No mês de maio foram criados 16.301 novos empregos com carteira assinada na Bahia. O resultado, que representa um crescimento de 1,1 % em relação ao mês anterior, superou todas as expectativas - é o maior de toda a série histórica para o período, em termos reais e absolutos, o melhor saldo mensal do ano e o melhor da região Nordeste, e o quinto entre os estados brasileiros, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em relatório divulgado nesta segunda-feira (21).
"É mais um resultado excepcional que nos anima por atestar o acerto da nossa estratégia de desenvolvimento, sintonizada com o governo federal”, declarou o governador Jaques Wagner ao tomar conhecimento dos números. Segundo ele, o resultado não é fruto do acaso, mas de uma política que, desde o início, privilegiou a criação de novos empregos.
“Estamos gerando muito mais e melhores empregos e, ao mesmo tempo, cumprindo um objetivo estratégico de diversificar e desconcentrar nossa economia: aproximadamente 80% do saldo recorde de empregos de maio estão no interior e isso é fundamental para reduzir as desigualdades regionais e levar oportunidades para todos os baianos”, explicou o governador.
Em três anos e cinco meses o estado acumula saldo de 228.441 mil novos contratados com carteira assinada, resultado da soma dos 58.720 empregos criados em 2007, 40.922, em 2008, 71.170, em 2009, além dos 57,6 mil de 2010. Nos últimos 12 meses foi registrado um crescimento de 8,10% no nível de emprego ou a geração de 111.820 postos de trabalho. A Bahia, nesse período, registrou o maior saldo da região Nordeste. A Região Metropolitana de Salvador registrou acréscimo de 6.361 empregos formais (0,82%).
“A Bahia foi o único estado da federação em que o número de empregos gerados em maio superou todos os outros meses do ano corrente”, comemorou o secretário do Planejamento, Antônio Alberto Valença. Ele também destaca que somente nos cinco primeiros meses de 2010 foram gerados 81% do total de empregos criados em 2009.
Para o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Nilton Vasconcelos, 2010 será o ano do emprego. "Os 16.301 empregos gerados na Bahia no mês de maio é um número extraordinário e confirmam o bom desempenho que vem tendo o estado baiano na geração de emprego neste ano de 2010”.
O diretor-geral da SEI, Geraldo Reis, avalia que o resultado reflete o excelente momento da economia baiana. “O resultado reforça nossa expectativa de superarmos os 90 mil empregos em 2010, bem como a nossa projeção de crescimento do PIB em torno de 7%”.
Mais uma vez o destaque dessa expansão foi o setor Agropecuário, com 5.388 postos, seguido do setor de Serviços, com mais 3.855 postos, Indústria de Transformação (2.663), Construção Civil (2.620) e Comércio (1.659). De janeiro a maio, houve um acréscimo de 57.629 postos de trabalho, o que representa um crescimento de 4,02% no saldo de contratações com carteira assinada.
Brasil
No país, em maio, foram gerados 298.041 novos empregos com carteira assinada, número recorde para o período, segundo dados do Caged. Com o resultado, o Brasil chega à marca de 1.260.368 novos postos de trabalho em 2010, recorde absoluto alcançado com o registro de cinco recordes mensais consecutivos, entre janeiro e maio, fato inédito em toda a série histórica do emprego formal celetista no país. Assim, o número de trabalhadores brasileiros com carteira assinada chega a 34.261.387, marca jamais alcançada.
Em termos geográficos, houve expansão do emprego em todas as regiões, com saldos recordes no Nordeste (45.827), Sul (34.080) e Norte (11.959), e os segundos melhores saldos das regiões Sudeste (189.501) e Centro-Oeste (16.674). Entre as Unidades da Federação, 25 obtiveram expansão do nível de emprego, com 11 registrando saldos recordes, cinco das quais da região Nordeste. No conjunto das nove Áreas Metropolitanas consideradas, foram criados 100.071 novos postos, recorde decorrente da geração inédita em oito delas. No interior destas regiões foram registrados 147.806 postos.
Mostrando postagens com marcador geração de emprego. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 1 de julho de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
Recorde na geração de emprego em fevereiro
No último mês de fevereiro, mais de 205 mil postos de trabalho foram criados no Brasil. O número foi divulgado ontem pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, antecipando os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) para o mês.
“Estamos fechando os números de fevereiro hoje e já podemos considerar o melhor fevereiro da história de 22 anos do Caged”, declarou Lupi em entrevista coletiva. “Este ano de 2010 tende a ser o melhor ano na geração de empregos na história do Brasil”, prevê.
“Estamos fechando os números de fevereiro hoje e já podemos considerar o melhor fevereiro da história de 22 anos do Caged”, declarou Lupi em entrevista coletiva. “Este ano de 2010 tende a ser o melhor ano na geração de empregos na história do Brasil”, prevê.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Criação de emprego supera 142 mil e bate recorde em janeiro
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou nesta sexta-feira que dados preliminares do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) indicam recorde na geração de empregos para um mês de janeiro. O número deve superar, portanto, os 142 mil postos em janeiro de 2007. O ministro preferiu não precisar os números do mês passado.
"Neste início de ano está bombando. Certamente vai superar 100 mil. No ano passado, para se ter uma ideia, foram 100 mil negativos. Recuperamos mais do que o dobro no ano passado", afirmou.
Para o ano, segundo Lupi, o Brasil deve dobrar as vagas formais criadas em 2009, alcançando 2 milhões de empregos. A estimativa supera, inclusive, as previsões do ministro Guido Mantega (Fazenda) feitas nesta semana, entre 1,5 milhão e 1,6 milhão.
O ministro participa, nesta sexta, do lançamento do PlanSeq (Plano Setorial de Qualificação Profissional do Carnaval), que vai oferecer 5.000 vagas para formação de mão de obra ligada às atividades do Carnaval, na Cidade do Samba, no Rio.
"Neste início de ano está bombando. Certamente vai superar 100 mil. No ano passado, para se ter uma ideia, foram 100 mil negativos. Recuperamos mais do que o dobro no ano passado", afirmou.
Para o ano, segundo Lupi, o Brasil deve dobrar as vagas formais criadas em 2009, alcançando 2 milhões de empregos. A estimativa supera, inclusive, as previsões do ministro Guido Mantega (Fazenda) feitas nesta semana, entre 1,5 milhão e 1,6 milhão.
O ministro participa, nesta sexta, do lançamento do PlanSeq (Plano Setorial de Qualificação Profissional do Carnaval), que vai oferecer 5.000 vagas para formação de mão de obra ligada às atividades do Carnaval, na Cidade do Samba, no Rio.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Bahia gera 71 mil empregos em 2009
Em 2009, foram gerados 71.170 empregos com carteira assinada na Bahia, recorde histórico da série do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho, apesar do cenário de crise na economia internacional. O saldo equivale a uma expansão de 5,3% em relação ao ano de 2008, acima das médias nacional (3,11%) e nordestina (4,74%). O resultado de 2009 ficou bem acima do de 2008 (41 mil) e do antigo recorde histórico, no ano de 2005 (64 mil). Este é o terceiro mês consecutivo em 2009 em que a Bahia destacou-se pelo saldo mais expressivo do Nordeste, representando 31,3% do valor gerado nessa região. Comparando-se aos 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal, a Bahia ocupa a 4ª posição, abaixo apenas de São Paulo (277.573), Minas Gerais (90.608) e Rio de Janeiro (88.875).
O secretário do Planejamento, Walter Pinheiro, destacou a importância do resultado. “Atravessamos uma crise internacional e mesmo assim o governador Jaques Wagner conduziu políticas públicas que estimularam setores como o de serviços, comércio e construção civil”, destacou Pinheiro. Dentre ações enumeradas pelo secretário que tiveram peso no bom desempenho da Bahia estão obras de infraestrutura para a construção de hospitais, escolas, sistemas de abastecimento de água, unidades habitacionais e estradas. “Além disso, a política acertada para o aquecimento da economia, com a redução do IPI, ocasionou o crescimento do comércio, que foi um dos setores que mais gerou empregos”, completou.
A participação da Região Metropolitana de Salvador (RMS) foi a mais expressiva no ano, com 39.965 empregos gerados ou 56,2% do total, enquanto que o interior do estado, isto é, a região não metropolitana criou 31.205 empregos, o equivalente a 43,8%. Os municípios metropolitanos que mais criaram vagas com carteira assinada foram Salvador (32.786) e Lauro de Freitas (5.822). Com relação aos municípios da região não metropolitana, Feira de Santana (6.908) e Itapetinga (2.563) sobressaíram-se. Por outro lado, Dias D’Ávila (-1.635) foi o único município da RMS que fechou vagas celetistas e Sento Sé e Catu são os municípios do interior do estado que registraram os saldos mais negativos, com -480 e -366 empregos, respectivamente.
Serviços e Construção civil lideram geração de postos em 2009
Foram 28.099 novos empregos gerados no setor de Serviços na Bahia, que, ao lado da construção civil, com 22.683 novas vagas abertas, revelam o momento de expansão que vive o estado nessas áreas em 2009.
Também de forma intensa, o comércio gerou 14.524 empregos e a Indústria de Transformação 7.258. Os Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) também geraram novos postos (766), assim como a Indústria Extrativa Mineral (269). As perdas aconteceram na Agropecuária (-2.412) e na Administração Pública (-17 postos).
Dezembro fecha com redução de 4 mil postos
Como tradicionalmente ocorre no último mês do ano, dezembro registrou redução do emprego em 4.254 postos formais. Este saldo foi significativamente superior ao registrado no mesmo mês de 2008, quando a Bahia eliminou 15.225 empregos formais, e é resultado dos 45.963 trabalhadores admitidos e 50.217 desligados na Bahia.
“Este é um mês em que tradicionalmente há perdas no emprego formal, enquanto cresce o trabalho informal no país. As principais razões sazonais que marcam a série do cadastro do Ministério do Trabalho são a entressafra agrícola, as férias escolares e o esgotamento da bolha de consumo no final do ano, com retrações nos diversos segmentos da indústria”, explica Thaiz Braga, diretora de Pesquisas da SEI. “Em 2009, tivemos inclusive um recuo leve se comparado aos anos anteriores, o que não afetou o montante da geração de empregos total do ano”. O declínio foi de 0,3%.
Os maiores saldos negativos do emprego aconteceram na agropecuária (-3.508), na indústria da construção civil (-1.490) e na indústria de transformação (-1.244). Nos Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP), o volume de demissões também superou as contratações em 113 vagas e a Administração Pública fechou com -1. As perdas foram minimizadas pelos saldos positivos nos Serviços (1.097), Comércio (1mil) e Indústria Extrativa Mineral (5 postos).
O interior do estado registrou um saldo de -3.809, representando 89,5% do total de empregos eliminados na Bahia, reflexo das demissões ocorridas no setor da agropecuária. A RMS, por sua vez, registrou um saldo de -445 empregos, o que equivale a 10,5% do total estadual. Dentre os municípios da RMS, Lauro de Freitas (526), Salvador (190) e Simões Filho (122) foram os maiores geradores de postos de trabalho com carteira assinada em dezembro. No interior do Estado, destacaram-se Porto Seguro (458) e Ilhéus (255). As maiores demissões nos municípios metropolitanos ocorreram em Camaçari (-1.135) e Dias D’Ávila (-239). No interior do Estado, os desempenhos mais negativos ficaram por conta de Casa Nova (-754) e Catu (-620).
O secretário do Planejamento, Walter Pinheiro, destacou a importância do resultado. “Atravessamos uma crise internacional e mesmo assim o governador Jaques Wagner conduziu políticas públicas que estimularam setores como o de serviços, comércio e construção civil”, destacou Pinheiro. Dentre ações enumeradas pelo secretário que tiveram peso no bom desempenho da Bahia estão obras de infraestrutura para a construção de hospitais, escolas, sistemas de abastecimento de água, unidades habitacionais e estradas. “Além disso, a política acertada para o aquecimento da economia, com a redução do IPI, ocasionou o crescimento do comércio, que foi um dos setores que mais gerou empregos”, completou.
A participação da Região Metropolitana de Salvador (RMS) foi a mais expressiva no ano, com 39.965 empregos gerados ou 56,2% do total, enquanto que o interior do estado, isto é, a região não metropolitana criou 31.205 empregos, o equivalente a 43,8%. Os municípios metropolitanos que mais criaram vagas com carteira assinada foram Salvador (32.786) e Lauro de Freitas (5.822). Com relação aos municípios da região não metropolitana, Feira de Santana (6.908) e Itapetinga (2.563) sobressaíram-se. Por outro lado, Dias D’Ávila (-1.635) foi o único município da RMS que fechou vagas celetistas e Sento Sé e Catu são os municípios do interior do estado que registraram os saldos mais negativos, com -480 e -366 empregos, respectivamente.
Serviços e Construção civil lideram geração de postos em 2009
Foram 28.099 novos empregos gerados no setor de Serviços na Bahia, que, ao lado da construção civil, com 22.683 novas vagas abertas, revelam o momento de expansão que vive o estado nessas áreas em 2009.
Também de forma intensa, o comércio gerou 14.524 empregos e a Indústria de Transformação 7.258. Os Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) também geraram novos postos (766), assim como a Indústria Extrativa Mineral (269). As perdas aconteceram na Agropecuária (-2.412) e na Administração Pública (-17 postos).
Dezembro fecha com redução de 4 mil postos
Como tradicionalmente ocorre no último mês do ano, dezembro registrou redução do emprego em 4.254 postos formais. Este saldo foi significativamente superior ao registrado no mesmo mês de 2008, quando a Bahia eliminou 15.225 empregos formais, e é resultado dos 45.963 trabalhadores admitidos e 50.217 desligados na Bahia.
“Este é um mês em que tradicionalmente há perdas no emprego formal, enquanto cresce o trabalho informal no país. As principais razões sazonais que marcam a série do cadastro do Ministério do Trabalho são a entressafra agrícola, as férias escolares e o esgotamento da bolha de consumo no final do ano, com retrações nos diversos segmentos da indústria”, explica Thaiz Braga, diretora de Pesquisas da SEI. “Em 2009, tivemos inclusive um recuo leve se comparado aos anos anteriores, o que não afetou o montante da geração de empregos total do ano”. O declínio foi de 0,3%.
Os maiores saldos negativos do emprego aconteceram na agropecuária (-3.508), na indústria da construção civil (-1.490) e na indústria de transformação (-1.244). Nos Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP), o volume de demissões também superou as contratações em 113 vagas e a Administração Pública fechou com -1. As perdas foram minimizadas pelos saldos positivos nos Serviços (1.097), Comércio (1mil) e Indústria Extrativa Mineral (5 postos).
O interior do estado registrou um saldo de -3.809, representando 89,5% do total de empregos eliminados na Bahia, reflexo das demissões ocorridas no setor da agropecuária. A RMS, por sua vez, registrou um saldo de -445 empregos, o que equivale a 10,5% do total estadual. Dentre os municípios da RMS, Lauro de Freitas (526), Salvador (190) e Simões Filho (122) foram os maiores geradores de postos de trabalho com carteira assinada em dezembro. No interior do Estado, destacaram-se Porto Seguro (458) e Ilhéus (255). As maiores demissões nos municípios metropolitanos ocorreram em Camaçari (-1.135) e Dias D’Ávila (-239). No interior do Estado, os desempenhos mais negativos ficaram por conta de Casa Nova (-754) e Catu (-620).
sábado, 9 de janeiro de 2010
Lançado edital para construção da Fábrica de Chocolate em Ibicaraí
O edital de licitação das obras da unidade industrial da primeira fábrica de chocolate do PAC do Cacau na Bahia foi lançado nesta quinta-feira (7), pela Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Almada e Adjacências (Cooafba), com sede no município de Coaraci. O edital de licitação foi assinado em Ibicaraí pelo secretário de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir), Edmon Lucas, e pelo prefeito Lenildo Santana.
O equipamento, financiado pelo Governo da Bahia e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), contará com investimento de cerca de R$ 2 milhões, sendo R$ 1,206 milhão aplicados em obras de construção civil e equipamentos e o restante para capital de giro. O investimento beneficiará cerca de 300 famílias de agricultores familiares do município e região, realizado em convênio entre a prefeitura de Ibicaraí, Sedir, Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e Cooafba.
O equipamento, financiado pelo Governo da Bahia e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), contará com investimento de cerca de R$ 2 milhões, sendo R$ 1,206 milhão aplicados em obras de construção civil e equipamentos e o restante para capital de giro. O investimento beneficiará cerca de 300 famílias de agricultores familiares do município e região, realizado em convênio entre a prefeitura de Ibicaraí, Sedir, Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e Cooafba.
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
2009 termina com 1 milhão de novos empregos formais
O Brasil vai fechar 2009 com mais de 1 milhão de novos empregos formais, o que pode ser visto como uma vitória brasileira diante da crise mundial. Desde 2004, as empresas têm contratado acima do patamar de 1 milhão de vagas
No começo do ano, houve aumento da massa salarial, ainda mais com o reajuste do salário mínimo sendo pago antecipadamente. Os preços não subiram e o crédito para a pessoa física foi retomado, ingredientes que favoreceram o consumo.
O comércio e os serviços não precisam manter grandes estoques de produtos e dependem fortemente do comportamento do consumidor. Se este estiver confiante, vai às compras, viaja, se diverte, frequenta cursos. Como os bancos resolveram financiar a pessoa física, aliado às políticas do governo federal de isenção de impostos de eletrodomésticos, carros e materiais de construção, setores como comércio e serviços sentiram bem menos a crise, se comparados com a indústria.
Um quarto da população brasileira tem renda indexada ao salário mínimo, mas no Nordeste esse porcentual aumenta para 46%. O trabalhador que ganha pouco, em vez de poupar, consome. Não por acaso, o Nordeste cresceu durante a crise.
No começo do ano, houve aumento da massa salarial, ainda mais com o reajuste do salário mínimo sendo pago antecipadamente. Os preços não subiram e o crédito para a pessoa física foi retomado, ingredientes que favoreceram o consumo.
O comércio e os serviços não precisam manter grandes estoques de produtos e dependem fortemente do comportamento do consumidor. Se este estiver confiante, vai às compras, viaja, se diverte, frequenta cursos. Como os bancos resolveram financiar a pessoa física, aliado às políticas do governo federal de isenção de impostos de eletrodomésticos, carros e materiais de construção, setores como comércio e serviços sentiram bem menos a crise, se comparados com a indústria.
Um quarto da população brasileira tem renda indexada ao salário mínimo, mas no Nordeste esse porcentual aumenta para 46%. O trabalhador que ganha pouco, em vez de poupar, consome. Não por acaso, o Nordeste cresceu durante a crise.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Emprego formal cresce o dobro do PIB
A retomada brasileira no pós-crise trouxe para o emprego um ritmo de crescimento que é o dobro do observado pelo conjunto da economia. Até setembro, o emprego formal cresceu 2,9% em relação ao estoque de empregados no fim do ano passado. Em comparação semelhante, o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre foi 1,5% superior ao do último trimestre de 2008. Também em 12 meses, o emprego segue na frente, na mesma proporção: a alta até setembro foi de 0,95%, enquanto o PIB ficou 1% menor.
Após setembro, as contratações continuaram em ritmo acelerado até alcançar, em novembro, alta de 4,4% no ano, percentual que pode cair um pouco em dezembro, mas que ficará muito acima do resultado próximo a zero esperado para o comportamento do PIB ao longo do ano. Esse ritmo muito superior do emprego em relação à atividade, dizem os analistas, é próprio de momentos de retomada, da mesma forma que, em períodos de crise, a queda no emprego antecede à da atividade. Já em 2010, o ritmo dos dois indicadores deve ficar mais próximo ao padrão do período 2006 a 2008. O crescimento do emprego agora, dizem, reflete perspectivas positivas dos empresários sobre o futuro dos negócios.
Analistas consultados pelo Valor não têm dúvida em afirmar que as informações disponibilizadas pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) na semana passada sinalizam um crescimento do PIB próximo, ou mesmo superior, a 6% no próximo ano - o maior, portanto, dos oito anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A forte abertura de vagas, em diferentes setores, ultrapassa a velocidade de recuperação da atividade, "contratando" o crescimento futuro. "Há uma clara relação entre emprego e PIB, afinal mão de obra é fator de produção, ou seja, sempre que há demanda para ser atendida, haverá, em maior ou menor escala, mais contratação de pessoal", explica Aurélio Bicalho, economista do Itaú Unibanco.
O cálculo de elasticidade entre emprego e atividade demonstra que, na década, os indicadores de emprego foram amplamente superiores em anos de crescimento baixo. Entre 2001 e 2003, os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) - que computa a geração líquida de vagas formais para um universo mais amplo que o do Caged - , mostram o dobro do crescimento do PIB . Ou seja, cada 1% de aumento do PIB gerava uma ampliação de dois pontos percentuais no emprego.
A partir de 2004, a melhora no crescimento da atividade - que sai de 1,1% no ano anterior para quase 6% - estimula o mercado de trabalho, mas este deixa de crescer no dobro da velocidade do PIB e apenas acompanha sua ampliação, em um movimento típico de economias mais maduras. O acirramento das turbulências mundiais, no fim do ano passado, fez decair ambos indicadores.
A relação entre PIB e emprego não foi sempre próxima. Segundo Antônio Marcos Ambrózio, gerente da área de pesquisa e acompanhamento econômico do BNDES, é possível perceber, na análise da Rais e do PIB dos últimos anos, três fases distintas. Ambrózio destacou o período entre 1996 e 2008. Em um primeiro momento, entre 1996 e 2000, a geração de empregos foi "muito ruim", com resultados negativos sendo apurados pela Rais. Ao mesmo tempo, a variação média do PIB não foi alta (2%). Entre 2001 e 2004, a média de crescimento do PIB não foi muito maior (2,7%), mas "há clara recuperação do emprego, que não é percebida se olharmos apenas os indicadores de atividade".
Segundo o pesquisador, a segunda metade da década de 1990 foi marcada pela "reorganização estrutural" das empresas nacionais, que passaram a lidar com a abertura comercial - promovida pelo presidente Fernando Collor, em 1990 - e o câmbio fixo valorizado - sustentado durante o primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso. "O modelo de negócios passou pelo fenômeno da racionalização do emprego, onde a corda estourou na hora de cortar custos", diz Ambrózio, para quem o efeito das medidas "foi benéfico para a economia, ao modernizar as relações empresariais e introduzir competição internacional", mas o processo "foi péssimo para o emprego".
A partir da virada da década, as empresas, reestruturadas, passam a contar com um regime de câmbio flexível e uma situação externa menos volátil que a anterior, quando uma sucessão de crises no mundo criou instabilidade no modelo firmado em altas taxas de juros para atrair capitais que sustentavam o câmbio fixo.
É a partir do biênio 2004-2005 que, segundo Ambrózio, a criação de vagas se acelera, acompanhando o incremento do PIB. Este, no período recente, acumulou crescimento médio de 4,6% - mais que o dobro do verificado na segunda metade da década passada.
O acirramento das turbulências no fim do ano passado, no entanto, reverteu parte do movimento ascendente do emprego e da atividade. Considerando dados da Rais, em 2008 foi a primeira vez na década que a variação líquida de empregos foi menor que o PIB - 4,9% e 5,1% respectivamente.
"Diante da incerteza quanto ao futuro, desencadeada pela crise, os empresários pararam de admitir e, em seguida, começaram a demitir", diz Bicalho, do Itaú Unibanco. "Este processo foi rápido e atingiu em cheio o setor industrial, que produziu mais demissões que serviços ou comércio", diz. Para o economista, o processo foi estancado entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano, quando o fortalecimento do mercado doméstico consolidou nos empresários a expectativa de melhores condições de negócio. "Vimos, no período, que há clara relação entre atividade e emprego, uma vez que ambos tombaram no momento de crise, e voltaram a subir no mesmo momento", afirma Bicalho.
Para Fabio Romão, economista da LCA Consultores, a partir da recuperação da confiança, houve "dupla recomposição de estoques" para acompanhar o aumento da demanda doméstica. "A indústria passou a recontratar a mão de obra dispensada entre o fim de 2008 e o começo deste ano para ampliar a produção. Os estoques, produtivo e laboral, estão sendo reconstruídos", afirma Romão.
O economista da LCA observa que os resultados do Caged dos dois últimos meses, quando os números divulgados surpreenderam mesmo as estimativas mais otimistas do mercado, não podem ser equiparados às informações mais recentes sobre o PIB, que vão até setembro. "Apenas em março do ano que vem, quando o IBGE divulgar os dados consolidados quanto ao crescimento do PIB neste fim de ano, poderemos ter uma noção exata de quanto essa explosão do emprego representa", afirma Romão, para quem o PIB, na margem, crescerá 2,3% entre outubro e dezembro, legando um "carry-over" de 3% no PIB de 2010.
Após setembro, as contratações continuaram em ritmo acelerado até alcançar, em novembro, alta de 4,4% no ano, percentual que pode cair um pouco em dezembro, mas que ficará muito acima do resultado próximo a zero esperado para o comportamento do PIB ao longo do ano. Esse ritmo muito superior do emprego em relação à atividade, dizem os analistas, é próprio de momentos de retomada, da mesma forma que, em períodos de crise, a queda no emprego antecede à da atividade. Já em 2010, o ritmo dos dois indicadores deve ficar mais próximo ao padrão do período 2006 a 2008. O crescimento do emprego agora, dizem, reflete perspectivas positivas dos empresários sobre o futuro dos negócios.
Analistas consultados pelo Valor não têm dúvida em afirmar que as informações disponibilizadas pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) na semana passada sinalizam um crescimento do PIB próximo, ou mesmo superior, a 6% no próximo ano - o maior, portanto, dos oito anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A forte abertura de vagas, em diferentes setores, ultrapassa a velocidade de recuperação da atividade, "contratando" o crescimento futuro. "Há uma clara relação entre emprego e PIB, afinal mão de obra é fator de produção, ou seja, sempre que há demanda para ser atendida, haverá, em maior ou menor escala, mais contratação de pessoal", explica Aurélio Bicalho, economista do Itaú Unibanco.
O cálculo de elasticidade entre emprego e atividade demonstra que, na década, os indicadores de emprego foram amplamente superiores em anos de crescimento baixo. Entre 2001 e 2003, os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) - que computa a geração líquida de vagas formais para um universo mais amplo que o do Caged - , mostram o dobro do crescimento do PIB . Ou seja, cada 1% de aumento do PIB gerava uma ampliação de dois pontos percentuais no emprego.
A partir de 2004, a melhora no crescimento da atividade - que sai de 1,1% no ano anterior para quase 6% - estimula o mercado de trabalho, mas este deixa de crescer no dobro da velocidade do PIB e apenas acompanha sua ampliação, em um movimento típico de economias mais maduras. O acirramento das turbulências mundiais, no fim do ano passado, fez decair ambos indicadores.
A relação entre PIB e emprego não foi sempre próxima. Segundo Antônio Marcos Ambrózio, gerente da área de pesquisa e acompanhamento econômico do BNDES, é possível perceber, na análise da Rais e do PIB dos últimos anos, três fases distintas. Ambrózio destacou o período entre 1996 e 2008. Em um primeiro momento, entre 1996 e 2000, a geração de empregos foi "muito ruim", com resultados negativos sendo apurados pela Rais. Ao mesmo tempo, a variação média do PIB não foi alta (2%). Entre 2001 e 2004, a média de crescimento do PIB não foi muito maior (2,7%), mas "há clara recuperação do emprego, que não é percebida se olharmos apenas os indicadores de atividade".
Segundo o pesquisador, a segunda metade da década de 1990 foi marcada pela "reorganização estrutural" das empresas nacionais, que passaram a lidar com a abertura comercial - promovida pelo presidente Fernando Collor, em 1990 - e o câmbio fixo valorizado - sustentado durante o primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso. "O modelo de negócios passou pelo fenômeno da racionalização do emprego, onde a corda estourou na hora de cortar custos", diz Ambrózio, para quem o efeito das medidas "foi benéfico para a economia, ao modernizar as relações empresariais e introduzir competição internacional", mas o processo "foi péssimo para o emprego".
A partir da virada da década, as empresas, reestruturadas, passam a contar com um regime de câmbio flexível e uma situação externa menos volátil que a anterior, quando uma sucessão de crises no mundo criou instabilidade no modelo firmado em altas taxas de juros para atrair capitais que sustentavam o câmbio fixo.
É a partir do biênio 2004-2005 que, segundo Ambrózio, a criação de vagas se acelera, acompanhando o incremento do PIB. Este, no período recente, acumulou crescimento médio de 4,6% - mais que o dobro do verificado na segunda metade da década passada.
O acirramento das turbulências no fim do ano passado, no entanto, reverteu parte do movimento ascendente do emprego e da atividade. Considerando dados da Rais, em 2008 foi a primeira vez na década que a variação líquida de empregos foi menor que o PIB - 4,9% e 5,1% respectivamente.
"Diante da incerteza quanto ao futuro, desencadeada pela crise, os empresários pararam de admitir e, em seguida, começaram a demitir", diz Bicalho, do Itaú Unibanco. "Este processo foi rápido e atingiu em cheio o setor industrial, que produziu mais demissões que serviços ou comércio", diz. Para o economista, o processo foi estancado entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano, quando o fortalecimento do mercado doméstico consolidou nos empresários a expectativa de melhores condições de negócio. "Vimos, no período, que há clara relação entre atividade e emprego, uma vez que ambos tombaram no momento de crise, e voltaram a subir no mesmo momento", afirma Bicalho.
Para Fabio Romão, economista da LCA Consultores, a partir da recuperação da confiança, houve "dupla recomposição de estoques" para acompanhar o aumento da demanda doméstica. "A indústria passou a recontratar a mão de obra dispensada entre o fim de 2008 e o começo deste ano para ampliar a produção. Os estoques, produtivo e laboral, estão sendo reconstruídos", afirma Romão.
O economista da LCA observa que os resultados do Caged dos dois últimos meses, quando os números divulgados surpreenderam mesmo as estimativas mais otimistas do mercado, não podem ser equiparados às informações mais recentes sobre o PIB, que vão até setembro. "Apenas em março do ano que vem, quando o IBGE divulgar os dados consolidados quanto ao crescimento do PIB neste fim de ano, poderemos ter uma noção exata de quanto essa explosão do emprego representa", afirma Romão, para quem o PIB, na margem, crescerá 2,3% entre outubro e dezembro, legando um "carry-over" de 3% no PIB de 2010.
sábado, 19 de dezembro de 2009
Bahia gera 75 mil empregos no ano
A Bahia é o estado com a maior expansão do emprego no Nordeste este ano. Com a geração de 13.241 novos postos formais em novembro, o estado acumula, nos 11 primeiros meses do ano, 75.424 novos empregos, recorde da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, no estado. O saldo de 2009, até novembro, está bem acima do encontrado no mesmo período do ano passado (56.147) e foi impulsionado pelos setores de serviços e da construção civil.
O saldo de emprego da Bahia no ano representa 31,1% do total gerado no Nordeste. Entre os 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal, a Bahia ocupa a 7ª posição, atrás apenas de São Paulo (468.759), Minas Gerais (140.370), Paraná (105.068), Rio de Janeiro (96.634) Rio Grande do Sul (75.950) e Santa Catarina (75.550).
Os serviços e a construção civil foram os setores que mais geraram postos de trabalho celetistas de janeiro a novembro deste ano, com saldos de 27.002 e de 24.173 empregos, respectivamente. Outro setor que também teve bom desempenho foi o Comércio (13.524). A Administração Pública foi o único setor com saldo negativo, com o fechamento de 16 postos de trabalho celetistas.
A participação da RMS foi a mais expressiva ao longo desses 11 meses, com 40.410 empregos gerados ou 53,6% do total, enquanto que o interior do estado - a região não metropolitana - criou 35.014 empregos com carteira assinada, o equivalente a 46,4%.
Os municípios metropolitanos que mais criaram vagas com carteira assinada foram Salvador (32.596), Lauro de Freitas (5.296) e Camaçari (1.388). Com relação aos municípios da região não metropolitana, Feira de Santana (6.676) e Itapetinga (2.670) sobressaíram-se, criando a maioria dos empregos.
Dias D’Ávila (-1.396) foi o único município da RMS que fechou vagas celetistas e Mata de São João, Sento Sé e São Sebastião do Passé são os municípios do interior do estado que registraram os saldos mais negativos de, respectivamente: -450, -317 e -196 empregos.
Saldo em novembro também é recorde
O saldo de 13.241 postos no mês de novembro surpreendeu pelo resultado positivo - um recorde para os meses de novembro da série do Caged, período em que, tradicionalmente, o mercado de trabalho formal se retrai. Em novembro de 2008, por exemplo, houve uma eliminação de 353 empregos.
Mais uma vez, a Bahia foi o estado com o maior saldo de empregos do Nordeste, correspondendo a cerca de 24,0% do total de postos de trabalho formais criados na região. Na comparação com os 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal, a Bahia obteve o sétimo saldo mais expressivo do país.
O volume total de 13.241 empregos criados só foi menor do que o verificado nos estados de São Paulo (69.667), Rio Grande do Sul (25.723), Minas Gerais (24.979), Rio de Janeiro (24.613), Santa Catarina (17.847) e Paraná (16.031).
O saldo de emprego da Bahia no ano representa 31,1% do total gerado no Nordeste. Entre os 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal, a Bahia ocupa a 7ª posição, atrás apenas de São Paulo (468.759), Minas Gerais (140.370), Paraná (105.068), Rio de Janeiro (96.634) Rio Grande do Sul (75.950) e Santa Catarina (75.550).
Os serviços e a construção civil foram os setores que mais geraram postos de trabalho celetistas de janeiro a novembro deste ano, com saldos de 27.002 e de 24.173 empregos, respectivamente. Outro setor que também teve bom desempenho foi o Comércio (13.524). A Administração Pública foi o único setor com saldo negativo, com o fechamento de 16 postos de trabalho celetistas.
A participação da RMS foi a mais expressiva ao longo desses 11 meses, com 40.410 empregos gerados ou 53,6% do total, enquanto que o interior do estado - a região não metropolitana - criou 35.014 empregos com carteira assinada, o equivalente a 46,4%.
Os municípios metropolitanos que mais criaram vagas com carteira assinada foram Salvador (32.596), Lauro de Freitas (5.296) e Camaçari (1.388). Com relação aos municípios da região não metropolitana, Feira de Santana (6.676) e Itapetinga (2.670) sobressaíram-se, criando a maioria dos empregos.
Dias D’Ávila (-1.396) foi o único município da RMS que fechou vagas celetistas e Mata de São João, Sento Sé e São Sebastião do Passé são os municípios do interior do estado que registraram os saldos mais negativos de, respectivamente: -450, -317 e -196 empregos.
Saldo em novembro também é recorde
O saldo de 13.241 postos no mês de novembro surpreendeu pelo resultado positivo - um recorde para os meses de novembro da série do Caged, período em que, tradicionalmente, o mercado de trabalho formal se retrai. Em novembro de 2008, por exemplo, houve uma eliminação de 353 empregos.
Mais uma vez, a Bahia foi o estado com o maior saldo de empregos do Nordeste, correspondendo a cerca de 24,0% do total de postos de trabalho formais criados na região. Na comparação com os 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal, a Bahia obteve o sétimo saldo mais expressivo do país.
O volume total de 13.241 empregos criados só foi menor do que o verificado nos estados de São Paulo (69.667), Rio Grande do Sul (25.723), Minas Gerais (24.979), Rio de Janeiro (24.613), Santa Catarina (17.847) e Paraná (16.031).
Desemprego cai para 7,4% e tem melhor novembro desde 2002
A taxa de desemprego brasileira caiu em linha com o esperado e atingiu o menor patamar para um mês de novembro desde 2002, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.
A taxa caiu para 7,4 por cento em novembro, ante 7,5 por cento em outubro. Essa foi a menor variação desde dezembro do ano passado e o menor taxa para novembro desde o início da série histórica.O número de pessoas ocupadas totalizou 21,603 milhões em novembro, alta de 0,5 por cento sobre outubro e de 0,7 por cento sobre igual mês de 2008.
O total de desocupados foi de 1,714 milhão, queda de 2,3 por cento mês a mês e recuo de 2,6 por cento na comparação anual.O rendimento médio do trabalhador caiu 0,1 por cento sobre outubro e aumentou 2,2 por cento ante o ano passado, a 1.353,60 reais.
Da Reuters
A taxa caiu para 7,4 por cento em novembro, ante 7,5 por cento em outubro. Essa foi a menor variação desde dezembro do ano passado e o menor taxa para novembro desde o início da série histórica.O número de pessoas ocupadas totalizou 21,603 milhões em novembro, alta de 0,5 por cento sobre outubro e de 0,7 por cento sobre igual mês de 2008.
O total de desocupados foi de 1,714 milhão, queda de 2,3 por cento mês a mês e recuo de 2,6 por cento na comparação anual.O rendimento médio do trabalhador caiu 0,1 por cento sobre outubro e aumentou 2,2 por cento ante o ano passado, a 1.353,60 reais.
Da Reuters
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Novos empregos: 246 mil em novembro, 1,4 milhão nos 11 meses do ano
No mês de novembro o país gerou 246.695 postos de trabalho formal, o que representa um recorde para o mês. No ano, o país acumula a criação de 1.410.302 vagas. Em novembro foram admitidos 1.413.043 trabalhadores e demitidos 1.166.348.
O comércio (1,61%) , os serviços (0,66%) e as indústrias de transformação (0,53%), de construção civil (0,83%), e extrativa mineral (0,35%) foram os setores que mais geraram emprego no período.
A agricultura foi o único setor que apresentou queda do emprego no período, em função da entressafra. Foram demitidos 16.628 trabalhadores, o que representa -0,99% do total de mão de obra empregada.
Os dados constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho, divulgado hoje (16).
O comércio (1,61%) , os serviços (0,66%) e as indústrias de transformação (0,53%), de construção civil (0,83%), e extrativa mineral (0,35%) foram os setores que mais geraram emprego no período.
A agricultura foi o único setor que apresentou queda do emprego no período, em função da entressafra. Foram demitidos 16.628 trabalhadores, o que representa -0,99% do total de mão de obra empregada.
Os dados constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho, divulgado hoje (16).
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Brasil tem 2,6 milhões de empregos verdes, diz relatório da OIT
O Brasil já tem 2,6 milhões de empregos verdes e a transição para uma economia que leve a menores emissões de gases de efeito estufa pode aumentar a criação desses postos de trabalho, segundo o relatório Empregos Verdes no Brasil: Quantos São, Onde Estão e Como Evoluirão nos Próximos Anos, que será lançado hoje (9) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
O levantamento considera verdes os postos de trabalho em atividades econômicas quer contribuem para a redução de emissões e para a melhoria da qualidade ambiental. Em 2008, o total de empregos verdes no país – 2.653.059 – representava 6,73% do total de postos de trabalho formais.
A conta da OIT considerou dados da Relação Anual de Informações Sociais, do Ministério do Trabalho e Emprego, e agregou os empregos verdes em seis categorias: produção e manejo florestal; geração e distribuição de energias renováveis; saneamento, gestão de resíduos e de riscos ambientais; manutenção, reparação e recuperação de produtos e materiais; transportes coletivos alternativos ao rodoviário e aeroviário; e telecomunicações e teleatendimento.
Entre as ocupações listadas estão a produção de mudas, a gestão de manejo florestal, a reciclagem, a fabricação de biocombustíveis e atividades menos óbvias do ponto de vista ambiental, como as telecomunicações (evitam deslocamentos e emissão de poluentes com transporte) e a manutenção de equipamentos eletrônicos (reduzem necessidade de fabricação de novos e aumentam eficiência energética).
De acordo com a OIT, “a geração de empregos verdes não pode estar dissociada da noção de trabalho decente”. Por isso, o levantamento exclui da conta o enorme contingente de catadores de materiais recicláveis, pela falta de proteção social da atividade e pelo grau de insalubridade a que estão expostos. “Embora atualmente não restem muitas dúvidas quanto ao papel positivo desempenhado por esses trabalhadores em relação ao meio ambiente, o fato é que certamente não é esse tipo de postos de trabalho que a OIT pretendia promover”, justifica o relatório.
Além das vagas em atividades econômicas que contribuem para a redução de emissões e para a melhoria da qualidade ambiental, a OIT considerou o potencial de criação de empregos verdes por setores baseados na exploração de recursos naturais e que dependem da qualidade ambiental: extração mineral e indústrias de base; construção, comercialização, manutenção e uso edifícios; agricultura, pecuária e pesca; e turismo e hotelaria.
Pelos dados de 2008, esses setores foram responsáveis por cerca de 5,8 milhões de empregos formais. Parte das vagas poderá se tornar sustentável, segundo a OIT, se os setores passarem por um “esverdeamento” dos processos de produção e distribuição.
“O potencial de geração de empregos verdes dessas atividades decorre do fato de serem ao mesmo tempo grandes empregadoras e grandes emissoras de carbono ou ainda grandes consumidoras de energia e de recursos ambientais, muitos deles não renováveis”, aponta o estudo.
No documento, a OIT lista o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para eletrodomésticos da linha branca, a obrigatoriedade de inspeção veicular para controle de emissões, a regularização fundiária na Amazônia e a Política Nacional de Resíduos como medidas que poderão impulsionar a geração de empregos verdes no Brasil nos próximos anos.
O levantamento considera verdes os postos de trabalho em atividades econômicas quer contribuem para a redução de emissões e para a melhoria da qualidade ambiental. Em 2008, o total de empregos verdes no país – 2.653.059 – representava 6,73% do total de postos de trabalho formais.
A conta da OIT considerou dados da Relação Anual de Informações Sociais, do Ministério do Trabalho e Emprego, e agregou os empregos verdes em seis categorias: produção e manejo florestal; geração e distribuição de energias renováveis; saneamento, gestão de resíduos e de riscos ambientais; manutenção, reparação e recuperação de produtos e materiais; transportes coletivos alternativos ao rodoviário e aeroviário; e telecomunicações e teleatendimento.
Entre as ocupações listadas estão a produção de mudas, a gestão de manejo florestal, a reciclagem, a fabricação de biocombustíveis e atividades menos óbvias do ponto de vista ambiental, como as telecomunicações (evitam deslocamentos e emissão de poluentes com transporte) e a manutenção de equipamentos eletrônicos (reduzem necessidade de fabricação de novos e aumentam eficiência energética).
De acordo com a OIT, “a geração de empregos verdes não pode estar dissociada da noção de trabalho decente”. Por isso, o levantamento exclui da conta o enorme contingente de catadores de materiais recicláveis, pela falta de proteção social da atividade e pelo grau de insalubridade a que estão expostos. “Embora atualmente não restem muitas dúvidas quanto ao papel positivo desempenhado por esses trabalhadores em relação ao meio ambiente, o fato é que certamente não é esse tipo de postos de trabalho que a OIT pretendia promover”, justifica o relatório.
Além das vagas em atividades econômicas que contribuem para a redução de emissões e para a melhoria da qualidade ambiental, a OIT considerou o potencial de criação de empregos verdes por setores baseados na exploração de recursos naturais e que dependem da qualidade ambiental: extração mineral e indústrias de base; construção, comercialização, manutenção e uso edifícios; agricultura, pecuária e pesca; e turismo e hotelaria.
Pelos dados de 2008, esses setores foram responsáveis por cerca de 5,8 milhões de empregos formais. Parte das vagas poderá se tornar sustentável, segundo a OIT, se os setores passarem por um “esverdeamento” dos processos de produção e distribuição.
“O potencial de geração de empregos verdes dessas atividades decorre do fato de serem ao mesmo tempo grandes empregadoras e grandes emissoras de carbono ou ainda grandes consumidoras de energia e de recursos ambientais, muitos deles não renováveis”, aponta o estudo.
No documento, a OIT lista o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para eletrodomésticos da linha branca, a obrigatoriedade de inspeção veicular para controle de emissões, a regularização fundiária na Amazônia e a Política Nacional de Resíduos como medidas que poderão impulsionar a geração de empregos verdes no Brasil nos próximos anos.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Indústria naval já gerou 1,5 mil empregos

O consórcio Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC Engenharia, através da construção de duas plataformas de perfuração para a Petrobras, já gerou 1,5 mil empregos diretos. O canteiro de obras está localizado em São Roque do Paraguaçu. A expectativa é que até julho de 2010, o número de empregos suba para 2,5 mil. A indústria naval baiana deverá gerar mais de 10 mil empregos diretos nos próximos anos.
A prefeitura de Maragogipe tem se preocupado para que boa parte dessas vagas seja preenchida por moradores do município, para isso, cursos de capacitação estão sendo disponibilizados pelo SENAI visando capacitar trabalhadores para atuar no projeto.
A demanda por embarcações de grande porte – em especial, as destinadas à exploração de petróleo na área do pré-sal – promete alavancar a indústria de construção de navios, sondas e plataformas no País. A Bahia já está inserida neste movimento: duas plataformas de perfuração de petróleo estão sendo construídas pela iniciativa privada, um estaleiro encontra-se em fase de projeto e o Estado ainda planeja criar uma nova área para a construção de módulos – equipamentos usados nas plataformas de petróleo. Juntos, estes projetos somam investimentos da ordem de R$ 1,7 bilhão e a geração de empregos que pode ultrapassar dez mil postos de trabalho.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Região Metropolitana de Salvador tem menor taxa de desemprego desde 1996
O desemprego na Região Metropolitana de Salvador diminuiu pelo quinto mês consecutivo em outubro, passando de 19,4%, em setembro, para 18,7%. Esta é menor taxa de desemprego desde o início da série da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), em dezembro de 1996.
Segundo a pesquisa, realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Universidade Federal da Bahia (Ufba) e Fundação Seade, a queda do desemprego foi influenciada, principalmente, pelo crescimento da ocupação em 1,4%, um total de 21 mil postos de trabalho criados.
Com este resultado, pela primeira vez na história da pesquisa, a RMS alcançou mais de 1,5 milhão de trabalhadores ocupados. O contingente de desempregados foi estimado em 345 mil pessoas, 11 mil a menos que em setembro, pois a geração de ocupações - 21 mil - foi superior ao número de pessoas que ingressaram na População Economicamente Ativa - 10 mil.
Para o diretor-geral da SEI, Geraldo Reis, é surpreendente a capacidade de recuperação do mercado de trabalho na RMS após a maior crise internacional das últimas décadas. “Isso mostra que a recuperação da economia baiana é consistente, pois a oferta de vagas de trabalho ocorre, praticamente, em todos os setores da economia, inclusive na indústria, que foi o mais afetado”.
Setores
O desempenho positivo do nível de ocupação foi resultado do aumento dos postos de trabalho em quase todos os setores de atividade. Serviços, 13 mil, ou 1,5%, Indústria, seis mil, ou 5,3%, Construção Civil, três mil, ou 3,2%, e Comércio, um mil, ou 0,4%. O único setor em que houve diminuição no contingente de ocupados foi o agregado Outros Setores, que inclui Serviços Domésticos e Outras Atividades, com menos dois mil, ou -1,6%.
O Comércio vem apresentando crescimento por seis meses consecutivos. O setor tem sido impulsionado, principalmente, pela preservação do poder de compra das famílias. “No resultado anual, a perspectiva é que, em 2009, o setor tenha um melhor desempenho que em 2008”, diz o economista da PED/RMS, Luiz Chateaubriand.
Em relação à posição na ocupação, verificou-se um incremento do emprego assalariado em 20 mil postos, ou 2,1%. O setor privado teve uma expansão de 2%, com a incorporação de 15 mil indivíduos, e o público de 2,9%, seis mil pessoas. No setor privado foi registrado aumento de assalariados tanto com carteira de trabalho assinada - 1,8%, mais 11 mil trabalhadores celetistas -, quanto dos assalariados sem carteira - 2,9%, quatro mil indivíduos.
O número de autônomos cresceu em cinco mil ocupados, assim como o do agregado Outros, que inclui os Empregadores, os Trabalhadores Familiares, os Donos de Negócios Familiares etc., em dois mil, respectivamente. Somente o contingente de trabalhadores domésticos registrou redução de seis mil indivíduos.
De acordo com a equipe técnica da PED/RMS, pode-se verificar uma tendência de queda gradativa nos postos de trabalho do segmento de Serviços Domésticos na Região Metropolitana de Salvador desde 2008. Esta redução pode ser explicada por diversos fatores, como a mudança na composição etária da população, a alteração nos hábitos das pessoas, o crescimento real do salário mínimo, o crescimento das ocupações em outros setores de atividade mais valorizados, o que motiva a mudança dos profissionais de um segmento para outro.
O rendimento médio, em setembro, apresentou pequeno aumento para ocupados (0,4%) e relativa estabilidade para assalariados (-0,1%). Os valores desses rendimentos foram estimados em R$ 974 e R$ 1.076, respectivamente.
Desemprego diminui 8,3% nos últimos 12 meses
Na comparação entre outubro de 2009 e o mesmo período de 2008, apenas três regiões metropolitanas pesquisadas pela PED apresentaram queda no desemprego, sendo que Salvador registrou a maior redução na taxa (-8,3%), seguida pelo Distrito Federal (-5,6%) e Porto Alegre (-1,9%).
O contingente de desempregados diminuiu em 35 mil pessoas na RMS, como resultado da expansão do número de ocupados, mais 19 mil, e da redução da População Economicamente Ativa (PEA), menos 16 mil pessoas.
Os setores de atividade que mais influenciaram para a redução da taxa de desemprego foram Comércio, 26 mil, ou 11,6%, Serviços, 11 mil, ou 1,2%, e Construção Civil, seis mil, ou 6,5%. Por outro lado, houve redução no agregado Outros Setores, que inclui os Serviços Domésticos e Outras Atividades, com 14 mil, ou 9,9%, e na Indústria, 10 mil, ou 7,7%.
O contingente de trabalhadores assalariados aumentou 2,5%, 24 mil pessoas. O crescimento foi verificado tanto no setor privado, com a admissão de 20 mil indivíduos, quanto no setor público, que contratou seis mil pessoas. Neste período, observa-se o crescimento do emprego celetista (+33 mil) em detrimento da ocupação sem carteira assinada (-13 mil). O número de autônomos aumentou em 15 mil indivíduos, enquanto o de domésticos e o de agregado Outros reduziu em 12 mil e oito mil, respectivamente.
Em relação a setembro de 2008, o rendimento médio real diminuiu para a população ocupada (1,6%), assim como para a assalariada (1,1%).
Segundo a pesquisa, realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Universidade Federal da Bahia (Ufba) e Fundação Seade, a queda do desemprego foi influenciada, principalmente, pelo crescimento da ocupação em 1,4%, um total de 21 mil postos de trabalho criados.
Com este resultado, pela primeira vez na história da pesquisa, a RMS alcançou mais de 1,5 milhão de trabalhadores ocupados. O contingente de desempregados foi estimado em 345 mil pessoas, 11 mil a menos que em setembro, pois a geração de ocupações - 21 mil - foi superior ao número de pessoas que ingressaram na População Economicamente Ativa - 10 mil.
Para o diretor-geral da SEI, Geraldo Reis, é surpreendente a capacidade de recuperação do mercado de trabalho na RMS após a maior crise internacional das últimas décadas. “Isso mostra que a recuperação da economia baiana é consistente, pois a oferta de vagas de trabalho ocorre, praticamente, em todos os setores da economia, inclusive na indústria, que foi o mais afetado”.
Setores
O desempenho positivo do nível de ocupação foi resultado do aumento dos postos de trabalho em quase todos os setores de atividade. Serviços, 13 mil, ou 1,5%, Indústria, seis mil, ou 5,3%, Construção Civil, três mil, ou 3,2%, e Comércio, um mil, ou 0,4%. O único setor em que houve diminuição no contingente de ocupados foi o agregado Outros Setores, que inclui Serviços Domésticos e Outras Atividades, com menos dois mil, ou -1,6%.
O Comércio vem apresentando crescimento por seis meses consecutivos. O setor tem sido impulsionado, principalmente, pela preservação do poder de compra das famílias. “No resultado anual, a perspectiva é que, em 2009, o setor tenha um melhor desempenho que em 2008”, diz o economista da PED/RMS, Luiz Chateaubriand.
Em relação à posição na ocupação, verificou-se um incremento do emprego assalariado em 20 mil postos, ou 2,1%. O setor privado teve uma expansão de 2%, com a incorporação de 15 mil indivíduos, e o público de 2,9%, seis mil pessoas. No setor privado foi registrado aumento de assalariados tanto com carteira de trabalho assinada - 1,8%, mais 11 mil trabalhadores celetistas -, quanto dos assalariados sem carteira - 2,9%, quatro mil indivíduos.
O número de autônomos cresceu em cinco mil ocupados, assim como o do agregado Outros, que inclui os Empregadores, os Trabalhadores Familiares, os Donos de Negócios Familiares etc., em dois mil, respectivamente. Somente o contingente de trabalhadores domésticos registrou redução de seis mil indivíduos.
De acordo com a equipe técnica da PED/RMS, pode-se verificar uma tendência de queda gradativa nos postos de trabalho do segmento de Serviços Domésticos na Região Metropolitana de Salvador desde 2008. Esta redução pode ser explicada por diversos fatores, como a mudança na composição etária da população, a alteração nos hábitos das pessoas, o crescimento real do salário mínimo, o crescimento das ocupações em outros setores de atividade mais valorizados, o que motiva a mudança dos profissionais de um segmento para outro.
O rendimento médio, em setembro, apresentou pequeno aumento para ocupados (0,4%) e relativa estabilidade para assalariados (-0,1%). Os valores desses rendimentos foram estimados em R$ 974 e R$ 1.076, respectivamente.
Desemprego diminui 8,3% nos últimos 12 meses
Na comparação entre outubro de 2009 e o mesmo período de 2008, apenas três regiões metropolitanas pesquisadas pela PED apresentaram queda no desemprego, sendo que Salvador registrou a maior redução na taxa (-8,3%), seguida pelo Distrito Federal (-5,6%) e Porto Alegre (-1,9%).
O contingente de desempregados diminuiu em 35 mil pessoas na RMS, como resultado da expansão do número de ocupados, mais 19 mil, e da redução da População Economicamente Ativa (PEA), menos 16 mil pessoas.
Os setores de atividade que mais influenciaram para a redução da taxa de desemprego foram Comércio, 26 mil, ou 11,6%, Serviços, 11 mil, ou 1,2%, e Construção Civil, seis mil, ou 6,5%. Por outro lado, houve redução no agregado Outros Setores, que inclui os Serviços Domésticos e Outras Atividades, com 14 mil, ou 9,9%, e na Indústria, 10 mil, ou 7,7%.
O contingente de trabalhadores assalariados aumentou 2,5%, 24 mil pessoas. O crescimento foi verificado tanto no setor privado, com a admissão de 20 mil indivíduos, quanto no setor público, que contratou seis mil pessoas. Neste período, observa-se o crescimento do emprego celetista (+33 mil) em detrimento da ocupação sem carteira assinada (-13 mil). O número de autônomos aumentou em 15 mil indivíduos, enquanto o de domésticos e o de agregado Outros reduziu em 12 mil e oito mil, respectivamente.
Em relação a setembro de 2008, o rendimento médio real diminuiu para a população ocupada (1,6%), assim como para a assalariada (1,1%).
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Bahia gera 7.443 empregos em outubro e acumula 62 mil novos postos no ano
Em outubro, a Bahia gerou 7.443 novas vagas de emprego com carteira assinada, acumulando 62.183 novos postos formais nos dez primeiros meses de 2009. As informações são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgadas com análise da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento.
O resultado de outubro foi recorde histórico registrado pelo Caged para esse mês, sendo significativamente superior ao saldo registrado no mesmo mês em 2008, quando a Bahia eliminou 6.446 empregos. O setor de Serviços criou o maior número de vagas no mês (2.834), seguido do Comércio (2.592) e da Indústria de Transformação (2.117 postos). Em contraposição, a Agropecuária foi o único setor com resultado negativo, significativos -2.427 postos.
“Foi um excelente resultado, sobretudo, pela distribuição da oferta de vagas pelos vários setores econômicos, com exceção da agropecuária, com destaque para a indústria de transformação, o que aponta para uma recuperação equilibrada e consistente da economia do Estado, em sintonia com outros indicadores, como a recuperação a arrecadação do Estado e o aumento das exportações”, avalia o diretor-geral da SEI, Geraldo Reis.
O resultado da Agropecuária está relacionado com a expectativa de queda de safra, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/ IBGE), que indica queda de 4,2% na produção agrícola para 2009. Outro fator que explica é que o maior volume de mão-de-obra demandado pelo setor, normalmente, acontece no primeiro semestre, quando é colhida a maior parte das safras.
As novas vagas abertas no mês foram resultado da diferença entre 57.101 trabalhadores admitidos e 49.658 desligados na Bahia em outubro. O resultado colocou a Bahia na quarta colocação entre os estados nordestinos, correspondendo a cerca de 15,1% do total dos postos de trabalho formais criados na região, atrás de Pernambuco (11.623), Ceará (11.044) e Alagoas (7.905).
Classificação
Na comparação com os 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal, no mês, a Bahia classificou-se como o décimo maior saldo, atrás de São Paulo (69.146), Rio Grande do Sul (19.596), Rio de Janeiro (16.705), Santa Catarina (16.142), Minas Gerais (15.898), Paraná (13.427), Pernambuco (11.623), Ceará (11.044) e Alagoas (7.905).
A distribuição dos novos empregos entre a região metropolitana e o interior do estado ficou equilibrada este mês. O interior do estado registrou um saldo de 3.834 empregos, o que equivale a 51,5% do total estadual. A Região Metropolitana de Salvador (RMS) gerou 3.609 postos de trabalho com carteira assinada, representando 48,5% do saldo de empregos baiano.
Dentre os municípios da RMS, Salvador (3.337) e Lauro de Freitas (928) foram os maiores geradores de postos de trabalho com carteira assinada no mês. No grupo dos municípios pertencentes ao interior do estado, destacaram-se Feira de Santana (1.354) e Itapetinga (655).
Contrariamente, Dias D’Ávila (-818 postos) foi o único município metropolitano que se destacou no grupo daqueles que tiveram os menores saldos de empregos em outubro de 2009. No interior do estado, os desempenhos mais negativos na geração de postos celetistas ficaram por conta de Casa Nova (-1.232) e Juazeiro (-1.016).
Serviços e construção civil lideram geração de postos em 2009
O resultado de outubro contribuiu para fazer a Bahia acumular 62.183 novos postos de trabalho com carteira assinada em 2009, o que corresponde a uma variação percentual de 4,63%, acima das médias nacional (3,64%) e nordestina (3,91%). Este resultado foi melhor do que o registrado na Bahia no mesmo período do ano anterior (56.500 empregos) e representa 33,1% dos postos gerados em todo o Nordeste este ano, colocando o estado como líder na geração de postos na região.
Comparando-se com os 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal, a Bahia ocupa, no ano, a 6ª posição, abaixo dos estados de São Paulo (399.092), Minas Gerais (115.391), Paraná (89.037), Rio de Janeiro (72.021) e Goiás (63.903).
Os setores de Serviços e a Construção Civil foram os que mais geraram empregos ao longo de 2009, sendo responsáveis por saldos de 21.049 e de 19.624 vagas, respectivamente. Outro setor que também teve bom desempenho foi o Comércio (8.877). Por outro lado, a Administração Pública foi o único setor que teve o saldo negativo, com o fechamento de 62 postos de trabalho celetistas.
No acumulado do ano, dos mais de 62 mil postos de trabalho com carteira assinada criados no estado, 32.392, ou 52,1% do total, foram gerados no interior, enquanto que a RMS criou 29.791 empregos, o equivalente a 47,9%. Os municípios metropolitanos que mais criaram vagas foram Salvador (24.472) e Lauro de Freitas (4.287).
Com relação aos municípios da região não metropolitana, Feira de Santana (4.947) e Juazeiro (3.818) sobressaíram-se. Por outro lado, Dias D’Ávila (-1.499) foi o único município da RMS que fechou vagas celetistas no ano e Mata de São João, Eunápolis e Porto Seguro foram os municípios do interior do estado que registraram os saldos mais negativos de, respectivamente, -536; -287 e -251 empregos.
O resultado de outubro foi recorde histórico registrado pelo Caged para esse mês, sendo significativamente superior ao saldo registrado no mesmo mês em 2008, quando a Bahia eliminou 6.446 empregos. O setor de Serviços criou o maior número de vagas no mês (2.834), seguido do Comércio (2.592) e da Indústria de Transformação (2.117 postos). Em contraposição, a Agropecuária foi o único setor com resultado negativo, significativos -2.427 postos.
“Foi um excelente resultado, sobretudo, pela distribuição da oferta de vagas pelos vários setores econômicos, com exceção da agropecuária, com destaque para a indústria de transformação, o que aponta para uma recuperação equilibrada e consistente da economia do Estado, em sintonia com outros indicadores, como a recuperação a arrecadação do Estado e o aumento das exportações”, avalia o diretor-geral da SEI, Geraldo Reis.
O resultado da Agropecuária está relacionado com a expectativa de queda de safra, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/ IBGE), que indica queda de 4,2% na produção agrícola para 2009. Outro fator que explica é que o maior volume de mão-de-obra demandado pelo setor, normalmente, acontece no primeiro semestre, quando é colhida a maior parte das safras.
As novas vagas abertas no mês foram resultado da diferença entre 57.101 trabalhadores admitidos e 49.658 desligados na Bahia em outubro. O resultado colocou a Bahia na quarta colocação entre os estados nordestinos, correspondendo a cerca de 15,1% do total dos postos de trabalho formais criados na região, atrás de Pernambuco (11.623), Ceará (11.044) e Alagoas (7.905).
Classificação
Na comparação com os 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal, no mês, a Bahia classificou-se como o décimo maior saldo, atrás de São Paulo (69.146), Rio Grande do Sul (19.596), Rio de Janeiro (16.705), Santa Catarina (16.142), Minas Gerais (15.898), Paraná (13.427), Pernambuco (11.623), Ceará (11.044) e Alagoas (7.905).
A distribuição dos novos empregos entre a região metropolitana e o interior do estado ficou equilibrada este mês. O interior do estado registrou um saldo de 3.834 empregos, o que equivale a 51,5% do total estadual. A Região Metropolitana de Salvador (RMS) gerou 3.609 postos de trabalho com carteira assinada, representando 48,5% do saldo de empregos baiano.
Dentre os municípios da RMS, Salvador (3.337) e Lauro de Freitas (928) foram os maiores geradores de postos de trabalho com carteira assinada no mês. No grupo dos municípios pertencentes ao interior do estado, destacaram-se Feira de Santana (1.354) e Itapetinga (655).
Contrariamente, Dias D’Ávila (-818 postos) foi o único município metropolitano que se destacou no grupo daqueles que tiveram os menores saldos de empregos em outubro de 2009. No interior do estado, os desempenhos mais negativos na geração de postos celetistas ficaram por conta de Casa Nova (-1.232) e Juazeiro (-1.016).
Serviços e construção civil lideram geração de postos em 2009
O resultado de outubro contribuiu para fazer a Bahia acumular 62.183 novos postos de trabalho com carteira assinada em 2009, o que corresponde a uma variação percentual de 4,63%, acima das médias nacional (3,64%) e nordestina (3,91%). Este resultado foi melhor do que o registrado na Bahia no mesmo período do ano anterior (56.500 empregos) e representa 33,1% dos postos gerados em todo o Nordeste este ano, colocando o estado como líder na geração de postos na região.
Comparando-se com os 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal, a Bahia ocupa, no ano, a 6ª posição, abaixo dos estados de São Paulo (399.092), Minas Gerais (115.391), Paraná (89.037), Rio de Janeiro (72.021) e Goiás (63.903).
Os setores de Serviços e a Construção Civil foram os que mais geraram empregos ao longo de 2009, sendo responsáveis por saldos de 21.049 e de 19.624 vagas, respectivamente. Outro setor que também teve bom desempenho foi o Comércio (8.877). Por outro lado, a Administração Pública foi o único setor que teve o saldo negativo, com o fechamento de 62 postos de trabalho celetistas.
No acumulado do ano, dos mais de 62 mil postos de trabalho com carteira assinada criados no estado, 32.392, ou 52,1% do total, foram gerados no interior, enquanto que a RMS criou 29.791 empregos, o equivalente a 47,9%. Os municípios metropolitanos que mais criaram vagas foram Salvador (24.472) e Lauro de Freitas (4.287).
Com relação aos municípios da região não metropolitana, Feira de Santana (4.947) e Juazeiro (3.818) sobressaíram-se. Por outro lado, Dias D’Ávila (-1.499) foi o único município da RMS que fechou vagas celetistas no ano e Mata de São João, Eunápolis e Porto Seguro foram os municípios do interior do estado que registraram os saldos mais negativos de, respectivamente, -536; -287 e -251 empregos.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
País supera a marca de 1 milhão de empregos criados em 2009
O Brasil gerou 230.956 mil novos empregos formais em outubro, e ultrapassou a marca de 1 milhão de postos de trabalho criados em 2009, informou nesta segunda-feira (16) o Ministério do Trabalho. Com o resultado deste mês, o saldo acumulado de novos empregos já totaliza 1.163.607. O resultado de outubro foi fruto da diferença entre 1.433.915 admissões, contra 1.202.959 demissões.
No levantamento apresentado mês passado, os números referentes a setembro - 252,617 mil novos empregos - representaram um recorde no ano e o maior desde setembro de 2008 (282,841 mil).
Segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, foi o melhor outubro da história no número de vagas criadas. A exemplo do que ocorreu em setembro, o setor da indústria de transformação, com 74.552, foi a principal responsável pelo crescimento de postos de trabalho no mês. Até agosto, o setor que mais vinha gerando emprego no Brasil este ano era o de serviços.
País vai gerar 2 milhões de empregos em 2010, diz Lupi
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, previu hoje que, em 2010, serão gerados 2 milhões de empregos formais no Brasil. Se a marca for atingida, este será o maior número de geração de empregos em um ano na história do País. "Temos que ter crença na economia nacional e temos que acabar com o complexo de ser pequeno", afirmou o ministro, que previu que o setor de serviços continue sustentando a geração de empregos no Brasil.
No levantamento apresentado mês passado, os números referentes a setembro - 252,617 mil novos empregos - representaram um recorde no ano e o maior desde setembro de 2008 (282,841 mil).
Segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, foi o melhor outubro da história no número de vagas criadas. A exemplo do que ocorreu em setembro, o setor da indústria de transformação, com 74.552, foi a principal responsável pelo crescimento de postos de trabalho no mês. Até agosto, o setor que mais vinha gerando emprego no Brasil este ano era o de serviços.
País vai gerar 2 milhões de empregos em 2010, diz Lupi
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, previu hoje que, em 2010, serão gerados 2 milhões de empregos formais no Brasil. Se a marca for atingida, este será o maior número de geração de empregos em um ano na história do País. "Temos que ter crença na economia nacional e temos que acabar com o complexo de ser pequeno", afirmou o ministro, que previu que o setor de serviços continue sustentando a geração de empregos no Brasil.
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