Mostrando postagens com marcador GREVE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador GREVE. Mostrar todas as postagens

sábado, 27 de março de 2010

Professores são brutalmente agredidos em São Paulo




(As fotos são da manifestação desta sexta-feira, onde professores foram brutalmente agredidos pela polícia de Serra. A primeira foto mostra um professor carregando um policial ferido; captada por Clayton de Souza, da Agência Estado, esta foto já se tornou sucesso absoluto na blogosfera; Leandro Fortes escreveu um belíssimo texto sobre ela em seu blog.)

Tem esse trecho, logo no início do conto. "Não sei explanar melhor sobre isto porque aconteceu um fato que é mais voraz do que as palavras em pássaros. Um fato que exaure todas as possibilidades. Pois é um fato cruento". João Gilberto Noll, quando escreveu Cego e a Dançarina, jamais poderia imaginar que alguém usaria seu conto para tentar compreender a brutalidade social em São Paulo. Mas as palavras, como ele mesmo diria, são pássaros enlouquecidos voando sob um sol anêmico. Quem é vivo, afinal, são os pássaros. Não o sol. São os homens, não é a cidade. Os homens, os cidadãos. Os professores. Muito fala-se em educação. Todos estão sempre falando em educação. Os editoriais batem na mesma tecla. Educação. O governo fala sempre que investe mais e mais em educação. No entanto, quem fala nos professores? Quem é que experimenta a rotina diária de inocular na cabeça de crianças ignorantes e adolescentes rebeldes cinco mil anos de cultura ocidental?

O governo de São Paulo, em vez de aumentar o salário de seus 200 mil professores, decide criar uma prova e impor condições mediante as quais uns ganharão bônus, outros não. Em vez de estimular o trabalho coletivo, a solidariedade entre os professores, a política educacional de Serra produz divisão. Quem avaliará o carinho e a bondade de uma professora que há vinte anos cuida de suas crianças como se fossem seus filhos? Ganhará menos que um professor recém-ingresso porque este respondeu melhor a uma prova arbitrária estabelecida pela secretaria de educação? Quem medirá o ensino da bondade, da coragem, da honestidade, da justiça, do amor? Em sua cegueira neoliberal, e distraído pelos latidos furiosos da mídia, o candidato à presidência da República, José Serra, não consegue ver a história dançando à sua frente.

Casualmente eu estive, semana passada, na manifestação dos professores paulistas, diante do MASP. Impressionou- me muito. Centenas de plaquinhas com nomes de cidades do estado. Campinhas presente, Jundiaí presente, Marília presente, Ribeirão Preto, presente. Eles vieram de toda a parte, com pouco dinheiro no bolso mas grandes esperanças na cabeça. A maioria mulheres, jovens ou senhoras. Cheias de energia, empunhando plaquinhas e faixas de protesto.

Era um protesto tão autêntico, tão sincero, que na verdade não correspondia apenas à questão salarial dos professores paulistas. "Não queremos bônus, queremos salário", gritavam os manifestantes. Mas o espírito que animava aquela manifestação era muito mais antigo. Lembrei-me, emocionado (e desculpe o diletantismo pedante), das terríveis lutas sociais da Roma antiga, que eu havia lido há pouco em Tito Lívio. A plebe e seus líderes contra os patrícios.

Tudo aquilo se repetia ali, na minha frente. Pouco mais adiante, já um pouco afastado do burburinho, eu cruzei com uma senhora que falava sozinha:

- Bando de vagabundos! Ordinários!

Olhei espantado. Ela vestia-se impecavelmente. Tinha um penteado que devia ter-lhe custado duzentos e quarenta reais, e entrou numa agência do Bradesco da Avenida Paulista. Não pude evitar um sorriso triste diante daquele simbolismo tão cru, tão brutal. Ela xinga os professores e entra no Bradesco. Meu espanto adveio do ódio profundo que emanava de sua voz, de seu olhar. Senti ali uma faísca da guerra interclassista. No ódio da madame pude ouvir os discursos de Appius Claudius contra a plebe.

Há poucas semanas eu estava no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio, lendo exatamente.. . Títio Lívio. As partes mais interessantes do primeiro volume são as lutas sociais doméstica de Roma. Plebeus versus patrícios. Ambos tem vitórias e derrotas. É interessante, porém, observar que, apesar das sucessivas vitórias patrícias, os plebeus sempre ganham no final. As leis romanas, em seu ir e vir reacionário ou revolucionário, acaba sempre por dar ganho de causa aos plebeus. Porque eles formam a grande maioria. E porque eles são combativos. Nunca desistem de seus sonhos. São guerreiros. São corajosos. São romanos. A grandeza romana, portanto, está ligada visceralmente às vitórias de suas classes trabalhadoras. A ascensão de Júlio César é seu triunfo final, pois César era ligado aos "populares", o partido da esquerda romana.

Esse triunfo, infelizmente, corresponderá ao fim da democracia romana. Não fora César, é bom enfatizar, o carrasco maior da república. São as classes conservadoras, com seu egoísmo inquebrantável, sempre querendo amealhar todas as terras e sempre especulando com o preço dos alimentos, que levam o império a quase se desfazer em pedaços.

Esqueçamos Roma, todavia. Temos aqui um material profundamente vivo, terrivelmente vivo, para analisar. Nesta sexta-feira 26 de março, dezenas de milhares de professores protestaram mais uma vez contra o governador José Serra.

Eu acompanho a luta dos professores de São Paulo desde o início. Desde que a secretaria de educação decidiu reformar a política de remuneração e carreira dos professores sem o mínimo respeito aos anseios e propostas dos próprios professores. As associações e sindicatos da categoria foram, desde sempre, ignorados, tratados como inimigos, desprezados. E com apoio da mídia, sempre. A mídia paulista nunca se posicionou ao lado dos professores.

Voltei a pensar em Tito Livio, então. A educação é também uma espécie de guerra. Contra a ignorância. Os professores são os soldados. Lembrei que, na Roma Antiga, quando os soldados, por razões politicas, estavam insatisfeitos com seus generais, eles perdiam deliberadamente as batalhas. Foi assim, inclusive, que os plebeus imporam tantas vitórias aos patrícios. Eles ameaçavam entregar Roma a seus inimigos se os patricios não lhes fizessem justiça. Preferiam ser dominados por outros povos a ser escravizados por seus próprios conterrâneos. Por outro lado, não se pode acusar os soldados e plebeus romanos de antipatriotismo. Ao fim, eles sempre acabavam lutando por seu país, e sempre demonstraram infinita paciência e moderação em suas demandas.

Entretanto, como o senhor Paulo Renato, secretário de educação de São Paulo, pretende dar combate à ignorância no estado, se não respeita os soldados desta guerra? Como ele pretende entusiasmar os professores do estado dando-lhes vale-refeição de quatro reais? Desmerecendo seus sindicatos? Mandando espancar os professores?

O secretário de educação deveria ser aliado dos professores. Deveria proteger-lhes. Assim como o governador. José Serra, porém, não dialoga. Mais de quarenta mil professores protestam diante do palácio Bandeirantes, e o governador simplesmente desaparece. Pior, deixa que a polícia reprima o protesto.

O mais grave de tudo, porém, é a ofensa moral. Quando o governador e seus aliados na mídia tentam descaracterizar a luta sindical como mero instrumento de campanha eleitoral e partidária, dizendo coisas do tipo: "essa greve é política; é coisa do PT; é trololó petista; etc", quando age assim, Serra denigre gravemente a própria democracia, e a própria política.

Greves ou manifestações, mesmo quando procuram se ater exclusivamente a reivindicações salariais, sempre serão políticas. Esse aspecto político, longe de ser um "defeito", como Serra sugere, é o aspecto mais nobre de uma greve. Os trabalhadores não querem apenas salários. Exigem o direito de participarem das discussões políticas que moldarão o seu futuro.

A chave do sucesso de Lula, e Serra e seu secretários deveriam ter aprendido isso, é que ele nunca inventou nenhuma reforma mirabolante. Lula sempre discutiu as reformas com as próprias categorias que seriam afetadas. Vamos melhorar o ensino? Chamem os professores, chamem seus sindicatos, e vamos discutir, juntos, o que é melhor para a categoria. Serra não fez isso. Pretendeu impor, autocraticamente, ditatorialmente, reformas de cima para baixo, ignorando, desprezando, humilhando, os anseios e os sonhos de centenas de milhares de professores.

Falta bom senso aos tucanos. Como eles pretendem melhorar a educação do estado desta maneira, punindo os professores? Dando bônus em vez de salário? Como eles pretendem incutir o entusiasmo necessário? O combustível do reacionarismo, na maioria das vezes, é a estupidez e a falta da capacidade de se pôr no lugar do trabalhador. Não é preciso grande capacidade intelectual para imaginar que os professores precisam de condições psicológicas adequadas. O professor tem de estar tranquilo e satisfeito para poder ser um bom profissional. Mesmo se recebesse o triplo do que recebe hoje, mesmo se as condições de infraestrutura das escolas fossem maravilhosas, mesmo assim seria uma profissão difícil, porque não é mole enfrentar sozinho a teimosia e ignorância de dezenas de pestinhas. Entretanto, Serra pretende que os professores enfrentem tudo isso sem salário, sem condições estruturais, e ainda por cima sendo humilhados com mudanças autocráticas, de cuja formulação não participaram, e com as quais não concordam.

Não digo que o governo deva ficar refém dos sindicatos. Mas que mantenha uma discussão aberta, transparente. Se Paulo Renato decidira fazer uma reforma que contava com oposição dura da Associação dos Professores do Estado de São Paulo (Apoesp), deveria, no mínimo, ter feito um debate público, para que as opiniões pudessem ser confrontadas democraticamente e acompanhadas pela sociedade. Esse tipo de decisão de gabinete, fechada, formulada misteriosamente, pode servir para aumentar juros ou mexer no câmbio, mas não se pode agir assim em situações que afetarão profundamente a vida de 200 mil profissionais de ensino e milhões de crianças.

A história ensina que arrogância patrícia, quando tem o poder político e econômico, consegue esmagar facilmente as manifestações de insatisfação da plebe. Mas essa facilidade é sempre aparente e provisória. Porque a plebe, a cada derrota, ressurge mais forte. Mais violenta. Mais dura. O que os patrícios não conseguem compreender é que, à diferença deles, a plebe luta por sua própria vida. Quando se sabe que o vale-refeição do professor paulista é de 4 reais, está claro que sua luta (e isso, mais que tudo, é uma luta política!) é também por sobrevivência. E a luta pela sobrevivência é do tipo da qual não se pode nunca desistir, porque é uma luta de vida e morte.

Os tucanos deveriam aprender que a política de educação não deve se medir apenas por pontinhos a mais ou a menos na prova da Saresp. Observando aqueles milhares de professores se manifestando em frente ao MASP, eu vi que o professor luta pelo direito de ser feliz. Constatei ainda que o PSDB, ao acusar a Apoesp de fazer política partidária pró-PT, apenas humilha os professores, que sabem, no estômago, que não lutam pelo PT, e sim porque a merda de seu vale-refeição não paga nem um lanche, quanto mais um almoço! Com seu discurso preconceituoso (porque discrimina o sindicato e o professor por ter um partido político), o PSDB apenas empurra o professorado para a esquerda, produzindo mais um núcleo duro antitucano no estado.

A experiência da luta sindical, por parte dos professores, por outro lado, está produzindo novas lideranças. Esta é a beleza e a profundidade de tudo isso, porque não falo somente de lideranças políticas, sindicais e partidárias. Falo de liderança, ponto. Voltarão para suas escolas com o espírito mais amadurecido, e quando explicarem aos alunos a história da humanidade, terão, em sua mente, em seu coração, um grande arsenal de exemplos de solidariedade, coragem, astúcia, dor e medo, que somente a luta, a terrível luta da vida, pode nos ensinar.

COMENTÁRIO DESSE BLOG: Você assistiu isso na Globo? Na Band? A Veja reportou?

E por último, pergunto:

terça-feira, 23 de março de 2010

SP: saúde e educação em greve contra o sucateamento feito por Serra

Os servidores da rede de saúde do estado de São Paulo decidiram, em assembleia realizada nesta sexta-feira, 19/03, entrar em greve, a partir de segunda-feira, 22/03. Pelo menos 17 hospitais, além de várias unidades de saúde, deverão ter seu atendimento reduzido. De um total de, aproximadamente, 60 mil servidores mobilizados no estado, cerca de 20 mil deverão cruzar os braços de acordo com o presidente do Sindsaúde, Benedito Augusto de Oliveira, o Benão.

A assembleia da saúde, que reuniu cerca de 500 servidores, representado várias cidades da região, precedeu a manifestação dos professores paulistas, também em greve. Os dois movimentos estão organizando um “almoço de gala” para todos os servidores do governo paulista, no próximo dia 31/03. Serão cobrados R$ 4,00, em referência ao “vale-coxinha” , o tíquete de alimentação que o governo paulista concede aos seus funcionários. Também estão sendo avaliados novos protestos, diante do Palácio dos Bandeirantes, e na Ponte Estaiada.

Durante a assembleia da saúde, não faltaram ataques ao governo José Serra (PSDB): “O Serra é engraçado, porque ele faz propaganda do que diz que vai fazer e não do que ele fez”, discursou o dirigente da Associação dos Professores Estaduais de São Paulo (Apeoesp), Carlos Ramiro de Castro, vice-presidente da CUT SP e presidente do Conselho do Funcionalismo. Já o presidente do Sindsaúde explicou a ligação entre as duas greves: “Saúde e educação são as principais políticas públicas para a população. Da maneira como Serra está tratando esses dois setores, coloca em risco toda a população mais necessitada. É um absurdo o que o Serra está fazendo aqui em São Paulo. Eu não posso conceber a saúde nas mãos só da iniciativa privada. Isso é um crime. Saúde e educação é o básico para a cidadania”, disse Benão.

Na platéia, os servidores se mostravam indignados com as política de Serra, que foi ministro da Saúde, para o setor. O técnico de enfermagem de Sorocaba José Aparecido Sanches reclamava: “Não é só o Serra, é toda uma política do PSDB que vem desfigurando o serviço público e prejudicando a população também”.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Profissionais do radio e tv baianas podem entrar em greve à qualquer momento

Indignados com a proposta dos empresários de reajuste pela inflação, os radialistas – que responderam com força à convocação do sindicato na última Assembleia (26) – decidiram pela manutenção da proposta dos trabalhadores de reposição da inflação + 5% de ganho real + 5% de produtividade por entender que o momento é propício para conquistar melhores salários e condições de trabalho.

Na assembleia dos radialistas de terça-feira (26), à noite, os trabalhadores reconheceram que as empresas de comunicação vêm tendo alto faturamento, enquanto o patronato alega crise financeira no mercado de radiodifusão. Enquanto isso, o trabalhador é cada dia mais explorado. No interior, ele exerce várias funções simultâneas na empresa, recebendo migalhas como renda para compensar.

As emissoras fazem investimentos, novas tecnologias chegam ao mercado, os novos equipamentos surgem em grande quantidade. E ainda assim, o patronato alega crise. Para o coletivo chegou a hora de colocar o empresário na parede. Ninguém mais quer ouvir mentiras e conversa fiada, pois a hora é para ação. As propostas de paralisação fervilharam.

Descaso com os profissionais é muito grande

Enquanto um editor não-linear ganha pouco mais de R$ 2.000,00 por mês na tv Bahia, durante a novela das oito, a cada trinta segundos de comercial, a emissora recebe R$ 11.268, 00. E durante o Jornal Nacional um comercial de apenas trinta segundos custa R$ 11.553,00. Nesses trinta segundos, eles ganham o dinheiro necessário para pagar o salário de quase seis editores. Já pensou em quantos comerciais são exibidos todos os dias nessa emissora e de quanto deve ser o faturamento dela? E eles não tem dinheiro para aumentar o salário miserável dos funcionários que recebem um piso de R$ 845,00 em Salvador.

Estiveram presentes à segunda rodada de negociação dos radialistas com os patrões, que se realizou na última terça-feira (26), os dirigentes sindicais Everaldo Monteiro, Álvaro Assunção, Maurílio Pinheiro, a técnica do DIEESE Nádia Vieira e os advogados Otávio Freire e Edválter Souza.

O negociador do patronato, afirmou que eles não abririam mão, de maneira nenhuma, da vergonhosa proposta de reajuste pela inflação. Apesar de admitir que os trabalhadores estão mobilizados e que essa mobilização pode crescer, disse que as empresas estão dispostas ao enfrentamento, pois as categorias, na sua totalidade, não podem acompanhar o crescimento do salário mínimo.

sábado, 24 de outubro de 2009

Audiência contribui para fim da greve da CEF em 17 capitais

Após reunião da presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda, e de todo o Conselho Diretor do banco com um grupo de deputados federais para tentar resolver o impasse da greve que durou 28 dias, na noite de terça-feira, 20, os servidores da CEF de 17 capitais decidiram aceitar a proposta apresentada pelo banco e retornar ao trabalho.
A reunião dos parlamentares com a presidente da CEF e todo o Conselho Diretor foi articulada pela deputada Fátima Bezerra junto aos líderes do PT, Cândido Vaccarezza, e do governo na Câmara dos Deputados, Henrique Fontana. Além de Fátima Bezerra, participaram da audiência os deputados Fernando Ferro (PT-PE), Geraldo Magela (PT-DF), André Vargas (PT-PR) e Chico Lopes (PCdoB-CE).
Proposta - A proposta apresentada pela Caixa prevê o pagamento de um abono salarial de R$ 700, a ser creditado até o dia 20 de janeiro de 2010, além da contratação de 5 mil empregados até dezembro do ano que vem. Já o reajuste é o mesmo estabelecido para a categoria no acordo da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), de 6%, ou 1,5% de aumento real (descontada a inflação).
A participação nos lucros e resultados (PLR) para os trabalhadores da Caixa vai variar entre R$ 4 mil e R$ 10 mil. Se for mais vantajoso para o trabalhador, porém, será aplicada a regra proposta pela Fenaban (federação dos bancos), aceita pelos bancários em geral, que prevê PLR de 90% do salário, além de valor fixo de R$ 1.024; mais distribuição de 2% do lucro líquido, dividido igualmente entre os funcionários, com teto de R$ 2.100.
Já em relação aos dias de greve, a Caixa propõe o não-desconto dos dias parados, mas determina a ampliação do prazo de compensação das horas não trabalhadas até o dia 18 de dezembro, sendo que não é possível exceder duas horas diárias. Também não há a possibilidade de reposição nos finais de semana e feriados.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Professores da rede municipal de ensino de Pedro Alexandre paralisam as atividades

SINDSERPA – SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE PEDRO ALEXANDRE – BAHIA

OFÍCIO 038/09

Exmo. Promotor de Justiça
Comarca de Jeremoabo/Ba
Dr. Leonardo de Almeida Bitencourt

Assunto: Paralisação das atividades docentes por tempo indeterminado.

O SINDSERPA - SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE PEDRO ALEXANDRE – BAHIA, por meio deste vem informar a V. Exa. Que no último dia 10/10/2009 os professores reunidos em Assembléia Geral deliberaram pela Paralisação das atividades docentes a partir de 19/10/2009, caso não sejam atendidos pelo Gestor Municipal nas seguintes reivindicações:

1 – Inclusão das seguintes Emendas à Lei 091/97 (Plano de Carreira e Remuneração do Magistério)
1.1 – Incorporação do Quinquênio ao Salário do Professor.
1.2 – Incorporação da manutenção de 40 horas aos profissionais do magistério que exercem suas atividades docentes por mais de 5 (cinco) anos.
1.3 – Gratificação por Certificação em cursos de aperfeiçoamento.
1.4 – Incorporação de 10% do salário base pelo uso do giz.
1.5 – Incorporação de 25% do salário base ao professor de Educação Infantil e Ensino Fundamental do 1º ao 5º.
1.6 – Incorporação de gratificação por elevação de nível profissional.
1.7 – Direito ao professor com mais de 5 anos na mesma localidade de trabalho, a livre escolha da permanência ou não.

2 - O pagamento do benefício 1/3 das férias.
3 - O pagamento da 1ª parcela do 13º salário no mês de novembro/09 e 2ª parcela até dia 20 do mês de dezembro/09.
4 - Relação da Declaração de Informação da RAIS do exercício 2009.
5 - Reposição perda salarial (qunquênio) referente ao mês de setembro/09.
6 - Manutenção da data base de pagamento no último dia útil de cada mês.
Diante da premissa, na busca de um contraponto que evite prejuízos à comunidade escolar, sugerimos a mediação do MP no sentido de AJUSTAR os interesses das partes.

Atenciosamente,

Pedro Alexandre, 12 de outubro de 2009.

Oberdan Batista Santos
Presidente

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Trabalhadores da Funed param serviços e sinalizam greve

Depois de cinco meses de tentativas de negociações, os trabalhadores da Fundação Ezequiel Dias (Funed) indicaram paralisação nesta quinta-feira (10/09) com indicativo de greve por tempo indeterminado a partir da próxima quarta-feira (16/09). A decisão foi feita após a reunião da Mesa Estadual de Negociação do SUS, prazo dado pelo governo para apresentar uma nova proposta.
Segundo o chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG), Breno Simões, a gratificação proposta de 20 cotas de GIEF´S durante seis meses foi uma solução interna devido a falta de resposta da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag). Durante a reunião que aconteceu na sede da SES cerca de 150 trabalhadores manifestaram na Avenida Afonso Pena para pressionar uma resposta.
A Secretaria manteve a proposta já feita na semana passada, o que revoltou os trabalhadores. O membro da comissão de negociação e diretor do Sindicato dos trabalhadores da Saúde (Sind-Saúde), Felipe Iani demonstrou sua insatisfação com a postura do governo. “Estamos há cinco meses negociando, começamos com reuniões na Seplag que nunca deram em nada. Levamos dados e ninguém interessou nem em olhar e nem mesmo em apresentar os seus cálculos. O governo só começou a negociar quando a Funed apareceu na mídia por conta da gripe suína”

Decisão dos trabalhadores

Depois da reunião, os trabalhadores organizaram uma assembleia para decidirem a posição da categoria sobre o indicativo dado pelo governo. Por unanimidade os servidores da Funed aprovaram o indicativo de greve por tempo indeterminado a partir de quarta-feira. Os trabalhadores também decidiram por pararem os serviços no resto desta quinta-feira. Já amanhã (sexta-feira) e na segunda-feira os trabalhadores entraram na Fundação, mas permaneceram concentrados fora dos postos de trabalho, o que denominaram de “greve branca”.
A proposta dos trabalhadores é de 30 cotas mensais de GIEF´S até o final do governo. “Esta proposta ainda é paliativa, já que a melhor solução seria o reajuste real dos salários. Mas precisamos garantir que no mínimo até as negociações salariais os trabalhadores não vejam suas gratificações saírem dos seus salários” sinalizou o diretor do Sind-Saúde, Renato Barros.

Gripe H1N1

Durante as falas dos trabalhadores foi colocada a situação da Funed nas pesquisas e produção de medicamentos sobre a gripe H1N1. “Estamos agindo com seriedade e respeito, os trabalhadores tiveram toda a paciência de esperar cinco meses por uma solução. Precisamos do mesmo comprometimento do governo em resolver a situação urgentemente. “ disse Renato ao falar sobre a nova gripe.
O deputado Adelmo Carneiro (PT), que também acompanhou a reunião, mostrou preocupação com a forma que o governo conduz a situação. “ O governo há pouco mostrou que os diagnósticos da gripe poderão ser feitos em 48 horas. Mas do jeito que a Funed está hoje não pode. Do jeito que os trabalhadores estão, não pode”.

VC CONHECE A FUNED? SABIA QUE ESTÁ EM GREVE?

A funed- fundação Ezequiel Dias é responsável pela produção de medicamentos fornecidos em postos de saúde e hospitais de MG e outros estados. Produz medicamentos de vital importância para a população em geral, como a Nevirapina por exemplo essencial para os portadores de HIV. No momento é a única a produzir o Tamiflú, medicamento contra a Gripe Suína no país, além de realizar um relevante serviço de controle epidemiológico sendo tbem um dos poucos laboratórios capazes de diagnosticar a referida gripe. Uma instituição tão importante chegar ao ponto de iniciar uma greve? O que está acontecendo com o governo de MG, que diz avançar sem deixar ninguém para trás?...A grande mídia não comenta um assunto tão importante, pelo contrário esteve na mesma Funed para comemorar junto ao Gov. Aécio o início de uma nebulosa parceria público-privada, a famosa "PPP". Em resumo trata-se da privatização da fundação, ou pior que isso pois o nosso dinheiro vai para as mãos de alguma grande empresa farmacêutica que produzirá medicamentos a preços "acessíveis" a população. Assim o foco da fundação que é atender a população através do SUS é completamente desvirtuado. É incrível a capacidade desse PSDB-DEM, através de seus representantes, de sacrificarem a população em beneficio desse neoliberalismo criminoso... Enquanto isso as obras de ostentação do centro administrativo, apelidado de Neveslândia continuam a todo vapor pois 2010 está próximo... e ainda tem as obras da copa do mundo de 2014...haja cimento e tijolo!!...