quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Serra expulsa padre da missa

Uma vergonha o que ex-candidato, derrotado ao senado, Tasso Jereissati, do PSDB, fez no dia de hoje, estava lá e pude presenciar o absurdo que chega a truculenta campanha de Serra do PSDB.

O comando da campanha de Serra mandou rodar um panfleto onde dizia “grandes motivos para não votar em Dilma”. O texto acusa a candidata de ter se envolvido com as FARC, de ser favorável ao aborto e de envolvimento em casos de corrupção na Casa Civil - Isso tudo já desmentido até pelos juristas e a própria mídia.

O padre pediu que os políticos presentes não atrapalhassem o objetivo principal da cerimônia, que era a veneração a São Francisco, e falou que eram mentirosos os panfletos que circulavam na igreja afirmando que a candidata petista, Dilma Rousseff, era a favor do aborto e tinha envolvimento com grupos terroristas como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Pediu para os fiéis não se enganarem, pois aqueles panfletos não eram feitos a pedido da igreja e não era coisa de Deus.

Bastou isso para o Jereissati e Serra tomarem o microfone da mão do padre e nitidamente expulsá-lo da cerimônia, o padre precisou ser escoltado por fiéis, pois os militantes do Serra, a mando de Tasso queriam lixá-lo. Todos os fiéis que estavam na Basílica de São Francisco das Chagas, em Canindé, no Ceará deixaram o local frustrados com o episódio e jogando fora os volantes de votação e santinhos com a imagem de Serra que foram entregues a eles no início do culto.

Após pegar o microfone, com o tumulto já estabelecido o Tasso Jereissati, do PSDB, fez questão de criar uma um caos político dentro da Basílica, dizendo “esse é mais um padreco do povo, deve ser um petista” e que eram eles que estavam “causando problemas à igreja”. Serra sorriu ironicamente, tipo duvidando da fé dos católicos e pouco se lixando se estava ou não em um templo sagrado e começou a discursar em favor de sua campanha.

Abaixo coloco duas fotos do evento de hoje (16/10), gostaria que vocês olhassem com o coração e a fé cristã o rosto destes dois políticos citados, notem que o semblante não é de quem está no local para rezar, os traços não são do bem, pelo contrário, existe algo diabólico no olhar. Eu fiquei com medo, que Deus nos salve e que nos liberte dessas pessoas.




Texto e imagens extraídos do site de Márcio Andrade, católico, morador de Quixadá, cidade vizinha de Canindé, no Ceará.

Nota de Dom Luiz Eccel, Bispo Diocesano de Caçador

Desde que fiquei sabendo das candidaturas à Presidência da República, tive uma só atitude: não quero subestimar nenhum dos(as) candidatos(as), pois não sou melhor do que ninguém, e muito menos dono da verdade.
Pensava: aquele(a) que ganhar fará o melhor pelo nosso Brasil, pois irá se
assessorar de pessoas competentes e honestas, e basta.
Passados alguns dias, iniciaram as propagandas eleitorais Subitamente, a minha
caixa de correio foi tomada por uma "avalanche" de e-mails contra uma candidata apenas, a Dilma Roussef.

Preciso dizer com todas as palavras, que fiquei indignado.
É importante dizer que logo que saiu a lista dos candidatos eu fiz a minha
escolha.
Mas o fato de ver diariamente o "tsunami" de "denúncias" contra esta candidata, na minha caixa de correio, revelando total falta de respeito para comigo e também para com a candidata, levou-me a refletir e a pesquisar. Perguntava-me: por que somente contra ela? Devo ser honesto e afirmar que não recebi nenhuma "matéria" contra qualquer outro(a) candidato(a).
A reflexão levou-me até Jesus Cristo, que um dia disse: "Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra" (Jo 8,7).
Por que estão jogando pedras só na Dilma? Em 1Jo 1,10 está escrito: "Quem diz não ter pecados, faz a Deus de mentiroso". Conclusão: Os que jogam pedras não têm pecados. Eis o grande problema. Estão tomando o lugar de Deus. Mas Ele mesmo, não tendo pecado, não jogou pedras na pecadora. Isto é muito sério. Na verdade quem joga pedras está negando Deus. E o saudoso Beato, Papa João XXIII, que nos chamou a todos, através do Concílio Vaticano II, a sermos uma Igreja misericordiosa e aberta aos novos valores, deixando o ranço de lado, pelo sopro Vivificante do Espírito Santo, disse: "A pessoa que deixa Deus de lado, se torna perigosa para si e para as outras pessoas".
E agora? A conversão é graça de Deus para pessoas abertas a Sua Misericórdia.
"Os misericordiosos, alcançarão misericórdia" (Mt 5, 7) Mas as pessoas
auto-suficientes, donas da verdade, prepotentes, por isso sempre prontas a jogar pedras nos outros, estão muito longe de " Deus, que é Amor" (1Jo 4,8).
Assim, concluí: Todos somos pecadores, mas uma só pessoa está levando pedradas nesta campanha eleitoral à presidência do Brasil. Aí, eu que já havia escolhido o meu candidato, fiz uma nova escolha. Decidi, diante de Deus, que esta mulher apedrejada é a minha candidata para presidir o Brasil. Tem também um velho ditado popular que diz: "Só se atira pedras em árvores que dão frutos bons". E pesquisando descobri que esta candidata, enquanto ministra, produziu muito e bons frutos. Procurei me aprofundar mais no conhecimento da minha candidata. Descobri que é uma mulher honrada e séria. Arriscou sua vida, durante a ditadura militar, da tirania do poder que oprime, tortura e mata.

Sim, a Dilma foi presa e torturada por querer um Brasil democrático, fraterno, solidário, com vida e dignidade para todas as pessoas e não somente para algumas. Então pensei: é exatamente isto que o Pai do Céu quis e continua querendo para todas as pessoas. Esta questão somou vários pontos para a candidata.

Nosso saudoso e amado Dom Helder Câmara dizia: "Quando reparto o meu pão com os
pobres, me chamam de santo, mas quando pergunto pelas causas da pobreza, me chamam de comunista".
Até hoje, as pessoas verdadeiramente comprometidas com um pais mais justo
eigualitário, e para isso precisa de projetos sérios de transformação, continuam
sendo taxadas assim. Algumas pessoas, por incrível que pareça, em pleno século XXI, ainda conseguem meter medo numa certa camada da população com este jargão.
Analisei também o desempenho da candidata quando era funcionária no governo estadual e federal. Os frutos bons são abundantes, especialmente para os menos favorecidos. Sim, saiu-se muito bem. Mais um ponto para ela.
Percebi também que, levando pedradas, não retribuía, e isto está de acordo com o Evangelho. Mais um ponto para a Dilma.
Comecei a analisar as suas palavras, idéias e projetos. Uma mulher inteligente,
sábia, abnegada, perspicaz e atualizada. Outro ponto para esta mulher.
Também fui apurar as "denúncias" que enchiam a minha caixa de correio.
Descobrimontagens falsas, mentiras e calúnias. Aí novamente lembrei-me de Jesus que disse: "O diabo é mentiroso e pai da mentira" (Jo 8,44).
Não tive mais dúvidas, é na Dilma que irei votar, independentemente de partido
político. Ninguém pode galgar degraus pisando nos outros. Isto não é nem humano, muito menos cristão.
Quem deseja servir o povo, precisa jogar limpo. Pessoa religiosa não é a que
fica dizendo Senhor, Senhor... mas aquela que faz a vontade de Deus. E a vontade de Deus é "que todos tenham vida e a tenham plenamente" (Jo 10,10).
A vontade de Deus é que todas as pessoas vivam como irmãos e irmãs, no respeito à vida de todos os seres. Descobri que a candidata Dilma tem este desejo profundo. Aliás, é o seu grande sonho que, juntamente com todo o povo, quer tornar realidade.
No domingo à noite, dia 10 de outubro, assisti ao debate promovido pela BAND. Um dos dons que Deus me concedeu foi o de conhecer as pessoas pelos seus olhos. Não costumo revelar o que vejo e sinto para todas as pessoas
Durante o debate meus ouvidos estavam atentos às palavras dos candidatos, mas meus olhos foram atraídos para a expressão da sua face e a delicadeza do seu olhar.
Percebi duas atitudes muito interessantes: 1)Sua face estava sempre serena e seu leve sorriso não era forçado e nem transmitia falsidade. 2)Seus olhos, que são espelhos de sua alma, transmitiam segurança, confiança, ternura e sinceridade.
Estas qualidades agregaram mais alguns pontos a Dilma.
Como nós precisamos destas atitudes que na verdade são qualidades e dons de
Deus! Dilma você passou pelo gelo da dor, tantas vezes, e por isso chegou ao
incêndio do verdadeiro amor que vem do alto.
Nosso saudoso e amado Dom Luciano Mendes de Almeida dizia: "a bondade rompe todas as barreiras". Avante minha irmã. Deus está com você. Cuide-se! Continue sendo bondosa e a confiar nas suas assessorias. Mas mantenha, discretamente, o controle de tudo para evitar desgostos e desgastes maiores e desnecessários, pois somos todos passíveis de erros. Mantenha-se sempre alerta e busque momentos de descanso na oração silenciosa para que Deus, que é Pai e tem a ternura da Mãe, lhe fale ao coração, plenificando-o de alegria e coragem. Dom Angélico, meu grande amigo e irmão, sempre diz: "Quem não reza vira monstro".
Dilma, desculpe eu falar abertamente que não iria votar em você. Busco ser
sincero como você. Mas tenha certeza de que continuarei a pedir a Deus que a
ilumine e abençoe, chegando ou não à Presidência. Não estou falando em nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mas como cidadão e como Bispo da Igreja Católica, santa e pecadora, que deseja o melhor para o Povo de Deus.
Pessoalmente creio que é esta a hora de uma mulher experiente, honesta e
competente, como você, chegar lá e continuar a fazer deste país, uma nação que defenda e proteja a vida de todos(as), desde a concepção até a morte natural.
Sim, neste segundo tempo a bola vai rolar elegantemente pelo gramado e balançar a rede!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Depoimento de intelectuais e artistas que votam em Dilma




Vox Populi: Dilma cresce e vence no segundo turno

Pesquisa Vox Populi/iG divulgada nesta terça-feira mostra que a vantagem da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, em relação ao tucano José Serra aumentou para 12 pontos percentuais. Segundo o Vox Populi, Dilma tem 51% contra 39% de Serra. Na última pesquisa, realizada nos dias 10 e 11 de outubro, a vantagem era de 8 pontos (Dilma tinha 48% e Serra 40%). Os votos brancos e nulos permaneceram em 6% e os indecisos passaram de 6% para 4%.

Se forem considerados apenas os votos válidos (sem os brancos, nulos e indecisos) a vantagem subiu de 8 para 14 pontos. Dilma tinha 54% e passou para 57%. Serra caiu de 46% para 43%. A margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos.

A candidata do PT tem o melhor desempenho na região Nordeste, onde ganha por 65% a 28%. Já Serra leva a melhor no Sul, onde tem 50% contra 41% da petista. No Sudeste, que concentra a maior parte dos eleitores, Dilma tem 47% contra 40% do tucano.

O Vox Populi ouviu 3 mil eleitores entre os dias 15 e 17 de outubro. Os resultados, portanto, não consideram o impacto do debate realizado pela Rede TV no último domingo, nem a entrevista concedida por Dilma ao Jornal Nacional ontem à noite. A pesquisa foi registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral com o número 36.193/10.

Recortes

Depois de toda a polêmica envolvendo temas religiosos como o aborto, Serra atingiu 44% entre os entrevistados que se declararam evangélicos. Dilma tem 42%. Entre os que se declararam ateus, Dilma vence por 49% a 36%.

Entre os católicos praticantes Dilma tem 54% contra 37% do tucano. No segmento dos católicos não praticantes a petista consegue seu melhor desempenho, 55% contra 37% de Serra.

A petista ganha em todas faixas etárias. Já no recorte que leva em conta a escolaridade dos pesquisados, Serra vence entre os que tem nível superior por 47% a 40% da petista. No eleitorado com até a 4ª série do ensino fundamental Dilma tem 55% contra 38% do tucano.

Serra também vai melhor entre o eleitorado com mais renda. Entre os que declararam ganhar mais de cinco salários mínimos, ele tem 44% contra 42% da petista. Dilma tem seu melhor desempenho entre os mais pobres, que ganham até um salário mínimo, 61% a 31%.

Embora seja mulher, Dilma tem índices melhores entre os homens. Conforme o levantamento ela tem 54% contra 38% de Serra no eleitorado masculino e 48% contra 40% do tucano no eleitorado feminino.

No recorte que leva em consideração a cor da pele, Dilma atinge 59% entre os entrevistados que se declararam negros contra 29% de Serra. Entre os brancos, a petista tem 45% contra 44% do tucano.

Segundo o Vox Populi, 89% dos entrevistados disseram estar decididos enquanto 9% admitiram que ainda podem mudar de ideia. Entre os eleitores de Dilma a consolidação do voto é maior, 93%. No eleitorado de Serra, 89% disseram que estão decididos.

Uma seleção brasileira da arte e do pensamento

O Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro, não escapou de seu destino. Fundado em 1966, foi palco da resistência à ditadura militar protagonizada pela classe artística e intelectual brasileira. No 18 de outubro de 2010, os personagens voltaram ao palco para mais um ato: resistir ao retrocesso dos tucanos. Com Dilma Rousseff, mestres da literatura e da música, artistas e filósofos defenderam a dignidade reconquistada, a reconstrução do Estado e a soberania nacional.

“É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana”, diz o manifesto de artistas e intelectuais pela eleição de Dilma.

Estava lá o arquiteto Oscar Niemeyer, com a sabedoria de quem tem um século de vida. Num canto do palco, Ziraldo. Ao seu lado, Hugo Carvana. Chico Buarque dominou a timidez para declarar seu apoio a Dilma, “mulher de fibra, com senso de justiça social”. Para o músico, o governo Lula não corteja os poderosos de sempre.

“Fala de igual para igual com todos. Nem fino com Washington, nem grosso com a Bolívia. Por isso, é respeitado no mundo inteiro como nunca antes na história desse país”, afirmou o criador de "A banda", arrancando risos da plateia.

Deixa a Dilma me levar

Alcione, Margareth Menezes e Lecy Brandão foram as primeiras a chegar. Zeca Pagodinho não foi, mas mandou dizer que está com Dilma. Beth Carvalho empolgou e cantou: “Deixa a Dilma me levar, Dilma leva eu.”

O ex-ministro Marcio Thomaz Bastos levou um manifesto dos advogados. Ganhou um beijo de Dilma. As ausências da economista Maria da Conceição Tavares, do filósofo Frei Betto e da psicanalista Maria Rita Kehl foram sentidas, mas suas assinaturas estavam no manifesto.

Duro, o escritor Fernando Morais bateu nas privatizações feitas pelo PSDB. “Estou com a Dilma porque sou brasileiro e quero o Brasil nas mãos dos brasileiros. Eu sou contra a privatização canibal que esses tucanos fizeram e sei o mal que o José Serra pode fazer para o Brasil.”

Vencer a mentira

Mais suave, mas não menos contundente, o filósofo Leonardo Boff disse que o PSDB faz políticas ricas para os ricos e políticas pobres para os pobres. “A esperança venceu o medo. Agora, a verdade vai vencer a mentira.”

Eram tantos com Dilma, que o sociólogo Emir Sader comentou: “Uma pena o Maracanã estar em reforma.” Ele tem uma avaliação muito a respeito do que está em jogo no segundo turno. "A alternativa a Dilma é obscurantismo, a repressão, o caminho do fascismo", disse, se referindo aos tucanos do PSDB de José Serra.

A candidata à presidência reconheceu nos artistas e intelectuais presentes no ato político as músicas e os livros que marcaram sua vida. No discurso, falou do orgulho que sente das derrotas que sofreu. Ganhou, por outro lado, a capacidade de resistir.

“Quem perde, ganha uma grande capacidade de lutar e resistir. Disso, uma geração não pode abrir mão. Eu tenho muito orgulho das minhas derrotas, que fizeram parte da luta correta”, afirmou Dilma.

Seguir mudando

Hoje, Dilma se orgulha da transformação vivida pelo Brasil nos últimos oito anos. Pelo menos um tabu foi quebrado: era impossível crescer e distribuir renda. “Mudamos a trajetória deste país. Não foram mudanças pontuais.”

Uma delas, segundo a candidata, refere-se ao gasto social. “Hoje, o Estado dá subsídio direto para a população. Faz isso na casa própria e na luz elétrica”, ressaltou Dilma.

Para ela, as mudanças nos gastos sociais combinadas com a geração de emprego permitiram que 28 milhões de pessoas saíssem da pobreza. Mas Dilma quer mais: “O meu compromisso é erradicar a pobreza no Brasil. Ninguém respeita quem deixa uma parte de seu povo na miséria”.

Outro compromisso é dar a riqueza do pré-sal aos brasileiros e não entregá-la “de mão beijada” para as empresas estrangeiras. “Nós temos de ter memória. Também está em questão nesta eleição o que eles farão com o pré-sal”, alertou Dilma. Ela prometeu não errar. E decretou: “Mulher sabe, sim, governar.”

A plateia aplaudiu de pé o discurso de Dilma. Na saída, um jovem artista amador definiu: “Mais uma noite histórica no Casa Grande.”

Juristas e intelectuais manifestam apoio a Dilma

Serão entregues à coordenação da campanha da coligação “Para o Brasil seguir mudando”, hoje, às 19h, no Teatro da Universidade Católica de São Paulo (Tuca), manifestos de juristas e intelectuais pró-Dilma.

O candidato a vice Michel Temer e o coordenador da campanha, deputado José Eduardo Cardozo, receberão os manifestos que foram assinados por personalidades como Frei Betto, Celso Antônio Bandeira de Mello e Márcio Thomaz Bastos, além de diversos integrantes dos movimentos sociais.

A senadora recém eleita Martha Suplicy e os senadores deste mandato Aloizio Mercadante e Eduardo Suplicy também já confirmaram presença.
Serão entregues à coordenação da campanha da coligação “Para o Brasil seguir mudando”, hoje, às 19h, no Teatro da Universidade Católica de São Paulo (Tuca), manifestos de juristas e intelectuais pró-Dilma.

Dilma: bom governo investiga e pune malfeitos

A candidata Dilma Rousseff foi entrevistada hoje pelo Jornal Nacional e apontou uma grande diferença entre o tratamento dado à corrupção no governo Lula e a atitude do seu adversário, José Serra, em relação aos desvios sob sua responsabilidade.

Dilma explicou que não há como saber se as pessoas irão ou não cometer erros e desvios antes que isso aconteça. O bom governo, segundo ela, ao tomar conhecimento de erros investiga e pune. O mau governo acoberta erros e cria impunidade.

“A gente tem que ser muito claro com o eleitor e não tentar enganá-lo. Erros e pessoas que erram acontecem em todos os governos. O que diferencia um governo de outro é a atitude em relação ao erro”, disse.

Ela usou dois exemplos recentes para mostrar a diferença entre os projetos que estão em disputa no país hoje. No caso Erenice, a petista contou que já foram ouvidas 16 pessoas pela Polícia Federal que investiga se houve ou não tráfico de influência na Casa Civil. Nos poucos casos de nomeação de parentes no serviço público eles foram demitidos.

Caso Paulo Preto

“Veja que há uma diferença em relação ao meu adversário. O meu adversário tem uma acusação gravíssima que o Paulo Vieira de Souza [conhecido como Paulo Preto], que está sendo investigado na operação da Polícia Federal chamada Castelo de Areia por propina e era diretor do departamento de estradas e cuidava as obras mais importantes do governo de São Paulo. Até agora não houve uma investigação e não houve nenhum processo. Pelo contrário, há uma diferença entre quem investiga e quem acoberta e não pune. Quem acoberta cria a impunidade”, comparou.

Dilma concluiu dizendo como agirá com os eventuais irregularidades: “No meu governo, eu serei implacável com essa questão de nepotismo, com trafico de influência ou com o conhecimento de qualquer malfeito relacionado a propina e outras variantes disso”.

Aborto

Dilma reafirmou que não mudou de posição em relação ao aborto. Ela sempre foi, pessoalmente, contra a prática, que caracteriza como uma violência contra a mulher.

Segundo ela, não haverá qualquer modificação na legislação atual, regulamentada no governo Fernando Henrique Cardoso, e que permite o aborto em caso de risco de morte para a gestante ou para mulheres que foram vítimas de estupro.

A petista afirmou que, nesse tema, o Estado precisa proteger as milhares de adolescentes que estão grávidas e que muitas vezes não têm a família por perto para dar apoio.

A candidata pediu o voto dos brasileiros para continuar avançando o projeto iniciado por Lula. “Quero fazer um apelo humilde. Peço o voto e o apoio de vocês que me assistem porque eu represento um projeto que permitiu que o Brasil distribuísse renda, criasse um grande mercado consumidor e pagasse a dívida com o FMI [Fundo Monetário Internacional]. E, sobretudo, porque ficamos respeitados lá fora. Quero contar com seu voto para, se Deus quiser, ser a primeira presidente da Brasil”, afirmou.

A candidata Dilma Rousseff foi entrevistada hoje pelo Jornal Nacional e apontou uma grande diferença entre o tratamento dado à corrupção no governo Lula e a atitude do seu adversário, José Serra, em relação aos desvios sob sua responsabilidade.

Dilma explicou que não há como saber se as pessoas irão ou não cometer erros e desvios antes que isso aconteça. O bom governo, segundo ela, ao tomar conhecimento de erros investiga e pune. O mau governo acoberta erros e cria impunidade.

“A gente tem que ser muito claro com o eleitor e não tentar enganá-lo. Erros e pessoas que erram acontecem em todos os governos. O que diferencia um governo de outro é a atitude em relação ao erro”, disse.

Ela usou dois exemplos recentes para mostrar a diferença entre os projetos que estão em disputa no país hoje. No caso Erenice, a petista contou que já foram ouvidas 16 pessoas pela Polícia Federal que investiga se houve ou não tráfico de influência na Casa Civil. Nos poucos casos de nomeação de parentes no serviço público eles foram demitidos.

Caso Paulo Preto

“Veja que há uma diferença em relação ao meu adversário. O meu adversário tem uma acusação gravíssima que o Paulo Vieira de Souza [conhecido como Paulo Preto], que está sendo investigado na operação da Polícia Federal chamada Castelo de Areia por propina e era diretor do departamento de estradas e cuidava as obras mais importantes do governo de São Paulo. Até agora não houve uma investigação e não houve nenhum processo. Pelo contrário, há uma diferença entre quem investiga e quem acoberta e não pune. Quem acoberta cria a impunidade”, comparou.

Dilma concluiu dizendo como agirá com os eventuais irregularidades: “No meu governo, eu serei implacável com essa questão de nepotismo, com trafico de influência ou com o conhecimento de qualquer malfeito relacionado a propina e outras variantes disso”.

Aborto

Dilma reafirmou que não mudou de posição em relação ao aborto. Ela sempre foi, pessoalmente, contra a prática, que caracteriza como uma violência contra a mulher.

Segundo ela, não haverá qualquer modificação na legislação atual, regulamentada no governo Fernando Henrique Cardoso, e que permite o aborto em caso de risco de morte para a gestante ou para mulheres que foram vítimas de estupro.

A petista afirmou que, nesse tema, o Estado precisa proteger as milhares de adolescentes que estão grávidas e que muitas vezes não têm a família por perto para dar apoio.

Campanha quer saber quem financiou panfletos

O coordenador jurídico da campanha da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), anunciou medidas judiciais adotadas contra a distribuição de milhões de panfletos com logomarca da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e que orientam os católicos a não votar em Dilma Rousseff.

Segundo ele, a Polícia Federal vai investigar a origem dos panfletos, mas pelos nomes das pessoas envolvidas há fortes indícios de que a campanha adversária, de José Serra, esteja envolvida com a confecção dos impressos.

“Embora não possamos fazer acusações definitivas, há indícios veementes que esse panfleto pode ter sido produzido pelo nosso adversário. A gráfica tem como sócia Arlety Kobayashi, irmã de Sérgio Kobayashi, que é o coordenador de infraestrutura da campanha do candidato José Serra. É indiscutível a relação da proprietária da gráfica com o PSDB e com o candidato José Serra. Sendo assim, é evidente que não poderíamos deixar de ter postura pública e pedir explicação sobre esses fatos”, analisou Cardozo.

O que a campanha quer, segundo ele, é apontar quem encomendou, quem pagou e quem distribuiu os panfletos. “Não se pode achar que seria feito por amadores. É um custo altíssimo, e a distribuição é difícil. Se fosse o PT, por exemplo, para distribuir esses 20 milhões de panfletos, teria que convocar toda sua militância”, analisou.

Polícia Federal

Ontem, a pedido da coligação, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a Polícia Federal apreendesse 1,2 milhão de panfletos na gráfica Pana, na região do Cambuci, em São Paulo. Mas, segundo o PT, o dono da gráfica afirmou que o pedido inicial seria de 20 milhões, que ele não teve como atender.

Até agora, ninguém assumiu a autoria dos panfletos. A CNBB divulgou nota dizendo que desautoriza a publicação e que não tinha conhecimento da distribuição dos panfletos. A campanha tucana também se manifestou dizendo que tem não relação com a história.

O presidente estadual do PT, deputado Edinho Silva, contou como o partido descobriu os milhões de panfletos. Segundo ele, um cidadão foi encomendar um serviço da gráfica, viu os panfletos e resolveu denunciar. Ele telefonou no sábado para o secretário de comunicação do partido e, como o diretório estadual estava reunido, foi possível fazer a mobilização.

“Quero dar os parabéns porque a denúncia partiu de cidadão que se revoltou e avisou o PT. E reconhecer a determinação da nossa militância, pois da denúncia até a apreensão teve uma vigília na gráfica para evitar que o material fosse retirado”, disse Silva.

Telemarketing

Cardozo informou também que ainda hoje a campanha ingressará com um pedido de investigação junto ao TSE contra uma campanha de telemarketing que está sendo realizada pelo candidato adversário.

“Há relatos em matérias dos jornais Correio Braziliense e Estado de Minas de pessoas em todo Brasil que estão recebendo ligações de uma central de telemarketing. Pedem se há algum eleitor de Marina Silva na casa e daí se faz propaganda contra Dilma Rousseff, com calúnias e difamações. Essa é uma prática ilegal. Há que se perguntar quem tem recursos para pagar esse tipo de campanha, que é caro. Estamos diante de uma eleição dura e disputada, mas há regras. Quem faz críticas não pode fazer no subterrâneo. Ética não pode ser usada de forma retórica, quem age com ética faz crítica à luz do dia”, disse o coordenador da campanha.

Ele fez um apelo aos eleitores e cidadãos para desmontar a central de boatos. “Pedimos que se as pessoas receberem telefonemas de telemarketing desse tipo gravem e nos passem, para nós denunciarmos os autores. Estamos criando e-mail em defesa do comportamento ético das eleições (denuncie@btadvogados.com.br). Aquele que receber informações indevidas nos avise para chamarmos os policiais e acionarmos o TSE. Queremos chegar aos autores dessa questão”, pediu.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

PARE E PENSE! NESSA GUERRA “SANTA” QUAL O SEU PAPEL? MARIONETE?

Em 1985, num debate mediado pelo jornalista Boris Casoy, os candidatos a prefeito de São Paulo, Fernando Henrique Cardoso e Jânio Quadros, foram surpreendidos com perguntas um tanto inusitadas do mediador.

Casoy (que apóia José FHC Serra e acha que garis são a mais “baixa categoria da escala social) perguntou a FHC se ele acreditava em Deus. O então senador respondeu que não, mas respeitava aqueles que acreditavam. Com todas as letras o ex-presidente se declarou, naquele debate, ateu.

É de fato um direito legítimo de FHC e de qualquer um.

Fé é um direito de consciência de cada um. Há que ser respeitado e a Constituição o garante. Não se impõe e não se vende.

José FHC Serra é ateu. Em tempo algum escondeu isso de ninguém. Ou seja, até ser candidato a presidente da República em 2002 e virar católico, evangélico, espírita, tudo, de carteirinha.

Em 2010 seu partido com apoio de setores da Igreja Católica Romana e grupos evangélicos proclama através de uma propaganda distribuída em seus comitês que “Jesus é verdade e justiça” e transforma as eleições numa cruzada, numa guerra santa.

Quando Cristo expulsou os “vendilhões do templo” não estava expulsando trabalhadores, ou fiéis que ali estavam para vivenciar sua fé. Expulsou mercadores, homens de negócio, líderes religiosos que faziam da fé um comércio, um negócio.

Jesus Cristo não foi condenado a ser crucificado pelo governador romano da Judéia, Pôncio Pilatos. Pilatos entregou-o aos judeus depois de lavar as mãos e dizer que a Roma ele não ofendia, contra Roma não cometera crime algum.

O “crime” de Cristo foi o de se opor ao poder dos líderes religiosos da Judéia e mostrar as vísceras desses líderes, mercadores da fé, da religião, da convicção da existência de Deus e de sua palavra. Revelada pelo próprio Cristo.

O PADRE AUGUSTO

Um típico vendilhão do templo. Faz da fé um instrumento de negócio, faz da religião mercadoria e usa sua condição de sacerdote para iludir e enganar fiéis. Imagina que católicos de sua paróquia sejam como que marionetes nesse jogo sórdido a que se presta e do qual é um dos protagonistas, pouco se importando com a Igreja em si, com a fé, mas com os interesses que representa.

Teria sido expulso do templo por Cristo como vendilhão.

Padre José Augusto, ou padre Augusto como é conhecido, é integrante da comunidade Canção Nova e é responsável pela formação de outros padres. Mora em São Paulo (base eleitoral do candidato José FHC Serra).

No dia cinco de outubro dirigindo-se a fiéis de uma igreja em São Paulo disse que se “O PT ganhar vai piorar”. Estava vendendo a sua mercadoria escorado na condição de sacerdote.

Imaginou e imagina que como tal, padre, pode conduzir e guiar as pessoas segundo a sua vontade, supõe-se acima do bem e do mal, guia e condutor.

E que as pessoas sejam marionetes.

É incapaz de dirigir-se aos fiéis de forma sensata e honesta – isso mesma honesta, sua atitude foi desonesta – recomendando-lhe um atento exame dos candidatos, uma correta verificação do programa de cada um e ao final, uma prece para que cada um possa escolher o melhor a seu juízo e o Brasil encontre um caminho de harmonia, de verdade, de justiça.

Não. Tem que vender seu peixe, usa a religião para esse fim, é pago – pago sim – para isso. Não importa que em sua comunidade existam vozes discordantes, importa que lhe foi atribuída, na condição de vendilhão do templo, a tarefa de mentir do púlpito, de ludibriar do púlpito. Isso é o de menos para esse tipo de gente.

A canalhice é intrínseca a ele.

Laerte Braga

Tânia Bacelar: O voto do Nordeste, para além do preconceito

A ampla vantagem da candidata Dilma Rousseff no primeiro turno no Nordeste reacende o preconceito de parte de nossas elites e da grande mídia face às camadas mais pobres da sociedade brasileira e em especial face ao voto dos nordestinos. Como se a população mais pobre não fosse capaz de compreender a vida política e nela atuar em favor de seus interesses e em defesa de seus direitos. Não “soubesse” votar.

Desta vez, a correlação com os programas de proteção social, em especial o “Bolsa Família” serviu de lastro para essas análises parciais e eivadas de preconceito. E como a maior parte da população pobre do país está no Nordeste, no Norte e nas periferias das grandes cidades (vale lembrar que o Sudeste abriga 25% das famílias atendidas pelo “Bolsa Família”), os “grotões”- como nos tratam tais analistas – teriam avermelhado. Mas os beneficiários destes Programas no Nordeste não são suficientemente numerosos para responder pelos percentuais elevados obtidos por Dilma no primeiro turno : mais de 2/3 dos votos no MA, PI e CE, mais de 50% nos demais estados, e cerca de 60% no total ( contra 20% dados a Serra).

A visão simplista e preconceituosa não consegue dar conta do que se passou nesta região nos anos recentes e que explica a tendência do voto para Governadores, parlamentares e candidatos a Presidente no Nordeste.

A marca importante do Governo Lula foi a retomada gradual de políticas nacionais, valendo destacar que elas foram um dos principais focos do desmonte do Estado nos anos 90. Muitas tiveram como norte o combate às desigualdades sociais e regionais do Brasil. E isso é bom para o Nordeste.

Por outro lado, ao invés da opção estratégica pela “inserção competitiva” do Brasil na globalização - que concentra investimentos nas regiões já mais estruturadas e dinâmicas e que marcou os dois governos do PSDB -, os Governos de Lula optaram pela integração nacional ao fundar a estratégia de crescimento na produção e consumo de massa, o que favoreceu enormemente o Nordeste. Na inserção competitiva, o Nordeste era visto apenas por alguns “clusters” (turismo, fruticultura irrigada, agronegócio graneleiro...) enquanto nos anos recentes a maioria dos seus segmentos produtivos se dinamizaram, fazendo a região ser revisitada pelos empreendedores nacionais e internacionais.

Por seu turno, a estratégia de atacar pelo lado da demanda, com políticas sociais, política de reajuste real elevado do salário mínimo e a de ampliação significativa do crédito, teve impacto muito positivo no Nordeste. A região liderou - junto com o Norte - as vendas no comercio varejista do país entre 2003 e 2009. E o dinamismo do consumo atraiu investimentos para a região. Redes de supermercados, grandes magazines, indústrias alimentares e de bebidas, entre outros, expandiram sua presença no Nordeste ao mesmo tempo em que as pequenas e medias empresas locais ampliavam sua produção.

Além disso, mudanças nas políticas da Petrobras influíram muito na dinâmica econômica regional como a decisão de investir em novas refinarias (uma em construção e mais duas previstas) e em patrocinar - via suas compras - a retomada da indústria naval brasileira, o que levou o Nordeste a captar vários estaleiros.

Igualmente importante foi a política de ampliação dos investimentos em infra-estrutura – foco principal do PAC – que beneficiou o Nordeste com recursos que somados tem peso no total dos investimentos previstos superior a participação do Nordeste na economia nacional. No seu rastro,a construção civil “bombou” na região.

A política de ampliação das Universidades Federais e de expansão da rede de ensino profissional também atingiu favoravelmente o Nordeste, em especial cidades médias de seu interior. Merece destaque ainda a ampliação dos investimentos em C&T que trouxe para Universidades do Nordeste a liderança de Institutos Nacionais – antes fortemente concentrados no Sudeste - dentre os quais se destaca o Instituto de Fármacos ( na UFPE) e o Instituto de Neurociências instalado na região metropolitana de Natal sob a liderança do cientista brasileiro Miguel Nicolelis que organizará uma verdadeira “cidade da ciência” num dos municípios mais pobres do RN ( Macaíba).

Igualmente importante foi quebrar o mito de que a agricultura familiar era inviável. O PRONAF mais que sextuplicou seus investimentos entre 2002 e 2010 e outros programas e instrumentos de política foram criados ( seguro – safra , Programa de Compra de Alimentos, estimulo a compras locais pela Merenda Escolar, entre outros) e o recente Censo Agropecuário mostrou que a agropecuária de base familiar gera 3 em cada 4 empregos rurais do país e responde por quase 40% do valor da produção agrícola nacional. E o Nordeste se beneficiou muito desta política, pois abriga 43% da população economicamente ativa do setor agrícola brasileiro.

Resultado: o Nordeste liderou o crescimento do emprego formal no país com 5,9% de crescimento ao ano entre 2003 e 2009, taxa superior a de 5,4% registrada para o Brasil como um todo, e aos 5,2% do Sudeste, segundo dados da RAIS.

Daí a ampla aprovação do Governo Lula em todos os Estados e nas diversas camadas da sociedade nordestina se refletir na acolhida a Dilma. Não é o voto da submissão - como antes - da desinformação, ou da ignorância. É o voto da auto- confiança recuperada, do reconhecimento do correto direcionamento de políticas estratégicas e da esperança na consolidação de avanços alcançados – alguns ainda insipientes e outros insuficientes. É o voto na aposta de que o Nordeste não é só miséria (e, portanto, “Bolsa Família”), mas uma região plena de potencialidades.

*Tânia Bacelar de Araujo

Melhores momentos de Dilma no Debate da Rede TV

“Fui assertiva na medida do necessário”, afirmou Dilma


A candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, Dilma Rousseff, disse que gostou do debate da Rede TV! e achou que ele serviu para esclarecer os eleitores sobre os dois projetos de país em jogo neste segundo turno. “Eu fui assertiva na medida do necessário”, disse.

Pelo Twitter, Dilma comentou: "Quero agradecer à RedeTV e à Folha a oportunidade de mais esse debate para discutir nossas propostas. Achei muito bom".

“Ela foi muito contundente na questão da privatização e precisava ser, ela foi crescendo durante o debate e o venceu”, avaliou a senadora eleita por São Paulo, Marta Suplicy.

O coordenador da campanha e deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) também elogiou o desempenho de Dilma. “Ela não foi agressiva nem no debate anterior. Foi igualmente assertiva hoje. No debate anterior, ela pegou alguns eixos de calúnias e difamações. Hoje ela foi vigorosa em certos pontos. Na medida que ele [José Serra] fica mais recuado, fica evidenciado que ela tem afirmações sem agressividade mas com firmeza”, comentou.

O candidato a vice-presidente, deputado Michel Temer (PMDB-SP), afirmou que nesse debate a discussão de propostas era a postura mais correta e Dilma fez exatamente isso. “Foi um clima de paz e tranquilidade oportuno para esse debate. Dilma cumpriu muito bem esse papel. Cada momento de cada debate deve ser analisado de determinada maneira. Esse era o momento de tranquilidade e discutir os grandes problemas do país”, disse.

Dilma aponta as falhas da gestão de Serra em SP


O debate da Rede TV/Folha de São Paulo foi marcado pelo confronto dos projetos do PT e do PSDB. Com firmeza, a candidata Dilma Rousseff impôs a realidade ao adversário tucano que tentou a todo custo fugir das comparações.

“Ele [Serra] não quer que eu compare com o governo dele em São Paulo nem com o do governo Fernando Henrique, que também é dele. Ele quer falar e fazer promessas sem que a gente compare”, observou Dilma.

Por diversas vezes durante o debate, o candidato José Serra tentou se livrar das críticas à má gestão tucana no estado dizendo que Dilma atacava os paulistas. A petista pediu por mais de uma vez que ele parasse de usar a “soberba”, evitando respostas e tentando colocá-la contra os paulistas

Na educação, por exemplo, Dilma citou a precariedade do ensino no estado de São Paulo, onde metade dos 218 mil professores não tem vínculo formal. “São aqueles que giram de escola para escola. Temos de dar plano de carreira, salários dignos, respeito e formação continuada aos professores, e não tratá-los com cassetete”, disse Dilma, se referindo à greve da categoria em março deste ano que terminou em confronto com a polícia.

Escolas técnicas

Dilma lembrou a ausência de investimentos no ensino técnico no governo de Fernando Henrique Cardoso. Já o presidente Lula, afirmou, vai encerrar seu governo com a construção de 214 escolas técnicas.

Segundo Dilma, no governo do PSDB, uma lei impôs aos municípios o custeio das escolas técnicas. Sem dinheiro para arcar com os altos custos da manutenção e sem apoio do governo federal, as prefeituras deixaram de lado o ensino profissionalizante.

“Nós mudamos a lei e passamos a investir, assegurando a formação e a qualificação profissional. O que vai melhorar a qualidade da mão de obra é escola profissionalizante espalhada pelo Brasil.”

Combate à corrupção

Enquanto Dilma manifestou sua indignação pelas denúncias de tráfico de influência na Casa Civil, José Serra não esclareceu a acusação de que o ex-diretor de engenharia da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza, conhecido por Paulo Preto, teria envolvimento com desvios de recursos destinados às obras do Rodoanel.

A denúncia contra o assessor subordinado a José Serra veio à tona com a Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal. “Nós temos uma diferença. Nós investigamos. O candidato Serra esquece que o senhor Paulo Vieira de Souza está envolvido na Operação Castelo de Areia, que envolve as obras do rodoanel”, ressaltou Dilma.

Paulo Vieira de Souza também é acusado do desvio de R$ 4 milhões da campanha tucana, não contabilizados nas contas do PSDB.

Segurança Pública

A candidata também questionou o abandono da política de segurança pública de São Paulo, que não conseguiu acabar com a Cracolândia ou derrotar a facção criminosa chamada de PCC (Primeiro Comando da Capital).

“Meu compromisso é livrar São Paulo do PCC. Nós sabemos o que representou o abandono da política de segurança pública com o PCC dominando o tráfico a partir das prisões”, disse Dilma.

Ela alertou ainda que, como prefeito e governador de São Paulo, José Serra não resolveu o problema da Cracolândia, conhecido local no centro de São Paulo dominado por usuários de crack. “A população de São Paulo conhece a Cracolândia. Não há uma política antidroga efetiva. Sabe onde colocamos o nosso dinheiro? Nós elevamos o gasto com a Polícia Federal que combate droga no Brasil fazendo apreensões sistemáticas”, disse Dilma.

Para a candidata, as administrações do candidato Serra são marcadas por programas pilotos, que atendem pouquíssimas pessoas. “Pouco para poucos. Nós fazemos muito para muitos.”

Saúde

O governo de São Paulo, na gestão Serra, tampouco repassou recursos para o custeio do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel) nos municípios do estado. Segundo ela, para a manutenção do serviço, o governo federal paga a metade dos custos, enquanto a outra metade deveria ser dividida entre governo estadual e prefeitura.

“O senhor se recusou a pagar o custeio, jogando para os municípios. Só aqui em São Paulo vocês não pagam e oneram os municípios”, cobrou a candidata.

Para Dilma, esta postura do ex-governador revela pretensão. ”A gente não pode ser pretensioso e achar que é dono do mundo. Nós temos uma parceria muito boa com o governo do Rio de Janeiro na Rede Cegonha, com maternidades de baixo e alto risco e clínicas da mulher, que oferecem acompanhamento integral às mães e aos bebês.”

Privatizações

Serra também foi cobrado pela tentativa de barrar a compra, pela Petrobras, da Gas Brasiliano, fornecedora de gás natural no interior de São Paulo, mas não deu explicações. Embora a estatal tenha oferecido o melhor preço, o governo paulista de José Serra recorreu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra a operação, o que poderia beneficiar uma empresa japonesa.

“O preço oferecido pela Petrobras era maior, mas preferem uma empresa estrangeira a Petrobras”, concluiu Dilma.

O candidato do PSDB tampouco respondeu se manteria as estatais Eletrobras, Chesf, Furnas, Eletrosul e Eletronorte fora do processo de privatização. Como ministro do Planejamento do governo de Fernando Henrique Cardoso, ele assinou o decreto que previa a venda dessas empresas.

“Meu compromisso é livrar São Paulo do PCC”


Meu compromisso é livrar São Paulo do PCC, afirmou a candidata à presidência Dilma Rousseff, em referência à facção criminosa Primeiro Comando da Capital. No debate entre os presidenciáveis da Rede TV/Folha de São Paulo, Dilma ressaltou que a atuação do PCC decorre do “abandono da política de segurança pública” em São Paulo.

“Nós sabemos o que representou o abandono da política de segurança pública com o PCC dominando o tráfico a partir das prisões”, disse Dilma.

Segundo ela, além de manter os investimentos para fortalecer e reequipar a Polícia Federal, seu governo vai criar clínicas especializadas e credenciar as comunidades terapêuticas para o tratamento de dependentes em drogas. Dilma lembrou que há apenas 300 vagas nas clínicas de tratamento de São Paulo, para atender viciados que somam 300 mil.

“Se levar três meses para construir todas as vagas necessárias, vai levar um século para o candidato Serra tratar os viciados de São Paulo”, afirmou Dilma.

Ela alertou ainda que, como prefeito e governador de São Paulo, José Serra não resolveu o problema da Cracolândia, conhecido local no centro de São Paulo dominado por usuários de crack.

“A população de São Paulo conhece a Cracolândia. Não há uma política antidroga efetiva. Sabe onde colocamos o nosso dinheiro? Nós elevamos o gasto com a Polícia Federal que combate droga no Brasil fazendo apreensões sistemáticas”, disse Dilma.

Para a candidata, as administrações do candidato Serra são marcadas por programas pilotos, que atendem pouquíssimas pessoas. “Pouco para poucos. Nós fazemos muito para muitos.”

Governo paulista prefere estrangeiros à Petrobras


A candidata à presidência Dilma Rousseff cobrou do adversário do PSDB, José Serra, a tentativa do governo de São Paulo de barrar a compra, pela Petrobras, da Gas Brasiliano, fornecedora de gás natural no interior do estado.

No debate entre os presidenciáveis promovido hoje pela Rede TV e o jornal Folha de São Paulo, Dilma lamentou que o governo de São Paulo tenha feito oposição à compra, embora a Petrobras tenha oferecido o melhor preço na disputa.

Segundo ela, o governo paulista recorreu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra a operação, o que poderia beneficiar uma empresa japonesa. Serra não respondeu à pergunta.

“Não entendo. O preço oferecido pela Petrobras era maior. E a Petrobras é uma empresa que todos os estados gostariam de receber seus investimentos. Preferem uma empresa estrangeira a Petrobras. E falam que gostam muito da Petrobras”, disse Dilma.

Ela lembrou a tentativa do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de mudar o nome da empresa para Petrobrax. “Queriam tirar o brás, que é a coisa mais brasileira, para agradar o mercado internacional.”

O candidato José Serra também não respondeu se manteria as estatais Eletrobras, Chesf, Furnas, Eletrosul e Eletronorte fora do processo de privatização. Como ministro do Planejamento do governo do PSDB, ele assinou o decreto que previa a venda dessas empresas. Segundo Dilma, o racionamento de energia vivido pelo Brasil nos anos 90 decorreu da falta de investimentos pela Eletrobras, que estava na fila da desestatização.

“Quando as empresas entravam no processo de desestatização, ficaram paralisadas. Como seriam vendidas, não podiam investir”, explicou Dilma.

Dilma lança plano de governo para Saúde


Na segunda-feira (18), a candidata Dilma Rousseff apresenta seu plano de governo para a área da Saúde. A questão principal é expandir a rede de assistência atual, utilizando novas práticas que garantam mais acesso, qualidade e humanização dos serviços.

O Sistema Único de Saúde (SUS) vai priorizar ações como a Vigilância Sanitária, a cobertura vacinal, as ações de prevenção de doenças, campanhas de incentivo a alimentação saudável, de combate ao fumo e ao álcool.

Outra importante ação é a reestruturação do SUS, principalmente da Rede de Atenção. Com mais 500 Unidades de Pronto Atendimento (UPAS), haverá o fortalecimento do SAMU e a modernização do serviço de emergência e do acolhimento aos pacientes.

Programas que melhoraram a vida dos brasileiros, como o Brasil Sorridente e o Farmácia Popular, serão fortalecidos e ampliados. Para melhorar a distribuição gratuita de remédios, Dilma quer aumentar os gastos na distribuição de remédios, os investimentos nos laboratórios oficiais e a rede de Farmácias Populares e os convênios com farmácias particulares.

Rede Cegonha

As mães e os bebês também vão ganhar uma nova ação: a Rede Cegonha. As ações de pré-natal, parto e pós-parto serão integradas, garantido assim uma maior assistência às mães e aos bebês.

A saúde mental também deve ser ampliada, com a construção de mais Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Nesse programa serão assistidas todas as pessoas que fazem tratamento contra o álcool e as drogas, em especial o crack.

Indústria

Valorização da indústria nacional será a peça chave desse plano de Dilma. A Hemobrás e o Instituto Fiocruz serão fortalecidos, trabalhando nas pesquisas e prevenção de saúdes. Os profissionais de saúde também serão prioridade, com ações que vão combater a precarização no trabalho e a transferência de profissionais para interior do Brasil.

Para garantir investimento para todas essas ações, Dilma deverá trabalhar para a regulamentação da Emenda Constitucional 29, que prevê recursos para o financiamento da saúde.

Gilberto Gil está com Dilma no segundo turnoA- A+

O cantor e compositor baiano Gilberto Gil é filiado ao Partido Verde e votou em Marina Silva no primeiro turno das eleições presidenciais. Agora, segundo ele, o voto será em Dilma Rousseff.

Assista ao vídeo com o depoimento de Gil, que foi ministro da Cultura no governo Lula:

Carta de Dilma para Marina Silva e Partido Verde


Brasília, 14 de outubro de 2010.

Senadora
Marina Silva


Prezada Marina,

Quero, por seu intermédio, fazer chegar à direção do Partido Verde meus comentários sobre a Agenda por um Brasil Justo e Sustentável, que foi entregue à coordenação de minha campanha.
Antes de tudo, saúdo a iniciativa de condicionar o posicionamento de seu partido a uma discussão de caráter programático. Ela é necessária e oportuna, sobretudo quando se verifica uma lamentável tentativa de mudar o foco do debate eleitoral para questões que, tendo sua relevância como temas de sociedade, não estão, no entanto, no centro da reflexão que o país necessita realizar para definir seu futuro.

Reiterando meus cumprimentos pelo expressivo resultado que sua candidatura obteve no primeiro turno das eleições, quero dar às observações que seguem um sentido que transcende em muito uma dimensão estritamente eleitoral. Nosso diálogo tem um significado futuro. Envolve as condições de governabilidade do país.

As observações que seguem refletem nossa primeira percepção da Agenda. Elas deverão ser objeto de novos aprofundamentos.

Transparência e ética

O Governo atual tem-se empenhado em garantir a mais absoluta liberdade de imprensa no país, posição com a qual me encontro pessoal e partidariamente comprometida.

Por outro lado, as avançadas medidas de transparência de informações sobre a execução orçamentária e de contratos deverão ser aprofundadas com rapidez nos próximos anos.

Reforma Eleitoral

Tenho dito que este tema é fundamental para o amadurecimento da democracia no país. Sendo questão a ser tratada no âmbito do Congresso Nacional, considero que a Presidência da República não deve estar alheia ao tema. Penso que, sobre a maior parte das questões, estamos de acordo e que a forma definitiva que deve assumir a reforma política tem de ser resultado de amplo acordo envolvendo o bloco de sustentação do Governo, partidos que nele não estejam incluídos e, igualmente, as oposições.

Educação para a sociedade do conhecimento

Manifestamos nosso acordo com todos os pontos deste item.

Segurança Pública

Em sintonia com o sentimento da sociedade brasileira, temos dado especial atenção aos temas da segurança. Temos insistido – na contramão de outras propostas – que a segurança pública não se esgota nas ações repressivas, mas deve ser complementada por políticas públicas em regiões onde o Estado esteve e ainda está ausente. No plano puramente repressivo, defendemos o fortalecimento de ações de inteligência e o emprego de modernas tecnologias. O Governo Lula instituiu, no âmbito do Pronasci, a Bolsa PROTEJO, que beneficia jovens em processo de formação. Concordamos em que uma melhor remuneração dos policiais é fundamental para garantir a dedicação exclusiva a suas funções. Um primeiro passo foi dado a partir de 2008, com a instituição da Bolsa Formação, que beneficiou desde sua criação mais de 350 mil policiais. A necessidade indiscutível de um piso nacional de remuneração para policiais tem de ser objeto de um pacto entre a União, os Estados e os Municípios. Essas e outras questões deverão ser objeto de uma PEC a ser enviada no menor prazo possível, consultados os entes federativos. Meu programa prevê a revisão do modelo atual de segurança pública e a institucionalização de um Sistema Único de Segurança Pública.

Mudanças climáticas, energia e infraestrutura

Expressando nossa concordância com a maior parte dos pontos contidos neste item, considero que há questões que devem ser objeto de aprofundamento e/ou negociação.

É o caso da criação de uma Agência Reguladora para a Política Nacional de Mudanças Climáticas. Mas temos acordo quanto à necessidade de um arcabouço institucional capaz de coordenar, implementar e monitorar iniciativas nesse setor.

A supressão do IPI sobre a fabricação de veículos elétricos e híbridos deve ser compatibilizada com nossa produção de etanol e nossa capacidade de geração elétrica. Pode-se propor política tributária diferenciada para veículos e outros bens que emitam menos GEE.

A proposta de moratória sobre a criação de novas centrais nucleares exige aprofundamento à luz das necessidades estratégicas de expansão de nossa matriz energética.

Seguridade Social: saúde, assistência social e previdência

Há concordância com todos os itens, com ressalva quanto à redução, no curto prazo, da população de referência para o PSF, pois implicaria aumentar as necessidades de profissionais além de uma capacidade imediata de resposta do sistema.

Proteção dos biomas brasileiros

Nosso Programa dá ênfase à proteção dos biomas nacionais. Por essa razão, estamos de acordo com a meta de incluir 10% dos biomas brasileiros em unidades de conservação A proposta de desmatamento de vegetação nativa primária e secundária em estado avançado de regeneração merece precisão.

Estamos de acordo sobre a prioridade de proteção da Amazônia, Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica, dentro de uma estratégia ambientalmente sustentável de ocupação e uso do solo e inclusão social.
Da mesma forma, é nossa prioridade a ação consistente na recuperação de áreas degradadas, a exemplo do Programa Palma de Óleo, na Amazônia.
Consideramos excelente a proposta de um Plano Nacional para a Agricultura Sustentável.

Sobre o Código Florestal, expresso meu acordo com o veto a propostas que reduzam áreas de reserva legal e preservação permanente, embora seja necessário inovar em relação à legislação em vigor. Somos totalmente favoráveis ao veto à anistia para desmatadores.

Gasto público de custeio e Reforma Tributária

Estamos de acordo com todos os itens.

Consideramos necessário afastar-nos de um conceito conservador de custeio que traz embutida a noção de Estado mínimo. A eficiência do Estado está ligada à qualificação dos servidores públicos. Daremos prioridade ao provimento de cargos com funcionários concursados.

Política Externa

Há acordo total com o expresso no documento.

Enfatizamos a necessidade de garantir presença soberana do Brasil no mundo, de fortalecer os laços de solidariedade com os países do Sul, em especial os da América Latina, com os quais compartilhamos história e valores comuns e estamos ligados pela necessidade de defesa de um patrimônio ambiental comum. Defendemos, igualmente, a necessidade de lutar pela reforma e democratização dos organismos multilaterais.

Fortalecimento da diversidade socioambiental e cultural

Pretendo dar continuidade e profundidade às políticas que foram seguidas neste campo pelo Governo do Presidente Lula.


Com apreço,
Dilma Rousseff

Oposição quer dificultar o acesso dos jovens à faculdade


A candidata à presidência pela coligação Para o Brasil Seguir Mudando, Dilma Rousseff, lamentou mais uma tentativa da oposição de tirar a oportunidade dos jovens carentes acessaram o Ensino Superior. Depois de o partido DEM entrar no Supremo Tribunal Federal para acabar com o Programa Universidade para Todos (ProUni), agora o candidato do PSDB, José Serra, atacou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), demonstrando sua plataforma elitista para a educação.

“Eu acho um absurdo a declaração do candidato Serra a respeito do Enem. Quando se fala em vazamento é necessário que se perceba que foi um crime que está sendo investigado. E um crime contra o Enem", afirmou Dilma.

Segundo ela, o Enem tem sido essencial não só porque é uma forma do controle da qualidade do ensino, mas por ser um dos requisitos do Prouni. "Atacar o Enem agora é uma forma indireta do candidato Serra atacar o Prouni. Aliás, o partido do vice dele [DEM] entrou na Justiça pedindo para acabar com o Prouni, entraram no Supremo. E sso compromete as oportunidades que 700 mil estudantes estão tendo, o que é um absurdo.”

Dilma acrescentou: “Acabar com o Enem e dizer que o Enem é eleitoreiro é desconsiderar o papel que ele teve nesses anos todos no sentido dar o acesos das pessoas mais pobres a uma bolsa que paga todo curso numa universidade privada de boa qualidade”.

Ao contrário dos tucanos, que não querem ensino superior para os mais pobres, Dilma disse que vai ampliar o Prouni e fortalecer o Enem.

“É isso que o governo Lula começou a fazer. Fizemos 14 universidades e 134 novos campi espalhados pelo interior. Eu pretendo continuar expandindo essa rede e garantir que as universidades estejam presentes onde as pessoas moram, porque se queremos de fato desenvolver o país precisamos espalhar universidades em todo território nacional”, explicou.

Movimentos sociais

Na Praça da Rodoviária, Dilma se reuniu rapidamente com representantes de movimentos sociais ligados à Agricultura Familiar. Eles entregaram um manifesto que estão distribuindo pelo país pedindo que ela seja eleita, porque é o único caminho para garantir um crescimento sustentável e que beneficie os produtores rurais.

“Eu conto com vocês nessa reta final e podem ter certeza que não deixarei de olhar pela agricultura familiar, garantindo crédito e continuando o processo de reforma agrária com assentamentos”, comprometeu-se.

O manifesto lembra que hoje é o Dia Mundial da Alimentação e que o Brasil pode se orgulhar de ter cumprido antecipadamente a uma das principais metas do milênio, retirando da pobreza extrema 28 milhões de brasileiros, graças às políticas sociais criadas e desenvolvidas no governo Lula.

“O Brasil de hoje não é mais o Brasil de oito anos atrás e nossos trabalhadores e trabalhadoras não querem o retrocesso, a volta ao passado e nem interromper os avanços que conquistamos no governo Lula. É por isso que, para nós, o país está diante da mais importante eleição presidencial de sua história”, diz um trecho do manifesto.

Assinam o documento as seguintes entidades representantes dos movimentos sociais: Contag, Unisol, Concrab Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis, CUT, RedeSol, Rede de Gestores Públicos de Economia Solidária, Articulação Nacional de Agroecologia, Unicafes, Ancosol, Confederação Nacional de Populações Extrativas, Pastoral da Rua Rede ITCPs, Via Campesina, Fórum Brasileiro de Economia Solidária, Centra dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Fetraf, Instituto Marista de Solidariedade, Observatório do Trabalho na UFMG e o Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional.

Marilena Chaui: Serra é uma ameaça à democracia


Em entrevista gravada anteontem, em São Paulo, a filósofa Marilena Chaui fala sobre as eleições deste ano e explica por que o projeto dos tucanos é um retrocesso. Segundo ela, o candidato José Serra representa uma ameaça às conquistas sociais e econômicas alcançadas pelo governo Lula. Marilena avalia que os ambientalistas devem estar atentos no segundo turno porque Serra teve votação maior em regiões de desmatamento e do agronegócio.

Assista abaixo aos principais trechos da entrevista: