O resultado da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da Bahia de janeiro a maio, em 2010, com variação positiva de 26,86% em relação ao mesmo período do ano passado, mostra que o estado é o segundo do país em crescimento. A Bahia ficou bem próxima do primeiro colocado, Goiás, que alcançou 27,75%. Nos cinco primeiros meses de 2010 a arrecadação baiana foi de R$ 5,046 bilhões, contra um montante de R$ 3,97 milhões em 2009. As informações são provenientes das Assessorias Econômicas das Secretarias de Fazenda dos Estados.
A Bahia continua como o estado que mais arrecadou no Norte, Nordeste e Centro Oeste, e é o sexto de todo o Brasil, sendo que a arrecadação de maio ultrapassou a do quinto colocado, o Paraná. A diferença da arrecadação entre os dois estados no ano passado, de janeiro a maio, era de aproximadamente R$ 900 milhões e foi reduzida para R$ 280 milhões. Até a data da análise, 17 unidades da federação haviam fechado os números da arrecadação deste ano.
“No ano passado, a Bahia e outros estados com perfil de arrecadação semelhante ao nosso, ou seja, com economia mais madura e voltada à exportação, sofreram com a crise, enquanto os estados consumidores, que dependem mais do comércio, sofreram menos esse impacto. Em 2010 a situação é diferente e a economia baiana reagiu muito bem, sendo hoje um dos Estados que mais cresce no país. Só em maio o incremento foi de 44,68%”, explica o secretário da Fazenda, Carlos Martins.
Ainda segundo o secretário, a tendência em 2010 é que o crescimento continue, mas em ritmo menos intenso. “A base de comparação em 2009 não é alta, pois no início do ano passado a arrecadação do ICMS estava passando por um momento ruim. Em função disso acredito que o crescimento nos próximos meses seja mais moderado”, detalha.
Liderança no Nordeste
No Nordeste, a Bahia lidera com folga o ranking dos estados em relação ao ICMS. A arrecadação baiana cresceu mais do que a do segundo e terceiro colocados na região, Pernambuco e Ceará: 26,86% contra 24,13% e 23,36%, respectivamente. Em valores absolutos, a Bahia também está na frente, com R$ 5,046 bilhões, enquanto Pernambuco tem R$ 3,22 bilhões e o Ceará R$ 2,38 bilhões, menos da metade.
Analisando apenas o último mês de maio, a arrecadação da Bahia foi quase o dobro da de Pernambuco, R$ 1,239 bilhões contra R$ 653,3 milhões. O crescimento baiano foi de 44,68%, enquanto o pernambucano de 25,70%. No ranking geral, a Bahia foi o estado que mais cresceu em maio, superando Sergipe (+ 42,14%), Goiás (+ 31,04%) e Piauí (+ 25,72%).
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quinta-feira, 1 de julho de 2010
Indicador de Confiança do Empresariado Baiano cresce 14,1%
O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (Iceb), que tem como objetivo aferir o estado de ânimo do empresariado, registrou a marca de 288 pontos no mês de maio, resultado 14,1% superior ao verificado no mês imediatamente anterior. O índice é calculado e analisado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan).
“O estado de ânimo detectado pelo Iceb avança na medida em que vão sendo divulgados dados referentes aos vários aspectos da economia, a exemplo do ICMS, PIB, exportação, comércio e emprego. À medida em que os resultados da economia confirmam as expectativas positivas do empresariado, amplia-se o grau de otimismo quanto ao cenário futuro”, avalia o diretor-geral da SEI, Geraldo Reis.
Dentre os setores pesquisados, os que mais contribuíram para ascensão do Iceb no período foram Serviços e Comércio, com 320,8 pontos, e Agropecuária com 291,7 pontos. A confiança na Indústria pontuou 224,3 na escala do Iceb. Comparando com o mês de abril, a indústria foi o setor cujo indicador de confiança específico mais evoluiu, com alta de 42,2%, seguido pelo setor Serviço e Comércio que ampliou 17% seu nível de confiança. A Agropecuária, que diminuiu 36,4%, porém continua na zona de otimismo.
O coordenador de Estatística da SEI, Armando Castro, explica que o questionário da Pesquisa de Confiança do Empresariado Baiano divide-se em duas partes: a primeira referente às variáveis econômicas (PIB, câmbio, inflação e juros) e a segunda referente ao Desempenho das empresas (vendas, situação financeira, emprego, capacidade produtiva, dentre outras).
No mês de maio, em termos agregados, a confiança do empresariado nas variáveis econômicas superou o nível de confiança no desempenho das empresas, com 326,8 pontos contra 268,5 pontos, respectivamente.
Em relação às variáveis econômicas, todos os setores tiveram suas expectativas melhoradas, com destaque para Indústria, que migrou da situação de otimismo moderado para otimismo, com variação positiva de 69%, na comparação com abril. Já com relação ao desempenho das empresas, os setores Indústria e Serviços e Comércio tiveram elevação do grau de otimismo, com variação de 24,5% e 8,4%, respectivamente. Destaque negativo para o setor Agropecuário que arrefeceu 64,3% e migrou para a zona de otimismo moderado.
Castro acrescenta que, em relação às variáveis PIB nacional e PIB estadual, os indicadores apresentaram resultado bastante expressivo, ambas com a marca de 583,5 pontos, situando-se na zona de grande otimismo. Vale ressaltar que o setor Agropecuário é o mais eufórico, com o indicador alcançando o valor extremo da escala: 1000 pontos.
O Iceb é apurado a partir de pesquisa com entidades representativas dos diversos segmentos empresariais da Bahia. São federações, sindicatos patronais e associações, totalizando 40 entidades, pertencentes aos setores de Serviços e Comércio, Indústria e Agropecuária, que juntas representam aproximadamente 80% do PIB estadual. O índice possui escala que varia entre - 1000 e + 1000, sendo que resultados positivos revelam algum grau de otimismo e resultados negativos, por sua vez, revelam um estado de ânimo pessimista.
“O estado de ânimo detectado pelo Iceb avança na medida em que vão sendo divulgados dados referentes aos vários aspectos da economia, a exemplo do ICMS, PIB, exportação, comércio e emprego. À medida em que os resultados da economia confirmam as expectativas positivas do empresariado, amplia-se o grau de otimismo quanto ao cenário futuro”, avalia o diretor-geral da SEI, Geraldo Reis.
Dentre os setores pesquisados, os que mais contribuíram para ascensão do Iceb no período foram Serviços e Comércio, com 320,8 pontos, e Agropecuária com 291,7 pontos. A confiança na Indústria pontuou 224,3 na escala do Iceb. Comparando com o mês de abril, a indústria foi o setor cujo indicador de confiança específico mais evoluiu, com alta de 42,2%, seguido pelo setor Serviço e Comércio que ampliou 17% seu nível de confiança. A Agropecuária, que diminuiu 36,4%, porém continua na zona de otimismo.
O coordenador de Estatística da SEI, Armando Castro, explica que o questionário da Pesquisa de Confiança do Empresariado Baiano divide-se em duas partes: a primeira referente às variáveis econômicas (PIB, câmbio, inflação e juros) e a segunda referente ao Desempenho das empresas (vendas, situação financeira, emprego, capacidade produtiva, dentre outras).
No mês de maio, em termos agregados, a confiança do empresariado nas variáveis econômicas superou o nível de confiança no desempenho das empresas, com 326,8 pontos contra 268,5 pontos, respectivamente.
Em relação às variáveis econômicas, todos os setores tiveram suas expectativas melhoradas, com destaque para Indústria, que migrou da situação de otimismo moderado para otimismo, com variação positiva de 69%, na comparação com abril. Já com relação ao desempenho das empresas, os setores Indústria e Serviços e Comércio tiveram elevação do grau de otimismo, com variação de 24,5% e 8,4%, respectivamente. Destaque negativo para o setor Agropecuário que arrefeceu 64,3% e migrou para a zona de otimismo moderado.
Castro acrescenta que, em relação às variáveis PIB nacional e PIB estadual, os indicadores apresentaram resultado bastante expressivo, ambas com a marca de 583,5 pontos, situando-se na zona de grande otimismo. Vale ressaltar que o setor Agropecuário é o mais eufórico, com o indicador alcançando o valor extremo da escala: 1000 pontos.
O Iceb é apurado a partir de pesquisa com entidades representativas dos diversos segmentos empresariais da Bahia. São federações, sindicatos patronais e associações, totalizando 40 entidades, pertencentes aos setores de Serviços e Comércio, Indústria e Agropecuária, que juntas representam aproximadamente 80% do PIB estadual. O índice possui escala que varia entre - 1000 e + 1000, sendo que resultados positivos revelam algum grau de otimismo e resultados negativos, por sua vez, revelam um estado de ânimo pessimista.
sábado, 19 de junho de 2010
Crédito sustenta expansão da construção no Nordeste
A poluição sonora produzida por serras, marretas, furadeiras e demais congêneres é cada dia mais presente na vida do cidadão das principais cidades do Nordeste. Em muitos casos, o aborrecimento é reforçado por ruas interditadas, desvios em estradas e todos os transtornos comuns aos arredores dos chamados canteiros de obras. No Nordeste, eles se multiplicam rapidamente. São os grandes responsáveis pelo ritmo diferenciado de crescimento econômico da região.
Apesar da relevância de indicadores como emprego e consumo de cimento, o chamado “boom” do setor de construção civil só foi possível graças à expansão da oferta de crédito no país, especialmente no Nordeste. Nos últimos quatro anos, o financiamento para aquisição e construção de imóveis na região cresceu a uma taxa média anual de 71%, segundo dados do Banco Central referentes ao uso de recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). No mesmo período, a média nacional ficou em 46,4% ao ano.

“A abertura do crédito ampliou sensivelmente o poder de compra das classes mais baixas e intermediárias, dando maior fôlego ao mercado. Diante disso, houve uma diversificação de bairros e a orla deixou de ser o único local para os novos empreendimentos”, conta Irenaldo Quintans, presidente do Sinduscon de João Pessoa (PB).
Segundo ele, o crescimento da construção civil está transformando a paisagem da capital da Paraíba, que começa a intensificar o seu processo de verticalização. “Em março, tínhamos 5 mil apartamentos novos em oferta, com valor total de vendas de R$ 1,1 bilhão. Isso é o dobro do que tínhamos em 2004″.
Apesar de o mercado imobiliário estar aquecido em praticamente todos os segmentos, é a baixa renda que tem atraído as grandes construtoras para o Nordeste, onde está o maior déficit habitacional do país. Especialista nesse tipo de cliente, a mineira MRV chegou ao Ceará em 2007. Hoje, conta com 19 empreendimentos em quatro Estados da região, dos quais 95% estão enquadrados no MCMV.
O diretor comercial da empresa, Yuri Chain, disse que a MRV deve expandir neste ano as operações para João Pessoa (PB) e Maceió (AL). Também está prevista a construção de um empreendimento em Caruaru (PE), o que marcará a estreia da empresa em municípios do interior do Nordeste. “O cliente da região tem respondido muito fortemente aos lançamentos”, afirmou o executivo.
O Nordeste responde hoje por 10% do faturamento da MRV. Para o ano que vem, a expectativa da empresa é de que ele passe a representar 25%. Para isso, a companhia vem se associando com construtoras regionais, que têm, por exemplo, maior expertise na busca por bons terrenos, além de conhecerem melhor o perfil do cliente.
Em Pernambuco, a MRV se associou a Moura Dubeux, que até então atuava somente com imóveis de alto padrão. Com a parceria, a empresa já tira do segmento econômico cerca de 30% do que fatura. A Moura Dubeux espera ultrapassar neste ano a marca de R$ 1 bilhão em lançamentos, quase o dobro dos R$ 579 milhões lançados em 2009.
Outra sede do Mundial de 2014, o Ceará também vive um momento especial, que o vice-presidente do Sinduscon local, André Montenegro, classifica como de “super aquecimento”. Ele prevê que o PIB da construção cearense vá crescer 10% este ano. Além das obras da Copa, o setor trabalha na construção de um imenso centro de convenções e de 110 escolas técnicas, além dos inúmeros projetos imobiliários de média e baixa renda.
Apesar da relevância de indicadores como emprego e consumo de cimento, o chamado “boom” do setor de construção civil só foi possível graças à expansão da oferta de crédito no país, especialmente no Nordeste. Nos últimos quatro anos, o financiamento para aquisição e construção de imóveis na região cresceu a uma taxa média anual de 71%, segundo dados do Banco Central referentes ao uso de recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). No mesmo período, a média nacional ficou em 46,4% ao ano.

“A abertura do crédito ampliou sensivelmente o poder de compra das classes mais baixas e intermediárias, dando maior fôlego ao mercado. Diante disso, houve uma diversificação de bairros e a orla deixou de ser o único local para os novos empreendimentos”, conta Irenaldo Quintans, presidente do Sinduscon de João Pessoa (PB).
Segundo ele, o crescimento da construção civil está transformando a paisagem da capital da Paraíba, que começa a intensificar o seu processo de verticalização. “Em março, tínhamos 5 mil apartamentos novos em oferta, com valor total de vendas de R$ 1,1 bilhão. Isso é o dobro do que tínhamos em 2004″.
Apesar de o mercado imobiliário estar aquecido em praticamente todos os segmentos, é a baixa renda que tem atraído as grandes construtoras para o Nordeste, onde está o maior déficit habitacional do país. Especialista nesse tipo de cliente, a mineira MRV chegou ao Ceará em 2007. Hoje, conta com 19 empreendimentos em quatro Estados da região, dos quais 95% estão enquadrados no MCMV.
O diretor comercial da empresa, Yuri Chain, disse que a MRV deve expandir neste ano as operações para João Pessoa (PB) e Maceió (AL). Também está prevista a construção de um empreendimento em Caruaru (PE), o que marcará a estreia da empresa em municípios do interior do Nordeste. “O cliente da região tem respondido muito fortemente aos lançamentos”, afirmou o executivo.
O Nordeste responde hoje por 10% do faturamento da MRV. Para o ano que vem, a expectativa da empresa é de que ele passe a representar 25%. Para isso, a companhia vem se associando com construtoras regionais, que têm, por exemplo, maior expertise na busca por bons terrenos, além de conhecerem melhor o perfil do cliente.
Em Pernambuco, a MRV se associou a Moura Dubeux, que até então atuava somente com imóveis de alto padrão. Com a parceria, a empresa já tira do segmento econômico cerca de 30% do que fatura. A Moura Dubeux espera ultrapassar neste ano a marca de R$ 1 bilhão em lançamentos, quase o dobro dos R$ 579 milhões lançados em 2009.
Outra sede do Mundial de 2014, o Ceará também vive um momento especial, que o vice-presidente do Sinduscon local, André Montenegro, classifica como de “super aquecimento”. Ele prevê que o PIB da construção cearense vá crescer 10% este ano. Além das obras da Copa, o setor trabalha na construção de um imenso centro de convenções e de 110 escolas técnicas, além dos inúmeros projetos imobiliários de média e baixa renda.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Venda de eletrodomésticos dobra em 5 anos no Brasil
Crédito farto, prazos de financiamento mais longos e aumento da renda mais do que dobraram o consumo de geladeiras, fogões e lavadoras de roupas em cinco anos no Brasil, informa reportagem de Fátima Fernandes para a Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Em 2009, segundo levantamento da Eletros, associação da indústria de eletroeletrônicos, quase 20 milhões de unidades desses produtos foram vendidas no país --recorde histórico do setor. Em 2005, esse número foi um pouco menos do que 9 milhões de peças.
Quem mais sustentou esse crescimento foi o consumidor de menor poder aquisitivo, que, com maior poder de compra, foi estimulado a gastar. Motivado a adquirir produtos que consomem menos energia, o público de maior poder aquisitivo optou por renovar a linha de eletrodomésticos, segundo a Eletros.
Em 2009, segundo levantamento da Eletros, associação da indústria de eletroeletrônicos, quase 20 milhões de unidades desses produtos foram vendidas no país --recorde histórico do setor. Em 2005, esse número foi um pouco menos do que 9 milhões de peças.
Quem mais sustentou esse crescimento foi o consumidor de menor poder aquisitivo, que, com maior poder de compra, foi estimulado a gastar. Motivado a adquirir produtos que consomem menos energia, o público de maior poder aquisitivo optou por renovar a linha de eletrodomésticos, segundo a Eletros.
domingo, 16 de maio de 2010
Produção da indústria baiana cresce 0,9% em março
Em março, a produção industrial na Bahia registrou um leve acréscimo de 0,9% ante o mês de fevereiro. Na comparação com março de 2009, o crescimento foi de 9,5%, sexta taxa positiva consecutiva, segundo informações da Pesquisa Industrial Mensal, realizada pelo IBGE e divulgada em parceria pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan). No primeiro trimestre, de janeiro a março, o setor acumula incremento de 13,4%, e nos últimos 12 meses registra acréscimo de 0,7%.
O crescimento de 0,9% foi influenciado pelos desempenhos positivos nos segmentos de veículos automotores (47,0%), celulose, papel e produtos de papel (11,7%), alimentos e bebidas (8,9%), refino de petróleo e álcool (3,5%), minerais não-metálicos (1,6%) e borracha e plástico (0,5%). No entanto, pesou negativamente o recuo de 11,6% no importante segmento de produtos químicos, além de metalurgia básica (-4,0%). Na comparação com março de 2009, o resultado da produção industrial é mais expressivo, com taxa de 9,5%, diante da base comparativa deprimida no período de crise em 2009.
Seis segmentos registraram variações positivas, contribuindo para o resultado significativo, destacando-se refino de petróleo (13,9%), alimentos e bebidas (19,7%), metalurgia básica (39,3%), em razão, respectivamente, ao aumento na produção de óleo diesel e nafta, cerveja e chope e óleo de soja refinado, e barra, perfil e vergalhões de cobre. As duas únicas contribuições negativas vieram de produtos químicos (-4,7%) e borracha e plástico (-5,1%).
No primeiro trimestre 2010, comparado com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial baiana acumulou acréscimo de 13,4%. Produtos químicos (21,0%), em razão do aumento na produção de etileno não-saturado e polietileno de baixa densidade, refino de petróleo e produção de álcool (13,6%), em razão da maior produção de óleo diesel e nafta para petroquímica, e metalurgia básica (41,9%) foram os que mais influenciaram o resultado positivo. Por outro lado, as contribuições negativas vieram dos segmentos de veículos (-2,3%) e borracha e plástico (-3,1%).
“O resultado do primeiro trimestre confirma as expectativas positivas para a economia baiana em 2010. Os demais setores de atividade também acompanham esse dinamismo como o comércio, as exportações e a geração de empregos, sinalizando para um crescimento significativo do PIB nesse período”, explica o coordenador de Acompanhamento Conjuntural da SEI, Luiz Mário Vieira.
No índice acumulado nos últimos 12 meses, comparado com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana acumulou acréscimo de 0,7%. As contribuições positivas vieram dos segmentos de produtos químicos (10,9%) e minerais não-metálicos (10,2%). O refino de petróleo e produção de álcool (-9,3%), borracha e plástico (-8,4%), metalurgia básica (-1,7%) e alimentos e bebidas (-0,7%) foram os que mais contribuíram negativamente para o resultado.
O crescimento de 0,9% foi influenciado pelos desempenhos positivos nos segmentos de veículos automotores (47,0%), celulose, papel e produtos de papel (11,7%), alimentos e bebidas (8,9%), refino de petróleo e álcool (3,5%), minerais não-metálicos (1,6%) e borracha e plástico (0,5%). No entanto, pesou negativamente o recuo de 11,6% no importante segmento de produtos químicos, além de metalurgia básica (-4,0%). Na comparação com março de 2009, o resultado da produção industrial é mais expressivo, com taxa de 9,5%, diante da base comparativa deprimida no período de crise em 2009.
Seis segmentos registraram variações positivas, contribuindo para o resultado significativo, destacando-se refino de petróleo (13,9%), alimentos e bebidas (19,7%), metalurgia básica (39,3%), em razão, respectivamente, ao aumento na produção de óleo diesel e nafta, cerveja e chope e óleo de soja refinado, e barra, perfil e vergalhões de cobre. As duas únicas contribuições negativas vieram de produtos químicos (-4,7%) e borracha e plástico (-5,1%).
No primeiro trimestre 2010, comparado com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial baiana acumulou acréscimo de 13,4%. Produtos químicos (21,0%), em razão do aumento na produção de etileno não-saturado e polietileno de baixa densidade, refino de petróleo e produção de álcool (13,6%), em razão da maior produção de óleo diesel e nafta para petroquímica, e metalurgia básica (41,9%) foram os que mais influenciaram o resultado positivo. Por outro lado, as contribuições negativas vieram dos segmentos de veículos (-2,3%) e borracha e plástico (-3,1%).
“O resultado do primeiro trimestre confirma as expectativas positivas para a economia baiana em 2010. Os demais setores de atividade também acompanham esse dinamismo como o comércio, as exportações e a geração de empregos, sinalizando para um crescimento significativo do PIB nesse período”, explica o coordenador de Acompanhamento Conjuntural da SEI, Luiz Mário Vieira.
No índice acumulado nos últimos 12 meses, comparado com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana acumulou acréscimo de 0,7%. As contribuições positivas vieram dos segmentos de produtos químicos (10,9%) e minerais não-metálicos (10,2%). O refino de petróleo e produção de álcool (-9,3%), borracha e plástico (-8,4%), metalurgia básica (-1,7%) e alimentos e bebidas (-0,7%) foram os que mais contribuíram negativamente para o resultado.
Exportações dos municípios baianos cresceram 56,8% no primeiro trimestre
Com vendas totais de US$ 2 bilhões no primeiro trimestre do ano, a Bahia teve alta de 52,4% nas exportações em comparação com o mesmo período do ano passado. Alagoinhas e São Francisco do Conde tiveram as maiores altas registradas, enquanto Camaçari, São Francisco do Conde, Mucuri e Dias Dávila seguem na liderança entre os maiores municípios exportadores.
Entre os vinte principais municípios exportadores do Estado, as principais elevações foram em Alagoinhas, com crescimento de 660% nas vendas internacionais, seguida por São Francisco do Conde (241%), Camaçari (89%), Barreiras (67%), Dias Dávila (66%), Feira de Santana (64%) e Juazeiro (54%). No mesmo ranking, algumas cidades tiveram queda na comparação com o trimestre do ano anterior, como Luis Eduardo Magalhães (-44%), Candeias (-26%) e Salvador (-23%).
Já em volume de exportação, o ranking segue pela ordem com Camaçari, São Francisco do Conde, Mucuri, Dias Dávila, Eunápolis, Ilhéus, Luis Eduardo Magalhães, Candeias, Feira de Santana e Salvador.
Os dados da balança comercial apontam diversidades entre os municípios exportadores. Em Luis Eduardo Magalhães, a cadeia do agronegócio é altamente explorada, com grãos e demais produtos primários no topo das vendas. Em Camaçari, destacam-se os produtos com maior valor agregado, de químicos a automóveis, entre outros. Já Mucuri abriga indústria de celulose no Extremo Sul do Estado.
Outro ponto de contraste, ao comparar as regiões estaduais que vendem no mercado externo, é o destino das exportações. A Holanda é o país que mais compra produtos de empresas soteropolitanas, com uma participação de 25%. Argentina, Estados Unidos, Cingapura e Alemanha seguem na lista. Em relação aos blocos econômicos, a União Européia comprou US$ 10,2 milhões de produtos vindos de Salvador, o que responde a 35% do total das vendas da capital do Estado no primeiro trimestre de 2010.
Em Mucuri, a China representa 41% das exportações do município do Extremo Sul. Em três meses foram vendidos US$ 87,8 milhões em produtos para o mercado chinês, uma alta de 80,4% sobre mesmo período do ano passado. Atualmente, o mercado asiático é o principal bloco de destino de produtos de Mucuri com 46% de participação e 101,6% de alta sobre o ano passado.
Produtos - Entre os produtos que contabilizaram incremento nas exportações no primeiro trimestre de 2010, em todo a Bahia, destacam-se o óleo combustível - com participação de 18,6% do total das vendas estaduais - celulose, cobre, automóveis, propeno e pneus.
Camaçari é destaque no setor automotivo, sendo todos os dez principais produtos vendidos parte da cadeia automotiva e de produtos químicos. Em São Francisco do Conde, combustíveis e lubrificantes representaram 95% das vendas da cidade, um índice de 240% acima do mesmo período em 2009.
Em Salvador, município que teve queda nas exportações comparado a igual período do ano passado, a explicação está relacionada à queda nas vendas de tubos plásticos – que apresentou redução de 63,5%; produtos da indústria metalúrgica com queda de 77% e café com - 46%.
Já a queda das exportações de Luis Eduardo Magalhães se deve ao atraso das exportações de soja em relação a 2009. Nos próximos meses, com o escoamento da safra, a previsão é de que os valores voltarão aos registrados em 2009.
Entre os vinte principais municípios exportadores do Estado, as principais elevações foram em Alagoinhas, com crescimento de 660% nas vendas internacionais, seguida por São Francisco do Conde (241%), Camaçari (89%), Barreiras (67%), Dias Dávila (66%), Feira de Santana (64%) e Juazeiro (54%). No mesmo ranking, algumas cidades tiveram queda na comparação com o trimestre do ano anterior, como Luis Eduardo Magalhães (-44%), Candeias (-26%) e Salvador (-23%).
Já em volume de exportação, o ranking segue pela ordem com Camaçari, São Francisco do Conde, Mucuri, Dias Dávila, Eunápolis, Ilhéus, Luis Eduardo Magalhães, Candeias, Feira de Santana e Salvador.
Os dados da balança comercial apontam diversidades entre os municípios exportadores. Em Luis Eduardo Magalhães, a cadeia do agronegócio é altamente explorada, com grãos e demais produtos primários no topo das vendas. Em Camaçari, destacam-se os produtos com maior valor agregado, de químicos a automóveis, entre outros. Já Mucuri abriga indústria de celulose no Extremo Sul do Estado.
Outro ponto de contraste, ao comparar as regiões estaduais que vendem no mercado externo, é o destino das exportações. A Holanda é o país que mais compra produtos de empresas soteropolitanas, com uma participação de 25%. Argentina, Estados Unidos, Cingapura e Alemanha seguem na lista. Em relação aos blocos econômicos, a União Européia comprou US$ 10,2 milhões de produtos vindos de Salvador, o que responde a 35% do total das vendas da capital do Estado no primeiro trimestre de 2010.
Em Mucuri, a China representa 41% das exportações do município do Extremo Sul. Em três meses foram vendidos US$ 87,8 milhões em produtos para o mercado chinês, uma alta de 80,4% sobre mesmo período do ano passado. Atualmente, o mercado asiático é o principal bloco de destino de produtos de Mucuri com 46% de participação e 101,6% de alta sobre o ano passado.
Produtos - Entre os produtos que contabilizaram incremento nas exportações no primeiro trimestre de 2010, em todo a Bahia, destacam-se o óleo combustível - com participação de 18,6% do total das vendas estaduais - celulose, cobre, automóveis, propeno e pneus.
Camaçari é destaque no setor automotivo, sendo todos os dez principais produtos vendidos parte da cadeia automotiva e de produtos químicos. Em São Francisco do Conde, combustíveis e lubrificantes representaram 95% das vendas da cidade, um índice de 240% acima do mesmo período em 2009.
Em Salvador, município que teve queda nas exportações comparado a igual período do ano passado, a explicação está relacionada à queda nas vendas de tubos plásticos – que apresentou redução de 63,5%; produtos da indústria metalúrgica com queda de 77% e café com - 46%.
Já a queda das exportações de Luis Eduardo Magalhães se deve ao atraso das exportações de soja em relação a 2009. Nos próximos meses, com o escoamento da safra, a previsão é de que os valores voltarão aos registrados em 2009.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
País volta a ser oitava maior economia
O Brasil ganhou posição e passou a ser a oitava maior economia do mundo em 2009. É a primeira vez desde 1998 que o pais ocupa essa posição no ranking global com o PIB (Produto Interno Bruto) medido em dólares.As políticas anticíclicas bem sucedidas adotadas pelo governo Lula contribuíram para esse resultado.
O desempenho da economia brasileira já havia sido favorável entre 2007 e 2008, quando passou da décima à nona posição no ranking mundial, deixando para trás a Espanha e o Canadá. Com esse movimento, o Brasil também passou a ser a segunda maior economia das Américas, atrás apenas dos Estados Unidos.
Ganhar posições no ranking de maiores economias é positivo porque torna o país mais atrativo para investidores externos e aumenta seu peso geopolítico.
Na última vez em que o Brasil havia ocupado a oitava posição, em 1998, foi derrubado pela maxidesvalorização do real em janeiro do ano seguinte, caindo para décimo lugar.
No ano passado a força do real também colaborou para a melhoria relativa do Brasil. Prova disso é o fato de que o tamanho da economia brasileira medido pela chamada paridade do poder de compra (PPP) -que ajusta os valores absolutos do PIB de acordo com o custo de vida em cada país -se manteve na nona posição.
Mas não foi só o câmbio. Outros fatores também ajudaram o Brasil, como o próprio desempenho da economia e o fato de ser relativamente fechado.
Da Folha
O desempenho da economia brasileira já havia sido favorável entre 2007 e 2008, quando passou da décima à nona posição no ranking mundial, deixando para trás a Espanha e o Canadá. Com esse movimento, o Brasil também passou a ser a segunda maior economia das Américas, atrás apenas dos Estados Unidos.
Ganhar posições no ranking de maiores economias é positivo porque torna o país mais atrativo para investidores externos e aumenta seu peso geopolítico.
Na última vez em que o Brasil havia ocupado a oitava posição, em 1998, foi derrubado pela maxidesvalorização do real em janeiro do ano seguinte, caindo para décimo lugar.
No ano passado a força do real também colaborou para a melhoria relativa do Brasil. Prova disso é o fato de que o tamanho da economia brasileira medido pela chamada paridade do poder de compra (PPP) -que ajusta os valores absolutos do PIB de acordo com o custo de vida em cada país -se manteve na nona posição.
Mas não foi só o câmbio. Outros fatores também ajudaram o Brasil, como o próprio desempenho da economia e o fato de ser relativamente fechado.
Da Folha
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Minha Casa, Minha Vida – do sonho à realidade

Durante a visita à São Leopoldo (RS), entre diversas atividades e inaugurações, foi assinado mais um contrato do programa Minha Casa, Minha Vida, para atendimento da população que ganha entre três e dez salários mínimos.
O ministro das Cidades, Márcio Fortes, falou que as pessoas vão ter que se desacostumar de um hábito antigo de falar em “sonho da casa própria”, porque agora e cada vez mais esse não é somente um sonho, mas, sim, a realidade da casa própria.
Em São Leopoldo, há obras em praticamente “toda esquina”. Essa foi a forma que o
O prefeito Vanazzi, há obras em praticamente “toda esquina” de São Leopoldo, devido a atenção que o município vem recebendo constantemente do governo do presidente Lula.
Ele lembrou que, no lançamento do PAC Habitação e Saneamento, estavam destinados para o Rio Grande do Sul R$ 1,6 bi, valor esse que já está em R$ 2,9 bi.
A ministra Dilma Rousseff, falou do PAC, PAC 2, obras de saneamento, drenagem e habitação, em seu discurso:
“Viemos prestar contas do PAC, aqui, em São Leopoldo...
... Quando se investe numa obra de tratamento de esgoto a gente também está investindo em saúde, porque o esgoto tratado atinge diretamente a população no que ela tem de mais importante, que são as crianças, reduzindo a mortalidade infantil. Podem perguntar às mulheres, às mães, porque elas sabem muito bem da importância de uma obra desse tipo”.
... Toda vez que chove, a gente vê aquelas cenas tristes, com a água entrando nas casas, destruindo tudo. E tudo isso foi agravado, porque não havia política de habitação e a população acabava indo para as encostas de morro, as beiras de rio, as áreas de risco. Ninguém escolhe viver numa área de risco por que quer, mas acabava indo para esses lugares por necessidade. Agora, o governo do presidente Lula se preocupa com a segurança da população, com os locais onde esses brasileiros e brasileiras passarão a morar, a viver, porque não dá para mais para acordar no meio da noite com os móveis boiando, as coisas todas sendo levadas pelas águas das chuvas
... É por isso que obras de drenagem tem tudo a ver com moradia digna, que é o que priorizamos, por exemplo, no programa Minha Casa/Minha Vida. Estamos fazendo um milhão de moradias populares, mas se perguntar “isso basta?” Não, não basta. Ainda faltam seis milhões de moradias, que é o déficit habitacional no Brasil. Mas com o Minha Casa,Minha Vida nós mostramos que é possível diminuir esses números e atender quem ganha menos. Dá, sim, para se fazer política habitacional para quem ganha menos! E nós estamos fazendo isso!...
... Nós queremos e vamos garantir o futuro das crianças brasileiras, garantindo que todas tenham igualdade de oportunidade. Isso começa e se completa na área da educação. Começa com as creches, onde as mães podem deixar seus filhos e trabalhar. Mas nós também temos que pensar e agir no sentido de termos uma educação de qualidade. A ministra destacou o forte investimento do governo federal em educação profissional, as chamadas escolas técnicas. “O que uma mãe pode querer além de ter assegurado para seus filhos uma educação melhor?’ Ela mesmo respondeu: “Não, não há.”
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Gasoduto em Jacutinga atrai indústrias e beneficia comércio da região
Para Dilma, a chegada do gasoduto à Jacutinga (MG), abre oportunidades de atrair indústrias, em busca sustentabilidade, além de beneficiar o setor de serviços e comércio da região do Sul de Minas.
O município possui o título de Estância Hidromineral e é reconhecida como a capital nacional das malhas, tendocomo ponto forte o tricô, chochê e artesanatos. Integra o
Circuito Turistico das Malhas.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Crédito cresce 14,9% no Brasil em 2009; juros caem para 42,7% ao ano para pessoa física
O total de operações de crédito no Brasil somou R$ 1,410 trilhão em 2009, com crescimento de 1,6% em dezembro e de 14,9% no ano, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Banco Central (BC). Este resultado representa 45% do PIB, contra 39,7% de 2008.
Os juros ao consumidor final também continuaram caindo em dezembro, reforçando o recorde de baixa, segundo o BC. A taxa média cobrada para pessoas físicas passou de 43% ao ano em novembro para 42,7% ao ano em dezembro, acumulando queda anual 15,2 pontos percentuais.
Já para as empresas, os juros médios caíram de 26% ao ano em novembro para 25,5% ao ano em dezembro, o que significou uma redução de 5,2 pontos percentuais em 2009.
O spread (ganho com a diferença entre o custo de aplicação e o custo de captação) também recuou, segundo o BC. Para pessoa física, fechou em 31,6 pontos percentuais em dezembro e para pessoa jurídica, em 16,5 pontos percentuais.
A inadimplência acompanhou o movimento de queda dos juros e para pessoa física fechou dezembro em 7,8%, uma queda de 0,3 ponto sobre novembro. Para pessoa jurídica a queda foi de 0,1 ponto no mês, chegando a 3,8%.
Em dezembro, apenas uma modalidade de crédito para pessoa física apresentou queda, o cheque especial, cuja taxa média passou de 163,3% ao ano em novembro para 159,1% ao ano. Em 2009, a queda acumulada foi de 15,8 pontos percentuais.
O CDC para bens duráveis foi a modalidade que apresentou maior aumento de novembro para dezembro, três pontos percentuais, passando para 54,8% ao ano. No acumulado de 2009, no entanto, foi a opção de crédito que apresentou maiores quedas na faixa média de juros, de 19 pontos percentuais.
De O Globo
Os juros ao consumidor final também continuaram caindo em dezembro, reforçando o recorde de baixa, segundo o BC. A taxa média cobrada para pessoas físicas passou de 43% ao ano em novembro para 42,7% ao ano em dezembro, acumulando queda anual 15,2 pontos percentuais.
Já para as empresas, os juros médios caíram de 26% ao ano em novembro para 25,5% ao ano em dezembro, o que significou uma redução de 5,2 pontos percentuais em 2009.
O spread (ganho com a diferença entre o custo de aplicação e o custo de captação) também recuou, segundo o BC. Para pessoa física, fechou em 31,6 pontos percentuais em dezembro e para pessoa jurídica, em 16,5 pontos percentuais.
A inadimplência acompanhou o movimento de queda dos juros e para pessoa física fechou dezembro em 7,8%, uma queda de 0,3 ponto sobre novembro. Para pessoa jurídica a queda foi de 0,1 ponto no mês, chegando a 3,8%.
Em dezembro, apenas uma modalidade de crédito para pessoa física apresentou queda, o cheque especial, cuja taxa média passou de 163,3% ao ano em novembro para 159,1% ao ano. Em 2009, a queda acumulada foi de 15,8 pontos percentuais.
O CDC para bens duráveis foi a modalidade que apresentou maior aumento de novembro para dezembro, três pontos percentuais, passando para 54,8% ao ano. No acumulado de 2009, no entanto, foi a opção de crédito que apresentou maiores quedas na faixa média de juros, de 19 pontos percentuais.
De O Globo
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Paulo Afonso ganhará um Polo de Aquicultura

Regularizar ambientalmente a atividade dos aquicultores da região de Paulo Afonso e Glória, e do médio São Francisco como um todo, é o principal objetivo do Polo de Aquicultura de Paulo Afonso, cuja criação foi definida em reunião histórica, que contou com as presenças dos secretários da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária, Roberto Muniz, e do Meio Ambiente, Juliano Matos; do deputado federal Mário Negromonte; do presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagle; do representante da Prefeitura de Paulo Afonso, Osler Maia Oliveira, do diretor de energia da Seinfra, do vice-presidente da Cooperativa Mista dos Produtores de Paulo Afonso, Agnaldo Santos, entre outros.
Para o secretário da Agricultura, Roberto Muniz, licenciar a atividade na região é de fundamental importância para a consolidação da aquicultura e piscicultura na região, e para não se perder os grandes investimentos que o governo tem feito na região, com a implantação, em andamento da construção da estação de piscicultura de Caiçara – II e a conclusão das obras da unidade de beneficiamento de Xingozinho, no município de Paulo Afonso. “A atividade é realizada em sua maioria (90%), por pequenos produtores, que podem aumentar e agregar valores à produção”, disse ele.
A legislação federal autoriza a atividade em 1% da lâmina d´água do Rio São Francisco, mas o processo para obter o licenciamento do Ibama é demorado, e complicado se feito individualmente. Por isso, o secretário do Meio Ambiente sugeriu a criação do Polo de Aquicultura de Paulo Afonso, “para que o processo seja em bloco, legalizando todos os produtores. “Não vamos trabalhar no varejo. Temos que fazer política pública”, disse Juliano Matos, lembrando a parceria bem sucedida com a Seagri que gerou o Plano Adequação Ambiental do Oeste, e as ações que estão sendo desenvolvidas junto ao Ibama para a regularização ambiental do Agropolo de Mucugê.
O Estado de Pernambuco tem licenciado a aquicultura no Rio São Francisco, e para saber como os processos estão sendo feitos o presidente da Bahia Pesca fará contatos com o órgão governamental responsável. De acordo com o deputado federal Mário Negromonte, a conclusão da unidade de beneficiamento de Xingozinho vai melhorar a vida de mais de 300 famílias de produtores de Paulo Afonso, que hoje vendem o peixe in-natura. “A unidade de beneficiamento vai agregar valor ao pescado. Os produtores poderão comercializar o filé, a pele e produzir farinha de peixe, aproveitando os resíduos do pescado”, disse ele.
Da Tribuna da Bahia.
O Presidente Lula chegou no início da noite de hoje para a cerimônia de inauguração da primeira turbina movida a etanol do mundo, na usina térmica de Juiz de Fora (MG), administrada pela Petrobras. Pouco antes de subir ao palanque onde deverá discursar para políticos da região e para trabalhadores da usina, o Presidente percorreu a usina acompanhado do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e da diretora de Gás e Energia da estatal, Graça Foster, além da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.
O Presidente fez perguntas aos técnicos da Petrobras sobre a capacidade da usina e quis entender o processo da utilização do etanol na geração de energia. Ao ser informado do potencial de mercado que o Brasil teria para exportar o etanol, além desta tecnologia - desenvolvida em parceria pela Petrobras e pela General Eletric - para vários países, entre os quais o Japão, que se mostrou bastante interessado, Lula se surpreendeu: "Eles não produzem álcool, não?". A diretora da Petrobras, Graça Foster respondeu prontamente: "nem álcool nem gás".
O Presidente foi bastante ovacionado pelo público que foi ao local assistindo a cerimônia, bem como a ministra Dilma Rousseff e o ministro mineiro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias.
Lula chegou a receber a camisa número 10 do time de futebol de Juiz de Fora, o Tupi. Também presentes ao palanque, os ministros Luiz Dulci (chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República do Brasil), Sergio Rezende (Ciência e Tecnologia), José Gomes Temporão (Saúde), além de deputados. O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), não compareceu ao evento, como já havia anunciado anteriormente.
O Presidente fez perguntas aos técnicos da Petrobras sobre a capacidade da usina e quis entender o processo da utilização do etanol na geração de energia. Ao ser informado do potencial de mercado que o Brasil teria para exportar o etanol, além desta tecnologia - desenvolvida em parceria pela Petrobras e pela General Eletric - para vários países, entre os quais o Japão, que se mostrou bastante interessado, Lula se surpreendeu: "Eles não produzem álcool, não?". A diretora da Petrobras, Graça Foster respondeu prontamente: "nem álcool nem gás".
O Presidente foi bastante ovacionado pelo público que foi ao local assistindo a cerimônia, bem como a ministra Dilma Rousseff e o ministro mineiro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias.
Lula chegou a receber a camisa número 10 do time de futebol de Juiz de Fora, o Tupi. Também presentes ao palanque, os ministros Luiz Dulci (chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República do Brasil), Sergio Rezende (Ciência e Tecnologia), José Gomes Temporão (Saúde), além de deputados. O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), não compareceu ao evento, como já havia anunciado anteriormente.
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Barragem leva água à região que sofre com a seca

A Ministra Dilma Rousseff e o ministro Patrus Ananias tem compromisso com suas raízes mineiras nesta terça-feira.
Ao lado do Presidente Lula, estarão em Jenipapo de Minas (MG), cidade do Vale do Jequitinhonha, inaugurando a Barragem de Setúbal.
A finalidade da obra é irrigar o Vale do Jequitinhonha, a mais pobre da mesoregião norte de Minas Gerais. Significa a retomada de um antigo projeto da CEMIG abandonado por questões técnicas de energia e agora voltado para o desenvolvimento da zona do Araçuaí até Almenara e outros inúmeros municípios.
A barragem armazena cerca de 300 milhões de m³ de água e pereniza cerca de 100 km do rio Jequitinhonha. Vai regularizar a vazão de importantes cursos d’água na região, que chegam a secar completamente nos meses de estiagem.
Além da sobrevivência, a garantia da oferta de água vai trazer um impacto positivo na fixação do homem no campo, reduzindo a migração da população que, sem alternativa, sai para o corte de cana em outros estados. Há também projetos de piscicultura a serem implantados na área do reservatório.
A obra do PAC (que os demo-tucanos juram que não existe, e que já disseram que querem encerrar), teve um investimento de R$ 197 milhões (R$ 180 milhões do governo federal e R$ 17 milhões do Governo de Minas, contrapartida equivalente a 10% do valor da obra).
30 mil pessoas de dois municípios da região – Chapada do Norte e Jenipapo de Minas (foto abaixo), serão beneficiadas.
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terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Brasil terá índices de pobreza iguais a de países ricos em 2016, diz Ipea
Se mantidas as condições apresentadas nos últimos anos, o Brasil pode praticamente erradicar a taxa de pobreza absoluta, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O estudo será apresentado nesta terça-feira (12), pelo presidente da instituição, Marcio Pochmann, na Caixa Econômica Federal, no Rio de Janeiro.
O Comunicado n° 38 sobre Pobreza, desigualdade e políticas públicas, avalia a perspectiva para os próximos anos para a pobreza e a desigualdade no Brasil. O estudo aponta quais as condições necessárias para que o País alcance índices comparáveis aos dos países desenvolvidos, além de apresentar um conjunto de informações referentes à evolução da pobreza e da desigualdade no mundo.
Apesar da queda em termos absolutos da pobreza no planeta, em várias regiões houve elevação na quantidade de extremamente pobres, como o Sul da Ásia e a África Subsaariana. As maiores reduções ocorreram na Ásia, com importância fundamental da China.
O estudo está dividido em quatro partes: a primeira voltada ao registro da evolução da pobreza em diferentes regiões do mundo; a segunda apresenta as medidas de desigualdades de renda em países selecionados; a terceira seção trata da pobreza e da desigualdade no caso brasileiro e as perspectivas para o País se mantida a atual trajetória; e a quarta é referente ao avanço das políticas públicas comprometidas com o combate à pobreza e desigualdade de renda no Brasil.
O Ipea é uma fundação pública, vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos, que fornece suporte técnico e institucional às ações governamentais – possibilitando a formulação de inúmeras políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiro – e disponibiliza, para a sociedade, pesquisas e estudos realizados por seus técnicos.
O Comunicado n° 38 sobre Pobreza, desigualdade e políticas públicas, avalia a perspectiva para os próximos anos para a pobreza e a desigualdade no Brasil. O estudo aponta quais as condições necessárias para que o País alcance índices comparáveis aos dos países desenvolvidos, além de apresentar um conjunto de informações referentes à evolução da pobreza e da desigualdade no mundo.
Apesar da queda em termos absolutos da pobreza no planeta, em várias regiões houve elevação na quantidade de extremamente pobres, como o Sul da Ásia e a África Subsaariana. As maiores reduções ocorreram na Ásia, com importância fundamental da China.
O estudo está dividido em quatro partes: a primeira voltada ao registro da evolução da pobreza em diferentes regiões do mundo; a segunda apresenta as medidas de desigualdades de renda em países selecionados; a terceira seção trata da pobreza e da desigualdade no caso brasileiro e as perspectivas para o País se mantida a atual trajetória; e a quarta é referente ao avanço das políticas públicas comprometidas com o combate à pobreza e desigualdade de renda no Brasil.
O Ipea é uma fundação pública, vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos, que fornece suporte técnico e institucional às ações governamentais – possibilitando a formulação de inúmeras políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiro – e disponibiliza, para a sociedade, pesquisas e estudos realizados por seus técnicos.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Lançado edital para construção da Fábrica de Chocolate em Ibicaraí
O edital de licitação das obras da unidade industrial da primeira fábrica de chocolate do PAC do Cacau na Bahia foi lançado nesta quinta-feira (7), pela Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Almada e Adjacências (Cooafba), com sede no município de Coaraci. O edital de licitação foi assinado em Ibicaraí pelo secretário de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir), Edmon Lucas, e pelo prefeito Lenildo Santana.
O equipamento, financiado pelo Governo da Bahia e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), contará com investimento de cerca de R$ 2 milhões, sendo R$ 1,206 milhão aplicados em obras de construção civil e equipamentos e o restante para capital de giro. O investimento beneficiará cerca de 300 famílias de agricultores familiares do município e região, realizado em convênio entre a prefeitura de Ibicaraí, Sedir, Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e Cooafba.
O equipamento, financiado pelo Governo da Bahia e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), contará com investimento de cerca de R$ 2 milhões, sendo R$ 1,206 milhão aplicados em obras de construção civil e equipamentos e o restante para capital de giro. O investimento beneficiará cerca de 300 famílias de agricultores familiares do município e região, realizado em convênio entre a prefeitura de Ibicaraí, Sedir, Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e Cooafba.
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Economia baiana mostra força e supera crise mundial
Depois de atravessar a crise econômica mundial, quando muitos investimentos anunciados foram adiados, o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, afirmou que 2009 acabou sendo um ano positivo para a economia baiana.
Ele destacou o anúncio da montadora norte-americana Ford, que vai injetar R$ 2,4 bilhões na fábrica de Camaçari, o início da produção de níquel da australiana Mirabela em Itagibá, a disposição da Braskem em investir R$ 640 milhões em projetos no Polo Industrial de Camaçari e a assinatura de protocolo de intenções com a francesa Alstom para construção na Bahia de uma fábrica de aerogeradores para energia eólica. Na área do comércio, o secretário ressaltou a consolidação do processo de recuperação da rede de lojas da Cesta do Povo.
“Todo o cenário de dificuldades que vivemos foi dissipado com as ótimas notícias que tivemos no último trimestre de 2009. São investimentos muito importantes, que coroam o esforço do governador Jaques Wagner em negociar com esses grandes grupos, resolvendo pendências históricas, como a questão dos créditos do ICMS da indústria petroquímica. O governador foi à França negociar a vinda da Alstom, que agora anuncia a instalação de uma fábrica na Bahia, em um grande momento para o estado, que emplacou 18 projetos no primeiro leilão de energia eólica”, justificou Correia.
Ele destacou o anúncio da montadora norte-americana Ford, que vai injetar R$ 2,4 bilhões na fábrica de Camaçari, o início da produção de níquel da australiana Mirabela em Itagibá, a disposição da Braskem em investir R$ 640 milhões em projetos no Polo Industrial de Camaçari e a assinatura de protocolo de intenções com a francesa Alstom para construção na Bahia de uma fábrica de aerogeradores para energia eólica. Na área do comércio, o secretário ressaltou a consolidação do processo de recuperação da rede de lojas da Cesta do Povo.
“Todo o cenário de dificuldades que vivemos foi dissipado com as ótimas notícias que tivemos no último trimestre de 2009. São investimentos muito importantes, que coroam o esforço do governador Jaques Wagner em negociar com esses grandes grupos, resolvendo pendências históricas, como a questão dos créditos do ICMS da indústria petroquímica. O governador foi à França negociar a vinda da Alstom, que agora anuncia a instalação de uma fábrica na Bahia, em um grande momento para o estado, que emplacou 18 projetos no primeiro leilão de energia eólica”, justificou Correia.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Foi uma marolinha: Brasil retoma fase de crescimento econômico, confirma estudo

Estudo divulgadoontem (28) pelo Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace) identificou o encerramento do ciclo de recessão no Brasil, provocado pela crise financeira internacional, e o retorno a uma fase de crescimento econômico.
O vice-diretor do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Vagner Ardeo, que colabora como relator desse comitê independente, disse à Agência Brasil que a recessão durou do último trimestre de 2008 até o primeiro trimestre de 2009. “De lá para cá, a gente vive um período de expansão. Com certeza, estamos em crescimento, estamos em expansão.”
Ardeo esclareceu que o Codace não faz previsões para o futuro. O comitê acompanha a economia e faz adaptações. Apesar disso, Ardeo disse que “esse período de expansão está em pleno curso e não há no horizonte nada que possa indicar a ocorrência de uma nova recessão.”
O cenário de expansão leva em conta também uma retomada da economia mundial, assinalou ele. “A economia brasileira não é uma ilha. Então, evidentemente que o futuro vai depender de algumas variáveis”.
De acordo com o estudo, somente nos dois últimos trimestres de recessão houve uma queda de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma das riquezas produzidas no país, superior à redução trimestral média de 0,8% do PIB brasileiro registrada nas sete recessões anteriores.
“Foi uma recessão forte, muito concentrada na indústria, e rápida”, enfatizou Ardeo. Ele destacou que no contexto global essa foi a crise mais importante desde a crise de 1929. “Então, se pode dizer que nenhuma economia do mundo deixou de ser afetada”.
Ele analisou, porém, que graças à política econômica adotada pelo governo federal, que conseguiu colocar de novo o país no rumo da expansão, o Brasil conseguiu sair da crise internacional melhor do que a maioria dos países. A partir do segundo trimestre deste ano, sublinhou, teve início o processo de retomada da economia brasileira. “E tudo indica que o quarto trimestre também caminha nessa mesma direção.”
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
2009 termina com 1 milhão de novos empregos formais
O Brasil vai fechar 2009 com mais de 1 milhão de novos empregos formais, o que pode ser visto como uma vitória brasileira diante da crise mundial. Desde 2004, as empresas têm contratado acima do patamar de 1 milhão de vagas
No começo do ano, houve aumento da massa salarial, ainda mais com o reajuste do salário mínimo sendo pago antecipadamente. Os preços não subiram e o crédito para a pessoa física foi retomado, ingredientes que favoreceram o consumo.
O comércio e os serviços não precisam manter grandes estoques de produtos e dependem fortemente do comportamento do consumidor. Se este estiver confiante, vai às compras, viaja, se diverte, frequenta cursos. Como os bancos resolveram financiar a pessoa física, aliado às políticas do governo federal de isenção de impostos de eletrodomésticos, carros e materiais de construção, setores como comércio e serviços sentiram bem menos a crise, se comparados com a indústria.
Um quarto da população brasileira tem renda indexada ao salário mínimo, mas no Nordeste esse porcentual aumenta para 46%. O trabalhador que ganha pouco, em vez de poupar, consome. Não por acaso, o Nordeste cresceu durante a crise.
No começo do ano, houve aumento da massa salarial, ainda mais com o reajuste do salário mínimo sendo pago antecipadamente. Os preços não subiram e o crédito para a pessoa física foi retomado, ingredientes que favoreceram o consumo.
O comércio e os serviços não precisam manter grandes estoques de produtos e dependem fortemente do comportamento do consumidor. Se este estiver confiante, vai às compras, viaja, se diverte, frequenta cursos. Como os bancos resolveram financiar a pessoa física, aliado às políticas do governo federal de isenção de impostos de eletrodomésticos, carros e materiais de construção, setores como comércio e serviços sentiram bem menos a crise, se comparados com a indústria.
Um quarto da população brasileira tem renda indexada ao salário mínimo, mas no Nordeste esse porcentual aumenta para 46%. O trabalhador que ganha pouco, em vez de poupar, consome. Não por acaso, o Nordeste cresceu durante a crise.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Emprego formal cresce o dobro do PIB
A retomada brasileira no pós-crise trouxe para o emprego um ritmo de crescimento que é o dobro do observado pelo conjunto da economia. Até setembro, o emprego formal cresceu 2,9% em relação ao estoque de empregados no fim do ano passado. Em comparação semelhante, o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre foi 1,5% superior ao do último trimestre de 2008. Também em 12 meses, o emprego segue na frente, na mesma proporção: a alta até setembro foi de 0,95%, enquanto o PIB ficou 1% menor.
Após setembro, as contratações continuaram em ritmo acelerado até alcançar, em novembro, alta de 4,4% no ano, percentual que pode cair um pouco em dezembro, mas que ficará muito acima do resultado próximo a zero esperado para o comportamento do PIB ao longo do ano. Esse ritmo muito superior do emprego em relação à atividade, dizem os analistas, é próprio de momentos de retomada, da mesma forma que, em períodos de crise, a queda no emprego antecede à da atividade. Já em 2010, o ritmo dos dois indicadores deve ficar mais próximo ao padrão do período 2006 a 2008. O crescimento do emprego agora, dizem, reflete perspectivas positivas dos empresários sobre o futuro dos negócios.
Analistas consultados pelo Valor não têm dúvida em afirmar que as informações disponibilizadas pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) na semana passada sinalizam um crescimento do PIB próximo, ou mesmo superior, a 6% no próximo ano - o maior, portanto, dos oito anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A forte abertura de vagas, em diferentes setores, ultrapassa a velocidade de recuperação da atividade, "contratando" o crescimento futuro. "Há uma clara relação entre emprego e PIB, afinal mão de obra é fator de produção, ou seja, sempre que há demanda para ser atendida, haverá, em maior ou menor escala, mais contratação de pessoal", explica Aurélio Bicalho, economista do Itaú Unibanco.
O cálculo de elasticidade entre emprego e atividade demonstra que, na década, os indicadores de emprego foram amplamente superiores em anos de crescimento baixo. Entre 2001 e 2003, os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) - que computa a geração líquida de vagas formais para um universo mais amplo que o do Caged - , mostram o dobro do crescimento do PIB . Ou seja, cada 1% de aumento do PIB gerava uma ampliação de dois pontos percentuais no emprego.
A partir de 2004, a melhora no crescimento da atividade - que sai de 1,1% no ano anterior para quase 6% - estimula o mercado de trabalho, mas este deixa de crescer no dobro da velocidade do PIB e apenas acompanha sua ampliação, em um movimento típico de economias mais maduras. O acirramento das turbulências mundiais, no fim do ano passado, fez decair ambos indicadores.
A relação entre PIB e emprego não foi sempre próxima. Segundo Antônio Marcos Ambrózio, gerente da área de pesquisa e acompanhamento econômico do BNDES, é possível perceber, na análise da Rais e do PIB dos últimos anos, três fases distintas. Ambrózio destacou o período entre 1996 e 2008. Em um primeiro momento, entre 1996 e 2000, a geração de empregos foi "muito ruim", com resultados negativos sendo apurados pela Rais. Ao mesmo tempo, a variação média do PIB não foi alta (2%). Entre 2001 e 2004, a média de crescimento do PIB não foi muito maior (2,7%), mas "há clara recuperação do emprego, que não é percebida se olharmos apenas os indicadores de atividade".
Segundo o pesquisador, a segunda metade da década de 1990 foi marcada pela "reorganização estrutural" das empresas nacionais, que passaram a lidar com a abertura comercial - promovida pelo presidente Fernando Collor, em 1990 - e o câmbio fixo valorizado - sustentado durante o primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso. "O modelo de negócios passou pelo fenômeno da racionalização do emprego, onde a corda estourou na hora de cortar custos", diz Ambrózio, para quem o efeito das medidas "foi benéfico para a economia, ao modernizar as relações empresariais e introduzir competição internacional", mas o processo "foi péssimo para o emprego".
A partir da virada da década, as empresas, reestruturadas, passam a contar com um regime de câmbio flexível e uma situação externa menos volátil que a anterior, quando uma sucessão de crises no mundo criou instabilidade no modelo firmado em altas taxas de juros para atrair capitais que sustentavam o câmbio fixo.
É a partir do biênio 2004-2005 que, segundo Ambrózio, a criação de vagas se acelera, acompanhando o incremento do PIB. Este, no período recente, acumulou crescimento médio de 4,6% - mais que o dobro do verificado na segunda metade da década passada.
O acirramento das turbulências no fim do ano passado, no entanto, reverteu parte do movimento ascendente do emprego e da atividade. Considerando dados da Rais, em 2008 foi a primeira vez na década que a variação líquida de empregos foi menor que o PIB - 4,9% e 5,1% respectivamente.
"Diante da incerteza quanto ao futuro, desencadeada pela crise, os empresários pararam de admitir e, em seguida, começaram a demitir", diz Bicalho, do Itaú Unibanco. "Este processo foi rápido e atingiu em cheio o setor industrial, que produziu mais demissões que serviços ou comércio", diz. Para o economista, o processo foi estancado entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano, quando o fortalecimento do mercado doméstico consolidou nos empresários a expectativa de melhores condições de negócio. "Vimos, no período, que há clara relação entre atividade e emprego, uma vez que ambos tombaram no momento de crise, e voltaram a subir no mesmo momento", afirma Bicalho.
Para Fabio Romão, economista da LCA Consultores, a partir da recuperação da confiança, houve "dupla recomposição de estoques" para acompanhar o aumento da demanda doméstica. "A indústria passou a recontratar a mão de obra dispensada entre o fim de 2008 e o começo deste ano para ampliar a produção. Os estoques, produtivo e laboral, estão sendo reconstruídos", afirma Romão.
O economista da LCA observa que os resultados do Caged dos dois últimos meses, quando os números divulgados surpreenderam mesmo as estimativas mais otimistas do mercado, não podem ser equiparados às informações mais recentes sobre o PIB, que vão até setembro. "Apenas em março do ano que vem, quando o IBGE divulgar os dados consolidados quanto ao crescimento do PIB neste fim de ano, poderemos ter uma noção exata de quanto essa explosão do emprego representa", afirma Romão, para quem o PIB, na margem, crescerá 2,3% entre outubro e dezembro, legando um "carry-over" de 3% no PIB de 2010.
Após setembro, as contratações continuaram em ritmo acelerado até alcançar, em novembro, alta de 4,4% no ano, percentual que pode cair um pouco em dezembro, mas que ficará muito acima do resultado próximo a zero esperado para o comportamento do PIB ao longo do ano. Esse ritmo muito superior do emprego em relação à atividade, dizem os analistas, é próprio de momentos de retomada, da mesma forma que, em períodos de crise, a queda no emprego antecede à da atividade. Já em 2010, o ritmo dos dois indicadores deve ficar mais próximo ao padrão do período 2006 a 2008. O crescimento do emprego agora, dizem, reflete perspectivas positivas dos empresários sobre o futuro dos negócios.
Analistas consultados pelo Valor não têm dúvida em afirmar que as informações disponibilizadas pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) na semana passada sinalizam um crescimento do PIB próximo, ou mesmo superior, a 6% no próximo ano - o maior, portanto, dos oito anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A forte abertura de vagas, em diferentes setores, ultrapassa a velocidade de recuperação da atividade, "contratando" o crescimento futuro. "Há uma clara relação entre emprego e PIB, afinal mão de obra é fator de produção, ou seja, sempre que há demanda para ser atendida, haverá, em maior ou menor escala, mais contratação de pessoal", explica Aurélio Bicalho, economista do Itaú Unibanco.
O cálculo de elasticidade entre emprego e atividade demonstra que, na década, os indicadores de emprego foram amplamente superiores em anos de crescimento baixo. Entre 2001 e 2003, os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) - que computa a geração líquida de vagas formais para um universo mais amplo que o do Caged - , mostram o dobro do crescimento do PIB . Ou seja, cada 1% de aumento do PIB gerava uma ampliação de dois pontos percentuais no emprego.
A partir de 2004, a melhora no crescimento da atividade - que sai de 1,1% no ano anterior para quase 6% - estimula o mercado de trabalho, mas este deixa de crescer no dobro da velocidade do PIB e apenas acompanha sua ampliação, em um movimento típico de economias mais maduras. O acirramento das turbulências mundiais, no fim do ano passado, fez decair ambos indicadores.
A relação entre PIB e emprego não foi sempre próxima. Segundo Antônio Marcos Ambrózio, gerente da área de pesquisa e acompanhamento econômico do BNDES, é possível perceber, na análise da Rais e do PIB dos últimos anos, três fases distintas. Ambrózio destacou o período entre 1996 e 2008. Em um primeiro momento, entre 1996 e 2000, a geração de empregos foi "muito ruim", com resultados negativos sendo apurados pela Rais. Ao mesmo tempo, a variação média do PIB não foi alta (2%). Entre 2001 e 2004, a média de crescimento do PIB não foi muito maior (2,7%), mas "há clara recuperação do emprego, que não é percebida se olharmos apenas os indicadores de atividade".
Segundo o pesquisador, a segunda metade da década de 1990 foi marcada pela "reorganização estrutural" das empresas nacionais, que passaram a lidar com a abertura comercial - promovida pelo presidente Fernando Collor, em 1990 - e o câmbio fixo valorizado - sustentado durante o primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso. "O modelo de negócios passou pelo fenômeno da racionalização do emprego, onde a corda estourou na hora de cortar custos", diz Ambrózio, para quem o efeito das medidas "foi benéfico para a economia, ao modernizar as relações empresariais e introduzir competição internacional", mas o processo "foi péssimo para o emprego".
A partir da virada da década, as empresas, reestruturadas, passam a contar com um regime de câmbio flexível e uma situação externa menos volátil que a anterior, quando uma sucessão de crises no mundo criou instabilidade no modelo firmado em altas taxas de juros para atrair capitais que sustentavam o câmbio fixo.
É a partir do biênio 2004-2005 que, segundo Ambrózio, a criação de vagas se acelera, acompanhando o incremento do PIB. Este, no período recente, acumulou crescimento médio de 4,6% - mais que o dobro do verificado na segunda metade da década passada.
O acirramento das turbulências no fim do ano passado, no entanto, reverteu parte do movimento ascendente do emprego e da atividade. Considerando dados da Rais, em 2008 foi a primeira vez na década que a variação líquida de empregos foi menor que o PIB - 4,9% e 5,1% respectivamente.
"Diante da incerteza quanto ao futuro, desencadeada pela crise, os empresários pararam de admitir e, em seguida, começaram a demitir", diz Bicalho, do Itaú Unibanco. "Este processo foi rápido e atingiu em cheio o setor industrial, que produziu mais demissões que serviços ou comércio", diz. Para o economista, o processo foi estancado entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano, quando o fortalecimento do mercado doméstico consolidou nos empresários a expectativa de melhores condições de negócio. "Vimos, no período, que há clara relação entre atividade e emprego, uma vez que ambos tombaram no momento de crise, e voltaram a subir no mesmo momento", afirma Bicalho.
Para Fabio Romão, economista da LCA Consultores, a partir da recuperação da confiança, houve "dupla recomposição de estoques" para acompanhar o aumento da demanda doméstica. "A indústria passou a recontratar a mão de obra dispensada entre o fim de 2008 e o começo deste ano para ampliar a produção. Os estoques, produtivo e laboral, estão sendo reconstruídos", afirma Romão.
O economista da LCA observa que os resultados do Caged dos dois últimos meses, quando os números divulgados surpreenderam mesmo as estimativas mais otimistas do mercado, não podem ser equiparados às informações mais recentes sobre o PIB, que vão até setembro. "Apenas em março do ano que vem, quando o IBGE divulgar os dados consolidados quanto ao crescimento do PIB neste fim de ano, poderemos ter uma noção exata de quanto essa explosão do emprego representa", afirma Romão, para quem o PIB, na margem, crescerá 2,3% entre outubro e dezembro, legando um "carry-over" de 3% no PIB de 2010.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Bahia negocia vinda da primeira indústria de turbinas eólicas da América Latina
Em paralelo às discussões mundiais sobre o futuro climático do Planeta, em Copenhague, o Governo da Bahia assinou, nesta sexta-feira (18), um protocolo de intenções com a multinacional Alstom, em prol da energia limpa. O acordo, firmado no Convento do Carmo Hotel, prevê a instalação da primeira unidade industrial de turbinas eólicas na América Latina.
“Escolhemos a Bahia por duas razões principais. A primeira delas é o potencial eólico do Nordeste e a segunda é, justamente, a melhor estrutura apresentada pelo estado dentro desta região”, explicou o presidente da filial brasileira, Philippe Delleur, ressaltando o compromisso da empresa francesa em participar do desenvolvimento responsável do Estado.
“Escolhemos a Bahia por duas razões principais. A primeira delas é o potencial eólico do Nordeste e a segunda é, justamente, a melhor estrutura apresentada pelo estado dentro desta região”, explicou o presidente da filial brasileira, Philippe Delleur, ressaltando o compromisso da empresa francesa em participar do desenvolvimento responsável do Estado.
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