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domingo, 8 de novembro de 2009

Lula recebe prêmio de estadista do ano


Antes de receber o prêmio, Lula se encontrou com a rainha da Inglaterra

Acima, a placa. Abaixo, o diploma. Mais um para os muitos de Lula!
Lula recebe prêmio de estadista do ano

No salão histórico da Chatham House, localizada na Whitehall, o centro político de Londres, Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o prêmio de estadista do ano concedido pela instituição. O presidente escutou elogios à sua atuação no combate à pobreza, ao seu apoio à democracia, a sua contribuição para a estabilidade política na América Latina, à atuação brasileira no Haiti e à estabilidade da economia nacional. Lula agradeceu à homenagem e defendeu em seu discurso a maior ambição do Brasil perante a comunidade internacional: um acento permanente no Conselho de Segurança da ONU.
Na Chatham House, Lula, fugindo às suas características de improviso, leu, palavra por palavra, o texto no qual afirmou que as organizações internacionais não foram capazes de entender e reagir às crises globais e precisam ser reformadas. “As instituições multilaterais surgidas após a Segunda Guerra Mundial envelheceram. Começam a ser renovadas, mas com excessiva lentidão. Elas fracassaram por não haver previsto e prevenido a grave crise que se abateu sobre a humanidade”, disse.
Ele foi direto ao apontar o enfraquecimento político daquele que deveria ser o maior órgão para diálogo e entendimento entre as nações. “O mundo multilateral e multipolar com o qual sonhamos exigirá uma profunda reforma de suas instituições políticas, especialmente das Nações Unidas”.
Não fugindo à tonalidade de audacioso posicionamento econômico adotado em sua visita ao Reino Unido, o presidente também criticou a atuação do FMI e do Banco Mundial. “O rigor com que o FMI e o Banco Mundial exerceram sobre países pobres e em desenvolvimento no passado deferiu bastante da complacência que tiveram em relação à tragédia anunciada que veio a afetar os países ricos”.
Lula também disse ser necessária a conclusão da Rodada de Doha para acabar com paraísos fiscais e com o protecionismo dos países desenvolvidos. Sobre a COP 15, a ser realizada na Dinamarca, Lula reafirmou a meta brasileira de reduzir em 80% as emissões de gás carbônico causadas pelo desmatamento na Amazônia. Segundo ele, os países amazônicos devem definir uma posição comum sobre a mudança climática. “Queremos uma amazônia protegida, mas soberana. Sob o controle dos países que a integram”.
O presidente garantiu que as descobertas de reserva de petróleo nas camadas do pré-sal não afetarão o caráter predominante de uso de energias de fontes renováveis, como provenientes de hidrelétricas, e afirmou que a riqueza gerada pelo petróleo serão distribuídas. “Não sucumbiremos à maldição do petróleo. os grandes recursos provenientes da exploração dessas novas riquezas serão destinados aos brasileiros de amanhã.
Lula também ressaltou os caráteres pacífico, de multiplidade étnico-religiosa e democrático do Brasil. Adotando um tom de liderança em relação à América do Sul, o presidente afirmou que o continente, por seus recursos e reservas naturais, deve exercer grande influência no mundo globalizado.
“Somos uma região de paz, sem armas de destruição em massa, e, sobretudo, nucleares. Temos, pois, autoridade política e moral para propugnar um desarmamento global”, afirmou.
Revigorado com os sinais de rápida recuperação da economia brasileira diante da crise mundial, Lula exaltou o Estado de Bem Estar Social em relação a propagação de um Estado não intervencionista. O presidente atrelou a recuperação econômica brasileira a uma forte regularização e controle do governo, que, segundo ele, não deixou predominar “as tendências que pregavam o Estado mínimo. Que consideravam o Estado um estorvo. Que viam a política como o simples jogo de interesses corporativos e não como uma atividade essencial ao ser humano”.
Em um pequeno palanque diante do majestoso salão de estilo clássico romano, Lula usou palavras de Carlos Drummond de Andrade para expressar as intenções de representação e liderança cobiçadas pelo Brasil: “temos apenas duas mãos, mas o sentimento do mundo”.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Projeto baiano é finalista do Prêmio Internacional Educadores Inovadores

Facilitar o aprendizado das ciências naturais foi o que levou o professor de Física Alex Vieira a desenvolver o projeto Fontes de Energia, classificado entre os finalistas do Prêmio Internacional Educadores Inovadores, promovido pela Microsoft Corporation. O projeto foi visitado, na manhã desta quarta-feira (4), pelo governador Jaques Wagner em companhia do secretário de Educação do Estado, Osvaldo Barreto, durante a abertura do 1º Fórum Mundial de Educação Inovadora, no Fiesta Bahia Hotel.
“É muito gratificante chegar onde chegamos e recebermos esta visibilidade. Acredito na popularização da ciência dentro da sala de aula, com foco na responsabilidade social e interdisciplinaridade. Foi assim que concebemos o projeto”, disse Vieira.
Ao lado de seus alunos do Colégio Estadual Luiz Pinto de Carvalho, no bairro de São Caetano, o professor desenvolveu um sistema de geração de energia elétrica por meio de fontes renováveis. O projeto é um dos quatro brasileiros que estão na final da premiação, que envolve países como Canadá, França e Austrália.
A premiação integra a programação do Fórum, realizado pela Microsoft em parceria com o Governo do Estado. O evento acontece até sexta-feira (6), quando será conhecido o vencedor do Prêmio Internacional.
“Este projeto mostra que é possível uma escola pública de qualidade. É por isso que estamos investindo desde a alfabetização até a universidade e estamos colhendo resultados positivos, como o Todos pela Alfabetização (Topa) e este próprio projeto”, comentou Wagner. “Isto demonstra o quanto um professor motivado pode fazer a diferença”, completou Barreto.

O Fórum

A realização do primeiro Fórum Mundial de Educação Inovadora na Bahia é resultado da participação do governador Jaques Wagner, em 2007 e 2008, no encontro de líderes da Microsoft. O estado concorreu com outros quatro países para sediar o evento, ganhando da África do Sul, Turquia, Jordânia e Egito por proporcionar segurança, instalações e apoio governamental.
Durante três dias, cerca de 250 educadores de mais de 60 países, além de gestores da educação em Salvador, debatem sobre o uso da tecnologia em benefício do ensino e da aprendizagem. O evento serve, ainda, como comemoração aos 20 anos de atuação da Microsoft no Brasil.
“Aqui, vamos trocar experiências entre profissionais da educação de todo mundo, na perspectiva de descobrir novas formas de aplicabilidade tecnológica para a melhoria contínua do ensino”, pontuou o presidente nacional da Microsoft, Michel Levy.

Centros Digitais de Cidadania levam tecnologia para o interior do estado

Durante a coletiva de imprensa realizada após a abertura do evento, o governador destacou o funcionamento dos Centros Digitais de Cidadania (CDCs) como elos importantes entre educação e tecnologia na Bahia. Atualmente, já foram implantados cerca de 700 CDCs, equipados com dez computadores, impressora e internet banda larga, em mais de 400 municípios baianos, dentro do Programa Cidadania Digital.
O principal público beneficiado pelo programa é de baixa renda. Dados do Sistema de Cadastro do Cidadão apontam que quase 90% dos usuários têm renda familiar de até dois salários mínimos e que os jovens são o público prioritário - 67% dos usuários têm até 21 anos e 93% frequenta escola pública.
A importância do programa é reconhecida nacionalmente. Em 2007, o programa venceu o Top Social, considerado um dos mais importantes prêmios de responsabilidade social do Norte e Nordeste. Em 2008, foi contemplado com o prêmio A Rede, como melhor programa estadual de inclusão digital do Brasil. “Além disso, de um total de 1.640 escolas da rede estadual de ensino, temos 1.042 ligadas à internet”, finalizou Wagner.