
“Hoje em dia é muito fácil para qualquer cidadão, jornalista famoso ou leitor anônimo, detonar o presidente da República, as Forças Armadas, o Congresso Nacional e o Judiciário, mas eu gostaria de saber onde estavam estes valentes de salão nos tempos em que contar _ assinando a matéria com o próprio nome _ o que o regime queria esconder era correr risco de vida.”
Quem pergunta é o jornalista Ricardo Kotscho, considerado por mim e por muitos um dos maiores repórteres deste país. A fala acima está em um artigo que ele publicou ontem em seu blog “Balaio do Kotscho” sobre a reabertura do caso Fiel Filho (um dos muitos “suicidados” pelo regime militar). É o relato de quem fala de cadeira, é o relato de quem, naqueles anos tão difíceis, foi quem denunciou o caso na imprensa com a valentia dos que assinam a matéria com o próprio nome.
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