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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

ANISTIA INTERNACIONAL EXORTA LOBO A PUNIR BESTAS-FERAS DE MICHELETTI



Graves violações de direitos humanos foram cometidas pelo governo golpista de Roberto Micheletti, com os agentes de segurança hondurenhos fazendo "uso excessivo da força" ao reprimirem protestos contra a deposição do presidente constitucional Manuel Zelaya.

A conclusão é da Anistia Internacional, a mais respeitada ONG dedicada à defesa dos direitos humanos em todo o planeta, cujos representantes, depois de ouvirem "dezenas de testemunhas" , saíram de Honduras convencidos de que ocorreram execuções ilegais, torturas, estupros e prisões arbitrárias no período subsequente ao 28 de junho em que Zelaya foi arbitrariamente expulso do país:

“Centenas de pessoas que se opunham ao golpe de Estado foram agredidas e detidas pelas forças de segurança durante os protestos nos meses seguintes. Mais de dez teriam sido mortas durante os conflitos, de acordo com relatos”.

No relatório que acaba de divulgar, a AI garante, ainda, que ativistas de direitos humanos, líderes oposicionistas e juízes sofreram ameaças e intimidações; e que meninas e mulheres foram abusadas sexualmente.

Kerrie Howard, vice-diretora da AI para as Américas, exige providências do presidente eleito de Honduras, Porfírio Lobo, que tomará posse nesta 4ª feira (27):

"O presidente Lobo deve garantir um novo começo para os Direitos Humanos em Honduras ao garantir que os abusos cometidos desde o golpe de Estado não sejam esquecidos nem fiquem impunes".
Lobo, entretanto, já anunciou que pretende fazer aprovar uma anistia ampla, beneficiando tanto Zelaya e seus partidários quanto os golpistas de Micheletti.

Algo assim como a Lei de Anistia brasileira, que igualou as atrocidades cometidas pela repressão política aos atos praticados por civis que resistiam ao despotismo.

Há, claro, diferenças entre ambos os golpes:

os militares brasileiros viraram a mesa sem terem o aval de nenhum Poder, enquanto em Honduras o Legislativo e o Judiciário respaldaram o afastamento de Zelaya;
mas, Manuel Zelaya foi privado do seu direito constitucional de defender o mandato que conquistou nas urnas, pois o expulsaram ilegalmente de Honduras, ao invés de julgarem-no pela tentativa promover um plebiscito talvez ilegal;
então, o governo de Micheletti acabou sendo tão ilegítimo quanto o dos generais ditadores do Brasil, e os atos de que a AI o acusa devem ser chamados pelo que foram, terrorismo de estado para preservar uma tirania;
e, como o afastamento de Zelaya não cumpriu os rituais democráticos, ele e seus partidários não são, até agora, culpados de delito nenhum, apenas acusados;
então, não tem o mínimo cabimento colocar no mesmo plano tais acusações e os assassinatos, torturas, estupros e intimidações perpetrados pelo governo ilegal de Micheletti.

Aqui também cabe um paralelo, com a tese ridícula e juridicamente indefensável que Ives Gandra Martins e outros defensores da ditadura brasileira difundem, de que supostas intenções totalitárias das forças de esquerda justificariam a derrubada de um presidente legítimo e a imposição do totalitarismo no Brasil por parte dos golpistas de 1964.

Concluindo: está certíssima a AI quando exorta Lobo a levar aos tribunais as bestas-feras de Honduras.

E Zelaya jamais deve aceitar uma anistia que o coloque no mesmo plano dessas bestas-feras.

Se for este o preço para viver livremente e retomar a carreira política em seu país, a única opção digna para ele é mesmo o exílio.

De Celso Lungaretti

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Desmascarando torturadores: Artigos e Resgates Históricos para entender o PNDH-3 Varios Autores

Recém lançado, o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) vem provocando reações exacerbadas em setores conservadores da sociedade brasileira. Um dos temas que causa maior polêmica é a proposta de instituição da Comissão Nacional da Verdade, para examinar o desrespeito aos direitos humanos no período da ditadura. Para saber mais sobre os debates em torno do PNDH-3, leia artigos aqui. Mais - Conheça e assine o manifesto contra a anistia aos torturadores - Entrevista exclusiva com Nilmário Miranda sobre o PNDH-3 Nilmário Miranda: “Uma nação com democracia não comporta a manipulação de sua história”. Em 13/01/2010 ttp://juntosomos- fortes.blogspot. com/2010/ 01/direitos- humanos-pndh- 3.html Direitos Humanos


Brasilia Dez. 2009 - Manifestantes reprimidos por Policiais Militares no ato de manifestação do FORA ARRUDA. "A tortura, nunca nos esqueçamos disso, não é crime político; é crime imprescritível que transforma o corpo do torturado em seu maior inimigo. O que os mais jovens precisam saber é que não lutamos apenas contra as sequelas do regime militar. Nossa luta vai além, está situada no campo do humanismo que repele a barbárie." Gilson Carone Filho


ANISTIA SEM MEMÓRIA - POR URARIANO MOTA http://www.diretoda redacao.com/ site/noticias/ index.php? not=4921Recife (PE) - Este começo de 2010 trouxe pela imprensa uma feroz turbulência. Quando se julgava que tudo era paz, Os anos da ditadura militar voltaram à lembrança dos brasileiros. Isso porque o 3º. Programa Nacional dos Direitos Humanos ameaçou criar uma Comissão da Verdade, de verdade, para os crimes que a repressão política cometera. Absurdo. 25 anos depois do fim oficial da ditadura, esse é um programa tão avançado para o presente, que pretende responsabilizar criminosos por atos cometidos há 45 anos. Não pode. Começam assim, disseram os alcançados pelas denúncias. Primeiro, as ideologias alienígenas mudaram “revolução de 31 de março” para “golpe de 31 de março”. Depois, de 31 de março foram para golpe de 1º. de abril. Depois, de patriotas nos fizeram golpistas. De golpistas querem dizer agora que somos criminosos. Nesse passo, vão pedir nossas cabeças.
HERANÇA MALDITA :



http://juntosomos. fortes.blogspot. com/20 10/01/tortura- crime-lesa- humanidade- e-su a.htmlFoto 1- Exemplo de Tortura e assassinato na Ditadura Sônia Maria de Moraes Angel Jones – presa juntamente com seu companheiro Antônio Carlos Bicalho Lana, foi cruelmente torturada. Teve os seios arrancados na tortura e morreu após ter introduzido em sua vagina um cassetete que lhe perfurou os órgãos internos, causando hemorragia. O mais cruel de tudo, é que entregaram à família o cassetete que causou a morte de Sônia. A questão é que a tortura, disseminada pela ditadura na década de 60, espalhou-se pelo país e tornou-se prática comum e, até os dias de hoje, é utilizada pela polícia em interrogatórios
Foto 2 - Morta após assalto num periodo pós Ditadura, com a mesma tortura sofrida por Sonia. Seu assassino, foi transformado em tal, quando após uma "batida" policial ( como as feitas em favelas e vitimando inocentes), onde foi preso e torturado para confessar um crime que não tinha cometido. Até sua prisão inicial era um trabalhador, NEGRO E POBRE.Tornou- se após torturado, um dos tantos que o sistema marginalizou.


A Foto acima, foi retirada de relatórios divulgados pelo Juiz Carlos Eduardo Lemos (ES) Sobre Torturas em Presidios Capixabas , denuncia feita pelo IGRAT a instituições Internacionais e provocou a visita do FBI ao Brasil constatando Veracidade. Manteremos em sigilo o nome do Preso torturado, mas que todos saibam: ISSO não é via de Regra. Isso é ROTINA e o resultado disso? 90% de reincidência dos apenados, ou seja mais torturas, assaltos, assassinatos. (http://juntosomos- fortes.blogspot. com/2010/ 01/tortura- crime-lesa- humanidade- e-sua.html )



Quem tem medo da verdade?

por Hildegard Angel, no Jornal do Brasil, viaConversa Afiada e no vi o mundo CHEGA UMA hora em que não aguento, tenho que falar.

Já que quem deveria falar não fala, ou porque se cansou do combate ou porque acomodou-se em seus novos empregos... POIS BEM: é impressionante o tiroteio de emails de gente da direita truculenta, aqueles que se pensava haviam arquivado os coturnos, que despertam como se fossem zumbis ressuscitados e vêm assombrar nosso cotidiano com elogios à ação sanguinária dos ditadores, os quais torturaram e mataram nos mais sórdidos porões deste país, com instrumentos de tortura terríveis, barbaridades medievais, e trucidaram nossos jovens idealistas, na grande maioria universitários da classe média, que se viram impedidos, pelos algozes, de prosseguir seus estudos nas escolas, onde a liberdade de pensamento não era permitida, que dirá a de expressão!... E AGORA, com o fato distante, essas múmias do passado tentam distorcer os cenários e os personagens daquela época,... repetindo a mesma ladainha de demonização dos jovens de esquerda, classificando- os de “terroristas”, quando na verdade eram eles que aterrorizavam, torturavam, detinham o canhão, o poder, e podiam nos calar, proibir, censurar, matar, esquartejar e jogar nossos corpos, de nossos filhos, pais, irmãos, no mar... E MENTIAM, mentiam, mentiam, não revelando às mães sofredoras o paradeiro de seus filhos ou ao menos de seus corpos. Que história triste! Eles podiam tudo, e quem quisesse reclamar que fosse se queixar ao bispo... ELES TINHAM para eles as melhores diretorias, nas empresas públicas e privadas, eram praticamente uma imposição ao empresariado — coitado de quem não contratasse um apadrinhado — e data daquela época esse comportamento distorcido e desonesto, de desvios e privilégios, que levou nosso país ao grau de corrupção que, só agora, com liberdade da imprensa, para denunciar, da Polícia Federal, para apurar, do MP, para agir, nos é revelado... http://juntosomos- fortes.blogspot. com/



Medo da história Publicado em 12-Jan-2010

Em Honduras, no Chile, no Brasil... Lá como aqui os golpistas têm medo do julgamento da história e do direito internacional, das cortes criminais como a de Haia, reconhecida pelo nosso país, mas que os Estados Unidos, por exemplo, não reconhecem, ao contrário de toda a comunidade mundial. No Brasil, uma grande polêmica e resistência ao Plano Nacional de Direitos Humanos e à criação de uma Comissão da Verdade e Justiça. No Chile, a inauguração do Museu da Memória - como o chamou a presidenta Michelle Bachelet, ou Museu da Ditadura, como o chamam os chilenos sobre as lembranças dos sangrentos anos do general Augusto Pinochet - gera um fato político. A uma semana do 2º turno da eleição presidencial chilena, o candidato da direita, Sebastián Piñera se queixa que nessa reta final a lembrança na campanha dos crimes da ditadura o prejudica.Segue:
http://www.zedirceu .com.br// index.php? op tion=com_content&task=blogcategory&id=1&Itemid=2



Uma página infeliz de nossa história - Ana Helena http://ahrt84. blog.terra. com.br/2010/ 01/17/upaginainf elizdenossahisto ria/
O Brasil tem que fazer justiça e oferecer um mínimo de paz a todos os sobreviventes dos porões da ditadura, aos seus familiares e aos familiares dos mortos. Enterrados embaixo de imponentes quartéis ou sabe-se lá onde… Por Ana Helena Tavares A ditadura foi aqui. A dita branda que povoa a fantasia dos que hoje têm medo da verdade. Daqueles que hoje têm medo de que seus netos e bisnetos saibam letra por letra o que eles fizeram no milênio passado. Aristóteles dizia que “o homem é um animal político”, mas até que ponto pode chegar o ser humano em nome de uma ideologia, acho que nem Freud em seus maiores delírios seria capaz de entender. E as atrocidades de determinados militares...



CRISE MILITAR TEM DESFECHO PÍFIO E DEIXA INDEFINIÇÕES - Por Celso Lungaretti Em tempos de um futebol menos robotizado, os torcedores sabiam que, do craque, sempre se pode esperar um lampejo salvador, mesmo faltando apenas um minuto e ele nada tendo feito de útil nos 89 anteriores. Colunista veterano também é assim. Canso de ler diatribes de jovens internautas contra os Albertos Dines, Clovis Rossis e Jânios de Freitas da vida. E tenho vontade de recomendar-lhes, como Pelé fez, gesticulando à torcida vascaina que o vaiava no finalzinho de um jogo que o Santos perdia por 1x0 no Maracanã: "esperem e verão!". Vira e mexe eu reverencio aqui os grandes artigos desses três, que já não os produzem com a assiduidade de outrora, mas continuam capazes de esgotar o assunto quando acordam inspirados. O de Jânio de Freitas na Folha de S. Paulo neste domingo 17), Precisamos, em vão, é simplesmente obrigatório, com destaque para este parágrafo (http://juntosomos- fortes.blogspot. com/20 10/01/crise- militar-tem- desfecho- pifio-e .html )


ODETE HOITMAN, MARLON BRANDO, TORTURADORES/ TERRORISTAS – “BRASIL MOSTRA A TUA CARA” – VALE TUDO Por Laerte Braga
Sexta-feira, dia 15 de janeiro, no auditório da Caixa Econômica Federal, à rua Almirante Barroso, 25, centro da cidade do Rio de Janeiro, estava sendo exibido o documentário do cineasta Sílvio Tendler sobre o ex-deputado e militante revolucionário Carlos Marighella e haveria um debate sobre a COMISSÃO DA VERDADE, constante do PLANO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS (vai revelar os documentos secretos da ditadura militar sobre tortura e óbvio, os nomes dos torturadores) , quando uma ameaça de bomba no prédio fez com que o evento fosse encerrado e a Polícia chamada a uma “geral”.
...O esquema era simples. Quer criar uma situação que complique seu inimigo, seu adversário, alguém que tenha lhe desagradado? Pegue um capitão do exército brasileiro, um sargento, dê-lhes um carro com placa fria e coisa e tal, mande-os ao RIO CENTRO. Levarão uma bomba a um local onde estava ocorrendo um show de música e lógico, com músicos “esquerdistas”. Colocam a bomba, explode a bomba, morrem muitas pessoas e pronto. É o cenário ideal para que os boçais saiam dos quartéis e venham para as ruas garantir a pátria contra o “terrorismo”. (Foto Rio Centro Disponivel na Internet) . O diabo é que a bomba, por um defeito qualquer, explodiu no colo do sargento e caiu num outro colo, o da extrema-direita alucinada das forças armadas brasileiras, acabou tirando o fôlego para novas ações terroristas, aquele história de momento desfavorável. http://juntosomos- fortes.blogspot. com/20 10/01/odete- hoitman-marlon- brando_19. htm l




Companheiros, Como fundador e dirigente da LS-21/Inquietos, e como co-autor dos documentos "Golpe do Reveillon" e "Um passo à frente, dois passos atrás", estou submetendo este último a uma avaliação crítica dos companheiros. Em tempo: como a liberdade é sempre a liberdade daquele que não pensa como eu, concordando ou discordando, peço-lhes que divulguem amplamente o documento. Abraços, Carlos Eugênio Clemente http://juntosomos- fortes.blogspot. com/2010/ 01/um-passo- frente-dois- passos-atras. html

Mensagem da Liga de Socialistas do Século XXI ao Movimento Nacional de Direitos Humanos, seções do Tortura Nunca Mais, ONGS, movimentos sociais, ex-presos e perseguidos políticos, familiares e amigos de desaparecidos, parlamentares de todo o país, magistrados, procuradores, oficiais da ativa das Forças Armadas, jornalistas e demais membros da sociedade civil

Mensagem e Convocatória de Alipio Freire




Camaradas, Vamos divulgar em todas as nossas listas, sites, blogs, impressos, etc. A senha foi dada no dia 30 de dezembro passado, através de notícia (vazada ou plantada, não se sabe ainda com clareza) pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, no jornal O Estado de S.Paulo, num claro golpe contra o ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos - SEDH, tendo como pretexto Programa Nacional de Direitos Humanos - PNDH-3 (especialmente no que diz respeito à criação Comissão da Verdade, para encaminhar o julgamento dos crimes e criminosos responsáveis pelos seqüestros, cárceres clandestinos, torturas, assassinatos e ocultação de cadáveres durante a ditadura)oficialmente feito público no dia 21 de dezembro, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em ato do qual participaram todos os seus ministros, exceto o senhor Jobim.

Era a senha da ultra-direita - não nos iludamos.

Na quinta-feira, 14 de janeiro de 2010, o Movimento Nacional de Direitos Humanos, marcou como data para a realização de atos em todo o país em defesa do PNDH; da criação Comissão da Verdade (e de suas atribuições), e do ministro Paulo Vannuchi.

Em atos realizados em São Paulo e o Rio de Janeiro, a PM compareceu.

Leiam abaixo sobre os incidentes nos dois atos, relatados por camaradas que foram testemungas de ambos: Ana Maria Müller (RJ), Lúcia Rodrigues (SP) e Rose Nogueira (SP).
http://juntosomos- fortes.blogspot. com/20 10/01/ecos-de- pindorama- 1-40-morte- de-ma rio.html

sábado, 9 de janeiro de 2010

Militantes assassinados em Honduras

Há pilhas de cadáveres de ativistas em Honduras. A mídia está calada, em Honduras e em todo o mundo, enquanto crescem as redes de amigos e conhecidos que se unem pelo boca a boca, com notícias de mais uma morte, e são muitas, de compañeros e compañeras.

O mundo foi ‘informado’ pelo jornalismo dominante das grandes cadeias comerciais, como o New York Times, de que houve eleições “limpas e justas” dia 29 de novembro (eleições e noticiário orquestrados pela junta de golpistas apoiados pelos EUA atualmente no poder), mas a violência só fez aumentar, mais rápida do que temida.

Os alvos específicos da matança têm sido os que o establishment golpista vê como maiores ameaças ao golpe. Os mais ousados e, claro, os mais vulneráveis: membros da Resistência Popular contra o Golpe. Seus amigos. As famílias. Todos quantos oferecem comida e abrigo à Resistência. Professores, alunos, cidadãos comuns que apenas veem a falácia de haver regime não eleito no governo do país. Todos os associados à Resistência têm enfrentado violência crescente contra a coragem de protestar contra o golpe.

Depois que a comunidade internacional recebeu luz verde dos EUA – porque a ordem democrática teria sido restaurada via eleições –, foi aberta a temporada de caça, para as mais violentas forças que há em Honduras, e que trabalham para romper, a qualquer preço, a unidade da Frente de Resistência contra o golpe. Os assassinatos estão acontecendo em velocidade maior do que se pode registrar.

No domingo, 7/12, um grupo de pessoas foi metralhado quando andava por uma rua de Villanueva, arredores de Tegucigalpa. Segundo testemunhas, uma van sem placas parou em frente ao grupo, quatro mascarados saltaram da van e obrigaram o grupo a deitar-se no chão. Ali foram fuzilados. As cinco vítimas são:

· Marcos Vinicio Matute Acosta, 39

· Kennet Josué Ramírez Rosa, 23

· Gabriel Antonio Parrales Zelaya, 34

· Roger Andrés Reyes Aguilar, 22

· Isaac Enrique Soto Coello, 24

Uma mulher, Wendy Molina, 32, recebeu vários tiros e fingiu-se de morta quando os assassinos a puxaram pelos cabelos para verificar se sobrevivera. Foi hospitalizada e sobreviveu.

El Libertador, jornal hondurenho independente noticiou que todos os mortos eram militantes da sociedade civil e trabalhavam contra o golpe. Segundo outro militante do mesmo grupo na região, “Os rapazes organizaram comitês, para que os vizinhos pudessem trabalhar também pela Frente de Resistência.”

Essa matança foi um dos eventos de uma série de assassinatos de membros da Resistência, só nas últimas semanas. Dia 3/12, Walter Trochez, 25, ativista conhecido na comunidade de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) foi puxado da calçada e jogado numa vai, também por quatro mascarados, no centro de Tegucigalpa. Em depoimento que depois prestou às autoridades locais e nacionais, Walter contou que foi interrogado durante horas, por mascarados que queriam informações sobre membros e atividades da Resistência; que foi espancado com um revólver, por recusar-se a falar. Disseram-lhe que seria assassinado, falasse ou não. Trochez conseguiu escapar, abrindo a porta da van e jogando-se na rua, de onde conseguiu correr.

Não foi a primeira vez que Walter recebeu esse tipo de ameaças. É militante conhecido e respeitado contra o golpe, e há meses trabalhava documentando casos de violações de direitos humanos, sobretudo na comunidade gay. Walter acaba de publicar dois artigos. Um, imediatamente depois das eleições, intitulado “O Absenteísmo venceu” – sobre o bem-sucedido trabalho da Resistência, encorajando os cidadãos a não votarem e protestarem contra as eleições. E outro, cujo título fala por si: “Escalada dos Crimes de Ódio e Homofobia contra a comunidade de LGBTT: ação do golpe de Estado civil-religioso- militar em Honduras”.

Nos dois artigos, a mesma conclusão: “Como revolucionário, sempre estarei na linha de frente com meu povo, hoje, amanhã, sempre, mesmo sabendo que isso pode custar-me a vida.”

Dia 13/12, uma semana depois, Walter foi baleado no peito, quando caminhava para casa, por pistoleiro que passou num carro. Morreu a caminho do hospital.

Dia 5/12, Santos Garcia Corrales, membro ativo da Frente Nacional de Resistência foi preso por forças de segurança, em New Colony Capital, sul de Tegucigalpa. Foi torturado para que desse informações sobre um comerciante que fornecia alimentos e suprimentos a militantes clandestinos da Resistência. Foi solto e relatou o incidente às autoridades locais. Seu corpo foi encontrado dia 10/12, decapitado.

Tem havido muitos assassinatos na comunidade de LGBT, depois do golpe. Vários travestis têm aparecido mortos. Entidades de Direitos Humanos relatam que “mais de 18 gays e transgêneros foram assassinados em todo o país – número equivalente ao de casos registrados nos cinco anos anteriores –, nos seis meses que dura a crise política.”

A última vítima, Carlos Turcios, foi arrancado de casa em Choloma Cortes, às 3h da tarde do dia 16/12. Seu cadáver foi encontrado dia seguinte, decapitado e sem mãos. Carlos era vice-presidente da seção de Choloma da Frente de Resistência, cidade localizada a poucas hora de distância da capital. Andres Pavón, presidente do Comitê de Defesa dos Direitos Humanos em Honduras, CODEH, comenta: “Achamos que esses crimes horrendos devem ser somados a outros nos quais os cadáveres também mostram sinais brutais de tortura. Todos esses atos visam a construir o medo coletivo.”

Trata-se de esforço sinistro para enfraquecer uma comunidade que, de fato, dá sinais de estar mais forte que nunca. Como Walter Trochez escreveu (e a CNN confirmou), a maioria dos eleitores recusou-se a comparecer às juntas eleitorais, para a ‘eleição’ organizada pelos golpistas. Inúmeros governos em todo o mundo – inclusive vários governos sul-americanos, recusaram-se a reconhecer como legítimos os resultados daquela eleição.

Nesse clima de feroz repressão, os cidadãos já não podem contar com as autoridades para prover sua segurança mínima; os que são ameaçados não podem recorrer à polícia. As queixas, registradas e assinadas, como aconteceu com Santos e Walter, convertem-se em sentenças de morte. Muitos suspeitam, com boas razões, que os assassinatos sejam cometidos por policiais ou soldados. No mínimo, são acobertados pelo Estado e são fruto da atual realidade em Honduras, quando dia a dia deterioram-se os serviços de proteção que o Estado deve ao cidadão.

Pavón e outros ativistas dos Direitos Humanos em Honduras têm-se manifestado na denúncia repetida dessas atrocidades, mas os crimes ainda não parecem ter sido incluídos na pauta da grande mídia, nem em Honduras nem fora de lá. Quanto mais os cidadãos precisam dos jornais e das televisões para denunciar os abusos de que são vítimas, mais os jornais e televisões os abandonam à proópria sorte, para que se defendam sozinhos.

Como é possível que tudo isso esteja acontecendo no século 21? Por que se matam pessoas pelas ruas de Honduras, apenas porque insistem em não se calar contra um golpe civil-militar- religioso igual a tantos que a consciência democrática de todo o mundo já aprendeu a denunciar?

De todas, as mãos mais sujas de sangue são as de Roberto Micheletti e dos demais chefes do regime golpista. Mas o presidente Barack Obama e o Departamento de Estado dos EUA tiveram papel importante no processo que levou as coisas ao ponto em que estão. O governo dos EUA não tomou nenhuma medida concreta contra as milhares de violações da lei e da Constituição, todas fartamente documentadas, que ocorreram desde 28/6, data do golpe. Não surpreende que, sem ser contida por qualquer tipo de lei, a violência tenha avançado sem limite e sem controle, aos olhos do mundo.

Em recente entrevista, Francisco Rios, da Frente Nacional Contra o Golpe repetiu comunicados divulgados pela Frente, nos quais dizia que a Resistência, por mais que no momento enfrente dificuldades duríssimas, prepara massivo esforço de organização para esse novo ano. Rios informou que os militantes pararam de reunir-se publicamente, por medida necessária de segurança, mas que se dividirão em células domésticas, casa a casa, por todo o país, com planos para reemergir como força política nacional, mais forte e mais bem organizada. Walter, Santos, Carlos e todos os combatentes da Resistência em Honduras, que deram a vida por um sonho de democracia, inspiram, hoje ainda mais que antes, os companheiros. A luta continua. Honduras vive!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A ERA OBAMA – HONDURAS, VIOLÊNCIA E BARBÁRIE

As eleições presidenciais em Honduras, farsa montada pelo governo golpista de Roberto Michelleti e os Estados Unidos não puseram fim à resistência do povo hondurenho ao golpe de estado de julho deste ano e muito menos à boçalidade das forças que tomaram o poder e depuseram o presidente do país Manuel Zelaya.

Serviram para mostrar a verdadeira característica do governo Obama. Não há mudanças em relação ao período de George Bush quando se trata de impor a ferro e fogo o império norte-americano.

Os acontecimentos dos dois últimos dias em Honduras, não noticiados pela mídia brasileira e a dos países sob controle político dos EUA, são chocantes, sinônimos da estupidez e da boçalidade de militares golpistas e elites daquele país (não diferem nos outros países latino-americanos alinhados com Washington), tanto quanto mostram que Honduras é de fato a síntese da América Latina e da visão de Obama sobre democracia, liberdade, direitos humanos, toda a parafernália mentirosa de uma embalagem negra de sabão em pó e que, no governo, se mostra branca, cruel, perversa e cínica.

Militares e polícia perseguem, prendem, torturam, estupram mulheres, invadem casas para garantir o que aqui a GLOBO chama de “fim da crise”, escondendo que os hondurenhos não aceitam a farsa em curso.

Só nesses últimos dois dias, passado o período do Natal, aquele que o terrorista Barack Obama iluminou com uma árvore em sua cidade, Washington, na hipocrisia do cristianismo travestido de “trinta mil homens para completar o serviço”, só nesses dois últimos dias, mais de dez mortos e centenas de presos.

O governo eleito por um comparecimento mínimo e forçado (funcionários públicos coagidos a votar, militares e trabalhadores de empresas estrangeiras) está se constituindo sob o sangue de cidadãos hondurenhos num país controlado por organizações terroristas dos EUA e a cumplicidade covarde e desumana de seus militares e suas elites.

O que Honduras mostra, o povo hondurenho, para além da capacidade de resistir e lutar à custa de vidas, como mostram noutro canto os palestinos, os afegãos, os iraquianos, povos oprimidos pelo cavalo de Obama (“por onde passa não medra grama”), é que a luta dos trabalhadores transcende a essa grotesca estrutura proporcionada pelo capitalismo e pelo centro de todo esse tipo de ação, num mundo globalizado (“globalitarizado”) sob a égide de tacões nazistas, abençoados pelos cardeais ressurretos dos tempos de Pio XII (quando judeus eram entregues aos nazistas para preservar o Vaticano e a pompa de “sua santidade”).

O que acontece em Honduras, a despeito do tamanho do território daquele país só tem paralelo nas ditaduras de Pinochet, de Vidella, de tiranos como Médice, Costa e Silva, Somoza, Trujillo, Batista, tantos outros, que encheram a história de seus países com o sangue de inocentes.

E nas câmaras de tortura onde pontificavam os tipos “brilhante ulstra”.

A política de Obama é pura violência. É a estupidez em sua forma mais abominável, porque disfarçada de prêmio Nobel da Paz. Deve ter custado milhões de dólares. Esse tipo de gente que decide esse tipo de coisa é fácil de ser comprada.

A reeleição do presidente boliviano Evo Morales na Bolívia, a presença de Chávez na Venezuela, de Corrêa no Equador, de Ortega na Nicarágua, de Lugo no Paraguai, de Castro em Cuba, de tantos que resistem a essa nova Idade Média, a do poder avassalador e predador da tecnologia em sua forma destrutiva quase que absoluta, mas com arsenais absolutos, transforma Honduras e a base militar dos EUA lá existente (escola para militares golpistas em toda a América Latina) em centro do terrorismo capitalista contra toda a América Latina.

Não é uma luta só de hondurenhos e perceber essa dimensão é de suma importância.

É literalmente aquela história de arrancar uma flor do jardim e depois o jardim inteiro.

Crianças, filhos de resistentes, estão sendo assassinados como forma de tentar intimidar os pais. Trabalhadores, camponeses.

A sanha sanguinária desse tipo de gente (por aqui existe aos montes, aglomeram-se no esquema FIESP/DASLU e com cúmplices militares, braços políticos como PSDB e DEM) ultrapassa a noção de sanidade.

Organizações internacionais de direitos humanos estão denunciando em todos os países da Europa e o governo da Espanha tem veiculado essas denúncias, o horror de todos os dias em Honduras.

A posição do governo brasileiro tem sido correta e não sofre, por essa correção, censuras de Washington. Sofre pressões diretas de embaixador, de secretária de Estado e declarações intempestivas e ofensivas do presidente terrorista da Cervejaria Casa Branca. Com a cumplicidade de grupos de militares e das elites econômicas.

Os discursos de Evo Morales e Hugo Chávez em Copenhague transcendem a questão ambiental (Obama ficou lá doze horas para fazer marketing, as tomadas para os noticiários fétidos à semelhança do JORNAL NACIONAL). Estendem-se à imperiosa necessidade de reagir para sobreviver, pois outro não é o objetivo, por exemplo, da CPI do MST entre nós. Encurralar a luta dos trabalhadores e camponeses.

Quando os dois presidentes, únicos a dialogarem com os milhares de cidadãos de todo o mundo, europeus principalmente, que foram à Dinamarca protestar contra os crimes dos donos, denunciaram a impotência de organismos como a ONU, estavam apenas mostrando a dura realidade de um mundo em conflito, de uma nova forma de guerra fria, coberta pelo sangue inocente de hondurenhos, palestinos, afegãos, somalis, trabalhadores de um modo geral.

Não há saída no aceitar esse horror que pode ser sintetizado em Honduras. Nem há saída na democracia como a vendem, pois o mundo tem um centro de atrocidades em Washington e um terrorista diferente de Bush. Sorri e vende a imagem de um novo mundo.

É o mesmo, só que as balas de urânio empobrecido que usam para assassinar resistentes, parecem ter sido coloridas para que as redes mundiais da mídia venal as exiba com o requinte da chamada tevê digital.

É barbárie pura.

Ou lutamos com Honduras, ou breve essas legiões de SS estarão marchando por nossas ruas.

De Laerte Braga

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

No final, todos eles são fascistas: Não houve diferença entre Custódio, Micheletti, Larach Canahuati, ou Flores Romeo Vasquez

Estive a ver um por um, os sinais de pesar pelo assassinato hediondo de Walter Trochez, ontem à noite, 13 de dezembro. Ela produz um enorme sentimento de raiva e impotência ao ver estes animais exibidos todos em sua bestialidade pessoas que lutam por uma vida melhor para todos.

Estou preocupado, mas mesmo ouvir Andres Pavon expressar algum grau de impotência. Andrew diz que ".. se alguém sabe o que mais podemos fazer para agradá-lo, informe o seu CODEH ..."," .. temos feito tudo o que tem estado disponível para nós ...". Isso deve ser chamada a reflectir sobre as medidas que tomamos para defender a vida dos nossos irmãos e seus próprios.

Nós todos sabemos o papel que todos os personagens do golpe fez no passado, por ação ou omissão, para silenciar as vozes de pueblo.Pueden colocar todos os nomes em uma caixa, agitá-lo e quando você toma o nome de qualquer um deles, encontramos um comprimento de registo criminal.

Não muito tempo atrás, nas ruas de Comayaguela, era um vendedor ambulante de óculos e outras coisas. Lutador Feminino obviamente pobres. Política de conversar com alguém, e disse-lhe, para não bater, qualquer coisa que não se fez o trabalho não comer. Eu interveio e perguntou se ele sabia de assassinatos políticos em Honduras, disse-me que estava bem, que aconteceu de ir de "desordeiros". Alguém disse, e se um dia você perder um irmão ou parente? Ele começou a gaguejar, agora, em seguida, ergueu a camisa e dizer, ameaçador, que é porque eu estou sempre presente queixo camisa. Um revólver.

Eu trago esta anedota a atenção de todos para poder visualizar o que está acontecendo. Não só estamos a matar, mas a mídia de oposição estão cumprindo um papel importante para eliminar qualquer sensibilidade para a questão entre os setores da população. Desta forma, intimidar os membros da resistência, e remover a solidariedade de quem não está com ninguém. Os cães latem para pessoas e gorilas é suprimida.

As palavras todas denotam muita incerteza. Acho que é hora de tomar decisões. Nós não podemos fazer o mesmo que em outras épocas de repressão. Buscamos o apoio de outros irmãos que desenvolveram métodos de segurança popular em todo o continente. É imperativo que vão além da denúncia, o que é valioso e deve ser permanente, e estrutura de uma maneira que torna as pessoas menos vulneráveis a resistência.

Camarada Walter Trochez, já tinha sido capturado. Ele tinha um antecedente, o recurso à reclamação e foi morto com menos de 72 horas depois. Isto está errado. Ela nos diz que estamos a fazer coisas erradas nesta área. Temos de nos precaver, tomar medidas. Não podemos confiar em uma Suprema Corte, liderada por covardes e fantoches corruptos. Como confiar em um promotor que liderou sem qualquer escrúpulo demoratico destruiu o sistema do país? Ou podemos confiar a nossa tranqüilidade para os cães, azul e verde oliva?

Aqui temos mais controle de tarefas, devemos organizar nossa própria segurança. Não podemos dar chance para a mentalidade de que já no passado voluntariamente participaram do massacre do povo. Não é aceitável que tenhamos mais casos como companheiro Trochez.

Por favor, faça alguma coisa além do que todo mundo tem sido capaz de contribuir para a luta, temos de dar muito, muito mais.

14/diciembre/2009

Ricardo Salgado

ASSASSINADO Militante de DH em Honduras

Walter Trochez, activista dos direitos humanos, e da comunidade GLBT, foi assassinado neste domingo. O crime acontecveu no centro de Tegucigalpa, num carro em movimento, que atirou nele. Walter foi levado ao hospital, onde morreu.

Na sexta-feira 04 de dezembro, Walter foi selvagemente agredido e desta vez conseguiu escapar de seus atacantes, que exigia a sua não participação na Frente de Resistência.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

EUA devem estar "frustrados" com Honduras, diz Amorim

Os EUA devem estar frustrados com os desdobramentos da crise em Honduras, disse nesta quinta-feira o chanceler Celso Amorim, após o governo de facto se recusar a permitir a saída do presidente deposto Manuel Zelaya do país, o que o ministro considerou "inaceitável".

"Deve ser uma frustração muito grande, acho eu, para os Estados Unidos, cuja diplomacia se envolveu até muito mais que a nossa", avaliou o ministro das Relações Exteriores durante o programa de rádio Bom Dia Ministro.

"Essa frustração advém do fato de você ter sido excessivamente tolerante com um governo golpista", apontou.

Na quarta-feira a saída de Zelaya do país, que desde setembro está abrigado na embaixada brasileira em Tegucigalpa, era dada como certa. Uma autoridade do governo do México chegou a afirmar que o país receberia o presidente deposto.

As negociações, no entanto, atingiram um impasse por conta do status que seria concedido pelo governo mexicano a Zelaya.

Enquanto o presidente deposto quer chegar ao país como "hóspede", o governo de facto exige que ele vá ao México como asilado político, o que o impediria de fazer campanha livremente pela sua volta ao país.

"Essa atitude, quase de querer humilhar o presidente Zelaya, não existe", disse Amorim. "Impor condições é uma coisa totalmente inaceitável", acrescentou.

"Nos interessa muito, sim, que o presidente Zelaya possa sair em segurança, que nossa embaixada não seja de maneira nenhuma atacada", disse Amorim.

O Brasil, que junto com os EUA, condenou o golpe de Estado de 28 de junho que derrubou Zelaya, tem sido crítico da posição norte-americana de reconhecer as eleições presidenciais realizadas em 29 de novembro e vencidas pelo candidato oposicionista Porfirio Lobo.

"Nós não temos nenhuma intenção de reconhecer essas eleições no curto prazo", reiterou Amorim.

O Brasil defendia o retorno de Zelaya à Presidência antes da realização das eleições presidenciais, o que não aconteceu. Após as eleições, o Congresso hondurenho votou contra o retorno do presidente deposto ao poder, que era parte de um acordo mediado por Washington entre Zelaya e o governo de facto que assumiu o país.

"É uma questão de saber até quando vai a paciência do mundo em relação a um governo que está violando constantemente as normas do direito internacional."

"A nossa meta principal é a democracia em Honduras. Infelizmente isso vai demorar a ocorrer porque o processo que foi negociado antes das eleições não foi positivo", afirmou.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Presidente Zelaya: "Minha presença aqui é forte e determinada"

"Não tenho nenhuma intenção de renunciar o meu mandato, ou deixar o processo que iniciei", disse o presidente Manuel Zelaya, hoje à noite na Rádio Globo, em relação à agitação causada pela especulação de que ele estava prestes a sair da embaixada brasileira, com um curso de passe que teria lhe dado o regime de facto.

Quase todas as transmissões extraordinárias da mídia corporativa relatava que o presidente iria viajar com a esposa e dois filhos, devido a um exílio que teria sido concedida pelo governo do México.

"Não posso aceitar asilo político em qualquer sociedade ... se os meus ossos permanecem na embaixada do Brasil ... que seja assim ...", disse Zelaya. Ele lembrou que foi eleito presidente constitucional do povo hondurenho, que deve "amor e fidelidade."

"Minha presença aqui é forte e determinada", afirmou.

Zelaya disse que, além disso, "não poderia deixar o meu país, sob o disfarce de um mortal, porque eu sou o presidente constitucional de Honduras e eu não posso sair dessa maneira."

O presidente sugeriu que o que está na base da informação é que ela tem transcendido a possibilidade de alcançar condições de deixar a embaixada para se encontrar com Porfirio Lobo, de facto, o sucessor do titular, e uma comissão de Honduras de "notáveis" para encontrar uma solução para a situação política criada pelo golpe.

Ele explicou que a reunião do grupo poderá ser realizada na República Dominicana, ou o México, e tem feito lobby para que a reunião ocorra.

Bem, como disse, é impossível de se fazer em Tegucigalpa com militares excessivos e vigilância policial continua a ser o regime de facto sobre a área da Embaixada do Brasil, onde permaneceu como um convidado. .

Zelaya anunciou que "está com negociações avançadas", ambos com alguns dos notáveis ", como com os presidentes dos países provável que ele mencionou que a reunião poderia acontecer.

No entanto, ele sustentou que não pode fornecer mais informação "até que tenham uma mais definida".

O presidente legítimo insistia na sua "permanente" trabalho para Honduras.

Zelaya confirmou, também para a Telesur interestadual não vai deixar a Embaixada do Brasil.

Mas ele disse que uma turnê internacional poderia tentar encontrar alternativas para fortalecer a democracia e os direitos civis em Honduras e na América Latina.

Telesur Zelaya disse que o acordo alcançado com o apoio internacional para superar o golpe foi frustrado porque "havia muitas cartas debaixo da mesa" e que os Estados Unidos (E.U.) mudou sua posição.

"Eles [os E.U.] dizer não, mas se alterou, o acordo [com os E.U.] foi para ir a eleições com a restauração da ordem democrática", reiterou.

O aumento mascarado soldados e policiais, e os gemidos das rondas nas imediações da Embaixada do Brasil, levou a um fluxo especulativo construída pelos meios de comunicação tradicionais, que garantiu que mesmo a presença de duas aeronaves com bandeira mexicana.

Segundo eles, os dois aviões pousaram no aeroporto de Tegucigalpa Toncontín enviadas pelo governo mexicano para mover o presidente e sua família.

O presidente encerrou a entrevista na Rádio Globo, tocando violão e cantando um pedaço da Bikin, canção folclórica mexicana após outra breve entrevista disse Cholusat do Sul, que foi seguido por O Globo em simultâneo.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O patrono do golpe (Estadus Unidos) reconhece a eleição



Mesmo com fatos, fotos e com os Ibero-países americanos declarada ilegítima como eleições, E.U.A. insiste:

O que você chama E.U. "Exercício pacífico? Wolf não vai aceitar a mediação nos assuntos internos de Honduras, mas E.U. ... trabalhar estreitamente com ele ... Claro, não poderíamos esperar o contrário. Colômbia e Panamá vai reconhecer o novo Governo de Honduras ... Arias chamadas para reconhecer as eleições em Honduras ... o mesmo do mesmo ... Quando você ler notícias como esta, quase podemos acreditar que o cinismo pode ser "exercido" com toda a impunidade ... Dê-nos a sua opinião sobre esta Tópico:

A U. S. Governo Hondurenhos elogios para o exercício pacífico "nas eleições

Washington, 30 de novembro (EFE) .- O governo E.U. elogiou hoje o povo hondurenho "para o exercício pacífico do seu direito democrático de eleger os seus líderes" nas eleições realizadas no domingo, e manifestaram a sua disponibilidade para cooperar com todos os hondurenhos .

E.U. Porfirio Lobo parabéns pela sua vitória e diz que vai trabalhar em estreita colaboração com
Wolf não aceita que ninguém entra em assuntos internos do país
Arias chamadas para reconhecer as eleições em Honduras
O processo eleitoral "começou há mais de um ano atrás, muito antes do golpe de 28 de junho", que depôs o presidente Manuel Zelaya, disse o porta-voz do Departamento, Ian Kelly, em um comunicado.

"O comparecimento às urnas parece ter ultrapassado o da última eleição presidencial", que "mostra que, aproveitando a oportunidade para falar, o povo hondurenho ter visto a eleição como uma parte importante da solução para a crise política no seu país" .

"Continuamos prontos a cooperar com todos os hondurenhos e incentivar os outros (governos) nas Américas para seguir o conjunto do povo hondurenho na marcha para a reconciliação nacional", disse o porta-voz.

De acordo com Kelly, "muito trabalho a ser feito para restaurar a ordem democrática e constitucional, em Honduras, mas (com as eleições), o povo deu um passo necessário e importante para a frente."

http://es.noticias.yahoo.com/9/20091130/twl-el-gobierno-de-ee-uu-elogia-a-los-ho-e1e34ad_2.html

Cúpula Ibero-Americana buscará um consenso sobre a inconstitucionalidade em Honduras





Patricia Rodes, legítimo representante de Honduras na Ibero-fórum americano, proclamou a ilegitimidade das eleições realizadas sob um regime de facto, sem observadores internacionais e com um notável nível de abstenção em protesto do povo hondurenho.

http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/62744/cumbre-iberoamericana-buscara-consenso-acerca-de-la-inconstitucionalidad-en-honduras/

Agressão no TRE de Honduras - Testemunho de uma Vítima

Abaixo, um testemunho vítima do golpe de Honduras. Desculpem a tradução. Procuro recorrer aos meios que tenho para a tradução e nem sempre conseguimos formar uma frase bem audível em português.


Meu nome é Laura Carlsen. Eu sou a pessoa que sofreu agressões no Hotel Marriott.

Sou da Venezuela e eu sou um jornalista da Al Jazeera. Este organismo internacional pediu-me para dar uma entrevista para saber minha opinião sobre as eleições em Honduras. Eu sou um cidadão E.U., residente do México. Trabalho analista político, diretor do Programa das Américas do Center for International Policy, uma organização não-governamental sediada em Washington, DC. Apenas por dizer eu acho que as eleições não resolvem a crise política em Honduras, e que uma proporção significativa da população não reconhece a validade das eleições antes de restaurar a ordem constitucional e que muitos países já disseram que não reconhecem esses eleições, algumas pessoas pularam em mim, como "observadores nacionais" e internacionais, aos gritos de "mentirosos", "estrangeiro", etc. Começamos a discutir, mas este grupo de pessoas me interrompeu, me empurrou, gritando insultos, dizendo que eu não tinha o direito de dizer - tudo isso está gravado.

Depois de um tempo eu comecei a sentir que estava em sério risco a minha segurança pessoal e tentou sair. O Supremo Tribunal Eleitoral de segurança escoltou-me, enquanto gritavam insultos e continuou. Eles foram muito agressivos, eles começaram a gritar "democracia" para lhes dizer que todos nós concordamos com a democracia e isso inclui o direito de ter opiniões diferentes.

Chegando no térreo, as pessoas de lá também gritaram insultos e começou-me para fora. Agora eu temo pela minha segurança por causa da atitude de intolerância e ao elevado número de casos de pessoas que me atacaram e as mentiras que estão surgindo em várias mídias. Parece que vários meios de comunicação social hondurenha removidas após o incidente e entrevistou várias pessoas, incluindo o ex-presidente Calderón Sol de El Salvador, ninguém me perguntou o meu nome ou minha versão dos acontecimentos, sem direito de resposta.

Eu pergunto, como pode observadores supostamente imparcial pode reagir com agressividade para uma visão muito diferente da sua? Se esta intolerância e agressividade é um sinal das coisas vir, acho que mais de reconciliação, esse processo leva a uma polarização perigosa marcada pela repressão de todos aqueles que discordam com o script para um novo começo depois do golpe Status de 28 de junho.

Obrigado por verificar a minha situação é realmente preocupante.


Laura Carlsen

MODELO DE HONDURAS

Collin Powell, há alguns anos atrás, mostrou uma pequena amostra de testes científicos afirmando que não havia evidência real de que o Iraque estava desenvolvendo armas de destruição em massa.

Ignorando o mandato da ONU, os Estados Unidos invadiram aquele país. Em vão a rejeição da maioria da comunidade internacional. Em vão os milhões de pessoas saíram às ruas gritando para a paz. Em vão o subseqüente demonstração de que a guerra tinha sido justificada com mentiras e interesses E.U..

O Iraque foi devastado. E.U. fugiu. Os alegados planos para reconstruir os bolsos dos grandes empreiteiros americanos. Milhões e milhões de dólares com os cidadãos de que a economia do país sanearnos apenas empresas como a Halliburton, onde os amigos de Bush e Cheney e Rumsfeld, os membros do seu governo e acionistas dessas empresas, que asseguram uma reforma bem sucedida.

E tudo isso aconteceu antes de o olhar espantado, indignado e impotente no planeta.

Há poucos meses, as redes negra norte-americana ajudou a tecer golpe em Honduras. A rápida resposta dos governos do continente e esmagadora rejeição civil incentivados a esperança. A OEA, com a aparente unidade e solvência, assumiu a liderança no que parecia ser uma demonstração dos novos ventos que correram na região. Ninguém pode agir impunemente nas últimas décadas, não houve mais invasões e metas, ingenuamente.

Mas o tempo passa eo desejo de estabilidade que promove a sobrevivência esgotados para os cidadãos desse país. Eles querem a paz a qualquer preço, porque, afinal, é um compadres "luta que viveu em Honduras eo que nós queremos é ir trabalhar para alimentar os nossos filhos, muitos hondurenhos e confessar Honduras.

O "científica" teste realizado em Honduras, não podemos ficar indiferentes, temos de permanecer vigilantes, para resistir.

Isto é usado para medir a força de choque. Inegavelmente, o avanço da sociedade latino-americana civil nos últimos anos, paralelamente à dignidade de muitos dos seus governos. Mas ainda está faltando. Estados Unidos precisavam ver que aconteceria se ele traz mais um golpe para a região. Apesar desta rejeição inicial, mostrou mais uma vez que os organismos internacionais como a ONU ou a OEA, não têm poder e autoridade para interromper a ação do império. Ele também destacou que a unidade dos nossos países, ainda é uma utopia no papel. Perigosamente, no teste de Honduras está a caminho de legitimidade, encorajar aqueles que já sabem.

O golpe que vem, certamente, não será um julgamento. Ajuda não está nas mãos de qualquer agência ou do governo, mas no nosso.

Por: Santiago Garcia Gago.
Jornalista de rádio
Equador

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Governo brasileiro avalia fechar embaixada em Honduras

O chanceler Celso Amorim afirmou hoje que avaliará a partir de agora se fecha a embaixada do Brasil em Honduras ou se manterá a representação em um nível mais reduzido. De toda forma, um novo embaixador não será enviado para representar o País diante do governo eleito.
"O certo é que não enviaremos um embaixador. Não temos como reconhecer a eleição. Se vamos fechar a embaixada, essa será uma decisão técnica que teremos de estudar", disse.

Na Europa, Amorim afirmou que estava mais interessado em saber o resultado do clássico espanhol Real Madrid e Barcelona, disputado hoje, que o das eleições em Honduras. O Brasil não reconhece as eleições no país centro-americano, mas o governo dá sinais de que busca um fim para a crise. "Estou mais interessado no resultado do Real Madrid. Essa eleição não é legítima, então não me interessa", ironizou o chanceler.

O ministro indicou que não haveria forma de o Brasil reconhecer o resultado do pleito. Mas deu sinais de dar um ponto final à crise. "Vamos desejar paz à Honduras", disse.
Amorim também insistiu que os programas que a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) mantinha como Honduras e que foram suspensos não serão retomados.
"Essa decisão é clara, infelizmente", disse. Amorim não disse quanto tempo mais Zelaya ficaria na embaixada do Brasil e afirmou que não saberia dizer quanto tempo mais o hondurenho precisaria da proteção brasileira.

Amorim ainda esclareceu que nunca usou o termo "hóspede" para classificar a situação de Zelaya. "Ele esteve lá para possibilitar o diálogo. Ele está lá sob nossa proteção", disse. Mais cedo, em uma conferência de imprensa em Genebra com outros ministros, Amorim não respondeu a uma pergunta da imprensa internacional sobre sua avaliação sobre as eleições. Apenas brincou, dizendo que deixaria a questão para ser respondida pela ministra do Comércio da Indonésia, que estava sentada ao seu lado

Um à Parte: msg pessoal trocada entre amigos/compas:
" A situação é simplesmente ridicula, especialmente a posição dos EUA que age com a mão esquerda e por tras como se ninguem estivese sabendo. Por enquanto, somos os latinoamericanos que estamos no ridículo. Mas muito vai ser debatido na cúpola Íbero-Americana. Tudo aponta para um impasse mesmo sobre a legitimidade de qualquer presidente. Essa é a questão de fundo que deve se resolvida. Mas aí há algo muito especial a ser considerado. ..." ( aguardemos).

ELEIÇÕES MOSTRAM FRACASSSO DO GOLPE EM HONDURAS

Foi essa a forma encontrada pelos golpistas hondurenhos para tentar “legitimar” a quartelada patrocinada pelos Estados Unidos e “democraticamente” convocar o povo de Honduras a votar nas eleições de domingo. Soldados armados, mascarados (para evitar serem identificados, muitos são agentes da CIA e do MOSSAD), disparando bombas de gás lacrimogêneo e pimenta contra manifestantes em San Pedro de Sula, norte do país e em vários outros pontos.

Líderes da oposição foram presos, caminhões com urnas e cédulas previamente marcadas foram incendiados quando descobertos por organizações internacionais de direitos humanos e observadores internacionais, só os favoráveis ao golpe.

Nas eleições presidenciais de 2006 (o eleito foi Manuel Zelaya) o comparecimento às urnas foi de 56% do eleitorado e mesmo assim contando quase um milhão de eleitores hondurenhos que moram nos Estados Unidos.

Neste pleito o não comparecimento foi de cerca de 70% dos eleitores inscritos em território de Honduras e não se tem idéia ainda do número de votantes no exterior. Vários movimentos estavam em campanha dentro do território dos EUA para o boicote às eleições. As primeiras notícias dão conta que em New York o número de votantes hondurenhos não passou de 700, exíguo diante do contingente eleitoral naquela cidade.

O governo dos EUA é um dos únicos (os outros são Colômbia, Peru e Canadá) que se dispõe a reconhecer o pleito como legítimo, mesmo considerando que houve um golpe de estado. É possível que o congresso do país dê sequência à farsa devolvendo o governo a Zelaya e assim “cumprir” o acordo/mentira firmado entre os golpistas e o presidente deposto. Zelaya já declarou que não reassumirá nessas condições, pois não vai legitimar o golpe.

Há denúncias de irregularidades e coação em vários departamentos. Prisões, ameaças, casos dos funcionários públicos intimados a votar sob pena de sanções e empregados de grandes empresas norte-americanas no país ameaçados de demissão.

Sindicatos e emissoras de rádio que se opõem ao golpe desde julho foram ocupados e muitas vezes as transmissões foram cortadas, no caso das rádios. Manifestantes que defendiam na rua o não comparecimento foram presos e encaminhados a quartéis do exército, ou da polícia militar.

O governo golpista de Roberto Michelleti não conseguiu alcançar seus objetivos de um comparecimento maciço às urnas a despeito das versões oficiais dentro do território hondurenho e das divulgadas pelas redes CNN e FOX dos Estados Unidos. A grande parte da mídia latino-americana têm seus noticiários pautados por essas duas grandes redes de notícias, caso da GLOBO no Brasil.

O primeiro-ministro da Espanha reiterou o anúncio que não vai reconhecer o novo governo por considerá-lo ilegítimo.

Brasil, Argentina, Venezuela, Uruguai, Paraguai, Equador, Bolívia, Nicarágua e Guatemala não vão também reconhecer o governo que resultar do pleito pelos mesmos motivos e El Salvador deve seguir esse caminho.

Países como o México, na prática colônias norte-americanas, devem reconhecer ainda que se mantenham em silêncio.

A contagem de votos está sendo realizada a portas fechadas e as listas de votação, que permitem a contagem do número de eleitores votantes não estão disponíveis para os veículos de comunicação. O governo golpista deve “completar” o número de eleitores que considera necessário para “legitimar” o pleito.

A determinação de cerrar as portas dos locais de votação partiu do tribunal superior eleitoral de Honduras, após reunião de alguns de seus integrantes com o presidente golpista Michelleti e chefes militares.

Todo o transcorrer do pleito foi monitorado pelo embaixador dos EUA tanto a partir do prédio da própria embaixada, como de adidos espalhados pelo país inteiro. A esses se acresce os militares da base em Tegucigalpa e agentes da CIA e MOSSAD especialmente enviados para esse fim, muitos deles, em território hondurenho desde o golpe.

O que se espera agora é uma declaração triunfalista do governo golpista como parte do plano de afastar qualquer possibilidade de retorno de Zelaya ou convocação de um referendo para decidir se os hondurenhos querem ou não uma nova constituição.

Com as declarações de Zelaya que não será fantoche na legitimação do golpe numa eleição que tem o caráter de farsa, o eixo da luta dos movimentos populares e de oposição passa a ser pela constituinte e novas eleições com participação do presidente deposto, ou seja, a refundação das instituições políticas no país.

Em países onde o novo governo pode ser reconhecido a impressão que deixam escapar é que as eleições não encerram a crise, há uma admissão clara que o pleito tem todas as características de uma gigantesca fraude e mais à frente o problema pode tomar um vulto maior.

O presidente constitucional do país Manuel Zelaya disse que os EUA defendem a democracia, mas praticam a tirania quando seus interesses são contrariados. Conclamou os hondurenhos a não aceitarem a fraude e a continuar a luta por Honduras livre e soberana.

O governo golpista deve divulgar alguns resultados na madrugada de domingo para segunda já reforçando a idéia que o país entrou na “legalidade.”

Todo o esforço dos golpistas e seus aliados norte-americanos agora vai se voltar para a mídia “aliada” difundir a idéia de ampla participação popular, de eleições limpas e democracia plena em Honduras.

O presidente Barack Obama deve anunciar que seu governo reconhece o “novo” governo hondurenho tão logo tenha os resultados públicos, numa tentativa de forçar aliados a tomar atitude idêntica.

As eleições deste domingo em Honduras lembram eleições dos velhos tempos dos ditadores centro-americanos, em que os resultados mostravam os tiranos como ungidos pelo povo de forma maciça.

No país, a despeito da votação ter se encerrado, dos votos estarem sendo contados, continuam protestos por todos os departamentos. A brutalidade de militares e policiais reflete o rancor contra o não comparecimento da maior parte dos eleitores inscritos. Camponeses e moradores de cidades menores são as grandes vítimas, pois fica mais fácil esconder a boçalidade.

Para amanhã já estão marcados e previstos atos de protesto por todo o país. O presidente Manuel Zelaya ainda não definiu seu futuro, sobre se fica na embaixada do Brasil ou se vem para o nosso País na condição de asilado político.

Em Honduras hoje caiu a máscara negra do governo branco de Barack Obama. Tem o mesmo tom ariano do de George Bush. Obama quer reconhecer o novo governo antes que Miriam Leitão o faça.

Atos terroristas contra a resistência Juticalpa






A 115 ª Brigada de Infantaria das Forças Armadas de Honduras em Juticalpa, fez várias rajadas de tiros dentro do batalhão, causando receios dos moradores desta cidade, localizada no leste de Honduras.

Moradores da área, informou que o incidente ocorreu sexta-feira entre seis e sete da noite e que o ruído forte alarmou os moradores, uma vez que o regime de facto está a promover um desarmamento geral.

Segundo Rafael Sarmiento, que é coordenador da Frente Nacional de Resistência contra o golpe de Estado na Juticalpa, este evento é uma ameaça para aqueles que se opõem ao regime ditatorial de Robert Micheletti e Romeo Vasquez Velasquez.

"A mensagem é clara, e aqueles que não reconhece a eleição, corremos o risco de perder a vida", disse Sarmiento disse em uma entrevista que ele deu para os representantes do movimento sindical na Dinamarca, chamado, "3F" e advogados da Comissão de Familiares de Desaparecidos em Honduras (COFADEH).

Os ataques e ameaças contra a integridade pessoal dos membros da resistência nessa região tem sido forte, como descrito por Sarmiento, que recentemente afirmou que seu pai era um ataque que ameaçava sua vida.

O evento teve lugar no dia 18 de novembro, quando Ulysses Gregorio Sarmiento estava na colônia onde Medardo Mejia foi abalroado por desconhecidos detonaram uma granada de lança tipo HK.

Ela disse que está em causa, Dayse Valdez ouvido uma forte explosão que desabou parte da estrutura de sua casa.

"Meu filho tinha apenas quatro anos quando o ataque aconteceu, mas um parente da criança milagrosamente salvo, mas a criança tem uma forte lesão na cabeça", descreveu Valdez, que diz que as investigações das autoridades competentes sobre este evento, estão paralisadas.

Este ataque terrorista contra a família Sarmiento é parte da atmosfera de ansiedade nos moradores de Juticalpa que se opõem ao regime de facto.

Ulisses é também líder da Frente de Resistência Sarmiento daquela cidade e depois da tentativa de assassinato, está tomando precauções extremas, como em Honduras ainda prevalece um estado de desamparo.

A atmosfera proselitismo Juticalpa City tem o apoio dos militares, que acompanham e ativistas políticos dos partidos tradicionais para realizar suas campanhas em diferentes áreas da cidade.

"Há uma clara perseguição activa para com os membros da resistência e, especialmente, para os colegas que estavam na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa. Andan veículos, motocicletas perseguindo o estado e desconhecidos. Rafael disse Sarmiento, que requerem medidas de protecção para as organizações de direitos humanos em Honduras.

domingo, 29 de novembro de 2009

A GRANDE MÍDIA MENTE

As redes norte-americanas de notícias CNN e FOX, braços do Departamento de Estado e da CIA, estão pautando as emissoras e redes de países do mundo inteiro onde o monopólio da informação está a serviço dos EUA. A CNN espanhola divulga que Honduras está em “festa” com as eleições presidenciais. Há poucos instantes outro veículo militar sofreu um “acidente”. Levava urnas e cédulas marcadas previamente. O militar que dirigia o caminhão morreu.

A ANISTIA INTERNACIONAL está pedindo investigações sobre um tiroteio entre militares, a notícia pode ser lida em
http://ultimosegund o.ig.com. br/mundo/ 2009/11/28/ anistia+internac ional+pede+ investigacao+ de+tiroteio+ militar+em+ honduras+ 9186097.html

A grande mídia ignora a notícia e o fato, para empresas como a CNN e a FOX que, no Brasil, pautam GLOBO, BANDEIRANTES e principais jornais e revistas, tudo é “festa.”

Neste momento militares hondurenhos sob comando de norte-americanos estão ocupando o Centro de Capacitación ECOSOL da Red de Economia Solidária COMAL, formada por pequenos produtores e organizações de mulheres e homens para o consumo coletivo e responsável, com o objetivo de buscar contribuir para o fortalecimento da economia comunitária. O centro tem formação católica e lideranças que se opõem à cúpula da Igreja no país, toda ao lado do golpe militar e da barbárie instalada no país. A operação está sendo comanda por um capitão/zumbi cujo nome ainda não foi possível apurar, mas será revelado em breve.

Para a CNN e a FOX e as redes espalhadas pelo mundo inteiro associadas ao poder imperial dos EUA, isso não é notícia, tudo é “festa”.

Pessoas estão sendo presas, espancadas, torturadas e encaminhadas a prisões militares.

INTIMIDAÇÃO

Patrulhas militares espalhadas por todas as cidades de Honduras estão intimidando jovens que protestam e advertindo a cidadãos que devem votar sob pena de sanções e perseguições futuras. O objetivo do comando militar dos EUA que governa Honduras através de Roberto Michelleti é alcançar um número expressivo de eleitores para tentar “legitimar” o golpe.

Residências de resistentes estão sendo invadidas sem ordem judicial. Os militares sob controle de consultores norte-americanos e agentes do MOSSAD de Israel ameaçam inclusive forjar flagrantes de tráfico de droga, prática comum de polícias latino-americanas em países cujos governos são títeres dos EUA. A droga em grande quantidade veio da Colômbia através do governo do narcotraficante e presidente daquele país Álvaro Uribe. As ligações de militares, políticos, empresários, latifundiários e banqueiros com o tráfico são públicas e notórias.

O que FOX e CNN chamam de “festa” é um regime de horror e terror imposto por militares golpistas, sem qualquer compromisso com Honduras e seu povo, mas tão somente com o soldo que chega de WASHINGTON.

Os resultados das eleições já estão definidos e os observadores internacionais independentes estão denunciando manipulação, pressões e intimidações, ao contrário dos “observadores” enviados pelos norte-americanos.

O PODER É DO POVO! ZELAYA É O PRESIDENTE!

RESISTIMOS À BRUTALIDADE MILITAR DOS EUA!

sábado, 28 de novembro de 2009

FRAUDE

As primeiras informações acerca do acidente envolvendo um caminhão militar que transportava urnas com cédulas para as eleições presidenciais de domingo, dia 29, na tentativa de legitimar o golpe norte-americano/ sionista em Honduras, dão conta que o caminhão foi incendiado por tropas do exército de Honduras diante da perspectiva inesperada de vistoria do referido caminhão por observadores internacionais de diversos países.

AS CÉDULAS TRANSPORTADAS NO CAMINHÃO E DESTINADAS A CIDADES DO INTERIOR DO PAÍS ESTAVAM PREVIAMENTE MARCADAS COM O NOME DO CANDIDATO GOVERNISTA PORFIRIO LOBO.

A decisão de explodir o caminhão através de um incêndio, mesmo matando soldados/zumbis do exército hondurenho partiu do comando golpista em Tegucigalpa, capital do país e cujo quartel general é a base militar dos EUA ali localizada. Um laudo emitido às pressas, logo após o acidente, por uma guarnição do Corpo de Bombeiros, definindo o incêndio a partir de uma pane no motor do caminhão tem o objetivo de encobrir os fatos e permitir que a mídia norte-americana continue em toda a América Latina controlada pelos EUA, ou onde o país tem braços (GLOBO, BANDEIRANTES, FOLHA DE SÃO PAULO, VEJA, ESTADO DE SÃO PAULO, ESTADO DE MINAS, RBS, e outros no Brasil) divulgando as versões oficiais dos golpistas e reforçando a posição dos EUA, do estado narco/terrorista da Colômbia, do Peru e da Costa Rica, de reconhecimento das eleições como fim do estado de golpe, mesmo que o poder não tenha sido devolvido a Zelaya, os acordos não tenham sido cumpridos e a ordem constitucional tenha sido violada.

Não reconhecem as eleições inclusive o governo da ESPANHA, além do BRASIL, EQUADOR, VENEZUELA, BOLÍVIA, PARAGUAI, NICARÁGUA, GUATEMALA, ARGENTINA e deve anunciar idêntica posição o governo de EL SALVADOR.

O PODER É DO POVO – ZELAYA É O PRESIDENTE

RESISTIMOS À BRUTALIDADE MILITAR DOS EUA

"Campanha para TODOS os movimentos sociais da AL: EU QUERO QUE MEU PAÍS saia da OEA"

HONDURAS – AMÉRICA LATINA LIVRE

Tirzo Tarriuz e Marco Fonseca, membros da RESISTÊNCIA DEMOCRÁTICA, estão desaparecidos desde a noite de sexta-feira, dia 27. Estavam hospedados no Hotel Caribe, na Costa Norte de Honduras.

Movimentos internacionais pelos direitos humanos começam a se mobilizar para evitar que, tal e qual tem acontecido sistematicamente desde o golpe de julho que depôs o presidente constitucional do país Manuel Zelaya, seja torturados e assassinados pelo regime golpista controlado pelos Estados Unidos.

As prisões em Honduras, às vésperas das eleições de cartas marcadas, para legitimar o golpes, estão sendo marcadas por intensa e violenta ação dos militares hondurenhos, agentes da CIA lotados na base norte-americana em Tegucigalpa e agentes israelenses do MOSSAD, muitos deles no cerco à embaixada do Brasil onde está o presidente Zelaya.

Um acidente com um caminhão militar que transportava urnas e cédulas já muitas delas preenchidas com o nome do candidato oficial, Porfírio Lobo, incendiou-se e morreram soldados que estavam no veículo.

A população está sendo coagida a comparecer amanhã aos locais de votação e as ameaças vão desde perda de emprego, prisões, confisco de bens e pequenas propriedades.

Em todo o país o regime de terror é coordenado a partir do comandante da base militar norte-americana na capital hondurenha, que é também o comandante em chefe das forças armadas do país, inteiramente subordinadas às políticas golpistas dos EUA e com militares ligados ao tráfico de drogas.

A base militar dos Estados Unidos em Honduras existe desde a formação de grupos no governo Reagan para lutar contra a revolução sandinista na Nicarágua e agora treina militares de todos os países latino-americanos com capital em Washington e sob comando do Pentágono para golpes preventivos, como o presidente Obama chama a derrubada ou tentativa de presidentes que contrariem interesses do seu país, mesmo que sejam eleitos pela vontade popular.

Brasil, Venezuela, Paraguai, Argentina, Equador, Bolívia, Nicarágua, Guatemala e Uruguai já anunciaram que não vão reconhecer as eleições em Honduras. Há todo um esforço do governo dos EUA para fazer parecer que se exerce a democracia ali.

É a mesma democracia da prisão de Guantánamo (que Obama disse que fecharia e mentiroso contumaz não fechou), ou dos crimes contra o povo afegão e o saque do petróleo iraquiano, além de ameaças ao Irã.

O poder imperial se espalhando pelo mundo.

O povo hondurenho resiste e continua a luta pela refundação do país sem norte-americanos, sem sionistas de Israel e pela vontade dos hondurenhos.

O PODER É DO POVO – ZELAYA É O PRESIDENTE

RESISTIMOS À BRUTALIDADE MILITAR E DOS EUA

TEM FUTURO A OEA?

A história da Organização dos Estados Americanos é cheio de traição, atos covardes, imorais e submissão abjeta. Tudo isso resultou em uma interminável cadeia de eventos que sempre acabava na extensão do sistema de injustiça que criou o império americano em nossa América Latina.

Como o império considerados mais importantes para dar alguma "legitimidade" a voz dos que consideraram seu quintal, as pessoas queriam organizar os lacaios estados em uma parceria para servir a interesses políticos e econômicos dos Estados Unidos. Yankee abortivo nascido no mesmo ano, que matou líder liberal colombiano Jorge Eliécer Gaitán, de 1948, desde então, tem uma guerra permanente na terra de Garcia Marquez.

Desde aquele momento fatídico OEA, serviu apenas para legitimar os ataques contra a regra de todos os seus países membros. Aprovou uma série de conspirações e concedeu o quadro legal para as invasões que ocorreram mais de 60 anos. Na sua política para Cuba durante muitos anos manteve a mesma posição Gringo Departamento de Estado, em clara violação das normas mais elementares do direito internacional. Até hoje não agiu contra a injustiça sendo realizado com a impunidade e contra a audácia dos cinco anti-heróis terroristas.

No século XXI Haiti ainda paga a inépcia ea hipocrisia da OEA e Honduras tem servido esta organização não tem significado para os seus membros e serve apenas os interesses da oligarquia e do império no continente. Em ambos os casos, apenas serviu como um tampão para o local e internacional, a opinião pública para a força dormente "da mídia, produzindo estagnação e confusão em uma comunidade internacional cada vez menos importante, cada vez mais decorativa.

Um par de meses atrás eu me perguntava se a OEA deve desaparecer para que os países democráticos da nossa América avançar com a história que tinha sido elaborado. Hoje eu não tenho nenhuma hesitação em dizer que esta organização deve deixar de existir e levar para o fortalecimento das associações regionais com menos interesse estratégico "e mais compromisso com a integração e promoção dos seus povos.

Países latino-americanos têm sido muito ingênuo, no caso de Honduras, ou talvez por causa de sua própria segurança tem sido cauteloso ao lidar internacionalmente como a sua posição sobre o golpe. Para os hondurenhos não ter servido qualquer sentença ou do Conselho Permanente chamado amplamente dominada pela intervenção dos ianques. Como você pode mesmo tornar-se agora ligado ao princípio do consenso, quando sabemos que ele sempre será quebrado por um único país.

Tudo em vão que contar mais com os governos democráticos, e decente no continente, o resultado foi o mesmo contra o povo hondurenho. A única maneira de reverter a regra em Honduras foi e continua a ser firme e resoluto governos soberanos, no sentido de desistir da OEA não se aplica se a 30 de junho de resolução que exige a restituição "imediatamente e libertação incondicional "do presidente Zelaya.

Com a regra não pode ser negociado a partir de posições macio, cada dúvida, cada pensamento que lhe dá a vantagem de atacar e ganhar lugares. O pensamento de estar no mesmo quarto com estes abutres treinados Pentágono eo Departamento de Estado significa a perda de alguma soberania ea independência de nossos povos.

Agora parece que em Honduras são realizadas eleições ilegal em todos os aspectos possíveis, um país militarizado, as detenções extrajudiciais, juízes e procuradores tendencioso, cego e embriagado com o poder, a aplicação geral e seletiva, um cerco de mídia está crescendo e as violações mais liberdades fundamentais dos seres humanos. Em suma o povo hondurenho está sendo abatidos, embora a igreja católica local diz que há países onde um grande número de mortes como no Afeganistão, "... em Honduras são polegadas, que não é nada ... "teria dito um assassino disfarçado como um padre, chamado Darwin Andino.

Dado este cenário, a OEA não posso comentar, o consenso está quebrado há quatro países que se opõem à declaração contra o processo eleitoral patrocinado pelos criminosos. Ironicamente, esses são justamente os países que ameaçam a paz na América Latina de hoje: os Estados Unidos, Panamá, Colômbia e Peru não. Nunca houve qualquer possibilidade de consenso, o pai do golpe é do Conselho Permanente, representada pelo agente Anselem SOUTHCOM. Esse consenso não seja possível ou nunca, sob quaisquer circunstâncias, para defender a democracia, que não condiz com o império e seus porcos defensores locais.

Se amanhã houver outro golpe, este corpo de vergonha vai agir da mesma maneira. Devemos aprender as lições da história. Sessenta anos é suficiente. Certamente, os governos Alba, Brasil, Argentina, Uruguai, CARICOM, Guatemala, El Salvador e Nicarágua estão ainda a tempo de defender a sua própria existência. O mesmo 2 de dezembro, dois dias após a aberração eleitoral é feita em Honduras, deve convocar uma reunião de emergência e que representam uma posição clara: ou corrigir a OEA em Honduras ou morre.

Diplomacia é complicado. Borra e fica entalado no meio dos movimentos mais hediondos, no escuro, por trás das pessoas. Se os governos do continente (e não falo de "marxista" Alan García, nem Uribe traficante paramilitares, nem incluir o Martinelli palhaço, talvez nem deve incluir a Obama Nobel da Paz pérfida e Arias) deseja dar algo de valioso para a sua pessoas que melhor ação que o lançamento deste abominação chamada OEA.

Em Honduras não puderam comparecer, mas ainda tem tempo para salvar seu povo. Promover a organizações de defesa regional são capazes de defender a democracia dos seus membros em novos ataques contra as novas democracias. Olhe para a rapidez na qualidade certa: ele está em ação no Paraguai, Venezuela, Guatemala, El Salvador, e, sobretudo, na Nicarágua.

Com essa mesma velocidade e determinação temos de agir. Não podemos permitir que a agressão contra a Nicarágua progride. É também possível que o governo do FMLN em El Salvador está em perigo iminente. Tudo isso agora busca em Honduras. Aviões militares voando diariamente entre aeroportos em Honduras, não só preparou o massacre do povo, ele faz alguns em grande escala. Não perca esta esquecido.

Presidente hondurenho é deixado com nenhuma escolha legítima, mas para esquecer a OEA como uma opção, deverá adoptar uma posição comum com seus pares latinos. Dentro Gostaria de saber se é hora de incentivar a tomar a mergulhar e continuar a desempenhar um papel de liderança na resistência da Frente Nacional e deixar para trás seu partido Liberal traiu ele, e mantém em condições desumanas por mais de dois meses.

Presidente Zelaya tem que entender que o caminho e apenas um, e não passar pela OEA. Este organismo é golpe pela história e por definição. José Miguel Insulza, o suficiente para enfrentar o ditador de Honduras como continuar a abusar cada vez que vem à mente. Existem forças, interesses que fazem deste homem um paradigma de indignidade.

Para os hondurenhos, temos que caminhar para a nossa liberdade, o custo que temos de pagar. É um clichê para a nossa ligação histórica com Morazan, Bolívar, Marti e Che. Esperamos que os povos irmãos e os seus governos fazem sua parte justa. Temos de terminar a etapa pela OEA.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Provado: Jonh McCain financiou o golpe em Honduras


O Instituto Republicano Internacional (IRI), considerado o braço internacional da U. S. Partido Republicano, e um dos quatro "grupos-chave" do National Endowment for Democracy (NED, National Endowment for Democracy), parece que ele sabia do golpe Estado de Honduras contra o presidente Manuel Zelaya meses de antecedência. IRI é bem conhecido por seu papel no golpe de abril de 2002 contra o presidente Hugo Chávez na Venezuela, e ao financiamento e consultoria estratégica previstas para as principais organizações envolvidas na derrubada do presidente Jean Bertrand Aristide do Haiti, em 2004. Em ambos os casos, o IRI financiado e / ou formação e aconselhou os partidos políticos e grupos envolvidos na derrubada violenta e antidemocrática dos presidentes constitucionais.

Após o golpe na Venezuela em abril de 2002, o então presidente da IRI, George Folsom, emitiu um comunicado em que saudou o golpe e declarou: "O Instituto tem servido como uma ponte entre os partidos políticos da nação e todos os os grupos da sociedade civil para ajudar os venezuelanos a construir um novo futuro democrático ... "Horas mais tarde, quando o golpe falhou e do povo venezuelano havia resgatado o seu presidente, que havia sido seqüestrado e preso em uma base militar, e também tinha restaurado a discussão constitucional, IRI lamentou a pressa com que saudou publicamente o golpe. Um dos seus principais financiadores, NED, IRI estava furioso que revelou publicamente o governo E.U. para financiar os líderes do golpe na Venezuela. O presidente da NED, Carl Gershman, ficou tão irritado com a gafe do IRI, que enviou uma carta ao Folsom, punição e dizendo: "Através de seus aplausos para um blow-by, sem reservas," Você coloca IRI para a sensibilidade política interna da Venezuela. "Gershman teria preferido que o papel do NED e do IRI para fomentar o golpe contra o presidente Chávez havia sido mantido em segredo.

O senador John McCain é o presidente do IRI, que foi criada em 1983 como parte da missão da NED para "promover a democracia no mundo", um comando do presidente Ronald Reagan. De fato, um dos fundadores da NED, Allen Weinstein, explicou que desta forma, em uma entrevista com o Washington Post, em 1991: "Muito do que fazemos hoje era antes da CIA há 25 anos, a porta de trás. " A história do IRI, de acordo com seu site, (www.iri.org) também explica que seu trabalho era inicialmente na América Latina durante o período em que a administração Reagan estava sob pressão do S. U. Congresso para financiar os grupos paramilitares e esquadrões da morte na América Central e do Sul para instalar regimes subservientes aos interesses E.U. e neutralizar os movimentos de esquerda. "O Congresso responderam ao apelo do presidente Reagan em 1983, quando ele criou o National Endowment for Democracy (NED) para apoiar os democratas emergentes no mundo. Criou quatro não-institutos de lucros a realizar este trabalho: IRI, o Instituto Nacional Democrático para Assuntos Internacionais (NDI), Center for International Private Enterprise (CIPE) e centro americano para o Trabalho de Solidariedade (ACILS). "

"No começo, o IRI foi focada em plantar as sementes da democracia na América Latina. Desde o fim da Guerra Fria, o IRI expandiu seu alcance para apoiar a democracia ea liberdade ao redor do globo. O IRI realizou programas em mais de 100 nações. "

Em princípio, o IRI, além de outros grupos-chave NED financiou organizações na Nicarágua para promover a desestabilização do governo sandinista. O jornalista Jeremy Bigwood disse que parte desse papel em seu artigo, "No Strings Attached?" (Http: / / www.inthesetimes.com/main/article/3697/): "Quando a retórica da democracia é posta de lado, NED é uma ferramenta especializada para penetrar a sociedade civil em outros países, para a base "para alcançar os objectivos da política externa E.U., escreve o professor William Robinson, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, em seu livro, Um Fausto barganha. Robinson foi na Nicarágua durante os anos oitenta e testemunhou como o NED tem trabalhado com a oposição nicaragüense, apoiado pelos Estados Unidos para derrubar os sandinistas nas eleições de 1990. "

A evidência do papel do IRI no golpe de 2002 na Venezuela tem sido amplamente documentado e pesquisado. A evidência de tal participação, que continua a este dia como os trabalhos do IRI, o seu financiamento, aconselhamento estratégico e formação de partidos e grupos políticos na Venezuela, estão disponíveis por meio de documentos obtidos pela Lei sobre Acesso à Informação E.U.A. (FOIA, por sua sigla em Inglês) neste site: http://venezuelafoia.info/iri.html, e também no meu livro, O Código Chávez: Cracking U. S. intervenção na Venezuela (Monte Ávila Editores, 2006). Nenhuma das provas relativas ao papel do IRI na incentivando e apoiando o golpe de abril 2002 na Venezuela, e apoio continuado à oposição venezuelana tem sido negado pelo instituto, principalmente porque todas as provas já vem da documentação interna IRI e da NED, obtidos ao abrigo da FOIA.

Então, quando o golpe ocorreu em Honduras contra o presidente democraticamente eleito, Manuel Zelaya, tinha pouca dúvida os passos E.U.. O nome do IRI apareceu como beneficiário de um fundo de $ 700.000 em 2008 e 2009, programas para promover a boa governação nos países da América Central, incluindo as Honduras. Outro fundo de $ 550.000 para trabalhar com "think tanks" e "lobistas" em Honduras, a influência dos partidos políticos, também foi premiada pelo NED para IRI em 2008-2009, detalhando que o IRI "apoiar iniciativas para implementar as posições de política durante as campanhas de 2009. O IRI porá ênfase especial em Honduras, país com as eleições presidenciais e legislativas em novembro de 2009. "Esta é uma clara interferência na política interna de Honduras.

A Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID), também fornece a Honduras cerca de 49 milhões de dólares por ano, a maioria dos quais são direcionados a programas que "promover a democracia". A maioria dos beneficiários de tais auxílios em Honduras, que assume a forma de financiamento, treinamento, recursos, aconselhamento estratégico, assessoria de comunicação, o fortalecimento dos partidos políticos e organizações de treinamento de liderança está diretamente ligada ao golpe, como o Conselho Nacional Anti-Corrupção, o arcebispo de Tegucigalpa, o Conselho Hondurenho da Empresa Privada (COHEP), o Conselho de Reitores das Universidades, a Confederação de Trabalhadores de Honduras (CTH), o Fórum de Convergência Nacional, a Federação Nacional de Comércio e Indústria Honduras (FEDECAMARA), a Associação de Mídia (CMA), o grupo Paz e Democracia, eo grupo de alunos, a Geração X Change. Essas organizações são parte de uma coalizão chamada "Civic União Democrática de Honduras, que tem apoiado publicamente o golpe contra o presidente Zelaya.

O secretário de imprensa do IRI, Lisa Gates, respondeu às alegações do IRI e seu financiamento ou apoio (que inclui também o não-apoio financeiro, tais como formação, aconselhamento e recursos) para os grupos envolvidos no golpe de Honduras dizem que são ", relata falso ". No entanto, existem vários links interessantes entre a organização republicana e ao golpe violento contra o presidente Zelaya, que indicam o envolvimento do Instituto, além dos acima mencionados milhões de dólares que investiram este ano, em Honduras. Além de sua presença em Honduras como parte da "boa governação" e "influência política", o diretor regional do Programa na América Latina e Caribe do IRI, Alex Sutton, tem estado profundamente envolvido com várias organizações da região que têm apoiado o golpe de Estado em Honduras. Sutton participou como convidado especial em uma conferência recente na Venezuela, CEDICE organização patrocinada pelo Centro para a Divulgação do Conhecimento Econômico, que é financiada pela NED e da USAID. CEDICE diretor, Rocio Guijarro, foi um dos principais executores do golpe de 2002 contra o presidente Hugo Chávez e ela pessoalmente assinou um decreto que instalou a ditadura no país que, felizmente, foi derrotado pelo levantamento e força o povo. Conferência da Venezuela, que contou com a presença Sutton, durante o 28 de maio e 29, foi organizado pela direita várias ala líderes latino-americanos, incluindo o ex-presidente boliviano Jorge Quiroga, que pediu a derrubada do presidente Evo Morales em várias ocasiões , o peruano Mario Vargas Llosa e seu filho Alvaro, que já apoiou publicamente o golpe contra o presidente Zelaya, de Honduras, e muitos líderes da oposição venezuelana, a maioria dos quais são conhecidos por seu papel no golpe de abril de 2002 e vários ataques contra a democracia desde então. A maioria dos presentes na conferência CEDICE maio 2009 ter manifestado publicamente o seu apoio ao golpe de Estado contra o presidente Zelaya.

Mas a evidência mais convincente que liga o IRI com o golpe em Honduras, é um clip de vídeo disponível no site do instituto, http://www.iri.org/multimedia.asp. O clip ou podcast inclui uma apresentação de slides por Susan Zelaya-Fenner, assistente do programa do IRI, 20 de março de 2009, explicando os programas de "boa governança" em Honduras. Curiosamente, no início da apresentação, Zelaya-Fenner explica o que ela considera "um par de fatos interessantes sobre Honduras. Esses fatos "incluem, de acordo com ela, que" Honduras é em grande parte esquecido em uma região muito pequena. Honduras tem tido mais golpes de Estado militares do que anos de independência, disse. No entanto, paradoxalmente, nos últimos tempos tem sido considerado o país de um "pilar da estabilidade" na região, para chamá-lo o USS " Honduras ", porque ela conseguiu evitar todas as crises enfrentadas por seus vizinhos durante as guerras civis na década de oitenta."

É importante esclarecer que quando Zelaya-Fenner refere-se ao USS " Honduras "e" sorte "de ter" impedido todos os seus vizinhos crises passadas durante as guerras civis dos anos oitenta ", é porque o governo E.U., a CIA eo Pentágono Honduras usado como uma cabeça de ponte para ataques contra Honduras vizinhos. Em seguida, a U. S. embaixador John Negroponte, juntamente com o coronel Oliver North, treinados, financiados e missões programadas e esquadrões da morte paramilitares que assassinaram, torturaram, perseguiram, eles desaparecem e neutralizou dezenas de milhares de camponeses e "esquerdistas" em Nicarágua, El Salvador, Guatemala e Honduras.

Zelaya-Fenner continuou: "Então, Honduras tem-se mantido estável há pouco tempo, e sempre foi pobre, o que significa que está sob o radar e receber pouca atenção. O actual presidente, Manuel Zelaya e seus veludos, esquerdistas na América Latina, tem causado bastante uma desestabilização política do país. Zelaya é um seguidor de Hugo Chávez ea revolução social de Hugo Chávez. Ele passou grande parte de sua administração a tentar convencer o povo hondurenho, muito prático e centrista povo, que o caminho da Venezuela é o caminho a tomar. Tendências esquerdistas Zelaya de intensificar os problemas existentes. Corrupção é pior do que nunca, o crime aumentou mais do que nunca. O tráfico de drogas ea violência estão a atravessar a fronteira do México. E há um sentimento real no país que há uma desestabilização, que é novo na história de Honduras. Pensava-se que os golpes eram três décadas atrás, até agora (risos e risos da platéia), mais uma vez. "

Você realmente disse isso? Sim, e você pode ouvir (em Inglês) no seu podcast. É uma coincidência que o golpe contra o presidente Zelaya surge três meses após essa apresentação? Funcionários do Departamento de Estado admitiu que sabia que o golpe estava em curso há vários meses. O subsecretário de Estado Thomas Shannon foi em Honduras, na semana antes do golpe, supostamente para negociar uma saída alternativa para explodir. Mas Washington continuou a financiar, através do NED e da USAID, os mesmos grupos, partidos e setores militares envolvidos no planejamento e execução do golpe. É um fato público que Washington ficou descontente com o presidente Zelaya alianças na região, especialmente em países como Venezuela, Cuba e Nicarágua. E é do conhecimento público que o presidente Zelaya estava em processo de eliminar a presença E.U. militar da base militar em Soto Cano (Palmerola) e um fundo dos países da Alba (Bolívia, Cuba, Equador, República Dominicana, Honduras base, Nicarágua, São Vicente, Antigua e Barbados e Venezuela) se tornaria o Pentágono em um aeroporto internacional.

Em sua apresentação, Zelaya-Fenner explica a importância estratégica de Honduras, Honduras Por que importa? Muitas pessoas perguntam, até mesmo os especialistas e historiadores hondurenhos. Alguns argumentam que isso não importa muito, e em termos globais, é difícil combater essa visão. No entanto, o país tem uma importância estratégica para a estabilidade regional, e este é um ano de eleições em Honduras. É um momento estratégico e temos de apoiar os democratas em um momento em que a democracia está sob ataque na região. "

Não há dúvida de que o golpe contra o presidente Zelaya é um esforço para minar os governos regionais, que estão implementando modelos alternativos de capitalismo, desafiando noções americano da democracia representativa como "o melhor modelo". Países como Venezuela, Bolívia e Equador estão construindo modelos de sucesso, baseado na democracia participativa, garantindo a justiça econômica e prosperidade social e prioridade sobre economia de mercado social coletivo. Estes são os países, agora junto com Honduras, que foram vítimas de intervencionismo do NED, USAID, IRI e outros organismos em Washington, que querem derrubar suas democracias emergentes.