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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Serra deixa povo na merda dentro do conjunto habitacional do CDHU

Imagine que, um dia, alguém do governo aparece e diz que você precisa sair da sua casa. Não importa o motivo. Você tem que sair. Vai fazer um cadastro e, se der sorte, será mandado para um conjunto habitacional. Se não houver apartamentos disponíveis, receberá um seguro-aluguel de R$ 300 por seis meses. Depois disso, é por sua conta. Sua casa já terá sido demolida no dia seguinte ao primeiro recebimento do seguro. Se não conseguiu lugar para ficar, problema seu. O "incentivo" do governo foi dado. Você deveria ter procurado melhor.

Essa é a história dos afetados pelas enchentes na várzea do Rio Tietê, no extremo leste de São Paulo. Mas há um erro no parágrafo acima. Não há "sorte" numa situação como essas. Muitos dos que foram para um dos conjuntos da CDHU já se deram conta de que o drama está longe do fim.

As 180 famílias levadas na virada do ano pelo governo do Estado para um conjunto habitacional em Itaquaquecetuba, o "Portal da Serra", se depararam com um problema atrás do outro. A começar pela localização da nova moradia: a 11 quilômetros de onde moravam. Parece pouco para quem tem carro. Mas é uma 'Rússia' para os que dependem de um sistema de transporte que é simplesmente inexistente. Não há ônibus fazendo a ligação entre casa nova e casa velha.

Na remoção das famílias, o governo parece ter ignorado o fato de que a vida delas estava ali, naqueles bairros. O trabalho ficava no Jardim Romano, na Vila Aimoré, na Chácara Três Meninas, no Itaim. E está acabando. "Das 180 famílias que vieram pra cá, já sabemos de 12 pessoas que perderam o emprego simplesmente porque os patrões não querem pagar duas passagens pra gente ir trabalhar", diz Leandro Ferraz Dias, 30 anos, pai de três filhos. Ele trabalhava como ajudante de obras na Vila Aimoré. Perdeu o emprego.

Há outros problemas. A simples presença de Leandro e das outras famílias no conjunto gera um foco de tensão na vizinhança. "Estes prédios estavam sendo prometidos para o pessoal aqui de Itaquá. Aí o governo veio e colocou a gente aqui. A gente sente a revolta das pessoas, mas o que podemos fazer? Nós não escolhemos vir pra cá", diz Leandro. "Agora a gente vai no mercado e ouve aquela ladainha. 'Esse pessoal do Itaim veio roubar nossas moradias'. Pô, a gente não tem culpa!"

Pior do que isso são as instalações precárias do conjunto, cujas obras se arrastavam há anos. A abertura dos prédios foi feita em caráter de emergência. A ligação com a rede da Sabesp é precária e todo dia falta água nos apartamentos. O abastecimento é feito com caminhões-pipa. Triste ironia: falta água para os alagados. "E quando ela vem, é suja, cor de barro", reclama Marcela Alves, do apartamento 44, bloco 4. "Minha nenê está com diarréia por causa dessa água."

A reportagem do Yahoo! foi cercada na chegada ao conjunto. O clima era de revolta. As pessoas reclamavam, gritavam que iriam até a Subprefeitura de São Miguel Paulista (responsável pela área onde moravam) para protestar. Elas discutiam entre si. "A gente vai lá e eles chutam a gente que nem cachorro. Por que ir então?", diz uma garota adolescente. "Nós somos seres humanos, não cachorros. Eu vou lá reclamar meus direitos. Não importa se vão me chamar de barraqueira de novo", rebate uma mulher mais velha.

Há infiltrações em vários apartamentos, o gesso está caindo do teto dos banheiros de alguns deles. Não há extintores de incêndio e os corrimões das escadas estão no chão. Botijões de gás ficam desprotegidos da chuva, a céu aberto. Mas o maior absurdo está no apartamento 13 do Bloco 4, ocupado pela dona de casa Maria Gomes. O esgoto começou a subir pelo ralo do banheiro, inundando a casa. A situação é repugnante. Há fezes por todo o lugar. Viver com água das chuvas na altura das canelas é o paraíso se comparado àquela cena. "Me tiraram da minha casa para me colocar na merda!", desabafa Dona Maria.

Alexandre, filho dela, conta que ligou inúmeras vezes para Sabesp e CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo) para que resolvessem o problema. "É um jogo de empurra e ninguém toma uma providência." Ele tomou. Abriu a caixa do esgoto, que fica ao lado do apartamento, e a encontrou toda entupida. "Eu falei para a assistente social que nós mesmos tentaríamos arrumar aquilo e ela não deixou, fez ameaças, disse que a gente ia perder os direitos sobre os apartamentos. "


A CDHU informou ter enviado nesta quarta-feira (3) uma equipe técnica ao local para fazer o reparo na bomba responsável por levar a água da rua para a caixa-d'água do conjunto habitacional. Mas a companhia reconhece que, em todas as suas unidades, são os próprios moradores os responsáveis pela operação da bomba e que, nas duas vezes anteiores em que foi chamada, constatou-se o erro no manuseio do equipamento. Faltou ensinar corretamente como se usa, portanto. Já a Sabesp garante que o condomínio Portal da Serra está sendo abastecido normalmente.

Sobre o fato de o local do reassentamento ser muito distante da moradia original dos desabrigados, a assessoria da CDHU explica que trata-se de uma questão de disponibilidade - não há outro conjunto habitacional naquela área que esteja pronto para receber tanta gente. Aliás, das quase três mil famílias afetadas pelas enchentes na várzea do Tietê, só 340 já conseguiram moradia - além das 180 que foram para o condomínio Portal da Serra, 100 foram para o Safira e 60 para o Morada das Flores, todos em Itaquá. Os outros desabrigados vão receber o auxílio-aluguel de R$ 300 por seis meses. E só.

De Juliano Costa

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Alagão atinge o metrô de São Paulo

O resultado da negligência da dupla José Serra / Kassab, onde um não limpa os rios, sucateia a SABESP e privatiza as represas de água, e outro não limpa os córregos, nem bueiros e não recolhe o lixo direito:

Alagamento na estação do Metrô Jardim São Paulo, na linha azul, zona norte da cidade.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Esgoto da Sabesp vaza há 32 dias em bairro nobre de São Paulo

“Isso é esgoto (cocô). Não é água da chuva. Faz 32 dias.” O papel com essas frases colado na placa de sinalização, o mau cheiro e as poças em um trecho de 600 metros não deixam dúvidas: o incômodo é provocado pela rede de esgoto da Sabesp rompida. Alguém pode até imaginar essa cena no Jardim Romano, bairro do extremo da zona leste da capital, inundado desde o dia 8 de dezembro, mas a situação se passa na Rua Maestro Chiafarelli, em pleno Jardim América, na zona oeste, um dos bairros mais valorizados da capital.

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) reconhece o problema, os moradores da rua fizeram ao menos oito reclamações à Sabesp.

O advogado Elias Haddad, de 35 anos, foi um dos primeiros a acionar não só a companhia como também a Subprefeitura de Pinheiros quando a rede de esgoto quebrou, em dezembro. “Eles (Sabesp) vieram, fizeram dois buracos na rua e só ampliaram o problema”, relata. Segundo ele, antes da visita da empresa, o esgoto ‘brotava’ de apenas um ponto do asfalto. “Agora temos três lugares com esgoto vazando 24 horas por dia.”

Chuva

Quando chove, o problema se agrava: o esgoto se mistura com a água pluvial que desce de vias próximas e o alagamento é inevitável. “Além de deixar a rua intransitável, a água às vezes entra nas casas. A gente fica com medo porque forma um laguinho no jardim e o mau cheio empesteia tudo”, diz a advogada Emy Hase Quinto Di Camelli, de 46 anos.

Então, eu te pergunto:

São Paulo afundada em enchentes e Prefeito Kassab manda população ficar tranquila



As enchentes estão fazendo de São Paulo, a maior metrópole da América Latina, virar mar, apesar de estar distante do oceano aproximadamente 70 km.

Mesmo diante dos inúmeros alagamentos registrados na capital paulista nesta quinta-feira (21), que provocaram caos na cidade, a morte de pelo menos cinco pessoas e congestionamentos muito acima de média, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) disse nesta quinta-feira (21), durante entrevista coletiva, que a população deve "ficar tranquila", porque "não houve falhas", os investimentos feitos para evitar alagamentos na cidade "estão surtindo efeito" e não é preciso investir no desassoreamento dos rios Pinheiros e Tietê.

Prometida como uma das grandes obras da gestão do governador José Serra (PSDB), a ampliação da Marginal Tietê é novamente colocada em xeque com o alagamento desta quinta-feira .



sobre os planos da Prefeitura para resolver os alagamentos e os transbordamentos das marginais, Kassab desconversou e disse que os "investimentos bastante maiores serão mantidos".




Desabamentos e deslizamentos causaram mortes durante a madrugada desta quinta-feira. Pelo menos cinco pessoas morreram.

Kassab disse que a cidade de São Paulo não está necessitando de novos investimentos contra enchentes e alagamentos.

Para quem mora em São Paulo, estão vendo o que é viver numa administração Demo-tucana.

E você, que não mora em São Paulo e só sabe dos acontecimentos através das notícias:

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

De quem é a culpa?...Enquanto Serra e Kassab fazem campanha, criança morre em bairro alagado com merda da Sabesp



O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM),disse ontem que só pode lmentar a morte de Isaac de Sousa Lima, de seis anos, ocorrida ontem por leptospirose. O menino morava no bairro Jardim Pantanal, zona leste da cidade, uma das áreas mais atingidas pelo esgoto da Sabesp depois que teve as comportas fechadas,que causaram a doença infecciosa. Os moradores do Jardim Pantanal, também pagam a Kassab, uma taxa de melhoria do bairro enviada pela Prefeitura de São Paulo no valor de R$ 209,26.

O prefeito disse que a área do Jardim Pantanal vem sendo ocupada irregularmente há 30 anos. No entanto, os moradores mostram os carnês de IPTU que eles pagam.

Kassab também voltou a dizer que um parque será construído no local após a remoção dos moradores.

“No início da nossa gestão identificamos essa questão e tanto o governador José Serra como eu apresentamos o projeto de um parque linear ao longo da várzea do rio Tietê. Essa execução passa pela transferência das famílias que moram nessa regiã. disse o prefeito”.

Kassab disse ainda que apesar da morte do menino, as últimas chuvas mostraram que a prefeitura está agindo corretamente. Somenmte ontem, depois que quinze dias que os moradores estãão vivendo no esgoto, a prefeitura começou a retirar o esgoto das ruas com bombas e caminhão pipa.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Vítima de enchente do esgoto da Sabesp morre com suspeita de leptospirose

Uma criança moradora do Jardim Romano, bairro da zona leste que segue alagado desde o dia 8 depois das comportas fechadas pela Sabesp na barragem da Penha para proteger a marginal ajudaram a alagar a zona leste de SP, morreu hoje. Com sintomas parecidos com a da leptospirose - doença transmitida pela urina de rato - Isaac de Souza Lima, de 6 anos, estava internado no Hospital Santa Marcelina, do Itaim Paulista, também zona leste.

Da Agência Estado



Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, no atestado de óbito do hospital, a causa da morte não foi esclarecida ainda. Exames devem ser realizados no Instituto Médico Legal (IML). Até as 20 horas, não estava definido se o corpo do menino seria levado para o IML Leste ou para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO), em frente ao IML Central.A pergunta é, sera que a Secretaria Estadual de Saúde do Estado deSãoPaulo, orgão do governo Serra, vai ter coragem de divulgar a morte por leptospirose? Vamos aguardar.

sábado, 19 de dezembro de 2009

José Serra quer todos na merda:Metade do esgoto da Sabesp vai para o mar

O que será que o governador de São Paulo, José Serra(PSDB), foi fazer em Copenhague? Claro que foi a pesseio. Um governador que não respeita enão cuida do meio ambiente,na cidade em que vive, não poderia ter gasto dinheiro do cofre público para ir a Copenhague, discutir clima..Eu gostaria de saber se a, amiga do Serra, a senadora Marina Silva, vai cobrar o governador Serra, seu amigo, por, essa notícia que está no jornal O Estado de São paulo, desta sexta-feira:"Resíduos despejados em fossas também contaminam lençol freático; Sabesp cobre 53% da população da Baixada e só 35% do litoral norte"

Ao menos metade do esgoto produzido nas 13 cidades do litoral paulista é despejada sem tratamento no mar e no lençol freático, com a contaminação por meio de fossas sépticas. Isso equivale a 1,5 mil litros de esgoto por segundo, o suficiente para encher em uma hora duas piscinas de 2,5 milhões de litros cada. Os serviços da Sabesp cobrem 53% da Baixada Santista e 35% do litoral norte.

Nesta semana, uma em cada três praias da Baixada Santista e do litoral norte foi considerada imprópria pela Cetesb - situação que deve ficar mais crítica nas próximas semanas, com a invasão de turistas. Cinco praias que apresentaram concentração de bactérias por causa da poluição estão em Ilhabela, local com o pior porcentual de atendimento da Sabesp. Ali, a rede de esgoto não ultrapassa os 4% de cobertura.

A maioria das casas recolhe o esgoto em fossas sépticas, pouco seguras para terrenos arenosos como os do litoral, em que as águas subterrâneas facilmente se deslocam entre os reservatórios contaminados e o mar. "Essa é uma solução que pode funcionar em áreas adensadas e com manutenção rigorosa", diz o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Raul Pinho. "Mas sabemos que não é a situação do litoral. Mesmo o que está na fossa acaba no mar."

Até o ano que vem, a Sabesp diz que deve ampliar a coleta de esgoto na cidade para 36%. "E tudo que for coletado será tratado", diz José Bosco de Castro, superintendente da companhia no litoral norte.

la Serra / Kassab mente e enrola para deixar o povo na merda

A dupla Serra / Kassab diz que a culpa dos alagamentos no Jardim Romano, na Zona Leste em São Paulo é devido à moradias irregulares na área de várzea do Tietê.

Mas a mentira não resiste a 15 segundos.

O bairro pode até estar em área baixa, mas boa parte das ruas alagadas (foto abaixo) tem IPTU, portanto tem cadastro legal na prefeitura. Tem asfalto - feito pela prefeitura - tem rede de água e esgoto feito pela SABESP do governo do estado (de José Serra). Tem pontos de ônibus, definidos pela prefeitura. Tem escola (CEU) da prefeitura. Tem conjunto habitacional financiado, o que exigiu licenciamento da prefeitura.



Pode haver moradias irregulares nos extremos, mais próximo à margem do Rio, mas não onde está completamente urbanizado, como na rua abaixo:



A quem Serra e Kassab querem enganar, quando dizem que removerão moradores de áreas de várzea do rio, e com isso as enchentes acabarão?

Na quinta-feira foi informado que comportas de uma barragem de controle de enchentes no rio Tietê foram fechadas para proteger a Avenida Marginal Tietê, rentendo o escoamento de água e fazendo o nível do rio subir na zona leste e alagar.

Em tempo: O Jardim Romano, além de alagado pelas águas da chuvas e do rio, sofreu contaminação com vazamento da rede de esgoto da SABESP.

Defensoria pública dá 48 horas para Kassab parar de enrolar

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo (DPE/SP), por seu Núcleo de Habitação e Urbanismo, requisitou na quarta (16/12) à Subprefeitura de São Miguel Paulista, na capital, esclarecimentos e informações, em 48 horas, sobre as providências adotadas para a drenagem da água que alagou parte dos bairros Jardim Romano, Chácara Três Meninas, Vila das Flores, Jardim São Martino, Vila Aimoré e Vila Itaim.

A Subprefeitura também deverá informar quais as providências que estão sendo adotadas para minimizar os danos causados pelas enchentes. A enchente ocorreu no dia 8 de dezembro e até hoje, nove dias após as chuvas, parte dos bairros estão alagados.

Também foi solicitado pela Defensoria esclarecimentos, em cinco dias, sobre uma possível intervenção urbanística, proposta pela Prefeitura, que tenha como finalidade retirar as famílias que moram da Várzea do Tietê em decorrência das enchentes na região.

A DPE/SP também solicita informações sobre a realização de um cadastro sócio-econômico das famílias a serem removidas do local, bem como a alternativa habitacional oferecida para a comunidade.

A Defensoria recomendou à Coordenadoria Regional de Saúde-Leste a adoção de medidas imediatas para ampliar o número de médicos e demais auxiliares, incluindo especialistas em doenças geradas por contaminação a coliformes fecais, mantendo-se as Unidades de Atendimento da AMAs e UBSs abertas em período integral.

Foram ainda requisitadas da Coordenadoria Regional de Saúde-Leste diversas informações, em 48 horas, entre elas o número de AMAs e UBSs na região atingida pela enchente e o número de profissionais e especialidades em cada unidade, bem como as medidas que estão sendo tomadas para atender toda a população atingida pelas enchentes.

Isso é José Serra: chove e SABESP deixa 150 mil sem água

A chuvas da tarde de quarta-feira causaram alagamento na Grande São Paulo e, com isso, provocaram a falta de energia em alguns bairros.

Com isso a SABESP (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), deixou aproximadamente 150 mil moradores dos municípios de Osasco e Cotia e região oeste da capital sem água na quinta-feira (17).

A SABESP, sob a gestão do governo de José Serra (PSDB/SP) demonstra não ter planos de contingência, nem geradores de emergência, para bombear água quando falta luz.

Mas dinheiro para gastar em publicidade à toa não falta.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Câmara corta verba para ações antienchente

Investimentos em área de risco e canalização de córregos perdem recursos, mas dotação para publicidade fica intocada.Cortes foram feitos pelo relator Milton Leite (DEM).O novo relatório apresentado na quarta-feira e votado em plenário em segunda discussão, com o apoio de 42 dos 55 vereadores, reduziu a reserva para a canalização de córregos. A reserva para obras em áreas de risco caiu também caiu

A Câmara de São Paulo aprovou ontem, em segundo turno, o Orçamento para 2010 com cortes nos recursos para combate às enchentes -como investimentos em áreas de risco e canalização de córregos-, mas manteve intacta a verba destinada à publicidade oficial.

O corte de R$ 1 bilhão feito pelo relator Milton Leite (DEM), contudo, não afetou os R$ 126 milhões reservados para a publicidade oficial da gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e a verba recorde da própria Câmara, fixada em R$ 399 milhões, um crescimento de 29% para o ano eleitoral, em relação aos recursos gastos deste ano (R$ 310,3 milhões).



Entre os cortes feitos pelo relator Milton Leite (DEM) estão R$ 70 milhões para a canalização de córregos, R$ 1 milhão para áreas de risco e R$ 30 milhões para a coleta de lixo. O corte nas verbas para ações antienchente ocorre num momento em que a cidade enfrenta, uma semana depois, os transtornos de um temporal ocorrido na terça-feira da semana passada. Ainda há ruas e casas alagadas em bairros do extremo leste de São Paulo.

"Há falhas grotescas. Verbas são postas e tiradas sem nenhuma base no que está havendo na economia", disse Antonio Donato (PT), que criticou Leite por desconsiderar da receita final R$ 725 milhões da venda da folha de pagamento ao Banco do Brasil e R$ 757 milhões de repasses estaduais e federais.

Atendimento

A peça aprovada ontem reduziu, em relação à primeira proposta, R$ 15 milhões da verba destinada ao sistema da prefeitura encarregado do atendimento aos cidadãos. Hoje, a principal responsável pelo serviço é a Call Tecnologia, que está envolvida em escândalo no governo de José Roberto Arruda (DEM), no Distrito Federal.

O valor para o serviço caiu de R$ 45 milhões para R$ 30 milhões. A prefeitura já havia informado que a verba será usada para melhorar o sistema, mas não será necessariamente por meio de contratos com a Call.

São Paulo: choveu, deu novo alagão



Enquanto José Serra (PSDB/SP) passeia em Copenhague, tirando fotos com o exterminador do futuro:

A capital paulista registrava alagamento na:
- Freguesia do Ó;
- Lapa de Baixo;
- Marginal Pinheiros;
- Pirituba, na zona oeste;
- região central;
- No bairro do Jaraguá, um carro ficou totalmente submerso;

Engarrafamento no trânsito ultrapassou 190km.

Rodovias:

A chuva alagou parte da Rodovia Anhanguera, na chegada à capital. Um alagamento do km 18 ao 22, região do Jaraguá, faz com que o tráfego seja desviado para o Rodoanel. A Rodovia Presidente Dutra também tem alagamento, no sentido Rio de Janeiro, do km 213 ao 210.

Falta de Luz

Parte da região central e de ruas das zonas leste, norte e oeste da cidade de São Paulo (SP) ficou sem luz devido às chuvas que atingiram a capital paulista na tarde desta quarta-feira. Segundo a AES Eletropaulo, algumas vias dos bairros Santa Cecília e Pompéia estão prejudicadas pela falta de iluminação.

Drama dos Moradores do Jardim Pantanal e Jardim Romano

Os moradores do Jardim Pantanla e Jardim Romano, na Zona Leste, estão com água estagnada, misturada à esgoto, há mais de uma semana, desde as últimas chuvas.

Um defeito na bomba da estação elevatória de esgoto da SABESP, na região, fez com que o esgoto deixasse de ser bombeado, e os dejetos voltaram e vazaram misturando às águas pluviais da inundação.

Os moradores esperavam a água baixar dia a dia na falta de ação do governador e do prefeito.

A SABESP e a prefeitura alegavam que era preciso esperar as águas baixarem para fazer o conserto da bomba. Com novas chuvas o alagamento volta encher e as águas sobem de novo.

Haverá chuvas de verão até março, pelo menos.

Quando é que o governador José Serra (PSDB/SP) e Gilberto Kassab (DEMos/SP) vão parar de gastar milhões do dinheiro público com propaganda enchendo os bolsos da imprensa, e vão levar a sério o drama das enchentes que aflige a população?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

"Sierra" e o exterminador do futuro




Se os moradores da Zona Leste de São Paulo não tem muito o que comemorar com o alagão do esgoto da SABESP que dura mais de uma semana, José Serra (PSDB/SP) aproveita seu passeio em Copenhague para trazer para os netinhos uma foto ao lado do astro de filmes como o "Exterminador do Futuro" e "Predador".

Arnold Schwarzenegger, ex-ator e atual governador da Califórnia pelo Partido Republicano (o mais conservador dos EUA, do ex-presidente Bush), participou, assim como José Serra, de um evento paralelo da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas. Nos intervalos posaram para fotos. Schwarzenegger chamou Serra de "Sierra".

Neste evento paralelo, Serra fez sua apresentação antes de Schwarzenegger, e fez seu discurso em Inglês, renegando a língua portuguesa, oficial do Brasil.

Schwarzenegger falou depois, e arrancou risos da plateia ao dizer que não só ele falaria inglês com sotaque (ele é austríaco), numa referência a Serra.

Na contramão do G-77 Serra acha que Copenhague já é um sucesso

O G-77 é o grupo dos 77 países pobres e em desenvolvimento, que lutam para que os países ricos arquem com os custos de um fundo mundial para financiar o desenvolvimento sustentável dos países pobres, e da preservação de suas florestas nativas.

Ainda há muita resistência dos países ricos em entrarem com o dinheiro que ganharam poluindo o mundo. Criam dificuldades e impasse, ao empurrarem sua conta para os países em desenvolvimento. A estratégia é levar ao impasse e reduzir suas obrigações tanto financeiras como de conter emissões poluentes.

Nesse quadro de muita luta aguerrida pelo G-77, José Serra entra na contramão.

Primeiro defendeu a posição dos países ricos, querendo transferir dinheiro dos brasileiros para limpar o lixo dos países ricos.

Depois afirmou que Copenhague já deu certo pela mobilização feita. Serra está errado. Não deu certo ainda, e as conquistas serão palmo-a-palmo.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu hoje aos 192 países reunidos, que alcancem um acordo "ambicioso" que impeça o fracasso da conferência.

Copenhague é uma praça de guerra de interesses, idéias, obrigações e deveres em conflito. O Brasil precisa de negociadores duros, guerreiros como Dilma Rousseff para conquistar avanços que, por mais que o G-77 se esforce, estarão longe do ideal.

Serra e Marina Silva trabalham contra os interesses do Brasil para ouvir o aplauso fácil daqueles ricos que sacodem as jóias quando batem palmas.

Cobras aparecem na enchente de bairro de S.Paulo. Moradores continuam na merda



Além de conviver com a inundação e o mau cheiro do esgoto que a Sabesp está despejando no bairro, os moradores do Jardim Romano (zona leste de SP) estão apreensivos ao andar pelas águas que ocupam as ruas do bairro porque o local está cheio de cobras.

Ontem,uma cobra na rua Capachós. Com seu barco improvisado, o morador pegou o animal com um bambu que usa como remo e o retirou da enchente. "Está cheio destas por aqui. Até na minha casa apareceu uma", disse ao jornal Agora.

Moradores continuam na merda

Uma semana depois da forte chuva que caiu sobre São Paulo, os moradores do Jardim Pantanal continuam convivendo com alagamento de esgoto da Sabesp.

Moradores dizem que governador José Serra (PSDB) fechou comporta do Tietê, e que por isso o alagamento e o esgoto está sendo despejado no bairro Pantanal. Oficialmente, a justificativa do governo para alagamento de sete dias da Favela do Pantanal foi a quebra de uma bomba de tratamento de esgoto da Sabesp. Isso teria impedido o escoamento da água. Já moradores do bairro acusam o governador José Serra de ter fechado uma comporta do Tietê, para evitar que a água represada naquela área provocasse alagamento ao longo do rio, principalmente nas marginais.Isso prejudicaria ainda mais o trânsito da cidade .

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Governo de São Paulo Trabalhando por Você!



Após seis dias da chuva que atingiu São Paulo e causou alagamentos por toda cidade, regiões da zona leste ainda estão alagadas. Somente na região do Jardim Romano, a inundação alcança uma distância de seis quarteirões do Rio Tietê.

Os moradores afirmam que o alagamento é provocado pelo fechamento das comportas da eclusa do rio Tietê. A rua em frente ao Centro Educacional Unificado (CEU) do bairro está alagada, e muitas crianças estão sem aula.

O alagamento afetou também as estações de esgoto da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) que atendem a zona leste da capital. Com isso, o sistema ainda está sem funcionar, espalhando esgoto pelas ruas. Os moradores da região estão sem telefone e com a água na altura da cintura.Resumindo. O povo está vivendo na merda do esgoto da Sabesp.

O Córrego Três Pontes, que corta o bairro, está cheio de lixo e com o nível bem acima do normal. Em algumas casas, os moradores continuam convivendo com a água. Em outras, onde o nível chegou à cintura, as pessoas foram retiradas e abrigadas em um colégio estadual.

De acordo com a Sabesp, os sistemas elevatórios do esgoto só poderão voltar ao normal após o escoamento das águas. As estações ficam a 3 m de profundidade no solo. Segundo a Sabesp, as bombas e motores provavelmente foram danificados e terão que ser retirados. Sem o funcionamento, o esgoto não chega às estações de tratamento e volta para as casas. Por isso, até mesmo a água que sair das torneiras é esgoto. Perguntamos. Onde estão Serra e Kassab que não foram ver as condições desumanas que estão vivendo os moradores do bairro?

Quem não está vivendo no esgoto, ficou sem trem para ir ao trabalho.

Pane interrompe circulação de trens em São Paulo

Trem parou na Linha 12 (Safira) e alguns passageiros desceram na via, em São Paulo, às 7h50 desta segunda-feira. Segundo a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM)privatizada, a composição teve um problema de tração após sair da estação Comendador Ermelino Matarazzo, sentido Brás.Lembrando, os trens são novos e foram comprados por José Serra da Alston..E superfaturados..

domingo, 13 de dezembro de 2009

São Paulo na lama

"Mortes, desabamentos, perdas materiais de toda ordem, momentos de desespero, transtornos e, mesmo para os não diretamente atingidos pelas enchentes, uma sensação de impotência e revolta. Não há dúvida de que choveu muito sobre São Paulo, como raramente acontece. Mas também é certo que o desastre de ste mes anteontem, de proporções inéditas, vinha sendo há muito anunciado".

As linhas acima foram pinçadas de um editorial desta Folha de março de 1999, sugestivamente intitulado "Evitar novas tragédias".



Há dez anos, Gilberto Kassab havia deixado fazia pouco o cargo de secretário do Planejamento de Celso Pitta. A cidade, à deriva, vivia tempos exasperantes de desgoverno. O DEM do atual prefeito chamava-se PFL e estava em melhor situação. José Roberto Arruda, senador pelo PSDB, nem pensava em distribuir panetones aos pobres.



Deixemos por um instante a lama moral do DEM/PFL. São Paulo também afunda na sua lama. A cidade está suja, mas o prefeito diz que já é "um absurdo" gastar com limpeza um terço do que destina à saúde. Isso não o impede, no entanto, de elevar os gastos com publicidade de maneira pornográfica.

A catástrofe de anteontem matou crianças pobres que habitavam áreas de risco, provocou mais de 40 pontos de alagamento e um congestionamento de 218 km -ainda vamos ao Rio entalados na cidade.

São Paulo está sendo sistematicamente derrotada pelas enchentes, que aqui se tornaram parte da natureza, certas como a morte e os impostos. Sejam quais forem os investimentos estruturais e as obras de manutenção para enfrentar o problema, eles redundaram num fracasso exemplar. Sim, Kassab não pode ser responsabilizado sozinho pela imprevidência de décadas de seguidos governos. Ele é coautor de luxo do atual colapso urbano. A retórica técnico-gerencial do DEM não vale um panetone falsificado.....Pelo visto, o DEM ainda não deu panetone para a Folha.

(Este texto é do Fernando de Barros e foi enviado por Ana Lucia)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Kassab gasta mais com propaganda que com chuvas, diz líder do PT

Os alagamentos que resultaram das fortes chuvas na capital paulista nesta terça-feira (8) são fruto de "gestão de improviso" e "prioridade para propaganda", disse o líder do PT na Câmara dos Vereadores, João Antonio. Para ele, o governo do Estado também tem responsabilidade no problema na Marginal Tietê por conta das obras viárias que, ao mesmo tempo em que devem melhorar o trânsito na região, diminuem a vazão do rio ao lado..


'Resultados de investimentos já aparecem', diz Kassab



Enchente em São Paulo travou o trânsito, espalhou o caos e já deixou seis mortos – entre eles três crianças e um jovem. Toda a a cidade foi posta em estado de atenção pelo CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências). Os rios Pinheiros e Tietê transbordaram, pontos das Marginais foram tomados pelas águas e vias adjacentes tiveram trânsito pesado. Congestionamento em toda a cidade chegou a passar de 120 quilômetros, índice considerado alto pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Os pontos de alagamento, de acordo com a CET, chegaram a 105.Mas para Kassab, a cidade está nornal e os investimentos feito pela prefeitura já aparecem...Quem tem razão? O prefeito amigo do governador José Serra, ou, essas imagens aqui feitas pelo jornal O Estado de S.Paulo?