A ministra Dilma Roussef (Casa Civil) explica o impacto das obras do PAC na geração de empregos no Brasil durante cerimônia de balanço dos três anos do programa.
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sábado, 6 de fevereiro de 2010
Os efeitos sociais do PAC
Trecho da entrevista coletiva concedida pela ministra Dilma Roussef (Casa Civil) após divulgação do balanço dos três anos do PAC.
Balanço dos 3 anos do PAC
Vídeo exibido durante cerimônia de balanço dos três anos do PAC, realizada no dia 4 de fevereiro de 2010, em Brasília, com a presença de vários ministros do Governo Lula, como Dilma Rousseff (Casa Civil), Paulo Bernardo (Planejamento), Guido Mantega (Fazenda), e outros.
O Governo Federal investiu R$ 404 bilhões em obras, projetos e ações que integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), incluindo investimentos do setor privado. Esse valor representa 63,3%, de um total de R$ 638 bilhões, previsto para obras de infraestrutura, saneamento e habitação, no período de três anos, entre 2007 e 2009. Esse número é considerado para efeito financeiro, contabilizando o que foi aplicado no Programa e o que já tem contrato assinado, assegurando recursos para o que ainda está em andamento.
Desde a sua criação, o PAC já concluiu 40,3% das ações previstas, totalizando R$ 256,9 bilhões.
Durante a cerimônia de apresentação do 3º Balanço do Programa, os ministros enfatizaram que o setor mais adiantado é o de habitação e saneamento, com 66,4% das obras concluídas, seguido pela área de logística e de energia, que tem 27,6% de conclusão de suas obras.
A expectativa do governo é chegar ao final deste ano com o maior percentual possível de execução do PAC, pois muitas obras estão em andamento e tem que se levar em conta, segundo a ministra Dilma Rousseff, as diferenças nos trâmites e na efetivação de cada uma delas, como, por exemplo, a pavimentação de uma rodovia e a pavimentação das pistas dos aeroportos. Visivelmente, como ela disse, existe diferença no peso de um caminhão e o de um avião, o que demanda mais ou menos equipamentos, materiais e mão de obra.
A ministra, no entanto, ressalta as parcerias que o Governo Federal concretizou, ao longo desses três anos, como um dos pontos altos do PAC e uma das razões do seu sucesso. “A gente espera chegar com o maior (número) possível. E para isso, nós temos parceiros municipais, estaduais e empresários. São várias vontades unidas para realizar o PAC”, falou Dilma, lembrando que há de se considerar a melhoria da qualidade dos projetos encaminhados ao Programa e da capacidade de execução do Governo a partir de 2007.
Com relação às críticas feitas ao PAC, a ministra respondeu que é preciso parar com determinadas posições pré-estabelecidas, que levam em conta a diferença entre os partidos políticos, quando, na verdade, o Governo fez parcerias com prefeitos e governadores de todas as legendas, num ato democrático, que tem como preocupação principal a recuperação da infraestrutura do país, esquecida por 25/30 anos, antes de 2003. “Quando parar com isso e se olhar para trás, vai se ver, seriamente, que esse programa mudou as condições de se investir no Brasil. Tem um salto significativo. Não é só o metro construído ou linear. É deixar como legado que vai ter investimento, ter financiamento de longo prazo”.
Um dos orgulhos apontados pela ministra à frente do PAC está na forma como o país enfrentou a crise financeira mundial. “O que nós provamos é que conseguimos enfrentar a crise com recursos próprios. Nós mostramos que nós tínhamos competência para enfrentar a crise e não era somente uma questão de sorte”, ressaltou.
Uma das dificuldades apontadas por Dilma foi o desmonte do Estado brasileiro, culminando com a falta de servidores para que o governo tivesse condições de atender a população. “O país perdeu um pouco da sua capacidade de executar. A execução deixa a desejar, está aquém. Então, nós perdemos em duas coisas: na capacidade de planejar e de responder às demandas da sociedade. Tivemos que recompô-las”.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Dilma relaciona os critérios de inclusão de obras no PAC 2

A primeira reunião ministerial de 2010, convocada pelo presidente Lula já terminou.
O encontro foi marcado para encerrar antes das 16hs, a pedido do próprio presidente Lula, para que os ministros participem das homenagens aos militares brasileiros mortos no Haiti.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, traçou um cenário positivo da economia para 2010 e apresentou uma projeção de crescimento da economia brasileira de 5,2% em 2010. A expectativa da taxa de investimento neste ano será equivalente a 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB).
Também há perspectiva de que haja aumento de 6,1% do consumo das famílias diante de 2009.
Citando projeções do Ministério do Trabalho e do banco Credit Suisse, Mantega informou ainda que a massa salarial, incluindo as transferências, deverá crescer 6% em relação a 2009.
Por determinação de Lula, os ministros da Defesa, Nelson Jobim, do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Félix, e o secretário-geral do Ministério de Relações Exteriores, Antonio Patriota, fizeram um relato da ajuda humanitária ofertada pelo Brasil e traçarão uma perspectiva para oferecimento de novos recursos, para além dos US$ 15 milhões já anunciados, a fim de auxiliar na reconstrução do país caribenho.
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, relacionou os critérios de inclusão de obras no projeto do Programa de Aceleração do Crescimento, parte 2 (PAC 2), uma continuação do PAC original para o período a partir de 2011.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Dilma falará sobre PAC-2 na reunião ministerial
Na primeira reunião ministerial do ano (reunião do presidente Lula com todos os ministros), a ministra Dilma Rousseff explanará sobre o PAC-2 a ser tocado a partir de 2011.
O PAC é um programa de estado, e não de governo, de longo prazo e não deve ser interrompido, como quer o PSDB, segundo as declarações alopradas do presidente do partido de José Serra.
Por isso o presidente Lula quer deixar pronto para a próxima presidente, e para o orçamento de 2011 que é proposto no final deste ano.
Governadores com espírito republicano e patriótico já apresentam suas prioridades ao PAC 2.
O presidente Lula e a ministra Dilma querem apresentar uma versão final até março, após completarem amplo diálogo com os estados e municípios.
Dilma e Lula, ao falarem sobre o PAC 2, deve provocar xiliques e baixarias vindas dos partidos de oposição, a mando de José Serra (PSDB/SP).
O PAC é um programa de estado, e não de governo, de longo prazo e não deve ser interrompido, como quer o PSDB, segundo as declarações alopradas do presidente do partido de José Serra.
Por isso o presidente Lula quer deixar pronto para a próxima presidente, e para o orçamento de 2011 que é proposto no final deste ano.
Governadores com espírito republicano e patriótico já apresentam suas prioridades ao PAC 2.
O presidente Lula e a ministra Dilma querem apresentar uma versão final até março, após completarem amplo diálogo com os estados e municípios.
Dilma e Lula, ao falarem sobre o PAC 2, deve provocar xiliques e baixarias vindas dos partidos de oposição, a mando de José Serra (PSDB/SP).
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Presidente Lula se reune com ministros para definir obras do PAC 2
O Presidente Lula vai reunir os ministros da área econômica - Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento) - e a ministra Dilma Rousseff, em janeiro, para discutir os investimentos em infraestrutura previstos para os próximos anos. Dentre esses projetos estão os que serão incluídos no PAC 2, que Lula pretende anunciar em meados de fevereiro. A decisão foi tomada ontem, após reunião da junta orçamentária. Segundo o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, o governo Lula acaba em 31 de dezembro de 2010, mas o Brasil não. "O Presidente Lula quer deixar uma prateleira de projetos para o próximo governo, seja ele presidido por um candidato da situação ou da oposição", declarou Bernardo.
Lula deve fazer uma segunda reunião, com os demais ministros, para discutir os novos investimentos. "Sabemos que existem um ou mais projetos polêmicos. Mas temos certeza que 95% do que será proposto é consenso quanto à sua necessidade, inclusive entre os integrantes da oposição", afirmou o ministro do Planejamento. Ele não quis detalhar as novas iniciativas, mas adiantou que elas deverão envolver obras de logística de transportes, energia, mas também outras áreas que não fizeram parte do primeiro PAC.
Bernardo lembrou que o governo Lula terá que deixar aprovado, ao término de 2010, um orçamento a ser executado pelo sucessor de Lula. Em relação aos investimentos em infraestrutura, a intenção é iniciar o planejamento de financiamentos e a elaboração de projetos executivos. "No primeiro PAC levamos um ano e meio até ter condições de lançar o programa. Se tivéssemos acelerado esse processo, talvez as obras estivessem mais adiantadas". Ainda assim, o ministro do Planejamento afirmou que o desembolso do PAC em dezembro desse ano está 40% superior ao do mesmo período do ano passado.
Em relação ao Orçamento de 2010, o ministro do Planejamento afirmou que ainda não há condições de um exame mais detalhado, já que a lei orçamentária aprovada pelo Congresso Nacional não foi encaminhada ao Executivo. A sanção deve acontecer no meio de janeiro. Bernardo não quis polemizar com a oposição, que reclama dos cortes de R$ 1,2 bilhão nos investimentos para a Copa do Mundo. Ele não acredita que isso possa provocar atrasos no cronograma das obras. "São recursos que não estavam previstos no Orçamento inicial encaminhado pelo governo. Eles foram incluídos e retirados pelo Congresso", explicou.
O ministro disse que não há uma estimativa de quanto poderá ser contigenciado no Orçamento do ano que vem. "Precisamos analisar os números, mas contingenciamento é como o carnaval. Todo ano tem", brincou. Sobre o orçamento de 2009, Paulo Bernardo disse que ainda estão sendo feitos alguns pagamentos, como recursos para o Ministério da Aeronáutica, que comprou novos helicópteros. Outra despesa prevista é o pagamento de aproximadamente US$ 70 milhões para a Comissão Andina de Fomento (CAF).
O ministro calcula que deverão sobrar aproximadamente R$ 60 bilhões em restos a pagar para 2010. "Podemos dizer que, diante da crise que enfrentamos, da queda da arrecadação e do aumento de algumas despesas, a execução do orçamento deste ano foi uma façanha".
Lula deve fazer uma segunda reunião, com os demais ministros, para discutir os novos investimentos. "Sabemos que existem um ou mais projetos polêmicos. Mas temos certeza que 95% do que será proposto é consenso quanto à sua necessidade, inclusive entre os integrantes da oposição", afirmou o ministro do Planejamento. Ele não quis detalhar as novas iniciativas, mas adiantou que elas deverão envolver obras de logística de transportes, energia, mas também outras áreas que não fizeram parte do primeiro PAC.
Bernardo lembrou que o governo Lula terá que deixar aprovado, ao término de 2010, um orçamento a ser executado pelo sucessor de Lula. Em relação aos investimentos em infraestrutura, a intenção é iniciar o planejamento de financiamentos e a elaboração de projetos executivos. "No primeiro PAC levamos um ano e meio até ter condições de lançar o programa. Se tivéssemos acelerado esse processo, talvez as obras estivessem mais adiantadas". Ainda assim, o ministro do Planejamento afirmou que o desembolso do PAC em dezembro desse ano está 40% superior ao do mesmo período do ano passado.
Em relação ao Orçamento de 2010, o ministro do Planejamento afirmou que ainda não há condições de um exame mais detalhado, já que a lei orçamentária aprovada pelo Congresso Nacional não foi encaminhada ao Executivo. A sanção deve acontecer no meio de janeiro. Bernardo não quis polemizar com a oposição, que reclama dos cortes de R$ 1,2 bilhão nos investimentos para a Copa do Mundo. Ele não acredita que isso possa provocar atrasos no cronograma das obras. "São recursos que não estavam previstos no Orçamento inicial encaminhado pelo governo. Eles foram incluídos e retirados pelo Congresso", explicou.
O ministro disse que não há uma estimativa de quanto poderá ser contigenciado no Orçamento do ano que vem. "Precisamos analisar os números, mas contingenciamento é como o carnaval. Todo ano tem", brincou. Sobre o orçamento de 2009, Paulo Bernardo disse que ainda estão sendo feitos alguns pagamentos, como recursos para o Ministério da Aeronáutica, que comprou novos helicópteros. Outra despesa prevista é o pagamento de aproximadamente US$ 70 milhões para a Comissão Andina de Fomento (CAF).
O ministro calcula que deverão sobrar aproximadamente R$ 60 bilhões em restos a pagar para 2010. "Podemos dizer que, diante da crise que enfrentamos, da queda da arrecadação e do aumento de algumas despesas, a execução do orçamento deste ano foi uma façanha".
domingo, 1 de novembro de 2009
A imprensa não viu, uma Hidrelétrica do PAC é inaugurada em Minas
Considerada um exemplo da eficiência das Sociedades de Propósito Específico (SPEs), a Usina Hidrelétrica Baguari (140 MW) foi inaugurada no dia 22 de outubro, em Governador Valadares (MG). A usina foi implantada por um consórcio formado pela Neoenergia (51%), pela Cemig (34%) e por Furnas (15%) e começa a operar com uma das quatro turbinas. As demais serão inauguradas até fevereiro de 2010. A UHE Baguari – que custou cerca de R$ 500 milhões, 70% financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – é o primeiro empreendimento de geração de Furnas que integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) a ser inaugurado.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Cidades históricas terão PAC

Presidente Lula lança, em Ouro Preto, um programa que prevê obras em 173 municípios tombados pelo patrimônio histórico.
Cinco cidades em apenas dois dias. O Presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff, voltam a Minas Gerais amanhã.Lula e Dilma estarão em, inauguração de trechos rodoviários, vistoria a obras do PAC e lançamento de programa de preservação do patrimônio histórico.
Lula visita amanhã Ouro Preto, e Belo Horizonte. No dia seguinte, vai a Governador Valadares, no Vale do Aço, e às maiores cidades do Triângulo Mineiro: Uberlândia e Uberaba. Aécio se encontra com o Presidente em Ouro Preto e Governador Valadares.
Com exceção da capital mineira, em todas as outras cidades os eventos integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Em Belo Horizonte, o Presidente inaugura mais um ponto de acesso livre à internet, um programa desenvolvido desde 2005 pela prefeitura em parceria com o governo federal.
Em Ouro Preto, Lula lança o PAC das Cidades Históricas, que prevê investimentos na infraestrutura das 173 cidades brasileiras tombadas pelo patrimônio histórico. De acordo com o prefeito Ângelo Oswaldo (PMDB), chefes do Executivo de diversas regiões do estado vão estar na cidade para o lançamento, que é uma reivindicação da Associação Brasileira das Cidades Históricas, levada ao presidente no início deste ano.
Na cidade, Lula inaugura obras rodoviárias do PAC orçadas em cerca de R$ 40 milhões, lança a pedra fundamental da Universidade Federal do Triângulo Mineiro e vistoria obras habitacionais do projeto Minha Casa, Minha Vida.
Também não vão faltar prefeitos aliados na visita de Lula ao Triângulo Mineiro. Ele estão sendo arregimentados pelo prefeito e ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto. “Estou chamando todos os prefeitos da região, pois todos querem ver o Lula. Só os tucanos é que não devem vir”, alfinetou Adauto.
sábado, 17 de outubro de 2009
Ninguém vai sair do anonimato às minhas custas, diz Lula

Durante entrevista em Cabrobó (PE), o Presidente Lula, deu um recado aos críticos. "Ninguém vai sair do anonimato às minhas custas... essa história do sujeito aparecer no jornal criticando o Presidente vai acabar", disse Lula.
Lula visita as obras de integração e revitalização do Rio São Francisco. Durante a entrevista, perguntado se irá morar em Pernambuco após o fim do mandato, respondeu: "eu queria, mas isso quem manda é a dona Marisa".
2010
Sobre as próximas eleições, Lula fez poucos comentários e disse que a decisão sobre as candidaturas da ministra Dilma Rousseff (PT), e de Ciro Gomes (PSB) é dos partidos. "Eu acho que Dilma e Ciro são dois grandes companheiros, mas quem vai decidir os destinos deles são os partidos", afirmou. "É muito cedo para fazer qualquer avaliação sobre 2010", completou Lula.
No último dia da viagem para vistoria às obras de integração e revitalização do rio, o presidente afirmou que as pessoas irão reconhecer a importância da obra apenas quando ela estiver pronta e a população sentir o efeito da mudança.
"Não estamos tirando água de ninguém, não era justo a gente deixar essa quantidade imensa de água ir para o mar e não tirar um pouquinho dela para levar ao semiárido para 12 milhões de nordestinos que vivem em uma situação extremamente difícil", disse ao defender o projeto.
Oposição
Durante o discurso, o Presidente voltou a criticar a oposição. "É como jogador que está no banco de reserva, diz que é amigo do que está jogando, mas fica doidinho para o que está jogando tomar cartão vermelho ou se machucar para entrar no lugar dele. O papel da oposição é ver defeito."
Lula disse que evitou fazer promessas sobre a integração do Rio São Francisco antes de se eleger. Ele reafirmou que candidatos "duas caras" diziam ser contra ou a favor das obras de acordo com a posição dos governos dos estados por onde o rio passa.
Pela manhã, o presidente participou de encontro com trabalhadores do eixo norte, um dos dois canais que estão sendo construídos para integrar o rio às bacias do Nordeste Setentrional.
Esse eixo vai atender os estados de Pernambuco, da Paraíba, do Ceará e do Rio Grande do Norte e já teve 13,7% da obra executados, de acordo com informação do Ministério da Integração Nacional
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
No São Francisco, Lula batiza Dilma no coração do Nordeste
E não é que a Transposição do Rio São Francisco começou a se tornar concreta? Deixou de ser um discurso secular, desde Dom Pedro II, contornou a polêmica e as razões de quem, com razões, é contra, aglutinou os que, com suas razões, são a favor, e já é concreta. Concreto, para ser literal.
Serão, ao final de 2012, 713 km de canais condutores de água, da bacia do São Francisco para cinco Estados do Nordeste. Disso, algo como 200 km está em estado adiantado no que é considerado o mais difícil: a terraplanagem, as detonações com dinamite em terrenos rochosos, as construções de dutos com até 13 metros de largura por 3 a 5 metros de altura.

Duzentos quilômetros "no ponto" e 20km completos, com a manta impermeável - para impedir infiltrações no solo - e a cobertura de concreto nos canais. A concretagem é visível no sobrevoo em helicópteros da Marinha, Exército e Aeronáutica.
A Transposição do São Francisco, com suas polêmicas e suas razões (técnicas ou religiosas), é uma obra simbólica do governo Lula que, para demarcar tanto, viaja e acampa desta quarta à sexta-feira em Minas, Bahia e Pernambuco.
A instalação desta "Coluna Lula" se dará com a presença de quatro ministros, aguardados oito governadores em todo o giro e uma penca de senadores, deputados, prefeitos e camarilhas. Na retaguarda, mais de 150 funcionários federais, 3 helicópteros e pelo menos dois aviões.
A presidenciável Dilma, of course, levada por Lula, com toda pompa nesta circunstância, para seu batismo oficial no Nordeste, às vésperas de uma sucessão que, como se vê, já começou.
Obra simbólica por vários motivos. Para a Transposição, o governo já gastou R$ 1,2 bilhão, licitou R$ 4,5 bilhões e, segundo o próprio Lula no "Café com o presidente" da última segunda, chegará a R$ 6 bilhões até o final dos Eixos Leste e Norte.
Sempre valendo-se de projeções que levam em conta a população de 2025 - assim trabalham os engenheiros -, a Transposição deverá levar água a um universo de 12 milhões de nordestinos. Ainda segundo a mesma estimativa, ao final de 2012 mais de 4 milhões estarão no raio de influência do megaprojeto.
Simbólica a obra do São Francisco porque, primeiro e antes de tudo, em Pernambuco, nas vizinhanças da Garanhuns onde Lula nasceu e de onde migrou com a mãe Lindu e seis irmãos para São Paulo. Todos num caminhão pau-de-arara. E desceu para o Sul ladeando o mesmo Velho Chico, como, por mais de uma vez, já lembrou o próprio Lula.
Simbólico o pernoite de Lula, Dilma e sua "Coluna" nos acampamentos dos lotes 11 e 1 a partir de hoje. Ali, em meio a engenheiros e peões, ele pretende reavivar no imaginário popular, na memória do Nordeste, que lhe deu vitória avassaladora em 2006, as suas origens: de nordestino, de retirante da seca, de peão.
Simbólica porque a viagem contará com a presença do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), aspirante a presidenciável, e nesta quarta tem a primeira parada em Pirapora, nas Minas Gerais do também presidenciável tucano Aécio Neves, que lá deverá estar, certamente provocando urticária nos companheiros emplumados, os tucanos.
Simbólico, porque quem pensa a comunicação do governo pretende tanto.
Para isso, enfiou num avião espanhol CASA - ou C-105, rebatizado de "Amazonas" - 26 jornalistas de uma dezena de grupos de mídia do Brasil e do mundo. Internacionais, a revista alemã Der Spiegel, o jornal francês Le Monde, a londrina BBC e, informação da presidência, aguarda-se para hoje o desembarque da britânica The Economist. Do Brasil, além de periódicos regionais como a CNR e APJ, as redes Record, Globo, Amazonas, a Empresa Brasileira de Comunicação, as revistas Época, Piauí e Terra Magazine, deste Portal Terra.
Viagem desse pelotão midiático iniciada na segunda, a ser encerrada para alguns nesta quarta, em Barra (BA), e sequenciada por veículos regionais e correspondentes nacionais até a sexta-feira. E não apenas. Ontem, terça-feira, por volta da hora do almoço, Nordeste afora lá estava a voz de Lula onipresente nas emissoras de rádio. Tema? A Transposição, pauta do último "Café com o presidente".
Entre experimentados correspondentes estrangeiros, os efeitos da concretização de um discurso secular, depois de horas de sobrevoos por centenas de quilômetros de canais rasgados no agreste pernambucano:
- Isso é parecido com o que Roosevelt fez nos anos 30, nos Estados Unidos - diz um dos europeus.
Outro correspondente balbucia, ainda no helicóptero:
- Impressionante. .. A gente ouve falar da obra, do Rio São Francisco, mas não tem a dimensão, geográfica até, enquanto não vê.
Nessa superposição de simbolismos que é também midiática e extremamente política, nos aquedutos da sucessão de 2010, quem por três meses bolou a viagem e o acampamento de Lula e sua "Coluna" entre peões, não deixou de recordar as inspeções cinematográficas de Juscelino nas obras da Brasília do final dos anos 50. Até mesmo a hospedagem numa casa de alvenaria e madeira evoca essa imagem.
Nesse jogo de símbolos, nada se perde, nem tanto se cria, tudo se recicla.
À margem das 4.500 máquinas, dos canais e da sucessão 2010, a dimensão humana do projeto e de seus 8.400 operários.
No canteiro de Custódia (PE), o motorista Luiz Carlos conta ter largado o grupo de forró "Rio de Ouro" para dirigir o ônibus que conduz os peões, dia e noite. Pega no volante às 5h30. "Com o forró, eu rodava só 5 km por semana. O cara se estressa. Aqui de noite eu tô em casa e ganho melhor". Ele e o colega, José Neto, estimam que cerca de 80% dos trabalhadores são da região. "O resto é técnico que vem de fora".

São os motoristas de ônibus José Neto, Luiz Carlos e o operário Antonio, citados acima. José e Luiz transportam os trabalhadores
"Empregou muita gente que não podia plantar cebola (especialidade na região)", conta o lavrador Alecsandro Pereira. "Por agora, não tem do que desgostar de Lula", completa Fernando Faustino dos Santos. Ambos grudam as mãos nas cercas da Vila Produtiva em Salgueiro (PE), onde serão realocadas famílias atingidas pelas obras. No entorno, muitos desejam obter uma casa de alvenaria com 99 metros quadrados. Há casos de moradores que pagam aluguel e receberão uma residência própria.

Casa da Vila Produtiva Rural Junco, onde serão realocados os moradores rurais atingidos pelas obras
- Quero dar um alô pro Lula... Meu barraco de tábua não dá mais, vou pedir uma casa! Três vezes não pode, mas quero Dilma Rousseff - declara o lavrador Deolindo Andrade dos Santos, 58 anos e oito filhos.
Nesta quarta, em Barra, na Bahia, deverão ser ouvidas vozes de opositores do projeto. Dom Luiz Cappio, o bispo que chegou à greve de fome em protesto contra a obra, não deverá estar na cidade. Mas seus seguidores, sim.
Na Vila Produtiva, depois de ter falado a operários em outro trecho da viagem, Lula sorteará cinco entre as 55 casas (três quartos, banheiro e cozinha), construídas em terrenos de meio hectare para produção agrícola comunitária. Uma das futuras moradoras reconhece que essa "cultura coletiva" ainda precisa ser disseminada entre os pequenos lavradores. Aglutinação ainda mais difícil no momento em que cada desalojado recebe R$ 800 para deslocamento e R$1.200 mensais enquanto se arrasta nos tribunais a querela das indenizações.
Serão, ao final de 2012, 713 km de canais condutores de água, da bacia do São Francisco para cinco Estados do Nordeste. Disso, algo como 200 km está em estado adiantado no que é considerado o mais difícil: a terraplanagem, as detonações com dinamite em terrenos rochosos, as construções de dutos com até 13 metros de largura por 3 a 5 metros de altura.

Duzentos quilômetros "no ponto" e 20km completos, com a manta impermeável - para impedir infiltrações no solo - e a cobertura de concreto nos canais. A concretagem é visível no sobrevoo em helicópteros da Marinha, Exército e Aeronáutica.
A Transposição do São Francisco, com suas polêmicas e suas razões (técnicas ou religiosas), é uma obra simbólica do governo Lula que, para demarcar tanto, viaja e acampa desta quarta à sexta-feira em Minas, Bahia e Pernambuco.
A instalação desta "Coluna Lula" se dará com a presença de quatro ministros, aguardados oito governadores em todo o giro e uma penca de senadores, deputados, prefeitos e camarilhas. Na retaguarda, mais de 150 funcionários federais, 3 helicópteros e pelo menos dois aviões.
A presidenciável Dilma, of course, levada por Lula, com toda pompa nesta circunstância, para seu batismo oficial no Nordeste, às vésperas de uma sucessão que, como se vê, já começou.
Obra simbólica por vários motivos. Para a Transposição, o governo já gastou R$ 1,2 bilhão, licitou R$ 4,5 bilhões e, segundo o próprio Lula no "Café com o presidente" da última segunda, chegará a R$ 6 bilhões até o final dos Eixos Leste e Norte.
Sempre valendo-se de projeções que levam em conta a população de 2025 - assim trabalham os engenheiros -, a Transposição deverá levar água a um universo de 12 milhões de nordestinos. Ainda segundo a mesma estimativa, ao final de 2012 mais de 4 milhões estarão no raio de influência do megaprojeto.
Simbólica a obra do São Francisco porque, primeiro e antes de tudo, em Pernambuco, nas vizinhanças da Garanhuns onde Lula nasceu e de onde migrou com a mãe Lindu e seis irmãos para São Paulo. Todos num caminhão pau-de-arara. E desceu para o Sul ladeando o mesmo Velho Chico, como, por mais de uma vez, já lembrou o próprio Lula.
Simbólico o pernoite de Lula, Dilma e sua "Coluna" nos acampamentos dos lotes 11 e 1 a partir de hoje. Ali, em meio a engenheiros e peões, ele pretende reavivar no imaginário popular, na memória do Nordeste, que lhe deu vitória avassaladora em 2006, as suas origens: de nordestino, de retirante da seca, de peão.
Simbólica porque a viagem contará com a presença do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), aspirante a presidenciável, e nesta quarta tem a primeira parada em Pirapora, nas Minas Gerais do também presidenciável tucano Aécio Neves, que lá deverá estar, certamente provocando urticária nos companheiros emplumados, os tucanos.
Simbólico, porque quem pensa a comunicação do governo pretende tanto.
Para isso, enfiou num avião espanhol CASA - ou C-105, rebatizado de "Amazonas" - 26 jornalistas de uma dezena de grupos de mídia do Brasil e do mundo. Internacionais, a revista alemã Der Spiegel, o jornal francês Le Monde, a londrina BBC e, informação da presidência, aguarda-se para hoje o desembarque da britânica The Economist. Do Brasil, além de periódicos regionais como a CNR e APJ, as redes Record, Globo, Amazonas, a Empresa Brasileira de Comunicação, as revistas Época, Piauí e Terra Magazine, deste Portal Terra.
Viagem desse pelotão midiático iniciada na segunda, a ser encerrada para alguns nesta quarta, em Barra (BA), e sequenciada por veículos regionais e correspondentes nacionais até a sexta-feira. E não apenas. Ontem, terça-feira, por volta da hora do almoço, Nordeste afora lá estava a voz de Lula onipresente nas emissoras de rádio. Tema? A Transposição, pauta do último "Café com o presidente".
Entre experimentados correspondentes estrangeiros, os efeitos da concretização de um discurso secular, depois de horas de sobrevoos por centenas de quilômetros de canais rasgados no agreste pernambucano:
- Isso é parecido com o que Roosevelt fez nos anos 30, nos Estados Unidos - diz um dos europeus.
Outro correspondente balbucia, ainda no helicóptero:
- Impressionante. .. A gente ouve falar da obra, do Rio São Francisco, mas não tem a dimensão, geográfica até, enquanto não vê.
Nessa superposição de simbolismos que é também midiática e extremamente política, nos aquedutos da sucessão de 2010, quem por três meses bolou a viagem e o acampamento de Lula e sua "Coluna" entre peões, não deixou de recordar as inspeções cinematográficas de Juscelino nas obras da Brasília do final dos anos 50. Até mesmo a hospedagem numa casa de alvenaria e madeira evoca essa imagem.
Nesse jogo de símbolos, nada se perde, nem tanto se cria, tudo se recicla.
À margem das 4.500 máquinas, dos canais e da sucessão 2010, a dimensão humana do projeto e de seus 8.400 operários.
No canteiro de Custódia (PE), o motorista Luiz Carlos conta ter largado o grupo de forró "Rio de Ouro" para dirigir o ônibus que conduz os peões, dia e noite. Pega no volante às 5h30. "Com o forró, eu rodava só 5 km por semana. O cara se estressa. Aqui de noite eu tô em casa e ganho melhor". Ele e o colega, José Neto, estimam que cerca de 80% dos trabalhadores são da região. "O resto é técnico que vem de fora".

São os motoristas de ônibus José Neto, Luiz Carlos e o operário Antonio, citados acima. José e Luiz transportam os trabalhadores
"Empregou muita gente que não podia plantar cebola (especialidade na região)", conta o lavrador Alecsandro Pereira. "Por agora, não tem do que desgostar de Lula", completa Fernando Faustino dos Santos. Ambos grudam as mãos nas cercas da Vila Produtiva em Salgueiro (PE), onde serão realocadas famílias atingidas pelas obras. No entorno, muitos desejam obter uma casa de alvenaria com 99 metros quadrados. Há casos de moradores que pagam aluguel e receberão uma residência própria.

Casa da Vila Produtiva Rural Junco, onde serão realocados os moradores rurais atingidos pelas obras
- Quero dar um alô pro Lula... Meu barraco de tábua não dá mais, vou pedir uma casa! Três vezes não pode, mas quero Dilma Rousseff - declara o lavrador Deolindo Andrade dos Santos, 58 anos e oito filhos.
Nesta quarta, em Barra, na Bahia, deverão ser ouvidas vozes de opositores do projeto. Dom Luiz Cappio, o bispo que chegou à greve de fome em protesto contra a obra, não deverá estar na cidade. Mas seus seguidores, sim.
Na Vila Produtiva, depois de ter falado a operários em outro trecho da viagem, Lula sorteará cinco entre as 55 casas (três quartos, banheiro e cozinha), construídas em terrenos de meio hectare para produção agrícola comunitária. Uma das futuras moradoras reconhece que essa "cultura coletiva" ainda precisa ser disseminada entre os pequenos lavradores. Aglutinação ainda mais difícil no momento em que cada desalojado recebe R$ 800 para deslocamento e R$1.200 mensais enquanto se arrasta nos tribunais a querela das indenizações.
Lula: "Não compensa falar de candidatura um ano antes"
O deputado Ciro Gomes, o presidente Lula, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, durante visita às obras de transposição do São Francisco
Neste meio de tarde de quarta-feira, 14, o presidente Lula, os presidenciáveis Dilma Rousseff e Ciro Gomes navegam pelo Rio São Francisco, no município de Barra, Bahia. Dilma, ministra-chefe da Casa Civil, e Ciro, deputado, ex-ministro da Integração Nacional e também pré-candidato à presidência da República, voaram juntos, com Lula ao lado. Conversaram muito tempo sobre política e amenidades. Um ministro, no mesmo vôo, provocava o governador da Bahia, Jaques Wagner, e o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, que pretende ser candidato a sucedê-lo.
- E aí Geddel, muito boa a manifestação espontânea a seu favor em Buritizeiro (MG). Lá em Barra, você vai fazer outra?
Dito isso, vira-se para Jaques Wagner e indaga:
- E você, governador, também vai fazer uma manifestação espontânea lá em Barra?
Ambos fizeram manifestações na fazenda à beira do São Francisco, onde Lula e comitiva passam parte da tarde. Uma dezena de faixas de Wagner e outra dezena de Geddel disputavam espaço palmo a palmo.
Na beirada do rio, minutos antes de embarcar para um rápido giro pelo Velho Chico, Lula disse:
- Não compensa fazer lançamento de candidaura um ano antes, aqui no rio São Francisco.
Lula faz uma série de lançamentos ao longo desses 713 quilômetros que ele percorrerá até sexta-feira.
Enquanto dizia, tinha atrás de si os presidenciáveis Dilma Rousseff e Ciro Gomes, que, quando perguntado sobre o assunto, sorriu.
O presidente relatou ter havido um debate teórico sobre a transposição. "Mas verificamos tecnicamente que não traria nenhum problema", assegurou.
Lula destacou que a presença de Ciro Gomes na viagem se deve à sua contribuição ao projeto de transposição na fase incial.
Lula, Wagner, Dilma e Ciro, todos com chapéu do exército para se proteger do sol e os 39ºC. Na descida para o atracadouro, Dilma não foi reconhecida por muitos populares, mas mantinha um tímido sorriso. Lula seguiu para o rio, e antes de lá chegar, passou por um corredor com cerca de 500 pessoas. Algumas delas chegaram às 8h da manhã para ver o presidente. Entusiasmados, populares gritavam. Muitos diziam:
- Tô aqui esperando meu pai.
Rita de Cássia Vieira dos Santos, beneficiária do Bolsa-Família, dizia:
- Meu Deus, cadê esse pai, que não chegue logo? Se Lula tocasse minha mão, ah oxe!, eu cairia aqui mesmo.
Lula ironiza 'preocupação' de Serra com o Nordeste:Serra 'ficará feliz' se obra de irrigação no sertão sair

Em viagem à região do nordeste, Lula respondeu nesta quinta-feira, 15, às críticas de Serra à política de irrigação de sua administração, o que gerou uma tréplica do governador tucano.
A discussão começou na quarta-feira, depois que Serra criticou, segundo ele, falta de investimentos em irrigação para as comunidades que ficam na margem do Rio São Francisco.José Serra fez campanha no fim de semana passado a região de Petrolina, em Pernambuco. Serra é pré-candidato à presidência pelo PSDB.
Lula afirmou hoje, em entrevista a rádios do Nordeste, que o possível candidato tucano está, com o comentário, "preparando o discurso para a campanha" de 2010. E o provocou, dizendo que pretende convidar o governador a participar da inauguração de alguns projetos de irrigação na região.
"Eu não sabia que o Serra tinha alguma preocupação com o Nordeste, mas se começa a ter um pouquinho perto das eleições, é um bom sinal", disse Lula, em tom irônico.
A tréplica de Serra veio nesta quinta-feira, 15, após evento na capital paulista.
"Se aquilo que eu disse ajudar a ter um metro a mais de irrigação no sertão de Pernambuco, eu vou ficar feliz, disse.
Lula deu o troco: "O que é triste é isso", disse Lula, "vai passando o tempo, as pessoas não falam, as pessoas ficam mudas, e quando vai chegando perto das eleições, as pessoas começam a preparar o discurso para a campanha."
Lula admitiu que "muita gente", entre os críticos das obras do governo no Nordeste tenham "razão em muitas coisas", mas discordou de quem diz que as comunidades ribeirinhas e de outros lugares não estão sendo atendidas. "Nós criamos o programa Água para Todos, que vai levar água para todas as comunidades perto do Rio São Francisco que não têm água. Não podemos jogar nas costas do rio e nas costas do programa de transposição a responsabilidade de séculos de descaso com o povo brasileiro", declarou o presidente.
"O Serra que fique esperto, porque ele vai ver o que nós vamos inaugurar de irrigação no Nordeste nesses próximos meses - projetos que estiveram parados por anos, e não parados por nossa culpa, parados por irresponsabilidade do Poder Judiciário, da Justiça, por erro de projetos que nós estamos recuperando. Quero até convidar ele para participar comigo da inauguração de alguns projetos, para ele entender o que está acontecendo no Nordeste brasileiro."
O Presidente disse que seu governo tem, não apenas um, mas "vários programas" voltados para a solução do problema da falta de água no Nordeste. "E acho que se continuar fazendo os investimentos que estamos fazendo, dentro de 5 anos nós teremos um Brasil com muito mais saneamento básico, com muito mais água boa para beber, um Brasil com muito mais energia". Serra não respondeu
E como sempre, Serra covarde manda bater.
O marqueteiro Luiz González, um dos principais estrategistas das campanhas do PSDB, afirmou hoje que o Presidente Lula entrou no jogo eleitoral ao criticar o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), candidato tucano à Presidência da República em 2010.
González arriscou-se a dar um conselho a Lula: "O presidente devia trabalhar mais e falar menos." Para o marqueteiro, o petista entrou "no ringue" antes da hora.
Luiz Gonzales, o marqueteiro do Serra da GW produtora, é sócio de Gilnei Rampazzo,marido de Eliane Cantanhêde,porta-voz do PSDB e colunista da Folha de S.Paulo.
Caravana da Dilma
Ciro e Dilma acompanham Lula na vistoria a obras de revitalização do rio São Francisco. O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), também se juntou ao grupo em outro trecho da viagem. Aécio disputa a indicação para encabeçar a chapa tucana à Presidência com o governador de São Paulo, José Serra, e os ministros da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima - que pretende disputar o governo baiano pelo PMDB -, das Cidades, Márcio Fortes, e da Comunicação Social, Franklin Martins."Acho que o presidente tem todo o direito de viajar pelo país. Isso faz parte do jogo político. Eu não me preocupo com essas viagens, acho que elas são legítimas, da mesma forma que nós, do campo da oposição, de forma extremamente respeitosa, temos que ter a nossa estratégia", disse o governador tucano.Já o outro pré-candidato do PSDB, José Serra, disse que falta investimentos em áreas ribeirinhas do Rio .

Quebrando o protocolo definido pelo Planalto, Lula resolveu visitar uma estação de tratamento de esgoto em Pirapora .Lula fez questão de ir ao local. Acabou encontrando dois pescadores, que foram surpreendidos pela visita. O presidente conversou com eles e ainda passou alguns minutos pescando às margens do São Francisco, ao lado de Dilma.

Na sequência do roteiro, em Barra (BA), a ministra mostrou, diante de cerca de 2,5 mil pessoas, certa timidez para uma candidata. Chamada por pessoas que se aglomeravam para ver Lula e comitiva, Dilma se aproximou. Tirou fotos, abraçou algumas delas, mas logo se afastou.
O fato de ser a candidata de Lula, porém, deverá ajudá-la. "Eu voto em quem o presidente pedir", proclamava as pessoas que foram ouvidas por jornalistas."Posso morrer agora que vi o presidente Lula." diziam outras depois de ver Lula. Outras falavama que só faz o que Lula mandar. "Antes não votava no PT, só no Lula. Agora, voto em qualquer candidato do partido. Minha candidata é a Dilma". Era a frase mais ouvida por jornalistas que integravam a comitiva do PresidenteEm Barra, Lula prometeu ficar vigilante, mesmo depois de deixar a Presidência, para impedir que seus sucessores paralisem as obras de transposição.
O Planalto pôs um avião da FAB para levar 24 jornalistas aos canteiros das obras do São Francisco. A visita aos sertões de Minas, Bahia e Pernambuco visa a divulgar uma obra vista pelo próprio Lula como principal marca de seu governo no Nordeste. O grupo transportado pela FAB inclui jornalistas do Le Monde, Der Spiegel, BBC, Rede Globo, Terra Magazine e Revista Piauí, entre outros. A reportagem do Jornal O Estado de S.Paulo foi a única que viajou por conta própria.
A figura do presidente Juscelino Kubitschek (1956-1960) deu um charme à caravana. Lula e Dilma pernoitariam ontem num canteiro das empreiteiras em Sertânia (PE). Assessores do governo passaram os últimos dias divulgando o fato de que o presidente repetiria um gesto de JK, que no fim dos anos 1950 dormia nos acampamentos da construção de Brasília.

Quebrando o protocolo definido pelo Planalto, Lula resolveu visitar uma estação de tratamento de esgoto em Pirapora .Lula fez questão de ir ao local. Acabou encontrando dois pescadores, que foram surpreendidos pela visita. O presidente conversou com eles e ainda passou alguns minutos pescando às margens do São Francisco, ao lado de Dilma.

Na sequência do roteiro, em Barra (BA), a ministra mostrou, diante de cerca de 2,5 mil pessoas, certa timidez para uma candidata. Chamada por pessoas que se aglomeravam para ver Lula e comitiva, Dilma se aproximou. Tirou fotos, abraçou algumas delas, mas logo se afastou.
O fato de ser a candidata de Lula, porém, deverá ajudá-la. "Eu voto em quem o presidente pedir", proclamava as pessoas que foram ouvidas por jornalistas."Posso morrer agora que vi o presidente Lula." diziam outras depois de ver Lula. Outras falavama que só faz o que Lula mandar. "Antes não votava no PT, só no Lula. Agora, voto em qualquer candidato do partido. Minha candidata é a Dilma". Era a frase mais ouvida por jornalistas que integravam a comitiva do PresidenteEm Barra, Lula prometeu ficar vigilante, mesmo depois de deixar a Presidência, para impedir que seus sucessores paralisem as obras de transposição.
O Planalto pôs um avião da FAB para levar 24 jornalistas aos canteiros das obras do São Francisco. A visita aos sertões de Minas, Bahia e Pernambuco visa a divulgar uma obra vista pelo próprio Lula como principal marca de seu governo no Nordeste. O grupo transportado pela FAB inclui jornalistas do Le Monde, Der Spiegel, BBC, Rede Globo, Terra Magazine e Revista Piauí, entre outros. A reportagem do Jornal O Estado de S.Paulo foi a única que viajou por conta própria.
A figura do presidente Juscelino Kubitschek (1956-1960) deu um charme à caravana. Lula e Dilma pernoitariam ontem num canteiro das empreiteiras em Sertânia (PE). Assessores do governo passaram os últimos dias divulgando o fato de que o presidente repetiria um gesto de JK, que no fim dos anos 1950 dormia nos acampamentos da construção de Brasília.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Serra deve estar roendo o cotovelo, de tanta inveja
Os jornais de hoje, tratam a visita nas obras da bacia do Rio S.Francisco, que estão incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como um pretexto para que Lula tente alavancar a pré-campanha presidencial da ministra Dilma Rousseff (PT). O deputado Ciro Gomes, e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, também foram visitar às obras de integração do São Francisco com Lula e Dilma. Isso significa que, Lula está fazendo campanha política para, Aécio e Ciro, também?.Lula disse que a presença de Ciro Gomes na viagem se deve à sua contribuição ao projeto de transposição na fase incial.
Na coluna do jornalista Bob Fernandes, que está na comitiva de Lula, eu li: Lula seguiu para o rio,[São Francisco] e antes de lá chegar, passou por um corredor com cerca de 500 pessoas. Algumas delas chegaram às 8h da manhã para ver o presidente. Entusiasmados, populares gritavam. Muitos diziam:
- Tô aqui esperando meu pai.
Rita de Cássia Vieira dos Santos, dizia:
- Meu Deus, cadê esse pai, que não chega logo? Se Lula tocasse minha mão, ah oxe!, eu cairia aqui mesmo.
Lula, Dilma e Ciro e oposição
Acompanhado por Dilma Rousseff (PT), e o deputado Ciro Gomes (PSB-SP)o Presidente Lula dá hoje início a três dias de visita às obras de transposição do rio São Francisco. Convidado por Lula, Ciro viajou ontem para Brasília para integrar a comitiva que visitará seis trechos das obras e dormirá duas noites em acampamentos do Exército, no sertão de Pernambuco.
O governador Aécio Neves (PSDB)também foi convidado e receberá a comitiva hoje em Minas: "Sempre terei com o presidente conversas extremamente republicanas, até porque mantenho com ele relações pessoais que estarão preservadas, independente dos campos políticos", disse Aécio
Além de Dilma e Ciro estão na comitiva os ministros Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), Carlos Minc (Meio Ambiente) e Franklin Martins (Comunicação Social) e cinco governadores.
O governador Aécio Neves (PSDB)também foi convidado e receberá a comitiva hoje em Minas: "Sempre terei com o presidente conversas extremamente republicanas, até porque mantenho com ele relações pessoais que estarão preservadas, independente dos campos políticos", disse Aécio
Além de Dilma e Ciro estão na comitiva os ministros Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), Carlos Minc (Meio Ambiente) e Franklin Martins (Comunicação Social) e cinco governadores.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Lula sai em caravana com Dilma . A oposição contrata jagunço para vigiar

Lula e Dilma visitam obras do Rio São Francisco, que é um dos principais projetos que integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e pretende levar água a 390 municípios do semiárido.A oposição esperneia.
Quinze anos depois de promover a Caravana da Cidadania que começou no Vale do São Francisco e na qual se apresentou como timoneiro de um barco rumo à campanha presidencial (que seria vitoriosa oito anos mais tarde), o agora Presidente Lula refaz parte do trajeto com Dilma Rousseff.Os ministros serão quatro, os governadores, oito, também presente o jornal Americano The Economist, Der Spiegel, Le Monde e BBC integram a comitiva de 26 jornalistas nas beiradas do São Francisco.
Desta vez, são apenas três dias e a visita é oficial, para vistoriar obras da transposição do Rio São Francisco, que poderão beneficiar 12 milhões de pessoas.Lula fará até discurso para operários numa das etapas na viagem que começa amanhã e vai até sexta-feira.
A oposição já escalou "olheiros" para perseguir Lula e Dilma, mesmo de longe, passo a passo da dupla, a fim de denunciar ao Tribunal Superior Eleitoral qualquer passo em falso que conote campanha antecipada, diz o deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) – Até agora a oposição não conseguiu colocar um freio nisso. Precisamos ser mais enérgicos, comenta.
Líder do PSDB na Câmara, o deputado José Aníbal (SP) afirma que a oposição tem feito o que pode e impetrado diversas ações na Justiça, o problema, para ele, está na lentidão da Justiça Eleitoral e, segundo ele, na mídia, que tem dado uma cobertura de candidata à Dilma.
– É uma coisa escandalosa. Dilma vai ao Pará participar de procissão (Círio de Nazaré) enquanto deveria ir ao estado fazer com que as obras do PAC andem, diz Aníbal.
A oposição está sem discurso e as críticas mostram desespero. A presença da ministra é absolutamente normal, já que ela é coordenadora do PAC.E mais, a oposição mente quando diz que há obras do PAC paradas. Não há nenhuma obra da transposição parada.A oposição ainda há de se desculpar pelo que fez enquanto governou o país.
Para o Álvaro Dias tucano, Lula está “antecipando desnecessariamente” o processo eleitoral e afirmou que os advogados do PSDB “estão de olho no desenrolar da viagem pelo São Francisco para verificar se não haverá abusos que possam resultar em nova representação da oposição na Justiça”.
A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) afirma que a presença de Dilma nada tem a ver com campanha presidencial e sim com a responsabilidade que a ministra tem com as obras do governo Lula que ela coordena com “determinação e força”. A visita, de acordo com Serys, será fundamental para ver o que é preciso fazer para acabar com eventuais paralisações de obras determinadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que defende a presença de Dilma na viagem, “uma vez que ela é responsável pelos investimentos na obra”, espera que o presidente Lula aproveite para conversar com o bispo Luis Flávio Cappio, que já fez duas greves de fome, em 2005 e 2007, contra a transposição do rio.
– Ouvi dizer que o bispo não vai estar presente quando o presidente passar, então o Presidente deve ir até ele,afirma Suplicy.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
PAC anda no Ceará, e não em SP porque Serra e Kassab não trabalham direito

No Ceará onde o Governador Cid Gomes (PSB) tem projeto, se interessa em resolver os problemas da população mais carente, não frauda licitação, o PAC anda.
Da mesma forma faz a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), que inaugurou o Centro Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte de Fortaleza - Cuca Che Guevara -, na Barra do Ceará. Um espaço para a juventude se ocupar e se formar com atividades saudáveis.
É primeiro Espaço Mais Cultura do Brasil (uma ação do Programa Mais Cultura do Ministério da Cultura). O ministro Juca Ferreira lembra que pobre também quer coisa boa.
Já na São Paulo de José Serra (PSDB), não tem projetos para a população pobre, não arranja terrenos, nem viabiliza contrapartidas, tem fraudes em licitações que não acabam mais, o Ministério Público tem um trabalhão investigando propinas e rastreando contas tucanas no exterior, em tres continentes, como é o caso da ALSTOM.
José Serra gasta com propaganda e com repressão policial, mas não faz projeto para as pessoas conquistarem sua moradia, nem ficarem livres das enchentes.
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