O delegado Roberto Conde Guerra é autor do blog Flit Paralisante, onde escreve suas opiniões sobre política e polícia (identificando-se e assinando o que escreve). Faz críticas a política de segurança pública paulista, denuncias de conhecimento público que saem nos jornais, ou em processos abertos ao público, contra focos de corrupção policial, e críticas políticas aos governos. Não há registros de vazamentos de informações confidenciais no blog.
Por isso é um cidadão exercendo seu direito de expressão fora do trabalho, aparentemente sem infringir regulamentos, nem cometer indisciplina.
Na manhã de sexta-feira, ele narra que recebeu a visita de membros da Corregedoria da Polícia Civil, com mandado de busca e apreensão em sua residência.
A natureza da busca não é por desvio de conduta do delegado, e sim por crimes contra a honra, ou seja, gente que se sentiu ofendida com o que ele publica no blog.
Na diligência, foram apreendidos (dentro da lei), para investigação os pertences de sua família:
- um computador;
- dois notebooks;
- uma carabina Puma, registrada e , no mês de dezembro, recadastrada;
- mídias com arquivos pessoais (a maioria contendo material sem quaisquer relações com o Blog, pois ele alega não possuir arquivos sobre denúncias ou correspondência de leitores).
O texto afiado e corajoso do delegado obviamente incomoda muito setores da polícia, da secretaria de segurança e as pretensões do governo José Serra de abafar no noticiário as mazelas da segurança pública no estado.
Daí haver forte indício de ser perseguição política, com cheiro de intimidação para calar o delegado.
Pelo que o delegado escreve em seu blog, ele é da banda boa da polícia, do contrário não tocaria em temas que são verdadeiros tabus dentro de estruturas corrompidas de polícias.
O governo José Serra tem adotado táticas fascistas de uso da força policial como polícia política para intimidar adversários (batalhões de choque contra estudantes, contra manifestantes, prisões de sem-terra, e agora contra policiais críticos da política de segurança pública).
Enquanto esse contingente policial é alocado nestas diligências e investigações, o PCC faz "arrastão" em condomínios residenciais, sem ser incomodado pela polícia.
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Serra comanda tentativa de parar Lula e Dilma
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), escalou ontem seu secretário de Governo e pré-candidato à sucessão estadual, Aloysio Nunes Ferreira, para acusar
o presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff de fazerem campanha eleitoral “escancarada”. Ao fim de uma solenidade de assinatura de 117 convênios com uma centena de prefeitos, para distribuição de verbas, o secretário de Governo de
Serra considerou “descabido antecipar a campanha usando recursos públicos”.
A crítica que Serra evitou fazer pessoalmente em São Paulo e também em Brasília, onde compareceu de tarde a uma solenidade no TCU, foi sucedida pela iniciativa do
PSDB, do DEM e do PPS de pedirem ao Tribunal Superior Eleitoral que condene Lula e Dilma ao pagamento de multa por propaganda eleitoral antecipada, como forma de
limitar a atuação dos dois. Segundo os oposicionistas, o presidente e a ministra “percorrem o país em plena intenção eleitoreira”.
A denúncia das oposições ao TSE, que neste ano já rejeitou três semelhantes e com o mesmo objetivo, cita especificamente um e vento, ocorrido quarta-feira na cidade mineira de Buritizeiro, em que o presidente Lula discursou ao iniciar o roteiro de
três dias pelos canteiros de obras do vale do rio São Francisco. Além disso, a representação se ampara numa crítica ao comportamento de Lula, publicada no jornal O Estado de São Paulo, e em opiniões emitidas segunda-feira pelo presidente do
Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. Na opinião dele, a viagem pré sidencial às obras do São Francisco teve característica de campanha e deveria ser examinada pela Justiça Eleitoral.
Mendes foi contestado ontem pelo ministro da Justiça, Tarso Genro.
“Isso não é nenhum desrespeito a qualquer manifestação do presidente do STF, mas estou assegurando que tudo que o presidente está fazendo em matéria de viagens,
de relação com a população, de inaugurações e fiscalização de obras, está no absoluto e regular exercício da Presidência. O ministro está manifestando a sua preocupação
e nós estamos manifestando a nossa posição, ou seja, da absoluta legalidade das atitudes que o presidente vem tomando”.
Segundo Tarso Genro, “num regime democrático o admi nistrador tem não só o direito, mas a obrigação de prestar contas à comunidade, de fiscalizar obras, de dar visibilidade ao que ele está fazendo”.
Tanto Tarso Genro quanto o assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, também o envolvimento de governantes do PSDB, em algumas ações,
pode ser interpretado como eleitoral e merecer investigação da Justiça Eleitoral.
“Se a gente for examinar a conduta de dois governadores em seus estados – o Serra, em São Paulo, e o Aécio, em Minas Gerais – essa conduta poderia ser perfeitamente qualificada como conduta que produz efeitos eleitorais”, afirmou Garcia em entrevista gravada para a TV Brasil.
Tarso preferiu dizer que Serra, ao fazer uma inauguração ou participar de um ato oficial, sendo eventual candidato, como a ministra Dilma, não está incorrendo em uma irregularidade.
Para o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Carlos Ayres Brito, candidatos próximos dos governantes são favorecidos naturalmente na busca de votos.
“As chefias do Poder Executivo são o foco das aten ções gerais. Daí o jargão ‘quem está mais próximo da lareira se aquece melhor’. Isso é muito usado para mostrar a vantagem que se tem quando se integra caravana chefiada pelo presidente, governador, prefeito”,
Segundo o ministro, em ano pré-eleitoral “a temporada ainda não é de caça ao voto”, mas a proximidade da eleição torna “difícil separar com nitidez” o que sejam ações normais de governo e o que seja a promoção de um candidato.
o presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff de fazerem campanha eleitoral “escancarada”. Ao fim de uma solenidade de assinatura de 117 convênios com uma centena de prefeitos, para distribuição de verbas, o secretário de Governo de
Serra considerou “descabido antecipar a campanha usando recursos públicos”.
A crítica que Serra evitou fazer pessoalmente em São Paulo e também em Brasília, onde compareceu de tarde a uma solenidade no TCU, foi sucedida pela iniciativa do
PSDB, do DEM e do PPS de pedirem ao Tribunal Superior Eleitoral que condene Lula e Dilma ao pagamento de multa por propaganda eleitoral antecipada, como forma de
limitar a atuação dos dois. Segundo os oposicionistas, o presidente e a ministra “percorrem o país em plena intenção eleitoreira”.
A denúncia das oposições ao TSE, que neste ano já rejeitou três semelhantes e com o mesmo objetivo, cita especificamente um e vento, ocorrido quarta-feira na cidade mineira de Buritizeiro, em que o presidente Lula discursou ao iniciar o roteiro de
três dias pelos canteiros de obras do vale do rio São Francisco. Além disso, a representação se ampara numa crítica ao comportamento de Lula, publicada no jornal O Estado de São Paulo, e em opiniões emitidas segunda-feira pelo presidente do
Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. Na opinião dele, a viagem pré sidencial às obras do São Francisco teve característica de campanha e deveria ser examinada pela Justiça Eleitoral.
Mendes foi contestado ontem pelo ministro da Justiça, Tarso Genro.
“Isso não é nenhum desrespeito a qualquer manifestação do presidente do STF, mas estou assegurando que tudo que o presidente está fazendo em matéria de viagens,
de relação com a população, de inaugurações e fiscalização de obras, está no absoluto e regular exercício da Presidência. O ministro está manifestando a sua preocupação
e nós estamos manifestando a nossa posição, ou seja, da absoluta legalidade das atitudes que o presidente vem tomando”.
Segundo Tarso Genro, “num regime democrático o admi nistrador tem não só o direito, mas a obrigação de prestar contas à comunidade, de fiscalizar obras, de dar visibilidade ao que ele está fazendo”.
Tanto Tarso Genro quanto o assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, também o envolvimento de governantes do PSDB, em algumas ações,
pode ser interpretado como eleitoral e merecer investigação da Justiça Eleitoral.
“Se a gente for examinar a conduta de dois governadores em seus estados – o Serra, em São Paulo, e o Aécio, em Minas Gerais – essa conduta poderia ser perfeitamente qualificada como conduta que produz efeitos eleitorais”, afirmou Garcia em entrevista gravada para a TV Brasil.
Tarso preferiu dizer que Serra, ao fazer uma inauguração ou participar de um ato oficial, sendo eventual candidato, como a ministra Dilma, não está incorrendo em uma irregularidade.
Para o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Carlos Ayres Brito, candidatos próximos dos governantes são favorecidos naturalmente na busca de votos.
“As chefias do Poder Executivo são o foco das aten ções gerais. Daí o jargão ‘quem está mais próximo da lareira se aquece melhor’. Isso é muito usado para mostrar a vantagem que se tem quando se integra caravana chefiada pelo presidente, governador, prefeito”,
Segundo o ministro, em ano pré-eleitoral “a temporada ainda não é de caça ao voto”, mas a proximidade da eleição torna “difícil separar com nitidez” o que sejam ações normais de governo e o que seja a promoção de um candidato.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Lina achou agenda. Nós achamos a ordem bancária de sua viagem à S.Paulo
De acordo com informações do Siafi, sistema que registra receitas e despesas da União, consta viagem de Lina Vieira a São Paulo no dia 9 e 10 de outubro. A ex-secretária recebeu R$ 307,18 referente a uma diária e meia na capital paulista. Com isto, Lina teria viajado para São Paulo,e retornado à Brasília no dia seguinte

O DEM volta à carga contra a ministra Dilma Rousseff por causa do episódio Lina Vieira. Se a pré-candidata do PT não se manifestar, o partido vai pedir explicações no Congresso.
Eu disse para vocês que, estava achando estranho, essa história da agenda ter sido encontrada em um momento em que, a ministra Dilma está ocupado espaço na imprensa. Eis a prova, e com digitais tucanas.
Olha a notícia do Globo agora a noite:A oposição pretende usar a suposta aparição da agenda de Lina Vieira, ex-secretária da Receita Federal, como arma eleitoral contra a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), indica reportagem do Globo, nesta segunda-feira.
Parlamentares do DEM e do PSDB disseram no domingo que a ministra terá que se explicar sobre a suposta anotação na agenda. Os oposicionistas aproveitarão o episódio para tentar colar em Dilma um carimbo de mentirosa. São cautelosos, porém, sobre nova convocação de Lina ou da ministra.
O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), prometeu cobrar uma manifestação da ministra.
- Ela não pode ficar calada.
O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) também defendeu que o caso seja explorado pela oposição em 2010.
- Na hora em que a ministra sair da sombra do presidente Lula, a história vai ressurgir. Isso dá um bom material para a campanha - disse.
Apesar das críticas, os parlamentares admitiram que a repercussão do caso no Congresso deve ficar restrita a discursos contra a ministra.
Lina depôs em agosto na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas sua fala foi considerada frustrante pela oposição.
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) disse que o caso Lina deve ser lembrado junto com outras polêmicas que envolveram Dilma, como o dossiê sobre gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a afirmação, em seu currículo, de que ela teria títulos acadêmicos, mas de fato não concluiu os cursos.
O DEM volta à carga contra a ministra Dilma Rousseff por causa do episódio Lina Vieira. Se a pré-candidata do PT não se manifestar, o partido vai pedir explicações no Congresso.
Eu disse para vocês que, estava achando estranho, essa história da agenda ter sido encontrada em um momento em que, a ministra Dilma está ocupado espaço na imprensa. Eis a prova, e com digitais tucanas.
Olha a notícia do Globo agora a noite:A oposição pretende usar a suposta aparição da agenda de Lina Vieira, ex-secretária da Receita Federal, como arma eleitoral contra a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), indica reportagem do Globo, nesta segunda-feira.
Parlamentares do DEM e do PSDB disseram no domingo que a ministra terá que se explicar sobre a suposta anotação na agenda. Os oposicionistas aproveitarão o episódio para tentar colar em Dilma um carimbo de mentirosa. São cautelosos, porém, sobre nova convocação de Lina ou da ministra.
O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), prometeu cobrar uma manifestação da ministra.
- Ela não pode ficar calada.
O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) também defendeu que o caso seja explorado pela oposição em 2010.
- Na hora em que a ministra sair da sombra do presidente Lula, a história vai ressurgir. Isso dá um bom material para a campanha - disse.
Apesar das críticas, os parlamentares admitiram que a repercussão do caso no Congresso deve ficar restrita a discursos contra a ministra.
Lina depôs em agosto na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas sua fala foi considerada frustrante pela oposição.
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) disse que o caso Lina deve ser lembrado junto com outras polêmicas que envolveram Dilma, como o dossiê sobre gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a afirmação, em seu currículo, de que ela teria títulos acadêmicos, mas de fato não concluiu os cursos.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Perseguição política

A presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), afirmou em entrevista que pretende identificar grupos dentro do governo que apoiam o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). "Vamos investigar o que acontece nos bastidores do Incra, do MST e do Ministério do Desenvolvimento Agrário", enumerou.
"Vamos identificar as aquiescências e bênçãos do governo (ao MST)", continuou. Ela fez estas afirmações confiante de que conseguirá instalar a CPMI do MST nos próximos dias no Congresso.
Ela quer que a CPMI investigue também os nomes das cooperativas que recebem recursos do governo e os repassam para o movimento. "
Kátia Abreu alegou também que a base do governo no Congresso foi responsável pelo esvaziamento de coletas de assinaturas, na semana passada, para instalar a CPMI que pretende investigar o MST.
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