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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Países afinam discurso para elaboração da Carta de Salvador.

A presença maciça de lideranças de todos os continentes e de representantes do governo brasileiro norteou neste ontem (17) uma das principais reuniões (segmento de alto nível) realizadas durante o 12º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal (CPCJC). Os chefes de delegação e as autoridades apontaram as demandas políticas de cada país que influenciam no desempenho da justiça, cidadania, segurança e direitos humanos.

Paralelamente, os representantes do governo brasileiro, em especial, do Ministério da Justiça, participam da finalização da Carta de Salvador. O documento mais importante do congresso será divulgado na segunda-feira (19), último dia do evento.

A Carta, entregue sempre no final de cada CPCJC, contém recomendações para a Assembleia Geral da ONU, órgão intergovernamental e deliberativo composto por todos os países-membros.

Para garantir a celeridade no cumprimento das diretrizes, os temas relacionados à prevenção ao crime e à justiça criminal foram amplamente abordados. “A parte substantiva está entrando na reta final. Esperamos que a declaração de Salvador possa delimitar um novo marco na questão da cooperação jurídica internacional”.

No Brasil, o tema justiça criminal é uma das pautas do Supremo Tribunal Federal (STF). Conforme o ministro do STF, Gilmar Mendes, para reduzir o número de presos em regimes provisórios, os julgamentos dos processos serão acelerados. Mendes também reforçou que a meta é retirar 100% dos presos das delegacias. “Queremos encerrar esse quadro de transformar as delegacias em depósitos de presos”.

O crime organizado transnacional tomou grandes proporções em todo o mundo e a questão tem preocupado os chefes de Estado. Para o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, “a melhor maneira de combater os crimes transnacionais é estabelecer uma rede integrada entre os países”.

Um outro ponto bastante debatido pelas autoridades diz respeito à aplicação de penas e medidas alternativas. Os congressistas concordam que pessoas que cometeram pequenos delitos não devem ser colocadas no mesmo regime de cárcere sentenciado a um preso que seja de alta periculosidade.

De acordo com o governador Jaques Wagner, o Brasil, em especial, a Bahia tem desenvolvido políticas públicas para diminuir os crimes e melhorar a segurança pública. Como exemplo, investimentos nas áreas de saúde, educação e segurança pública por meio de programas como o Ronda nos Bairros e a construção de unidades prisionais que têm o objetivo de acabar com a superlotação nas delegacias, foram ressaltados.

O secretário interino de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SCJDH), Ricardo Soares, acredita que a Carta de Salvador será um marco para a sistematização das ações de prevenção ao crime e de realização de justiça criminal. “Acredito que não é mais possível combater a criminalidade somente articulando políticas locais. É necessário imaginarmos uma articulação de ações preventivas e repressivas em escala global”. Soares lembrou que alguns crimes ultrapassam fronteiras, como o tráfico de drogas, tráfico de mulheres, a lavagem de dinheiro e a corrupção.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Participantes do Fórum Social Mundial pedem saída de Arruda e Yeda Crusius

Participantes do Fórum Social Mundial, realizarem uma manifestação na Assembleia dos Movimentos Populares pedindo a saída dos governadores do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius.

O grupo se apresentou com cartazes e faixas com frases como "Arruda na Papuda", em referência ao Complexo Penitenciário do Distrito Federal, "Chega de corrupção" e "Poder para o povo" e foi aplaudido ao entrar no auditório do Gasômetro, na região central de Porto Alegre.

O protesto foi realizado por estudantes da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que se organizaram através da internet.

"A manifestação foi construída por jovens, contra corrupção e o neoliberalismo, porque essa é uma característica que marca os governos do Rio Grande e do Distrito Federal", explicou Pedro Sérgio da Silveira, da UFSM.

O objetivo da manifestação é atrair os participantes do Fórum para uma marcha, que seguiria até a Assembleia Legislativa do Estado, ao lado da sede do governo gaúcho, onde os organizadores do fórum estão reunidos.

Da Agência Brasil

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Pensar a Bahia terá segundo módulo em janeiro

Como será a Bahia até 2023 nas áreas de saúde, educação, segurança pública e habitação é o tema do segundo módulo do ciclo de debates Pensar a Bahia, que acontecerá no próximo dia 27 de janeiro. Após o sucesso da primeira etapa do evento, que tratou do planejamento nas áreas de mobilidade, infraestrutura e o futuro dos núcleos industriais baianos, com a participação de cerca de 400 pessoas, a Secretaria do Planejamento (Seplan), promotora da iniciativa, pretende expandir a discussão, envolvendo sociedade, investidores e governo.

O titular da pasta, Walter Pinheiro, explica que com a iniciativa, o Governo quer ouvir a sociedade, os empresários e especialistas nas mais diversas áreas, “para que juntos possamos construir o futuro do nosso estado. Deveremos pensar a Bahia para os seus 200 anos de independência de todas as formas, inclusive a econômica”, disse Pinheiro. A segunda etapa do evento, assim como a primeira, será no Hotel Fiesta, das 8h às 18h30. O ciclo de debates vai contribuir para consolidação de um plano de desenvolvimento para a Bahia.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Acordo de Copenhague é aceito pela ONU mas não tem unanimidade



A 15a. Conferência da ONU sobre Clima terminou oficialmente neste sábado (19/12), com a elaboração do “Acordo de Copenhague” após negociação entre líderes dos países do grupo Basic (Brasil, África do Sul, Índia e China) e dos Estados Unidos e da União Européia, realizada na noite de sexta-feira (18/12). O acordo foi aceito oficialmente pela ONU mas não teve aprovação unânime – em seu anexo haverá lista com os países contrários ao acordo.

O primeiro-ministro dinamarquês Lars Løkke Rasmussen se mostrou satisfeito com desfecho, mas seu otimismo não é compartilhado por outros líderes. O presidente Lula deixou clara sua frustração no discurso que fez na sessão plenária da conferência.

De acordo com o texto, os países ricos se comprometeram a doar US$ 30 bilhões nos próximos três anos (até 2012) para um fundo de luta contra o aquecimento global. O valor é menor do que os US$ 16,6 bilhões anuais que o Brasil deverá gastar para atingir sua meta de redução nas emissões de gases do efeito estufa.

O “Acordo de Copenhague” diz ainda que os países desenvolvidos se comprometeram em cortar 80% de suas emissões até 2050. Já para 2020, eles apresentaram uma proposta de reduzir até 20% das emissões, o que está abaixo do recomendado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que sugere uma redução entre 25% e 40% até 2020.

Principais pontos do Acordo de Copenhague:

O acordo é de caráter não vinculativo, mas uma proposta adjunta ao acordo pede para que seja fixado um acordo legalmente vinculante até o fim do próximo ano.

Considera o aumento limite de temperatura de dois graus Celsius, porém não especifica qual deve ser o corte de emissões necessário para alcançar essa meta

Estabelece uma contribuição anual de US$ 10 bilhões entre 2010 e 2012 para que os países mais vulneráveis combatam os efeitos da mudança climática, e US$ 100 bilhões anuais a partir de 2020 para a mitigação e adaptação. Parte do dinheiro, US$ 25,2 bilhões, virá de EUA, UE e Japão. Pela proposta apresentada, os EUA vão contribuir com US$ 3,6 bilhões no período de três anos, 2010-12. No mesmo período, o Japão vai contribuir com US$ 11 bilhões e a União Europeia com US$ 10,6 bilhões.

O texto do acordo também estabelece que os países deverão providenciar “informações nacionais” sobre de que forma estão combatendo o aquecimento global, por meio de “consultas internacionais e análises feitas sob padrões claramente definidos”.

O texto diz: “Os países desenvolvidos deverão promover de maneira adequada (…) recursos financeiros , tecnologia e capacitação para que se implemente a adaptação dos países em desenvolvimento”

Detalhes dos planos de mitigação estão em dois anexos do Acordo de Copenhague, um com os objetivos do mundo desenvolvido e outro com os compromissos voluntários de importantes países em desenvolvimento, como o Brasil.

O acordo “reconhece a importância de reduzir as emissões produzidas pelo desmatamento e degradação das florestas” e concorda promover “incentivos positivos” para financiar tais ações com recursos do mundo desenvolvido.

Mercado de Carbono: “Decidimos seguir vários enfoques, incluindo as oportunidades de usar is mercados para melhorar a relação custo-rendimento e para promover ações de mitigação.

Longe dos holofotes (e das algemas) Serra e Arruda em Copenhague

É visível o esforço que o governador de Minas Aécio Pirlimpimpim Neves está fazendo para dissimular o ódio (ódio sim) ao governador de São Paulo José Jânio Serra. As notícias de explosões de raiva em ambientes palacianos ultrapassaram esses ambientes. Aécio foi posto, literalmente, na parede por Serra. Ou desistia de disputar a indicação presidencial com Serra, ou notas “jornalísticas” dos muitos Juca Kfoury que existem por aí iriam mostrar a dependência do governador mineiro em relação à cocaína.

Minas inteira sabe disso e o Mineirão cantou isso em coro num jogo Brasil e Argentina em meados do ano que passado. O que menos importa neste momento é se Aécio como disse o Mineirão “cheira mais que Maradona”. O que mais importa, neste momento, é o caráter chantagista de um dos políticos mais perversos e perigosos de toda a história recente do País, José Jânio Serra.

Corrupto, autoritário, paga o preço que for preciso, qualquer preço, para ser o próximo presidente da República. Não tem um pingo de escrúpulos, ou respeito por qualquer coisa que seja, por quem quer seja, que não ele próprio.

Do jeito dos grandes chefes mafiosos José Serra embarcou para Copenhague com a senadora do DEM Kátia Abreu e um único objetivo real. O de enquadrar o governador de Brasília José Roberto Arruda, uma espécie de pulga que havia se atrevido a chantageá-lo, como fez ele Serra com Aécio. Arruda mandou avisar a Serra que se continuasse a sistemática campanha para o seu impedimento, principalmente no JORNAL NACIONAL, cairia, mas levaria todo mundo com ele.

Copenhague foi o centro das atenções do mundo nessa semana que termina. Serra não tinha, nem tem o que dizer a Copenhague, ao mundo ou ao Brasil e aos brasileiros. É um FHC que não dissimula raiva e atira pelas costas sem a menor preocupação de remorso, nem sabe o que é isso.

Foi lá para exibir-se e liquidar a fatura Arruda. Kátia Abreu, senadora que responde a processos por corrupção, é do DEM, partido de Arruda, foi como pistoleira para o acerto de contas, devida e antecipadamente paga.

Sem saída, pelo menos até que se descubra o que de fato aconteceu em Copenhague e deve ter acontecido um acerto, Arruda é ladrão de galinhas perto de Serra, o governador de São Paulo adicionou um “extra” ao JORNAL NACIONAL (já está comprado desde que começou, há quarenta anos) e acertou pequenos extras com outras empresas, pequenas empresas, para deixar o assunto Arruda morrer. Não interessa a ele nem que se fale tanto no caso e nem que o governador caia atirando.

O acerto com Arruda em Copenhague é para que ele caia e não atire. Leve uma compensação qualquer, para ficar quieto. Dinheiro não falta. Essa gente representa o que há de pior no País (a elites paulista FIESP/DASLU), o latifúndio, os banqueiros, os interesses dos Estados Unidos na Amazônia, no pré-sal e em instalar bases militares no nosso País. Não se trata de mala propriamente dita, mas de imensos baús repletos de dólares para comprar o que for preciso e eliminar obstáculos à chegada do mafioso tucano à presidência da República.

Se Arruda resolver ou resolveu dar uma de herói, azar dele. Vai ser jogado às feras, devorado em seu próprio partido e sair de mãos abanando, quer dizer, só com o que já levou.

O próximo passo de Serra é tentar mostrar a Aécio, através de terceiros, que é um bom negócio ser senador e pode até, quem sabe, virar vice do algoz e esperar um pouco mais. Vice e nada nesse caso é a mesma coisa. Se Aécio vai engolir isso ou não é outra história. Aécio é do tipo também que não tem nem princípios e muito menos condições de decidir assuntos dessa relevância já que vive em Alfa. Quem escolhe a gravata dele é a irmã, não há necessidade de perguntar no twitter como faz o venal William Bonner se alguém quer bom dia.

O risco de Serra é Aécio fazer corpo mole em Minas, deixar a coisa rolar livre e Minas é o segundo colégio eleitoral do Brasil, decisivo para as pretensões criminosas de José Jânio Serra. Mas como há muitos interesses cruzados, muito dinheiro em jogo e tucano vive disso, trapaça, corrupção, chantagem, Aécio é só um cadáver político insepulto.

Virou um Eduardo Azeredo da vida.

De quebra ainda carrega um mala sem alça, Itamar Franco. Pode vir a ser a saída do governador para enfrentar o ministro Hélio Costa, uma espécie de vingança contra Serra e contra a GLOBO, já que o Costa (que ganhou a convenção do PMDB em Minas) é ministro da GLOBO.

É o que chamam de jogo político, de manobras. É só um monte de fatos repugnantes que mostram o estado pútrido do chamado institucional. Gilmar Mendes presidindo o que chamam de Corte Suprema (há ministros dignos). Temer (doublé de tucano/PMDB com laivos petistas e o resultado disso é quero o meu) que já foi encurralado por Serra em pequenas denúncias que podem virar grandes manchetes escandalosas de jornais e redes de tevê compradas pelo tucano (GLOBO, BANDEIRANTES, VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO, etc).

Por pior que possa parecer e por mais ofensivo que isso possa soar, ou baixo, Serra, como FHC, ou qualquer tucano, repito qualquer tucano, privatiza mãe ou terceiriza, se por trás do negócio estiver uma gratificação de pelo menos 20%.

Não é um partido, o PSDB, é uma quadrilha que traz a reboque o que há de mais atrasado na política brasileira, o DEM, antigo PFL, antigo PDS, antiga ARENA dos tempos da ditadura militar.

O golpe em Aécio, o acerto de contas com Arruda em Copenhague, as manchetes obtidas em noticiários de tevê, JORNAL NACIONAL principalmente, foi como se tivéssemos com métodos diversos, mas efeitos semelhantes (você pode achar que está morto e está vivo, e pode estar vivo, mas estar morto, caso de Aécio), foi como se tivéssemos o episódio da Noite de São Valentin, onde numa garagem, Al Capone eliminou seus concorrentes de uma só feita.

Resta saber se os brasileiros vão cair no conto do governador “eficiente” de São Paulo alagada, de obras superfaturadas, de uma elite fantasmagórica e fétida que pretende numa simples assinatura de “escritura” mudar a grafia da palavra BRASIL para BRAZIL.

Foi o que FHC começou a fazer é o que Serra quer terminar…

E foi fazer o acerto final longe dos holofotes (e das algemas), numa conferência onde se buscava uma solução, ou um caminho para salvar o planeta da devastação do “progresso” capitalista.É o jeito deles, passam um filme bonitinho, mas são ordinários. Cínicos à perfeição.

De Laerte Braga

Marina Silva em vez de criticar Obama, critica o Brasil em Copenhague

Cada vez fica mais difícil entender Marina Silva. O diferencial dela seria ser uma política sincera, avessa ao oportunismo político.

Mas cada vez mais ela se comporta como uma raposa política: vê oportunidade, deixa a coisa certa de lado, e cede à tentação da crítica pela crítica, ainda que sem fundamento, apenas para apedrejar a adversária, e ganhar 15 segundos de fama no Jornal Nacional.

Ao participar da Convenção Nacional do Partido Verde (PV), na Assembleia Legislativa de São Paulo, Marina disse:

"Infelizmente, o Brasil não foi capaz de se comprometer e não tivemos um acordo à altura do planeta com as metas e o aporte de recursos".

Ora... onde se lê "Brasil" na fala de Marina, deveria trocar por "EUA".

O Brasil fez sua parte e fez bonito na conferência do clima. Foi com um tática bem elaborada, jogou no ataque, fez o que estava a seu alcance. Lutou como um leão (e Dilma como uma leoa) em defesa do meio-ambiente mais limpo e do ponto de vista do interesse dos países pobres.

Vamos para a COP-16 (a próxima conferência) com vantagem, com os países ricos sob forte pressão das próprias populações destes países.

Quem fugiu às responsabilidades, e ficou na defensiva, tentando dividir e criar tumulto foram os governos dos países ricos, para fugirem de suas obrigações.

Quem decepcionou foi Obama.

Marina já decepcionou ao fazer declarações contra os interesses do Brasil, em dobradinha com José Serra (PSDB/SP) e dos países pobres no início da conferência, ao defender o que pregavam os países ricos: dividir a conta deles com os países em desenvolvimento.

Agora, reincide, na defesa dos países ricos, atacando a posição brasileira.

É inacreditável que Marina Silva critique a posição do Brasil, em vez de criticar Obama e os EUA.

Marina cogita ter como vice o "verde" Guilherme Leal, dono da Natura, e dono de uma fortuna estimada de US$ 1,2 bilhões, segundo a revista Forbes.

É esse tipo de gente que a candidatura de Marina Silva vai representar?

Vai ser mera plataforma de propaganda para a imagem ambientalmente correta de empresas como a Natura, para vender cosméticos nos EUA e Europa?

Vai representar gente que tem medo de falar contra Obama e os EUA? Vai repetir os demo-tucanos na eterna política da subserviência ao que vem de Washington?

sábado, 19 de dezembro de 2009

Críticos elogiam Lula e falam em "decepção" sobre Obama



Um discursou logo após o outro no plenário da Conferência do Clima de Copenhague, na Dinamarca, mas os resultados das falas dos presidentes Lula e Barack Obama foram diametralmente opostos nos corredores do Bella Center, onde acontece o evento. Enquanto Lula entusiasmou, Obama foi alvo de críticas e decepcionou os que esperavam que ele pudesse mudar o rumo das negociações na reta final.

As diferenças já puderam ser vistas durante os pronunciamentos: Lula teve quatro vezes o discurso interrompido por aplausos, enquanto Obama nenhuma vez - apesar de as palavras do americano serem as mais aguardado de todo o evento. Ao final dos discursos, mais uma vez as palmas enfáticas para oPresidente Lula se distanciaram dos aplausos meramente protocolares dispensados a Barack Obama.

"O Lula mandou muito bem e abriu a porta para quem sabe as negociações tomarem outro rumo", disse Paulo Adário, um dos coordenadores do Greenpeace Brasil. Adário elogiou a postura de vanguarda que o Brasil assumiu, ao oferecer contribuição financeira para o Fundo Global de Mudanças Climáticas para os países pobres. "A gente sabe que o Brasil não é mais nenhum Haiti e vínhamos cobrando isso há anos do presidente. Ele fez o que a gente esperava dele."

O coordenador da ONG Vitae Civilis, Rubens Harry Born, destacou que a fala improvisada de Lula fez toda a diferença. "Ele foi ele mesmo, falou com o coração e passou uma mensagem muito legal de comprometimento. Acho que essa postura pode ter efeitos nas negociações", afirmou Born.

O francês Fabrice Bourger, membro da delegaçãoda França, disse que o Brasil deu um exemplo "sem precedentes" e que o discurso de Lula o aproxima ainda mais dos europeus. "Foi constrangedor para os outros países. Mas, sinceramente, nós não esperávamos outra coisa de Lula", afirmou Bourger. "Ele se destaca de todos os outros líderes com essa posição aberta ao diálogo, sem perder a firmeza e a determinação."

Obama: "mico da história"

Já as palavras em relação a Obama foram bem diferentes. "Arrogante", "estúpido", "burocrático" e autor de um "mico histórico" são apenas algumas das definições empregadas nos corredores da COP-15.

"Uma parte, foi de palavras da boca para a fora (como a frase de que "não se pode mais perder tempo" para salvar planeta). E a outra, um verdadeiro absurdo. Foi um mico histórico", disse Born. Para o coordenador da Vitae Civilis, Obama só reforçou o discurso intransigente que os Estados Unidos vinham defendendo na Cúpula do Clima e não trouxe nenhuma novidade. E ainda usou como desculpa para a falta de ação um argumento que todos os países democráticos poderiam utilizar, se quisessem: o de que não pode fazer nada sem a aprovação prévia do Congresso de seu país.

Adário, do Greenpeace, foi ainda mais duro. "A postura do Obama naquele púlpito foi socialmente arrogante e politicamente estúpida. Não está nem perto de assumir a posição de liderança que as pessoas esperavam dele", afirmou, destacando que as três condições impostas pelo americano para que assine um acordo - transparência, verificação das ações e metas de redução baixas - devem manter as negociações travadas.

Também a ausência de especificações sobre quanto os Estados Unidos estarão dispostos a contribuir para fundo internacional de financiamento decepcionaram. Obama garantiu apenas que o país vai entrar com recursos, mas não detalhou nem quanto, nem quando. Bourger, negociador francês, preferiu não se estender nos comentários, mas não escondeu a decepção. "Acho que os esforços da Europa não foram suficientes para mudar nem um milímetro da posição americana."

Também o ministro brasileiro do Meio Ambiente, Carlos Minc, criticou o presidente americano e disse que o seu discurso "foi uma desgraça". "O Obama foi muito frustrante. Parecia até que o Lula tinha mais responsabilidades do que ele no plano climático mundial, de tanto que o Obama falou mal¿.

COP-15

A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, de 7 a 18 de dezembro, que abrange 192 países, vai se reunir em Copenhague, na Dinamarca, para a 15ª Conferência das Partes sobre o Clima, a COP-15. O objetivo é traçar um acordo global para definir o que será feito para reduzir as emissões de gases de efeito estufa após 2012, quando termina o primeiro período de compromisso do Protocolo de Kyoto.Terra

Lula de volta pra casa.O Presidente Lula já deixou Copenhague

Lula deixou o centro de conferências por volta das 20h (17h em Brasília), logo após uma reunião com o grupo Basic, formado pelos quatro principais países emergentes (Brasil, África do Sul, Índia e China), para o aeroporto de Copenhague .

O Brasil não veio barganhar. Estamos disposto a dar um passo a mais:Lula é aplaudido 4 vezes em discurso de 15 min

"O Brasil não veio barganhar. As nossas metas não precisam de dinheiro externo. Nós iremos fazer com os nossos recursos, mas estamos dispostos a dar um passo a mais se a gente conseguir resolver o problema que vai atender, primeiro, a manutenção do desenvolvimento dos países em desenvolvimento. Nós passamos um século sem crescer, enquanto outros cresciam muito. Agora que nós começamos a crescer, não é justo que voltemos a fazer sacrifício", disse Lula.



Nem Obama e nem Marina. Lula é o cara e Lula surpreende e Obama decepciona na reta final da COP-15.

Imprensa mundial avalia atuação dos líderes no último dia de conferência da ONU sobre as mudanças climáticas

Dos principais líderes mundiais que discursaram até o momento em Copenhague, o Presidente Lula, foi o único a apresentar novidade na complicada busca por um novo acordo global sobre o clima. Ele manifestou nesta sexta-feira, 18, a disposição brasileira de, em caso de acordo, destinar dinheiro para ajudar países mais pobres a combaterem os efeitos das mudanças climáticas.

Lula já havia discursado ontem. Uma nova fala de Lula não estava prevista para hoje, mas ele foi chamado de última hora e segundo a imprensa surpreendeu a todos ao manifestar a disposição de, em caso de acordo, alocar dinheiro do Brasil em um fundo internacional para ajudar países pobres a combater os efeitos das mudanças climáticas. O discurso de Lula, a partir deste ponto, foi aplaudido diversas vezes.

O Presidente disse que, aquela seria a primeira vez em que ele falaria sobre o plano de ajuda. "Vou dizer, de público, uma coisa que eu não disse ainda no meu país, não disse à minha bancada e não disse ao meu Congresso: se for necessário fazer um sacrifício a mais, o Brasil está disposto a colocar dinheiro também para ajudar os outros países", disse Lula.

O Presidente Lula disse, em discurso no último dia da Conferência sobre o Clima em Copenhague (COP-15), que o Brasil está disposto a contribuir para o fundo de apoio a países pobres destinado a auxiliá-los a reduzir os efeitos do aquecimento global e controlar suas emissões

"Estamos dispostos a ajudar no financiamento, se nós nos colocarmos de acordo em uma proposta final aqui. Agora, o que não estamos de acordo é que as pessoas mais importantes do planeta assinem um documento só para dizer que assinamos", disse. Lula afirmou que estava "muito decepcionado" com o ritmo de negociações.

Já o presidente norte-americano Barack Obama cobrou no seu discurso mais ação dos países em desenvolvimento. "Os países em desenvolvimento não querem se comprometer tanto no acordo, o que não compreendo. Há países que acham que acham que os países ricos devem assumir a maior parte da responsabilidade. Eu acho que todos devem se comprometer e agir de uma forma unida para enfrentar esta ameaça real", disse.

Barganha

Em um pronunciamento duro, Lula criticou a falta de entendimento entre os diversos chefes de governo que se reuniram até a madrugada desta sexta-feira e enviou um recado aos países ricos, que nas palavras do presidente foram à conferência para "barganhar".

Lula justificou a decisão de contribuir para o fundo afirmando que, para o mundo desenvolvido, conseguir que todos os seus cidadãos "tomem café da manhã, almoço e janta" era uma coisa do passado. Mas que para muitos países da África, América Latina e Ásia "isso ainda é uma coisa do futuro", arrancando palmas da plateia.

Ele destacou que o dinheiro dos países ricos para auxiliar os pobres a enfrentar o aquecimento global não deve ser encarado como uma esmola, mas um "pagamento pela emissão de gás estufa feita durente dois séculos por quem teve o privilégio de se industrializar primeiro".Até o site do Greenpeace, elogia Lula...