quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A Folha de S.Paulo não toma jeito…

A Folha de S.Paulo não toma jeito. Ou, como escreveu-me um leitor há poucos dias, “já tomou jeito e lado” – está sempre do lado contrário ao PT e ao governo.
Em reportagem com o título “Tumulto marca sessão de CPI contra Yeda”, o jornal informa que deputados da oposição à governadora tucana gaúcha exibiram na Assembléia Legislativa gravações feitas pela Polícia Federal (PF) de telefonemas em que aliados de Yeda Crusius aparecem “supostamente” negociando recebimento de propina.
Mas, aí, a notícia passa a ser sobre um tumulto ocorrido com a invasão de sindicalistas à sala em que deputados governistas concediam uma entrevista à mesma hora em que os oposicionistas exibiam as gravações da PF em outra dependência da Assembléia.

Explicar o inexplicável

Os aliados de Yeda tentavam explicar o inexplicável: fogem e negam quórum a CPI que investiga as denúncias de irregularidades que envolvem a governadora com o argumento de que a presidência da Comissão ainda não fez uma pauta dos trabalhos. E a presidente da CPI, deputada Stela Farias (PT) justifica que não há como fazer pauta para quem (base governista) não quer investigar.
Aproveitando-se do “tumulto”, quem fica tumultuada é a Folha, que não dá uma linha sequer sobre as gravações. Fato estranho para o jornal que se diz sempre tão zeloso quanto as informações que transmite a seus leitores e que inúmeras vezes deu toda a íntegra de fitas, até de muitas que nem podiam ser divulgadas.
Só não fica mais estranho quando lembramos que Yeda Crusius tem todo o apoio e solidariedade da cúpula nacional tucana – à frente o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), que a considerou orgulho para o partido – e até do PMDB gaúcho, presidido pelo senador Pedro Simon (RS), que integra o governo no Rio Grande do Sul.
Agradeço ao meu amigo Paulo Ávila pela colaboração com este blog.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será avaliado pelo moderador, para que se possa ser divulgada. Palavras torpes, agressão moral e verbal, entre outras atitudes não serão aceitas.