil tem uma cultura forte de reprovação. Como estamos atualizando as diretrizes para a educação, vamos recomendar fortemente o princípio da continuidade. Sabemos que não tem a força de uma lei, mas as recomendações do CNE direcionam o sistema educacional - explica Edna, dizendo ainda que o Conselho espera que o Brasil deixe, daqui a alguns anos, de reprovar em todas as séries do ensino fundamental. - O ideal é que a criança conclua mesmo em nove anos, pois ser reprovada faz com que interrompa o sucesso escolar que poderia ter. No Nordeste, onde temos altas taxas de
evasão, a reprovação é uma das responsáveis pelo aluno abandonar o colégio.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), existem mais de 152 mil escolas, com 31 milhões matriculados no ensino fundamental. Pouco mais de dois milhões têm mais de cinco horas de aula por dia.
Desde 2009, as crianças matriculadas na rede municipal do Rio de Janeiro já convivem com o que o CNE vai recomendar para todo o país em 2011. No município, os alunos dos três primeiros anos são reprovados apenas ao final do terceiro ano. Não foi sempre assim. Em 2007, o então prefeito Cesar Maia assinou decreto instaurando a
progressão automática em toda a rede. Ao assumir, em 2009, Eduardo Paes revogou o decreto em dois dos três ciclos do ensino fundamental.
- Reprovar não é solução para nada durante o processo de alfabetização. Nos outros anos, ter a possibilidade de reprovação introduz aos alunos a cultura do esforço e do mérito - diz Claudia Costin, secretária municipal de Educação.
Segundo Claudia, ao assumir, foram encontrados 12 mil alunos do 4° e 5° anos que precisavam ser realfabetizados, e outros 17 mil do 6° ano que também eram analfabetos funcionais.

Escola que não reprova só beneficia os demonstrativos de redução nos índices de analfabetismo no Brasil. A função da escola eh formar cidadãos e, não, passar de ano automaticamente indivíduos que permanecem na ignorância.
Crianças que apresentam dificuldades no inicio da vida acadêmica deveriam ter atenção redobrada nas escolas afim de diminuir as diferenças com os colegas de classe. Não reprovar e obrigar a criança a conviver com outras que tem mais facilidade de aprendizagem, apenas para elevar os índices de aprovação, sem cuidar para que, de fato, esta criança se desenvolva, eh simplesmente não se importar com o futuro dela.

Se tantas crianças tiveram que ser realfabetizadas nos 4o, 5o e 6o anos, esta eh a prova concreta de que passar de ano automaticamente não resolve a questao do analfabetismo no pais.

O problema realmente não esta nas crianças, mas sim num sistema ineficiente de ensino que busca manter seus índices de alfabetização numa reta crescente sem se dar conta de que, na realidade, esses "alfabetizados" só estão passando pelo ensino fundamental sem, de fato, aprenderem o fundamental: ler e escrever.

Letícia Castro




O que uma professora me contou em São Paulo, é que para o governo receber a ajuda que vem do BIRD
precisa apresentar resultados adequados de aprovação, o percentual máximo em torno de algo 1% ou 2% de ´
repetência naquela ocasião (acho) era algo em torno de 500 mil de dólares, para o estado de São Paulo.
Se o MEC está se vendendo estamos realmente com um problema tenebroso, porque a mesma professora me disse
que o dinheiro só estava sendo empregado em material escolar, móveis, etc. e nenhum centavo em aperfeiçoamento
da mão de obra e nada em qualificação dos professores, nem reciclagem, nem aumento de salário
e as crianças sendo empurradas "na marra" para a série seguinte, chegando ao cúmulo de crianças na 4a. série serem praticamente analfabetas. Esta professora estava saindo de licença por não concordar e não ter como fazer qualquer coisa e estava estressada demais.
É fundamental descobrirmos o quanto o Brasil está recebendo de dinheiro, deve ser muito, para este governo
que colocou educação em sua cesta básica de desenvolvimento, de repente se tornar fisiologista,
eu sou contra aprovar sem média 7,0 ou 70 como era no meu tempo e tínhamos exames finais, para quem não passasse "direto" e 2a. época para os retardatários, mas a média da notas anuais tinha de ser 7,0 ou 70.

Iria

CCJ aprova criação do Imposto sobre Grandes Fortunas

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou há pouco o Projeto de Lei Complementar (PLP) 277/08, da deputada Luciana Genro (Psol-RS), que institui o Imposto sobre Grandes Fortunas para taxar todo patrimônio acima de R$ 2 milhões. O projeto ainda precisa ser votado pelo Plenário. Se for aprovado, seguirá para o Senado.

Conforme a proposta, a alíquota vai variar de 1% a 5%, dependendo do tamanho da riqueza e não será permitida a dedução, no Imposto de Renda anual, dos valores recolhidos ao novo tributo.

Para o patrimônio de R$ 2 milhões a R$ 5 milhões, a taxação será de 1%. Entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões, ela será de 2%. De R$ 10 milhões a R$ 20 milhões, de 3%. De R$ 20 milhões a R$ 50 milhões, de 4%; e de 5% para fortunas superiores a R$ 50 milhões.

O relator, deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), recomendou a aprovação da proposta. A CCJ analisou apenas os aspectos constitucionais, jurídicos e de técnica legislativa do projeto (não analisou o mérito). O imposto sobre grandes fortunas funcionaria como um imposto complementar ao Imposto de Renda, para apoio ao combate às desigualdades sociais. Assim, o governo teria mais dinheiro em caixa para investir em saúde, educação, moradia e infra-estrutura, entre outros serviços básicos, disse o relator.

Lula e Wagner lançam plano de reabilitação do Centro Antigo de SSA

Resultado da cooperação técnica entre o governo da Bahia e a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), será lançado nesta quinta-feira (10), às 16h, na Praça Municipal, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Jaques Wagner, o Plano de Reabilitação Participativo do Centro Antigo de Salvador (CAS). O plano aponta estratégias e ações concretas de desenvolvimento sustentável para a região, parte delas em andamento.

Elaborado por um grupo gestor dos três níveis de governo e com a colaboração de 600 pessoas da sociedade civil, principalmente da comunidade, o estudo, que vem sendo realizado há dois anos, apresenta 14 propostas de integração social e econômica, de habitação, cultura, turismo, meio ambiente, segurança e patrimônio para o Centro Antigo de Salvador.

O Centro Antigo compreende a área que vai do Campo Grande à Calçada e toda sua abrangência, por seu valor histórico, cultural, social, econômico, além de patrimônio edificado e artístico com importância nacional e internacional. O Escritório de Referência do Centro Antigo coordenou o processo de elaboração do plano.

No evento, será reaberto o Palácio Rio Branco, reformado com recursos do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), que sediará a Secretaria Estadual de Cultura (Secult) e, eventualmente, o gabinete do governador.

Lula e Wagner entregam também diplomas a formandos do Plano Setorial de Qualificação e Inserção Profissional (Planseq) para beneficiários do programa Bolsa Família (programa Próximo Passo). São 600 formandos da Região Metropolitana de Salvador.

Estão programadas ainda assinaturas de ordem de serviço do interceptador Paralela/Lauro de Freitas, uma obra do PAC Saneamento, no valor de R$ 170 milhões, e de contrato para 3,5 mil unidades habitacionais em Salvador, Santo Antônio de Jesus e Camaçari, inauguração de infraestrutura e unidades habitacionais no bairro do Caji, em Lauro de Freitas, no valor de R$ 6,5 milhões, além do lançamento do programa nacional Petrobras Cultural.

Como fazer um dossiê em dez minutos


O jornal O Globo publicou que um "suposto dossiê" contra a filha de José Serra motivou crise na campanha de Dilma. Ontem, Serra disse que a responsabilidade é da candidata do PT, e mais uma vez o Globo fala de crise. A campanha de Dilma reagiu, negando o fato e a tentativa do tucano de criar factóides.

Sei que muitos ficaram curiosos pelo conteúdo do "suposto dossiê", já que os jornais não se preocuparam com esta informação. Num esforço de utilidade pública, nosso blog ensina o passo-a-passo para se fazer um dossiê contra Serra em pouquíssimos minutos:

1) Use o Google. É ferramenta poderosa para se fazer dossiês. (Não espalhe, poucos a conhecem, guarde para você a informação)

2) Na caixa de pesquisa digite dois nomes entre aspas: "Verônica Serra" e "Daniel Dantas".

3) Nos milhares de resultados, você verá que algumas informações se repetem: a empresa Decidir.com, Inc. registrada em Miami no dia 3 de maio de 2000, sob o número P00000044377, tem como sócias Verônica Dantas Rodemburg, irmã de Daniel Dantas, do Banco Opportunity, e Verônica Allende Serra, filha do governador José Serra. A empresa tem filiais na Argentina, Chile, México, Venezuela e Brasil. Seu site oferecia oportunidades de negócios, inclusive na área de licitações públicas no Brasil.

4) Junte os documentos mais importantes que comprovam o fato, como, por exemplo, o registro da empresa no Departamento de Estado da Flórida.

5) Escolha uma capa bonita e está pronto o seu dossiê.

Há outras maneiras de se fazer o mesmo, não com necessariamente mais trabalho. Sugiro consultar um especialista no assunto, o jornalista Diogo Mainardi. Em coluna de 8/4/2009, acusou o irmão do ministro Franklin Martins de se locupletar na ANP com royaties do petróleo. A mídia o repercutiu durante semanas. O que foi provado? Apenas que a fonte do jornalista era um rápido "dossiê" preparado por um ex-araponga da ANJ, repleto de recortes de jornais.

Tucanos ficam aloprados com a palavra dossiê.

Em tempo: se é pra derrubar Serra, e se isso ainda será necessário, o melhor seria fazer um dossiê sobre Ricardo Sérgio de Oliveira.

Crédito sustenta expansão da construção no Nordeste

A poluição sonora produzida por serras, marretas, furadeiras e demais congêneres é cada dia mais presente na vida do cidadão das principais cidades do Nordeste. Em muitos casos, o aborrecimento é reforçado por ruas interditadas, desvios em estradas e todos os transtornos comuns aos arredores dos chamados canteiros de obras. No Nordeste, eles se multiplicam rapidamente. São os grandes responsáveis pelo ritmo diferenciado de crescimento econômico da região.

Apesar da relevância de indicadores como emprego e consumo de cimento, o chamado “boom” do setor de construção civil só foi possível graças à expansão da oferta de crédito no país, especialmente no Nordeste. Nos últimos quatro anos, o financiamento para aquisição e construção de imóveis na região cresceu a uma taxa média anual de 71%, segundo dados do Banco Central referentes ao uso de recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). No mesmo período, a média nacional ficou em 46,4% ao ano.



“A abertura do crédito ampliou sensivelmente o poder de compra das classes mais baixas e intermediárias, dando maior fôlego ao mercado. Diante disso, houve uma diversificação de bairros e a orla deixou de ser o único local para os novos empreendimentos”, conta Irenaldo Quintans, presidente do Sinduscon de João Pessoa (PB).

Segundo ele, o crescimento da construção civil está transformando a paisagem da capital da Paraíba, que começa a intensificar o seu processo de verticalização. “Em março, tínhamos 5 mil apartamentos novos em oferta, com valor total de vendas de R$ 1,1 bilhão. Isso é o dobro do que tínhamos em 2004″.

Apesar de o mercado imobiliário estar aquecido em praticamente todos os segmentos, é a baixa renda que tem atraído as grandes construtoras para o Nordeste, onde está o maior déficit habitacional do país. Especialista nesse tipo de cliente, a mineira MRV chegou ao Ceará em 2007. Hoje, conta com 19 empreendimentos em quatro Estados da região, dos quais 95% estão enquadrados no MCMV.

O diretor comercial da empresa, Yuri Chain, disse que a MRV deve expandir neste ano as operações para João Pessoa (PB) e Maceió (AL). Também está prevista a construção de um empreendimento em Caruaru (PE), o que marcará a estreia da empresa em municípios do interior do Nordeste. “O cliente da região tem respondido muito fortemente aos lançamentos”, afirmou o executivo.

O Nordeste responde hoje por 10% do faturamento da MRV. Para o ano que vem, a expectativa da empresa é de que ele passe a representar 25%. Para isso, a companhia vem se associando com construtoras regionais, que têm, por exemplo, maior expertise na busca por bons terrenos, além de conhecerem melhor o perfil do cliente.

Em Pernambuco, a MRV se associou a Moura Dubeux, que até então atuava somente com imóveis de alto padrão. Com a parceria, a empresa já tira do segmento econômico cerca de 30% do que fatura. A Moura Dubeux espera ultrapassar neste ano a marca de R$ 1 bilhão em lançamentos, quase o dobro dos R$ 579 milhões lançados em 2009.

Outra sede do Mundial de 2014, o Ceará também vive um momento especial, que o vice-presidente do Sinduscon local, André Montenegro, classifica como de “super aquecimento”. Ele prevê que o PIB da construção cearense vá crescer 10% este ano. Além das obras da Copa, o setor trabalha na construção de um imenso centro de convenções e de 110 escolas técnicas, além dos inúmeros projetos imobiliários de média e baixa renda.

Concursos públicos em evidência

SÃO PAULO

Profissionais de todos os níveis de escolaridade poderão concorrer a uma das 87 vagas disponíveis para preenchimento do quadro de servidores da Prefeitura Municipal de Tatuí, do estado de São Paulo.
A oportunidade é dada através da realização de concurso público, com cargos em diversas áreas profissionais e salários que podem chegar a R$ 2.783,96.
As inscrições estão abertas a partir da data de hoje (07 de junho) e poderão ser feitas até 08 de julho de 2010 exclusivamente via internet, pelo site da organizadora ESPP Concursos. O valor da taxa de inscrição é de R$ 15 a R$ 18,50, dependendo as exigências de cada função. O pedido de isenção da taxa poderá ser feito até o dia 08 de junho.
A avaliação será feita por meio de aplicação de prova objetiva, com data prevista para 01 de agosto de 2010. Informações sobre horário e local das provas serão divulgadas no quadro de avisos da Prefeitura e também no site da ESPP com até 04 dias de antecedência.
Confira a tabela de cargos no edital.

ACRE

O Tribunal Regional Eleitoral do estado do Acre lança edital de abertura para realização de concurso público no intuito de preencher 07 vagas do quadro de servidores com os cargos de Analista e Técnico Judiciário.
Para concorrer, os candidatos deverão apresentar comprovante de formação de nível médio e superior na área de Direito. A remuneração máxima chega a R$ 6.551,52.
O período de inscrições vai de 21 de junho até 02 de agosto de 2010. Interessados em concorrer a uma dessas oportunidades deverão se candidatar através do site da organizadora FCC – Fundação Carlos Chagas. A taxa de inscrição é de R$ 75 para o cargo de nível médio e R$ 85 para nível superior.
As provas objetivas e discursivas estão previstas para o dia 05 de setembro de 2010 e deverão acontecer simultaneamente nas cidades de Rio Branco (capital), Cruzeiro do Sul, Brasiléia e Tarauacá. Os locais serão determinados após a homologação das inscrições.
Confira a relação de cargos e requisitos no edital.

MINAS GERAIS

Durante o período de 05 de julho e 06 de agosto de 2010 estarão abertas as inscrições para o concurso público promovido pela Prefeitura Municipal de Leopoldina, do estado de MG, com a oferta de 198 vagas.
Poderão concorrer candidatos de todos os níveis de escolaridade para provimento do quadro de servidores com cargos em diversas áreas profissionais. Os salários ficam na média de R$ 996,16 para a maioria das oportunidades.
As inscrições deverão ser efetuadas no site da organizadora Ibam Concursos ou diretamente no Ginásio Carlota Mendonça Gama neste mesmo período. O valor da taxa de inscrição varia entre R$ 35 e R$ 72 de acordo com os requisitos da função desejada.
As provas objetivas serão aplicadas no dia 12 de setembro de 2010. Os candidatos aos cargos de Padeiro, Auxiliar de Serviços Gerais, Motorista e Operador de Máquinas deverão também realizar prova prática, com data ainda não divulgada.
Mais detalhes sobre a realização do concurso público devem ser acompanhados no site da Ibam.
Confira o edital com a tabela de cargos completa.

Covardes demais para ajudar a salvar vidas

Verdade é que os muitos, gente comum, ativistas, deem-lhes o nome que quiserem, são os que hoje tomam as decisões que mudam o curso dos acontecimentos.

Israel perdeu? A guerra de Gaza de 2008-09 (1.300 mortos) e a guerra do Líbano de 2006 (1.006 mortos) e todas as outras guerras e, agora, a matança da madrugada da 2a.-feira significam que o mundo afinal decidiu rejeitar o mando de Israel? Não esperem tanto. Mas, sim, algo aconteceu.

Basta ler a desfibrada declaração da Casa Branca – que o governo Obama estaria “trabalhando para entender as circunstâncias que cercam a tragédia”. Condenação? Nem uma palavra. E pronto. Nove mortos. Mais uma estatística, na matança no Oriente Médio.

De fato, não, não é só mais uma estatística.

Em 1948, nossos políticos – norte-americanos e britânicos – atacaram Berlim. Uma população esfaimada (nossos inimigos, havia apenas três anos) estavam cercados por exército brutal, os russos, que haviam cercado a cidade. O levante do cerco de Berlim foi um dos momentos altos da Guerra Fria. Nossos soldados e aviadores arriscaram e deram a vida por aqueles alemães mortos de fome.

Parece incrível, não é? Naqueles dias, nossos políticos decidiam; muitas vezes decidiram salvar vidas. Os senhores Attlee e Truman sabiam que Berlim importava, tanto em termos morais e humanos quanto em termos políticos.

Hoje? Gente comum – europeus, norte-americanos, sobreviventes do Holocausto – sim, sim, santo Deus! Sobreviventes dos nazistas! –, os que decidiram viajar até Gaza, porque seus políticos e governantes os abandonaram, falharam, fracassaram.

Onde estavam os políticos e governantes na madrugada da 2ª-feira? OK, ok, apareceram o ridículo Ban Ki-moon, a declaração patética da Casa Branca e o caríssimo Sr. Blair, com cara de “profunda lástima e choque ante a tragédia de tantas mortes”. Mas... E Cameron? E Clegg?

Em 1948, claro, teriam ignorado os palestinos, não resta dúvida. Há aí, afinal, uma terrível ironia: o levante do cerco de Berlim coincidiu exatamente com a destruição da Palestina árabe.

Mas é fato irrecusável de que os muitos, gente comum, ativistas, deem-lhes o nome que quiserem, são os que hoje tomam as decisões que mudam o curso dos acontecimentos. Nossos políticos são desfibrados, sem espinha dorsal, covardes demais, para decidir as decisões que salvam vidas. Por quê? Como chegamos a isso? Por que, ontem, não se ouviu palavra saída da boca de Cameron e Clegg (dentre outros, claro)?

Claro, também, sim, que se fossem outros europeus (ora essa! Os turcos são europeus, não são?) os metralhados naqueles barcos, por outro exército árabe (ora essa! O exército de Israel é exército árabe!), então, sim, haveria ondas e ondas de indignação e ultraje.

E o que tudo isso diz sobre Israel? A Turquia não é aliada muito próxima de Israel? E, de Israel, os turcos recebem o que receberam? Hoje, o único aliado que restava a Israel, no mundo muçulmano, fala de “massacre” – e Israel parece não dar qualquer importância ao que diga a Turquia.

Israel tampouco deu qualquer importância quando Londres e Cabnerra expulsaram os diplomatas israelenses, depois de Israel forjar passaportes britânicos e australianos, para, com eles, perpetrar o assassinato do comandante Mahmoud al-Mabhouh do Hamás. Tampouco deu qualquer importância aos EUA e ao mundo, quando anunciaram a construção de novas moradias exclusivas para judeus em terra ocupada em Jerusalém Leste, durante visita de Joe Biden, vice-presidente dos EUA, aliado-supremo, a Israel. Se Israel não deu qualquer importância a esses aliados, por que daria alguma importância a alguém, hoje?

Como chegamos a esse ponto? Talvez porque já nos tenhamos habituado a ver israelenses matando árabes; talvez os próprios israelenses tenham-se viciado em matar árabes, até cansarem. Agora, matam turcos. E europeus.

Alguma coisa mudou no Oriente Médio, nas últimas 24 horas – e os israelenses, se se considera a resposta política extraordinariamente estúpida, pós-matança, não dão qualquer sinal de ter percebido a mudança. O que mudou é que o mundo, afinal, cansou-se das matanças israelenses. Só os políticos não têm o que dizer, hoje. Só os políticos estão calados.

IBOPE manipula resultado


Esse cara é um picareta.

O IBOPE, a serviço da Globo, Estadão e PSDB, traz uma pesquisa que aponta Dilma e Serra empatados com 37%.Não tenho nenhuma dúvida que essa pesquisa é manipulada.Ningué m confia no IBOPE, no Estadão, na Globo.Provavelmente Dilma está com uns 15 pontos à frente de Serra.Mas, de todo modo, mesmo admitindo que a pesquisa do IBOPE esteja correta, isso prova que Serra empancou de vez. Veja o resultado da última pesquisa do IBOPE.

IBOPE Inteligência / DC: Serra 36%, Dilma 29%

Pesquisa do IBOPE Inteligência para o Diário do Comércio mostra o pré-candidato tucano sete pontos à frente da petista. Notícia publicada na edição de 22 de abril de 2010 do Jornal Nacional.


Cinco dias após o lançamento de sua pré-candidatura, José Serra (PSDB) se mantém na liderança da disputa à Presidência da República com 36% das intenções de votos, segundo pesquisa IBOPE Inteligência /Diário do Comércio. De acordo com o levantamento, Dilma Rousseff (PT) permanece em segundo lugar com 29%, ou seja, sete pontos porcentuais abaixo do tucano. Ciro Gomes (PSB) e Marina Silva (PV) estão em terceiro lugar empatados com 8%. Brancos nulos e não sabe totalizaram 19%. Na simulação sem Ciro Gomes, Serra oscilou quatro pontos para cima (40%), Dilma três pontos (32%) e Marina um (9%). Brancos nulos e "não sabe" um (20%). A margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.

Queda socialista - Na comparação com duas pesquisas anteriores do IBOPE Inteligência, uma do Diário do Comércio divulgada em fevereiro e outra da CNI divulgada em março, Serra manteve o mesmo patamar e Dilma subiu cinco pontos em março e agora caiu um ponto. Ciro depois de permanecer com 11% em fevereiro e março caiu três pontos porcentuais. Marina Silva perdeu dois pontos em março e agora os recuperou. Em relação a março, Serra tinha cinco pontos de vantagem sobre Dilma e agora abriu sete pontos - o tucano oscilou um ponto para cima e a petista oscilou um ponto para baixo. Pesquisa Datafolha divulgada no sábado passado mostrou vantagem de dez pontos de Serra sobre Dilma com 38% ante 28%.

Polarização - A diretora executiva de atendimento e planejamento do IBOPE Inteligência, Márcia Cavallari, afirmou que os números mostram uma estabilidade do quadro eleitoral, em que Serra e Dilma polarizam a disputa, e Ciro permanece estável, com tendência de queda. "Aparentemente está havendo o esvaziamento da candidatura do Ciro", declarou a diretora. Há mais de 20 dias o candidato socialista decidiu mergulhar no isolamento magoado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e na iminência de o PSB inviabilizar sua candidatura à Presidência, em favor de Dilma. A Juventude do PSB lançou um movimento em defesa de sua candidatura.

Márcia Cavallari ressaltou que, diante de uma disputa polarizada e acirrada, o tucano e a petista terão de se desdobrar para conquistar os votos de Ciro, Marina e daqueles eleitores que votam em branco, nulo ou não têm resposta. Esse três itens somam 35%, um pouco mais de um terço, de eleitores na pesquisa IBOPE Inteligência/ Diário do Comércio. "O desafio deles será conquistar os votos daqueles que os rejeitam e estão indecisos. Vamos aguardar qual dos candidatos terá melhor estratégia de campanha para atrair esses eleitores", reforçou Márcia.

Segundo turno - De acordo com a pesquisa lBOPE Inteligência/ Diário do Comércio, Serra venceria Dilma no segundo turno com 46% ante 37% da petista. Brancos nulos e "não sabe" somariam 18%. Em relação a fevereiro, Serra ganhou um ponto, e em relação a março, dois pontos, portanto dentro da margem de erro. Dilma somou 33% em fevereiro, 39% em março e 37% em abril, oscilando, portanto, dentro da margem de erro na comparação das duas últimas pesquisas. Brancos nulos e "não sabe" permaneceram estáveis: 20% em fevereiro, 17% em março e 18% em abril.

Quer dizer:num período de um mês Dilma subiu 8 pontos e Serra permaneceu onde estava.

Serra pode usar o programa partidário do PV, PMDB, PTC, PMN, PJ, PP, PTB, PR, PPS, PHS, PRN, PRONA que não vai adiantar nada. O cara é ruim de voto.Dilma 2010, não tem quem segure.

Serra só tem uma saída: pendurar o FHC no pescoço


Outro neoliberal truculento acabou assim: no banco dos réus

A última bala na agulha do Serra é a baixaria.

Só que, na era da internet, a baixaria – Lunus (para desconstruir Roseana Sarney) e aloprados do PT (para mandar as ambulâncias superfaturadas para o Inferno) – não tem o mesmo efeito do passado.

É o caso dos aloprados do tal dossiê que ele vai ter que explicar na Justiça.

Serra, aí, deu com os burros n’água.

Quem manda ir atrás da Veja, a última flor do Fascio (cadê o áudio do grampo ?).

No caso, o episódio teve a vantagem de tirar do armário a relação da filha dele, Verônica Serra, com a irmã de Dantas, Verônica Dantas.

E, de quebra, colocou Dantas no centro da campanha presidencial.

Depois de fechar o Mercosul e invadir a Bolívia.

Depois de prometer programas que Lula pôs em curso, como o “Próximo Passo”.

E atacar jornalistas (do gênero feminino).

Depois de tudo isso, aproxima-se aquele momento triunfal em que se comprovará a tese de que o Vesgo tem mais chance do que ele.

Ele tem alternativa ?

Aparentemente, não.

Até o notável colonista Elio Gaspari – ele faz parte daquele grupo seleto de jornalistas que chama o Serra de “Serra” – , hoje, na pág. A12 da Folha, (**), revela apreensão diante do fato de o Zé Ladeira (abaixo) estar sem rumo.

O Zé Ladeira (abaixo) só tem um rumo.

Voltar à sua origem mais profunda, mais entranhada no seu DNA político.

A subalternidade ao Fernando Henrique.

Zé Ladeira é o filhote do Farol de Alexandria, sentenciou o Ciro Gomes.

(Que também disse que Serra numa campanha é garantia de baixaria.)

Zé Ladeira (abaixo) é neoliberal até a raiz dos cabelos.

Ele é privatista.

Ele não produziu um único programa social relevante, enquanto foi prefeito (e disse que cumpriria o mandato até o fim ) e governador.

Um único.

Não ficou cinco minutos no Jardim Romano alagado, sua Katrina.

Ele gosta muito de “migrante” nordestino, tanto que atribuiu a ele o péssimo desempenho da educação em São Paulo.

Ele disse que mantinha uma “relação normal” com os nordestinos, quando era menino na Mooca.

“Normal”.

Como diz aquele meu amigo mineiro: o que seria “anormal” ?

Usar uma estrela amarela no peito ?

Zé Ladeira faz o jogo dos Estados Unidos, quando ataca a Bolívia e o Mercosul.

Ele é a quintessência do neoliberalismo.

Só que ele é a versão autoritária – é o nosso Putin – do neoliberalismo.

Tem os neoliberais bonzinhos, como o Salinas e o Farol, e os truculentos, como o Fujimori (que está na cadeia) e o Serra.

Mas é tudo farinha do mesmo saco.

Serra não tem saída.

Esse joguinho de morde-assopra com o Lula não leva a lugar nenhum.

A única forma de reduzir a rapidez da queda é voltar ao que ele é: pendurar o FHC no pescoço.

É devastador.

Paulo Henrique Amorim