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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Vereador de Paulo Afonso-BA preso por golpe contra o INSS

O Ministério Público Federal (MPF) em Paulo Afonso (BA) denunciou, na última segunda-feira, 11, o vereador Paulo Sérgio(PP) e mais seis pessoas por participação em um esquema de venda de benefícios previdenciários no INSS do município de Paulo Afonso. O esquema foi desmontado pela Operação Benevício, deflagrada no início de dezembro do ano passado com o objetivo de desarticular a quadrilha formada por servidores do INSS no município, vereadores, agenciadores e captadores de beneficiários, responsáveis por um prejuízo de dezenas de milhões de reais à Previdência e aos cidadãos. Os sete denunciados vão responder por crimes que variam de corrupção (ativa e passiva) e formação de quadrilha.
Revogação da prisão
Na terça-feira, 12, um dia após o MPF ter apresentado denúncia contra o réu, Vereador Paulo Sérgio(PP), por participação em um esquema de venda de benefícios previdenciários no INSS do município de Paulo Afonso, o Juiz Federal, Dr. Fábio Ramiro, negou o pedido de revogação da prisão preventiva do réu, solicitado pelos seus advogados.
Habeas Corpus

Na opinião de alguns advogados passadas ao PANotícias, depois de ser denunciado pelo MPF no dia 11/01 diminuíram as possibilidades do vereador Paulo Sérgio (PP) ganhar liberdade através do pedido de Habeas Corpus que os seus advogados apresentaram no Supremo em Brasília em dezembro do ano passado. Segundo os advogados, é pouco provável que a liminar do Habeas Corpus seja dada pelo Supremo autorizando que o réu Paulo Sérgio responda o processo em liberdade.

Para os advogados que conversaram com a reportagem do PANotícias, são vários os agravantes que podem dificultar que o Vereador Paulo Sérgio tenha seu pedido de Habeas Corpus aceito pelo juiz no Supremo em Brasília. Na denúncia do último dia 11, o MPF pediu a condenação de Paulo Sérgio por conta da existência de fortes indícios de que estivesse envolvido, a princípio, nas práticas dos crimes de corrupção (ativa e passiva), formação de quadrilha, estelionato qualificado (praticado em detrimento de entidade de direito público), lavagem de capitais e que seja um dos chefes da quadrilha. Sendo assim, é possível que o juiz em Brasília entenda que há motivos suficientes para manter preso o réu e não autorize sua liberdade.

Pena

A pena por corrupção pode variar de dois a doze anos de prisão e pagamento de multa. Já a pena por formação de quadrilha é de reclusão de um a três anos.

Histórico

As prisões, buscas e apreensões relativas à Operação Benevício foram realizadas nos municípios de Paulo Afonso, Jeremoabo, Coronel João Sá, Chorochó, Glória e Macururé, na Bahia, Gramado, no Rio Grande do Sul, e Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe.
De acordo com as escutas telefônicas e o trabalho realizado pela PF, a atuação da quadrilha envolvia o “comércio” de benefícios previdenciários por meio da atuação de servidores lotados na agência da Previdência Social de Paulo Afonso, que solicitavam e aceitavam vantagem indevida para interferir no curso dos processos de concessão. Ao final, o resultado obtido era repartido entre os integrantes do esquema: os servidores e o captadores ou agenciadores de potenciais “clientes”.

Mesmo fazendo jus ao benefício, muitos usuários da Previdência, para ter seu pleito deferido, eram obrigados a deixar para os membros da quadrilha uma parte da quantia recebida. Muitas vezes, o beneficiário nem mesmo sabia o valor exato que tinha a receber e que não havia necessidade de utilizar os serviços dos despachantes. Nos casos de aposentadorias rurais em que os particulares não faziam jus ao benefício ou não possuíam os documentos suficientes para a comprovação, os intermediários, orientados pelos servidores do INSS, falsificavam os documentos a fim de que o benefício fosse implementado. Nas apurações, foi possível verificar que os agenciadores possuíam uma vasta rede de contatos, inclusive com gerentes de banco e presidentes de sindicatos rurais da região, a fim de aliciar possíveis beneficiários.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Ambientalista é espancado e morto no Pará

Pierre Edward Jauffret, biólogo francês que defendia a preservação da Amazônia, morreu na última segunda-feira em decorrência de agressões sofridas em sua casa, em Santo Antônio do Tauá, a 65 km de Belém (PA). Há 15 dias, Jauffret, 72, sofreu traumatismo craniano, provocado por golpes na cabeça. As informações são da Folha Online.
O biólogo foi encontrado ainda com vida por um de seus filhos, na porta de sua casa, que fica dentro de uma Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN) de 25 hectares, da qual era o dono. Nascido em Toulon, ele chegou ao Brasil em 1963 e era especializado no estudo de borboletas da região, das quais tinha uma coleção científica.

Segundo o filho do ambientalista, Jacques Jauffret, que também é biólogo, ele e seu pai vinham sofrendo ameaças de morte há mais de um ano, por conta de suas tentativas de evitar o desmatamento e a degradação ambiental na área. A família cita dois conflitos recentes que podem ter originado o crime. O primeiro foi uma discussão para que um lixão municipal localizado a apenas 300 metros da reserva- o que é proibido por lei- fosse retirado dali. Há cerca de um ano, o local foi limpo. Jauffret também denunciou ao Ministério Público a ação de trabalhadores sem-terra que invadiram uma fazenda vizinha à reserva, desmatando quase toda a área.

Foi aberto inquérito para investigar as agressões sofridas pelo biólogo. Até agora, a polícia civil trabalha com a hipótese aventada por testemunhas de que o francês foi morto por homens que haviam feito uma festa em local próximo à reserva. O motivo do crime seria uma discussão entre os suspeitos e o ambientalista depois de aqueles terem insistido em urinar dentro da RPPN. A família considera que essa possibilidade serve para acobertar as causas reais da agressão. E afirma também que uma das testemunhas da suposta discussão havia ameaçado matar Jauffret alguns dias antes, depois que o francês a acusou de poluição sonora.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

ASSASSINADO Militante de DH em Honduras

Walter Trochez, activista dos direitos humanos, e da comunidade GLBT, foi assassinado neste domingo. O crime acontecveu no centro de Tegucigalpa, num carro em movimento, que atirou nele. Walter foi levado ao hospital, onde morreu.

Na sexta-feira 04 de dezembro, Walter foi selvagemente agredido e desta vez conseguiu escapar de seus atacantes, que exigia a sua não participação na Frente de Resistência.

domingo, 13 de dezembro de 2009

O primeiro punido



Do companheiro Rubem Fonseca Filho

Quarta feira, ato contra a corrupção.

Logo de manhã, minha família e eu, indignados e revoltados contra o maior escândalo político de toda a história do Distrito Federal, nos preparamos para pacificamente protestar contra o “suposto” roubo de dinheiro do povo. Fizemos cartazes e fomos todos à Praça do Buriti. Lá escutávamos dos oradores que organizaram o ato:

– O governador, as secretarias de governo, a Câmara Legislativa, o Tribunal de Justiça do DF, o Tribunal de Contas do DF, toda a esfera de poder do DF está dominada e contaminada pela corrupção.

Enquanto os discursos terminavam, todos os jovens, boa parte dos sindica listas e cidadãos, abandonaram os oradores e decidiram paralisar o trânsito. Distribuíam panfletos e adesivos para os carros quando centenas de policiais, depois de muito empurra-empurra, reabriram o trânsito.



Os manifestantes correram para o outro lado da pista e paralisaram novamente o trânsito. Aí foi a hora de a cavalaria intervir. Em posição de ataque, foram para cima dos que faziam o protesto, pisoteando e ferindo muitas pessoas. Em seguida vieram os policiais do Bope, lançando estrondosas bombas de gás lacrimogêneo e partindo para cima dos manifestantes, distribuindo fartamente cacetadas e chutes. A massa ali presente se dispersou pelo canteiro central.

Reuni minha família e disse:

– A corrupção ganhou a guerra contra os desarmados. Vamos embora.

Estávamos voltando para pegar o carro quando o meu filho mais velho, José Ricardo, se aproximou de um aglomerado de umas 10 pessoas, que questionavam os comandantes da operaçã o. Perguntavam o porquê de tanta violência e, em específico, estavam revoltadas com o pisoteio de uma mulher pela cavalaria. José Ricardo se manifestou:

— Ato covarde.

Um policial militar ensandecido voou para cima de José rasgando-lhe a camisa e esmurrando-o. Detalhe: o PM ensandecido é o coronel Silva Filho, comandante responsável pela tranquilidade durante o ato. Imobilizaram, algemaram e entregaram José a uma dúzia de policiais do Bope. A partir daí os atos de brutalidade, selvageria e humilhação se sucederam: socos, tapas, chutes, cacetadas, até ser jogado violentamente no camburão. Enquanto cidadãos e jornalistas filmavam a cena, policiais do Bope atiraram nos pés dos cinegrafistas para impedir o registro do covarde espancamento (vejam vídeo: http://vimeo. com/8087713) . Já no camburão José escutou pelo rádio do carro da PM que o motorista era o sargento Cássio. José perguntou:

— Por que estou preso? Não agredi ninguém, não sou bandido, não sou corrupto.

Cássio:

— Cala a boca, moleque! Se eu te encontrar algum dia por aí, eu te assassino.

Com este episódio ficou bastante claro para mim que, no exercício de 24 anos de democracia, não conseguimos minimamente mudar a cultura da arbitrariedade, da brutalidade e da violência da nossa polícia. Uma cultura consolidada nos 21 anos de ditadura militar. É um sentimento altamente frustrante e desanimador.

Fomos informados que José tinha sido levado para a 2ªDP (Asa Norte) e fomos para lá. Como ali não estava, fomos para a 5ªDP (Setor Central), onde um policial civil consultou todas as delegacias e nada do meu filho. Entramos em pânico e acionamos senadores, deputados, instituições dos direitos humanos. José foi detido em torno das 13h e só apareceu na 5ª DP às 16h15. Ficou esse tempo todo algemado dentro de um camburão que fazia pequenos deslocamentos, sem água e sem alimento.

FOTO - ONTEM - DITADURA DO AI5



Segue relato de HOJE (DE AI5?)
Encontrei meu filho dentro da delegacia, sem camisa e com dores. Com escoriações no pescoço, nas costas, nos braços e com dores na costela e na boca do estômago, devido aos socos sofridos. Mas ele estava de cabeça erguida e altivo. Relatou todos estes fatos em seu depoimento e olhou de frente e nos olhos de seus algozes, que estavam também na delegacia. Ao anoitecer saímos da 5ªDP e fomos para o IML e depois ao tribunal que julgaria as representações que José fez contra a violência que sofreu por parte da PM do Distrito Federal. Na representação foram anexados vídeos, fotos e depoimentos de várias testemunhas que presenciaram a brutalidade contra ele. Em torno da meia-noite o juiz entendeu que havia necessidade de ouvir melhor os policiais, pois seus depoimentos estavam muito sucintos, e determinou o retorno do processo à 5ª DP.

José Ricardo foi punido. Foi agredido violentamente e só depois foi dada a ordem de prisão. Aplicaram uma pena (ou tortura?) a ele: prisão em um camburão, abafado e quente, por mais de três horas. Ameaçaram-no de morte.

De todo o megaescândalo da corrupção no DF, só comparável ao “Fora Collor”, já temos o primeiro punido. Vamos aguardar com muita ansiedade o próximo a ser punido.

Rubem Fonseca Filho, pai de José Ricardo Fonseca

Fonte: Correio Braziliense - 12/12/2009







DEMOCRACIA Sem Terra - Manifestação SP - Brasilia ( FORA ARRUDA)

Era Pós Ditadura(?)


NUNCA BAIXAMOS A CABEÇA. SEMPRE HAVEREMOS DE RESISTIR, POIS LUTAMOS POR UM MUNDO MELHOR.
NAQUELE DIA FOI ZÉ RICARDO. SE NÃO REAGIRMOS, AMANHÃ SERÃO OUTROS. SOMOS MUITOS. SOMOS A MULTIDÃO. O PODER SOMOS NÓS. VAMOS GRITAR BEM ALTO: O PODER SOMOS NÓS, A MULTIDÃO.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Alagoas: petista assassinado e radialista abatido a tiros



Foi assassinado o presidente do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores em Campo Alegre (AL), Genildo Correia Soares, no domingo (29/11). As características do assassinato apontam para mais um dos rotineiros crimes de mando que acontecem em Alagoas. O assassino que abateu Renildo com tiros de pistola ponto 40 chegou à cidade num Palio, identificou a vítima, aproximou-se desta, disparou vários tiros à queima roupa e fugiu do local do crime no veículo de placa fria.

Genildo do PT, como era conhecido, havia denunciado dois vereadores que, nas eleições do ano passado, haviam utilizado a ambulância do município para transportar cimento, que provavelmente seria utilizado como moeda de compra de voto.

O ex-superintendente da Polícia Federal em Alagoas, delegado Pinto de Luna, pré-candidato ao Senado pelo PT, está empenhado na apuração do crime.

Em dezembro de 2007, Pinto de Luna comandou a Operação Taturana. Esta operação conjunta da PF com a Receita Federal foi deflagrada com o cumprimento de 85 mandados de busca e apreensão e 40 mandados de prisão. Entre os detidos e levados para a carceragem da PF estava um ex-governador. A Operação Taturana, que visou desbaratar uma quadrilha de deputados estaduais envolvidos no roubo de R$ 300 milhões dos cofres públicos, culminou com o afastamento de deputados estaduais de seus cargos, os quais o STF mandou de volta à Assembleia, onde se encontram acomodados em suas confortáveis poltronas e entocados nos gabinetes refrigerados, cuidando para que não venham a ser condenados pelo que ainda são acusados.

Os deputados e seus cúmplices foram denunciados por estelionato, formação de quadrilha, crime contra o sistema financeiro, peculato e lavagem de dinheiro.



Modus Operandi da quadrilha:

1º - Os deputados se apropriavam da verba de pessoal do gabinete, mediante o depósito dos valores em conta corrente de "laranjas".

2º - Contraiam, pelos bancos conveniados, empréstimos consignados em nome de falsos servidores, ou servidores sem condição financeira, sendo os valores destinados aos deputados por meio de "laranjas".

3º - Obtenção de empréstimos em consignação pelos próprios deputados, de valores muito elevados, com as parcelas descontadas diretamente da verba de gabinete, nada a ver com as suas remunerações do cargo; o pagamento das prestações eram feitos com as verbas de gabinete, os empréstimos eram muito altos, não havia como levantá-los utilizando a remuneração do deputado.

4º - Comprovação da verba de custeio dos gabinetes com utilização de notas fiscais frias.

5º - Restituições do Imposto de Renda fraudulentas, mediante a inclusão de falsos servidores e a inserção de dados manipulados na declaração de imposto retido na fonte.

Veja essa nota no G1, em 13/07/09:

STF devolve mandato a sete deputados em Alagoas


Parlamentares foram afastados por suspeita de desvios na assembleia.

Ao menos 15 dos 27 deputados da atual legislatura foram indiciados.

Sete deputados estaduais alagoanos afastados do mandato por suspeita de corrupção e investigados pela Operação Taturana devem reassumir nesta terça-feira (14) seus cargos na Assembleia Legislativa de Alagoas. Eles foram beneficiados por uma decisão do ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), publicada nesta segunda (13) no Diário Oficial da União.

Antes de viajar para Rússia, Mendes deixou assinada, com data de 6 de julho, a SL-297 (suspensão de liminar), que suspendeu a segunda liminar do juiz Gustavo Souza Lima e devolveu os mandatos aos deputados afastados.

Com isso, serão reconduzidos aos cargos os deputados afastados: Antonio Albuquerque (sem partido), Cícero Ferro (PMN), Marcos Ferreira (PMN), João Beltrão (PMN) Nelito Gomes de Barros (PMN), Dudu Albuquerque (PSB) e Isnaldo Bulhões Junior (PMN).

Terça feira passada (01/12) no plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas, os dois deputados petistas Judson Cabral e Paulão cobraram agilidade do governo do Estado nas investigações que possam levar aos responsáveis por mais um crime de mando. O caso do Genildo do PT, assassinado em Campos Alegre.

E o deputado Antonio Albuquerque (PTdoB), um dos que foram presos e imediatamente libertados, quando da Operação Taturana (na ocasião ele era presidente da Assembleia), ironizou, falando de outro assassinato em Alagoas: “Naquela oportunidade, o rapaz assassinado em Limoeiro foi vítima de tiros de pistola 40 e os ocupantes estavam em um veículo Pálio de cor verde, da mesma forma como aconteceu em Campo Alegre. É muito estranho. Eu gostaria que os deputados do PT pedissem ao governo um estudo de balística para confirmar essa suspeita de coincidência das características dos crimes”.

Quer dizer, o sujeito não está preocupado em apurar o crime do Genildo, ocorrido no domingo passado, mas de tumultuar. Ri das acusações dos deputados petistas, debocha.

Em Alagoas se mata com muita facilidade. Os pistoleiros usam tabela de preço. Deputados como Albuquerque, acusado, na Justiça (veja, não é à base de boca a boca não, acusado formalmente) , de mandar assassinar, assim, ó, na base do “vai lá e derruba esse sujeito”, agora ri. Acho que ele tentou dar a entender que esse caso de que ele fala foi coisa de petista. É o que entendo.

Afastado junto com ele, no caso da Operação Taturana, o deputado Isnaldo Bulhões Junior (PMN) voltou a ocupar o cargo de deputado. Este “Isnaldinho”, acusado de meter a mão-grande em R$ 13 milhões, é filho do casal Renilde Bulhões e Isnaldo Bulhões; ela, atual prefeita de Santana do Ipanema, reeleita para o cargo, e ele, irmão do ex-governador Geraldo Bulhões, é o atual presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), reeleito para o cargo.

Ano passado fui a Alagoas participar da candidatura de meu irmão, Sérgio Campos (PCB), para prefeito de Santana do Ipanema. Esse deputado, o Isnaldinho, teve a petulância de se aproximar de nós, numa mesa de bar, e nos encarrar, fazendo gestos ameaçadores, olhar de "mau", de quem deixa o recado; enquanto seus capangas se divertiam nas proximidades. Mas isso é fichinha. Ameaçar com os olhos não mata.

Vejamos o caso do jovem radialista Jorge Santos, assassinado em frente à sua residência, lá mesmo em Santana do Ipanema.

Jorge era um camarada afobado, desses que soltam palavrões e até agridem fisicamente, como um dia o fez com o meu próprio irmão, o Sérgio Campos, porque este, na condição de chefe de gabinete do ex-prefeito Marcos Davi, não lhe atendeu com a presteza que ele exigia. Mas Jorge, toda a população da cidade sabe, não passava de um brigão.

Acontece que Jorge Santos passou a atacar Renilde Bulhões, mãe desse deputado envolvido na Operação Taturana, o Isnaldinho.

Certo dia, pistoleiros abateram Jorge em frente à sua casa.

Muita gente foi chamada a depor no inquérito; entre esses, um capacho dos Bulhões se encarregou de denunciar como principal suspeito de ter mandado matar Jorge Santos. Nem o filho de Jorge nem qualquer santanense de bom senso acreditou nisso, pois o acusasdo é tido como uma pessoa de paz, de bem.

Estava lá em Alagoas, dando palpites na campanha, uma mistura de marqueteiro de botequim e coordenador de campanha.

O vereador Afonso Gaia, um dos raros a fazer oposição aos Bulhões (pagou caro por isso) veio até a casa do rapaz e contou a verdadeira história do assassinato de Jorge Santos. Ele disse que o Isnaldinho Bulhões cobrou um favor que havia feito ao deputado Cícero Ferro (acusado de assassinato) , e este mandou matar Jorge Santos, em pagamento do favor.

Mas a maior parte dos sujeitos está de volta à Assembléia, ocupando seus cargos e se protegendo contra a Justiça.

Veja essa última notícia que tenho sobre os sujeitos em questão:

Deputado Cícero Ferro volta a ser afastado da ALE



O desembargador Orlando Manso determinou o afastamento do deputado estadual Cícero Ferro (PMN) do cargo na Assembleia Legislativa do Estado. As primeiras informações dão conta que o afastamento atende a um pedido do Ministério Público Estadual em função da acusação de participação no assassinato do vereador por Delmiro Gouveia, Fernando Aldo.

Ferro, que havia retomado seu mandato após mais de um ano afastado por decisão da Justiça devido ao seu indiciamento na operação Taturana da Polícia Federal, deverá ser afastado em 24 horas, conforme determinação do TJ.

O deputado Cícero Ferro recebeu uma intimação de um oficial de justiça com a decisão do TJ, momentos após o encerramento da sessão que não foi realizada por falta de quórum. Ainda surpreso com a decisão, Ferro e outros parlamentares presentes reuniram-se a portas fechadas para discutir o assunto.

O advogado do deputado Cícero Ferro, Welton Roberto, que até então não havia sido informado sobre a decisão, afirmou que logo que se inteirar da decisão ingressará com uma reclamação no Superior Tribunal Federal para garantir seu retorno à ALE.

"O ministro Gilmar Mendes já havia deixado claro que ninguém (juiz, desembargador) , pode afastar um parlamentar de seu mandato", disse Roberto.

No dia 04 de agosto o procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares participou de uma reunião com técnicos para estudar o possível afastamento dos quatro deputados, que além da acusação de desvio de R$ 300 milhões da ALE, são acusados de assassinato: Antônio Albuquerque (sem partido), Cícero Ferro (PMN), Marcos Barbosa (PPS) e João Beltrão (PMN).

Informações de bastidores dão conta que os deputados temem que o afastamento de Ferro abra precedentes para o afastamento dos demais.

Ao final da reunião os parlamentares anunciaram uma sessão especial, às 20h, para discutir o assunto.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

SEQUESTRO



Esta garotinha foi seqüestrada na Praia do Engenho, litoral norte de SP, ao lado de Barra do Una. Quem tiver qualquer informação, ligue para os contatos abaixo:

Informações:
Disque Denúncia > 0800 15 63 15 ou

DEIC / DIVISÃO ANTI - SEQÜESTRO

> (11)3823-5867 ou 3823-5868

domingo, 8 de novembro de 2009

O PCC ataca, a imprensa esconde, e José Serra faz campanha

A imprensa, evita ao máximo prejudicar a campanha política do governador paulista, José Serra (PSDB.
Primeiro: A imprensa não associa o PSDB ao nome do senador tucano Eduardo Azeredo. Para não desgastar a imagem de José Serra, o mensalão é de Minas. Mensalão, só ganha nome de partido político quando as matérias de jornais se referem ao governo Lula.:“Mensalão do PT e mensalão de Minas”.
Bem observado pelo Portal Vermelho, o jornal O Estado de S. Paulo praticamente escondeu a notícia, publicando-a na página 9 de seu primeiro caderno.
A Folha de S. Paulo deu uma chamada subalterna e amena na capa ("Relator do STF aponta crime de Azeredo em valerioduto") e trouxe uma reportagem com apenas 630 palavras, pequena para os padrões do escândalo midiático.
O Globo deu, na capa, uma manchete sobre economia e, em sua página eletrônica preferiu atacar o deputado José Genoino (PT-SP), com a manchete "Réu do mensalão, Genoino defende 'ficha-suja'", só se referindo à decisão do ministro Joaquim Barbosa numa matéria secundária com um título "frio": "Para relator do mensalão no STF, Eduardo Azeredo cometeu peculato".

Segundo: A imprensa, faz de conta que não sabe, mas, o mensalão tucano envolve Azeredo com a lista de Furnas.No episódio, Nilton Monteiro entregou para a PF recibo no valor de R$ 4,5 milhões assinado por Eduardo Azeredo que registra financiamentos de campanha do senador em 2002 e mais 156 políticos. A investigação do mensalão tucano foi iniciada com base nesses dados que nós publicamos aqui no blog, com exclusividade em 2005. A lista de furna faz descrição de origem e destino de recursos de caixa dois do PSDB. Veja aqui e os documentos aqui

Terceiro:A imprensa esqueceu o nome da facção criminosa que age no estado de S.Paulo: Ontem, jornais notíciaram que, "Com armas de guerra, uma quadrilha"...A quadrilha em questão, nada mais é que, o Primeiro Comando da Capital, o (PCC), nascido dentro dos presídios de São Paulo, há 15 anos,desde o primeiro dia em que o PSDB assumiu o governo paulista.
O PCC roubou, anteontem, cerca de R$ 6 milhões de um carro-forte da Prosegur, na Rodovia Anhanguera,(privatizada por José Serra) e matou um empresário -A Intervias, era uma das clientes do empresário morto-.O ataque é semelhante ao ocorrido 23 dias atrás na cidade de Amparo,também em São Paulo, quando assaltantes levaram R$ 1.367 milhão de um carro-forte da mesma empresa.O PCC foi bem ousado dessa vez...usou um ônibus para fechar a Rodovia.
Em ambos os casos, os criminosos portavam metralhadoras e fuzis de uso restrito, uma arma desse calibre teria abatido um helicóptero da polícia no Rio, no mês passado, dizem polícias civis. Aliás, não faz muito tempo que, um paulistano foi preso na Bahia transportando num ônibus uma metralhadora .50, capaz de derrubar aeronaves. A imprensa, finge que nada está acontecendo. Fala em quadrilha criminosa, mas esquece de dar o nome dessa quadrilha. Afinal, dia sim, e outro também, José Serra, está discursando nos palanques, e a divulgação de notícia da ação do PCC, prejudicaria a campanha Serra presidente.

domingo, 1 de novembro de 2009

Aécio Neves covardão bate na namorada

Aécio Neves, o governador tucano de Minas Gerais, agrediu a namorada em uma festa. É isso que conta o jornalista Juca Kfouri. Segundo o jornalista, Aécio, deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante, neste domingo, em festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio. Depois do incidente, segundo diversas testemunhas, cada um foi para um lado, diante do constrangimento geral. Lei Maria da Penha nele!! Ou não se aplica em celebridades, somente em cidadãos anônimos!??
Juca Kfouri deu um recado, que, para bom entendedor, diz tudo e mais um pouco..."A imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos."Todos nós conhecemos os hábitos de Collor, que por sinal, são os mesmos de Aécio, pois não? Parece que a imprensa não ouviu o desabafo do Juca. Ninguém divulgou os tabefes que Aécio deu na namorada.
E por falar em Fernando Collor, a ex Rosane, diz para a Agência de notícias Efe "já denunciou que qualquer coisa que aconteça a ela é responsabilidade do seu ex-marido".

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Dinamarca, uma vergonha

O mar se tinge de vermelho, entretanto não é devido aos efeitos climáticos da natureza.


Se deve a crueldade com que os seres humanos (ser civilizado) matam centenas dos famosos e inteligentíssimos.
Golfinhos Calderon.



Isso acontece ano após ano na Ilha Feroe na Dinamarca. Deste massacre participam principalmente jovens
Por que?
Para demonstrar que estes mesmo jovens já chegaram a uma idade adulta, estão maduros




Em tal celebração, nada falta para a diversão
TODOS PARTICIPAM DE UMA MANEIRA OU DE OUTRA, matando ou vendo a crueldade “apoiando-a como espectador”.




Cabe mencionar que o golfinho calderon, como quase todas as outras espécies de golfinhos, se aproxima do homem unicamente para interagir e brincar em gesto de pura amizade.







Eles não morrem instantaneamente, são cortados uma ou duas vezes com ganchos grossos. Nesse momento os golfinhos produzem um som estridente bem parecido ao choro de um recém-nascido.





Mas sofre e nãp há compaixão até que este dócil ser se sangr lentamente e sofra com feridas enormes até perder a consciência e morrer no seu próprio sangue.




Finalmente estes heróis da ilha, agora são adultos racionais e direitos, já demonstraram sua maturidade.




Basta
Encaminhremos este e-mail até que o mesmo chegue alguma associação de defesa dos animais, não leremos somente.
Isso nos transformaria em cúmplices, ESPECTADORES.




Cuide do mundo, ele é sua casa!




Assine contra essa crueldade:


1.- Ana kARINA Rivas (m) Mexico DF
2.- Carlos Enrique Bulle-Goyri. DF
3.- Alejandra Nabarro (Mexico Cuernavaca)
4.- Esteban criz mejia. Mexico DF
5.-ANDREA GONZALEZ ALVAREZ (MEXICO)
6.-González Alvarez Victor Rodrigo
7.-Ines Garcia Perez (México)
8.-Stella Morales (México)
9.-lgarcia (México)
10.-Leticia Cuéllar (México)
11.-Salma Urbina Aguilar (Quintana Roo, México)
12.-DIANA LUCELLY POOT PUC (quintana roo, mexico)
13.-Josue Acero Gonzalez (Quintana Roo, Mexico)
14.-Micaela Medina(Argentina)
15.-sofia bidondo(Argentina)
16.- Ma. Marta Soruco (Argentina)
17.- Cyntia Mariela Roitman (Argentina)
18.-Aldana Martínez (Argentina)
19.- Adriana Salomon (Argentina)
20.-fernando valussi(argentina)
21.-MARIANELA SANCHEZ(ARGENTINA)
22.- Leyes Alberto Fabian (Argentina).-
23.- Augusto Patricio Mateos (Argentina - Chaco)
24.- Maria Alejandra Bury (Argentina - Chaco)
25.- Claudio Alexis Agnesio (Argentina - Chaco)
26.- Cesar Abel Falcon(Argentina-Chaco)
27-MARIANA GOMEZ MARTINEZ
28-SILVIA CLAUDIA GIMENEZ
29-NELIDA BEATRIZ MARTINEZ
30-MARIA ESTHER URSU
31- NATHIA JUDKEVICH (Argentina)
32-MARINA JUDKEVICH (Argentina)
33-MARIANA JUDKEVICH (Aregentina)
34- Bogado Espinoza, Lorena Abi (Argentina)
35- Ortiz, Natalia Muriel (Argentina)
36- Marcelo Rodrigues de Rezende (Sorocaba-Brasil)
37- Thais Chenchi Santana (Sorocaba-Brasil)
38- Lilian Yoshie Kato (Sorocaba - Brasil)
39 - DIOGO CRISTO (Sorocaba - Pindorama - Gaya)
40 - DANILO GOMES (Sorocaba - Cidade de Mentiras)
41- Tiago Holtz Guerreiro (Sorocaba- Brasil)
42 - Laura Nunes Garcia Vieira (Sorocaba - Brasil)
43 - Anderson Schmitt Junkes (Jandira - Brasil)
44 - Eronides Santos Filho (Jandira - Brasil)
45 - Suzana Lopes Ribeiro ( Jandira - Brasil )
46 - Paulo Henrique Ferreira (Cotia/SP Brasil)
47 - André Luiz da Fonseca Roberto ( Carapicuiba/ Brasil )
48 - Jean Paulo Camargo Costa (CARAPICUIBA/ BRASIL)
49 - Rodrigo de Jesus Ferreira (Jandira - Brasil)
50- Bárbara Tabain Seslija de Sá (Jandira - SP - Brasil)
51 - Ana paula Morina Ferreira (Barueri - SP - Brasil)
52-Bárbara Louise (São Paulo-SP-Brasil)
53-Diego Lima (Carapicuíba-SP-Brasil)
54 – Wanda leila de Oliveira marra ( Osasco – SP –Brasil )
55 – Joilva Duarte (Osasco-Brasil)
56 - Patricia M. Dias (São Paulo - Brasil)

57- Eduardo M. Dias (São Paulo - Brasil)
58 – Wagner R. Franco (São Paulo – Brasil)
59- Ruth Cristina Serafim (São Paulo - Brasil)
60- Thiago Silva (São Paulo - Brasil)
61 - Cristiano S. de Moraes (Rio de Janeiro - Brasil)
62 - Kelly Lopes Dias (São Paulo - Brasil)
63 - Fábio Ferreira / São Paulo - Brasil
64- Fábio Araujo / São paulo - Brasil
65- Marcia Stevaux/ São Paulo - Brasil
66 - Débora Gisele Ferraz - Brasil
67- Andrea Alexandre de Carvalho
68 - Adilson dos Santos Pinto (Cruzeiro SP)
69 - Francisco ReZende (Lorena-SP)
70- Mislane Souza Prates( São Paulo-Brasil)
71- Carla Paulino Farah (São Paulo - Brasil)
72- Leandro Farah ( São Paulo - SP - Brasil )
73 - Ademir Sadao Ishida - (São Paulo - Brasil)
74 – Ricardo T. Nascimento – (São Paulo – Brasil)
75- Janaine de f. da Silva Pereira- (São Paulo – Brasil)
76 – Marcos R. Notario (São Paulo – Brasil)
77 - Carlos Alberto P.Junior (ARAÇARIGUAMA-SP-BR)
78 – Shirley Gomes (ARAÇARIGUAMA-SP-BR)
79 – Mônica Carvalho (Araçariguama-BR)
80- Tatiele de oliveira (Araçariguama - BR)
81- Luciana Silveira (São Roque – SP – Brasil)
82 - Antonio de Rezende (Mauá - SP - Brasil)
83 - Marcos Silva (Mauá/SP/Brasil)
84- Sandra Eugenio (Santo André/SP/Brasil)
85 - Gilmar Eugenio (Santo André/SP/Brasil)
86 - Marcos Fonseca (Santo André/SP/ Brasil)
87 - Fernanda Stefanini (Santo André/ SP/brasil)
88 – Renata Inácio (São Paulo/Brasil)
89 – Agatha Machado ( São Paulo / Brasil )
90 – Natália Maziero(Santo André – SP – Brasil)
91 – Marcelo A. Cruz (Diadema/SP – Brasil)
92 - João Paulo Alves Melo ( São Paulo - Brasil )
93 - Carolina Fulas Pereira (São Paulo/SP - Brasil)
94- César da Paz Lima Souza (São Paulo/SP - Brasil)
95- Josefa R. Reis
96- Miguel Crepaldi
97- Julia P. Crepaldi
98- JOSÉ CARLOS MARTELO ( SP- BRASIL )
99- Guilherme H. Moreno ( São Paulo - Brasil )
100-Bruna da Silva Soares (Guarulhos-Sao Paulo)
101 - Juliana Fernandes Correa (Guarulhos/SP - Brasil)
102- Kátia Gomes Barbosa (Guarulhos/SP Brasil )
103 - Romilda Edie (Santo Andre / Brasil )
104 -carlos f. positelli (Santo Andre/Brasil)
105 -Kiozo(Salvador-Ba)
106- Cláudia Mayumi(Dracena-SP)
107- Clóvis Roberto (Dracena-SP)
108- Silverlei (Dracena-SP)
109- Lourival Cesar C Cabral (Eunápolis-BA)
*PARA ASSINAR, PRIMEIRO ENCAMINHE E ASSINE ANTES DE ENVIAR.
110-Cláudia Ribeiro - Brasil
111- PAULO WILLIAN G. ANDRADE (ILHÉUS-BA-BRASIL)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Mais uma morte no currículum da Yeda:Ministério do RS acusa soldado por morte de sem-terra

O Ministério Público do Rio Grande do Sul ofereceu denúncia à Justiça contra o soldado Alexandre Curto dos Santos, de 38 anos, da Brigada Militar, pela morte do sem-terra Elton Brum da Silva, de 44 anos.
Depois de acompanhar e analisar o inquérito policial, a promotora Ivana Bataglin, de São Gabriel, entendeu que o policial cometeu homicídio qualificado, com intenção de matar e sem dar chance de defesa à vítima, durante operação de desocupação da Fazenda Southall no dia 21 de agosto deste ano.
A Brigada Militar também investigou o caso num inquérito interno que indiciou o soldado por homicídio simples, com dolo eventual por concluir que houve uma troca involuntária de armas entre agentes que usavam munição letal e não letal.
Ao efetuar o disparo pelas costas, o policial estaria convicto de que sua munição não era letal. Um Conselho de Disciplina vai apurar administrativamente a conduta.

Ex ministro do apagão de FHC, vai investigar vazamento da prova do Enem


O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira, 7, por unanimidade, a realização de uma investigação sobre o vazamento da prova do Enem, ocorrido na semana passada. A medida foi apresentada pelo ministro José Jorge e, segundo ele, tem como objetivo não apenas checar os problemas que levaram ao vazamento da prova, mas também verificar as opções adotadas pelo Ministério da Educação (MEC) para a reorganização do Enem 2009.
No pedido, o ministro José Jorge diz que "é preciso verificar, por exemplo, se o MEC se cercou de garantias contra eventuais falhas na execução contratual".
Sem prazo...mas pode acabar em 2010.
Em entrevista a imprensa, José Jorge, disse que, investigação a ser aberta pelo TCU não tem prazo ser concluída. Será iniciada a fase de levantamento de informações sobre a responsabilidade pelos custos adicionais que o vazamento das provas provocou bem como os motivos que ensejaram o fracasso do Enem.
Mas é muita cara de pau desse José Jorge, (PSDB-PFL-DEM), ex ministro do apagão de FHC e ex-vice de Geraldo Alckmin.
O TCU proibiu a PF de cuidar das provas do Enem.Questionada sobre as razões de não ter atuado na segurança das provas, a PF informou que, entre outros motivos, a instituição está impedida legalmente por causa da decisão do tribunal (TCU).
Em 2005 o TCU determinou que a PF não mais colaborasse com a segurança dos exames elaborados pelo Cespe (Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília), tradicionalmente contratado para elaboração de provas de concursos públicos. O entendimento do TCU se baseou no fato de que o edital para a escolha da empresa responsável pela confecção da prova também exigia a contratação de serviços de segurança, o que, em tese, seria uma sobreposição aos serviços da Polícia Federal.
A notícia causou bastante estranheza no âmbito do legislativo, já que não compete ao TCU determinar o campo de atuação da PF. Por esta razão, o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP), que juntamente com a bancada do PT na Câmara, apresentou requerimento na Câmara para pedir explicação ao órgão sobre gastos internos do próprio TCU. "A PF está subordinada ao Ministério da Justiça e não ao TCU. É uso indevido de autoridade e de competência. O TCU não poderia ter feito este tipo de recomendação", disse Devanir.
O deputado Fernando Ferro (PT-PE) disse que a atuação do TCU tem servido, entre outras coisas, para trazer prejuízos à nação. O parlamentar questiona os prejuízos causados aos cofres públicos pela paralisação de obras do governo Federal e agora os R$ 30 milhões que serão gastos pelo Ministério da Educação com a reimpressão das provas do Enem. "O TCU esta em processo de desmoralização por conta de atitudes como esta que impedem a PF cuide da segurança das provas do Enem. Quem vai pagar por isso?" indagou o petista.

Uso político

Fernando Ferro denunciou ainda o aparelhamento político do TCU por parte da oposição. Segundo o parlamentar, o poder fiscalizatório do órgão tem sido usado como instrumento político para dificultar o andamento de obras do Programa de Aceleração do Crescimento PAC, prejudicando assim o desenvolvimento do País. "Temos que tomar urgentemente providencias em relação ao aparelhamento político do TCU. Pela sua composição é nítido que a oposição tomou conta e constituiu ali um núcleo de políticos da direitas sem mandato que ocupam a o TCU com objetivos eleitorais", denunciou Ferro.

Quem é José Jorge

O antigo PFL, hoje DEM, indicou o então senador José Jorge, de Pernambuco, para compor a chapa PSDB-PFL como vice de Geraldo Alckmin, quando concorreu à Presidência da República em 2006 com o Presidente Lula.

Ministro do apagão

José Jorge, ex-líder da oposição no Senado, foi ministro de Minas e Energia (2001-2002) na gestão de Fernando Henrique Cardoso. No cargo, enfrentou a crise do "apagão" - corte de energia programado, adotado por consumidores residenciais e industriais, a pedido do governo, no segundo semestre de 2001, para conter o consumo e evitar colapso no abastecimento de energia elétrica em todo o país.
O ex-ministro é amigo do presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), que apoiou sua candidatura a vice presidente em detrimento do senador Agripino Maia (RN).
No início da carreira, José Jorge trabalhou oito anos como técnico burocrata no governo estadual até que, em 1975, foi chamado para assumir a Secretaria Estadual de Educação, no governo Moura Cavalcanti. Foi indicado ao cargo pelo ex-ministro Gustavo Krause (Meio Ambiente), que foi secretário da Fazenda do governo. O senador Marco Maciel (PFL-PE) sucedeu Cavalcanti no governo de Pernambuco e convidou José Jorge a ocupar a pasta da Habitação (1979-1982).
Depois disso, foi eleito deputado federal por quatro mandatos consecutivos, foi secretário estadual de Educação, Cultura, Esportes (1991-1993), deputado federal (1982-1998). Assumiu como senador em 1999. José Jorge, é até hoje filiado ao DEM

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O laranja estava a serviço de quem?. A quem interessa o vazamento da prova do Enem?


Depois da notícia do vazamento da prova do Enem, ficou uma certeza para todos. Os dois moços, com ares de inocentes amadores, os laranjas, sabíam muito bem o que queríam. E não era dinheiro. Basta ler hoje a Folha de S.Paulo.Se, por um lado, a jornalista Renata Cafardo foi correta em avisar ministro da Educação, Fernando Haddad e não escandalizar o caso com manchetes sensacionalista, o mesmo não está fazendo a Folha, a dona da gráfica Plural, empresa responsável pela impressão das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) .
Que o vazamento foi político, é óbvio. Que os dois homens que tantaram vender a prova do Enem são laranjas, está mais que óbvio.Ninguém vai procurar um jornal oferecendo resultado de provas do Enem, vai querer vender para alunos,para cursinhos etc. Foram vender para um dos principais jornais de oposição ao governo Lula, isto sem dizer que a gráfica que vazou as provas é do grupo Folha de São Paulo. Este vazamento além do desgaste político do ministro, prejudicou milhares de alunos,e gerou um rombo ou seria melhor dizer um roubo nos cofres públicos de 30 milhões.Será que as gráficas vão receber este dinheiro novamente para fazer outra prova, e culpar o ministro pelo vazamento?. Concordo com o jornalista Nassif quando diz,"Foi uma operação paulistana, não brasiliense, embora não se descarte a possibilidade dos bandidos terem vindo de Brasília".
O objetivo final era obviamente o Estadão ou a Record, mas por qual razão? Uma possibilidade seria o fato de ambos não terem se queimado com armações e dossiês falsos. Outra possibilidade é que as duas portas óbvias – Folha e Veja - estavam impedidas de serem acionadas. A Folha devido ao fato de controlar a Gráfica Plural (que recebeu a gigantesca encomenda do MEC de imprimir as provas); a Veja pelo fato da Abril ser grande fornecedora do Ministério da Educação.
A manchete de capa da Folha"PF não fez segurança de provas do Enem após saída da gráfica" Na Uol, a chamada de capa "Verba para refazer o Enem daria para comprar 6 milhões de livros" E, lógicamente, foram ouvir o tucano"Inexperiência permitiu falha no Enem, diz Paulo Renato"
E por que não fez?
Ontem, a PF alegou que não teve qualquer participação no processo porque foi proibida pelo Tribunal de Contas da União (TCU), de fazer esse tipo de atividade. Ah! o TCU. Aparelhado pelo DEM e PSDB a serviço da oposição. Ah o TCU, que bloqueia todas as obras do PAC, para prejudicar Dilma, mas fecha os olhos para as obras do Rodoanel superfaturado para favorecer José Serra.
O pedido de apoio foi feito pelo MEC, e, em julho, foi realizada reunião com integrantes do Inep — órgão do ministério —, em que a PF informou que não poderia participar do processo. Antes de 2005, a PF guardava as provas nas superintendências até o dia do exame.
Do edital do novo Enem, liberado em junho, consta a exigência de interação entre o consórcio vencedor e a PF. O edital chega a mencionar que as viagens de policiais seriam pagas pelo Inep.O uso de vigilância armada e monitoramento por câmeras durante 24h ficou apenas a cargo do consórcio.Neste consórcio, está a A Plural Editora e Gráfica Ltda,da Folha de S.Paulo.(Ontem, a Folha se fez de morta durante todo dia. Somente a noite, divulgou nota da Gráfica, e só hoje disse que também foi procurada pelos dois laranjas.)
Pelo edital, o consórcio Connase deveria empregar seguranças armados e filmar por 24 horas todos os locais onde a prova é manuseada. As fitas deveriam ser entregues ao Inep em até três dias, sem edição.O documento dizia que número de vigias e o tipo de armamento a ser usado fica a critério da empresa
Todas as pessoas que trabalham para o consórcio devem assinar termo de confidencialidade. E para ingressar na gráfica e no centro de distribuição, precisariam passar por detectores de metais.
A entrada de qualquer equipamento eletrônico também é proibida no edital, para evitar fotos ou repasse de informações por celulares.
Qualquer material inutilizado precisa passar por “trituração dupla e picotamento duplo na sede” da empresa.
Em São Paulo, a PF abriu inquérito ontem de manhã para investigar os responsáveis pelo vazamento. Um delegado da área fazendária iniciou os trabalhos ontem mesmo. Estava previsto que dois repórteres de “O Estado de S. Paulo” seriam ouvidos pelo delegado, na tentativa de identificar os homens que tentaram vender cópia das provas para o jornal, por R$ 500 mil.
A PF pretende ouvir ainda funcionários da Gráfica Plural, da Folha de S.Paulo, onde as provas foram impressas.

Gráfica responsável pela impressão das provas do Enem é da Folha de S.Paulo

A Plural Editora e Gráfica Ltda, empresa responsável pela impressão das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) que imprimiu a prova do é do grupo Folha de São Paulo e a empresa americana QuadGraphics.
A Plural, uma parceria do Grupo Folha com a empresa americana Quad/Graphics, foi contratada para imprimir, grampear e intercalar as diferentes versões das provas em lotes, que depois seriam embaladas em caixas divididas por Estado.
Tem alguém jogando pesado contra o governo Lula. Tentaram criar um escândalo envolvendo o ministro da Educação, Fernando Haddad;Estranho é não ter notícia de ninguém vendendo provas do Enem nos cursinhos ou diretamente para alunos. Funcionários da gráfica que imprimiu o Enem, em São Paulo, são os principais suspeitos do vazamento.
Na conversa com o repórter do R7, o homem afirmou que o documento poderia "derrrubar o Enem e o Ministério da Educação".
E ainda disse: Sou filho de desembargador, tenho 26 anos e trabalho como auxiliar da Promotoria do Estado(de S.Paulo).
Caso Enem - Segundo conta a jornalista, na tarde de ontem o jornal foi procurado por um homem que disse, ao telefone, ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado e no domingo. Propôs entregá-las à reportagem em troca de R$ 500 mil. "Isto aqui é muito sério, derruba o ministério", afirmou o homem. O tal homem, também procurou o site R7,do grupo TV Record.O homem fala que um delegado da Polícia Federal de Brasília, injuriado por não ter sido indicado para um cargo resolveu se vingar.(Será?)A quem interessa envolver a PF nesta armação?
Por que o homem não procurou a Folha?
O jornal "O Estado de S. Paulo" teve acesso a uma prova impressa, fato que levou o ministro Fernando Haddad a afirmar que acredita que o vazamento tenha ocorrido após a passagem do texto pela gráfica responsável pela impressão.Justamente a gráfica do grupo Folha.
Vazamento político da prova do Enem. O alvo é o ministro Fernando Haddad, candidatíssimo ao governo de S.Paulo.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Quantos diplomas tem o Serra ? Nenhum. É o caso de impeachment ?

. O Conversa Afiada recebeu de amigo navegante os documentos oficiais que acompanham nos registros públicos o que José Serra disse de si mesmo.
. Acompanhe conosco.
. Quando se elegeu deputado para as legislaturas 1987-1991 e 1991-1995, ele disse que era formado ( FORMADO !) em engenharia civil, USP, São Paulo – 1960-1964; e Doutorado em Economia, Cornell University – EUA – 1974-76.
. Observe, amigo navegante, que ele não menciona o que estudou no Chile nem o mestrado em Cornell.
. Quando exerceu o cargo de senador, em 1995, na 50ª. Legislatura, ele disse de si mesmo: Formado (atenção !), formado em engenharia civil pela escola Politécnica de São Paulo, 1964; Mestre em Ciências Econômicas – Universidade do Chile, 1972 ( o que não aparece quando era deputado); Master of Arts, Cornell University, 1975 ( o que também não existia quando foi deputado); e por que dois mestrados ?; e Doutor em Economia PhD, Cornell, 1977.
. Ou seja, entre 1975 e 1977 ele fez um segundo Mestrado e o Doutorado em Cornell.
. Trata-se de um gênio !
. Quando exerceu o cargo de senador na 51ª. Legislatura, em 1999, o currículo é o mesmo da 50ª. Legislatura.
. Quando eleito governador, em 2006, apresentou-se com outras explicações (talvez por que o curso de engenharia civil da USP se tenha tornado suspeito).
. Disse ele quando governador: “não pode conclui seus estudos de engenharia”.
. Logo as informações prestadas como deputado e senador ERAM UMA FRAUDE.
. E diz mais: formou-se em mestre em Economia pela Universidade do Chile e fez outro (outro ?) mestrado e doutorado pela Universidade de Cornell.
. Cadê o diploma de mestre na Universidade do Chile ?
. Cadê o diploma de mestre em Cornell ?
. Cadê o diploma de Doutor PhD pela Universidade de Cornell ?
. E, o mais importante: cadê a revalidação dos três diplomas em escola brasileira ?
. Sem o diploma brasileiro, ele não é nada.
. E não pode exercer a função de economista, nem se dizer economista, como não podia se dizer engenheiro.
. A Ministra Dilma Rousseff nunca disse que tinha feito o Doutorado na Unicamp.
. E corrigiu os currículos que a apresentavam como doutora pela Unicamp.
. Mas, ele não se arrogava o direito de ser chamada de Doutora.
. O Zé Pedágio se apresenta repetidamente como Mestre e como Doutor.
. E é considerado “economista competente”.
. Não é um nem outro.
. Cadê o diploma dele ?

Imagem 1: Deputado: ele era Engenheiro Civil


Deputado: ele era engenheiro civil

Imagem 2: Senador 50ª. Legislatura: Formado engenheiro, com dois mestrados



Senador 50ª. Legislatura: Formado engenheiro, com dois mestrados

Imagem 3: Senador 51ª. Legislatura: continua engenheiro



Senador 51ª. Legislatura: continua engenheiro

Imagem 4: Governador: cadê o engenheiro ? O gato comeu !


Governador: cadê o engenheiro ? O gato comeu !

"Ao menos, Lula sempre disse sobre seu grau de instrução. Nunca enganou. E mesmo assim, conquistou o mundo. Daí eu pergunto:


De PAULO WILLIAN

domingo, 20 de setembro de 2009

Um assunto para a comissão de ética

Um escândalo que não mereceu o devido destaque da mídia, apesar de noticiado aqui e ali: O líder do PSDB, José Aníbal, e o deputado Onyx Lorenzoni (DEM), em nome do líder de seu partido Ronaldo Caiado, assinaram 12 emendas clonadas de propostas do Instituto Brasileiro de Petróleo e foram pegos em flagrante. Constrangido, José Aníbal retirou as assinaturas, apesar de concordar, como disse, com o conteúdo das mesmas.
Como vemos, nossa oposição continua sem propostas e programa, mas está a serviço das empresas de petróleo e gás, a maioria estrangeira. Não seria quebra do decoro parlamentar tal comportamento a serviço de empresas interessadas diretamente na não aprovação do novo marco regulatório do petróleo, do pré-sal, com o agravante que foi feito às escondidas, em segredo, sem publicidade e transparência? Com a palavra o presidente da Câmara dos Deputados e a Comissão de Ética da casa.

sábado, 19 de setembro de 2009

UNIVERSITÁRIO ENCONTRADO MORTO EM BOIPEBA

Ricardo Augusto Silveira de Viveiros, 29 anos, estudante de filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi encontrado morto em uma praia da Ilha de Boipeba, no município de Cairú, cerca de 150 km ao sul de Salvador. Ele viajava sozinho e morreu afogado na Praia da Cueira, segundo a Polícia. O delegado de Cairú, Roberval Freitas de Souza, afirmou que o corpo de Viveiros foi achado por pescadores em torno das 6h da manhã dessa sexta-feira (18). Uma mochila com roupas e documentos do jovem estava nas proximidades do local e possibilitou a identificação da vítima. Souza também informou que fez contato com a mãe do universitário, Maria Helena Silveira Viveiros, que explicou que o filho tinha problemas psiquiátricos e tomava medicamentos controlados. A Polícia abriu inquérito para investigar o caso. O corpo já pode ser liberado e o IML, de Valença, para onde foi levado, aguarda a chegada de algum familiar da vítima. Com informações do Portal Terra.
(informaçõs Bahia Sul)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

“Lista de assassináveis” seria a próxima aberração da Brigada Militar gaúcha

Palavras de baixo calão, uso ostensivo de cachorros, da cavalaria, estilhaços de bombas lançadas por brigadianos. Um sem-terra assassinado. Dezenas de militantes feridos. Agosto, mais um mês de práticas fascistas da Brigada Militar gaúcha, concentradas, sobretudo, nos dias 12 e 21 de agosto, após manifestações de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ocorridas na cidade de São Gabriel (RS).
Em 12 de agosto, o MST ocupou a prefeitura de São Gabriel para, sobretudo, reivindicar melhores condições de saúde às crianças que vivem no assentamento São Paulo II. Desde dezembro de 2008, três delas morreram por negligência médica.
Roberto*, presente ao local e levado pela polícia à delegacia de São Gabriel, lembra, em depoimento, que apesar da grande imprensa ter informado que a desocupação fora pacífica, pelo menos uma criança ficou com braço quebrado, e várias pessoas ficaram com hematomas pelo corpo. Além disso, recorda a tortura psicológica sofrida pelos manifestantes quando os brigadianos apontavam seus revólveres “para nossas cabeças”.

Choques elétricos

Voltamos à prefeitura de São Gabriel. Roberto* conta que tomou o seu primeiro choque de uma pistola que transmitia impulsos elétricos. “O primeiro choque que eu tomei foi em defesa de uma criança. Eles estavam mirando a pistola de choque para uma criança de aproximadamente 12 anos, aí eu fiquei na frente e levei o choque”, conta.
Algumas lideranças foram deslocadas da ocupação na prefeitura para a delegacia da cidade.“Eu estava junto. Separaram 12 lideranças. Além de espancar muito, usaram uma nova arma para imobilizar aqueles que chamam de bandidos”, relata Nina Tonin, coordenadora estadual do MST. Segunda ela, a pistola que libera impulsos elétricos era usada à queima-roupa, quando deveria ser utilizada à 40 metros. “Muitos desmaiavam, porque estavam algemados, e havia as grades”, conta.
Na delegacia, chegou a ser montado um “corredor polonês” pelo qual as pessoas foram obrigadas a passar enquanto recebiam chutes e cacetadas. André*, outro militante levado à delegacia, também tomou choques. “Diziam palavras de baixo calão: 'grita agora seus f.d.p., vagabundos; lá fora vocês gritavam, aqui dentro vocês estão quietos'”, conta. Segundo ele, “quando a polícia civil estava presente, eles eram uns santinhos, quando ela saía, eles começavam a tortura de novo”, relata.
Diante desses e outros depoimentos, a Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República vai denunciar a tortura de crianças e o uso de armas de choque elétrico na ação de policiais militares do Rio Grande do Sul, tanto do dia 12 como do dia 21, que resultou na morte do sem-terra Elton Brum.

“Assassináveis”

Nove dias depois, ocorria o despejo da ocupação da Fazenda Southall, também em São Gabriel (RS), onde todos os 250 manifestantes sem-terra foram identificados pela Brigada Militar. “No despejo foi usada outra forma [de tortura], o espancamento, a cavalaria, os cachorros que rasgaram roupas de pessoas”, lembra Nina Tonin.
Somado a tudo isso, um militante foi assassinado. Era Elton Brum. Porém, o presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Dionilso Marcon (PT), disse, no dia 26 de agosto, que a Brigada Militar matou o homem errado. Ele quer que a governadora Yeda Crusius e a Secretaria de Segurança Pública (SSP) revelem o nome do assassino de Elton Brum e digam qual colono deveria morrer no seu lugar.
Marcon afirmou publicamente que Brum foi morto por engano e que o sem-terra que deveria ter sido assassinado também é negro. “Há uma lista de outras pessoas para serem mortas”, revelou Marcon. Ele também disse que a Brigada Militar havia informado, primeiramente, que o cadáver era de São Gabriel, e que retificaram dizendo que o rapaz era de Canguçu. Ele lembra que quem o informou, “amarelou”.

Premeditação

Para Nina Tonin, a hipótese de existir, de fato, uma lista, não deve ser descartada, porém ressalta que é “difícil responder com objetividade” acerca do assunto. Por seu lado, colegas do atirador afirmaram que ele estava sendo agredido. Logo em seguida, isso foi desmentido pela própria Brigada Militar, segundo Nina. “Isso revela que Adão [Paiani] pode ter razão”, conclui, apontando para a denúncia do ex-ouvidor agrário do Rio Grande do Sul sobre o verdadeiro assassino de Elton Brum.
Para o deputado petista, o assassinato não foi um resposta a nenhum tipo de agressão. “Eles chegaram às sete horas da manhã, com armas de fogo. Não foi despreparo. Foi uma morte planejada, uma morte política. É costumeiro a Brigada agir assim. ”, diz ao Brasil de Fato.
Agora, o que mais preocupa a integrante da coordenação estadual do MST gaúcho, Nina Tonin, é que “tudo indica que o processo de investigação está sendo montado nos moldes de Eldorado do Carajás [PA], porque quem está conduzindo as investigações é o Ministério Público Estadual [MPE]”, alerta, referindo-se ao caráter parcial do MPE do Rio Grande do Sul.

Intensificação

Para se ter uma ideia, há pouco mais de três anos, em março de 2006, a Brigada Militar, sob a direção do subcomandante Lauro Binsfeld, queimou os alimentos de 1.800 famílias sem-terra acampadas em Coqueiros do Sul, norte do Estado. As famílias foram impedidas de sair do acampamento até para procurar serviços médicos. Essa situação provocou, no dia 14, a morte de uma criança de 5 meses, por desidratação. O inquérito relacionado à prática de tortura coletiva empreendida no caso 2006 foi arquivado pelo Ministério Público de Carazinho.
Mas as práticas descritas não são novidade. O Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), ligado à presidência da república, após ter recebido em setembro de 2008 diversos documentos e dossiês contendo denúncias sobre a atuação violenta da Brigada Militar, apontou, em relatório, que ficou comprovado que a ação repressiva da Brigada Militar se intensificou a partir de 2005. Desde então, os comandos brigadianos mantêm identificação de possíveis lideranças de acampamentos e assentamentos. Tal instrução foi considerada inconstitucional pelo CDDPH.

Polícia de Aécio Neves obriga alunos a ficarem nus

Políciais Militares de MG obrigaram 35 alunos do 9º ano do ensino fundamental, na cidade de Cássia Sul do Estado, a se despirem por causa de R$19,00. A ação dos policiais provocaram revolta de pais e alunos.
O Ministério Público Estadual e a Polícia Civil está investigando. Para o Promotor Paulo Márcio da Silva houve violação do Estatuto da Criança e do Adolescente.
O delegado Roberto Piedade vai ouvir todos os alunos e responsáveis que também acusam a Diretora da Escola de estar de acordo com o que aconteceu.
Segundo os alunos a revista ocorreu em banheiros separados de meninos e meninas, disseram que teve de tirar os tênis e abaixar a calças até os joelhos.
O Comandante do 12º Batalhão da Polícia Militar, Tenete-coronel José Geraldo Souza disse que uma sindicância foi aberta para apurar.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

PAULO SOUTO ENVOLVIDO EM TRANSAÇÃO SUSPEITA NA ILHA DO URUBU


O ex-governador da Bahia, Paulo Souto, será alvo de ação popular por conta de uma possível estripulia cometida no apagar das luzes de seu último governo.
Souto é acusado de usar o poder da caneta para entregar um valiosíssimo pedaço de terra do Estado ao megaempresário belga Philippe Meeus, cujo passatempo preferido é se apropriar de áreas paradisíacas no litoral brasileiro.
Segundo a denúncia, o ex-governador consumou a doação da Ilha do Urubu, situada em Trancoso, no dia 20 de novembro de 2006, quando já havia perdido a eleição. Em sua defesa, ele alega que entregou as terras a famílias carentes que ali viviam, mas a história parece ser furada.
O advogado César Oliveira explica que o processo de doação de terras pelo Estado começaria com a verificação da chamada posse vintenária (ocupação pacífica por 20 anos). Segundo ele, as pessoas que receberam os lotes na Ilha do Urubu não cumpriam esse requisito.
Mais: as famílias que receberam os lotes só poderiam vendê-los após cinco anos, mas eles foram alienados um mês depois a um intermediário, por R$ 1 milhão, e este, após três meses, os transferiu ao empresário belga por R$ 13 milhões. A ilha, segundo estimativa, vale nada menos que U$ 150 milhões (preste atenção, aqui se trata de dólares).
O negócio envolve ainda o empresário Gregório Preciato, que já foi sócio, arrecadador e caixa de campanha do governador de São Paulo, José Serra. Segundo César Oliveira, Preciato tinha uma escritura como proprietário da ilha e chegou a obter empréstimo de R$ 5 milhões no Banco do Brasil, apresentando o documento como garantia.
O amigo de Serra movia ação de reintegração de posse contra as famílias que habitavam a ilha e veio a receber R$ 8,5 milhões do governo baiano para desistir da ação, permitindo a “benevolência” de Paulo Souto. Diz Oliveira que Preciato, além de ter faturado a bolada do Estado, também não pagou o empréstimo ao BB.
O fato é que, pouco depois, a Ilha do Urubu já pertencia a Philippe Meeus, um “pobrezinho” que é dono de nada menos que 36 Ferraris e, por conta de sua penúria, foi beneficiado pela fantástica “ação social” do governo Paulo Souto. César Oliveira afirma que “a Bahia vai ficar estarrecida com os detalhes dessa história”.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

GCM disparou tiro que matou jovem em Heliópolis

Bilhete na favela. By quanto tempo dura


A bala que matou a estudante Ana Cristina de Macedo, 17 anos, num suposto tiroteio entre três guardas-civis de São Caetano do Sul (ABC) e três suspeitos de um roubo a um carro, na noite do último dia 31, na favela de Heliópolis (zona sul de SP), saiu do revólver calibre 38 usado pelo guarda-civil Vicente Pereira Passos, 45 anos. A arma é da corporação.
É o que diz o laudo de balística, do IC (Instituto de Criminalística), recebido por volta das 17h de ontem pelo delegado Gilmar Pasquini Contrera, do 95º DP (Cohab Heliópolis). "Com a autoria esclarecida, resolvemos 95% da investigação. Já temos o bastante para a finalização do inquérito", diz Contrera. De acordo com ele, Passos será indiciado por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar) até, no máximo, amanhã.
Em depoimento à polícia, o guarda afirmou que atirou contra os ladrões em confronto. A Prefeitura de São Caetano vai abrir uma investigação sobre o caso.
Ao saber do resultado do laudo de balística, a dona de casa Francisca Vera Lucia de Macedo, 42 anos, mãe de Ana Cristina, disse que já esperava por esse resultado.
"Sempre tive a certeza de que quem tirou a vida de minha filha foi um desses bandidos de São Caetano do Sul, que entraram em Heliópolis atirando", afirmou. "Agora, o delegado dizer que não houve intenção de matar é um absurdo. Esse monstro atirou no pescoço da minha menina à queima-roupa", afirmou.Francisca diz não se conformar com o fato de o guarda-civil Vicente Passos ter confundido sua filha com uma criminosa. "Uma menina tranquila, tímida até demais, não fazia mal ninguém." Do jornal Agora

Confronto em Heliópolis

A onda de protestos da semana passada em Heliópolis, onde vivem 18 mil famílias, no (em São Paulo) é a terceira desde junho. A revolta começou depois que uma menina de 17 anos morreu vítima de bala perdida. Ela foi pega de surpresa por uma troca de tiros entre guardas municipais e suspeitos de roubo. Uma tragédia.
Ao mesmo tempo, não tem cabimento que guardas municipais entrem em uma favela atirando. No caso de Heliópolis, os guardas nem deveriam estar ali. Eram de São Caetano do Sul (ABC), e chegaram até a favela na perseguição de duas pessoas suspeitas de roubar um carro.
A Guarda Civil Metropolitana é uma força que pode ajudar na segurança pública. Mas precisa de treinamento adequado, principalmente quando está autorizada a usar armas de fogo. Do contrário, em vez de proteger, vai ameaçar a população.