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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Governo do Estado entrega mais 65 veículos às Polícias Civil e Militar



O governador Jaques Wagner participa nesta quinta-feira (28), às 9h30min, na sede da 23ª Companhia Independente da Polícia Militar, no bairro de Tancredo Neves, da solenidade de entrega de mais 65 veículos para as Polícias Civil e Militar do Estado da Bahia. Do total, oito veículos vão para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) e serão destinados à remoção de cadáveres. Fazem parte do pacote também duas ambulâncias, que ficarão sob a responsabilidade da Polícia Civil.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Segurança pública: Governo federal eleva renda de policiais estaduais



O presidente Lula assinou hoje (26) o decreto que cria as Bolsas Copa e Olímpica para policiais que irão trabalhar nos Jogos. A medida atinge os policiais estaduais, mesmo sendo área de competência dos governadores.

A cerimônia foi no ministério da Justiça, com a presença do ministro Tarso Genro. Também esteve presente a ministra Dilma Roussef.

Com isso, a partir de julho deste ano, os profissionais de segurança pública começarão a receber um adicional que aumentará gradativamente até a data dos eventos.

No caso da Bolsa Copa, policiais e bombeiros das capitais que sediarão as competições vão começar recebendo R$ 550 a mais em 2010. A partir de 2011, a bolsa passa a ser de R$ 665. Em 2012 o acréscimo passa a ser de R$ 760, e em 2013 de R$ 865. No ano da Copa do Mundo os profissionais de segurança pública passarão a receber R$ 1.000 a mais no salário. O valor não será perdido após os Jogos, e será incorporado pelos governos estaduais permanentemente.

Já a Bolsa Olímpica será paga exclusivamente aos profissionais do Rio de Janeiro. No caso deles, o valor será fixo de R$ 1.200. Os policiais e bombeiros do Rio não receberão a Bolsa Copa, apenas a Olímpica até 2016. Depois dos Jogos, o valor também será incorporado aos salários pelo governo estadual.

Para o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, o programa representa um pacto de solidariedade do governo federal com os estados. “O governo federal, pela primeira vez na história, enfrenta, participa e se solidariza com temas relacionados à segurança pública”, disse Cabral.

As regras serão as mesmas do Bolsa Formação – programa que paga um adicional para os policiais que se propõem a fazer cursos de capacitação. Essa bolsa também recebeu aumento hoje, passando de R$ 400 para R$ 443.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Tráfico, favelas e violência


A política de segurança adotada por sucessivos governos da cidade e do Estado comete equívocos e dialoga com público, através das mídias, de modo ainda mais equivocado. Ao não aceitar ajuda federal, o atual governador situou o problema na esfera local, dizendo que, por ora, tinha como resolvê-lo. As questões de fundo que são as verdadeiras causas de tudo isto foram, mais uma vez, para debaixo do tapete da política e da história.
Os últimos incidentes referentes à luta entre policiais-militares e o tráfico, ocorridos na cidade do Rio de Janeiro ganharam espaço nas grandes mídias do Brasil e de inúmeros países do chamado Primeiro Mundo. Como se sabe, o Brasil não está em guerra interna ou externa. Por aqui, não há motivo aparente, no atual contexto, para espetáculos de ações diretas, registrados e reproduzidos fartamente pelas mídias.
É estranho que um helicóptero tripulado por soldados da PM tenha sido abatido em pleno vôo, com duas mortes e dois feridos. A tragédia não foi maior porque foi possível o pouso forçado da aeronave em chamas, em campo aberto. As imagens de sua completa destruição física parecem cenas da Guerra do Iraque, da Colômbia ou do Afeganistão. Mas, não são. Tudo ocorreu em um outrora pacato bairro da Zona Norte – Vila Isabel. Este é ocupado por parcelas das classes médias da cidade, que são vizinhos de muitas comunidades faveladas e foi um dos berços do samba moderno brasileiro.
Jamais isto tinha ocorrido antes. Parece, que existiram tentativas, mas esta foi a primeira vez que se conseguiu concretizar a façanha. Acendeu-se uma lâmpada de alerta. O Rio de Janeiro é uma cidade conflagrada. Talvez, se isto tivesse acontecido antes de sua escolha para sediar as Olimpíadas de 2016, o resultado tivesse sido outro ou a vitória bem mais difícil.
A política de segurança adotada por sucessivos governos da cidade e do Estado comete equívocos e dialoga com público, através das mídias, de modo ainda mais equivocado. Ao não aceitar ajuda federal, o atual governador situou o problema na esfera local, dizendo que, por ora, tinha como resolvê-lo. As questões de fundo que são as verdadeiras causas de tudo isto foram, mais uma vez, para debaixo do tapete da política e da história.
Os problemas sócio-urbanos do Rio de Janeiro são muito graves e se arrastam desde o fim da escravidão, ou mesmo de antes. Tem-se uma cidade dividida entre uma parcela mais rica que mora no ‘asfalto’ e cerca de 600 ou mais comunidades faveladas construídas, em sua maioria, em morros, muitos deles de difícil acesso. Estas comunidades são, de há muito, usadas pelo crime como local de recrutamento e homiziamento. Obviamente, que nada disto é exclusivo à esta cidade, mas nela, esta situação ganha características especiais.
Mais do que um, em cada três cariocas, mora em uma das favelas da cidade. Diferentemente de outras, a geografia do Rio levou e continua levando os excluídos e os imigrantes para os morros e algumas regiões planas de baixo interesse imobiliário. Estas são, por vezes, distantes e periféricas. A origem destas comunidades remonta à época da escravidão. Nesta, negros fugidos – quilombolas – ou abandonados pelos seus senhores usavam os morros para morar e muitas vezes plantar e criar animais.
Quando do fim da Guerra de Canudos (1897), o Morro da Favela, nas proximidades da Central do Brasil, abrigou muitos retirantes do conflito, que vieram para a velha capital. Daí, a origem e a popularização do nome. No local, ainda existe uma impressionante favela, que parece debruçada sobre uma pedreira – o Morro da Providência – que é um dos locais de conflito na cidade. Sua antiguidade e pobreza testemunham anos e anos de descaso público.
Estas comunidades cresceram todas as vezes que houve ciclos de prosperidade no país. Parece paradoxal, mas o que ocorria e ainda ocorre é que imigrantes, vindos para trabalhar na construção civil e outras atividades urbanas, não tinham como morar nos prédios que levantavam e nos bairros onde trabalhavam. A opção era a de construir barracos, se possível, no morro mais próximo de onde labutavam.
Hoje, quase não existem mais barracos. A madeira ficou cara. O tijolo e o cimento são abundantes e relativamente mais baratos do que no passado. As habitações são, quase sempre, construídas em tijolos. Como nem sempre há dinheiro para o reboco externo, muitas favelas, vistas de longe, parecem jogos infantis avermelhados e amontoados. A alvenaria externa é mais facilmente encontrável nas favelas mais antigas e nas mais “ricas”, onde se concentram trabalhadores empregados com carteira assinada ou biscateiros bem-sucedidos. É lógico, que numa mesma favela é possível encontrar as duas situações, bem como se podem ver ainda barracos, agora, construídos com resto do lixo urbano.
O mundo favelado é altamente complexo e não cabe neste pequeno artigo. Nele existe uma estrutura social com imensas diferenças internas. A maioria dos seus habitantes são trabalhadores ou desempregados. Um pequeno percentual dedica-se às atividades criminosas. O preconceito do “asfalto” é antigo, até porque grande parte dos seus moradores e negra, quase negra, de origem nordestina, mineira e vindos de outros bolsões da miséria brasileira. Para as classes médias mais reacionárias, favela é lugar de marginal, de gente que não presta. Esta mesma gente não tem qualquer cerimônia em explorar o trabalho dos que lá vivem.
Entre os governos de Carlos Lacerda e de Chagas Freitas prevaleceu a idéia de que a solução para a questão favelada era a remoção para conjuntos habitacionais construídos pelo governo na periferia do Rio de Janeiro. Pouco a pouco, a proposta de remover perdeu terreno pela a da urbanizar. Aliás, o atual prefeito levantou a mesma questão da remoção, sem nada ainda ter feito de concreto nesta direção. Também, junto com o atual governador do Estado foi feita a polêmica proposta de algumas favelas serem ‘separadas’ por muros do resto da cidade. Os atuais PACs têm projetos engajados em algumas obras de urbanização básica dos mesmos locais.
Os casos de remoção conhecidos nada mudaram para os favelados, liberando terrenos valiosos para a especulação. Os mesmo problemas que existiam na origem foram remontados nos conjuntos habitacionais, rapidamente favelizados. Os projetos municipais urbanizadores, tal como o chamado Favela-Bairro, mudaram muito pouco a realidade destas comunidades. A questão central é que em nenhum destes projetos desenvolvidos ou propostos até hoje houve a preocupação com a distribuição de renda entre os habitantes. O problema do desemprego continuou a ser gravíssimo, afetando, com muita força, os jovens.
Existem milhares e milhares de jovens favelados sem emprego, escolas decentes, comida em casa, saneamento básico, tratamento médico necessário. Os que conseguem trabalho ganham mal e não raro não têm seus direitos respeitados. Neste quadro, fica fácil ao tráfico e a outras atividades criminosas fazer o recrutamento constante. A cada preso ou morto há uma fila de substitutos, de gente capaz e disposta a arriscar a vida para alguns momentos fugidios de glória e de ascensão. A política de matar, torturar e prender em massa nada muda. Ao contrário, cria heróis e mártires, estimulando novas adesões. Por isto, é difícil crer que se deseje, de fato, acabar com o problema.
De todas as favelas cariocas, em torno de dezoito, teriam bolsões mais nítidos do tráfico. O Rio não é Mendellin, na Colômbia. Por aqui, não existem cartéis e nem máfias muito organizadas. A droga vendida no Rio, como se sabe, ou vem do Nordeste (maconha), do Paraguai, da Bolívia, da Colômbia e do Peru. Logo, ela atravessa, certamente por terra, alguns milhares de quilômetros, até estar disponível em um ponto de revenda local. Como passa desapercebida, é um ‘mistério’ a resolver. Parte destes carregamentos sai do Rio para a Europa e EUA. Logo, a cidade é também um entreposto.
Em parte das favelas, onde não existe tráfico ou ele foi banido, funcionam as famosas milícias – nova versão do crime social local, com a clara participação de pessoas de algum modo ligadas às forças repressivas. Quase em todas comunidades existem pequenos grupos de pessoas que se dedicam a vários tipos de atividades criminosas. É difícil que o número de criminosos em uma favela seja superior a um por cento de seus moradores. O número de desempregados ou de subempregados pode chegar a mais da metade do conjunto da comunidade.
Os grupos de traficantes mais comuns são pequenos bandos de, em torno, vinte pessoas, desarticulados e por vezes inimigos entre si que adotam siglas de organizações que só existem atualmente no universo nebuloso das mídias, sem muito respaldo no real. No Rio, felizmente, não há nada como o PCC paulista. É verdade, que uns atiram nos outros e/ou tentam tomar o território dos rivais. O capo, normalmente é alguém mais velho, com várias passagens policiais e com ligações com o crime mais ou menos organizado existente dentro dos presídios. Os soldados do tráfico são jovens, por vezes bem jovens, que têm uma esperança de vida média de dois anos nesta atividade para lá de perigosa.
As armas de guerra que conseguem por efeito da corrupção e do dinheiro acumulado pela venda de drogas, são as mais usadas nas lutas entre as facções. Muitas delas foram produzidas nos EUA, na Inglaterra, em Israel e em países do Leste europeu. Outras, sobretudo munições, se originam também em aquisições feitas no contrabando e as que são oficialmente compradas pelas forças armadas e policiais brasileiras. Sabe-se, que com dinheiro e contatos, não é difícil comprar um fuzil-metralhadora moderno, bem como a munição necessária. O problema está em se imaginar como circulam estes artefatos no mundo contemporâneo. Certamente, há muitos interesses em jogo.
O episódio do helicóptero chama a atenção, porque jamais algo similar havia acontecido. Normalmente, os traficantes atiram na polícia somente quando estão encurralados, que é o que deve ter acontecido. Eles preferem guardar suas balas para seus iguais e para garantir seus reinados nas comunidades onde atuam. Eles evitam um confronto maior com as polícias, porque sabem que serão, no passo seguinte, perseguidos até o destino final.
A atual política de ocupações policiais permanentes de algumas favelas, três até o momento, funciona bem nos locais tomados pela polícia. Mas, tem como efeito colateral estimular os bandos a buscar a quem invadir outras criando guerras, como a que se viu no Morro dos Macacos em Vila Isabel.
Trata-se de uma situação complexa que precisa ser analisada a fundo e que sejam tomadas medidas que tenham efetivo poder de desmontar as bombas relógio sociais da atual fase da modernidade. Uma política de emprego, de divisão de renda, de escolarização real e não formal para todos, de respeito aos direitos humanos e, sobretudo, o exemplo de honestidade pública do poder poderiam fazer a diferença. A exclusão semeia a violência e o caos, levando à uma realidade sem saída.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Mortes sobem nas principais estradas privatizadas por José Serra em SP

Índices pioraram nas rodovias Bandeirantes, Anhanguera, Anchieta, Imigrantes, Raposo Tavares e Castello Branco -todas privatizadas
O índice de mortes por acidentes cresceu nas seis principais estradas estaduais de São Paulo -Bandeirantes, Anhanguera, Anchieta, Imigrantes, Raposo Tavares e Castello Branco- entre 2001, três anos após as concessões, e 2008.
No sistema Anchieta-Imigrantes, o índice detectado é pior do que os padrões internacionais. Os dados são da Artesp, a agência estadual responsável pelos contratos das rodovias concedidas à iniciativa privada.
O aumento atinge, por exemplo, as concessionárias AutoBan (Anhanguera-Bandeirantes, onde o índice passou de 1,83 para 2,32), Ecovias (Anchieta-Imigrantes, de 2,45 para 3,24) e ViaOeste (parte da Castello Branco e da Raposo Tavares, de 0,89 para 2,35).
Esse índice é resultado de uma fórmula internacional que considera a relação entre o número de vítimas, o fluxo de tráfego e a extensão da rodovia. A piora ocorre apesar da expansão da fiscalização eletrônica e da lei seca (que está em vigor desde 2008).
A Artesp considera seguro, com base em padrões internacionais, estradas que obtenham média inferior a 2,5, valor a que a agência pretende chegar em todas as rodovias sob concessão até 2020.
As concessionárias, porém, não podem sofrer nenhum tipo de sanção por conta da piora dos índices, pois não há previsão em contrato.
Segundo o professor Coca Ferraz, coordenador do Núcleo de Estudos de Segurança no Trânsito da USP de São Carlos, o número de mortes é maior do que o apontado no estudo da Artesp -por estarem contabilizados, de acordo com ele, os feridos em acidentes que acabam morrendo nos hospitais.
"Estudo do Ipea [Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas] aponta que o número real é 65% maior que as mortes ocorridas no local"diz Coca Ferraz.
Engenheiro e professor da UnB (Universidade de Brasília), David Duarte Lima avalia que aumento do tráfego e da velocidade não são motivo suficiente para explicar o aumento no índice de mortes nas rodovias terceirizadas.
"Sempre há o que fazer, como aumentar fiscalização, adaptar pistas, realizar campanhas entre usuários."
Na opinião de Lima, metas de redução da violência deveriam constar nos contratos. "Foi um erro da concessão."

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Veja bem Dilma:Equipe de Serra teme o debate sobre segurança


Crimes como sequestro e latrocínio (roubo seguido de morte) bateram recordes no primeiro semestre em São Paulo em comparação com o mesmo período do ano passado
Equipes que trabalham na pré-campanha de José Serra (PSDB) à Presidência de República já estudam como o possível candidato enfrentará num embate eleitoral o seu calcanhar deaquiles: a Segurança Pública em São Paulo. Quando enfrentou o petista Aloizio Mercadante na corrida ao governo da maior cidade do país, em 2006, Serra foi bastante questionado justamente nessa questão.Agora, a equipe de campanha diz que já vai começar estudar as respostas para o debate, para não ser pego de surpresa.
Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, crimes como latrocínio (roubo seguido de morte) e sequestros bateram recordes no primeiro semestre de 2009. Pelas estatísticas oficiais, de janeiro a junho deste ano, só a capital teve 52 latrocínios, contra 29 no mesmo período de 2008, o que gera um aumento de 79,3% na prática desse tipo de crime. No estado todo, 126 pessoas morreram após serem assaltadas no primeiro semestre do ano passado. De janeiro a junho deste ano, o número de casos chegou a 172, criando uma alta de 36,5%. Já o número de sequestros subiu 58,3% na capital. Foram 12 casos no primeiro semestre de 2008 contra 19 nos primeiros seis meses de 2009.
Segundo o cientista político Roberto Romano, da Universidade de Campinas (Unicamp), Serra sempre foi superficial ao debate sobre segurança pública e isso poderá ser uma “arma eficaz” para seus possíveis adversários em 2010. “A violência em Heliópolis, o confronto entre as polícias Civil e Militar e o aumento da criminalidade são pontos fracos que serão usados em campanha, assim como problemas na saúde e na educação”, enumera Romano.
Para o deputado estadual de São Paulo, major Olímpio Gomes (sem partido), a Secretaria de Segurança Pública “faz média” com estatísticas na mídia e encobre os verdadeiros dados de violência do Estado. Ele denuncia que existe uma milícia armada executando silenciosamente policiais militares pelo interior como forma de pressionar o governo. Segundo um dossiê que o deputado tem em mãos, só em 2009, sete policiais já foram executados. O mais recente foi o soldado Marco Antônio Vieira, 44 anos, morto no 5 de setembro com 10 tiros de fuzil disparados na frente da filha de 5 anos, no quintal de casa, na cidade de São Vicente, Baixada Santista. Segundo a Corregedoria da Polícia Militar, é possível que haja uma lista de policiais marcados para morrer, conforme a denúncia do parlamentar.
Major Olímpio tenta emplacar uma CPI na Assembleia Legislativa para investigar corrupção na Secretaria de Segurança Pública do Estado. Para isso, são necessárias 32 assinaturas e o máximo que ele conseguiu foram 31. “Os deputados são pressionados por Serra e acabam assinando e retirando a assinatura em seguida”, diz o político. E acrescenta: “O Brasil não merece esse estereótipo de Segurança Pública que o Serra criou para São Paulo”.
Já o deputado estadual Fernando Capez (PSDB) defende o governo paulista dizendo que o tema segurança pública será usado na campanha presidencial para alavancar a candidatura de Serra. “Em primeiro lugar, os problemas com violência correm o país de norte a sul. Não é uma exclusividade de São Paulo”, frisa. Ele ressalta ainda os números que apontam a queda no número de roubos (0,1%) e homicídios dolosos (intencionais) (8,8%) na capital no primeiro semestre.
Por outro lado, o parlamentar não cita que houve uma alta de 21,3% na prática de homicídio doloso no interior. Capez critica quem condena a segurança pública de São Paulo argumentando que a maioria dos pontos negativos ressaltados é feita sem critérios técnicos. “É muito fácil criticar o aumento da violência usando a ideologia. Em minha opinião, o único episódio lamentável que teve no governo de Serra foi o confronto entre policiais militares e civis”, reconhece.
O publicitário Rogério Figueiredo, especialista em campanhas políticas, diz que a segurança pública é um tema recorrente nas campanhas políticas não só porque é uma prioridade da população, mas também porque rende boas imagens no horário de propaganda na TV. “Com certeza uma das imagens que serão usadas contra José Serra é a do confronto entre as polícias militar e civil em São Paulo”, ressalta.

1- Confronto

Em outubro do ano passado, policiais civis e militares enfrentaram- se durante o protesto dos civis, que estavam em greve há um mês. O confronto começou quando a PM barrou a passagem de uma passeata de policiais civis rumo ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual. Houve tiroteio e 23 policiais saíram feridos.

Comparação com Nova York

Para o governo de São Paulo, o maior desafio da Segurança Pública é coibir a criminalidade e aumentar a sensação de segurança da população de 41 milhões de habitantes. Segundo números fornecidos pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, nos últimos 10 anos, o estado reduziu em 70% o número de homicídios dolosos, feito comparável ao de Nova York e Bogotá. Na prática, segundo o governo, desde 2007, foram salvas as vidas de 20 mil pessoas que morreriam se fossem mantidas os níveis de violência dos anos 90. Desde 1999, foram preservadas 38 mil vidas.
Os números fornecidos pelos órgãos oficiais do governo paulista são motivo de crítica por parte das entidades que estudam a violência e o impacto que ela provoca na sociedade. O Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, recorre sempre aos dados do DATASUS do Ministério da Saúde, que são mais confiáveis na elaboração de teses, mas são divulgados com muito atraso. “O governo de São Paulo tem números corretos, mas eles são manipulados para sempre dar percentuais positivos”, diz uma pesquisadora da USP que não quis se identificar.
O jornal Correio Braziliense, informa em sua matéria que pediu estatísticas de violência e uma entrevista com o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto. Os dados fornecidos em nenhum momento apontam o aumento no número de latrocínios e homicídios. “Hoje, o estado tem 11,1 homicídios por grupo de 100 mil habitantes, por ano. É menos da metade da média nacional, de 24,5 homicídios dolosos por 100 mil habitantes”, aponta os números fornecidos pelo governo.

sábado, 15 de agosto de 2009

Assaltos a ônibus caem 51% em Salvador

A intensificação de abordagens em pontos de acesso de passageiros e no interior dos ônibus, bem como o trabalho ostensivo das polícias Civil e Militar, aliados à criação de três postos avançados de atendimento do Grupo Especial de Repressão a Roubos em Coletivos (Gerrc), contribuíram para a redução no número de registro de assaltos a coletivos em Salvador, nos últimos 30 dias. Levantamento estatístico divulgado nesta sexta-feira (14) pelo Gerrc indica que houve uma redução de 51% dessas ocorrências.
De acordo com o delegado Antônio Cláudio Pereira Oliveira, titular da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) e coordenador do Gerrc, essa redução pode ser atribuída não só ao funcionamento dos postos avançados nas estações Mussurunga e Pirajá e no Terminal Rodoviário de Salvador, como também ao reforço das abordagens dos investigadores do Gerrc em pontos de coletivos e dentro dos ônibus, além de incursões em alguns bairros.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Novos coletes a prova de balas já estão à disposição da Polícia Militar

Os 3.600 novos coletes a prova de bala destinados à Polícia Militar chegaram à Base Área de Salvador, nesta quarta-feira (12), às 18h, trazidos por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). O lote do equipamento de segurança, proveniente do estado de São Paulo, foi licitado em janeiro deste ano pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) e chega para reforçar a segurança dos policiais baianos.
A aquisição e entrega dos coletes faz parte da pauta de reivindicações da PM, que está sendo atendida pelo governo do estado. “Os acordos assinados são para serem cumpridos. Fico feliz com a entrega dos coletes porque, desde o dia em que entrei no governo, tive o interesse de recuperar a auto-estima, o contingente e a infra-estrutura da PM”, comentou o governador Jaques Wagner, que acompanhou a ação.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Detran está pronto para capacitar policiais que conduzem viaturas

O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) está com tudo pronto para iniciar o curso de especialização dos policiais militares que exercem a função de condutores de viaturas. O Detran está aguardando que o comando da Polícia Militar da Bahia (PMBA) envie a lista com os nomes dos alunos. O curso para condutores de veículos de emergência atende a uma reivindicação dos policiais e será ministrado gratuitamente pela Escola Pública de Trânsito.
Segundo a diretora da Escola Pública do Detran, Ana Cristina Regueira, a infraestrutura para a realização do curso está montada. “As aulas terão inicio após o comando da PM enviar os nomes. Podemos começar a qualquer momento, o material didático e o local estão preparados para receber os policiais”, afirmou. A primeira turma contará com cerca de 150 policiais.