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sexta-feira, 28 de maio de 2010

BBC leva ao ar série em inglês sobre ascensão do Brasil


Brasil é tema de série de reportagens em inglês da BBC

A rápida recuperação do Brasil após a crise financeira internacional, o crescimento econômico e a ascensão do país no cenário global são temas de uma série de reportagens especiais que a BBC leva ao ar nesta semana em seu canal internacional de notícias, BBC World News, e no site de notícias em inglês BBC News.

As reportagens, transmitidas em inglês, devem abordar temas que vão da economia à cultura, passando pelo futebol e questões como a violência e a discussão sobre cotas raciais.

Os programas de transferência de renda do governo, como o Bolsa Família, e as críticas a este tipo de assistência serão abordados em uma das reportagens, assim como o problema do turismo sexual no país.

Outra reportagem discutirá a modernização da agricultura e a ascensão do Brasil como um grande exportador de alimentos.

O crescimento do setor aéreo brasileiro, assim como os gargalos que impedem uma maior expansão serão tema de outra matéria da série, assim como a ascensão de uma nova classe média no país.

Na quinta-feira, o âncora da BBC Matt Frei apresentará o programa BBC World News America ao vivo, direto de São Paulo. Ele deve apresentar reportagens sobre a ascensão do Brasil como um ator global e os desafios que o país ainda precisa superar.

Frei estará novamente ao vivo na sexta-feira, transmitindo a partir do Rio de Janeiro. Neste programa, um dos temas abordados deve ser o impacto do crescimento econômico no futebol, e a volta de jogadores brasileiros que jogavam no exterior.

O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 20h, horário de Brasília.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Petrobras desmente Folha e Estadão de novo

A Petrobras, em seu blog Fatos e Dados, desmente Folha e Estadão, e revela mais uma "reporcagem" exemplar de seu péssimo jornalismo, na nota "Licitação de agências de publicidade: carta à Folha de S. Paulo e ao Estadão", transcrita abaixo:

Sobre as notícias "Vazamento põe sob suspeita concorrência da Petrobras e Licitação da Petrobrás sob suspeita", divulgadas respectivamente na Folha de S. Paulo e Estadão nesta sexta-feira (29/1) referentes à licitação das agências de publicidade para atender a Petrobras, a Companhia esclarece:

- que a análise técnica das propostas foi concluída no dia 25/1.

- Os convites para as agências foram emitidos no dia 26/1 para o anúncio das notas na tarde do dia 28/1.

- Um site especializado publicou no final da manhã do dia 28/1 as três agências mais bem colocadas.

A Petrobras ressalta que esta divulgação foi posterior à conclusão da análise técnica [concluída em 25/1, o que descaracteriza a ilação dos jornais de que o resultado seria previamente combinado], o que não altera nem invalida o processo licitatório.

Na tarde desta quinta-feira (28/1) foram divulgadas, na presença de representantes de todas as agências participantes do processo, as notas referentes ao número do lacre de cada proposta (etapa que vale 70 pontos), relativas aos planos de comunicação publicitária apresentados pelos licitantes.

Destaque-se que o número do lacre era de conhecimento exclusivo de cada agência.

O certame prossegue com a análise da capacidade de atendimento e dos “cases” apresentados pelas agências participantes da licitação (valendo 30 pontos). A etapa final será a da abertura das propostas de preço das três primeiras classificadas. Só então serão conhecidas as vencedoras do processo.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Noticiário da Globo culpa São Pedro pelo alagão e aumenta audiência de concorrentes



O noticiário da TV Globo sobre os alagões em São Paulo, colocando toda a culpa em São Pedro, para blindar o governador José Serra (PSDB/SP) e o prefito Kassab (DEMos/SP) de suas responsabilidades, não tem agradado aos telespectadores e tem aumentado a audiência dos concorrentes.

A TV Record tem se especializado em colocar no ar plantões jornalísticos que chegam a marcar 12 e ate 15 pontos – considerado alto para o horário.

Além disso o Jornal da Record que passou por a momentos de baixa voltou a vice-liderança folgada com dois dígitos nos números.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Globo quer Lula mandando fuzileiros navais dar golpe de Estado na Venezuela



O Jornal Nacional (TV Globo) fez aquela "reporcagem" sem pé nem cabeça, misturando Honduras com Venezuela e Lula, editada de forma manipulada e retorcida, que mereceu uma nota ontem no blog Os Amigos do Presidente Lula.

Lá pelo meio da reporcagem (vídeo acima) escalou um "especialista" para opinar sobre as relações Brasil-Venezuela (obviamente escolhido a dedo para falar mal do governo Lula).

O especialsita escalado defendeu que o Brasil e o presidente Lula deveriam patrocinar um golpe de estado na Venezuela, ajudando a derrubar o governo do presidente Hugo Chavez, eleito democraticamente, em eleições diretas. Confira no vídeo.

Em tempo:

- Honduras sofreu um golpe de Estado e derrubou um presidente eleito. O Brasil condenou, assim como a maioria dos países do mundo. Agiu certo.

- A Venezuela tem um presidente eleito por eleições diretas com partidos e imprensa de oposição livres. Não há porque interferir.

- A "crise" que a Globo se refere é a suspenção de 6 canais de Tv a cabo do ar porque descumpriram a lei. Não cabe ao Brasil legislar na Venezuela.

Além disso a Globo nunca chamou de "totalitário" quando a TV Record também foi retirada do ar por descumprir a lei eleitoral no Brasil, nem considerou o caso como "violação da liberdade de imprensa".

- A TV Globo chama de medidas "autoritárias" controle de preços na Venezuela. Mas ela cai em contradição, pois fez ampla campanha na época do Plano Cruzado, incentivando "fiscais do Sarney". Detalhe: naquele tempo o amigão e associado da Globo, ACM, era o ministro das comunicações no governo.

De Zé Augusto

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Presidente Lula dá seu recado "carinhoso" ao PIG na abertura da CONFECOM



Liberdade de manipulação da imprensa

Tenho orgulho de dizer que a imprensa no Brasil é livre. Ela apura – e deixa de apurar – o que quer. Publica – e deixa de publicar – o que deseja. Opina – e deixa de opinar – sobre o que bem entende.

Meu compromisso com a liberdade de imprensa é sagrado. Ela é essencial para a democracia. O Estado democrático só existe, se consolida e se fortalece com uma imprensa livre.

Às vezes, há jornais ou noticiários de rádio ou televisão que se excedem, que desprezam os fatos e embarcam em campanhas, que divulgam inverdades ou mesmo que disseminam calúnias e infâmias. Aprendi a conviver tranquilamente com isso porque tenho a certeza de que, havendo liberdade de imprensa e democracia, mais cedo ou mais tarde a verdade termina prevalecendo.

E por uma razão muito simples: os leitores, os ouvintes, os telespectadores são perfeitamente capazes de separar o joio do trigo, a informação da desinformação, a notícia da campanha, a verdade da eventual manipulação. São críticos implacáveis e juízes muito severos. Quem não os trata com respeito, não mostra consideração pela sua inteligência, acaba perdendo credibilidade.

Por isso mesmo, estou entre aqueles que acham que não há nada melhor para os eventuais excessos cometidos pela imprensa do que a própria liberdade de imprensa.

Vendas de jornais

Os números das vendas de jornais comprovam esse fenômeno. A circulação dos jornais tradicionais no eixo Rio-São Paulo-Brasília, por exemplo, está estagnada há mais de cinco anos em torno de 900 mil exemplares diários. No mesmo período, os jornais das capitais dos demais estados cresceram 41%, ultrapassando a marca de 1 milhão e 700 mil exemplares. As vendas dos jornais do interior subiram mais ainda: 62%. No caso dos jornais populares, a alta é simplesmente espetacular, superando 120% e atingindo o patamar de 1 milhão e 200 mil exemplares.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Lula: Internet deixou as pessoas mais críticas e menos passivas com a "infinidade de blogs"

O Presidente Lula, disse nesta segunda-feira, durante a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que a "liberdade de imprensa" é sagrada, apesar de alguns jornais cometerem excessos. "As vezes, há jornais que se excedem, que divulgam inverdades ou, até mesmo, dissiminam calúnias infames. Aprendi a conviver com isso porque, havendo liberdade de imprensa, a verdade termina sempre prevalescendo", disse o Presidente.

O Presidente, afirmou que a inclusão digital deve ser tratada como uma prioridade nacional, anunciando que um plano nacional de banda larga será lançado "em breve". Lula lembrou que, o advento da internet deixou as pessoas mais críticas e menos passivas com a informação.e que a "infinidade de blogs dos mais diferentes estilos" contribui com a comunicação. "Trata-se de um espaço em permanente ebulição, que atrai um número cada vez maior de pessoas e comunidades. Trata-se de um território de liberdade, que aproxima a comunicação do cidadão, dando voz e alcance a milhões que antes não tinham como se expressar na mídia", disse. "Não creio que é uma ameaça ao jornalismo, ao menos ao bom jornalismo, creio que saíra fortalecido."

"Com a digitalização e a internet, as fronteiras entre os diferentes meios estão sendo dissolvidas. Hoje, texto, áudio e imagem não só são tratados com a mesma tecnologia digital como podem ser disseminados pelas mesmas plataformas. E, com a chegada da TV digital no Brasil e a implantação da banda larga, o processo de convergência de mídias tende a se acelerar ainda mais", disse.

O Presidente ressaltou ainda que a internet provoca uma forte diminuição dos custos na comunicação, diminuindo a concentração de veículos de informação. "Isso tende a criar um ambiente favorável a uma relativa desconcentração dos meios de comunicação, numa inflexão em relação ao impressionante processo de concentração ocorrido nos últimos 40 ou 50 anos em todo o mundo ¿ e também no Brasil.

Liberdade de imprensa

Durante o discurso, Lula afirmou que a liberdade de imprensa é sagrada, apesar de alguns jornais cometerem excessos. "As vezes, há jornais que se excedem, que desprezam os fatos e embarcam em campanhas, que divulgam inverdades ou mesmo que disseminam calúnias e infâmias. Aprendi a conviver com isso porque, havendo liberdade de imprensa, a verdade termina sempre prevalecendo", disse.

Em seu discurso, Lula afirmou que a legislação na área da Comunicação Social é muito antiga, lembrando do Código Brasileiro de Telecomunicações, que é de 1962. "De lá para cá, passaram-se 47 anos, quase meio século, e o mundo e o Brasil passaram por grandes transformações. A transmissão por satélites revolucionou a comunicação, permitindo a formação das redes nacionais de televisão e as transmissões ao vivo para todo o país e todo o planeta. A TV em preto e branco foi substituída pela TV em cores. Se no início da década de 60, havia poucos aparelhos de televisão no Brasil, hoje eles estão presentes em 95% dos domicílios brasileiros", disse.

domingo, 13 de dezembro de 2009

A Confecom começa 2 ª feira



Na abertura da ANTEVESPERA, 2 ª feira próxima (14,12), em Brasília, da 1 ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) brasileira, disponibilizo aqui no blog como diretrizes discutidas e elaboradas pelo Diretório Nacional do PT para esse grande encontro. Pela primeira vez em nossa história, a sociedade brasileira, empresários e não-empresários, Juntamente com o governo, e por iniciativa de uma convocação do presidente da República, debaterão o presente eo futuro das comunicações no país. Serão quatro dias voltados um intenso debate sobre a democratização dos Meios de Comunicação não nosso país e todos os Mecanismos que garantam mais justiça, igualdade e pluralidade de vozes, dentre os quais, Lei de Imprensa, radios comunitárias, Marco Regulatório, Direito de resposta e respeito ao contraditório e à Constituição. Na abertura da ANTEVESPERA, 2 ª feira próxima (14,12), em Brasília, da 1 ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) brasileira, o maior e mais amplo debate sobre comunicação e mídia já realizado no Brasil, disponibilizo aqui no blog como diretrizes discutidas e elaboradas pelo Diretório Nacional do PT para esse grande encontro.

Pela primeira vez em nossa história, a sociedade brasileira, empresários e não-empresários, Juntamente com o governo, e por iniciativa de uma convocação do presidnete da República, debaterão o presente eo futuro das comunicações no país.

Serão quatro dias voltados um intenso debate sobre a democratização dos Meios de Comunicação não nosso país e todos os Mecanismos que garantam mais justiça, igualdade e pluralidade de vozes, dentre os quais, Lei de Imprensa, radios comunitárias, Marco Regulatório, Direito de resposta e respeito ao contraditório e à Constituição.

Para aquecer o debate, indico a todos que leiam o artigo do professor de Comunicação da UFRJ, Marcos Dantas "O PT e uma Conferência de Comunicação "Alinha, que as diretrizes do partido em relação à Confecom.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

YouTube abre canal para jornalismo feito por usuários

Celebridades, tenham cuidado: o YouTube está facilitando ainda mais para que qualquer pessoa com uma câmera transforme o seu comportamento, seja mundano ou sensacional, em notícia.

O maior site de compartilhamento de vídeo do mundo lançou o YouTube Direct, pelo qual TV e editores de notícias online podem obter vídeos dos chamados “cidadãos jornalistas”, ou mesmo pedir que tais vídeos sejam filmados por amadores em busca de atenção.

Não se trata somente de celebridades, é claro. Muitos portais de notícias procurarão cenas de desastres, por exemplo, ou comportamentos agressivos em encontros políticos.

Portais de notícias procurando vídeos podem anunciá-lo de diversas maneiras, incluindo através de vídeos com pedidos no YouTube. Quando um usuário do YouTube possui um vídeo que eles acreditam ser interessante para a imprensa, é mais fácil para os editores, produtores e jornalistas contatá-los.

- Empresas de notícias sempre querem verificar o conteúdo que usam -disse Steve Grove, chefe de notícia e política do YouTube.

O YouTube Direct não é uma forma de gerar receita, seja para o YouTube ou para seus usuários, disse Grove.

- É um incentivo para o envio de grandes vídeos, por conta do reconhecimento que você ganha de legítimas empresas de notícias - explicou.

O Huffington Post, NPR, Politico, San Francisco Chronicle e duas estações da Boston TV estão testando o serviço. Em uma publicação no blog, Grove apresenta exemplos desse tipo de conteúdo com qualidade: um terremoto de magnitude 7,8 na China e um professor gritando e estapeando um estudante autista.

Separadamente, a Univision disse na segunda-feira que irá fornecer seus programas de TV em espanhol para o YouTube de suas três redes: Univision, TeleFuture e Galavision.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Democracia e diversidade na eleição de delegados para Conferência Nacional

Um amplo debate marcou a agenda de trabalho dos quase 700 participantes da etapa baiana da Conferência Nacional de Comunicação – Confecom, realizada neste fim de semana na Fundação Luis Eduardo Magalhães, no CAB, em Salvador. Neste domingo (15) os grupos se dividiram em três eixos temáticos: Produção de Conteúdo, meios de Distribuição e Cidadania: Direitos e Deveres. O resultado foi um rico conjunto de idéias e propostas para a fase nacional que acontece de 14 a 17 de dezembro, em Brasília. Um aspecto apontado como dos mais relevantes foi a diversificada representatividade de territórios, gênero, etnia e segmentos sociais.

Depois das deliberações dos grupos, os representantes dos segmentos se reuniram no auditório principal, às 11h, para o anúncio dos delegados eleitos por cada grupo. Foram escolhidos 108 delegados: 48 eleitos pela sociedade civil empresarial, outros 48 pela sociedade civil e 12 pelo poder público. Painéis temáticos e uma palestra do Jornalista Paulo Henrique Amorim complementaram a programação iniciada no sábado com a presença do governador Jaques Wagner, deputados estaduais e federais, além de outras autoridades.

A democratização da informação, a regulamentação dos veículos comunitários, a implantação de uma rede pública de comunicação e a divulgação das produções regionais, são algumas das sugestões baianas que serão levadas à Confecom pelos delegados. “Para que o processo de democratização da comunicação se dê, é preciso pensar também na questão dos recursos para a infraestrutura do acesso à informação e isso também será levado à Brasília”, pontuou uma das delegadas que representa a sociedade civil empresarial, Acidália Ribeiro. Um dos delegados da sociedade civil, Cledson Cruz, refletiu que “o acesso à informação através de diferentes meios de comunicação para os portadores de deficiência também tem que ser lembrado e essa conferência é o primeiro passo pra que isso se concretize”.

Eleita como uma delegadas que irão representar o poder público, Rosely Arantes, explicou que um dos pontos mais discutidos durante o encontro foi a regulamentação dos veículos de radiodifusão comunitários. “Essa questão já vem sendo discutida na Bahia e com ações efetivas por parte do Estado, mas a Conferência vai dar mais visibilidade ao tema e propor que a atual lei seja modificada”, disse.

Segundo o assessor geral de comunicação da Bahia, Robinson Almeida, “o que se viu nesses dois dias foi um show de democracia, do contraditório aliado ao respeito pela opinião de cada cidadão”. Ele explicou que as propostas reunidas na Bahia vão pautar a discussão em Brasília para que os principais entraves para a democratização da comunicação no país sejam esclarecidos e resolvidos.

Entre as propostas, a divulgação da produção dos conteúdos regionais é uma das mais relevantes, de acordo com os participantes. Para Robinson, “se as pessoas puderem divulgar suas produções nos meios de comunicação, a democratização no setor se dará com mais facilidade”.

Realizada pela Assessoria Geral de Comunicação Social (Agecom), em parceria com os movimentos sociais, empresários e trabalhadores, a etapa baiana materializou uma bandeira histórica da sociedade. O decreto assinado pelo governador Jaques Wagner criou um Grupo de Trabalho (GT) que vai apresentar um anteprojeto de Lei, em até 180 dias, para regulamentar o Conselho Estadual de Comunicação. A assinatura foi comemorada com louvor pela platéia e destacada pelo governador “como um exemplo de como o atual ambiente político do estado pode contribuir também para o amadurecimento das relações entre sociedade e governo, e consolidação da democracia”.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Imprensa partidária reclama da internet


Para fechar a semana eu gostaria de saber a opinião de vocês sobre o editorial do Jornal Folha de S,Paulo desse domingo.
A Folha de São Paulo publicou editorial neste domingo criticando "práticas desleais na internet" que estariam "colocando em risco as bases que permitem o exercício do jornalismo no país". A Folha, no caso, se apresenta como porta-voz deste jornalismo independente. Para o jornalista Luis Nassif, (Aqui na carta Maior)o editorial aponta o objetivo final do processo que explica o comportamento da mídia a partir de 2005: "a politização descabida, as tentativas sucessivas de golpes políticos, os assassinatos de reputação de políticos, juízes, jornalistas".

Direito à informação

Práticas desleais na internet colocam em risco as bases que permitem o exercício do jornalismo independente no país.

DEMOCRACIAS tradicionais aprenderam a defender-se de duas fontes de poder que ameaçam o direito à informação.
Contra a tendência de todo governo de manipular fatos a seu favor, desenvolveram-se mecanismos de controle civil -caso dos veículos de comunicação com independência, financeira e editorial, em relação ao Estado. Contra o risco de que interesses empresariais cruzados ou monopólios bloqueiem o acesso a certas informações, criaram-se dispositivos para limitar o poder de grupos econômicos na mídia.Essas salvaguardas tradicionais se veem desafiadas pelo avanço da internet e da convergência tecnológica nas comunicações -paradoxalmente, pois esse mesmo processo abre um campo novo ao jornalismo.
Apesar da revolução tecnológica e do advento de plataformas cooperativas, a produção de conteúdo informativo de interesse público continua, majoritariamente, a cargo de organizações empresariais especializadas. O acesso sistemático a informações exclusivas, relevantes, bem apuradas e editadas sempre implica a atuação de grandes equipes de profissionais dedicados apenas a isso. Essas equipes precisam ser remuneradas -ou o elo se rompe.
Quando um serviço de internet que visa ao lucro toma, sem pagar por isso, informações produzidas por empresas jornalísticas, as edita e as difunde a seu modo, não só fere as leis que resguardam os direitos autorais. Solapa os pilares financeiros que têm sustentado o jornalismo profissional independente.
Quando um país como o Brasil admite um oligopólio irrestrito na banda larga -a via para a qual converge a transmissão de múltiplos conteúdos, como os de TVs, revistas e jornais-, alimenta um Leviatã capaz de bloquear ou dificultar a passagem de dados e atores que não lhe sejam convenientes. A tendência a discriminar concorrentes se acentua no caso brasileiro, pois os mandarins da banda larga são, eles próprios, produtores de algum conteúdo jornalístico.
Quando autoridades se eximem de aplicar a portais de notícias o limite constitucional de 30% de participação de capital estrangeiro, abonam um grave desequilíbrio nas regras de competição. Veículos nacionais, que respeitam a lei, têm de concorrer com conglomerados estrangeiros que acessam fontes colossais e baratas de capital. Tal permissividade ameaça o espírito da norma, comum nas grandes democracias do planeta, de proteger a cultura nacional.
Contra esse triplo assédio, produtores de conteúdo jornalístico e de entretenimento no Brasil começam a protestar.
Exigem a aplicação, na internet, das leis que protegem o direito autoral. Pressionam as autoridades para que, como ocorre nos EUA, regulamentem a banda larga de modo a impedir as práticas discriminatórias e ampliar a competição. Requerem ao Ministério Público ação decisiva para que empresas produtoras de jornalismo e entretenimento na internet se ajustem à exigência, expressa no artigo 222 da Carta, de que 70% do controle do capital esteja com brasileiros.
A Folha se associa ao movimento não apenas no intuito de defender as balizas empresariais do jornalismo independente, apartidário e crítico que postula e pratica. Empunha a bandeira porque está em jogo o direito do cidadão de conhecer a verdade, de não ser ludibriado por governos ou grupos econômicos que ficaram poderosos demais.
O que já sabíamos está sendo escancarado, que horror, que vergonha, essa é a imprensa imparcial que adora gritar pela "liberdade de imprensa"?
O editor da Folha acaba de escancarar o jogo! Admite sem rebuços que a imprensa brasileira partidariza porque o PT, segundo ele, também partidariza as verbas de publicidade! Não se dá ao trabalho de explicar quem deu o pontapé inicial nesse jogo insólito, mesquinho e extremamente prejudicial aos interesses do povo brasileiro. Não justifica como uma verba que era distribuída entre 500, e que passou a ser distribuído entre mais de 2500, possa implicar num protecionismo maior do que havia na sistemática anterior, nem tampouco se deu ao trabalho de dizerr que a imprensa golpista, na verdade, tentou é fazer o governo Lula de refém, como que dizendo a ele: DIRECIONE AS VERBAS DE PUBLICIDADE MASSIVAMENTE PARA O MEU JORNAL QUE EU ALIVIO A CRÍTICA PARA O SEU LADO, prática, alías, descaradamente adotada durante todo o governo FHC (inclusive com a manutenção de Mirian Dutra em Barcelona sob as expensas da Globo, fato sabido e ocultado por toda imprensa, mas nem tanto pelo jornalista Palmério Dória, na revista Caros Amigos), e repetida no Estado de São Paulo especialmente nos governos Alkimin/Serra. Melhor assim, às escancaras. Afinal, aqui em casa o único que gosta da Folha é o cachorro. Basta forrar a área de serviço com o jornalão que ele não se faz de rogado…

domingo, 15 de novembro de 2009

Lula defende fim do monopólio dos meios de comunicação

O Presidente Lula defendeu na noite desta sexta-feira, em Osasco, ao participar da cerimônia de inauguração da nova sede da Rede TV, o fim do monopólio na comunicação brasileira. "Quero que outros canais de TV sigam o mesmo caminho que vocês seguiram porque quanto mais TV, quanto mais jornalismo, quanto mais programação cultural, quanto mais debate político, mais democracia vamos ter neste País, e menos monopólio vamos ter nos meios de comunicação", disse Lula.
Em seu rápido discurso, o Presidente também fez elogios ao sistema de TV digital de tecnologia japonesa implantado pelo Brasil. "Todos (os outros países) vão perceber logo logo que o sistema que implantamos no Brasil é muito melhor", afirmou.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Veículos formaram redes de informação com ouvintes. Jovem Pan criou a vinheta "Durante o apagão, o rádio não apaga"

Por Aline Bellatti Küller e Lena Castellón

Em pesquisa recente divulgada pelo Vox Populi, o meio rádio se saiu na frente no quesito credibilidade. Com o apagão - que afetou 18 estados brasileiros na noite da terça-feira 10 e início desta quarta-feira, 11 -, sua importância voltou a ser ressaltada e sua imagem, fortalecida. Emissoras como Jovem Pan, Eldorado e Bandeirantes acionaram seus geradores e equipes de profissionais para manter o público informado. E também foram abastecidos por ele, em um movimento que formou uma grande rede, acessada por muitos enquanto TVs e computadores, em sua maioria, ficaram desconectados.

As emissoras ouvidas pela reportagem foram unânimes em afirmar que é em situações como essa - de grande impacto para a população, que exige agilidade na informação e ab re espaço pa ra a manifestação das pessoas - que o rádio mostra seu poder e reforça sua marca de ser um veículo de comunicação instantânea e responsável por prestação de serviços.

Durante o noticiário, a Jovem Pan utilizou uma vinheta, criada na hora, ressaltando a importância do meio. "Durante o apagão, o rádio não apaga" foi o que se ouviu entre uma informação e outra.

A Jovem Pan mobilizou toda a sua equipe e unificou sua transmissão do AM com a da FM, atualizando seus ouvintes em tempo real e realizando um trabalho em conjunto com o público. Para Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, diretor da Jovem Pan, a base da audiência da rádio é medida pela repercussão: "O rádio é a maior companheiro do homem. Tudo parou, mas o rádio continuou lá".

Interação

Ronald Gimenez, editor-chefe da rádio SulAmérica Trânsito, disse que, pelo modelo de autuação da emissora, a in teração com os ouvintes já é bastante intensa. Com o blecaute, essa relação se fortaleceu. Prestando informação a todo instante - as equipes já estavam na rua quando o problema começou -, as primeiras notícias foram direcionadas aos cenários mais localizados. Ou seja, os bairros.

Mas a rádio convocou os ouvintes a relatar suas experiências e sondar amigos e parentes de outros lugares. Em pouco tempo conseguiu-se a dimensão do problema. "Fomos ampliando os contatos até que chegou um e-mail dizendo que também havia apagão no Paraguai", recorda.

No horário em que o blecaute surgiu, a equipe é formada por seis profissionais. Porém a informação ganhou poder multiplicador devido à participação da audiência. E ela se manteve ativa. Gimenez aponta que, no dia do "alagamento de São Paulo" (08 de setembro deste ano), o portal de voz da SulAmérica Trânsito registrou cerca de 8 mil minutos de gravações.

Os números do apa gão mostram q ue foram feitas aproximadamente 6 mil minutos de gravações entre as 22h da terça-feira e 3h da quarta-feira. Mais: desse horário até o meio-dia desta quarta-feira, 11, foram somados 3 mil minutos de gravações.

Dez anos depois

André Luiz Costa, diretor de jornalismo da BandNews FM - presente em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador, Brasília, Curitiba e Campinas (SP) - lembra que, do último apagão (em 1999) para o atual, passaram-se dez anos, tempo em que houve grande avanço tecnológico. Isso, entretanto, não tirou a força do rádio. "Quem tinha rádio de pilha, tinha informação. É um meio de acesso amplo e móvel", comenta.

Em sua opinião, os novos meios complementaram os serviços do rádio. "Enquanto duraram baterias de celulares e laptops, as notícias chegaram para a gente. Tivemos uma participação forte do público, com SMS e e-mails. Fizemos apuração co m o ouvinte, cr iando com isso uma rede. E coordenamos essa apuração", afirma.

A BandNews teve um problema técnico de sintonia logo nos primeiros minutos do apagão, fruto exatamente da interrupção de energia. "Todo mundo sofreu um pouco", emenda Costa.

Ainda pelo grupo, a rádio Bandeirantes também contou com a agilidade de sua equipe para manter a população bem informada. "O apagão comprometeu outras mídias. Com a atuação que teve, o rádio ganhou muito mais força", acredita José Carlos Carboni, diretor de jornalismo.


Ele acrescenta que o meio se evidencia também porque traz relatos emocionantes. "O ouvinte percebe que tem alguém respirando do outro lado", diz. Carboni divide a cobertura em dois momentos: o primeiro foi o da tomada de consciência do fato, transmitindo notícias sobre o trânsito e sobre outros efeitos bairro a bairro. Enquanto isso, a equipe de produção corria atrás de informações com autoridades. E esse se torno u o segundo momento importante: o da consolidação das notícias.

"O grande papel do rádio é relatar, abranger o maior número possível de vozes e formar uma cadeia de informações, com a participação de várias pessoas", argumenta. Para Carboni, o rádio é mais ágil porque depende basicamente do áudio - não precisa subir nenhum arquivo para a internet, por exemplo. Além disso, ele salienta, o meio agrega outras mídias a sua cobertura. "O rádio é um veículo que existe há muitos anos e se mostra que se complementa com as demais mídias. Não é superior, nem inferior. Mas nessas horas se mostra fortalecido" .

Mídias integradas


Outras emissoras destacaram a integração das mídias. Na CBN, o uso das linhas telefônicas ficou restrito aos repórteres. Os ouvintes entravam em contato pelo blog, SMS e principalmente pelo Twitter, que, segundo Zallo Comucci, gerente executivo da CBN, registrou um aumento de mensag ens entre 200 e 300% em comparação com os dias normais. A emissora contou com mais de 40 profissionais na redação e nas ruas de São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, mandando informação e registrando o apagão.

Filomena Salemme, editora-chefe da rádio Eldorado, também salientou o papel colaborativo do público, por meio do Twitter, telefone e SMS, totalizando mais de mil participações, o que representa um aumento de 70% em relação ao dia-a-dia da rádio. O serviço de mensagem de texto, lançado na segunda-feira 9 foi uma das principais novidades, com mais de 700 registros.

A emissora interrompeu sua programação às 22h12 e começou a prestação de serviço com a participação de toda sua equipe (formada por 40 profissionais) . Entraram também no ar opiniões de especialistas, representantes do governo e do ouvinte repórter, um recurso muito utilizado no cotidiano pela Eldorado, no qual o público é, ao mesmo tempo, o in formado e o informante, criando uma rede de solidariedade.

Revista "Forbes" deixa de consultar Caetano e FHC, e inclui Lula na lista dos mais poderosos do Mundo


Lula é o "analfabeto" de Fernando Henrique Veloso. Lula é o "apedeuta" do jornalismo de esgoto. Lula é o homem dos quatro dedos nos adesivos da classe média paulistana. Lula é o "subperonista" de FHC.
A revista "Forbes" - afoita e despreparada - não consultou FHC, nem Caetano, nem o jornalismo de esgoto brasileiro.
A revista "Forbes" , por isso, comete essa gafe lamentável: inclui Lula na lista dos homens mais poderosos do Mundo.
A "Forbes" deve ter entrado na lista da imprensa que faz o jogo lulista por receber verbas publicitárias do Planalto, como choramingou dia desses um articulista da "Folha" -(antes, as verbas iam só para os barões da imprensa).
Mas, vamos aos fatos.
Lula não é importante por causa do reconhecimento da "Forbes".
Lula é importante porque:
- criou mercado interno no Brasil, o que foi fundamental para enfrentar a crise de 2008;
- iniciou o resgate da dívida social brasileira (com programas clássicos da melhor tradição social-democrata) ;
- restabeleceu a dignidade e a independência da política externa brasileira;
- deixou de criminalizar os movimentos sociais, como faziam os governos anteriores;
- reverteu a trajetória privatista, voltando a investir em planejamento estatal (ainda que de forma insuficiente, como vimos agora com o "Apagão" - que não pode ser comparado ao "Apagão" tucano de 2001, que era estrutural, fruto de uma visão liberalóide e privateira).
Lula é importante também porque não brincou com a democracia, e recusou-se a caminhar para o terceiro mandato (FHC, lembremos, mudou as regras d jogo para aprovar a reeleição, num atentado às regras democráticas; e o fez sem consulta popular, só manobrando a base de apoio no Congresso).
Por tudo isso Lula é importante. Menos para a oposição canhestra brasileira.
Não deixa de ser irônico que ele tenha o reconhecimento da "Forbes", enquanto a "Veja" preferiu desferir em Lula um chute no traseiro.
No fim das contas, é o Brasil que vai dar um chute no traseiro da "Veja" e do jornalismo de esgoto. Jornalismo praticado por apedeutas analfabetos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a 33ª pessoa mais poderosa do mundo, segundo um ranking preparado pela revista americana Forbes e divulgado nesta quinta-feira.
O ranking completo, com 67 nomes, traz ainda o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, que é o maior produtor mundial de soja, na 62ª posição.
A lista é encabeçada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, seguido pelos presidente da China, Hu Jintao, e pelo premiê e ex-presidente russo Vladimir Putin.
O presidente do Fed, o Banco Central dos Estados Unidos, Ben Bernanke, é considerado pela revista o 4º homem mais poderoso do mundo.
Segundo a revista, a compilação da lista tentou responder a questões como que influência as pessoas têm sobre outras, o controle que elas têm de grandes recursos financeiros e o poder que elas têm em múltiplas esferas.
A revista justifica a escolha de Lula como 33º de sua lista dizendo que ele “governa o maior produtor de alimentos do mundo, o maior exportador de açúcar, de suco de laranja, de café, de carne e de frango”.
A Forbes comenta que seu “projeto de estimação” é a exploração dos vastos campos de petróleo na costa brasileira, “tornando o país o número 1 no mercado de carbono projetado em US$ 125 bilhões”.
No perfil que faz de Blairo Maggi, por sua vez, observa que ele ajudou a fazer da soja o principal produto de exportação brasileiro, mas que foi acusado de desmatar a floresta amazônica, pelo que recebeu o prêmio “Motosserra de Ouro”, da ONG Greenpeace, em 2005.
Apesar disso, a revista observa que ele mudou sua imagem com os ambientalistas ao conseguir reduzir dramaticamente o desmatamento no Estado e ao defender uma compensação financeira para que os agricultores não desmatem a floresta.
Lula aparece no ranking pouco acima de figuras como os premiês do Japão, Yukio Hatoyama, e da Índia, Manmohan Singh, e do saudita Osama bin Laden, líder da Al Qaeda, em 35º, 36º e 37º lugares na lista, respectivamente.
Mas fica atrás de outras figuras políticas como os primeiro-ministros da Itália, Silvio Berlusconi (12º lugar), da Alemanha, Angela Merkel (15º), e da Grã-Bretanha, Gordon Brown (29º), ou do líder da Coreia do Norte, Kim Jong Il (24ª posição na lista), e até mesmo do ex-presidente americano Bill Clinton (31ª) ou do prefeito de Nova York, o milionário Michael Bloomberg, que aparece no 20º lugar.
Nos primeiros lugares da lista estão também empresários, como os fundadores do Google, Sergey Brin e Larry Page, em 5º lugar, o mexicano Carlos Slim Helu, em 6º, o magnata da mídia Rupert Murdoch, em 7º, Michael T. Duke, presidente da Wal-Mart, em 8º, e Bill Gates, fundador da Microsoft e homem mais rico do mundo, em 10º.
A Forbes observa que a lista tem um nome para cada 100 milhões de habitantes da Terra.

Desrespeito e manipulação:Globo impede Record de entrevistar secretário de Minas e Energia


O programa "Hoje em Dia", da Record, exibiu hoje pela manhã um bate-boca ao vivo entre repórteres da Globo e da Record que disputavam uma entrevista com o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmerman
A repórter da Record Venina Nunes foi anunciada pelos apresentadores do programa e apareceu ao vivo perto do secretário, que aguardava para ser entrevistado por Camila Bomfim, da Globo News.
Venina tentou então chamar o secretário para começar uma entrevista, mas foi interrompida pela jornalista da Globo, que informou que ela deveria esperar.
"Muitas pessoas estão querendo ter a informação. Tá tudo certo, não se preocupe, a gente está acompanhando tudo por aqui", disse Celso Zucatelli, um dos apresentadores do "Hoje em Dia" que, em seguida, criticou o trabalho dos assessores de imprensa.
"Se não está ao vivo, se estão segurando o secretário propositalmente... eu venho aqui pedir que a assessoria do secretário colabore. Olha só, o secretário está esperando, nós estamos esperando porque a assessoria resolveu que ele vai esperar", disse o apresentador.
A repórter da Record chegou a sair por alguns minutos do local onde a entrevista aconteceria e depois voltou, tentando novamente falar com o secretário.
"Você invadiu o espaço da Globo, invadiu o link", disse um assessor de imprensa, impedindo novamente que a repórter da Record se aproximasse.
Enquanto a jornalista se explicava novamente aos telespectadores, a Globo News exibia a entrevista de Camila com Márcio Zimmerman.
Chamada ao vivo novamente pela equipe do "Hoje em Dia", Venina Nunes teve que esperar novamente, pois o secretário estava gravando uma nova entrevista para a Globo.Esse secretário heim! É bem mala! Quer dar preferência para a Globo porque?

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Nós temos a força!...Vox Populi: sites e blogues superam revistas e jornais somados

Pesquisa encomendada pelo Grupo Máquina ao Vox Populi que ouviu 2,5 mil pessoas e teve seu resultado publicado no Meio Mensagem desta semana reforça a tese insistentemente defendida aqui.
O levantamento mostra que a principal fonte de informação do brasileiro ainda é a TV com 55,9% da preferência dos entrevistados, mas o segundo já são os sites de notícias e blogues, com 20,4%, um resultado fantástico para um tipo de comunicação que ainda não chegou à adolescência.
E mais fantástico ainda porque é o dobro do público que se informa por jornais impressos, preferidos de 10,5%. E quase três vezes mais do que o rádio, com 7,8%.
Não pensem, porém, que a força da internet se resume à força de sites e blogues. As redes sociais já contam 2,7% da preferência dos pesquisados como fonte primeira de informação, estando à frente dass versões online dos jornais, 1,8%, e das revistas impressas, com 0,8%. Um
Em relação à credibilidade, os sites e blogues jornalísticos também ocupam boa posição. Neste quesito, o rádio está em primeiro lugar com nota média de 8,21 e os sites e blogues jornalísticos estão um centésimo atrás com 8,20.
Só depois aparecem TV, 8,12, jornais online, 8,03, jornais impressos, 7,99, revistas impressas, 7,79, redes sociais, 7,74, e revistas online, 7,67.
Há alguns dias escrevi aqui que não se pode mais denominar de grande mídia os jornais diários brasileiros, dada a irrelevância das tiragens que têm. Esta pesquisa só reforça a tese de que cada vez mais brasileiros estão formando sua opinião de forma horizontal, a partir de espaços onde não são apenas expectadores, mas também analistas e produtores de informação.

domingo, 8 de novembro de 2009

O PCC ataca, a imprensa esconde, e José Serra faz campanha

A imprensa, evita ao máximo prejudicar a campanha política do governador paulista, José Serra (PSDB.
Primeiro: A imprensa não associa o PSDB ao nome do senador tucano Eduardo Azeredo. Para não desgastar a imagem de José Serra, o mensalão é de Minas. Mensalão, só ganha nome de partido político quando as matérias de jornais se referem ao governo Lula.:“Mensalão do PT e mensalão de Minas”.
Bem observado pelo Portal Vermelho, o jornal O Estado de S. Paulo praticamente escondeu a notícia, publicando-a na página 9 de seu primeiro caderno.
A Folha de S. Paulo deu uma chamada subalterna e amena na capa ("Relator do STF aponta crime de Azeredo em valerioduto") e trouxe uma reportagem com apenas 630 palavras, pequena para os padrões do escândalo midiático.
O Globo deu, na capa, uma manchete sobre economia e, em sua página eletrônica preferiu atacar o deputado José Genoino (PT-SP), com a manchete "Réu do mensalão, Genoino defende 'ficha-suja'", só se referindo à decisão do ministro Joaquim Barbosa numa matéria secundária com um título "frio": "Para relator do mensalão no STF, Eduardo Azeredo cometeu peculato".

Segundo: A imprensa, faz de conta que não sabe, mas, o mensalão tucano envolve Azeredo com a lista de Furnas.No episódio, Nilton Monteiro entregou para a PF recibo no valor de R$ 4,5 milhões assinado por Eduardo Azeredo que registra financiamentos de campanha do senador em 2002 e mais 156 políticos. A investigação do mensalão tucano foi iniciada com base nesses dados que nós publicamos aqui no blog, com exclusividade em 2005. A lista de furna faz descrição de origem e destino de recursos de caixa dois do PSDB. Veja aqui e os documentos aqui

Terceiro:A imprensa esqueceu o nome da facção criminosa que age no estado de S.Paulo: Ontem, jornais notíciaram que, "Com armas de guerra, uma quadrilha"...A quadrilha em questão, nada mais é que, o Primeiro Comando da Capital, o (PCC), nascido dentro dos presídios de São Paulo, há 15 anos,desde o primeiro dia em que o PSDB assumiu o governo paulista.
O PCC roubou, anteontem, cerca de R$ 6 milhões de um carro-forte da Prosegur, na Rodovia Anhanguera,(privatizada por José Serra) e matou um empresário -A Intervias, era uma das clientes do empresário morto-.O ataque é semelhante ao ocorrido 23 dias atrás na cidade de Amparo,também em São Paulo, quando assaltantes levaram R$ 1.367 milhão de um carro-forte da mesma empresa.O PCC foi bem ousado dessa vez...usou um ônibus para fechar a Rodovia.
Em ambos os casos, os criminosos portavam metralhadoras e fuzis de uso restrito, uma arma desse calibre teria abatido um helicóptero da polícia no Rio, no mês passado, dizem polícias civis. Aliás, não faz muito tempo que, um paulistano foi preso na Bahia transportando num ônibus uma metralhadora .50, capaz de derrubar aeronaves. A imprensa, finge que nada está acontecendo. Fala em quadrilha criminosa, mas esquece de dar o nome dessa quadrilha. Afinal, dia sim, e outro também, José Serra, está discursando nos palanques, e a divulgação de notícia da ação do PCC, prejudicaria a campanha Serra presidente.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O Brasil que a imprensa brasileira esconde e do exterior mostra

O "Financial Times" publica hoje e adiantou ontem em texto e PDF um caderno especial de dez páginas sobre investir no Brasil. Destaca longas entrevistas, inclusive vídeo, com Lula e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, cotado para ser o presidente do Banco Central. Ocupando metade da capa, um anúncio do Bradesco. Nas páginas internas, várias estatais, mais Andrade Gutierrez e Votorantim.
No enunciado da primeira página, "Louvor olímpico põe selo no progresso". Na home page do caderno, "Superpotência pronta para alimentar o mundo". Ao longo dos 36 textos, temas como o Bolsa Família que "faz diferença de verdade"; a aspiração de ser destino turístico global, mas também a violência no Rio; e o "forte crescimento depois de breve queda".
O correspondente do "Le Monde", Jean-Pierre Langellier, viajou até a "Bacia do São Francisco", de onde enviou a longa reportagem "Os trabalhos faraônicos para irrigar o Nordeste", sobre a transposição de Lula. Para o outro lado, ouviu d. Luiz Cappio e Ivan Valente, do PSOL.
O espanhol "El País" publicou o artigo "Brasil, grande potência latina". Abre dizendo que "parece que o Brasil se cansou de ser o país do futuro e se prepara para interpretar o papel de grande potência". Convoca para um evento político-institucional sobre o país, em fundação de Madri.
O sul-africano "Independent" deu a reportagem "Disputa pela África: Brasil ganha terreno da China", do "correspondente de investimentos na África" da Reuters.Em suma, a "China lidera, mas quem acha que Pequim já costurou o continente só precisa olhar o passaporte de Lula" -que antes de estrear na Europa, em 2007, já teria viajado seis vezes à África.
Sob o título "Ajudaremos Colômbia e Venezuela a vigiarem sua fronteira", o assessor de Lula, Marco Aurélio Garcia, "um dos artífices da decolagem definitiva do Brasil em política externa", deu entrevista em Madri ao "El País".

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Senado restringe abertura de rádio comunitária.

Proposta aprovada na Comissão de Ciência e Tecnologia proíbe a autorização para rádios de associações ou fundações instaladas há menos de dois anos.
A Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado aprovou há pouco uma proposta que limita a abertura de novas rádios comunitárias. O projeto, de autoria do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), proíbe a concessão da exploração do serviço de radiodifusão comunitária para entidades constituídas há menos de dois anos.
Como tramita em caráter terminativo, o texto será enviado diretamente para a Câmara sem passar pelo Plenário caso não seja apresentado recurso por parte de nove senadores nas próximas cinco sessões.

Veja a íntegra do PLS 260/09

Segundo Flecha Ribeiro, as rádios comunitárias “estão invadindo o setor da comunicação privada” e tirando proveito econômico em vez de beneficiarem a comunidade local com produções artísticas, culturais e educativas.
“É preciso ressaltar que, na modalidade comunitária de radiodifusão, o Estado abre mão de receita patrimonial oriunda do licenciamento de uso de um bem público – no caso, parcela do espectro de radiofrequências – para conceder a determinados grupos sociais instrumentos de apoio ao seu desenvolvimento” , afirma o senador em seu projeto.
“Por essa razão, consideramos justo exigir-se que as associações e fundações que pleiteiam autorização para exploração do serviço comunitário estejam constituídas há pelo menos dois anos. Com isso, pretende-se evitar a utilização desse espaço público de forma inadequada, por entidades a serviço de causas que não se coadunam com os fins para os quais a radiodifusão comunitária foi criada”, justifica Flecha.
O relator do projeto, Valdir Raupp (PMDB-RO), acolheu o entendimento do colega paraense. “Trata-se de mais um mecanismo para que o poder concedente avalie possíveis contribuições da requerente à comunidade a ser atendida pelo serviço. No mínimo, pode-se afirmar que serão reduzidas as tentativas ilegítimas de obtenção da autorização estatal para constituição de rádios comunitárias, fato que vem se repetindo cada vez com maior frequência pelo país”, disse Raupp em seu
parecer pela aprovação da proposta.
O senador de Rondônia aceitou uma emenda apresentada por Gerson Camata (PMDB-ES), excluindo o termo “preferências sexuais” da relação dos princípios que não podem ser objeto de discriminação nas rádios comunitárias. Camata argumentou que o uso da expressão poderia facilitar a atuação de pedófilos.

Donos de TV e rádio

A radiodifusão comunitária enfrenta forte resistência no Parlamento. Levantamento feito pelo Congresso em Foco em 2007 mostrou que um em cada cinco integrantes da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara era dono rádio ou TV. A comissão tem o poder de analisar e aprovar projetos de outorga e renovação das concessões dos serviços de radiodifusão.
No Senado, a situação não é muito diferente. O atual vice-presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Edison Lobão Filho (PMDB-MA), é dono de uma TV. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal abriram investigação em 2008 para apurar se a emissora havia sido arrendada irregularmente por uma organização não-governamental do Rio de Janeiro.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Google lança novo Orkut


O Google apresentou na manhã desta quinta-feira (29) a nova versão do Orkut, rede social mais utilizada do país. A plataforma foi redesenhada e exigirá mais do navegador do internauta. A empresa sugere que os usuários tenham uma edição atualizada do Chrome, Firefox, Safari ou Internet Explorer para navegar no novo Orkut.

Lula fala de TV que tenta levar a 'pensamento único'

Em discurso na inauguração de dois novos estúdios da Rede Record de televisão, o Presidente Lula disse que, "alguns formadores de opinião" de tentam "conduzir a opinião pública" para formar o que chamou de "pensamento único". Lula elogiou o surgimento de novas opções na TV brasileira e pediu que ainda surjam outras alternativas no setor para que haja mais concorrência.
"Não seria bom para o Brasil se a gente tivesse apenas uma televisão produzindo novela. Não seria bom para o Brasil se a gente tivesse apenas uma televisão dando informações", disse o Presidente.
"Antigamente, sem controle remoto, (a televisão) ficava num canal só porque a gente ficava brigando em família para ver quem levantava para mudar o canal. Mas, agora, com controle remoto, não precisa levantar, é só clicar", afirmou. "O que está acontecendo na verdade? Essas alternativas estão permitindo que o povo brasileiro não seja vítima de alguns formadores de opinião pública que não querem formar opinião pública, mas querem conduzi-la a um pensamento único, a uma verdade única, sem permitir que as pessoas tenham possibilidade de ter opções de informação."
Lula elogiou a iniciativa da Rede Record, que começou a investir em 2005. "não era muita gente que acreditava no Brasil" naquela época. "Aqueles que em 2002 não tinham votado em mim, depois da vitória, ficaram em 2003 e 2004 torcendo para que o governo não desse certo", declarou. "Acompanho os meios de comunicação no Brasil e sei o quanto a Record e o povo da Record foram vítimas de preconceito."
O Presidente lembrou que, ao assumir o governo, o País, além de não ter reservas internacionais, devia US$ 30 bilhões ao FMI. "Hoje este país pagou ao FMI, emprestamos mais US$ 10 bilhões ao FMI e temos US$ 230 bilhões em reservas para dar segurança para a balança comercial e para enfrentar crises como esta que enfrentamos", afirmou Lula, tentando fazer um paralelo com a atuação da Record.
O Presidente chegou acompanhado do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e dos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Franklin Martins (Comunicação Social) e Orlando Silva (Esportes). Ciceroneado pelo presidente da Rede Record, Alexandre Raposo, conheceu os novos estúdios, antes da solenidade. Lula brincou de cameraman, chegando a focalizar a ministra Dilma e o governador do Rio.
O Presidente também brincou de filmar os fotógrafos que o acompanhavam e gritou: "Cena 1, imprensa!" Cabral também entrou na brincadeira, entrevistando Lula: "É o programa Jornalismo de Verdade, vou entrevistar o homem mais importante do Brasil". A uma repórter da Record, o Presidente afirmou que, para sobreviver, o político tem que ser "um pouco artista".