Mostrando postagens com marcador comemoração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador comemoração. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Um salto para a democracia

Aos 39 anos e vivendo nos arredores de Londres, este aparentemente inofensivo australiano frequenta as mesmas listas que tinham Bin Laden na primeira linha



Agora que Bin Laden parece ter sido riscado da lista, é razoável supor que este aparentemente inofensivo jovem senhor caucasiano, saltitando alegremente sobre a cama elástica e falando ao celular numa casa de campo, tenha escalado o topo do ranking dos homens mais temidos, procurados e vigiados pelos EUA. Estamos falando de Julian Assange, o australiano de pele quase tão transparente quanto o serviço que criou em 2006, o WikiLeaks, organização internacional que cuida de divulgar documentos e informações que, pela vontade de seus autores e protagonistas, deveriam ser mantidos em sigilo eternamente. O slogan do grupo resume: “Nós abrimos governos.” Pelo WikiLeaks, o mundo tomou conhecimento, por exemplo, das “estratégias diplomáticas pouco usuais” adotadas pelo Estado americano para interagir com praticamente todos os governos do mundo. O chamado “cablegate” divulgou mais de 250 documentos que partiram dos EUA, dirigidos a centenas de países e lideranças, incluindo o Brasil. Pela divulgação desses documentos que comprometem gravemente a já frágil credibilidade da política externa americana, Assange foi declarado um dos maiores inimigos dos EUA. Foi chamado, sem pudor, de terrorista por democratas, republicanos, jornalistas e muita gente influente pelo mundo. Mas o que faz dele um “terrorista”, digno de visita dos Navy Seals, se nunca executou nem sugeriu qualquer ato violento? Ao escancarar a incoerência (para dizer o mínimo) de líderes que mantêm sangrentos segredos em nome da democracia, Assange obriga os governos do mundo a se olharem no espelho.

Utilizando a possibilidade digital de distribuir informação sem filtros ou mediadores, joga a verdade no ventilador. Mostrou que, no mundo conectado, nem a tão discutível maior potência do mundo tem condições de mentir para manter o, sempre ilusório, controle. As torres que Assange quer derrubar são as antes intransponíveis barreiras entre o que o poder diz nos gabinetes e na frente das câmeras. Eis seu “terrorismo”.

E cabe outra reflexão: será que em 2011 ainda deveríamos precisar de alguém para nos provar que a noção de controle absoluto é uma ilusão absoluta? Quando se veem alguns dos principais líderes mundiais defendendo a ideia de que o poderio militar e o uso institucionalizado da violência são as melhores garantias de paz, equilíbrio, estabilidade e justiça para o mundo, a palavra sim, desgraçadamente, ainda parece surgir como a resposta da maioria.

Assange está hoje numa situação entre a prisão domiciliar e a liberdade condicional vigiada. Carrega uma tornozeleira eletrônica que monitora seus passos e aguarda o resultado do julgamento do pedido de extradição do governo sueco. Ele é acusado do suposto estupro de duas mulheres. Seu crime teria sido fazer sexo sem preservativos, o que por lá pode ser considerado um tipo de agressão sexual.

Enquanto isso, vive acuado, trabalhando com sua equipe numa velha casa de campo em Diss, cidadezinha a 150 km. de Londres. Foi lá que Julian recebeu de forma bastante hospitaleira, considerando as condições em que se encontra, o jornalista Lino Bocchini e a fotógrafa Eliza Capai, que voltaram não só com imagens inéditas como a que você vê aqui, mas também com a única entrevista que Assange concedeu pessoalmente ao Brasil. A entrevista estará nas bancas na semana que vem, nas páginas da “Trip”, mas você vê antes aqui na IstoÉ, algumas das declarações de um dos homens mais perseguidos do mundo: “Defendemos um conceito simples, mas abstrato: a verdade é o único ingrediente realmente útil na hora de tomar decisões. Então trazer o máximo de informação real à tona é o jeito certo de decidir as coisas.”

“Acho a politização da juventude conectada à internet a coisa mais significativa que aconteceu no mundo desde 1960.”

“O Brasil é um poder alternativo bem interessante na região, a ponto de que, nas Américas, há os Estados Unidos e há o Brasil. Vocês são indiscutivelmente a nação mais independente da região fora os Estados Unidos, e isso traz um equilíbrio de poder vital.”

“Não é verdade que temos tanto poder. O WikiLeaks não é uma organização poderosa. Se nós fôssemos uma organização tão forte assim, eu não estaria em prisão domiciliar.” “Transparência é para os governos, para as grandes organizações. Privacidade é para os indivíduos. Transparência tira o poder das organizações poderosas e o confere a quem não tem.”



Paulo Lima

De novo?

Já se passaram dois anos quando o Diretório Nacional do PT decidiu não debater a proposta de nova filiação do ex-tesoureiro Delúbio Soares. Aproxima-se uma nova reunião do Diretório Nacional, dias 29 e 30 de abril, e a imprensa noticia que será colocada em pauta a refiliação de Delúbio.

No dia 25 de outubro de 2005, o Diretório Nacional do PT analisou relatório da Comissão de Ética e expulsou Delúbio Soares, cancelando a sua filiação partidária. Foram 2/3 dos votantes a favor desta proposta e 1/3 a favor da suspensão temporária.

Recolocar o tema para a mesma instância é solicitar ao Diretório Nacional uma auto-crítica e uma condenação da decisão tomada anteriormente. Mais do que isso, é reabrir uma questão que, a seu tempo, teve a solução que mais nos unificou. Reabrir é mudar o curso do PT desde aquele momento: no 13º Encontro e no 3º Congresso o partido voltou a encontrar um caminho de unidade com posições críticas aos acontecimentos de 2005 e com posições de superação daqueles equívocos. Reabrir essa questão é interromper o caminho de unidade que viemos construindo desde então.

É compreensível que vários dirigentes do PT queiram Delúbio Soares novamente entre os quadros partidários, movidos por laços de solidariedade e pelo reconhecimento de sua militância no movimento sindical e no PT.

É necessário lembrar que, à época, a maioria dos membros da Executiva Nacional e do Diretório Nacional se recusou a aprovar um processo interno para se constituir um juízo comum sobre o que foram os acontecimentos que produziram a crise de 2005.

Este foi um erro que cobra seus efeitos até hoje. A direção do PT não tem uma opinião comum sobre a crise. Existem várias versões, um largo espectro de opiniões, mas não uma compreensão comum. Este fato enfraquece a defesa do partido como projeto coletivo.

No entanto sobre a atuação de Delúbio Soares como Secretário Nacional de Finanças existiu uma posição e está documentada no processo interno. Os termos ali utilizados são duros. Invalidar a decisão anterior do Diretório Nacional é, necessariamente, recolocar todo o debate de volta.

Outro aspecto de muita importância é que existem muitos processos constituídos por diferentes poderes públicos sobre os dramáticos acontecimentos da crise de 2005 e os seus atores. Muitos aguardam julgamento do Supremo Tribunal Federal. Frente a eles o PT deve ter uma posição de defesa partidária. E aí vai contar a capacidade de unir o partido. A proposta de refiliar Delúbio em nada contribui para isso.

Os dirigentes do PT que querem o retorno do Delúbio precisam analisar esta proposta sob a ótica da razão. Os legítimos ingredientes emotivos, dos laços de amizade e companheirismo, devem mais uma vez, submeter-se à lógica da construção do partido e da sua relação com suas bases e com a sociedade. A questão não é pessoal. A questão é a unidade do partido.

A pauta do DN deve ser a pauta do partido que tem um papel dirigente na transformação do Brasil. As tarefas decorrentes da conquista do nossa terceira Presidência da República e dos nossos compromissos com o povo brasileiro devem ser os guias da nossa prática.

Carlos Henrique Árabe

sábado, 2 de abril de 2011

Em defesa de José Genoíno

Assisti, ontem, 30 de Março, o ruidoso “Conexão Repórter” do excelente jornalista Roberto Cabrini. Sempre que posso, quando estou por ali, assisto ao jornalista e suas abordagens polêmicas.



E ao saber do tema, sobre a ditadura militar brasileira, postei-me em frente à televisão ávido por poder ouvir, como milhões de brasileiros, o que haveriam de nos dizer figuras como Jarbas Passarinho, Sebastião Curió e outros.



Dentre as tantas questões do programa jornalístico, dos depoimentos, das informações prestadas e das aparições canhestras (aqui não se incluem os presos políticos) um aspecto me deixou absolutamente revoltado: a de que José Genoíno haveria delatado seus companheiros na guerrilha do Araguaia.



E essa acusação parte de quem, ora meu deus, dos covardes que transformaram todos os cômodos do país em aparato de tortura.

Poderemos acreditar que há verdade naqueles que se utilizaram da tortura para arrancar confissões? Creio que não, jamais.



Genoíno foi preso depois de uma semana da invasão militar às matas do Araguaia, no Pará. Sua prisão ocorrera em 19 de Abril de 1972, se não estou enganado. E sabe-se que desde o primeiro momento fora bastante torturado e a única delação havida naquele momento foi o inocente cão, criado pelos guerrilheiros, que acompanhava o combatente disfarçado de camponês.



Nesta primeira investida das tropas federais sete guerrilheiros foram presos e, diferente das duas outras campanhas, não foram mortos. Se Genoíno e os outros seis tivessem sido presos nas duas campanhas seguintes teriam sido mortos, covardemente, pelas mãos de quem o acusa de delação, o bandidesco Major Curió.



A sorte (que sorte, afinal? da tortura?) destes guerrilheiros se explica pelo fato de que, na primeira campanha militar, de cerco e aniquilamento, as forças de repressão do estado não tinham à dimensão do que representava as Forças Guerrilheiras do Araguaia, sua relação com as massas e a extensão geográfica da área de atuação.



Na cabeça dos generais de então, os militantes do PC do B no Araguaia pareciam estar em fase de “refrescamento”, que no jargão daqueles tempos é o mesmo que dar um tempo e se esconder por aí em algum lugar paradisíaco.



Acontece que os intentos dos comunistas eram bastante sérios. E fazer a guerrilha no campo, no Araguaia, não fora nenhuma ode romancesca, mas a preparação para pôr fim ao regime do terror, da tortura, da submissão do Brasil aos interesses internacionais. Por isso, no Araguaia, a segurança não era tática, era estratégica.



Não pensem vocês que um pouco mais de cem homens e mulheres resistiram a milhares de soldados apenas pela força do heroísmo, heroísmo houve e muito. Resistiram por tanto tempo porque tinham relação na massa e porque atuavam de forma organizada.

Quando Genoino foi preso no inicio do contencioso, já estava no Araguaia desde 1970, portanto um pouco mais de dois anos. Mesmo que a carne lhe traísse, o que não nos daria o direito a nenhuma pedra na mão porque os métodos da tortura buscavam enlouquecer pessoas, ele, o preso Genoino pouca informação poderia fornecer.



O rigor, e os caluniadores da esquerda à direita também precisam saber disso, de segurança dos guerrilheiros foi algo decisivo para a sustentação da própria luta. Genoíno saberia, talvez, de alguns depósitos. E pelo que sei sustentou, mesmo apanhando muito, em segredo, até o lugar onde morava com seus companheiros de armas. Assim o fez para que os camaradas empreendessem fuga.



Quem dominava todo o quadro da guerrilha era a Comissão Militar, desbaratada apenas em fins de 1973.



Acontece que sei de umas coisas do Genoíno que pouca gente sabe e, pronto, vou contar.



Preso no Araguaia foi levado à Brasília, ao Pelotão de Investigações Criminais do Ministério do Exército. O PIC fora um dos principais centros de coação e barbárie que o país já conheceu.



Lá no PIC, desde outubro de 1971 estavam meus pais, presos. Minha mãe grávida deste que ora relata essas coisas todas. Aliás, Paulo e Hecilda foram os que repercutiram naquelas condições a presença dos presos no Araguaia. E segundo a memória o Genoíno estava todo quebrado, havia sido muito torturado o que não era um privilégio apenas daquele cearense, que havia sido dirigente da UNE.



Meus pais conheceram Genoíno na prisão nas duras condições da tortura. Minha mãe até aprendeu canções da guerrilha com Ryoko Kayano, presa em Marabá e até hoje esposa do ex-Deputado Federal. Meu pai deu os primeiros cigarros ao araguaiano.



E vejo no programa do Cabrini, figuras que têm sangue nas mãos, acusar o ex-preso de delator. Não poderia, para quem viveu aqueles tempos, haver acusação mais infame. Torturador é torturador sempre e o cachimbo sempre deixa a boca torta.



Vou contar uma passagem de delação de meu pai e minha mãe.



Eu já havia nascido e minha família, da parte dos Fonteles, estava em Brasília lutando para atenuar o sofrimento do jovem casal preso.



Antônio, um dos irmãos mais velhos de meu pai visita minha mãe e ela, sabedora que o esposo estava sendo violentamente barbarizado e tendo informações “quentes” de alguns presos decide entregar ao cunhado um pequeno papel com alguns nomes destes subversivos. Acontece que tais militantes políticos já estavam mortos.



Antônio, o irmão médico, percorre os macabros corredores do PIC com o pequeno papel da delação dos mortos enfiado no ânus e dá o do guaraná para o soldado de plantão para rapidamente passar aquela informação ao meu pai.



De pronto, aquele preso político engoliu a informação. Uma informação recheada de merda, recheada de medo. Meu pai passou meses delatando os mortos para atenuar a tortura. Os companheiros eram companheiros até depois de mortos e precisavam uns dos outros, uns vivos, outros mortos. Assim era naqueles tempos.



Acontece que a vida para o preso era tênue, sempre. Não poderia haver mais vida depois de uma sessão da cadeira-do-dragão ou do pau-de-arara. Todos combatiam a loucura e protegiam suas cabeças, como santuários sagrados de onde brota a consciência, a mesma consciência que exige na atualidade a prisão dos torturadores.



E o Genoíno é acusado, pelos torturadores, de delação?



Sou do PC do B desde menino e o ex-deputado saiu do Partido numa luta interna pesadíssima no início da década de 1980 e, em nossa formação, naqueles anos, havia aquela coisa contra os “liquidacionistas”, havia o combate ao grupo que formou o antigo PRC (Partido Revolucionário Comunista) que foi importante para desenvolver o pensamento político dos comunistas. Assim como foi também o combate à Perestroika.



Poderia pegar contenciosos antigos e acusações recentes (algumas delas claramente para golpear o Governo Lula) , contra o Genoíno, e deitar e rolar porque sou sectário e o melhor dos bolchevistas.



Falo isso porque escutei tanta asneira de um pretenso dirigente estadual de meu Partido, que não reflete a opinião da maioria, que sinceramente decidi escrever esse arrazoado.



Assim o faço por dois motivos.



O primeiro é que quem torturou e atuou pela covardia jamais poderá falar a verdade, aliás sempre terá medo da verdade. Não é por mera coincidência que o Major Curió está por detrás das ameaças contra aqueles que querem descortinar, em definitivo, o Araguaia. Aliás, neste sentido, só poderá haver êxito no trabalho de localização dos desaparecidos políticos do Araguaia se a ave do mau-agouro da repressão estiver engaiolado. E não apenas isso, precisa estar incomunicável tal o perigo que representa, inclusive do ponto de vista da integridade física daqueles que procuram localizar os restos mortais dos combatentes do Araguaia.



O segundo é o fato de que na luta política você fala comprovando, sempre. A cultura política de meu Partido sempre preconizou o estudo, a argumentação e a lealdade. Calúnia é para tiranos e se não tomarmos cuidado vamos ver aparecer fantoches tipo Carlos Lacerda que, a bem da verdade, na juventude foi ácido em pretensos discursos comunistas.



Ademais o preso do Araguaia ficou em cárcere por cinco anos e o inicio de tudo aquilo que sabemos sobre a epopéia nas matas do Pará têm a sua contribuição.



Talvez seja daí o fato de que os lobos da infâmia jamais o esqueceram e o querem, para sempre, no pau-de-arara.





Paulo Fonteles Filho

sábado, 19 de dezembro de 2009

CUT comemora aprovação de Conselho Federal de Jornalistas

A aprovação com mais de 80% dos votos da proposta de criação do Conselho Federal de Jornalistas – ou Conselho Nacional de Comunicação – é o principal avanço apontado pela secretária Nacional de Comunicação da CUT, Rosane Bertotti. Ela aponta como maior desafio a garantia de direito de antena para sindicatos e movimentos sociais, tema que deve ser votado na plenária.
"(O conselho é) uma das reivindicações históricas nossas, é um dos grandes avanços da conferência", decreta. A proposta de criação da autarquia foi apresentada em 2004 pelo Executivo para ser votada no Congresso, mas foi barrada pela reação das grandes empresas de comunicação.
A secretária-geral da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Maria José Braga, declarou à Agência Brasil antecipa a resposta à eventual retomada das críticas. "(A medida) nada tem a ver com censura", sustenta. "É importante enfatizar que se trata de um conselho de regulamentação da profissão, que aborda tanto a ética como os critérios de acesso à profissão", ressalta.
Rosane Bertotti aponta que o principal item a se buscar na plenária final é a garantia do "direito de antena", quer dizer, a possibilidade de movimentos sociais e sindicais obterem concessões de radiodifusão. "É um ponto sensível que vamos construir na plenária final", aposta.
Sobre o clima dos grupos de trabalho, a secretária de comunicação da CUT ressaltou a diversidade da Conferência e também a capacidade de articulação e negociação. "Muitas propostas polêmicas foram articuladas, construídas de forma mais coletiva e acabaram passando com mais de 80% (de apoio), levando menos temas para a plenária. Foi um grande avanço", comemora.
Isso não quer dizer que não haja divergências. "Somos uma sociedade de classe, aqui temos governo, empresário e trabalhador e nem sempre empresários e trabalhadores estão do mesmo lado", afirma.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Cresce número de registros de crianças

O governo federal está comemorando o número de crianças com certidão de nascimento vem aumentando no país. É o que mostra a pesquisa Estatísticas do Registro Civil, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Segundo o levantamento, o percentual nascimentos não registrados caiu de 27,1%, em 1998, para 8,9%, em 2008. Apesar da queda, a estimativa é de que 248 mil crianças deixaram de ser registradas em 2008.

Para o IBGE, o aumento no número de registros é decorrente da implementação da Lei do governo Lula da Gratuidade do Registro Civil, em 1998, de campanhas de sensibilização e da exigência do registro de nascimento para obtenção de benefícios sociais. "O sub-registro de nascimentos que ainda permanece é a ponta de um iceberg, refletindo a exclusão social de parte da população brasileira", diz trecho da pesquisa.

Em 2008, foram registrados 2.789.820 nascimentos no país, um ligeiro aumento (1,4%) na comparação com 2007, quando esse número era de 2.750.836. O instituto contabilizou ainda 295.632 registros extemporâneos - que se referem a pessoas que tinham nascido em anos anteriores. O percentual de registros extemporâneos caiu para 9,6% em 2008.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Idosos celebram conquistas e reivindicam melhorias na Assembleia Legislativa


Celebrar algumas conquistas, a exemplo do Estatuto do Idoso, e reivindicar avanços na implementação de políticas públicas para a terceira idade são objetivos da sessão especial Direitos Sociais dos Idosos, proposta pela deputada Fátima Nunes. O evento acontece nesta sexta-feira, 27/11, às 9h30, na ALBA, com a presença do senador Paulo Paim (PT/RS).

Farão parte da mesa, o presidente da Casa do Aposentado, Gilson Costa; o Procurador Geral da Justiça, Lindivaldo Brito; o secretário de Justiça, Cidadania, e Direitos Humanos, Nelson Pelegrino; o ex-governador Waldir Pires; a Juiza de Direito, Luislinda Valois; a Defensora Pública do Estado, Tereza Cristina Ferreira; o presidente da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas (COBAP), Warley Gonçalvez; o diretor da Federação dos Empregados no Comércio dos Estados da Bahia e Sergipe, Márcio Luiz Fatel e o presidente do Conselho Municipal do Idoso, Padre José Carlos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Lula e Alencar, dois sem diploma, criaram doze universidades federais


Com a sanção por parte de José Alencar, presidente da República em exercício, do projeto de lei que cria a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), o governo Lula atingiu nesta quinta-feira (5) a marca de 12 universidades criadas – recorde histórico no Brasil. A marca anterior era do presidente Juscelino Kubitschek, com 10 universidades federais.

O novo campus será inaugurado na primeira semana de dezembro e abrigará 1,4 mil universitários. Segundo Alencar, quando assumiu o governo teve uma conversa com o presidente Lula na qual ressaltava o fato de não terem curso superior: “O presidente Lula sempre diz assim: isso vai ficar para a história porque os brasileiros elegeram dois políticos que não têm curso superior. Por isso, nos compete fazer algo especial pela educação”.

O ministro Fernando Hadad (Educação) reforçou o discurso de José Alencar ao informar que até dezembro de 2010, o governo Lula terá inaugurado mais duas universidades. Hadad explicou também que o governo federal vem agindo em outras áreas, como a construção de escolas técnicas e creches. “O compromisso com a educação foi trazido para a agenda nacional e o País vem vivendo com os novos marcos”, explicou. Hadad informou também que houve a desvinculação da DRU o que permite ao Ministério da Educação contar com aporte de R$ 10 bilhões no próximo ano. Além disso, o Ministério terá mais R$ 5 bilhões proveniente do Fundeb.

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, destacou a luta das lideranças políticas da região oeste do Pará para a aprovação do projeto de lei que resultou na nova universidade. “É a primeira universidade no interior da região amazônica”, disse. A UFOPA atua numa área com 18 municípios e um milhão de habitantes.

Nota do Viomundo: Este site acredita que o debate sobre "subperonismo" , proposto pelo ex-presidente FHC, tem o objetivo de esconder esses números. Qual é o motivo "obscuro" por trás da criação de universidades? Fazer doutrinação comunista? Fazer doutrinação de novos sindicalistas? Formar sindicalistas comunistas para tocar o estado subperonista? Quantas universidades o doutor FHC criou? Entenderam agora porque ele quer debater "subperonismo" ?

domingo, 8 de novembro de 2009

Lula recebe prêmio de estadista do ano


Antes de receber o prêmio, Lula se encontrou com a rainha da Inglaterra

Acima, a placa. Abaixo, o diploma. Mais um para os muitos de Lula!
Lula recebe prêmio de estadista do ano

No salão histórico da Chatham House, localizada na Whitehall, o centro político de Londres, Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o prêmio de estadista do ano concedido pela instituição. O presidente escutou elogios à sua atuação no combate à pobreza, ao seu apoio à democracia, a sua contribuição para a estabilidade política na América Latina, à atuação brasileira no Haiti e à estabilidade da economia nacional. Lula agradeceu à homenagem e defendeu em seu discurso a maior ambição do Brasil perante a comunidade internacional: um acento permanente no Conselho de Segurança da ONU.
Na Chatham House, Lula, fugindo às suas características de improviso, leu, palavra por palavra, o texto no qual afirmou que as organizações internacionais não foram capazes de entender e reagir às crises globais e precisam ser reformadas. “As instituições multilaterais surgidas após a Segunda Guerra Mundial envelheceram. Começam a ser renovadas, mas com excessiva lentidão. Elas fracassaram por não haver previsto e prevenido a grave crise que se abateu sobre a humanidade”, disse.
Ele foi direto ao apontar o enfraquecimento político daquele que deveria ser o maior órgão para diálogo e entendimento entre as nações. “O mundo multilateral e multipolar com o qual sonhamos exigirá uma profunda reforma de suas instituições políticas, especialmente das Nações Unidas”.
Não fugindo à tonalidade de audacioso posicionamento econômico adotado em sua visita ao Reino Unido, o presidente também criticou a atuação do FMI e do Banco Mundial. “O rigor com que o FMI e o Banco Mundial exerceram sobre países pobres e em desenvolvimento no passado deferiu bastante da complacência que tiveram em relação à tragédia anunciada que veio a afetar os países ricos”.
Lula também disse ser necessária a conclusão da Rodada de Doha para acabar com paraísos fiscais e com o protecionismo dos países desenvolvidos. Sobre a COP 15, a ser realizada na Dinamarca, Lula reafirmou a meta brasileira de reduzir em 80% as emissões de gás carbônico causadas pelo desmatamento na Amazônia. Segundo ele, os países amazônicos devem definir uma posição comum sobre a mudança climática. “Queremos uma amazônia protegida, mas soberana. Sob o controle dos países que a integram”.
O presidente garantiu que as descobertas de reserva de petróleo nas camadas do pré-sal não afetarão o caráter predominante de uso de energias de fontes renováveis, como provenientes de hidrelétricas, e afirmou que a riqueza gerada pelo petróleo serão distribuídas. “Não sucumbiremos à maldição do petróleo. os grandes recursos provenientes da exploração dessas novas riquezas serão destinados aos brasileiros de amanhã.
Lula também ressaltou os caráteres pacífico, de multiplidade étnico-religiosa e democrático do Brasil. Adotando um tom de liderança em relação à América do Sul, o presidente afirmou que o continente, por seus recursos e reservas naturais, deve exercer grande influência no mundo globalizado.
“Somos uma região de paz, sem armas de destruição em massa, e, sobretudo, nucleares. Temos, pois, autoridade política e moral para propugnar um desarmamento global”, afirmou.
Revigorado com os sinais de rápida recuperação da economia brasileira diante da crise mundial, Lula exaltou o Estado de Bem Estar Social em relação a propagação de um Estado não intervencionista. O presidente atrelou a recuperação econômica brasileira a uma forte regularização e controle do governo, que, segundo ele, não deixou predominar “as tendências que pregavam o Estado mínimo. Que consideravam o Estado um estorvo. Que viam a política como o simples jogo de interesses corporativos e não como uma atividade essencial ao ser humano”.
Em um pequeno palanque diante do majestoso salão de estilo clássico romano, Lula usou palavras de Carlos Drummond de Andrade para expressar as intenções de representação e liderança cobiçadas pelo Brasil: “temos apenas duas mãos, mas o sentimento do mundo”.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Duque de Kent e Lord Robertson, vão entregar o prêmio Chatham House a Lula


Sete meses após ter sido batizado como "o cara" pelo presidente Barack Obama, o Presidente Lula regressa a Londres para receber um prêmio.
Numa enquete em seu site, a Chatham House perguntou aos internautas se achavam que o Brasil seria uma superpotência no futuro. Disseram que "sim" 56%; responderam que "não" 28% e 16% que não sabiam.
O jornal britânico "Financial Times" promove amanhã, o seminário "Investing in Brazil", a ser aberto pelo presidente Lula.
Chatham House diz ainda que, com o Presidente Lula, o Brasil "tornou-se crescentemente integrado à economia mundial e trabalhou para construir consensos em foros econômicos e comerciais multilaterais".
O seminário destaca o fato de que o Brasil superou a recessão mundial, "graças em parte a um sistema financeiro estável, a mercados liberalizados, a políticas fiscal e monetária aperfeiçoadas que controlam a inflação", além de recursos naturais e um "mix" exportador diversificado.
Tudo isso, mais a previsão de que o país cresça acima da média mundial, torna-o "uma região promissora para investimentos".
Lula ganhou o prêmio de 2009 da Chatham House, que vem a ser a sede do respeitado Royal Institute for International Affairs. A nota oficial da Chatham House, que você pode ler aqui diz,: Lula "é um motor-chave da estabilidade e da integração na América Latina".
No site Chatham House: Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República Federativa do Brasil, foi nomeado como o vencedor do Prémio Chatham House 2009
Ele é reconhecido por seu papel de liderança na contribuição para a resolução de crises regionais e para liderar a missão de estabilização da ONU no Haiti. Ele também desempenhou um papel central na criação do tratado constitutivo da União Sul-americana de Nações (UNASUL) e na capacidade de Cuba para ser integrado como um membro de pleno direito do Grupo do Rio, que foi criada para facilitar o diálogo político entre as nações latino-americanas .
Sob o governo Lula o Brasil se tornou cada vez mais integrada na economia global e tem trabalhado para fomentar o consenso em matéria de comércio multilateral e fóruns económicos. O Presidente Lula é ainda mais reconhecido para dar contribuição importante para a redução da pobreza no Brasil através de inovadoras e responsáveis de políticas económicas que têm mantido o equilíbrio fiscal evitando aumento da inflação, em apoio dos compromissos democráticos do país e objetivos.
Notável trajetória pessoal de Lula - a partir de começos humildes de metalúrgico em São Paulo, sindicalista e carismático líder político, e em seguida, estadista internacional - provas de suas qualidades de liderança excepcional. São essas qualidades que o ajudaram a reforçar as relações cordiais entre Brasil e no resto das Américas, e até com países do mundo.
O Presidente Lula estará em Londres nesta quinta-feira 5 de novembro para receber o seu prêmio em uma cerimônia na Sala de Banquetes, Whitehall. O Prêmio será entregue por SAR o Duque de Kent ,pelo senhor Mandelson, Primeiro-Secretário de Estado, Secretário de Estado para Negócios, Inovação e competências, e Lord Robertson of Port Ellen, presidente da Chatham House.

Perda salarial no Brasil na crise está entre as menores do G-20


O Brasil está entre os países do G20 que registraram menor perda salarial durante a crise financeira, segundo relatório divulgado nesta terça-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Os dados indicam que os salários médios mensais no Brasil registraram crescimento de 2,8% em 2008, acima de países como Canadá (2%), Austrália (1,1%) e Grã-Bretanha (0,5%).
As maiores perdas foram registradas em países como México (-3,5 %), Japão (-0,9%), África do Sul (-0,3%) e Alemanha (-0,6%).

'Memorável'

Embora o estudo não revele estatísticas de dois dos principais emergentes membros do G20, Índia e China, o autor do estudo, Patrick Belser, disse à BBC que o Brasil está, "certamente, entre os três países do grupo em que os salários mais cresceram".
Segundo o economista, as políticas de recuperação da economia implementadas pelo governo brasileiro tiveram impacto positivo no emprego e salários do país.
A OIT considera que o governo brasileiro tomou medidas "decisivas não somente para prevenir a crise, mas também para reforçar a proteção social".
Entre elas, o relatório cita o aumento do salário mínimo e as iniciativas para garantir a continuidade de investimentos em infraestrutura, "que tiveram um impacto favorável na demanda por mão-de-obra", na opinião de Patrick Belser. Apesar disso, o economista é cauteloso.
"O Brasil conseguiu atravessar o período de crise de maneira memorável, mas já observamos, no primeiro trimestre deste ano, uma queda pronunciada na evolução dos salários e uma estabilização no segundo trimestre. O segundo semestre de 2009 será crucial para determinar se os salários vão seguir tendência de queda ou se irão manter o crescimento", disse.

Futuro

Os dados publicados são uma atualização do Relatório Mundial sobre os Salários, publicado em 2008 e editado a cada dois anos pela OIT.
As novas estatísticas indicam que, apesar dos primeiros sinais de recuperação da economia mundial, a situação dos salários no mundo continua a se deteriorar.
Segundo a OIT, o aumento dos salários médios no mundo caiu, passando de 4,3% em 2007 para 1,4% em 2008. Os dados indicam que mais de 25% dos 53 países analisados registraram queda ou estagnação salarial.

Pesquisa mostra que Lula está certo: imagem do Brasil no exterior é positiva


A favor do que garante o presidente Lula, a imagem do Brasil na imprensa internacional é positiva. Uma pesquisa feita pela Imagem Corporativa sobre o terceiro trimestre deste ano mostra que 85%, das 783 matérias analisadas, retrata positivamente o País. No último mês, Lula chegou a dizer que a imprensa nacional é “azeda” e “joga pra baixo”, enquanto que os veículos estrangeiros retratam positivamente o Brasil.
A pesquisa foi feita em 14 dos principais jornais do mundo, como Washington Post, Le Monde e China Daily. Segundo o estudo, focado nos cadernos de economia e política, fatos como a escolha do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016, acordo militar firmado com a França, exploração de novas reservas de petróleo, foram importantes para a boa imagem do País.
De acordo com a pesquisa, os três jornais que dão mais destaque para o Brasil são: Financial Times (16%), Wall Street Journal (15%) e Clarín (13%).
A maioria das matérias coloca o País como um player internacional (26%) pelo relacionamento do Brasil com órgãos e representantes estrangeiros em reuniões como o G20 e Bric.
Comparado com o segundo trimestre, que teve 81% de avaliação positiva, a imagem do Brasil melhorou. Entretanto, alguns assuntos, como divergências comerciais entre Brasil e Argentina, o papel da ditadura brasileira na queda do presidente chileno Salvador Allende, e a devastação da floresta Amazônica e do cerrado, terem sido retratados como negativos para o País.
A imprensa internacional também destacou o Brasil como um bom lugar para investimentos. Mesmo quando o assunto era a crise em Honduras, o País foi retratado positivamente por 85% das reportagens. Sobre a gripe suína, a imprensa estrangeira não fez muitas citações ao Brasil, mas das que foram feitas, 53% eram positivas. A respeito da vitória da candidatura aos Jogos Olímpicos de 2016, 96% das matérias destacaram o aspecto positivo do fato.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Combate à pobreza rende prêmio Chatham House a Lula


Eu há havia publicado essa notícia antecipadamente aqui em setembro, e mais aqui no blog. Porém, a notícia já está em arquivo, e muitos leitores não tomaram conhecimento. Como somente agora a imprensa está divulgado, muitos leitores tem comentado via email. Novamente eu vou publicar para vocês. OPresidente Lula recebe na próxima quinta-feira, em Londres (Inglaterra), um prêmio concedido pela Chatham House como reconhecimento pela sua atuação nas relações internacionais e na condução da política econômica e social brasileira.
A Chatham House, instituto de assuntos internacionais do Reino Unido, concede o prêmio anualmente e premia Lula pela iniciativa em reduzir a pobreza no Brasil por meio de políticas econômicas que mantiveram o equilíbrio fiscal e evitaram o aumento da inflação.
Em seu site oficial, a Chatham House (www.chathamhouse.org.uk) cita também a atuação do Presidente Lula na solução de crises regionais e o estabelecimento da missão de paz no Haiti, além do fortalecimento da inserção do Brasil no cenário global e fomento ao consenso nos foros multilaterais econômicos e comerciais.
O Presidente Lula estará em Londres entre as próximas quarta e quinta-feira. Além da premiação,Lula será recebido pela rainha Elizabeth II, no Palácio de Buckingham, para o café com o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.. O Presidente vai participar na quinta-feira de um seminário sobre oportunidades de investimentos e de negócios no Brasil no qual participarão cerca de 220 autoridades, empresários e especialistas dos dois países. Ele vai aproveitar a reunião para apresentar as oportunidades que surgem no Brasil após a superação da crise global.Lula também Lula participará em Londres,de um seminário promovido pelo jornal “Financial Times”

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

2010 é agora


Pela primeira vez em 29 anos, o PT vai fazer uma grande festa de fim de ano para dar inicio as comemorações dos 30 anos de vida do partido. Para a oposição é o pontapé inicial da campanha presidencial da ministra Dilma Rousseff. O PSDB, o DEM e o PPS, os principais partidos da oposição, já estão pensando em como colocar água no chopp dos petistas.Os dirigentes dos partidos, dizem que vão ficar de olho para, acionar o PT na justiça eleitoral

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Os amigos do Presidente Lula, desejam Feliz aniversário ao Presidente

27 de outubro. Aniversário do Presidente Lula

Nós, seus amigos, queremos te desejar um dia feliz, pois hoje realmente é um grande dia, afinal de contas mais 365 dias se passaram na tua vida e com eles vieram novos sonhos, novas conquistas e também novos projetos de vida.
Fazem alguns anos que Deus te enviou a terra para iluminar a todos com a tua presença, e neste dia mais que especial que evidencia a tua chegada ao mundo, palavras não bastam para te homenagear, você é uma obra preciosa com muitas e boas qualidades, uma grande pessoa que nós admiramos e gostamos.
Que você caminhe sempre em busca do sucesso, alcançando um futuro amplo, se aperfeiçoando e prosperando ainda mais.
FELIZ ANIVERSÁRIO Presidente Lula! De todos os leitores e eleitores.

sábado, 24 de outubro de 2009

Quero aniversário com vitória de Dilma em 2010, diz Lula


O Presidente Lula disse neste sábado durante comemoração de seu aniversário de 64 anos que espera nesta mesma data no ano que vem estar comemorando a eleição da ministra Dilma Rousseff, para a Presidência da República. Apesar da comemoração de hoje, o aniversário de Lula será na terça-feira dia 27, hoje militantes e simpatizantes levaram bolo para o Presidente.
Ao ser questionado por jornalistas se o seu pedido de aniversário ao soprar a velinha do bolo seria por uma vitória de Dilma em 2010, Lula afirmou que não podia comentar o assunto porque isso seria um descumprimento da lei eleitoral.
"Isso eu não posso (falar sobre eleição), porque está fora de época eleitoral e a legislação não permite nem em sonho que eu possa fazer qualquer pensamento positivo sobre a Dilma antes da convenção partidária e de ela se afastar do governo. Mas, no meu próximo aniversário, eu, se Deus quiser, estarei comemorando a eleição dela", diz Lula.
Lula defendeu que em 2010 o Brasil acompanhe campanhas eleitorais "civilizadas".
"Vamos ter eleição, um momento de consagração da democracia no País, mas é importante que as campanhas sejam civilizadas , que as campanhas sejam com o interesse de politizar a sociedade", afirmou.
O Presidente recebeu nesta manhã alguns populares e simpatizantes do PT, que trouxeram bolo e cantaram parabéns. A banda da presidência tocou músicas em homenagem a Lula, como o hino do Corinthians.
Os convidados estavam descontraídos - o ex-ministro das Cidades e ex-governador do Rio Grande do Sul Olívio Dutra estava de chinelo e bermuda, por exemplo. O Presidente agradeceu a presença de todos e disse estar feliz por completar 64 anos com saúde e se sentindo "um menino".
"No mais, estou feliz porque completo na terça-feira 64 anos com muita saúde, com muita disposição, me sentido um menino de 63", disse ele provocando risos entre as pessoas que se amontoavam a sua volta.
Segundo a organização, cerca de 150 pessoas participaram do evento. Como estava o evento com menos participantes do que em outros anos em que populares vieram cumprimentá-lo por seu aniversário, Lula saiu da grade de segurança e distribuiu abraços entre os presentes.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Fundação Quilombola reune-se em Itacaré neste sábado


Acontece neste sábado (24) grande evento da fundação pública do Conselho Quilombola de Itacaré.
Um dos maiores grupos remanescentes de quilombo estará se reunindo e fundando o Conselho Quilombola, evento que acontecerá à partir das 10h, no Centro Cultural do Porto de Trás.
Estão convidados a sociedade civil, o poder público e entidades para este grande evento, que é de grande importância, haja visto que será mais uma entidade organizada para buscar reivindicar os direitos das famílias quilombolas, direitos esses tolhidos pela sociedade branca, arcaica e preconceituosa que continua buscando com todas as forças, manter o domínio imperialista em nosso país, por mais que a grande mídia procure esconder esse fato.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Em festa da iniciativa privada, aplausos para o Estado

“Ah, quanta gente que me dava lição e estava escondida atrás dos derivativos… quanta gente…” (Presidente Lula)
Em noite de premiação às empresas mais admiradas do Brasil, promovida pela revista Carta Capital, em São Paulo, o presidente Lula fez uma eloquente defesa da importância do papel do Estado na economia e desenvolvimento do País. Lula lembrou que, antes da crise econômica mundial, era senso comum afirmar que o Estado não prestava, que o sistema financeiro era fantástico e nunca errava, e que o Estado só atrapalhava. “Isso morreu”, disse o presidente. A crise veio e as certezas mudaram:
É imprescindível que a iniciativa privada seja competente. Mas é imprescindível que o Estado exista, porque se ele não existir, não existe possibilidade de se fazer a distribuição de renda que o País tanto precisa.
Lula criticou quem defendia o capitalismo no Brasil sem dar a chance para que o povo tivesse acesso ao capital. Agora, com a crise, o Estado está voltando a ser Estado e, com isso, permitindo que haja políticas públicas para incluir milhões de brasileiros na economia nacional, beneficiando a própria iniciativa privada, que terá seus produtos consumidos por uma maior parcela da população. O Brasil, afirmou, tem condições de ser a quarta maior economia do mundo sem inventar. Basta acreditar.
Aos presentes à cerimônia contou a história da carta que recebeu de Eliane, moradora da cidade de Floresta (PE), durante sua visita às obras no rio São Francisco, que ilustra bem a importância do papel do Estado como indutor da economia. Confira:

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Aniversário do Bolsa Família


O maior programa de inclusão social do país, o Bolsa Família, completa seis anos amanhã com cifras bilionárias e bons números que comprovam, via IBGE e outros órgãos, a transferência de renda. E mais. O ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, anuncia hoje mais 500 mil famílias incluídas no programa - com estas serão 12,4 milhões de famílias beneficiadas e R$ 52,7 bilhões já transferidos desde 2003. "Um aspecto bastante positivo do Bolsa Família é que, ao mesmo tempo em que resgata milhões de pessoas da situação de extrema pobreza, ele também transforma essas pessoas em consumidores, ajudando a estimular as economias locais e regionais", comemora o ministro.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Parabéns Barack Obama


Brilhante vitória. Parabéns pelo Prêmio Nobel da Paz

Hoje lá em cima deve ter tido festa. Imagina Luther King, seu sonho já é realidade!
Quando Obama informado por um email da agência Reuters de que muitas pessoas no mundo ficaram surpresas pelo anúncio, um dos principais conselheiros de Obama, David Axelrod, respondeu: "Nós também".
Obama conquistou o Prêmio Nobel da Paz nesta sexta-feira por dar ao mundo "esperança de um futuro melhor" com seus trabalhos para a paz e pedidos para redução do arsenal nuclear.
O Comitê do Nobel na Noruega elogiou Obama por "seus extraordinários esforços para fortalecer a cooperação internacional entre os povos".
O primeiro presidente negro de seu país, Obama pediu pelo desarmamento e trabalhou para restabelecer o processo de paz no Oriente Médio desde que assumiu o posto em janeiro.
"Muito raramente uma pessoa com a mesma amplitude de Obama capturou a atenção do mundo e deu ao seu povo a esperança de um futuro melhor", disse o comitê.

O Legado Lula I - Um Colchão de Segurança

Li numa revista Veja de 2004, um artigo de Stephen Kanitz'Faça um Colchão de Segurança', onde colocava uma preocupação com o baixo nível de reservas internacionais do Brasil na época, e que diante da crise que viria em 2008 foi presciente. Dizia assim:

"Volatilidade faz parte da vida - e sempre fará. O correto é conviver com ela, e não tentar impedi-la. Governos anteriores acreditavam que saberiam intervir inteligentemente no câmbio ou nos juros, a cada nova crise, e portanto acumular reservas seria desnecessário e custoso. Nunca criamos reservas internacionais suficientes para enfrentar crises. Hoje (2004) temos somente 18 bilhões de dólares, dez dias de nosso PIB.
Reservas financeiras substanciais compram tranqüilidade e tempo, já que nenhuma crise dura para sempre. TODAS as crises foram nefastas para o Brasil porque nossas reservas sempre terminaram antes. Criar reservas nunca foi nossa prioridade. A China vive uma fase de prosperidade porque possui nada menos que 420 bilhões de dólares, o suficiente para enfrentar a pior crise que se possa imaginar.
Ninguém sabe como será o amanhã, exceto que teremos muitas crises pela frente. Se você tiver zero de reservas familiares, a crise o afetará 100%. Quanto mais reservas você tiver, menos ela o afetará. Quem enfrenta uma crise sem ter reservas acaba contraindo mais dívidas, como sempre acontece com o Brasil.”

Gostaria de dizer que Lula leu este artigo na Veja e mandou o Banco Central começar a acumular os 200 bilhões de reservas um ano depois, reservas que acababaram nos protegendo da crise de 2008. Certamente foi incentivado por Henrique Meirelles, primeiro administrador financeiro guinado ao Banco Central, que adota os mesmos princípios do artigo, como todo administrador. Reservas internacionais será um legado do governo Lula, que nenhum sucessor terá coragem de desmontar.

Dizer que Lula surfou a onda dos 18 bilhões de reservas deixadas pelo Plano Real é uma bobagem monumental. 18 bilhões não seguram crise alguma, desaparecem em duas semanas, como desapareceram em 1998 no final do Primeiro Mandato de FHC. Lula ao criar estas reservas de 200 bilhões lutou contra dezenas de especialistas, inclusive economistas de seu próprio partido, que achavam que 200 bilhões de reservas deveriam ser gastos em "saúde e educação".
Estas reservas, apesar de óbvias, eram politicamente complicadas devido ao seu custo elevadíssimo. O governo tinha que financiá-las a um juro interno de 16% ao ano, e só recebia 4% de juros quando aplicadas em títulos estrangeiros.
A crise americana de 2008 foi até uma benção, ao provar a tese de que reservas são necessárias, sempre. Nunca mais teremos que recorrer ao FMI, ou à amizade de um Bill Clinton. Estas reservas acumuladas por Lula serão um legado para sempre. Nos salvou da crise de 2008, bem diferente do desastre da crise de 1998 quando não tínhamos reservas suficientes.
Ter reservas suficientes será política de todo futuro governo, e precisamos ficar atentos e protestar se um futuro presidente decidir torrar as reservas, como algo custoso e desnecessário.
O que esse artigo do Stephen Kanitz relata é mais ou menos o que venho martelando nesse blog há algum tempo. A imprensa tenta vender para o país que o governo FHC foi 'uma mar de rosas' no campo fiscal. Enaltecem a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal como prova e seu governo parece que é sinônimo de responsabilidade fiscal. Balela.
Só que se esquecem de dizer que a LRF foi criada em 1999 justamente para ajudar a recuperar os 4 anos (95-98) de déficits primários que nos fizeram sair de pires nas mãos ao FMI. Não é a toa que o Brasil entrou nas crises asiáticas da forma como entrou, despreparado, frágil, sem recursos e tendo que pagar prêmios de risco na casa dos 1.700 pontos.
Como a crise financeira de 2008 mostrou ao Brasil, o problema não é a crise, mas a forma como nos preparamos para ela. Um desnutrido não enfrenta um resfriado da mesma forma como um bem alimentado. Nessa crise, o maior prêmio de risco que o Brasil pagou foi de 400 pontos e já estamos em 230 pontos. E estamos falando de instituições que sempre viraram a cara para o governo petista.
Nunca houve um mandato tão fiscalmente irresponsável quando FHC 1.0. Para mim FHC 2.0 é o principal herdeiro dessa herança maldita, que Lula ainda pegou de rebarba na crise cambial de 2002. Crise essa gerada pela nossa fragilidade fiscal e pelo terrorismo dessas mesmas agências de risco. Como um grande empresário que disse que sairia do Brasil caso Lula vencesse.
O Santander não captou hoje R$ 14,1 bilhões em seu IPO por conta dos belos olhos ou do choro do presidente Lula em Copenhagen, mas porque os investidores avaliam que o Brasil é hoje um país que lhe dá garantias. Garantias de ter contas públicas em ordem e um mercado interno aquecido.
Justamente o que não tínhamos em crise anteriores.