A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou na terça-feira, 16, em caráter conclusivo, o substitutivo da deputada Fátima Bezerra (PT-RN) ao Plano Nacional de Cultura (PL 6835/06). O plano estabelece um novo modelo de gestão da política cultural do país e cria o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais.
O objetivo do PNC é integrar as iniciativas do Poder Público que conduzam à defesa e à valorização do patrimônio cultural. O texto visa também garantir a produção, promoção e difusão dos bens culturais; a formação de pessoal qualificado para a gestão do setor; a democratização do acesso aos bens culturais e a valorização da diversidade étnica e regional.
O relator do projeto na CCJ foi o deputado Emiliano José (PT-BA), que referendou o substitutivo apresentado pela deputada Fátima Bezerra (PT-RN), na Comissão de Educação e Cultura. A deputada explicou que a proposta original do Plano teve como base as sugestões apresentadas durante a 1ª Conferência Nacional de Cultura, realizada em 2005. "No entanto, ficaram algumas lacunas da agenda cultural do século XXI, que procurei contemplar no meu substitutivo" , explicou a deputada. Ela citou como exemplo a cultura digital, a cultura e o desenvolvimento sustentável e o turismo cultural.
O projeto aprovado, e que seguirá para análise do Senado se não houver recurso, traz como princípios norteadores do Plano Nacional de Cultura: liberdade de expressão; diversidade cultural; respeito aos direitos humanos; direito de todos à arte e à cultura; direito à informação, à comunicação e à crítica cultural; direito à memória e às tradições e responsabilidade socioambiental.
O projeto de lei inicial é de autoria do deputado Gilmar Machado (PT-MG), da ex-deputada Iara Bernardi (PT-SP) e do deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE).
De Vânia Rodrigues
Mostrando postagens com marcador cultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cultura. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 23 de março de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Cultura - Site permite troca gratuita de livros em todo o país
Em vez de esquecer um livro que você já leu em cima da prateleira, que tal trocá-lo por outro que você estava de olho, mas não tinha certeza de comprar? Essa é idéia do "LivraLivro.com. br", sitefeito para intermediar a troca de livros entre os usúarios cadastrados.
Lançado em janeiro de 2009, o site já possui mais de 130.000 livros cadastrados no idioma português, intermediou 400 trocas e, atualmente, atende cerca de 2.000 pessoas de todo o país.
O projeto, que é uma iniciativa independente e gratuita, é de Samur Araújo e, segundo ele, surgiu de uma necessidade pessoal. "Por atuar na área de internet, não tive dúvidas de que o projeto atenderia todas as minhas necessidades: trocar meus livros e aplicar meus conhecimentos" , disse Samur, mestre em Web Semântica.
A processo de troca é simples: depois de fazer o cadastro no site, o usuário seleciona os livros que possui para trocar e os livros que gostaria de obter. O sistema se encarrega de encontrar e coordenar a troca entre múltiplos usuários. É só enviar o livro pelo correio e receber o outro que deseja. De acordo com Samur, o valor da postagem varia de R$ 3 a R$ 8, dependendo do peso.
"O LivraLivro.com. br contribui para cultura e educação, beneficiando principalmente os mais jovens e de baixa renda, que não têm condições de adquir livros com frequência, tendo como único custo a postagem. A idéia é fomentar a cultura no país e formar cidadãos leitores, facilitando o acesso ao livro", conclui o idealizador do projeto.
Lançado em janeiro de 2009, o site já possui mais de 130.000 livros cadastrados no idioma português, intermediou 400 trocas e, atualmente, atende cerca de 2.000 pessoas de todo o país.
O projeto, que é uma iniciativa independente e gratuita, é de Samur Araújo e, segundo ele, surgiu de uma necessidade pessoal. "Por atuar na área de internet, não tive dúvidas de que o projeto atenderia todas as minhas necessidades: trocar meus livros e aplicar meus conhecimentos" , disse Samur, mestre em Web Semântica.
A processo de troca é simples: depois de fazer o cadastro no site, o usuário seleciona os livros que possui para trocar e os livros que gostaria de obter. O sistema se encarrega de encontrar e coordenar a troca entre múltiplos usuários. É só enviar o livro pelo correio e receber o outro que deseja. De acordo com Samur, o valor da postagem varia de R$ 3 a R$ 8, dependendo do peso.
"O LivraLivro.com. br contribui para cultura e educação, beneficiando principalmente os mais jovens e de baixa renda, que não têm condições de adquir livros com frequência, tendo como único custo a postagem. A idéia é fomentar a cultura no país e formar cidadãos leitores, facilitando o acesso ao livro", conclui o idealizador do projeto.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
BIG BROTHER BRASIL
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém'
Um escravo da ilusão.
Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dá muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério - não banal.
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
Talvez haja objetivo
"professor", Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
Isso é um desserviço
Mau exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.
É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque saem do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.
AUTOR DESCONHECIDO
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém'
Um escravo da ilusão.
Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dá muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério - não banal.
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
Talvez haja objetivo
"professor", Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
Isso é um desserviço
Mau exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.
É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque saem do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.
AUTOR DESCONHECIDO
sábado, 16 de janeiro de 2010
II Seminário sobre o Centenário de nascimento de Maria Bonita: Rainha do Cangaço
Campus VIII da UNEB e Prefeitura Municipal de Paulo Afonso realizarão o II Seminário Internacional sobre o Centenário de Nascimento de Maria Bonita, com o tema: Diferentes Contextos que Envolveram a Vida da Rainha do Cangaço. Este evento, que reserva participação de lideranças políticas, pesquisadores, ex-cangaceiros e os parentes de Maria Bonita, vai mobilizar a comunidade em geral para discutir aspectos da participação dessa Mulher que marcou a história do cangaço e que nasceu em Paulo Afonso, no povoado Malhada da Caiçara.
Universidade do Estado da Bahia-DEDC VIII (UNEB) em 2009 realizou o I Seminário Internacional sobre o Centenário de Nascimento de Maria Bonita, parte de um projeto pioneiro, desenvolvido em parceria com a Prefeitura Municipal de Paulo Afonso, a Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC) e outros parceiros. A meta dessa proposta pioneira foi a realização de três grandes eventos que culminará com a realização do III Seminário em 2011, ano em que Maria Bonita completaria 100 anos de idade.
O evento acontecerá de 8 a 10 de março, no auditório do Departamento de Educação (DEDC) do Campus VIII da UNEB, contando com a participação de lideranças políticas, escritores e pesquisadores de todo Brasil.
O Seminário será prestigiado ainda por Teófilo Pires do Nascimento (ex-soldado da volante) e Aristeia Soares de Lima (ex-cangaceira), Neli Conceição e João Souto, filhos do casal de cangaceiros Moreno e Durvinha, além dos parentes de Maria Bonita: Eribaldo Gomes de Oliveira e Adelmo Gomes de Oliveira, que também receberão os participantes na casa onde morou Maria Bonita, local onde ela conheceu Lampião.
Os interessados em receber o material e o certificado do evento, podem garantir participação até o dia 8 de março. A inscrição poderá ser feita no NECTAS/UNEB (Núcleo de Estudos em Comunidades e Povos Tradicionais e Ações Socioambientais), no DEDC VIII. Os 200 primeiros inscritos terão direito à todo material do evento do I Seminário Internacional, realizado em 2009.
“Maria Bonita ainda é uma figura que merece ser pensada no contexto do Cangaço. Ainda há muita incompreensão sobre sua vida, embora, aos poucos, informações tenham sido levantadas por diversos pesquisadores a respeito da sua biografia, que inclui o seu encontro com a figura mais emblemática do Cangaço: Lampião. Eu, por exemplo, tenho me dedicado a mergulhar nessa história que conto em três livros que escrevi: Lampião em Paulo Afonso, A Trajetória Guerreira de Maria Bonita: A Rainha do Cangaço” e Moreno e Durvinha, Sangue, Amor e Fuga No Cangaço, destaca o escritor João de Sousa Lima um dos coordenadores da iniciativa.
Para Juracy Marques, Diretor do Campus VIII e também coordenador do evento, “o papel da Universidade é de possibilitar que tão importante data não passe despercebida, uma vez que o Cangaço é hoje um tema que tem despertado interesse em diversas partes do mundo e Maria Bonita faz parte dessa história ainda cheia de lacunas. Entretanto, nós da UNEB em Paulo Afonso, resolvemos sediar estes três seminários internacionais sobre o centenário de Maria Bonita, sobretudo porque ela nasceu aqui e por esta região ter sido parte de capítulos bastante conhecidos do Cangaço: além da paixão de Maria Bonita por Lampião, e vice-versa.”
Primeira mulher no cangaço
Maria Gomes de Oliveira, a Maria Bonita, foi a primeira mulher a aparecer no cenário do Cangaço, revolucionando a sua época (século XX) e introduzindo vários costumes no meio de homens guerreiros que até então não permitiam mulheres entre os seus pares.
Nascida em 8 de março de 1911, na fazenda Malhada da Caiçara, em Paulo Afonso, casou-se aos 15 anos com um sapateiro, com quem vivia brigando.
Durante uma das separações de seu marido, Maria Bonita conheceu Lampião e apaixonou-se. O rei do cangaço, nesta época, tinha 31 anos e Maria 18.
Maria Bonita entrou para o bando ao final de 1929 e tornou-se musa e rainha do cangaço. Depois dela, os outros cangaceiros também trouxeram suas companheiras para fazerem parte do bando.
"Maria Bonita foi na época do Cangaço uma jovem que quebrou os padrões de um sertão ainda resguardado quanto aos reais valores da mulher. Para muitos ela foi um atraso para os cangaceiros que até então era um mundo machista. Para outros ela foi a parte boa daquele tempo, aliviando muitos dos sofrimentos causados aos sertanejos. Hoje ela é simplesmente parte da história do sertão, um capítulo dos acontecimentos que marcaram o nosso nordeste brasileiro", destaca o escritor João de Sousa Lima, um dos maiores pesquisadores sobre a vida de Maria Bonita.
Lampião arregimentou 47 homens e mulheres de várias ramificações familiares apenas em Paulo Afonso. Maria Bonita conviveu durante nove anos com Lampião e como seguidora do bando, foi ferida apenas uma vez.
Foi no dia 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, no sertão do estado de Sergipe, durante um ataque feito pela polícia ao bando, que um dos casais mais famosos do país foi brutalmente assassinado, transformando suas vidas em um marco da história nordestina.
Universidade do Estado da Bahia-DEDC VIII (UNEB) em 2009 realizou o I Seminário Internacional sobre o Centenário de Nascimento de Maria Bonita, parte de um projeto pioneiro, desenvolvido em parceria com a Prefeitura Municipal de Paulo Afonso, a Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC) e outros parceiros. A meta dessa proposta pioneira foi a realização de três grandes eventos que culminará com a realização do III Seminário em 2011, ano em que Maria Bonita completaria 100 anos de idade.
O evento acontecerá de 8 a 10 de março, no auditório do Departamento de Educação (DEDC) do Campus VIII da UNEB, contando com a participação de lideranças políticas, escritores e pesquisadores de todo Brasil.
O Seminário será prestigiado ainda por Teófilo Pires do Nascimento (ex-soldado da volante) e Aristeia Soares de Lima (ex-cangaceira), Neli Conceição e João Souto, filhos do casal de cangaceiros Moreno e Durvinha, além dos parentes de Maria Bonita: Eribaldo Gomes de Oliveira e Adelmo Gomes de Oliveira, que também receberão os participantes na casa onde morou Maria Bonita, local onde ela conheceu Lampião.
Os interessados em receber o material e o certificado do evento, podem garantir participação até o dia 8 de março. A inscrição poderá ser feita no NECTAS/UNEB (Núcleo de Estudos em Comunidades e Povos Tradicionais e Ações Socioambientais), no DEDC VIII. Os 200 primeiros inscritos terão direito à todo material do evento do I Seminário Internacional, realizado em 2009.
“Maria Bonita ainda é uma figura que merece ser pensada no contexto do Cangaço. Ainda há muita incompreensão sobre sua vida, embora, aos poucos, informações tenham sido levantadas por diversos pesquisadores a respeito da sua biografia, que inclui o seu encontro com a figura mais emblemática do Cangaço: Lampião. Eu, por exemplo, tenho me dedicado a mergulhar nessa história que conto em três livros que escrevi: Lampião em Paulo Afonso, A Trajetória Guerreira de Maria Bonita: A Rainha do Cangaço” e Moreno e Durvinha, Sangue, Amor e Fuga No Cangaço, destaca o escritor João de Sousa Lima um dos coordenadores da iniciativa.
Para Juracy Marques, Diretor do Campus VIII e também coordenador do evento, “o papel da Universidade é de possibilitar que tão importante data não passe despercebida, uma vez que o Cangaço é hoje um tema que tem despertado interesse em diversas partes do mundo e Maria Bonita faz parte dessa história ainda cheia de lacunas. Entretanto, nós da UNEB em Paulo Afonso, resolvemos sediar estes três seminários internacionais sobre o centenário de Maria Bonita, sobretudo porque ela nasceu aqui e por esta região ter sido parte de capítulos bastante conhecidos do Cangaço: além da paixão de Maria Bonita por Lampião, e vice-versa.”
Primeira mulher no cangaço
Maria Gomes de Oliveira, a Maria Bonita, foi a primeira mulher a aparecer no cenário do Cangaço, revolucionando a sua época (século XX) e introduzindo vários costumes no meio de homens guerreiros que até então não permitiam mulheres entre os seus pares.
Nascida em 8 de março de 1911, na fazenda Malhada da Caiçara, em Paulo Afonso, casou-se aos 15 anos com um sapateiro, com quem vivia brigando.
Durante uma das separações de seu marido, Maria Bonita conheceu Lampião e apaixonou-se. O rei do cangaço, nesta época, tinha 31 anos e Maria 18.
Maria Bonita entrou para o bando ao final de 1929 e tornou-se musa e rainha do cangaço. Depois dela, os outros cangaceiros também trouxeram suas companheiras para fazerem parte do bando.
"Maria Bonita foi na época do Cangaço uma jovem que quebrou os padrões de um sertão ainda resguardado quanto aos reais valores da mulher. Para muitos ela foi um atraso para os cangaceiros que até então era um mundo machista. Para outros ela foi a parte boa daquele tempo, aliviando muitos dos sofrimentos causados aos sertanejos. Hoje ela é simplesmente parte da história do sertão, um capítulo dos acontecimentos que marcaram o nosso nordeste brasileiro", destaca o escritor João de Sousa Lima, um dos maiores pesquisadores sobre a vida de Maria Bonita.
Lampião arregimentou 47 homens e mulheres de várias ramificações familiares apenas em Paulo Afonso. Maria Bonita conviveu durante nove anos com Lampião e como seguidora do bando, foi ferida apenas uma vez.
Foi no dia 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, no sertão do estado de Sergipe, durante um ataque feito pela polícia ao bando, que um dos casais mais famosos do país foi brutalmente assassinado, transformando suas vidas em um marco da história nordestina.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Casa do Boneco de Itacaré inaugura Fazenda Modelo em Quilombo
A Casa do Boneco de Itacaré estará inaugurando, neste próximo dia 29, a Fazenda Modelo Quilombo D'Oiti, um afro-empreendimento resultante do Programa de Sustentabilidade Comunitária onde se concentrarão as atividades de capacitação da população negra e os serviços e produtos do Turismo Étnico de Base comunitária.

A Fazenda Modelo Quilombo D´Oiti tem como visão se tornar um centro de desenvolvimento afro comunitário baseado na aprendizagem auto-sustentável, considerando, prioritariamente os seguintes princípios:
Etno racial
Trabalho de reapropriação da identidade afro-descendente, para elevar o valor e a beleza da cultura negra, e, sobretudo, para a contestação, a reparação e a afirmação da posição dos negros e negras na sociedade atual, em decorrência dos estragos históricos que lhe foram feitos.
Ecológico
Princípio que acompanha a busca etno racial, pois o povo africano é ecologista e a sua forma de vida ancestral está toda relacionada aos elementos da natureza . A proposta da fazenda é alicerçada em princípios da permacultura e da agroecologia no esforço de estar ecologicamente correta, harmonizando todas as ações, onde a conservação e o saber da natureza tem que acompanhar os outros saberes.
Sócio econômico
Proposta de organização e produção coletiva, de “inclusão” e reintegração social, que promova o desenvolvimento local e fortaleça as relações entre as pessoas, a partir de valores de organização coletiva herdados das sociedades indígenas, africanas e quilombolas. Tem na Economia solidária uma referência pois além da vivência associativista, almeja a implementação do cooperativismo nos próximos meses.
Cultural
Símbolos e significados de um modo de vida peculiar das comunidades negras descendentes no Brasil de africanos escravizados.
Espiritual
A vivência do Candomblé enquanto religião de matriz africana que além de ser fonte de sabedoria, fortalece as energia espirituais, a identidade ancestral garantindo a sustentabilidade espiritual de todas as ações.
O entendimento da proposta da Fazenda Modelo Quilombo D’Oiti, perpassa a visualização dos seguintes eixos centrais:
1) Implementação de Vila Comunitária
2) Educação
3) Serviços de Turismo Étnico de Base Comunitária
4) Auto Sustentabilidade Econômica



Os festejos terão início no dia 29 próximo e seguirá até 3 de fevereiro.
Mais uma vez, a Casa do Boneco sai na frente, dando exemplo de como se faz um trabalho social-comunitário, de interesse realmente publico.
A cada dia que passa, a cada evento, este blog se solidariza cada vez mais com a Casa do Boneco, por conhecê-la já a cinco anos e ter acompanhado inúmeros programas voltados aos afro-descendentes, à educação, à formação do cidadão como um todo, sempre envolvendo a própria comunidade nos programas.
Parabéns Jorge, Jorginho, Daniela, Boré, e todos os demais que fazem a Casa do Boneco cada vez mais viva e envolvida com os mais desfavorecidos pelo sistema.

Segue abaixo, a programação:
KUBONGOLA ORI MOLÊ – 29 à 03 de fevereiro de 2010
PROGRAMAÇÃO
29 de janeiro – sexta - INAUGURAÇÃO DO QUILOMBO
• 10H – CELEBRAÇÃO DE PLANTAÇÃO DO BAUBÁ – CERIMôNIA INTERNA com a Casa do Boneco, Terreiro de Matamba Tombenci Neto e Rede Mocambos
• Das 13 ás 14h - TRAVESSIA DE BARCO
• 15H – MESA DE ABERTURA – PRONUNCIAMENTOS
• 16h Programação Cultural:
A MORTE DO REI GUERREIRO
16:40 – GRUPO RAÍZES
17 ÀS 18H – BANDA GONGOBIRA
Início da travessia de retorno: 17:30h
Obs: participação mediante convite
30 de janeiro à 03 de fevereiro:
Encontro Mutuê Ngangu
Painéis, palestras e oficinas promovidos pela Rede Mocambos, Terreiro de Matamba Tombenci Neto e Coco de Umbigada com os temas:
Software livre e a apropriações tecnológicas da população Negra
Tambores Africanos
Religiosidade africana, gênero e cultura
Obs: inscrições gratuitas na Casa do Boneco
31 de janeiro – domingo – Remada Quilombola
Concentração 14h no Forte de Itacaré
Chegada na Fazenda Quilombo D’Oiti com premiações e confraternização cultural
Informações:
www.casadoboneco.blogspot.com
casadoboneco@yahoo.com.br
73 8138 0927 / 73 9923 5088

A Fazenda Modelo Quilombo D´Oiti tem como visão se tornar um centro de desenvolvimento afro comunitário baseado na aprendizagem auto-sustentável, considerando, prioritariamente os seguintes princípios:
Etno racial
Trabalho de reapropriação da identidade afro-descendente, para elevar o valor e a beleza da cultura negra, e, sobretudo, para a contestação, a reparação e a afirmação da posição dos negros e negras na sociedade atual, em decorrência dos estragos históricos que lhe foram feitos.
Ecológico
Princípio que acompanha a busca etno racial, pois o povo africano é ecologista e a sua forma de vida ancestral está toda relacionada aos elementos da natureza . A proposta da fazenda é alicerçada em princípios da permacultura e da agroecologia no esforço de estar ecologicamente correta, harmonizando todas as ações, onde a conservação e o saber da natureza tem que acompanhar os outros saberes.
Sócio econômico
Proposta de organização e produção coletiva, de “inclusão” e reintegração social, que promova o desenvolvimento local e fortaleça as relações entre as pessoas, a partir de valores de organização coletiva herdados das sociedades indígenas, africanas e quilombolas. Tem na Economia solidária uma referência pois além da vivência associativista, almeja a implementação do cooperativismo nos próximos meses.
Cultural
Símbolos e significados de um modo de vida peculiar das comunidades negras descendentes no Brasil de africanos escravizados.
Espiritual
A vivência do Candomblé enquanto religião de matriz africana que além de ser fonte de sabedoria, fortalece as energia espirituais, a identidade ancestral garantindo a sustentabilidade espiritual de todas as ações.
O entendimento da proposta da Fazenda Modelo Quilombo D’Oiti, perpassa a visualização dos seguintes eixos centrais:
1) Implementação de Vila Comunitária
2) Educação
3) Serviços de Turismo Étnico de Base Comunitária
4) Auto Sustentabilidade Econômica



Os festejos terão início no dia 29 próximo e seguirá até 3 de fevereiro.
Mais uma vez, a Casa do Boneco sai na frente, dando exemplo de como se faz um trabalho social-comunitário, de interesse realmente publico.
A cada dia que passa, a cada evento, este blog se solidariza cada vez mais com a Casa do Boneco, por conhecê-la já a cinco anos e ter acompanhado inúmeros programas voltados aos afro-descendentes, à educação, à formação do cidadão como um todo, sempre envolvendo a própria comunidade nos programas.
Parabéns Jorge, Jorginho, Daniela, Boré, e todos os demais que fazem a Casa do Boneco cada vez mais viva e envolvida com os mais desfavorecidos pelo sistema.

Segue abaixo, a programação:
KUBONGOLA ORI MOLÊ – 29 à 03 de fevereiro de 2010
PROGRAMAÇÃO
29 de janeiro – sexta - INAUGURAÇÃO DO QUILOMBO
• 10H – CELEBRAÇÃO DE PLANTAÇÃO DO BAUBÁ – CERIMôNIA INTERNA com a Casa do Boneco, Terreiro de Matamba Tombenci Neto e Rede Mocambos
• Das 13 ás 14h - TRAVESSIA DE BARCO
• 15H – MESA DE ABERTURA – PRONUNCIAMENTOS
• 16h Programação Cultural:
A MORTE DO REI GUERREIRO
16:40 – GRUPO RAÍZES
17 ÀS 18H – BANDA GONGOBIRA
Início da travessia de retorno: 17:30h
Obs: participação mediante convite
30 de janeiro à 03 de fevereiro:
Encontro Mutuê Ngangu
Painéis, palestras e oficinas promovidos pela Rede Mocambos, Terreiro de Matamba Tombenci Neto e Coco de Umbigada com os temas:
Software livre e a apropriações tecnológicas da população Negra
Tambores Africanos
Religiosidade africana, gênero e cultura
Obs: inscrições gratuitas na Casa do Boneco
31 de janeiro – domingo – Remada Quilombola
Concentração 14h no Forte de Itacaré
Chegada na Fazenda Quilombo D’Oiti com premiações e confraternização cultural
Informações:
www.casadoboneco.blogspot.com
casadoboneco@yahoo.com.br
73 8138 0927 / 73 9923 5088
Fundo de Cultura disponibiliza R$ 360 mil para Difusão, Residência e Intercâmbio Artístico
Artistas, técnicos e estudiosos que vão realizar residência artística, apresentar trabalho em outro estado brasileiro ou no exterior ou realizar pesquisa ou curso de capacitação já podem recorrer ao Fundo de Cultura para custear despesas. Com o Fundo, a Secretaria de Cultura está disponibilizando R$ 360 mil para serem utilizados em projetos iniciados a partir de abril até o final de 2010.
Os projetos devem ser encaminhados à sede do Fundo de Cultura da Bahia, na Av. Tancredo Neves 776, Edifício Desenbahia - Bloco A, CEP 41.820-020 – Salvador / Bahia, ou entregues pessoalmente no mesmo endereço, no horário das 14 às 17h. Mais informações nos telefones (71) 3103-3018, 3116-4071 ou pelos endereços internacional.secult@gmail.com e internacional@cultura.ba.gov.br.
Para conseguir o apoio, os interessados precisam ser convidados por instituições brasileiras ou estrangeiras, fazer a solicitação através do Formulário de Apresentação de Projetos do Fundo de Cultura e serem submetidos a análise da Assessoria de Relações Internacionais da Secretaria de Cultura do Estado e avaliação da Comissão de Pré-Seleção. O formulário e a resolução que estabelece os critérios de avaliação e as regras para a obtenção do recurso podem ser vistos no www.cultura.ba.gov.br.
Os projetos devem ser encaminhados à sede do Fundo de Cultura da Bahia, na Av. Tancredo Neves 776, Edifício Desenbahia - Bloco A, CEP 41.820-020 – Salvador / Bahia, ou entregues pessoalmente no mesmo endereço, no horário das 14 às 17h. Mais informações nos telefones (71) 3103-3018, 3116-4071 ou pelos endereços internacional.secult@gmail.com e internacional@cultura.ba.gov.br.
Para conseguir o apoio, os interessados precisam ser convidados por instituições brasileiras ou estrangeiras, fazer a solicitação através do Formulário de Apresentação de Projetos do Fundo de Cultura e serem submetidos a análise da Assessoria de Relações Internacionais da Secretaria de Cultura do Estado e avaliação da Comissão de Pré-Seleção. O formulário e a resolução que estabelece os critérios de avaliação e as regras para a obtenção do recurso podem ser vistos no www.cultura.ba.gov.br.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Academia de Letras de Ilhéus é palco de mais um lançamento de livro sobre a História Regional
Na próxima quinta-feira, dia 10, às 18h30, acontecerá o lançamento do livro "Múltiplos Olhares", uma coletânea muito interessante de textos sobre a história regional.
O livro fala sobre aspectos interessantes da região, como a comunicação, a história, o patrimônio, a cultura, a formação social, entre outros. Vale à pena conferir. Principalmente porque é pequena a bibliografia específica sobre esses aspectos regionais - e porque o livro está muito legal mesmo!
Para aqueles que gostam de boas leituras e se interessam pelas coisas do sul da Bahia, não podem perder mais essa chance de se alimentar mais ainda com nossa cultura.
O livro tem como autores André Rosa Ribeiro, Arléo Barbosa, minha amiga e seguidora do blog Eliana Albuquerque, Juliana Menezes, Maria Luiza Heine, Maria Luiza Silva Santos, Marlucia Mendes de Souza e Silmara Oliveira.
O lançamento acontecerá na Academia de Letras de Ilhéus, que fica na Rua Antonio Lavigne de Lemos nº 39.
Prestigie!!!
Tenho certeza que vai valer à pena!!
O livro fala sobre aspectos interessantes da região, como a comunicação, a história, o patrimônio, a cultura, a formação social, entre outros. Vale à pena conferir. Principalmente porque é pequena a bibliografia específica sobre esses aspectos regionais - e porque o livro está muito legal mesmo!
Para aqueles que gostam de boas leituras e se interessam pelas coisas do sul da Bahia, não podem perder mais essa chance de se alimentar mais ainda com nossa cultura.
O livro tem como autores André Rosa Ribeiro, Arléo Barbosa, minha amiga e seguidora do blog Eliana Albuquerque, Juliana Menezes, Maria Luiza Heine, Maria Luiza Silva Santos, Marlucia Mendes de Souza e Silmara Oliveira.
O lançamento acontecerá na Academia de Letras de Ilhéus, que fica na Rua Antonio Lavigne de Lemos nº 39.
Prestigie!!!
Tenho certeza que vai valer à pena!!
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Patativa do Assaré
Companheiros,
Esse poema tornou-se inesquecível, sobretudo na voz do Luiz
Gonzaga. Vale relembrar a genialidade do Pativa ao retratar o
sofrimento tão antigo do retirante do Nordeste. O Lula o mencionou
hoje (15) na entrevista ao Kennedy Alencar como seu poema preferido.
A Triste Partida
Patativa do Assaré
(Antônio Gonçalves da Silva)
Setembro passou, com oitubro e novembro
Já tamo em dezembro.
Meu Deus, que é de nós?
Assim fala o pobre do seco Nordeste,
Com medo da peste,
Da fome feroz.
A treze do mês ele fez a experiença,
Perdeu sua crença
Nas pedra de sá.
Mas nôta experiença com gosto se agarra,
Pensando na barra
Do alegre Natá.
Rompeu-se o Natá, porém barra não veio,
O só, bem vermeio,
Nasceu munto além.
Na copa da mata, buzina a cigarra,
Ninguém vê a barra,
Pois barra não tem.
Sem chuva na terra descamba janêro,
Depois, feverêro,
E o mêrmo verão
Entonce o rocêro, pensando consigo,
Diz: isso é castigo!
Não chove mais não!
Apela pra maço, que é o mês preferido
Do Santo querido,
Senhô São José.
Mas nada de chuva! ta tudo sem jeito,
Lhe foge do peito
O resto da fé.
Agora pensando segui ôtra tria,
Chamando a famia
Começa a dizê:
Eu vendo mau burro, meu jegue e o cavalo,
Nós vamo a São Palo
Vivê ou morrê.
Nòs vamo a São Palo, que a coisa tá feia;
Por terras aleia
Nós vamo vagá.
Se o nosso destino não fô tão mesquinho,
Pro mêrmo cantinho
Nós torna a vortá.
E vende o seu burro, o jumento e o cavalo,
Inté mêrmo o galo
Vendêro também,
Pois logo aparece feliz fazendêro,
Por pôco dinhêro
Lhe compra o que tem.
Em riba do carro se junta a famia;
Chegou o triste dia,
Já vai viajá.
A seca terrive, que tudo devora,
Lhe bota pra fora
Da terra natá.
O carro já corre no topo da serra.
Oiando pra terra,
Seu berço, seu lá,
Aquele nortista, partido de pena,
De longe inda acena:
Adeus, Ceará!
No dia seguinte, já tudo enfadado,
E o carro embalado,
Veloz a corrê,
Tão triste, o coitado, falando saudoso,
Um fio choroso
Escrama, a dizê:
- De pena e sodade, papai, sei que morro!
Meu pobre cachorro,
Quem dá de comê?
Já ôto pergunta: - Mãezinha, e meu gato?
Com fome, sem trato,
Mimi vai morrê!
E a linda pequena, tremendo de medo:
- Mamãe, meus brinquedo!
Meu pé fulô!
Meu pé de rosêra, coitado, ele seca!
E a minha boneca
Também lá ficou.
E assim vão dexando, com choro e gemido,
Do berço querido
O céu lindo e azu.
Os pai, pesaroso, nos fio pensando,
E o carro rodando
Na estrada do Su.
Chegaro em São Paulo - sem cobre, quebrado.
O pobre, acanhado,
Percura um patrão.
Só vê cara estranha, da mais feia gente,
Tudo é diferante
Do caro torrão.
Trabaia dois ano, três ano e mais ano,
E sempre no prano
De um dia inda vim.
Mas nunca ele pode, só veve devendo,
E assim vai sofrendo
Tormento sem fim.
Se arguma notícia das banda do Norte
Tem ele por sorte
O gosto de uvi,
Lhe bate no peito sodade de móio,
E as água dos óio
Começa a caí.
Do mundo afastado, sofrendo desprezo,
Ali veve preso,
Devendo ao patrão.
O tempo rolando, vai dia vem dia,
E aquela famia
Não vorta mais não!
Distante da terra tão seca mas boa,
Exposto à garoa,
À lama e ao paú,
Faz pena o nortista, tão forte, tão bravo,
Vivê como escravo
Nas terra do su.
Esse poema tornou-se inesquecível, sobretudo na voz do Luiz
Gonzaga. Vale relembrar a genialidade do Pativa ao retratar o
sofrimento tão antigo do retirante do Nordeste. O Lula o mencionou
hoje (15) na entrevista ao Kennedy Alencar como seu poema preferido.
A Triste Partida
Patativa do Assaré
(Antônio Gonçalves da Silva)
Setembro passou, com oitubro e novembro
Já tamo em dezembro.
Meu Deus, que é de nós?
Assim fala o pobre do seco Nordeste,
Com medo da peste,
Da fome feroz.
A treze do mês ele fez a experiença,
Perdeu sua crença
Nas pedra de sá.
Mas nôta experiença com gosto se agarra,
Pensando na barra
Do alegre Natá.
Rompeu-se o Natá, porém barra não veio,
O só, bem vermeio,
Nasceu munto além.
Na copa da mata, buzina a cigarra,
Ninguém vê a barra,
Pois barra não tem.
Sem chuva na terra descamba janêro,
Depois, feverêro,
E o mêrmo verão
Entonce o rocêro, pensando consigo,
Diz: isso é castigo!
Não chove mais não!
Apela pra maço, que é o mês preferido
Do Santo querido,
Senhô São José.
Mas nada de chuva! ta tudo sem jeito,
Lhe foge do peito
O resto da fé.
Agora pensando segui ôtra tria,
Chamando a famia
Começa a dizê:
Eu vendo mau burro, meu jegue e o cavalo,
Nós vamo a São Palo
Vivê ou morrê.
Nòs vamo a São Palo, que a coisa tá feia;
Por terras aleia
Nós vamo vagá.
Se o nosso destino não fô tão mesquinho,
Pro mêrmo cantinho
Nós torna a vortá.
E vende o seu burro, o jumento e o cavalo,
Inté mêrmo o galo
Vendêro também,
Pois logo aparece feliz fazendêro,
Por pôco dinhêro
Lhe compra o que tem.
Em riba do carro se junta a famia;
Chegou o triste dia,
Já vai viajá.
A seca terrive, que tudo devora,
Lhe bota pra fora
Da terra natá.
O carro já corre no topo da serra.
Oiando pra terra,
Seu berço, seu lá,
Aquele nortista, partido de pena,
De longe inda acena:
Adeus, Ceará!
No dia seguinte, já tudo enfadado,
E o carro embalado,
Veloz a corrê,
Tão triste, o coitado, falando saudoso,
Um fio choroso
Escrama, a dizê:
- De pena e sodade, papai, sei que morro!
Meu pobre cachorro,
Quem dá de comê?
Já ôto pergunta: - Mãezinha, e meu gato?
Com fome, sem trato,
Mimi vai morrê!
E a linda pequena, tremendo de medo:
- Mamãe, meus brinquedo!
Meu pé fulô!
Meu pé de rosêra, coitado, ele seca!
E a minha boneca
Também lá ficou.
E assim vão dexando, com choro e gemido,
Do berço querido
O céu lindo e azu.
Os pai, pesaroso, nos fio pensando,
E o carro rodando
Na estrada do Su.
Chegaro em São Paulo - sem cobre, quebrado.
O pobre, acanhado,
Percura um patrão.
Só vê cara estranha, da mais feia gente,
Tudo é diferante
Do caro torrão.
Trabaia dois ano, três ano e mais ano,
E sempre no prano
De um dia inda vim.
Mas nunca ele pode, só veve devendo,
E assim vai sofrendo
Tormento sem fim.
Se arguma notícia das banda do Norte
Tem ele por sorte
O gosto de uvi,
Lhe bate no peito sodade de móio,
E as água dos óio
Começa a caí.
Do mundo afastado, sofrendo desprezo,
Ali veve preso,
Devendo ao patrão.
O tempo rolando, vai dia vem dia,
E aquela famia
Não vorta mais não!
Distante da terra tão seca mas boa,
Exposto à garoa,
À lama e ao paú,
Faz pena o nortista, tão forte, tão bravo,
Vivê como escravo
Nas terra do su.
Espetáculo MARIA, MARIAS... estreia no Centro Coreográfico do Rio de janeiro
Temporada de Dança 2009 no Teatro Angel Vianna
Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro

É a partir da referência de Maria da Conceição Pereira Amaro, mãe de muitos filhos, 3 biológicos, 2 adotivos e espirituais pelo menos 70. A avó de 4 netos, madrinha de mais ou menos 30 afilhados, a figura mais lembrada e respeitada dentro da comunidade onde mora, é aquela que vive para amparar o próximo até mesmo quando isso requer sofrimento próprio. A Cia. de Dança Afro Daniel Amaro se baseia em três ganchos, para pesquisa desta mulher que são à religiosidade com referência na umbanda, na dona de casa e na infância quando essa trançava os cabelos da vizinhas, para traduzir em movimento o significado da palavra MARIA: “senhora soberana”, nome que indica serenidade, força vital e pessoa que tem vontade de viver, mulher de muita fé e que carrega consigo a força e peso deste nome.
Interpretes: Janaina Gutierres, Michael Duarte, Karina Azevedo e Fernanda Chagas.
Iluminação: Marcelo Leal.
Figurino: Ana Claudia Santos.
Contra regra: Elves Belis.
Imagens: Arquivo pessoal e Carlos Queiroz.
Trilha: Lambarena Bach to Africa, Yo-Yo Ma e Bobby Mc Ferrin.
Coreógrafos convidados: Carol Pinto e Márcia Loureiro.
Assistente de direção: Fabiana dos Santos.
Coreógrafo e Direção Artística: Daniel Amaro.

Nome: Karina Azevedo
Função: Bailarina
Currículo:
• Acadêmica de educação física (Anhanguera Educacional – Pelotas/RS)
• Acadêmica de dança/teatro (UFPel)
• Bailarina de dança afro a 7 anos, com influencias em outras áreas destas samba, hip-hop, contemporâneo, balé e capoeira

Nome: Janaína Gutierres
Função: Bailarina
Currículo:
• Cursou Dança Contemporânea Em 2002 a 2009
• Cursou Ballet Clássico Em 2000 a 2009

Nome: Michael Duarte
Função: Bailarino
Currículo:
• Acadêmico de Educação Física (Anhanguera Educacional – Pelotas/RS)
• Cursou Dança Contemporânea de 1999 a 2009
• Cursou Dança Afro de 2005 a 2009
• Cursou Jazz de 1999 a 2007

Nome: Fernanda Chagas
Função: Bailarina
Currículo:
• Cursou GRD de 1995 a 2000
• Cursou Dança Afro de 2000 a 2009
• Cursou Ballet Clássico de 2001 a 2007

Nome: Daniel Amaro
Função: Coreógrafo e Diretor
Currículo / Cursos Oferecidos:
• Curso de Dança Afro e Cultura Negra
– Escola Superior de Educação Física - 1993 - Pelotas/ RS
– Escola de Dança Contemporânea Jexe - 1998 - Mondevidéo / Uruguay
• Workshop de Dança Afro
– Centro Energético El Pino - 1999 - Buenos Aires – Argentina
– Centro Cultural de Markten - 2003 - Bruxelas – Bélgica
– Center Court - 2003 - Antwerpen - Bélgica.
Histórico Cia
Cia. de Dança Afro Daniel Amaro
João Daniel Pereira Amaro, nascido na cidade de Pelotas, criado na conhecida Vila Castilho, lugar onde iniciou o seu contato com as artes cênicas, aos 7 anos de idade, em 1980.
De família humilde (mãe dona de casa e pai alfaiate), teve como cenário artístico a pobreza, realidade do local em que vivia.
A partir das tendências vivenciadas pelos moradores da vila na época, o Funk, o Reggae e o Samba, surge então um grupo de dança, chamado Brother Show, composto por crianças daquele lugar. O grupo, que se destacou em muitos concursos, acabou por chegar ao fim 7 anos depois, em função de muitos dos integrantes terem que abandonar o que mais gostavam de fazer para ajudar financeiramente em casa. Com a dança, permaneceram 2 dos integrantes do Brother Show, Mano e Daniel Amaro, que acabaram por fazer de suas vidas história, são muitas as experiências vividas por esta dupla, que hoje, trilham caminhos Brasil a fora, espalhando um conhecimento artístico sócio-cultural oriundo do Gueto, o qual eles se orgulham de ter e divulgar.
Os rumos tomados pelos irmãos Amaro foram diferentes, Mano vive na Bélgica há 12 anos, onde ministra aulas de dança-afro brasileira. Já Daniel, que permanece residindo em Pelotas, na Vila Castilho, tem uma Cia., coreografa para escolas de samba e ministra aulas em seu estúdio e também em comunidades de bairros da cidade (Docas e Areal).
A Cia. de Dança Afro Daniel Amaro, surgiu em Dezembro de 1999, quando o coreógrafo retornava de sua estada de um ano e oito meses entre Montevidéu e Buenos Aires.
De maneira bem inesperada e certa forma coincidente, o até então professor de dança, chega à cidade quando estava sendo organizado um grande evento de cultura negra, denominado Cabobu, onde foi convidado para apresentar um trabalho. A partir, daí nasce a Cia. de Dança Afro Daniel Amaro, que inicialmente foi chamada de grupo de dança afro.
Hoje, se considerando em parte realizado, Daniel Amaro, pensando numa forma de retribuir toda a experiência adquirida no Gueto (expressão utilizada pelos moradores para se referirem à vila), trabalha com a idéia de oferecer a comunidade da Vila Castilho um Projeto sócio-Cultural a fim de despertar nas pessoas que ali vivem, uma nova perspectiva de vida.
Além deste trabalho sócio cultural a Cia. realiza desde 2004, a Mostra de Teatro e Dança de Origem Africana, esta realizada em Pelotas e ainda tem em sua bagagem cinco espetáculos montados, que são : Reminiscência, Tambores do Corpo, Âmago, Homens Ifá e Maria, Marias..., todos esses dirigidos e coreografados por Daniel Amaro, além disso, conta com a colaboração de uma equipe profissional e de competência comprovada, agregando ainda mais qualidade aos espetáculos da Cia.
Importante salientar ainda que no espetáculo Homens Ifá tem a participação do coreógrafo Mano Amaro e no espetáculo Maria,Marias... a colaboração das coreógrafas Carol Pinto e Márcia Loureiro.
Cia. de Dança Afro Daniel Amaro
Rua Dr. Amarante, 1009
fones: ( 53) 3027-1614 e 9136-9628
CEP: 96020-720 - Bairro: Castilhos
Pelotas - RS - Brasil
ciadanielamaro@ gmail.com
http://ciadanielama ro.blogspot. com
Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro

É a partir da referência de Maria da Conceição Pereira Amaro, mãe de muitos filhos, 3 biológicos, 2 adotivos e espirituais pelo menos 70. A avó de 4 netos, madrinha de mais ou menos 30 afilhados, a figura mais lembrada e respeitada dentro da comunidade onde mora, é aquela que vive para amparar o próximo até mesmo quando isso requer sofrimento próprio. A Cia. de Dança Afro Daniel Amaro se baseia em três ganchos, para pesquisa desta mulher que são à religiosidade com referência na umbanda, na dona de casa e na infância quando essa trançava os cabelos da vizinhas, para traduzir em movimento o significado da palavra MARIA: “senhora soberana”, nome que indica serenidade, força vital e pessoa que tem vontade de viver, mulher de muita fé e que carrega consigo a força e peso deste nome.
Interpretes: Janaina Gutierres, Michael Duarte, Karina Azevedo e Fernanda Chagas.
Iluminação: Marcelo Leal.
Figurino: Ana Claudia Santos.
Contra regra: Elves Belis.
Imagens: Arquivo pessoal e Carlos Queiroz.
Trilha: Lambarena Bach to Africa, Yo-Yo Ma e Bobby Mc Ferrin.
Coreógrafos convidados: Carol Pinto e Márcia Loureiro.
Assistente de direção: Fabiana dos Santos.
Coreógrafo e Direção Artística: Daniel Amaro.

Nome: Karina Azevedo
Função: Bailarina
Currículo:
• Acadêmica de educação física (Anhanguera Educacional – Pelotas/RS)
• Acadêmica de dança/teatro (UFPel)
• Bailarina de dança afro a 7 anos, com influencias em outras áreas destas samba, hip-hop, contemporâneo, balé e capoeira

Nome: Janaína Gutierres
Função: Bailarina
Currículo:
• Cursou Dança Contemporânea Em 2002 a 2009
• Cursou Ballet Clássico Em 2000 a 2009

Nome: Michael Duarte
Função: Bailarino
Currículo:
• Acadêmico de Educação Física (Anhanguera Educacional – Pelotas/RS)
• Cursou Dança Contemporânea de 1999 a 2009
• Cursou Dança Afro de 2005 a 2009
• Cursou Jazz de 1999 a 2007

Nome: Fernanda Chagas
Função: Bailarina
Currículo:
• Cursou GRD de 1995 a 2000
• Cursou Dança Afro de 2000 a 2009
• Cursou Ballet Clássico de 2001 a 2007

Nome: Daniel Amaro
Função: Coreógrafo e Diretor
Currículo / Cursos Oferecidos:
• Curso de Dança Afro e Cultura Negra
– Escola Superior de Educação Física - 1993 - Pelotas/ RS
– Escola de Dança Contemporânea Jexe - 1998 - Mondevidéo / Uruguay
• Workshop de Dança Afro
– Centro Energético El Pino - 1999 - Buenos Aires – Argentina
– Centro Cultural de Markten - 2003 - Bruxelas – Bélgica
– Center Court - 2003 - Antwerpen - Bélgica.
Histórico Cia
Cia. de Dança Afro Daniel Amaro
João Daniel Pereira Amaro, nascido na cidade de Pelotas, criado na conhecida Vila Castilho, lugar onde iniciou o seu contato com as artes cênicas, aos 7 anos de idade, em 1980.
De família humilde (mãe dona de casa e pai alfaiate), teve como cenário artístico a pobreza, realidade do local em que vivia.
A partir das tendências vivenciadas pelos moradores da vila na época, o Funk, o Reggae e o Samba, surge então um grupo de dança, chamado Brother Show, composto por crianças daquele lugar. O grupo, que se destacou em muitos concursos, acabou por chegar ao fim 7 anos depois, em função de muitos dos integrantes terem que abandonar o que mais gostavam de fazer para ajudar financeiramente em casa. Com a dança, permaneceram 2 dos integrantes do Brother Show, Mano e Daniel Amaro, que acabaram por fazer de suas vidas história, são muitas as experiências vividas por esta dupla, que hoje, trilham caminhos Brasil a fora, espalhando um conhecimento artístico sócio-cultural oriundo do Gueto, o qual eles se orgulham de ter e divulgar.
Os rumos tomados pelos irmãos Amaro foram diferentes, Mano vive na Bélgica há 12 anos, onde ministra aulas de dança-afro brasileira. Já Daniel, que permanece residindo em Pelotas, na Vila Castilho, tem uma Cia., coreografa para escolas de samba e ministra aulas em seu estúdio e também em comunidades de bairros da cidade (Docas e Areal).
A Cia. de Dança Afro Daniel Amaro, surgiu em Dezembro de 1999, quando o coreógrafo retornava de sua estada de um ano e oito meses entre Montevidéu e Buenos Aires.
De maneira bem inesperada e certa forma coincidente, o até então professor de dança, chega à cidade quando estava sendo organizado um grande evento de cultura negra, denominado Cabobu, onde foi convidado para apresentar um trabalho. A partir, daí nasce a Cia. de Dança Afro Daniel Amaro, que inicialmente foi chamada de grupo de dança afro.
Hoje, se considerando em parte realizado, Daniel Amaro, pensando numa forma de retribuir toda a experiência adquirida no Gueto (expressão utilizada pelos moradores para se referirem à vila), trabalha com a idéia de oferecer a comunidade da Vila Castilho um Projeto sócio-Cultural a fim de despertar nas pessoas que ali vivem, uma nova perspectiva de vida.
Além deste trabalho sócio cultural a Cia. realiza desde 2004, a Mostra de Teatro e Dança de Origem Africana, esta realizada em Pelotas e ainda tem em sua bagagem cinco espetáculos montados, que são : Reminiscência, Tambores do Corpo, Âmago, Homens Ifá e Maria, Marias..., todos esses dirigidos e coreografados por Daniel Amaro, além disso, conta com a colaboração de uma equipe profissional e de competência comprovada, agregando ainda mais qualidade aos espetáculos da Cia.
Importante salientar ainda que no espetáculo Homens Ifá tem a participação do coreógrafo Mano Amaro e no espetáculo Maria,Marias... a colaboração das coreógrafas Carol Pinto e Márcia Loureiro.
Cia. de Dança Afro Daniel Amaro
Rua Dr. Amarante, 1009
fones: ( 53) 3027-1614 e 9136-9628
CEP: 96020-720 - Bairro: Castilhos
Pelotas - RS - Brasil
ciadanielamaro@ gmail.com
http://ciadanielama ro.blogspot. com
terça-feira, 3 de novembro de 2009
FENATA - FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO
A Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG, tem realizado, desde 1973, o Festival Nacional de Teatro - FENATA. Esse evento tem ocorrido de forma ininterrupta desde então, caracterizando-se como um dos mais antigos festivais de teatro do país. Historicamente, tem congregado representantes de diversos estados da federação, com grupos participando em categorias competitivas e não-competitivas.
O primeiro FENATA aconteceu no período de 03 a 10 de novembro de 1973 nas dependências do Auditório da Reitoria, sendo que no dia 07 de novembro o reitor Álvaro Augusto da Cunha Rocha noticiou, perante o público que lotava o Auditório, o reconhecimento da instituição como Universidade, pelo Conselho Federal de Educação, e disse que de certo modo “A Universidade Estadual de Ponta Grossa nascia, institucionalmente, sob o signo do Teatro”.
Desde então o Festival ocorre no mês de novembro, fazendo parte do calendário de atividades da Divisão de Assuntos Culturais da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais da Universidade, atingindo não apenas a cidade de Ponta Grossa, mas também municípios de toda a região dos Campos Gerais e grupos de todo o Brasil.
Em seu histórico o FENATA conta com a participação de mais de 700 grupos de teatro de várias regiões do país e nomes como Paschoal Carlos Magno, criador do Teatro do Estudante Brasileiro, Henriette Morineau, Bibi Ferreira, Grande Otelo, Lucélia Santos, Ary Fontoura, Paulo Autran, Humberto Magnani, Rosamaria Murtinho e Luiz Fernando Guimarães. Também contribuiu na revelação de nomes como Ulysses Cruz, Cássia Kiss, Jorge Fernando, Marcos Winter, João Falcão e Licurgo Spínola, promovendo, dessa forma, um intercâmbio cultural de grande impacto para a região e seus participantes. O FENATA tem como objetivo, além de promover o debate sobre o fazer artístico, por meio da reunião de grupos de teatro de vários estados do país, propiciar os elementos para a formação de um público para o teatro. Esse objetivo tem sido um ponto importante nas edições do evento. Para tanto, as apresentações voltadas para o público infantil são realizadas com entrada franca, onde as escolas da rede municipal, estadual e escolas particulares são convidadas a levar os alunos com a presença agendada.
Além das apresentações em Teatro, desde o ano de 2003 o FENATA tem realizado várias apresentações especiais, como por exemplo na APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais); Hospital da Criança; Grupo Sentinela, do Departamento da Criança e Adolescente da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa; grupos do Serviço de Obras Sociais e AABB; CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil); Recanto Mamãe Dolores; APACD (Associação Pontagrossense de Assistência à Criança com Deficiência); APROAUT (Associação de Proteção ao Autista); entre outras instituições, onde portadores de necessidades especiais e carentes tem a oportunidade de assistir a espetáculos de qualidade, dando continuidade, assim, a um trabalho iniciado no 31º FENATA, pelo Grupo Teatral de 4 no Ato, da cidade do Rio de Janeiro - RJ.
Também são realizadas mostras paralelas com grupos teatrais da melhor idade, incluindo apresentações em outras cidades da região dos Campos Gerais, bem como uma mostra alternativa, com grupos de teatro da cidade de Ponta Grossa e da região dos Campos Gerais, que participam do Festival Regional, promovido pela Secretaria Municipal de Cultural de Ponta Grossa. Estes espetáculos levam o teatro a espaços de empresas, salões paroquiais, presídios, biblioteca municipal (no prédio da antiga estação), além de espaços culturais como o Auditório da Reitoria, espaço Chic-Chic do SESC e Teatro do SESI.
O FENATA conta também com espetáculos de rua, que são realizados no Parque Ambiental, no Calçadão e também em outros espaços, dependendo inclusive, das condições climáticas, o que por vezes faz com que essas atividades se realizem em espaços como o pátio da Universidade ou de escolas municipais e estaduais.
O público adulto tem prestigiado o evento na categoria espetáculos para adultos. Esta categoria era realizada no Auditório da Reitoria até o ano de 2005, com espaço para 350 espectadores sentados. A partir do ano de 2006 as apresentações passaram a ser realizadas no Cine Teatro Ópera, espaço para 698 espectadores sentados, sendo que essa capacidade permitiu uma maior expansão do evento com aumento de público.
Assim, o FENATA vem atingindo seus principais objetivos, incentivando a criatividade artística e proporcionando o espaço para que novos talentos possam apresentar seus trabalhos e contribuir para o desenvolvimento e aperfeiçoamento das artes cênicas.
Com a oportunidade de convidar profissionais de expressão nacional para compor o júri, tanto quanto para promover palestras e oficinas, pode-se providenciar uma perfeita integração entre o saber estabelecido e profissional, com grupos e artistas em fase de formação prática, provocando assim um fortalecimento das linguagens e o debate sobre o fazer artístico nacional.
Dessa forma, o FENATA pretende manter seu ideal de incentivar a criatividade artística de cada participante por meio do exercício e da prática da arte cênica e das artes correlatas a esta, bem como de democratizar o acesso a apresentações teatrais em toda a região dos Campos Gerais do Paraná. Neste sentido, para o crescimento e o aperfeiçoamento da organização estrutural do Festival necessita apresentar-se, a cada ano, melhor.
Para 2009, as novidades estão voltadas para o público que freqüenta a noite pontagrossense e para grupos com montagens de espetáculos para espaços alternativos, com a criação do projeto piloto, na mostra não competitiva, de uma categoria “Espaço Alternativo”, a se realizar no Empório Avenida, com início previsto para às 23h, proporcionando aos artistas a possibilidade de apresentações nos formatos arena, semi-arena, corredor, entre outros.
O primeiro FENATA aconteceu no período de 03 a 10 de novembro de 1973 nas dependências do Auditório da Reitoria, sendo que no dia 07 de novembro o reitor Álvaro Augusto da Cunha Rocha noticiou, perante o público que lotava o Auditório, o reconhecimento da instituição como Universidade, pelo Conselho Federal de Educação, e disse que de certo modo “A Universidade Estadual de Ponta Grossa nascia, institucionalmente, sob o signo do Teatro”.
Desde então o Festival ocorre no mês de novembro, fazendo parte do calendário de atividades da Divisão de Assuntos Culturais da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais da Universidade, atingindo não apenas a cidade de Ponta Grossa, mas também municípios de toda a região dos Campos Gerais e grupos de todo o Brasil.
Em seu histórico o FENATA conta com a participação de mais de 700 grupos de teatro de várias regiões do país e nomes como Paschoal Carlos Magno, criador do Teatro do Estudante Brasileiro, Henriette Morineau, Bibi Ferreira, Grande Otelo, Lucélia Santos, Ary Fontoura, Paulo Autran, Humberto Magnani, Rosamaria Murtinho e Luiz Fernando Guimarães. Também contribuiu na revelação de nomes como Ulysses Cruz, Cássia Kiss, Jorge Fernando, Marcos Winter, João Falcão e Licurgo Spínola, promovendo, dessa forma, um intercâmbio cultural de grande impacto para a região e seus participantes. O FENATA tem como objetivo, além de promover o debate sobre o fazer artístico, por meio da reunião de grupos de teatro de vários estados do país, propiciar os elementos para a formação de um público para o teatro. Esse objetivo tem sido um ponto importante nas edições do evento. Para tanto, as apresentações voltadas para o público infantil são realizadas com entrada franca, onde as escolas da rede municipal, estadual e escolas particulares são convidadas a levar os alunos com a presença agendada.
Além das apresentações em Teatro, desde o ano de 2003 o FENATA tem realizado várias apresentações especiais, como por exemplo na APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais); Hospital da Criança; Grupo Sentinela, do Departamento da Criança e Adolescente da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa; grupos do Serviço de Obras Sociais e AABB; CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil); Recanto Mamãe Dolores; APACD (Associação Pontagrossense de Assistência à Criança com Deficiência); APROAUT (Associação de Proteção ao Autista); entre outras instituições, onde portadores de necessidades especiais e carentes tem a oportunidade de assistir a espetáculos de qualidade, dando continuidade, assim, a um trabalho iniciado no 31º FENATA, pelo Grupo Teatral de 4 no Ato, da cidade do Rio de Janeiro - RJ.
Também são realizadas mostras paralelas com grupos teatrais da melhor idade, incluindo apresentações em outras cidades da região dos Campos Gerais, bem como uma mostra alternativa, com grupos de teatro da cidade de Ponta Grossa e da região dos Campos Gerais, que participam do Festival Regional, promovido pela Secretaria Municipal de Cultural de Ponta Grossa. Estes espetáculos levam o teatro a espaços de empresas, salões paroquiais, presídios, biblioteca municipal (no prédio da antiga estação), além de espaços culturais como o Auditório da Reitoria, espaço Chic-Chic do SESC e Teatro do SESI.
O FENATA conta também com espetáculos de rua, que são realizados no Parque Ambiental, no Calçadão e também em outros espaços, dependendo inclusive, das condições climáticas, o que por vezes faz com que essas atividades se realizem em espaços como o pátio da Universidade ou de escolas municipais e estaduais.
O público adulto tem prestigiado o evento na categoria espetáculos para adultos. Esta categoria era realizada no Auditório da Reitoria até o ano de 2005, com espaço para 350 espectadores sentados. A partir do ano de 2006 as apresentações passaram a ser realizadas no Cine Teatro Ópera, espaço para 698 espectadores sentados, sendo que essa capacidade permitiu uma maior expansão do evento com aumento de público.
Assim, o FENATA vem atingindo seus principais objetivos, incentivando a criatividade artística e proporcionando o espaço para que novos talentos possam apresentar seus trabalhos e contribuir para o desenvolvimento e aperfeiçoamento das artes cênicas.
Com a oportunidade de convidar profissionais de expressão nacional para compor o júri, tanto quanto para promover palestras e oficinas, pode-se providenciar uma perfeita integração entre o saber estabelecido e profissional, com grupos e artistas em fase de formação prática, provocando assim um fortalecimento das linguagens e o debate sobre o fazer artístico nacional.
Dessa forma, o FENATA pretende manter seu ideal de incentivar a criatividade artística de cada participante por meio do exercício e da prática da arte cênica e das artes correlatas a esta, bem como de democratizar o acesso a apresentações teatrais em toda a região dos Campos Gerais do Paraná. Neste sentido, para o crescimento e o aperfeiçoamento da organização estrutural do Festival necessita apresentar-se, a cada ano, melhor.
Para 2009, as novidades estão voltadas para o público que freqüenta a noite pontagrossense e para grupos com montagens de espetáculos para espaços alternativos, com a criação do projeto piloto, na mostra não competitiva, de uma categoria “Espaço Alternativo”, a se realizar no Empório Avenida, com início previsto para às 23h, proporcionando aos artistas a possibilidade de apresentações nos formatos arena, semi-arena, corredor, entre outros.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Conferencia de Cultura Itacare e Litoral Sul
Aconteceu no sábado dia 17, na Câmara Municipal de Itacaré, a II Conferência Municipal de Cultura de Itacaré, com a presença de 43 inscritos, sendo 41 presentes da sociedade civil, representantes das Associações culturais e esportivas, e colaboradores da comunidade em geral; e 02 representantes do poder público, Srª. Irley Novaes (Secretaria de Esporte, Cultura e Juventude) e o vice-prefeito Rosivaldo Oliveira.
Também teve a especial presença de Anderson Silva, representate do território Litoral Sul da Secult.
A Comissão Organizadora do evento formada por 15 representantes não mediu esforços para mobilizar a comunidade, inclusive da zona rural, e ampliar a divulgação da Conferência.
No entanto, a Secretaria de Esporte, Cultura e Juventude que assumiu a responsabilidade pelo transporte da comunidade da zona rural (público confirmado de 40 pessoas) não conseguiu liberação de carro para que os representantes da comunidade de Taboquinhas, Água Fria e Fojo estivessem presentes o que significou uma redução da participação popular no evento e também para a cota de eleição de delegados (5% do número de inscritos - regra estabelecida pelo Conselho Estadual de Cultura/Secult).
Assim, ao final dos trabalhos que se estenderam das 10:00 as 19:00 horas, foram aprovadas propostas a nível municipal, estadual e federal e ocorreu a eleição de 2 representantes titulares e 2 suplentes: Ronara Chagas (titular sociedade civil), Juliana Machado (suplente sociedade civil), Irley Novaes (titular poder público) e Lucilene Oliveira (suplente poder público) para participarem da I Conferência Territorial do Litoral Sul.
A Conferência seguiu as orientações dadas a todos os municípios pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult) explorando 5 eixos temáticos com os moderadores:
EIXO I – PRODUÇÃO SIMBÓLICA E DIVERSIDADE CULTURAL - MARCOS SAULO CONCEICAO CRUZ (Verde Vida)
EIXO II – CULTURA, CIDADE E CIDADANIA - VERUZYA SANTOS CORREIA (Casa Ver Arte)
EIXO III – CULTURA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - SAYONARA BEZERRA MALTA (Casa do Boneco)
EIXO IV – CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA - JOAO LUIZ DA SILVA FARIA (Passagem)
EIXO V – GESTÃO E INSTITUCIONALIDADE DA CULTURA - JULIANA MACHADO OLIVEIRA (Ponto de Cultura Libélula)
Nos dias 24 e 25 (sábado e domingo) os delegados titulares de Itacaré (Ronara e Irley) estiveram presentes na I Conferência Territorial, na UESC; e também a delegada suplente Juliana Machado, convidada pela Secult para ser painelista de um dos eixos de discussão "Cultura, Cidade e Cidadania".
Entre todas as atividades, a Secretaria de Cultura do Estado (Secult) apresentou retorno à comunidade presente das ações desenvolvidas a partir das conferências realizadas em 2007, bem como foram votadas propostas prioritárias que serão defendidas na Conferência Estadual de Cultura e eleição de delegados. Com o número total de 301 presentes, foram eleitos 10 representantes territoriais da sociedade civil e 5 do poder público, entre eles a Secretaria de Esporte, Cultura e Juventude de Itacaré, Srª. Irley Novaes.
"Gostaríamos de destacar que a Conferência Estadual de Cultura vai se realizar em Ilhéus, entre os dias 26 e 29 de novembro e a nossa presença será muito importante para definir os rumos da cultura e garantir seu desenvolvimento em nosso Estado e consequentemente em nosso município.
Esperamos o apoio da Prefeitura para garantir o transporte para o maior número de pessoas interessadas em participarem, bem como para os grupos culturais locais que irão integrar as atividades culturais nesta ocasião."
Também teve a especial presença de Anderson Silva, representate do território Litoral Sul da Secult.
A Comissão Organizadora do evento formada por 15 representantes não mediu esforços para mobilizar a comunidade, inclusive da zona rural, e ampliar a divulgação da Conferência.
No entanto, a Secretaria de Esporte, Cultura e Juventude que assumiu a responsabilidade pelo transporte da comunidade da zona rural (público confirmado de 40 pessoas) não conseguiu liberação de carro para que os representantes da comunidade de Taboquinhas, Água Fria e Fojo estivessem presentes o que significou uma redução da participação popular no evento e também para a cota de eleição de delegados (5% do número de inscritos - regra estabelecida pelo Conselho Estadual de Cultura/Secult).
Assim, ao final dos trabalhos que se estenderam das 10:00 as 19:00 horas, foram aprovadas propostas a nível municipal, estadual e federal e ocorreu a eleição de 2 representantes titulares e 2 suplentes: Ronara Chagas (titular sociedade civil), Juliana Machado (suplente sociedade civil), Irley Novaes (titular poder público) e Lucilene Oliveira (suplente poder público) para participarem da I Conferência Territorial do Litoral Sul.
A Conferência seguiu as orientações dadas a todos os municípios pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult) explorando 5 eixos temáticos com os moderadores:
EIXO I – PRODUÇÃO SIMBÓLICA E DIVERSIDADE CULTURAL - MARCOS SAULO CONCEICAO CRUZ (Verde Vida)
EIXO II – CULTURA, CIDADE E CIDADANIA - VERUZYA SANTOS CORREIA (Casa Ver Arte)
EIXO III – CULTURA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - SAYONARA BEZERRA MALTA (Casa do Boneco)
EIXO IV – CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA - JOAO LUIZ DA SILVA FARIA (Passagem)
EIXO V – GESTÃO E INSTITUCIONALIDADE DA CULTURA - JULIANA MACHADO OLIVEIRA (Ponto de Cultura Libélula)
Nos dias 24 e 25 (sábado e domingo) os delegados titulares de Itacaré (Ronara e Irley) estiveram presentes na I Conferência Territorial, na UESC; e também a delegada suplente Juliana Machado, convidada pela Secult para ser painelista de um dos eixos de discussão "Cultura, Cidade e Cidadania".
Entre todas as atividades, a Secretaria de Cultura do Estado (Secult) apresentou retorno à comunidade presente das ações desenvolvidas a partir das conferências realizadas em 2007, bem como foram votadas propostas prioritárias que serão defendidas na Conferência Estadual de Cultura e eleição de delegados. Com o número total de 301 presentes, foram eleitos 10 representantes territoriais da sociedade civil e 5 do poder público, entre eles a Secretaria de Esporte, Cultura e Juventude de Itacaré, Srª. Irley Novaes.
"Gostaríamos de destacar que a Conferência Estadual de Cultura vai se realizar em Ilhéus, entre os dias 26 e 29 de novembro e a nossa presença será muito importante para definir os rumos da cultura e garantir seu desenvolvimento em nosso Estado e consequentemente em nosso município.
Esperamos o apoio da Prefeitura para garantir o transporte para o maior número de pessoas interessadas em participarem, bem como para os grupos culturais locais que irão integrar as atividades culturais nesta ocasião."
domingo, 25 de outubro de 2009
Estudante de Sta. Brígida disputou o FACE

Estudante de Santa Brígida disputou a final do Festival Anual da Canção Estudantil
Com o apoio do vereador Denilson Souza (PT), o estudante Nerisvan Lima, do Colégio Estadual Luiz Viana Filho do munípio de Santa Brígida, participou da grande final do Festival Anual da Canção (FACE/2009) realizada ontem, sexta-feira, 23, às 17h, na Concha Acústica. Mas, não foi desse vez e o prêmio acabou ficando para o estudante Sivaldo dos Santos, 40 anos, grande vencedor na categoria melhor música do 2º Festival Anual da Canção Estudantil (Face), com a música “Cultura Ameaçada”.
Ele é aluno da Educação de Jovens e Adultos (EJA), do Colégio Estadual Letice Oliveira Maciel, no município de Seabra, e durante 21 anos ficou fora das salas de aula porque foi obrigado a escolher entre os estudos e o trabalho.
“Estou realizado. Participei do evento não pensando em vencer, mas a fim de superar mais um desafio. Quero que os jovens sigam o meu exemplo e não deixem de estudar. Sem estudos nossa cultura morre, nossa história é apagada”, disse.
Para a final do Face participaram 15 finalistas de vários municípios baianos. Uma comissão composta por oito jurados ouviu letras e melodias das músicas classificadas, uma de cada Diretoria Regional da Educação (Direc), e selecionou os melhores em três categorias.
Além de Sivaldo, a categoria Melhor Música premiou também Moabe Silva (2º lugar), com a música “Obra Prima” e Jefferson Laerte Benevides (3º lugar), com a música “Zumbi”. Benevides foi considerado o melhor interprete masculino. Rafaela Alves foi escolhida a melhor interprete feminino, com a música “Uma canção sem nome”.
As letras das músicas selecionadas trouxeram inspiração, muitas vezes, da própria realidade de cada estudante e de sua comunidade. Nesta segunda edição, a maior preocupação dos jurados foi contemplar a variedade de estilos, que contou com o xote, rap, romântico e rock.
"Este é um grande incentivo para os jovens e adolescentes mostrarem o seu talento. Eles participaram ativamente de todas as fases com competência e profissionalismo”, afirmou a primeira-dama Fátima Mendonça, madrinha do festival.
Segundo o secretário estadual da Educação, Osvaldo Barreto, mais de um milhão de estudantes, pertencentes a mil escolas de 362 municípios baianos se inscreveram no Face. O festival foi realizado em três etapas. Esta segunda edição contou com a apresentação de 15 canções por Direc, totalizando 495 músicas.
sábado, 24 de outubro de 2009
Fazer cultura e consumir cultura
Em boa hora, o Estado brasileiro ao mesmo tempo em que investe na expansão da educação em todas as modalidades, volta-se para a cultura, afirmando-a também como um direito de todos os brasileiros. Somos um país marcado pela diversidade cultural. O amplo território brasileiro concentra múltiplas formas de expressão de nossa cultura, embora parte significativa das ações culturais seja desconhecida da população, na maioria dos casos em razão da falta de recursos.
A construção de um Plano Nacional de Cultura válido por 10 anos demonstra que nesta nova conjuntura, a cultura passa a ser vista como uma política pública, um direito de cidadania e instrumento de desenvolvimento econômico e social. No dia 14 deste, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que cria o Vale-Cultura, crédito de R$ 50 que deverá ser disponibilizado a trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos (R$ 2.325,00), o que significa 12 milhões de pessoas. A previsão do MinC é de que a adoção do vale injete na indústria cultural R$ 600 milhões por mês, o equivalente a R$ 7,2 bilhões por ano.
O projeto do Vale-Cultura nasceu de estudos realizados pelo IBGE que apontavam para a exclusão cultural no país: apenas 14% da população vão regularmente ao cinema; 96% não freqüentam museus, 93% nunca foram a uma exposição de arte e 78% nunca assistiram a um espetáculo de dança. O Vale-Cultura é a primeira política pública governamental voltada para o consumo cultural. Com ele os trabalhadores poderão adquirir ingressos de cinema, teatro, shows, museus, livros, CDs e DVDs, entre outros produtos culturais.
O primeiro Anuário de Estatísticas Culturais 2009, produzido pelo MinC, nos permite fazer uma radiografia da cultura em nosso país. O levantamento aponta que das despesas médias familiares por mês, R$ 64,53 ou 4,4% do orçamento familiar, são gastos com cultura. Um dado interessante da pesquisa é que se a pessoa entrevistada tem menos de um ano de estudo, o gasto com cultura é de R$ 8,50 em média. Quando tem 11 anos de estudos ou mais, o valor gasto chega a ser dez vezes maior, R$86,83. As famílias brancas despendem com cultura o dobro das famílias pardas ou negras.
Pesquisa realizada em 2008 pela Fecomércio abrangendo 70 cidades do país, incluindo nove regiões metropolitanas, indica que o livro é o item mais consumido: 30% dos entrevistados leram pelo menos um livro no ano. A Biblioteca Pública foi identificada como o equipamento cultural mais presente: 89,1% dos municípios dispõem de algum tipo de biblioteca, 21,9% das cidades têm museu, 21,2% teatros e apenas 8,7% das cidades dispõem de cinema.
Nunca o Estado brasileiro investiu tanto no social. Em razão de políticas públicas como o Vale-Cultura crescem os reclamos dos saudosos do Estado mínimo e das privatizações. Eles buscam a oportunidade de ressurgir com sua agenda interna e externamente vencida. Não ressurgirão. Hoje se evidencia nova agenda política: a cultura passa a ter prioridade nas ações governamentais. É estratégico para um país com a importância do Brasil no cenário econômico mundial que a cultura de seu povo se desenvolva.
O conjunto das políticas públicas de cultura vem sendo consideradas como fator de desenvolvimento econômico e de inclusão social, o que implica no reconhecimento da cultura como área estratégica para o desenvolvimento do país. A culturadeixa de ser negócio para ser assunto público, política pública. A dívida do Estado brasileiro para com a cultura começa a ser resgatada. A cultura foi incorporada à agenda política do país.
A construção de um Plano Nacional de Cultura válido por 10 anos demonstra que nesta nova conjuntura, a cultura passa a ser vista como uma política pública, um direito de cidadania e instrumento de desenvolvimento econômico e social. No dia 14 deste, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que cria o Vale-Cultura, crédito de R$ 50 que deverá ser disponibilizado a trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos (R$ 2.325,00), o que significa 12 milhões de pessoas. A previsão do MinC é de que a adoção do vale injete na indústria cultural R$ 600 milhões por mês, o equivalente a R$ 7,2 bilhões por ano.
O projeto do Vale-Cultura nasceu de estudos realizados pelo IBGE que apontavam para a exclusão cultural no país: apenas 14% da população vão regularmente ao cinema; 96% não freqüentam museus, 93% nunca foram a uma exposição de arte e 78% nunca assistiram a um espetáculo de dança. O Vale-Cultura é a primeira política pública governamental voltada para o consumo cultural. Com ele os trabalhadores poderão adquirir ingressos de cinema, teatro, shows, museus, livros, CDs e DVDs, entre outros produtos culturais.
O primeiro Anuário de Estatísticas Culturais 2009, produzido pelo MinC, nos permite fazer uma radiografia da cultura em nosso país. O levantamento aponta que das despesas médias familiares por mês, R$ 64,53 ou 4,4% do orçamento familiar, são gastos com cultura. Um dado interessante da pesquisa é que se a pessoa entrevistada tem menos de um ano de estudo, o gasto com cultura é de R$ 8,50 em média. Quando tem 11 anos de estudos ou mais, o valor gasto chega a ser dez vezes maior, R$86,83. As famílias brancas despendem com cultura o dobro das famílias pardas ou negras.
Pesquisa realizada em 2008 pela Fecomércio abrangendo 70 cidades do país, incluindo nove regiões metropolitanas, indica que o livro é o item mais consumido: 30% dos entrevistados leram pelo menos um livro no ano. A Biblioteca Pública foi identificada como o equipamento cultural mais presente: 89,1% dos municípios dispõem de algum tipo de biblioteca, 21,9% das cidades têm museu, 21,2% teatros e apenas 8,7% das cidades dispõem de cinema.
Nunca o Estado brasileiro investiu tanto no social. Em razão de políticas públicas como o Vale-Cultura crescem os reclamos dos saudosos do Estado mínimo e das privatizações. Eles buscam a oportunidade de ressurgir com sua agenda interna e externamente vencida. Não ressurgirão. Hoje se evidencia nova agenda política: a cultura passa a ter prioridade nas ações governamentais. É estratégico para um país com a importância do Brasil no cenário econômico mundial que a cultura de seu povo se desenvolva.
O conjunto das políticas públicas de cultura vem sendo consideradas como fator de desenvolvimento econômico e de inclusão social, o que implica no reconhecimento da cultura como área estratégica para o desenvolvimento do país. A culturadeixa de ser negócio para ser assunto público, política pública. A dívida do Estado brasileiro para com a cultura começa a ser resgatada. A cultura foi incorporada à agenda política do país.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Lamento Negro no Festival Ataulfo Alves
O Festival Ataulfo Alves, que acontece entre os dias 14 e 18 de outubro na cidade de Miraí, em Minas Gerais, é o maior evento já dedicado ao sambista mineiro, natural daquele município, que se vivo estivesse teria completado 100 anos de vida.
Foram enviadas 210 músicas de várias partes do País e a comissão julgadora, composta por Ataulpho Alves Jr., Toninho Geraes e Tutti Maravilha, escolheu apenas 15 sambas para disputar o prêmio de R$ 20 mil.
A cantora baiana Rachel de Moraes estará defendendo samba "Lamento Negro", de Bruno Ribeiro, que substituirá Juliana Amaral, impossibilitada de viajar a Miraí por motivos profissionais.
Cantora e atriz formada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Rachel de Moraes, a moça da foto, se dedica a pesquisar a cultura musical brasileira desde os tempos de faculdade, quando integrava a banda Fulorrôzeira. Trabalhou pela Fundação Cultural do estado da Bahia com diferentes grupos de chula e samba de roda, e cantou em importantes casas de show de Salvador e Rio de Janeiro, onde foi descoberta na Terceira Mostra de Novos Talentos do Samba Carioca, como vocalista do grupo Braseiro de Samba e Choro. Além de defender Lamento Negro, ela interpretará também Fim de Comédia, do homenageado Ataulfo.
A lista dos sambas concorrentes ao prêmio segue abaixo.
Uma coisa só - Carlos Gomes - São Paulo
Sonho Sinistro - Luiz Augusto Rodrigues - Rio de Janeiro
Cem Anos da Minha Portela - Irinéa Maria Ribeiro - Rio de Janeiro
Lamento Negro - Bruno Ribeiro - São Paulo
Depoimento - Ricardo Barroso - Minas Gerais
Essência do Quilombos - Riko Dorilêo - Rio de Janeiro
Limão - Iva Estácio - São Paulo
Praça da Sé - José Carlos Rubio da Silva - São Paulo
Lágrimas - Alfredo Pereira de Moraes - Pará
Consolação - Geraldo Soares Araújo - Rio de Janeiro
Barco da Paixão - Ivan Cardoso - Pará
Papel de Pai - Alceu Maia - Rio de Janeiro
Guerreiros de Olodumaré - Julio Cesar Cunha - Rio de Janeiro
Tô no samba - Jairo Cechin - São Paulo
Puramente Louco - Eduardo Coelho de Oliveira - Rio de Janeiro
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Recuperação do Centro de Convenções vai atrair novos eventos a Salvador
A primeira etapa de recuperação e manutenção do Centro de Convenções da Bahia (CCB) deve ser finalizada ainda este mês. Até o próximo ano, toda a estrutura do CCB será completamente reformada, na maior intervenção sofrida pelo prédio desde a sua inauguração, há 30 anos. Nesta etapa, cerca de 50% das obras foram concluídas.
Segundo a presidente da Bahiatursa, Emília Silva, o investimento inicial é de R$ 4 milhões. Ela explica que ainda serão feitos reparos na estrutura metálica e que está em andamento a pintura do teto da entrada principal e de paredes. No gradil, 400 peças estão sendo substituídas. Está sendo feita também a recuperação da climatização do Auditório Yemanjá.
“O Centro de Convenções é um equipamento importante porque movimento o turismo de negócios. Não podemos ter uma vida turística na cidade sem um centro de convenções”, frisou Emília. De acordo com o diretor-geral da Superintendência de Construções Administrativas da Bahia (Sucab), Luis Alberto Carneiro, na primeira etapa estão sendo realizadas recuperações consideradas emergenciais.
Obras
Já foram feitos os reparos de oito escadas rolantes, com recuperação de placas de cobertura, limpeza, tratamento de ferrugem e danos na pintura, e recuperados os 28 banheiros. O prédio também recebeu sistema de sinalização de emergência, modernização dos elevadores e reparos na cobertura, com colocação de manta asfáltica. Em 2010, a cobertura será totalmente substituída.
Segundo Carneiro, serão recuperadas as calhas para escoamento de água na cobertura do Pavilhão de Feiras, em caso de chuva, e, em caráter emergencial, será colocada uma manta asfáltica para resolver os problemas de vazamentos na cobertura.
Atualmente, o Centro de Convenções se firma como umas das principais opções para a realização de congressos, conferências, feiras e exposições, encontros e jornadas nacionais e internacionais de todos os portes. Ainda este mês, o local vai sediar dois eventos importantes: o Congresso Brasileiro de Cardiologia, com um público de 10 mil médicos, e o 16º Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte, que tem a estimativa de atrair dois mil participantes. Em abril de 2010, será realizado 12º Congresso da ONU de Prevenção ao Crime e Justiça Criminal.
"Nos meses de baixa estação, centros de convenções têm uma papel importante para atração de eventos e de geração de renda. Salvador é a terceira capital do Brasil em realização de eventos de grande porte, tanto nacionais quanto internacionais”, afirmou o secretário estadual de Turismo, Domingues Leonelli.
De acordo com dados do Salvador Convention Bureau, mais de 180 eventos foram confirmados para ocorrer na capital baiana nos próximos quatro anos. A superintendente da entidade, Silvana Gomes, observou que a reforma do Centro de Convenções foi muito bem recebida pelo setor e coincide com um momento de grande competitividade na área de turismo de eventos. “Apresentar um equipamento como este em boas condições e modernizado é muito importante para garantir mais eventos na cidade”.
Inaugurado em 1979, o Centro de Convenções da Bahia possui 57 mil metros quadrados de área construída, 17 auditórios, 16 salas de apoio e estacionamento para 1,3 mil veículos. Recentemente, após a realização de cinco audiências públicas, foi apontado que a melhor forma de gestão para os centros de convenções de Salvador, Ilhéus e Porto Seguro é a terceirização.
Segundo a presidente da Bahiatursa, Emília Silva, o investimento inicial é de R$ 4 milhões. Ela explica que ainda serão feitos reparos na estrutura metálica e que está em andamento a pintura do teto da entrada principal e de paredes. No gradil, 400 peças estão sendo substituídas. Está sendo feita também a recuperação da climatização do Auditório Yemanjá.
“O Centro de Convenções é um equipamento importante porque movimento o turismo de negócios. Não podemos ter uma vida turística na cidade sem um centro de convenções”, frisou Emília. De acordo com o diretor-geral da Superintendência de Construções Administrativas da Bahia (Sucab), Luis Alberto Carneiro, na primeira etapa estão sendo realizadas recuperações consideradas emergenciais.
Obras
Já foram feitos os reparos de oito escadas rolantes, com recuperação de placas de cobertura, limpeza, tratamento de ferrugem e danos na pintura, e recuperados os 28 banheiros. O prédio também recebeu sistema de sinalização de emergência, modernização dos elevadores e reparos na cobertura, com colocação de manta asfáltica. Em 2010, a cobertura será totalmente substituída.
Segundo Carneiro, serão recuperadas as calhas para escoamento de água na cobertura do Pavilhão de Feiras, em caso de chuva, e, em caráter emergencial, será colocada uma manta asfáltica para resolver os problemas de vazamentos na cobertura.
Atualmente, o Centro de Convenções se firma como umas das principais opções para a realização de congressos, conferências, feiras e exposições, encontros e jornadas nacionais e internacionais de todos os portes. Ainda este mês, o local vai sediar dois eventos importantes: o Congresso Brasileiro de Cardiologia, com um público de 10 mil médicos, e o 16º Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte, que tem a estimativa de atrair dois mil participantes. Em abril de 2010, será realizado 12º Congresso da ONU de Prevenção ao Crime e Justiça Criminal.
"Nos meses de baixa estação, centros de convenções têm uma papel importante para atração de eventos e de geração de renda. Salvador é a terceira capital do Brasil em realização de eventos de grande porte, tanto nacionais quanto internacionais”, afirmou o secretário estadual de Turismo, Domingues Leonelli.
De acordo com dados do Salvador Convention Bureau, mais de 180 eventos foram confirmados para ocorrer na capital baiana nos próximos quatro anos. A superintendente da entidade, Silvana Gomes, observou que a reforma do Centro de Convenções foi muito bem recebida pelo setor e coincide com um momento de grande competitividade na área de turismo de eventos. “Apresentar um equipamento como este em boas condições e modernizado é muito importante para garantir mais eventos na cidade”.
Inaugurado em 1979, o Centro de Convenções da Bahia possui 57 mil metros quadrados de área construída, 17 auditórios, 16 salas de apoio e estacionamento para 1,3 mil veículos. Recentemente, após a realização de cinco audiências públicas, foi apontado que a melhor forma de gestão para os centros de convenções de Salvador, Ilhéus e Porto Seguro é a terceirização.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Estado terá R$ 30,8 milhões para cultura, infraestrutura e obras sociais
Foi assinado nesta quarta-feira (12), no gabinete do governador Jaques Wagner, um termo de acordo e compromisso com a empresa Oi/Telemar que garante recursos de R$ 30,8 milhões para o Fundo de Investimento Econômico e Social da Bahia (Fies) e o Fundo de Cultura do Estado (FCBA).
Com a assinatura, a empresa também se compromete a incentivar no Parque Tecnológico de Salvador a capacitação de recursos humanos, como fornecimento de bolsas de estudo e programas de amparo a mestres e doutores que fazem parte do parque, além de atrair parceiros para o local.
Com a assinatura, a empresa também se compromete a incentivar no Parque Tecnológico de Salvador a capacitação de recursos humanos, como fornecimento de bolsas de estudo e programas de amparo a mestres e doutores que fazem parte do parque, além de atrair parceiros para o local.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
A REDE GLOBO NÃO DIVULGA NUNCA ! ! !
Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:
· Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· Ler obras de Machado de Assis Ou a Divina Comédia;
· ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA
· e muito mais....
Esse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso,basta acessar o site:
www.dominiopublico.gov.br
Só de literatura portuguesa são 732 obras!
Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.
Divulgue para o máximo de pessoas!
É MELHOR FAZER PROPAGANDA DOS BBBs E DAS NOVELAS, POIS, O POVO ASSISTE E FICA BURRO, E ASSIM É MAIS FÁCIL DE SER ENGANADO!
· Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· Ler obras de Machado de Assis Ou a Divina Comédia;
· ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA
· e muito mais....
Esse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso,basta acessar o site:
www.dominiopublico.gov.br
Só de literatura portuguesa são 732 obras!
Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.
Divulgue para o máximo de pessoas!
É MELHOR FAZER PROPAGANDA DOS BBBs E DAS NOVELAS, POIS, O POVO ASSISTE E FICA BURRO, E ASSIM É MAIS FÁCIL DE SER ENGANADO!
Assinar:
Postagens (Atom)