domingo, 13 de setembro de 2009

RS: Depoimento de empresário revela que Yeda Crusius definiu percentuais de propina


Em depoimento prestado ao Ministério Público Federal, em janeiro deste ano, o empresário Lair Ferst revelou que foi a governadora Yeda Crusius que determinou a divisão da propina entre os beneficiários da fraude no Detran. “O Chico Fraga me disse que levou uma planilha para a governadora e quem determinou os percentuais foi ela”, afirmou Ferst.

O empresário disse, ainda, que a troca da Fatec para a Fundae na prestação de serviços para o Detran foi arquitetada no gabinete de Yeda por Fraga, com o conhecimento do ex-presidente da autarquia Flávio Vaz Netto, do ex-secretário Geral de Governo Delson Martini, da assessora especial Walna Villarins Meneses e do ex-marido de Yeda, Carlos Crusius. A mudança de prestadora de serviços, segundo ele, foi motivada por “grana”.

Com o afastamento das empresas da família de Ferst do esquema – New Mark e Rio Del Sur – sobraram, conforme ele, “24% para fazerem a divisão dos valores”. O empresário revelou, também, que Vaz Netto informou que R$ 30 mil seriam destinados ao presidente do Tribunal de Contas do Estado, João Luiz Vargas, R$ 30 mil estariam reservados para o ex-chefe da Casa Civil Luiz Fernando Záchia e “alguma coisa” deveria ser repassada a Ermínio Gomes Júnior, ex-diretor técnico do Detran. Para a governadora seriam repassados R$ 170 mil, mas, segundo Fraga, ela estaria exigindo R$ 200 mil. “Não há nada que chegue. Eles querem tudo para eles”, teria dito o ex-presidente do Detran ao empresário.

Para o líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa, Elvino Bohn Gass, as revelações de Ferst ao MPF são “gravíssimas e podem ser o fio condutor para desvendar as ramificações do esquema fraudulento instalado no Detran gaúcho”. O petista lembrou que, em depoimento prestado à CPI do Detran, o ex-presidente da autarquia Flavio Vaz Netto confirmou que a troca das fundações foi decidida em reunião realizada no gabinete da governadora. “O depoimento de Ferst é fundamental para que possamos confrontar as informações por ele prestadas ao Ministério Público com fatos apurados pela CPI do Detran”, justificou.

Agradeço ao meu amigo Paulo Ávila pelo envio desta matéria como colaboração para o blog.

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