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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Foi o Nordeste que deu a vitória de Dilma?

Antes de responder à pergunta, tome seu tempo e leia estes comentários pós-eleição:










A essa altura você já deve ter entendido o motivo desses ataques de xenofobia. Mas como começou? O que foi o catalizador de tudo isso?

Tudo aconteceu por causa de figuras como esta, amplamente divulgadas pela imprensa:



Sim, se dependesse da Região Nordeste, Serra não teria a mínima chance. Mas acontece que, nestas eleições, se você analisar os resultados por região, vai ver que:

No Sul:
Serra ganhou por 7,78% dos votos.

No "Sudeste Maravilha":
Dilma ganhou por 3,76%; graças ao Rio de Janeiro e a Minas Gerais, estados em que Dilma teve uma vantagem na casa dos 20%!
No Espírito Santo, porém, deu empate!
E em São Paulo, o centro do universo, casa de tantos mandatos de direita, Serra não conseguiu nem mesmo 10% de vantagem!

No Centro-Oeste:
Empate!
Rigorosamente, Serra ganhou por 1,84%.

No Norte:
Dilma ganhou por 14,86%.

E no nosso Nordeste amado e odiado por tantos:
Dilma ganhou por avassaladores 41,16%.

Tudo isso está resumido neste quadro:



Números à parte, vamos fazer a vontade dos sudestinos e remover o Nordeste do Brasil. O que aconteceria?



Seriam 26 milhões de votos válidos a menos. E o resultado das eleições:



Oxente, deu Dilma de novo! Como pode? Deve ser por causa do pessoal lá do Norte, né? Então vamos tirar o Norte também:



Eis o sonho de grande parte dos sudestinos. Um Brasil sem Norte/Nordeste!

Agora sim, vamos ao resultado das eleições. Está tudo nas mãos deles:



Mas deu Dilma de novo! E agora, quem explica?

Pergunte aos moleques do Tuíter (sic). O que será que eles diriam?

Provavelmente seria algo nas linhas de: "É por causa dos imigrantes do Norte/Nordeste que votam aqui no Sul/Sudeste".

Raciocínio incorreto. Pois mesmo que todos os migrantes nordestinos tenham votado em Dilma (100% em Dilma, o que é uma hipótese extremamente fantasiosa), o número de sudestinos nativos morando na região é muito maior. Prevaleceu portanto a vontade deles, os nativos, e foi por pequeníssima diferença que Dilma venceu.

Posto isso, ao invés de propor a independência do Sul/Sudeste, os referidos xenófobos deveriam primeiro checar os números e decidir o que fazer com metade de seus conterrâneos. Afinal, há mais eleitores de Dilma nativos de lá (S/SE) do que nativos daqui (N/NE).

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Ibope: Dilma aumenta vantagem no 2º turnoA

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, está 11 pontos porcentuais à frente de José Serra (PSDB), segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada nesta quarta-feira, 20. A petista tem 51% das intenções de voto contra 40% de José Serra (PSDB). Votos brancos e nulos somam 5% e 4% não sabem ou não responderam.

Considerando-se apenas os votos válidos (excluídos nulos, brancos e eleitores indecisos), Dilma teria 56% contra 44% do tucano.

A petista quase dobrou a diferença em relação ao tucano registrada na pesquisa anterior, realizada entre os dias 11 e 13 de outubro. Naquele levantamento, Dilma tinha 49% das intenções de voto (53% dos votos válidos) contra 43% de Serra (47% dos votos válidos). No primeiro turno, a candidata do PT teve 46,9% dos votos válidos, contra 32,6% do adversário.

A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 20 de outubro e está registrada no TSE sob o protocolo 36476/2010. Foram realizadas 3010 entrevistas em 201 municípios de todo o País. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Vox Populi: Dilma cresce e vence no segundo turno

Pesquisa Vox Populi/iG divulgada nesta terça-feira mostra que a vantagem da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, em relação ao tucano José Serra aumentou para 12 pontos percentuais. Segundo o Vox Populi, Dilma tem 51% contra 39% de Serra. Na última pesquisa, realizada nos dias 10 e 11 de outubro, a vantagem era de 8 pontos (Dilma tinha 48% e Serra 40%). Os votos brancos e nulos permaneceram em 6% e os indecisos passaram de 6% para 4%.

Se forem considerados apenas os votos válidos (sem os brancos, nulos e indecisos) a vantagem subiu de 8 para 14 pontos. Dilma tinha 54% e passou para 57%. Serra caiu de 46% para 43%. A margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos.

A candidata do PT tem o melhor desempenho na região Nordeste, onde ganha por 65% a 28%. Já Serra leva a melhor no Sul, onde tem 50% contra 41% da petista. No Sudeste, que concentra a maior parte dos eleitores, Dilma tem 47% contra 40% do tucano.

O Vox Populi ouviu 3 mil eleitores entre os dias 15 e 17 de outubro. Os resultados, portanto, não consideram o impacto do debate realizado pela Rede TV no último domingo, nem a entrevista concedida por Dilma ao Jornal Nacional ontem à noite. A pesquisa foi registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral com o número 36.193/10.

Recortes

Depois de toda a polêmica envolvendo temas religiosos como o aborto, Serra atingiu 44% entre os entrevistados que se declararam evangélicos. Dilma tem 42%. Entre os que se declararam ateus, Dilma vence por 49% a 36%.

Entre os católicos praticantes Dilma tem 54% contra 37% do tucano. No segmento dos católicos não praticantes a petista consegue seu melhor desempenho, 55% contra 37% de Serra.

A petista ganha em todas faixas etárias. Já no recorte que leva em conta a escolaridade dos pesquisados, Serra vence entre os que tem nível superior por 47% a 40% da petista. No eleitorado com até a 4ª série do ensino fundamental Dilma tem 55% contra 38% do tucano.

Serra também vai melhor entre o eleitorado com mais renda. Entre os que declararam ganhar mais de cinco salários mínimos, ele tem 44% contra 42% da petista. Dilma tem seu melhor desempenho entre os mais pobres, que ganham até um salário mínimo, 61% a 31%.

Embora seja mulher, Dilma tem índices melhores entre os homens. Conforme o levantamento ela tem 54% contra 38% de Serra no eleitorado masculino e 48% contra 40% do tucano no eleitorado feminino.

No recorte que leva em consideração a cor da pele, Dilma atinge 59% entre os entrevistados que se declararam negros contra 29% de Serra. Entre os brancos, a petista tem 45% contra 44% do tucano.

Segundo o Vox Populi, 89% dos entrevistados disseram estar decididos enquanto 9% admitiram que ainda podem mudar de ideia. Entre os eleitores de Dilma a consolidação do voto é maior, 93%. No eleitorado de Serra, 89% disseram que estão decididos.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Dilma vira em 3 Estados e lidera sozinha em 24 UFs

Dilma Rousseff (PT) avançou no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Rio Grande do Sul e agora lidera sozinha a corrida presidencial em 24 das 27 unidades da Federação. José Serra (PSDB) só consegue empatar tecnicamente com a petista no Paraná, Santa Catarina e no Acre.

Levantamento feito com base nas mais recentes pesquisas do Ibope nos Estados mostra que Dilma está isolada em primeiro lugar em todo o Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. A situação se repete em 6 dos 7 Estados do Norte.

No Acre, Estado natal de Marina Silva (PV), é onde a sucessão está mais embolada. Serra tem 34%, Dilma tem 32% e a candidata verde tem 19% (seu melhor desempenho no país).

Serra ainda consegue segurar empates técnicos em 2 dos 3 Estados do Sul, onde a “onda vermelha” demorou mais tempo para chegar. No Paraná ele tem 40%, contra 43% da petista. E entre os catarinenses ela tem 40% e ele, 38%.

Dilma tem mais de dois terços dos votos válidos em 11 Estados, todos do Nordeste e do Norte. Além desses, ela fica com 50% a 66% dos votos válidos em mais 12 unidades da Federação. Ou seja, a candidata de Lula ganharia no primeiro turno em 23 UFs, que somam 68% do total de votos do país. Neles, ela abre 19 pontos sobre a soma dos adversários.

Em São Paulo, Dilma também bate Serra, mas tem “apenas” 48% dos votos válidos, insuficientes para uma vitória em turno único.

As pesquisas que entraram nesse levantamento foram feitas em datas diferentes, a partir de 12 de agosto. As nove mais recentes foram concluídas na última sexta-feira. Juntas, elas somam mais de 27 mil entrevistas, cerca de nove vezes mais do que a amostra de uma pesquisa nacional do Ibope.

Ponderados os resultados estaduais segundo o porcentual de comparecimento dos eleitores em cada unidade da Federação na eleição de 2006, percebe-se que Dilma chega a 53% de intenção de voto, contra 27% de Serra e 8% de Marina.

Trata-se de uma média dos últimos 20 dias. Portanto, essa totalização não é tão recente quanto a pesquisa nacional Ibope divulgada na sexta-feira, que apontou Dilma com 51%. A diferença entra elas está dentro da margem de erro e não indica oscilação da petista. Os dois resultados se confirmam.

A um mês da eleição, Dilma tem cerca de 27 milhões de votos a mais do que Serra. Para levar a eleição para o segundo turno, o tucano e Marina precisam “roubar” 200 mil eleitores por dia da petista, em média.

de Jose Roberto de Toledo

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Vox Populi/Band/iG: Alckmin cai e vitória no 1º turno é ameaçada

O cenário de vitória do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) logo no primeiro turno, em São Paulo, está ameaçado, de acordo com a mais recente pesquisa Vox Populi/Band/iG. O tucano perdeu nove pontos em relação ao último levantamento, em agosto, e conta agora com 40% das intenções de voto – exatamente a soma do desempenho dos quatro principais adversários.


Em um mês, Dilma cresce dez pontos e ultrapassa Serra em SP
O senador Aloizio Mercadante, do PT, foi quem mais cresceu: saltou de 17% para 28% entre agosto e setembro. Celso Russomano (PP) oscilou dois pontos para baixo e aparece agora com 7%. Paulo Skaf (PSB), que antes tinha 1%, soma agora 3%. Fábio Feldmann, do PV, tem 2% das preferências. Com o cenário, fica no limite a possibilidade de a disputa ser decidida no primeiro turno. Em julho, a distância de Alckmin em relação à soma dos demais candidatos era de 18%.

A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais. A pesquisa, registrada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 31.704/10, ouviu 1.500 pessoas entre os dias 18 e 21 de setembro.
O índice dos que se dizem indecisos ou não responderam à pesquisa é de 13% em São Paulo, ainda segundo o Vox Populi. Brancos e nulos somam 7%.

Na pesquisa espontânea, quando o nome dos candidatos não é apresentado ao eleitor, Alckmin soma 32% e Mercadante, 23% - o petista tinha 7% há um mês.

O crescimento do petista acontece num momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou a campanha petista no maior colégio eleitoral do País, tanto na TV como em comícios.
Mercadante se beneficiou também do crescimento de Dilma Rousseff, presidenciável petista, no Estado. Entre agosto e setembro, a ex-ministra da Casa Civil cresceu dez pontos e hoje soma 43% das preferências. Já o tucano José Serra, que tinha 40% das intenções de voto, aparece agora com 29%.

A candidata Marina Silva, do PV, subiu três pontos e agora conta com 12%. Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) é o candidato favorito de 1% dos eleitores paulistas – os demais não somam 1%.

Em São Paulo, o índice de quem não sabe ou não respondeu em quem pretende votar para presidente no dia 3 de outubro é de 9%. Outros 6% dizem votar nulo ou em branco.

Senado

A disputa para o Senado também apresentou mudanças em relação à pesquisa anterior. A candidata Marta Suplicy (PT) oscilou dois pontos para cima e agora tem 36% das intenções de voto.

A ex-prefeita de São Paulo, no entanto, observa o crescimento mais acelerado de dois adversários com chances de obter as vagas no Senado. Netinho de Paula (PC do B), candidato na chapa petista, saltou de 16% para 33% em um mês, enquanto Aloysio Nunes (PSDB) praticamente quadruplicou seu desempenho e chegou agora a 22% após a saída de Orestes Quércia (PMDB) da disputa. Romeu Tuma (PTB) tem 16% das preferências – eram 19% em agosto.

O cenário, no entanto, tende a mudar até o dia da votação, já que 21% dos eleitores paulistas ainda se dizem indecisos. Brancos e nulos somam 14%.

Vox Populi: Tarso tem 45%, Fogaça, 22% no Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul pode decidir as eleições estaduais já no primeiro turno, segundo pesquisa Vox Populi/Band/iG divulgada hoje. O candidato Tarso Genro (PT) subiu de 35% em agosto para 45% em setembro. José Fogaça (PMDB) oscilou negativamente de 24% no mês passado para 22%. Yeda Crusius (PSDB) tem 11% oscilando um ponto para baixo.

Brancos e nulos somam 4% e indecisos, 16%. A pesquisa foi registrada no TRE-RS sob o número 48.960/10 e no TSE sob o número 31.710/10. O instituto ouviu 800 pessoas entre os dias 18 e 21 de setembro. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Na disputa presidencial, a candidata petista Dilma Rousseff subiu de 37% para 46% entre os gaúchos. Já o tucano José Serra caiu de 39% para 31%. Marina Silva (PV) oscilou positivamente de 6% para 7%. Os demais candidatos não alcançaram 1% das intenções de voto no Estado. Brancos e nulos somam 2% e indecisos, 14%.

Senado

Na corrida ao Senado, Paulo Paim (PT) e Ana Amélia Lemos (PP) seriam eleitos com 47% e 45% dos votos, respectivamente. Germano Rigotto (PMDB) aparece em terceiro, com 28% das intenções de voto, seguido por Abgail Pereira (PCdoB), com 16%.

Os candidatos Marcos Monteiro (PV), Vera Guasso (PSTU) e Roberto Gross (PTC) têm 1% cada. Brancos e nulos somam 6% e 35% se disseram indecisos no Rio Grande do Sul.

Vox Populi: Campos segue com 70% e seria reeleito no 1º turno

A uma semana das eleições, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), continua com 70% das intenções de voto na mais recente pesquisa Vox Populi/Band/iG e seria reeleito, com folga, logo no primeiro turno.

Apoiado pelo presidente Lula, Campos tem 53% de distância para o segundo colocado, Jarbas Vasconcelos (PMDB), que oscilou dois pontos para baixo desde agosto e tem agora 17%. Em julho, a diferença era de 36 pontos (61% a 25%).


Tracking Vox Populi/Band/iG: Dilma recua para 50%
A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais. Edson Silva (PSOL), Sérgio Xavier (PV) e Jair Pedro (PSDT) têm 1% das preferências cada. Os demais não somaram sequer 1%. Votos brancos e nulos somam 5%, enquanto 6% dos entrevistados disseram não responderam ou não sabem em quem votar no dia 3 de outubro. A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 31.702/10, ouviu 800 eleitores entre os dias 18 e 21 de setembro.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Campos é citado por 66% dos eleitores. Jarbas, por sua vez, recebeu 16% das menções.

O Vox Populi mostrou também que, em Pernambuco, a candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, conta hoje com 68% das intenções de voto, contra 66% apurados em agosto. O principal adversário, José Serra (PSDB), caiu quatro pontos e tem 15% das preferências. Marina Silva (PV), por sua vez, oscilou dois pontos e agora soma 8%.

Apenas 5% dos eleitores pernambucanos dizem não saber ou não responderam em quem pretendem votar para presidente. O índice dos que pretendem votar nulo ou em branco é de 3%.

Senado

Na corrida para o Senado, os dois candidatos da base aliada do governo Lula, Humberto Costa (PT) e Armando Monteiro (PTB) aparecem à frente na pesquisa. Costa, ex-ministro da Saúde, aparece na pesquisa com 54% - ele tinha 47% em agosto.

O petebista também cresceu e saltou de 31% para 45%. O senador Marco Maciel (DEM), que concorre à reeleição, foi ultrapassado e aparece agora com 26% das preferências – eram 32% na última pesquisa. Raul Junggmann (PPS) ocupa a quarta colocacao na disputa, com 9%.

O índice dos que não responderam ou dizem não saber em quem votar, no entanto, ainda é alto em Pernambuco: 24% (ou, um quarto dos eleitores). Outros 14% afirmam que pretendem votar nulo ou em branco.

Vox Populi: Antes de desistir, Roriz tinha 33% dos votos

Antes de desistir da sua candidatura, Joaquim Roriz (PSC) estava em segundo lugar, com 33% dos votos, na disputa pelo governo do Distrito Federal, segundo levantamento Vox Populi/Band/iG divulgado hoje. Agnelo Queiroz (PT) liderava a disputa com 44% dos votos.

Roriz abdicou hoje da disputa em favor da sua mulher, Weslian Roriz (PSC). Ameaçado pela Lei da Ficha Limpa, o ex-governador por 4 mandatos tomou a decisão de retirar a candidatura após o impasse dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a lei na sessão de ontem.

Roriz oscilou negativamente 3 pontos em relação à última pesquisa feita pelo instituto em agosto. Já Agnelo ganhou 18 pontos percentuais em um mês e tomou a liderança. Toninho (PSOL) é o terceiro com 3% dos votos. Brancos e nulos somam 7% e os indecisos 13%.


Tracking Vox Populi/Band/iG: Dilma recua para 50%
Dilma Rousseff (PT) lidera a disputa presidencial no Distrito Federal com 44%. José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) empatam no segundo lugar com, respectivamente, 20% e 18%. Brancos e nulos tem 7% e os indecisos 13%.

A margem de erro é de 3,7 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram feitas 700 entrevistas entre os dias 18 e 21 de setembro. A pesquisa está protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº 31.701/10.

Senado

O senador Cristovam Buarque (PDT), com 50% dos votos, e o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB), com 38%, lideram a disputa pelas duas vagas do Senado no Distrito Federal.

Abadia (PSDB), candidata apoiada por Roriz, está em terceiro com 25%. Alberto Fraga (DEM) tem 16% e Chico Sant´Anna 2%. Cadu Valadares (PV), Pr. Milton Tadashi (PTN) e Robson (PSTU) tem 1% cada. Brancos e nulos 12% e indecisos 26%.

Vox Populi: Wagner abre 28 pontos na Bahia

O candidato do PT a governador da Bahia, Jaques Wagner, continua na liderança da corrida pelo governo do Estado com 46% das intenções de voto, segundo a nova pesquisa Vox Populi/Band/iG.

O petista oscilou um ponto percentual positivamente em relação à pesquisa do mês de agosto e abriu 28 pontos de diferença em relação ao principal adversário, Paulo Souto (DEM).

Souto aparece na pesquisa com 18% das intenções de voto, seis pontos percentuais a menos que na pesquisa de agosto, quando tinha 24% da preferência do eleitorado. Na terceira colocação está Geddel Vieira Lima (PMDB), que passou de 9% para 14%.

Segundo o Vox Populi, o candidato Bassuma, do PV, somou 1% e os demais candidatos não pontuaram. O levantamento do mês de setembro apurou ainda que 15% dos entrevistados ainda se dizem indecisos, enquanto 5% declararam a intenção de votar em branco ou nulo na eleição de 03 de outubro.

Se a eleição fosse hoje, Jaques Wagner seria eleito ainda no primeiro turno, já que a soma das intenções de voto dos seus adversários não atingem o patamar do candidato petista.

Na corrida presidencial, a candidata do PT, Dilma Rousseff, aparece com 51% das intenções de voto na Bahia, enquanto Serra e Marina registraram 17% e 7%, respectivamente.

Senado

A disputa pelas duas vagas para o Senado Federal pela Bahia está acirrada. O candidato Walter Pinheiro (PT) tem 33% da preferência do eleitorado, enquanto César Borges (PR) e Lídice (PSB) estão tecnicamente empatados com 25% e 23%, respectivamente.

De acordo com o Vox Populi, Borges caiu dez pontos percentuais em relação a pesquisa anterior, onde aparecia com 35%. No mesmo período, Lídice e Walter Pinheiro subiram seis pontos percentuais da um.
O candidato José Ronaldo (DEM) somou 10%, enquanto Aleluia (DEM) e Edvaldo Brito (PTB) empataram em 8%.

O instituto Vox Populi ouviu 800 eleitores entre os dias 18 e 21 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. A sondagem foi registrada no TRE/BA sob o nº 41.457/10) e no TSE sob o nº 31.707/10.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Sensus: Dilma ganha fácil de Serra em MG. Quem mandou o PSDB acreditar em pesquisa ?


ELEIÇÕES 2010

ESTADO DE MINAS GERAIS

27 a 29 de Maio de 2010

Dados Técnicos

Pesquisa Eleições 2010

Estado Minas Gerais

Regiões 12 Regiões

Municípios 53 Municípios

Entrevistas 1.500 Entrevistas

Amostra por Cotas REGIÃO, MUNICÍPIO, URBANO/RURAL, SEXO, IDADE, ESCOLARIDADE, RENDA

Rechecagem 15% da Amostra

Margem de Erro Confiança = 95%, Erro = ± 2,5%

Campo 27 a 29 de Maio de 2010



Metodologia
1.500 Entrevistas, ponderadas para as 12 Regiões do Estado, com o sorteio aleatório de 53 Municípios por representatividade de grupos populacionais. Probabilística sistemática até o Setor Censitário para Urbano e Rural, com cotas para Sexo, Idade Escolaridade e Renda no Setor Censitário.


Registro
Registro Tribunal Regional Eleitoral / MG número 29.649/2010 em 27 de Maio de 2010, nos termos da Resolução 23.190 de 16/12/2009 do TSE, podendo ser divulgada a partir de 01 de Junho de 2010.

Registro Tribunal Superior Eleitoral número 13.361/2010 de 27 de Maio de 2010, nos termos da Resolução 23.190 de 16/12/2009 do TSE, podendo ser divulgada a partir de 01 de Junho de 2010.
1. ELEIÇÕES PRESIDENTE 2010
- PRESIDENTE ESPONTÂNEO





terça-feira, 25 de maio de 2010

CNT/Sensus: Dilma chega a 35,7% e Serra, 33,2%

A pré-candidata do PT à sucessão do presidente Lula, Dilma Rousseff ficaria em primeiro lugar no primeiro turno da eleição de outubro, com 35,7%, vencendo José Serra, candidato do PSDB, ficaria com 33,2% dos votos. Os números são da pesquisa Sensus divulgada na manhã desta segunda-feira pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT).

Marina Silva, do PV, foi apontada por 7,3%. José Maria Eymael, do PSC, recebeu 1,1% das intenções de voto. Os outros sete pré-candidatos de partidos nanicos receberam menos de 1% cada.

Em outro cenário, porém, quando a pesquisa Sensus apresenta uma lista apenas com os nomes dos principais candidatos - Dilma, Serra e Marina - o ranking se inverte. O candidato do PSDB recebe, nesta situação, 37,8% das intenções de voto, batendo Dilma Rousseff, com 37% e Marina Silva, com 8%. O restante dos entrevistados votaria branco ou nulo.

Em janeiro deste ano, quando a CNT/Sensus apresentou esta mesma lista aos entrevistados, José Serra estava bem na frente da candidata do PT, com 40,7%. Dilma Rousseff recebeu, naquele mês, 28,5% das intenções de voto. Marina Silva havia ficado com 9,5%.

A 101ª. pesquisa entrevistou 2 mil eleitores, em 126 municípios de 24 estados. A margem de erro é de mais ou menos 2,2%.

Segundo turno

Se a eleição de outubro para presidente da República fosse decidida em segundo turno entre Dilma Rousseff e José Serra, a candidata petista venceria com 41,8% dos votos, contra 40,5% do ex-governador tucano. Isso é o que aponta pesquisa Sensus divulgada hoje pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT).

Na pesquisa feita em janeiro, Serra estava na frente com 44%. Dilma Rousseff recebeu 37,1% da preferência.

Outro cenário, com Dilma Rousseff e a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (PV) disputando o segundo turno, a petista venceria com 51,7%, deixando Marina com 21,3%. Esta é a primeira vez que a Sensus simula esta hipótese de segundo turno.

Com José Serra e Marina Silva disputando o segundo turno, o tucano seria eleito com 50,3% e a ex-ministra ficaria com 24,3%. Também é a primeira vez que os dois aparecem num cenário simulado pela pesquisa.

Espontânea

Dilma Rousseff, pré-candidata do PT, também aparece em primeiro lugar na pesquisa espontânea da 101ª. pesquisa CNT/Sensus, divulgada na manhã desta segunda-feira, com 19,8%.

Nesta pesquisa, os entrevistados apontam quem eles pretendem votar na eleição de outubro, sem que o entrevistados apresente nomes. Esta é a primeira vez que a petista fica na frente do presidente Lula na pesquisa espontânea de intenção de voto.

José Serra, pré-candidato do PSDB, vem em segundo lugar em 14,4%. O presidente Lula, em terceiro lugar no ranking, foi citado por 9,7% Marina Silva (PV), Ciro Gomes (PSB), Geraldo Alckmin (PSDB) e Aécio Neves (PSDB) foram citados por menos de 1% dos entrevistados.

Na última pesquisa espontânea divulgada pela CNT/Sensus, em fevereiro deste ano, 18,7% dos entrevistados disseram que votariam em Lula para presidente. A ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT) foi apontada por 9,5%. O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) por 9,3%. A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (PV) por 1,6%.

A preferência por Aécio Neves tinha ficado em 2,1%, Ciro Gomes, 1,2%. Outros 2,6% votariam branco ou nulo. A 101ª. pesquisa entrevistou 2 mil eleitores, em 126 municípios de 24 estados. A margem de erro é de mais ou menos 2,2%.

A GLOBO ESTÁ OMITINDO OU MENTINDO COM FREQUÊNCIA?


Dilma passa Serra pela primeira vez em pesquisa do Vox Populi
Pela primeira vez, a pré-candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, aparece à frente do pré-candidato
do PSDB, José Serra, em pesquisa de intenção de votos feita pelo Instituto Vox Populi.
A ex-ministra tem 38% das intenções de voto e o ex-governador de São Paulo, 35%. A margem de erro da pesquisa é de
2,2%, para mais ou para menos.
A pesquisa foi encomendada pela Rádio e Televisão Bandeirantes Ltda.
A terceira colocada, Marina Silva (PV), tem a preferência de 8% dos eleitores.
Os votos brancos e nulos somam 8% e 14% não responderam ou não souberam responder.
Comparada com a pesquisa de abril, o Vox Populi registra queda de três pontos percentuais de Serra (o tucano caiu de 38% para 35% das intenções de voto).
Já a pré-candidata petista saltou de 33% para 38%, avanço de 5 pontos percentuais.
Marina subiu 1 ponto, de 7% para 8%.
A petista também já ultrapassou o tucano em eventual segundo turno.
A pesquisa revela que 40% dos eleitores preferem Dilma e 38% ficariam com Serra.
Os votos nulos e brancos somariam 9%. Outros 13% de eleitores não responderam ou não souberam responder.
A pesquisa de intenção de voto espontâneo – quando o eleitor abordado pelos pesquisadores diz em quem vai votar sem consultar nenhuma lista – também aponta a liderança de Dilma Rousseff.
Ela aparece com 19% das intenções de voto, enquanto Serra tem 15%.
Em janeiro, cada candidato obteve 9% das intenções de votos espontâneos.

Lula garante votos

A pesquisa Vox Populi mostrou um crescimento de três pontos na influência de Lula na hora do voto.
Dos entrevistados, 33% disseram que votariam “com certeza” num nome indicado pelo presidente. Em janeiro eram 30%.
Parte dos eleitores – 30% - respondeu que “poderia votar” num nome indicado pelo presidente, mas isso dependeria de quem é o candidato.
Dos entrevistados, 10% disseram que não votariam num nome apontado por Lula e outros 24% disseram que não levam isso em conta na hora da escolha.
A pesquisa também mostrou a força dos governadores na hora do voto.
Dos entrevistados, 15% disseram que votariam “com certeza” no nome apontado pelo chefe do Estado.
Outros 36% disseram que poderiam votar no nome indicado a depender de quem fosse o candidato.
Um grupo de 15% dos eleitores disse que não votaria em ninguém a pedido do governador e 30% disse que não leva isso em conta.
A pesquisa Vox Populil também quis saber quem é identificado como o candidato do presidente Lula.
Dos entrevistados, 74% disseram que Dilma é a candidata apoiada por Lula, 4% disseram que José Serra é quem tem o apoio presidencial e 1% jogou Lula para a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

Disputa regional

A petista tem a preferência dos eleitores em quatro das cinco regiões brasileiras: Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
Já Serra, vence no Sul do país.
A maior diferença percentual a favor de Dilma é no Nordeste, onde o presidente Lula goza de enorme prestígio.
A pré-candidata do PT tem 44% das intenções de voto, contra 29% de Serra.
No Sudeste, a disputa é acirrada. A petista tem 35%, contra 34% do tucano.
No Centro-Oeste, Dilma tem 33% das intenções de voto, contra 31% de Serra.
No norte, Dilma lidera com 41%, contra 32% de Serra.
Já na Região Sul, o pré-candidato do PSDB lidera com grande vantagem. Serra tem 44% das intenções de voto, enquanto
Dilma tem a preferência de 30% dos eleitores.

Avaliação positiva do governo

A avaliação positiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a 76% em maio.
Na rodada anterior da amostragem, feita em abril, o número era de 74%.
Dentro da avaliação positiva, 31% dos entrevistados definiram o governo como ótimo e 45% como bom.
O governo ainda foi considerado regular por 19% da população.
Outros 5% o consideraram negativo. Destes, 2% avaliaram o governo como ruim e 3% como péssimo.

Vitória no primeiro turno

Diante do crescimento da ministra Dilma Rousseff nas pesquisas presidências, e da estagnada de José Serra, o diretor do
Instituto Vox Populi, João Francisco Meira, acredita na possibilidade de a candidata petista vencer “a eleição já no primeiro turno”.
Meira analisa que nem Dilma nem Serra são carismáticos, mas o sistema petista tem alguns trunfos, como o avanço econômico no governo Lula.
Para construir uma boa campanha, o diretor do Vox Populi citou que o tempo de TV será decisivo, já que um arco maior de alianças possibilitará aumento no horário disponível.
De acordo com o cientista político Cláudio Gonçalves Couto, da PUC-SP, o crescimento da ex-ministra é natural.
“Todas as pesquisas recentes apontavam nessa direção, com Serra estabilizado e Dilma em alta, exceto as do Datafolha”, diz.
Para ele, a petista apareceu bastante em programas de TV nas últimas semanas, o que teria sido determinante para o eleitor.
Em suas visitas aos Estados, a pré-candidata participou de diversos programas populares.

Dilma passa Serra na Vox/Band: 37% a 34%

Dilma Rousseff ultrapassou José Serra na pesquisa Vox Populi encomendada pela Rede Bandeirantes e que deverá ser divulgada hoje à noite.
Foram 2 mil entrevistas, realizadas em todos os estados brasileiros, exceto Acre, Amapá e Roraima, realizadas entre 8 e 13 de maio. Não absorvem, portanto, o programa do PT, veiculado na noite de 13 de maio. E revelam que Dilma tem 37% das intenções de voto contra 34% de José Serra.A margem de erro máxima estimada é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O registro – 11.266/2010 – foi feito dia 7 no TSE.
Na última pesquisa Vox/Band, em 3 de abril, a vantagem de três pontos era inversa: Serra tinha 34% e Dilma, 31% na lista com Ciro candidato. Na que não continha Ciro – como agora, por óbvio – a vantagem serrista era de 38% a 33%.
Em tese, ambas as pesquisas podem apresentar um empate estatístico, por causa da margem de erro. Mas é evidente a tendência, aliás coerente com o que todas as outras pesquisas vinham registrando.
Na análise que publicou na Carta Capital que circula hoje, de certa forma, o diretor do Vox Populi, Marcos Coimbra, já previa esta ultrapassagem, leia só:

Na última pesquisa publicada do Vox Populi, feita há um mês, a intenção estimulada de voto (considerados apenas três candidatos) do conjunto dos entrevistados foi de 38% para Serra, 33% para Dilma e 7% para Marina. Nesse resultado médio estão, naturalmente, tanto as repostas das pessoas que acertaram a identificação de Dilma como candidata do presidente quanto das que erraram ou não souberam fazê-lo.

Quando, porém, se analisam separadamente as intenções de voto dos dois segmentos, vê-se um quadro diferente.

A tabela mostra que, se levarmos em conta as intenções de voto dos eleitores que sabem que Dilma é a candidata de Lula (que são 70% do total), ela está 11 pontos porcentuais na frente de Serra. O ex-governador lidera no agregado apenas por ter uma imensa vantagem, de 43 pontos, entre os eleitores que não sabem quem ela é (e que são 30% do universo).

Um dia, esses que não sabem vão desaparecer e todos (ou quase todos) vão saber. Para Dilma, a boa notícia é que os que não a conhecem são ainda mais propensos a votar nela que os que já o fazem. Para Serra, só haverá boas notícias se tudo que está em curso mudar.

domingo, 16 de maio de 2010

Pesquisa Ibope: Por que Dilma parou de crescer? Porque o Grau de conhecimento de Dilma pelos eleitores estagnou!


Abaixo, vou comentar a nova pesquisa Ibope em detalhes. Vou analisar apenas os dados relativos às candidaturas de Serra, Dilma e Marina, pois Ciro não será candidato, já que seu partido, o PSB, irá apoiar Dilma.

Para começar, já vou dizendo que, diferentemente do Datafolha, o Ibope respeitou a divisão do eleitorado brasileiro por regiões do país e que foi a seguinte:

Sul - 14%;
Sudeste - 44%;
Norde/Centro- Oeste - 15%;
Nordeste - 27%.

Portanto, não existem reparos a serem feitos a respeito deste assunto.

Logo, vamos analisar alguns dados importantes da pesquisa propriamente dita.

1) Voto espontâneo:

Lula - 16% (23% em Fevereiro/2010) ;
Dilma - 15% (9% em Fevereiro/2010) ;
Serra - 14% (10% em Fevereiro/2010) .

É incrível, mas faltando menos de seis meses para o 1o. turno da eleição presidencial, uma parcela expressiva de eleitores ainda deseja votar no Presidente Lula, embora ele não possa mais ser candidato.

Isso é uma boa notícia para a ex-ministra Dilma, pois é evidente que se temos tantos eleitores com uma vontade tão grande de votar em Lula, a partir do momento em que estes eleitores ficarem sabendo que Dilma é a candidata apoiada pelo Presidente, então, é claro, há uma possibilidade muito grande de que este eleitorado migre para Dilma.

Caso isto aconteça, ela subirá para 31% das intenções de voto, deixando Serra bem para trás.

Mas, note-se que o percentual de votos em Lula caiu de 23% para 16% em dois meses. Isso mostra que o eleitor está, aos poucos, descobrindo que o Presidente não poderá ser candidato nesta eleição. Coincidência ou não, Dilma cresceu de 9% para 15% no mesmo período.

Assim, verifica-se, de forma clara, uma transferência progressiva de votos do Presidente Lula para Dilma, à medida que o eleitorado vai descobrindo que Lula não pode ser candidato e que Dilma é apoiada por ele. Tanto isso aconteceu que a queda de Lula foi de 7 p.p. e a ascensão de Dilma foi de 6 p.p.

Com a aproximação da data das eleições é claro que esse movimento de transferência de votos de Lula para Dilma irá se intensificar cada vez mais, fortalecendo a candidatura da ex-ministra.

Quanto à Serra, ele cresceu 4 p.p. em relação à pesquisa de Fevereiro e é claro que isso se deve ao fato dele ter, finalmente, lançado a sua candidatura à Presidência da República.

2) Grau de conhecimento dos candidatos pelos eleitores:

A) Conhece bem:

Serra - 29% (31% em Fevereiro/2010) ;
Dilma - 14% (13% em Fevereiro/2010) ;
Marina - 7% (7% em Fevereiro/2010) .

B) Conhece mais ou menos:

Serra - 40% (44% em Fevereiro/2010;
Dilma - 33% (33% em Fevereiro/2010) ;
Marina - 18%(19% em Fevereiro/2010) .

C) Conhece só de ouvir falar:

Serra - 30% (24% em Fevereiro/2010) ;
Dilma - 45% (43% em Fevereiro/2010) ;
Marina - 46% (41% em Fevereiro/2010) .

D) Nunca ouviu falar:

Serra - 1% (1% em Fevereiro/2010) ;
Dilma - 7% (10% em Fevereiro/2010) ;
Marina - 28% (31% em Fevereiro/2010) .

Os dados acima mostram que Serra já é conhecido por 69% dos eleitores. Mas, no caso de Dilma isso é verdade apenas para 47%, o que é menos da metade, portanto. E Marina é conhecida por apenas 25% dos eleitores. E mesmo sendo bem menos conhecida pelo eleitorado do que Serra (é uma diferença de 22 p.p. entre os dois neste quesito: 69% para Serra e 47% para Dilma) a diferença de intenção de voto entre os dois é de apenas 7 p.p. (Serra 36% X 29% Dilma).

Isso mostra que Dilma tem um potencial de crescimento muito maior do que Serra, principalmente porque será a candidata apoiada pelo Presidente Lula e porque grande parte dos eleitores que aprovam o governo deste e que desejam a continuidade do mesmo ainda não conhecem Dilma e sequer sabem que ela tem o apoio de Lula, como veremos depois.

E o fato de Marina ser conhecida por apenas 25% dos eleitores é algo perfeitamente normal para quem nunca disputou uma eleição presidencial e foi ministra do governo Lula, mas sem chamar tanta atenção quanto Dilma, que exerceu funções de coordenação de programas importantes do governo Lula (Minha Casa, Minha Vida; PAC e Pré-Sal), tem o apoio do Presidente Lula e que foi escolhida pré-candidata presidencial pelo PT.

E entre Fevereiro e Abril deste ano, o grau de conhecimento de Dilma pelo eleitorado quase não variou. Na verdade, ele ficou estagnado. Afinal, os que dizem que a conhecem passaram de 46% para 47%. Isso talvez explique porque Dilma parou de crescer em algumas pesquisas mais recentes. Afinal, como o eleitorado poderá optar pela sua candidatura se ainda não a conhecem, não é mesmo?

Portanto, para que Dilma volte a crescer nas pesquisas, será necessário torná-la melhor e mais conhecida pelo eleitorado brasileiro. Se isso não acontecer, Dilma deverá continuar com o mesmo patamar de intenção de votos que possui hoje.

Já no caso de Serra, ocorreu um fenômeno estranho nesta pesquisa Ibope, com o índice dos eleitores que dizem conhecê-lo caindo de 75% para 69% entre Fevereiro e Abril deste ano.

Já quando se considera a renda do eleitor, descobre-se o seguinte a respeito de Dilma:

Até 1 salário mínimo - 71% não a conhecem (58% a conhecem só de ouvir falar e outros 13% nunca tinham ouvido falar dela).

Entre 1 e 2 salários mínimos - 58% não a conhecem (51% a conhecem só de ouvir falar e outros 7% nunca tinham ouvido falar dela).

Logo, há um elevado grau de desconhecimento em relação à Dilma por parte do eleitorado de menor renda e é justamente nesta faixa de eleitores que o Presidente Lula é mais popular e que o desejo de continuidade do seu governo é muito mais forte (ver mais abaixo).

Quanto às regiões do país, o resultado foi o seguinte:

Nordeste - 66% não conhecem Dilma (55% só a conhecem de ouvir falar e outros 11% nunca ouviram falar dela);
Norte/Centro- Oeste - 52% não conhecem Dilma (46% a conhecem só de ouvir falar e outros 6% nunca ouviram falar dela);
Sudeste - 48% não conhecem Dilma (42% a conhecem só de ouvir falar e outros 6% nunca ouviram falar dela);
Sul - 41% não conhecem Dilma (38% a conhecem só de ouvir falar e outros 3% nunca ouviram falar dela).

É espantoso, nesta pesquisa, descobrir que 2/3 dos eleitores nordestinos ainda não conhecem Dilma. E mesmo no Norte/Centro- Oeste e no Sudeste este índice também é bastante elevado (52% nas duas primeiras regiões e 48% no Sudeste).

E novamente constata-se que é nas regiões onde Dilma aparece melhor nas pesquisas (Nordeste e no Norte/Centro- Oeste) que o grau de conhecimento dela pelos eleitores é menor, mostrando que ela ainda tem um grande potencial para crescer nas mesmas.

3) Índice de Rejeição:

Serra - 32% (29% em Fevereiro/2010) ;
Dilma - 34% (35% em Fevereiro/2010) ;
Marina - 43% (39% em Fevereiro/2010) .

Neste quesito, surge um dado estranho no caso de Marina. É que apenas 25% dos eleitores dizem conhecê-la, mas 43% dizem que a rejeitam. Mas, como um eleitor pode rejeitar uma candidata ou um candidato que não conhece? O mais lógico seria ele dizer não sabe ou não responder quando questionado se poderia ou não votar neste (a) candidato (a). Será que o Ibope poderia explicar essa contradição?

Quanto à Serra e Dilma, não há real diferença real entre a rejeição de ambos (32% para Serra e 34% para Dilma). Mas, como Dilma é menos conhecida pelos eleitores, ela ainda tem condições de reduzir esse índice. Como Serra é bem mais conhecido, essa possibilidade é mais remota.

E é bom notar que enquanto a rejeição de Serra subiu 3 p.p. entre Fevereiro e Abril, a de Dilma oscilou 1 p.p. para baixo. Vamos aguardar a próxima pesquisa Ibope para ver se essa tendência terá continuidade ou não.

4) Opinião sobre quem será o próximo Presidente:

Serra - 43% (Fev/2010 - 45%);
Dilma - 34% (Fev/2010 - 26%).

Neste aspecto, tivemos uma alteração significativa, pois a diferença entre aqueles que acreditam que Serra será o próximo Presidente e os que dizem que será Dilma teve uma queda de 10 p.p. (era de 19% em Fevereiro e é de apenas 9% agora).

Assim, um percentual cada vez maior de eleitores acredita na vitória de Dilma, o que é importante, já que temos muitos eleitores que não gostam de 'perder o voto', ou seja, de votar em um (a) candidato (a) sem chances de vitória.

5) Opinião sobre a mudança ou continuidade do governo do país:

Mudar tudo - 9% (10% em Fevereiro/2010) ;
Mudar muitas coisas - 24% (25% em Fevereiro/2010;
Mudar poucas coisas - 30% (29% em Fevereiro/2010;
Não mudar nada - 35% (34% em Fevereiro/2010) .

Note-se que caiu em 2 p.p. (de 35% para 33%) os eleitores que querem mudar tudo ou quase tudo no país e subiu em 2 p.p. os que desejam manter tudo ou quase tudo como está. Esta é uma informação que mostra o quanto é sólida a popularidade do Presidente Lula e do seu governo, o que irá beneficiar a candidatura de Dilma, é claro.

Quanto à Serra, ele terá que se equilibrar numa corda bamba, literalmente, durante toda a campanha eleitoral.

Caso Serra decida elogiar muito o governo Lula, o eleitor poderá pensar algo como: "Bem, se até o Serra diz que o governo Lula é tão bom, então eu irei votar na Dilma, que é a candidata do Presidente, oras!.

E caso Serra decida ser muito crítico em relação ao governo Lula, então ele entrará em choque direto com quase 2/3 dos eleitores brasileiros que desejam a continuidade do governo Lula e estará cavando o próprio buraco no qual irá enterrar a sua candidatura.

Neste aspecto, o resultado da pesquisa Ibope é amplamente favorável à candidatura de Dilma, que é a candidata apoiada pelo Presidente Lula, já que 65% dos eleitores não querem mudança alguma no país ou querem que mude muito pouco a situação do mesmo.

Aliás, é justamente entre o eleitorado de baixa renda que o desejo de continuidade é mais forte.

Afinal, 72% dos eleitores que ganham até 1 salário mínimo mensal desejam a continuidade do governo Lula. E este índice chega a 67% entre os eleitores que recebem entre 1 e 2 salários mínimos. E entre os eleitores que ganham entre 2 e 5 salários mínimos este percentual é de 61%.

Logo, quanto menor a renda do eleitor maior é o desejo de continuidade em relação ao governo Lula, comprovando que esta parcela da população foi bastante beneficiada pelas políticas e pelos programas implantados pelo atual governo do país.

Já entre as regiões do país, o desejo de continuidade é o seguinte:

Nordeste - 78%;
Norte/Centro- Oeste - 65%;
Sul - 61%;
Sudeste - 57%.

E o percentual de 33% de eleitores que desejam mudar tudo ou quase tudo no país explica porque Serra se mantém com índices elevados de intenção de voto, em todas as pesquisas, pelo menos neste momento, pois ele se beneficia com o fato de que é o único candidato de oposição ao governo do Presidente Lula.

E mesmo que Serra faça declarações elogiando o Presidente Lula e o governo deste, dificilmente ele perderá estes votos pois tais eleitores não terão a quem recorrer caso decidam não votar em Serra. Ou eles votam em Serra ou não votam em ninguém. Simples, assim.

Mas, caso Dilma conquiste o voto de 77,1% dos eleitores que desejam a continuidade do governo Lula (e que é 65% do total), ela será eleita Presidente da República com 50,1% dos votos. Penso que é muito grande a probabilidade disto acontecer. Afinal, Dilma não é uma candidata que desperte ódio, rancor ou antipatia entre os eleitores. Muito pelo contrário: Nas oportunidades em que, até o momento, ela teve contato direto com a população, Dilma se saiu muito bem, mesmo na ausência do Presidente Lula.

Logo, a grande e principal tarefa da campanha de Dilma é convencer o eleitor brasileiro de que ela é quem garantirá a continuidade dos programas e obras do atual governo e que Serra representa, de alguma forma, uma ameaça aos mesmos.

Neste sentido, a campanha de Dilma deveria bater bastante na tecla de que Serra é um lobo em pele de cordeiro e todas as declarações dele com críticas ao governo do Presidente Lula deveriam ser intensamente exploradas.

E as afirmações feitas por aliados de Serra com críticas ao governo Lula (como a de Sérgio Guerra dizendo que o PAC não existe) também deveriam ser fortemente exploradas pela campanha da candidata do PT.

Isso jogará Serra na defensiva e quanto mais ele tiver que se explicar a respeito destas declarações desastrosas, pior será para ele.

Portanto, mesmo que ainda esteja 7 p.p. atrás de Serra na pesquisa estimulada, o fato é que a nova pesquisa Ibope trouxe informações e dados bastante positivos para a candidatura de Dilma.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Vox Populi no Rio de Janeiro também mostra que Dilma já ultrapassou Serra



Pesquisa do Instituto Vox Populi publicada no jornal "O DIA" mostra que Dilma fez o "X" sobre Serra, ultrapassando-o.

A Pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 22 de março, apenas no Estado do Rio de Janeiro. Dilma Rousseff aparece com 29% da preferência do eleitorado, enquanto o demo-tucano tem 28%. Como a margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados. O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) está em terceiro, com 16%, enquanto a senadora Marina Silva (PV-AC) aparece em quarto lugar, com 9%.

Dilma apresentou seu melhor desempenho na capital do estado, com 33% das intenções de voto, contra 20% de Serra. Já o demo-tucano ainda se beneficia do efeito "recall" e do desconhecimento de Dilma no interior, onde ainda aparece 40% das intenções, contra 24% das intenções de Dilma.

Para o presidente do Vox Populi, João Francisco Meira, a pesquisa revela uma tendência nacional, que demonstra o crescimento de Dilma. “A boa performance da petista na capital revela o grau de informação do público. À medida que Dilma associa sua imagem à imagem do presidente Lula, ela ganha respaldo e aceitação. No interior, essa informação chega de forma mais lenta ao eleitor”, acredita o presidente do Instituto Vox Populi.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

DataSerra dispara alarme vermelho no puleiro demo-tucano



O Datafolha, instituto do Grupo Folha de José Serra, isto é, Folha de São Paulo, jamais manipularia uma pesquisa contra Serra, sempre a favor. A Folha já publicou até ficha falsa de Dilma.

Por isso o Datafolha é apavorante para os demo-tucanos:

Serra: 32%
Dilma: 28%
Ciro: 12%
Marina: 8%

Serra caiu, Dilma subiu, Ciro e Marina ficaram na mesma.

Pior do que os números crus desta pesquisa é a evolução em relação às pesquisas anteriores do próprio Datafolha, mostrada no gráfico acima.

Em 11 meses, Serra já despencou 9 pontos percentuais, de 41 para 32%. Enquanto isso, Dilma subiu 17 pontos, de 11 para 28%.

A diferença entre os dois caiu de 30% para 4%. Já é um quadro de empate. Não existe mais qualquer favoritismo de Serra. Se analisar a tendência, o favoritismo passou a ser de Dilma.

Datafolha espontânea: Dilma 10% x 7% Serra



A pesquisa é aquela que apenas em quem o eleitor pretende votar para presidente, sem citar nenhum nome de candidato, nem mostrar nenhuma cartela para escolha. Por isso é a intenção de voto que representa melhor quem já está decidido quanto ao voto, e dificilmente mudarão de candidato.

Dilma já aparece na frente, na pesquisa espontânea, com 10% contra 7% de Serra.

Mas essa diferença amplia muito se considerarmos os 10% que responderam que irão votar em Lula (portanto ainda não sabem que Lula não será candidato), além dos 4% que responderam Candidato do Lula (não sabem ainda que Dilma é a candidata de Lula). Esses votos migrarão maciçamente para Dilma assim que souberem que ela é a candidata. Somando estes números, indica que Dilma tem algo em torno de 24% na espontânea contra 7% de Serra.

Datafolha: Dilma avança em todas as regiões



Em todas as regiões do Brasil, Dilma cresceu. No Nordeste ela lidera com grande diferença. Na região Norte e Centro-Oeste quase empata. No Sul e Sudeste, Serra continua na frente, mas com Serra em queda em Dima subindo. A diferença está caindo.

Datafolha: rejeição de Serra é a maior



Datafolha: Se Serra desistir, Aécio também aparece com tendência de queda



A tendência das pesquisas demonstra que existe a possibilidade real de José Serra (PSDB/SP) vir a desistir. O substituto natural seria Aécio Neves. Mas este, apesar da alegação de ser menos conhecido do que Serra, também apresentou tendência de queda, mesmo entre quem o conhece, e respondeu que votaria nela nas pesquisas anteriores.

Datafolha 2º turno: Serra 45% x 41% Dilma



Nas últimas pesquisas do Sensus e do Vox Populi, Dilma já aparecia empatada tecnicamente no 1º turno, mas Serra ainda tinha uma dianteira razoável no 2º turno, com uma diferença acima de 10 pontos.

Pois isso acabou. Na pesquisa sobre em quem votaria no 2º turno, Dilma já aparece colada com Serra:

Serra: 45%
Dilma: 41%

Diferença: 4%

No Datafolha de 2 meses atrás era:

Serra: 49%
Dilma: 34%

Diferença: 15%

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Pesquisa mostra força da base do presidente Lula em MG

Pesquisa do Instituto Sensus, divulgada nesta sexta-feira, 19/02, mostra que os pré-candidatos da base aliada do governo Lula lideram as intenções de voto para o governo de Minas Gerais nos cinco cenários abordados pela sondagem. Pela primeira vez o nome do vice-presidente José Alencar aparece como opção para os eleitores que entre os dias 07 e 11 deste mês responderam a pesquisa eleitoral. Caso seja candidato, Alencar alcança 39,9% das intenções de voto contra 19% do pré-candidato e vice-governador de Minas, Augusto Anastasia (PSDB). Sem o candidato tucano, substituído pelo ex-presidente Itamar Franco (PPS), José Alencar também ganharia as eleições com 39,4% contra 22,2% do ex-presidente. A pesquisa não abordou a hipótese de Alencar ter como adversários o ministro das Comunicações Hélio Costa (PMDB) e os petistas Patrus Ananias ou Fernando Pimentel.

A sondagem também mostra dois cenários que não incluem o vice-presidente da república. Em ambos os casos, o ministro das Comunicações Hélio Costa (PMDB) lidera as intenções de voto. Disputando contra o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), e com o tucano Antônio Anastasia, Costa aparece com 38,3% contra 24,1% do petista e 12,6% do pré-candidato do PSDB. No cenário em que o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias (PT) aparece como o candidato petista, Hélio Costa lidera com 40,7%. Patrus vem em seguida com 18,8% e Anastasia sem mantem em terceiro com 14,4%.
Sem Alencar e Hélio Costa, a pesquisa Sensus mostra Patrus Ananias na liderança com 30,3% das intenções de voto contra 20,7% de Anastasia e 8,9% de Clésio Andrade (PR). A média de votos brancos e nulos nos cinco cenários abordados foi de 32%. Além de manter a base aliada do presidente Lula na liderança das intenções de voto, a pesquisa também mostra que entre os mineiros o índice de aprovação do governo Lula (75,7%) é maior que o índice positivo do governo Aécio Neves (68,6%).

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Dilma diminui vantagem de Serra nas intenções de voto

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, possível candidata do PT para as eleições presidenciais de outubro, diminuiu ainda mais a vantagem do governador paulista José Serra, do PSDB, revelou hoje uma pesquisa de intenções de voto.

O Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) em uma pesquisa encomendada pela Associação Comercial de São Paulo, indicou que Dilma passou de 17% a 25%, enquanto Serra caiu de 38% para 36%. A variação deixa o governador "tecnicamente estável" segundo a margem de erro.

Na terceira posição apareceu o deputado cearense Ciro Gomes, do PSB, com 11% das intenções, seguido da senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, do PV, com 8%.

Ciro Gomes perdeu dois pontos percentuais, enquanto Marina Silva aumentou dois pontos em relação à pesquisa anterior realizada em dezembro.

Pela margem de erro, de dois pontos percentuais da enquete, Ciro Gomes e Marina Silva ficaram na mesma posição.

A percentagem de votos brancos foi de 11% e o de eleitores ainda indecisos foi de 9%.

Na simulação de um eventual segundo turno, Serra aparece com o 47% das intenções de voto, enquanto Dilma, favorita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 33%.

A pesquisa foi realizada nos dias 6 e 7 de fevereiro com 2.002 eleitores em 144 municípios de todo o país e um nível de confiança de 95%.

Prevê-se que o PT eleja Dilma Rousseff como sua candidata à Presidência, em um ato previsto para o próximo sábado, no quarto congresso do partido, que começa amanhã.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Tucanos de cabelos em pé! Dilma sobe cada vez mais em pesquisa

No 1º cenário, Serra sobe de 31,8%, em novembro de 2009, para 33,2%. Dilma foi de 21,7% a 27,8%; Ciro Gomes (PSB) caiu de 17,5% para 11,9%

Divulgação

Dilma cresceu pelo menos cinco pontos percentuais nos dois cenários testados pela pesquisa

Na corrida eleitoral pela sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), está tecnicamente empatada com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), quando o deputado Ciro Gomes (PSB) está na disputa, mostra pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira (1º).

Dilma cresceu pelo menos cinco pontos percentuais nos dois cenários testados pela pesquisa. O governador de São Paulo ainda lidera nas duas pesquisas estimuladas, mas a margem entre os dois diminuiu. Ela já passou o governador na pesquisa espontânea.

No primeiro cenário, Serra cresce de 31,8%, em novembro de 2009, para 33,2% em janeiro deste ano; Dilma subiu de 21,7% para 27,8%; Ciro Gomes (PSB),caiu de 17,5% para 11,9%; e Marina Silva (PV) subiu de 5,9% para 6,8%. Houve queda no total de pessoas que votam nulo ou branco (de 11,1% para 10,5%). A diferença entre os dois primeiros colocados, que era de 10,1 pontos percentuais, caiu para 5,4. Como a margem de erro está em 3%, os dois estão tecnicamente empatados. "Há uma intersecção da margem de erro", disse Ricardo Guedes, do Instituto Sensus.

Na avaliação do cenário eleitoral a margem de erro difere da registrada na pesquisa sobre a popularidade de Lula e do governo, que é de dois pontos percentuais.

No segundo cenário, em que Ciro está fora da disputa, Serra fica praticamente estável, crescendo 0,2 pontos percentuais, com 40,7% em janeiro. Dilma cresce cinco pontos percentuais entre novembro e janeiro, e registra 28,5% nesta última pesquisa. Marina também cresce, de 8,1% para 9,5%, Brancos e nulos caíram de 13,8% para 11,4%.

Na pesquisa espontânea, em que não é apresentada nenhuma lista de candidatos ao entrevistado, o presidente Lula -que não pode se candidatar- registra 18,7%; logo depois, pela primeira vez, vem Dilma, com 9,5%, acompanhada de Serra, com 9,3%.

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), tem 2,1%; Marina, 1,6%; e Ciro, 1,2%. Outros candidatos registram todos 1,9%, e o total de brancos e nulos chega a 2,6%. Os que não souberam ou não responderam chegam a 53,1%.

Segundo turno

No cenário de segundo turno em que Serra e Dilma estão presentes, a ministra registrou um crescimento de 8,9 pontos percentuais e fica praticamente empatada com o governador, por conta da margem de erro. Em novembro, a disputa ficava em 46,8% do tucano contra 28,2% da petista. Nesta pesquisa, Serra registra 44% e Dilma, 37,1%. Se a margem de erro for aplicada, o governador está entre 41% e 47%; a ministra, entre 34,1% e 40,1%.

Já com Dilma fora da disputa -e no caso de o segundo turno acontecer entre Ciro e Serra- o tucano ganha com 47,6% contra 26,7%. No cenário sem Serra, Dilma tem 43,3% e Ciro, 31%. "Ela caminha pra uma consolidação da candidatura" , afirmou Guedes.

Do G1

Sensus: País teve grande melhora generalizada

Uma grande melhora generalizada na avaliação do eleitorado sobre emprego, renda mensal, saúde, educação e segurança emerge da pesquisa CNT/Sensus, divulgada anteontem. Nos cinco temas, ao avaliar o desempenho de cada setor nos seis meses anteriores à sondagem, o porcentual de eleitores que viram avanço aumentou ou oscilou para cima, e caiu a proporção dos que apontaram piora em comparação com pesquisa de novembro de 2009.

Em novembro, 45,8% dos eleitores consideraram que a situação de emprego melhorara, e 24,4%, que piorara nos seis meses anteriores. Agora, essa proporção foi para 53,6% e 17,6%, respectivamente. Em relação à renda mensal, o índice dos que consideraram que melhorou oscilou pouco, de 32,4% para 32,7%, enquanto os que acharam que caiu foi de 21,8% para 19,1%.

Na saúde, 28,2% dos entrevistados disseram que melhorou, ante 25,5% em novembro. Ao mesmo tempo, recuou de 47,7% para 41,3% o porcentual dos que apontaram piora. Ao analisar o setor educação, subiu de 45,9% para 47,1% a porcentagem dos que acharam que melhorou, e oscilou de 26,7% para 23,3% quem avaliou que piorou. Na segurança pública, 28,2% disseram que melhorou, ante 22,5% da pesquisa anterior, e o porcentual dos que afirmaram que piorou caiu de 53,5% para 41,6%.

Curiosamente, ao avaliar sua expectativa para os próximos seis meses, o eleitorado mostrou-se mais pessimista. Em relação ao emprego, manteve-se a proporção dos que avaliam que vai melhorar: 62,9% em novembro de 2009 e em janeiro de 2010, mas oscilou de 10,1% para 10,5% a índice dos que avaliam que vai piorar.

Houve ligeira oscilação baixo dos que acharam que a renda mensal vai aumentar (61,6% para 59,9%); que vai melhorar a saúde (55,3% para 53,6%), a educação (62,5% par 60,7%) e a segurança pública (52,2% para 50,7%). Somente nesse ponto caiu a porcentagem de pessoas que responderam que vai piorar: de 19,6% para 15,9%. Aumentou o porcentual dos que declararam que será igual, de 24,8% para 29,6%.

Do Estadão