O destino de qualquer pensamento hegemônico é atrair a mediocridade, que adora o senso comum
É um engano pensar que o neoliberalismo esteja morrendo. As ideologias não têm porta de saída. São infinitamente capazes de reinterpretar os fatos e assimilá-los.
O que mudará é o lugar desse pensamento na sociedade. Ele havia se tornado arrogante, reivindicando em economia a condição, epistemologicamente absurda, de pensamento único.
A idéia de que possa existir um pensamento único pressupõe que a realidade seja evidente. É uma contradição em termos: se a realidade fosse evidente, o próprio pensamento seria desnecessário; viveríamos em um mundo de meras constatações. A humanidade compreendeu há milênios que objetos, situações e relações não se deixam conhecer imediatamente. Precisam ser interpretados. Por lidar com interpretações, o pensamento está condenado à pluralidade. Nenhuma interpretação esgota o real.
Não existe, pois, pensamento único. Existe pensamento hegemônico, aquele que se torna senso comum.
Mas, como diziam alguns clássicos, a razão é astuta, quer progredir: o destino de qualquer pensamento hegemônico é atrair a mediocridade, que adora o senso comum. O esforço intelectual mais vigoroso tende a migrar para o pólo contra-hegemô nico.
Quando uma corrente ousa reivindicar a condição de pensamento único, é sinal de que sua hegemonia está chegando ao fim, pois está entregue a ignorantes.
No imaginário neoliberal, o mercado é o espaço de interação de agentes que não controlam os processos de troca a ponto de impor os seus fins aos demais. Ao governo, nessa visão, cabe cuidar apenas de preservar certas condições que permitam ao mercado operar. Não deve haver futuro pensado, desejado, concertado. Fora do âmbito das empresas, não deve haver metas, pois, se a sociedade define metas, torna-se necessário intervir conscientemente nos processos econômicos. A alocação dos recursos será ótima se for produzida pelo mercado, simplesmente porque o mercado produz uma alocação qualquer, desconhecida, imprevisível, considerada ótima por critérios internos à própria teoria que o glorifica. Não importa saber se essa alocação ótima produzirá bem-estar. Esse não é um problema de economia.
Na vida real, o neoliberalismo só conseguiu produzir menores taxas de crescimento, maior desigualdade social e crises recorrentes, que culminaram na grande crise atual. Mesmo assim, repetia que era preciso dobrar a aposta, pois "o modelo ainda não foi completamente implantado". Quantas vezes ouvimos falar em reformas de primeira geração, de segunda geração, de terceira geração? Compreende-se: sendo o livre mercado apenas um tipo ideal, incapaz de organizar toda a vida social, então, por definição, a implantação do modelo neoliberal está sempre incompleta. Tal discurso se legitima em qualquer circunstância. Os fracassos também o fortalecem, pois ele conta com uma fuga para a frente: "Isso e aquilo estão atrapalhando o mercado". Esse argumento pode ser repetido até o infinito, pois sempre haverá instituições e práticas que "atrapalham" o mercado. Como a vida das pessoas não pode ser reduzida a operações de compra e venda, qualquer sociedade organizada transcende o mercado, qualquer uma contém e recria importantes instâncias não-mercantis, apontadas como culpadas. Mesmo hoje as evidentes inconsistências do projeto neoliberal levam os seus defensores a concluir que é preciso preservá-lo, fazendo algumas correções. A incapacidade de realizar-se é, simultaneamente, uma fraqueza do modelo, no plano da realidade, e uma fonte de seu vigor, no plano do discurso. Mantém-se em ação um moto-perpétuo. Deixamo-nos conduzir por ele durante alguns anos. Deu no que deu. Só se sai de uma ideologia por ruptura.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Oposição e mídia bradam apocalipse inexistente
Uma boa notícia nos chega na esclarecedora entrevista concedida pelo secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, publicada em O Globo de hoje na reportagem com o título "Contas do governo voltaram ao azul em julho" (Economia, p.25).
Ao lado de um dos mais baixos déficits nominais do mundo (de 2,2% pelas previsões do nosso governo, ou de 3% pelas contas do FMI) o Brasil, se comparado aos demais países, também fará este ano um excepcional superávit fiscal.
O superávit não caiu para 1,4% como costuma dizer a imprensa - essa é a parte só da União, esclarece Augustin. A queda, de fato, foi de 3,8% para 2,5% incluído o superávit das estatais, Estados e municípios (e sem considerarmos os recursos da ordem de R$ 18 bilhões do Fundo Soberano do Brasil).
Na prática, o superávit é quase nada frente à crise internacional e à queda na atividade econômica entre setembro do ano passado e junho deste ano.
Ao lado de um dos mais baixos déficits nominais do mundo (de 2,2% pelas previsões do nosso governo, ou de 3% pelas contas do FMI) o Brasil, se comparado aos demais países, também fará este ano um excepcional superávit fiscal.
O superávit não caiu para 1,4% como costuma dizer a imprensa - essa é a parte só da União, esclarece Augustin. A queda, de fato, foi de 3,8% para 2,5% incluído o superávit das estatais, Estados e municípios (e sem considerarmos os recursos da ordem de R$ 18 bilhões do Fundo Soberano do Brasil).
Na prática, o superávit é quase nada frente à crise internacional e à queda na atividade econômica entre setembro do ano passado e junho deste ano.
Um tiro, muitos gatilhos”

O tiro que partiu da boca da espingarda 12 rumo ao corpo do sem terra Élton Brum da Silva foi disparado muito antes da manhã triste de inverno no coração da Campanha gaúcha. A bala começou a voar em tempos pretéritos, antes até do também triste governo de Yeda Crusius ser inaugurado com a governadora desfraldando invertida a bandeira do Rio Grande do Sul na sacada do Palácio Piratini. E o lema estampado no brasão “Liberdade, Igualdade, Humanidade”, que vai beber na fonte da Revolução Francesa e dos direitos fundamentais do homem, ficou de cabeça para baixo. Era um mau presságio.
O tiro com sua bala vem viajando, na verdade, desde décadas mas apressou-se nos últimos anos. Seu apetite tornou-se mais urgente. A nomeação de um militar com o perfil psicológico do coronel Paulo Roberto Mendes para o comando da Brigada Militar garantiu-lhe um impulso extra. Esta figura extemporânea aportou no governo – curiosamente de um partido que se diz social e democrata – um duplo ódio às manifestações da sociedade na democracia. Tudo bem, as palavras são, com freqüência, um biombo atrás do qual se perpetram os crimes mais hediondos contra o seu sentido original e a social-democracia em questão é somente uma alegoria no nosso carnaval político, a comissão de frente da direita no Brasil. Mas, convenhamos, seria uma demonstração de elegância protocolar que, ao menos, as aparências fossem mantidas. Nada disso. Sob a égide do PSDB, a bala passou a voar mais celeremente em busca do seu alimento.
O tiro aligeirou-se mas ainda zanzava a procura de seu alvo. Durante seu reinado, Mendes, o Bravo, destruiu acampamentos e seus soldados não menos bravamente despejaram terra nas panelas de comida que alimentariam homens, mulheres e crianças. Fez sangrar manifestantes, do campo e da cidade, até ser despachado para uma sinecura no Tribunal Militar do Estado, uma instituição fora de tempo e lugar, altamente merecedora do oficial de notável saber jurídico que passou a integrá-la.
O tiro que tanto espaço percorrera para saciar sua fome achou, enfim, seu repasto na dia 21 de agosto, ao se encontrar com Élton. Mendes partira mas outro coronel, Lauro Binsfield, ficou na linha de frente da repressão. Denunciado à Organização dos Estados Americanos (OEA) por violação dos direitos humanos, foi mantido, mesmo assim, à testa das operações de guerra da BM no campo.
O tiro, peculiarmente, não foi deflagrado por apenas uma arma. Ele cumpriu seu fado sinistro porque muitos dedos apertaram muitos gatilhos. É ilusório pensar que o disparo só pertence a quem apontou a espingarda para desferí-lo.
O tiro não surgiu necessariamente como tiro. Nasceu, por exemplo, do entendimento de que a questão social é um caso de polícia e assim tem que ser tratada. Nasceu de uma caneta correndo sua tinta sobre o decreto de uma nomeação.
O tiro também partiu dos microfones, dos teclados, dos teleprompters. Da voz do dono e dos aquários. Brotou de uma ação ou mesmo de uma omissão. Na mídia, são muitos os dedos e os gatilhos que foram apertados. Uma imprensa para a qual a democracia não fosse somente uma palavra-biombo questionaria, por exemplo, a entrega do bastão do aparelho repressor a alguém desprovido das mínimas condições para empunhá-lo. Em vez disso, o que se viu foi um constrangedor capachismo dedicado à criação de mitologias reacionárias para afagar os sentimentos mais mesquinhos da classe média. Mas há torpezas piores. O fuzilamento sumário do MST nas manchetes, matérias, fotos, editoriais, artigos construiu um rancor belicoso no imaginário social contra famílias que reivindicam um pedaço de terra. E ocultou que os países importantes do mundo realizaram sua reforma agrária ainda no século 19 ou nos meados do século passado, medida que as elites brasileiras, até recorrendo ao golpe como aconteceu em 1964, impediram desde sempre.
O tiro viajou como outros viajaram no passado. Um dos filmes mais odiosos jamais feitos, O Eterno Judeu, de Franz Hippler, estreou em 1940, em Berlim, perante uma platéia sofisticada: artistas, cientistas, damas da sociedade e a fina flor do partido nazista. Na montagem alternam-se as cenas dos judeus, mostrados como preguiçosos, sujos e indignos, com moscas numa parede. É preciso convencer as pessoas de que aquilo é uma praga e precisa ser exterminada – mais tarde, um pesticida, o Ziklon B, será empregado na solução final. A arte de Hippler prepara o holocausto. Alguém dirá: mas esta é uma comparação extremada, vivemos em uma democracia! Sim, é verdade, apesar do coronel Binsfield. Mas não se pretende aqui, supor equivalentes a época, as partes, o tamanho da violência. O interesse está no processo. Quando a intenção é destruir o adversário – e isto se faz de diversas formas, como ao superexpor seus erros e/ou sonegar suas virtudes, usando do poder devastador dos conglomerados de mídia — o modus operandi é similar., Se o objetivo final, conscientemente ou não, é negar a humanidade do outro, tudo é possível. Porque o outro, então, está fora da proteção do arcabouço jurídico. Não é gente. E o passo seguinte pode ser sua eliminação, física inclusive.
Outros tiros continuam viajando para encontrar suas presas. E muitos outros irão se juntar a eles. Aquele que se refestelou na carne e no sangue de Élton, 44 anos, dois filhos, deixou de viajar. Nas redações, muitas mãos têm resíduos de pólvora.
Senadores incluem propaganda paga na internet
Os senadores decidiram manter no substitutivo do projeto que prevê novas regras eleitorais a autorização do uso da internet em campanhas políticas. O texto está em apreciação nas Comissão de Constituição e Justiça e de Ciência e Tecnologia do Senado. Além disso, foi liberada a propaganda paga em meio virtual, que havia sido vetada no texto pelos deputados federais, segundo a Agência Brasil.
Com essas alterações, se aprovada no Senado, a matéria deve voltar para apreciação na Câmara. A análise das alterações e do teor das emendas pode ficar para a sessão de quinta-feira (27/8). Para vigorar já nas eleições de 2010, a nova lei eleitoral precisa ser aprovada pelo Congresso até 30 de setembro.
Com essas alterações, se aprovada no Senado, a matéria deve voltar para apreciação na Câmara. A análise das alterações e do teor das emendas pode ficar para a sessão de quinta-feira (27/8). Para vigorar já nas eleições de 2010, a nova lei eleitoral precisa ser aprovada pelo Congresso até 30 de setembro.
Secretário da Receita de FHC acusa Lina e equipe de destruir fiscalização e criar “farsa” e “factóides”
O secretário da Receita Federal no governo de Fernando Henrique Cardoso, Everardo Maciel, desqualificou em duas entrevistas, terça-feira e ontem, as acusações que vêm fazendo a ex-secretária Lina Vieira, os seguidores dela na Receita e os partidos de oposição, contra a Petrobras, o governo e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Maciel classificou as denúncias como “farsa” e “factóides”, durante entrevistas à jornalista Mônica Waldvogel no programa Entre Aspas do canal a cabo Globo News, na noite de terça-feira, e ao jornalista Bob Fernandes, do portal Terra, na manhã de ontem.
Entrevistado na TV juntamente com o presidente do Sindicato Nacional dos Analistas Tributários da Receita, Paulo Antenor, e o advogado tributarista, Paulo Sigaud, todos com opiniões semelhantes, Everardo Maciel desmontou as acusações de que a Petrobras praticou manobra fiscal para burlar o fisco.
“A Petrobras está absolutamente certa” e “é inteiramente falso explicar queda de arrecadação com essa história da Petrobras”, afirmou o ex-secretário.
Ele batizou como “uma tese falsa” a afirmação, de Lina e de sua equipe, de que durante a gestão da ex-secretária houve aumento de arrecadação da Receita junto a grandes contribuintes. E afirmou que, se Lina Vieira recebeu recomendação da ministra Dilma Rousseff para acelerar investigações sobre negócios de Fernando Sarney, em fins de 2008, prevaricou ao não denunciar a ministra na época. Trazer isso a público agora, segundo o ex-secretário da Receita, “parece muito mais fruto da conveniência e da oportunidade. Oportunismo”.
Secretário-executivo de quatro ministérios, secretário da Receita durante os dois mandatos do presidente Fernando Henrique Cardoso e atual consultor do FMI, da ONU e de uma dezena de entidades e instituições privadas, Everardo Maciel declarou o seguinte na entrevista ao Terra – repetindo, muitas vezes, o que dissera à Globo News:
1) Sobre a acusação de que a Petrobras praticou manobra contábil lesiva ao Fisco:
“A verdade é que a discussão sobre essa suposta manobra contábil da Petrobras é rigorosamente uma farsa”.
“É farsa, factóide… A Petrobras tem absoluto direito de escolher o regime de caixa ou de competência para variações cambiais, por sua própria natureza imprevisível, em qualquer época do ano. É bom lembrar que a opção pelo regime de caixa ou de competência não repercute sobre o valor do imposto a pagar, mas, sim, a data do pagamento. Essas coisas todas são demasiado elementares.”
2) Sobre a pressão de grandes contribuintes que teria causado queda na arrecadação da Receita:
“Farsa, factóide para tentar explicar, indevidamente, a queda na arrecadação. Quais são os nomes dos grandes contribuintes? Quando e de que forma pressionaram a Receita? Quando foi iniciada a fiscalização dos fatos relacionados com o senhor Fernando Sarney? Quantos foram os contribuintes de grande porte que foram fiscalizados no primeiro semestre deste ano, comparado com o mesmo período de anos anteriores e qual foi o volume de lançamentos? A Receita, em algum momento, expediu uma solução de consulta que tratasse dos casos de variações cambiais como os alegados em relação à Petrobras?”
3) Sobre o alarde criado em torno da Petrobras e da suposta pressão de grandes contribuintes
“O caixa caiu. Para tentar explicar por que a arrecadação estava caindo, num primeiro momento se utilizou o factóide Petrobras. No segundo, se buscou explicações imprecisas sobre eventuais pressões de grandes contribuintes, às vezes qualificados em declarações em off como financiadores de campanha. Entretanto, não se identificou quem são esses grandes “financiadores de campanha” ou “contribuintes” . Desse modo, a interpretação caiu no campo da injúria.”
4) Sobre a influência das eleições de 2010 para as acusações
“Eu acho que nesse caso, em particular e em primeiro lugar, o pano de fundo era a sobrevivência política de uma facção sindical dentro da Receita.
“Todos esses casos são, serão esclarecidos, e acabam, acabarão sendo esquecidos, perderão qualquer serventia para 2010. São factóides de vida curta. Depois disso chegamos à terceira fase do factóide.”
5) Sobre o suposto encontro de Dilma e Lina – que Everardo chamou de “terceira fase do factóide”:
“Aí vem a história do virtual diálogo que teria ocorrido entre a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a secretária da Receita, Lina Vieira. Não tem como se assegurar se houve ou deixou de haver o diálogo, mormente que teria sido entre duas pessoas, sem testemunhas. Agora tomemos como verdadeiro que tenha ocorrido o diálogo. Se ocorreu o diálogo, ele tem duas qualificações: ou era algo muito grave ou algo banal. Se era algo banal, deveria ser esquecido e não estar nas manchetes. Se era algo grave, deveria ter sido denunciado e chegado às manchetes em dezembro, quando supostamente ocorreu o diálogo. Ninguém pode fazer juízo de conveniência ou oportunidade sobre matéria que pode ser qualificada como infração. Caso contrário, vai parecer oportunismo.”
6) Sobre o caráter das acusações
“Farsa e factóide. Ao menos, no mínimo, algumas das coisas que tenho visto, lido e ouvido, não passam de factóides. Não passam de uma farsa.”
Mantega aponta “balela”
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, classificou ontem como “balela” as afirmações – de Lina Vieira e de sua equipe – de que a Receita abrandou ou abandonou a fiscalização sobre grandes empresas.
“É uma balela dizer que não estamos fiscalizando os grandes contribuintes. Há mais de dez anos existe um programa de fiscalização, que foi reforçado no meu comando”, afirmou Mantega.
Para o ministro, a acusação dos ex-dirigentes da Receita é uma “desculpa para encobrir a ineficiência” deles.
Entrevistado na TV juntamente com o presidente do Sindicato Nacional dos Analistas Tributários da Receita, Paulo Antenor, e o advogado tributarista, Paulo Sigaud, todos com opiniões semelhantes, Everardo Maciel desmontou as acusações de que a Petrobras praticou manobra fiscal para burlar o fisco.
“A Petrobras está absolutamente certa” e “é inteiramente falso explicar queda de arrecadação com essa história da Petrobras”, afirmou o ex-secretário.
Ele batizou como “uma tese falsa” a afirmação, de Lina e de sua equipe, de que durante a gestão da ex-secretária houve aumento de arrecadação da Receita junto a grandes contribuintes. E afirmou que, se Lina Vieira recebeu recomendação da ministra Dilma Rousseff para acelerar investigações sobre negócios de Fernando Sarney, em fins de 2008, prevaricou ao não denunciar a ministra na época. Trazer isso a público agora, segundo o ex-secretário da Receita, “parece muito mais fruto da conveniência e da oportunidade. Oportunismo”.
Secretário-executivo de quatro ministérios, secretário da Receita durante os dois mandatos do presidente Fernando Henrique Cardoso e atual consultor do FMI, da ONU e de uma dezena de entidades e instituições privadas, Everardo Maciel declarou o seguinte na entrevista ao Terra – repetindo, muitas vezes, o que dissera à Globo News:
1) Sobre a acusação de que a Petrobras praticou manobra contábil lesiva ao Fisco:
“A verdade é que a discussão sobre essa suposta manobra contábil da Petrobras é rigorosamente uma farsa”.
“É farsa, factóide… A Petrobras tem absoluto direito de escolher o regime de caixa ou de competência para variações cambiais, por sua própria natureza imprevisível, em qualquer época do ano. É bom lembrar que a opção pelo regime de caixa ou de competência não repercute sobre o valor do imposto a pagar, mas, sim, a data do pagamento. Essas coisas todas são demasiado elementares.”
2) Sobre a pressão de grandes contribuintes que teria causado queda na arrecadação da Receita:
“Farsa, factóide para tentar explicar, indevidamente, a queda na arrecadação. Quais são os nomes dos grandes contribuintes? Quando e de que forma pressionaram a Receita? Quando foi iniciada a fiscalização dos fatos relacionados com o senhor Fernando Sarney? Quantos foram os contribuintes de grande porte que foram fiscalizados no primeiro semestre deste ano, comparado com o mesmo período de anos anteriores e qual foi o volume de lançamentos? A Receita, em algum momento, expediu uma solução de consulta que tratasse dos casos de variações cambiais como os alegados em relação à Petrobras?”
3) Sobre o alarde criado em torno da Petrobras e da suposta pressão de grandes contribuintes
“O caixa caiu. Para tentar explicar por que a arrecadação estava caindo, num primeiro momento se utilizou o factóide Petrobras. No segundo, se buscou explicações imprecisas sobre eventuais pressões de grandes contribuintes, às vezes qualificados em declarações em off como financiadores de campanha. Entretanto, não se identificou quem são esses grandes “financiadores de campanha” ou “contribuintes” . Desse modo, a interpretação caiu no campo da injúria.”
4) Sobre a influência das eleições de 2010 para as acusações
“Eu acho que nesse caso, em particular e em primeiro lugar, o pano de fundo era a sobrevivência política de uma facção sindical dentro da Receita.
“Todos esses casos são, serão esclarecidos, e acabam, acabarão sendo esquecidos, perderão qualquer serventia para 2010. São factóides de vida curta. Depois disso chegamos à terceira fase do factóide.”
5) Sobre o suposto encontro de Dilma e Lina – que Everardo chamou de “terceira fase do factóide”:
“Aí vem a história do virtual diálogo que teria ocorrido entre a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a secretária da Receita, Lina Vieira. Não tem como se assegurar se houve ou deixou de haver o diálogo, mormente que teria sido entre duas pessoas, sem testemunhas. Agora tomemos como verdadeiro que tenha ocorrido o diálogo. Se ocorreu o diálogo, ele tem duas qualificações: ou era algo muito grave ou algo banal. Se era algo banal, deveria ser esquecido e não estar nas manchetes. Se era algo grave, deveria ter sido denunciado e chegado às manchetes em dezembro, quando supostamente ocorreu o diálogo. Ninguém pode fazer juízo de conveniência ou oportunidade sobre matéria que pode ser qualificada como infração. Caso contrário, vai parecer oportunismo.”
6) Sobre o caráter das acusações
“Farsa e factóide. Ao menos, no mínimo, algumas das coisas que tenho visto, lido e ouvido, não passam de factóides. Não passam de uma farsa.”
Mantega aponta “balela”
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, classificou ontem como “balela” as afirmações – de Lina Vieira e de sua equipe – de que a Receita abrandou ou abandonou a fiscalização sobre grandes empresas.
“É uma balela dizer que não estamos fiscalizando os grandes contribuintes. Há mais de dez anos existe um programa de fiscalização, que foi reforçado no meu comando”, afirmou Mantega.
Para o ministro, a acusação dos ex-dirigentes da Receita é uma “desculpa para encobrir a ineficiência” deles.
Fábrica de massa de cacau marca nova era da lavoura cacaueira
A primeira fábrica de pasta de cacau fino da Bahia, inaugurada, nesta terça-feira (25), no município de Itamaraju, vai absorver a produção de amêndoas de cacau de 700 famílias de agricultores do Território Extremo Sul, gerando renda e melhor qualidade de vida. Será a primeira fábrica operada por agricultores familiares no Brasil.
Esta fábrica inaugura uma nova era, um novo momento na lavoura do cacau. É como um farol que vai iluminar o caminho da estruturação da cadeia produtiva do cacau”, disse o secretário da Agricultura, Roberto Muniz, que participou da solenidade, juntamente com o secretário de Relações Institucionais, Rui Costa, representando o governador Jaques Wagner.
Implantada com investimento de R$1,2 milhão, dos governos federal e estadual, por meio da Seagri e do município de Itamaraju, a fábrica será gerida pela Cooperativa de Agricultura Familiar Agroecologica do Entorno do Descobrimento (Cafaed), que já conta com 100 associados. “Estamos felizes porque os agricultores familiares desta região vão melhorar as suas condições de vida”, disse Pedro Almeida de Araújo, tesoureiro da Cafaed. Ele destacou que “este é o primeiro empreendimento da agricultura familiar”.
De acordo com ele, inicialmente a fábrica vai produzir a pasta de cacau, principal matéria-prima da indústria chocolateira, mas, num segundo estágio, ampliará as instalações e produzir o chocolate fino, “de qualidade apurada”.
Para Rui Costa, “o Governo do Estado tem um olhar especial para as cadeias produtivas no sentido de verticalizar a produção e agregar valores. A inauguração desta fábrica é um símbolo da prioridade dos governos do estado e federal pela agricultura familiar”.
O secretário Roberto Muniz enfatizou que está sendo agregado valor à cadeia produtiva do cacau e estimulado o cooperativismo, destacando que “o ganho com a transformação do cacau vai para o produtor”.
Pelo preço médio do mercado, o agricultor vende um quilo de amêndoa do cacau por R$ 6, mas, processado o produto, um quilo da pasta de cacau pode chegar a R$ 100, e até R$ 400 se a qualidade for excelente. Agora, com a implantação da fábrica, este ganho ficará com o produtor. Ao defender a implantação de novas indústrias no estado, Muniz afirmou que “não é possível plantar tanto cacau e ainda não ter fábricas de chocolate para agregar valor, trazendo a oportunidade da agroindústria baiana”.
Ele vê também a necessidade de se fortalecer a cadeia do cacau, buscar novos recursos e trabalhar a verticalização da cadeia produtiva. “Não podemos continuar vendendo cacau como fruta”.
Para o prefeito Frei Dilson Santiago, a implantação da fábrica representa a realização de um sonho e a oportunidade de geração de emprego e renda. “Estamos qualificando nosso cacau, fruto da terra, numa ação pioneira no País”. Também participou do evento, a secretária de Programas Regionais do Ministério da Integração Nacional, Márcia Regina Sartori Damo.
Esta fábrica inaugura uma nova era, um novo momento na lavoura do cacau. É como um farol que vai iluminar o caminho da estruturação da cadeia produtiva do cacau”, disse o secretário da Agricultura, Roberto Muniz, que participou da solenidade, juntamente com o secretário de Relações Institucionais, Rui Costa, representando o governador Jaques Wagner.
Implantada com investimento de R$1,2 milhão, dos governos federal e estadual, por meio da Seagri e do município de Itamaraju, a fábrica será gerida pela Cooperativa de Agricultura Familiar Agroecologica do Entorno do Descobrimento (Cafaed), que já conta com 100 associados. “Estamos felizes porque os agricultores familiares desta região vão melhorar as suas condições de vida”, disse Pedro Almeida de Araújo, tesoureiro da Cafaed. Ele destacou que “este é o primeiro empreendimento da agricultura familiar”.
De acordo com ele, inicialmente a fábrica vai produzir a pasta de cacau, principal matéria-prima da indústria chocolateira, mas, num segundo estágio, ampliará as instalações e produzir o chocolate fino, “de qualidade apurada”.
Para Rui Costa, “o Governo do Estado tem um olhar especial para as cadeias produtivas no sentido de verticalizar a produção e agregar valores. A inauguração desta fábrica é um símbolo da prioridade dos governos do estado e federal pela agricultura familiar”.
O secretário Roberto Muniz enfatizou que está sendo agregado valor à cadeia produtiva do cacau e estimulado o cooperativismo, destacando que “o ganho com a transformação do cacau vai para o produtor”.
Pelo preço médio do mercado, o agricultor vende um quilo de amêndoa do cacau por R$ 6, mas, processado o produto, um quilo da pasta de cacau pode chegar a R$ 100, e até R$ 400 se a qualidade for excelente. Agora, com a implantação da fábrica, este ganho ficará com o produtor. Ao defender a implantação de novas indústrias no estado, Muniz afirmou que “não é possível plantar tanto cacau e ainda não ter fábricas de chocolate para agregar valor, trazendo a oportunidade da agroindústria baiana”.
Ele vê também a necessidade de se fortalecer a cadeia do cacau, buscar novos recursos e trabalhar a verticalização da cadeia produtiva. “Não podemos continuar vendendo cacau como fruta”.
Para o prefeito Frei Dilson Santiago, a implantação da fábrica representa a realização de um sonho e a oportunidade de geração de emprego e renda. “Estamos qualificando nosso cacau, fruto da terra, numa ação pioneira no País”. Também participou do evento, a secretária de Programas Regionais do Ministério da Integração Nacional, Márcia Regina Sartori Damo.
Assinado acordo para plano de manejo da área de proteção da Baía de Todos os Santos
O governo estadual, por meio da Secretaria do Meio Ambiente, e a Universidade Federal da Bahia (Ufba) assinaram nesta quarta-feira (26), no Museu de Arte Sacra, o termo de cooperação para a criação do plano de manejo da APA Baía de Todos os Santos.
A assinatura autoriza a Ufba a prestar serviços de consultoria técnica especializada para a elaboração do documento, garantindo assim a preservação ambiental e a consecução dos benefícios indiretos de ordem ecológica, econômica, científica e social.
O investimento, de quase R$ 2 milhões, segundo o governador Jaques Wagner, vai possibilitar a elaboração do diagnóstico da Baía de Todos os Santos, a construção do zoneamento ecológico-econômico e do plano de gestão ambiental desta área de proteção ambiental (APA), elementos que formarão o documento técnico.
Ele disse que o plano de manejo vai especificar como é que se pode ter atividade econômica sem que isso implique numa degradação ou perda da preservação. “Será um equilíbrio entre desenvolvimento e sustentabilidade. É óbvio que já existem atividades econômicas na Baía de Todos os Santos, como o porto de Salvador, o terminal marítimo, o porto da Ford. O que queremos é fazer um estudo para regulamentar o que está por vir”, explicou.
Todo este detalhamento deve ficar pronto em dois anos e servirá para preservar os remanescentes da floresta da Mata Atlântica e os manguezais, proteger as águas doces, salobras e salinas, disciplinar o uso e a ocupação do solo e promover o desenvolvimento das atividades econômicas sustentáveis.
O plano de manejo será elaborado pela Ufba, com parceria da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e Universidade do Estado da Bahia (Uneb). A ação permitirá à Secretaria do Meio Ambiente imprimir mais agilidade e qualidade ambiental nas atividades de licenciamento, fiscalização e monitoramento das múltiplas atividades e empreendimentos que vêm sendo instalados nos municípios que compõem a APA.
Para um dos coordenadores do plano, o professor do Instituto de Biologia da Ufba, Miguel Accyoli, o documento será uma espécie de lei ambiental da Baía de Todos os Santos. “Ele complementa um conjunto de leis ambientais que já existem e tudo o que for empreendido na baía nesse território da APA, além de passar por toda legislação existente, tem que passar pela legislação própria da baía que garante a sustentabilidade deste território”, declarou.
A área de proteção ambiental
Criada pelo Decreto 7.595, de junho de 1999, a APA Baía de Todos os Santos tem uma área de 800 quilômetros quadrados. Localizada na região do Recôncavo baiano, ela envolve os manguezais, as águas marítimas e um conjunto de 54 ilhas pertencentes aos municípios de Salvador, Madre de Deus, Candeias, Simões Filho, São Francisco do Conde, Santo Amaro, Cachoeira, Saubara, Itaparica, Vera Cruz, Jaguaripe, Maragojipe, Salinas da Margarida e Aratuípe.
A APA tem como objetivo preservar os remanescentes de floresta, resguardar os manguezais, assegurando a diversidade genética da fauna nativa e seus processos evolutivos naturais, em especial a avifauna migratória, proteger as águas doces, salobras e salinas, disciplinar o uso e ocupação do solo, combater a pesca predatória pelo incentivo de técnicas adequadas à atividade pesqueira, além de promover o desenvolvimento de atividades econômicas compatíveis com o limite aceitável de câmbio do ecossistema.
O secretário do Meio Ambiente, Juliano Matos, afirmou que com o convênio a Baía de Todos os Santos pode ser submetida à seleção da Unesco para ser considerada uma das 30 mais belas do mundo. “O critério da seleção é baseado na sustentabilidade ambiental, provocando novos investimentos e grande visibilidade para a região. Com a parceria com a Ufba, teremos grandes profissionais que já realizam estudos sobre a baía envolvidos no plano, possibilitando um documento com diretrizes a favor da sustentabilidade e do desenvolvimento econômico”, observou.
A assinatura autoriza a Ufba a prestar serviços de consultoria técnica especializada para a elaboração do documento, garantindo assim a preservação ambiental e a consecução dos benefícios indiretos de ordem ecológica, econômica, científica e social.
O investimento, de quase R$ 2 milhões, segundo o governador Jaques Wagner, vai possibilitar a elaboração do diagnóstico da Baía de Todos os Santos, a construção do zoneamento ecológico-econômico e do plano de gestão ambiental desta área de proteção ambiental (APA), elementos que formarão o documento técnico.
Ele disse que o plano de manejo vai especificar como é que se pode ter atividade econômica sem que isso implique numa degradação ou perda da preservação. “Será um equilíbrio entre desenvolvimento e sustentabilidade. É óbvio que já existem atividades econômicas na Baía de Todos os Santos, como o porto de Salvador, o terminal marítimo, o porto da Ford. O que queremos é fazer um estudo para regulamentar o que está por vir”, explicou.
Todo este detalhamento deve ficar pronto em dois anos e servirá para preservar os remanescentes da floresta da Mata Atlântica e os manguezais, proteger as águas doces, salobras e salinas, disciplinar o uso e a ocupação do solo e promover o desenvolvimento das atividades econômicas sustentáveis.
O plano de manejo será elaborado pela Ufba, com parceria da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e Universidade do Estado da Bahia (Uneb). A ação permitirá à Secretaria do Meio Ambiente imprimir mais agilidade e qualidade ambiental nas atividades de licenciamento, fiscalização e monitoramento das múltiplas atividades e empreendimentos que vêm sendo instalados nos municípios que compõem a APA.
Para um dos coordenadores do plano, o professor do Instituto de Biologia da Ufba, Miguel Accyoli, o documento será uma espécie de lei ambiental da Baía de Todos os Santos. “Ele complementa um conjunto de leis ambientais que já existem e tudo o que for empreendido na baía nesse território da APA, além de passar por toda legislação existente, tem que passar pela legislação própria da baía que garante a sustentabilidade deste território”, declarou.
A área de proteção ambiental
Criada pelo Decreto 7.595, de junho de 1999, a APA Baía de Todos os Santos tem uma área de 800 quilômetros quadrados. Localizada na região do Recôncavo baiano, ela envolve os manguezais, as águas marítimas e um conjunto de 54 ilhas pertencentes aos municípios de Salvador, Madre de Deus, Candeias, Simões Filho, São Francisco do Conde, Santo Amaro, Cachoeira, Saubara, Itaparica, Vera Cruz, Jaguaripe, Maragojipe, Salinas da Margarida e Aratuípe.
A APA tem como objetivo preservar os remanescentes de floresta, resguardar os manguezais, assegurando a diversidade genética da fauna nativa e seus processos evolutivos naturais, em especial a avifauna migratória, proteger as águas doces, salobras e salinas, disciplinar o uso e ocupação do solo, combater a pesca predatória pelo incentivo de técnicas adequadas à atividade pesqueira, além de promover o desenvolvimento de atividades econômicas compatíveis com o limite aceitável de câmbio do ecossistema.
O secretário do Meio Ambiente, Juliano Matos, afirmou que com o convênio a Baía de Todos os Santos pode ser submetida à seleção da Unesco para ser considerada uma das 30 mais belas do mundo. “O critério da seleção é baseado na sustentabilidade ambiental, provocando novos investimentos e grande visibilidade para a região. Com a parceria com a Ufba, teremos grandes profissionais que já realizam estudos sobre a baía envolvidos no plano, possibilitando um documento com diretrizes a favor da sustentabilidade e do desenvolvimento econômico”, observou.
Desemprego continua em queda na Região Metropolitana de Salvador
O desemprego diminuiu pelo segundo mês consecutivo na Região Metropolitana de Salvador (RMS), passando de 21,3%, em junho, para os atuais 20,9% da População Economicamente Ativa (PEA). A informação é da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada em parceria pela SEI, Dieese, Fundação Seade, Setre e Ufba. Segundo os dados, o desemprego aberto recuou de 13,9%, em junho, para 13,3%, em julho, e o desemprego oculto oscilou de 7,5 para 7,6%, no mesmo período.
Foi registrado um contingente de 1,451 milhão de trabalhadores na Região Metropolitana de Salvador. Este resultado decorre do aumento de seis mil postos no mercado de trabalho e da diminuição em duas mil pessoas da PEA. O contingente de desempregados foi estimado em 383 mil pessoas. A taxa de participação retraiu de 58,6 para 58,4% da População em Idade Ativa (PIA).
Os setores de atividade que mais puxaram a retração do desemprego foram o da construção civil, com a criação de seis mil postos (6,4%), o de serviços, com o surgimento de duas mil vagas (0,2%), e o do comércio, com mais mil ocupações (0,4%). Houve estabilidade no agregado outros setores, que inclui serviços domésticos e outras atividades, e na indústria houve perda ocupacional de três mil postos (-2,5%).
A pesquisa aponta a diminuição do emprego assalariado em sete mil postos de trabalho (-0,7%). O setor privado reduziu o contingente de trabalhadores em sete mil vagas (-0,9%), sendo eliminados nove mil empregos celetistas e criadas duas mil vagas sem carteira assinada. No setor público, houve aumento de mil postos (0,5%).
Por sua vez, o número de autônomos e o de trabalhadores domésticos cresceu 12 mil e dois mil, respectivamente. O agregado outros (empregadores, trabalhadores familiares e os donos de negócios familiares, etc.) diminuiu em mil trabalhadores.
Em relação ao rendimento médio, houve uma queda de 3% para ocupados e 1,1% para assalariados. Os valores desses rendimentos foram estimados em R$ 967 e R$ 1.081, respectivamente.
Comportamento em 12 meses
Na comparação entre julho deste ano e o mesmo período de 2008, a taxa de desemprego passou de 20,4 para 20,9%, resultado que reflete o desempenho das taxas de desemprego aberto, que evoluiu de 12,2 para 13,3%, e do desemprego oculto, que diminuiu de 8,3 para 7,6%.
O aumento da taxa de desemprego pode ser explicado pelo número de ocupações geradas neste período não ter sido suficiente para cobrir a quantidade de pessoas que passaram a fazer parte da PEA.
Ao todo, 13 mil pessoas integraram a PEA, enquanto foram criadas duas mil vagas de trabalho. Portanto, foi registrado um aumento de 11 mil pessoas no contingente de desempregados. O número de pessoas ocupadas passou de 1,449 milhão para 1,451 milhão. E a taxa de participação retraiu de 59,6% para os atuais 58,4%.
O comércio foi o setor que mais expandiu durante o ano, com a criação de 25 mil ocupações (11,4%), e a construção civil teve um crescimento de 15 mil postos (17,6%). O segmento de serviços reduziu em 19 mil ocupações (-2,2%), o agregado outros setores (serviços domésticos e outras atividades) eliminou 11 mil vagas (7,9%) e a indústria retraiu em oito mil postos (-6,5%).
Segundo a posição ocupacional, o contingente de trabalhadores assalariados aumentou em 12 mil (1,3%), devido à expansão do emprego no setor público em nove mil vagas e, em menor proporção, no setor privado em quatro mil.
No setor privado foram registrados o aumento dos assalariados com carteira assinada em 26 mil vagas e a diminuição entre os sem carteira em 22 mil. O número de trabalhadores domésticos diminuiu em nove mil pessoas, o de trabalhadores autônomos cresceu em quatro, enquanto o de agregado outros reduziu em cinco mil.
Em junho deste ano, relativamente ao mesmo mês de 2008, o rendimento médio real diminuiu para a população ocupada (0,7%) e para a assalariada (2%).
Foi registrado um contingente de 1,451 milhão de trabalhadores na Região Metropolitana de Salvador. Este resultado decorre do aumento de seis mil postos no mercado de trabalho e da diminuição em duas mil pessoas da PEA. O contingente de desempregados foi estimado em 383 mil pessoas. A taxa de participação retraiu de 58,6 para 58,4% da População em Idade Ativa (PIA).
Os setores de atividade que mais puxaram a retração do desemprego foram o da construção civil, com a criação de seis mil postos (6,4%), o de serviços, com o surgimento de duas mil vagas (0,2%), e o do comércio, com mais mil ocupações (0,4%). Houve estabilidade no agregado outros setores, que inclui serviços domésticos e outras atividades, e na indústria houve perda ocupacional de três mil postos (-2,5%).
A pesquisa aponta a diminuição do emprego assalariado em sete mil postos de trabalho (-0,7%). O setor privado reduziu o contingente de trabalhadores em sete mil vagas (-0,9%), sendo eliminados nove mil empregos celetistas e criadas duas mil vagas sem carteira assinada. No setor público, houve aumento de mil postos (0,5%).
Por sua vez, o número de autônomos e o de trabalhadores domésticos cresceu 12 mil e dois mil, respectivamente. O agregado outros (empregadores, trabalhadores familiares e os donos de negócios familiares, etc.) diminuiu em mil trabalhadores.
Em relação ao rendimento médio, houve uma queda de 3% para ocupados e 1,1% para assalariados. Os valores desses rendimentos foram estimados em R$ 967 e R$ 1.081, respectivamente.
Comportamento em 12 meses
Na comparação entre julho deste ano e o mesmo período de 2008, a taxa de desemprego passou de 20,4 para 20,9%, resultado que reflete o desempenho das taxas de desemprego aberto, que evoluiu de 12,2 para 13,3%, e do desemprego oculto, que diminuiu de 8,3 para 7,6%.
O aumento da taxa de desemprego pode ser explicado pelo número de ocupações geradas neste período não ter sido suficiente para cobrir a quantidade de pessoas que passaram a fazer parte da PEA.
Ao todo, 13 mil pessoas integraram a PEA, enquanto foram criadas duas mil vagas de trabalho. Portanto, foi registrado um aumento de 11 mil pessoas no contingente de desempregados. O número de pessoas ocupadas passou de 1,449 milhão para 1,451 milhão. E a taxa de participação retraiu de 59,6% para os atuais 58,4%.
O comércio foi o setor que mais expandiu durante o ano, com a criação de 25 mil ocupações (11,4%), e a construção civil teve um crescimento de 15 mil postos (17,6%). O segmento de serviços reduziu em 19 mil ocupações (-2,2%), o agregado outros setores (serviços domésticos e outras atividades) eliminou 11 mil vagas (7,9%) e a indústria retraiu em oito mil postos (-6,5%).
Segundo a posição ocupacional, o contingente de trabalhadores assalariados aumentou em 12 mil (1,3%), devido à expansão do emprego no setor público em nove mil vagas e, em menor proporção, no setor privado em quatro mil.
No setor privado foram registrados o aumento dos assalariados com carteira assinada em 26 mil vagas e a diminuição entre os sem carteira em 22 mil. O número de trabalhadores domésticos diminuiu em nove mil pessoas, o de trabalhadores autônomos cresceu em quatro, enquanto o de agregado outros reduziu em cinco mil.
Em junho deste ano, relativamente ao mesmo mês de 2008, o rendimento médio real diminuiu para a população ocupada (0,7%) e para a assalariada (2%).
EXCLUSIVO: Apesar de intervenção de Wagner, três nomes disputarão presidência do PT com Jonas Paulo
Não adiantou o governador Jaques Wagner (PT) conter os ímpetos oposicionistas da tendência Articulação de Esquerda (AE), conseguindo da corrente petista o compromisso de evitar uma candidatura de confronto ao atual presidente estadual do partido, Jonas Paulo.
Hoje, no encerramento do prazo para inscrições de chapas ao PED (Processo Eleitoral Direto), três candidaturas foram registradas para concorrer com Jonas Paulo. Além deles, concorrem duas chapas sem nomes à presidência, pertencentes a dissidências de correntes de importantes membros do governo.
A exemplo da Brasil Socialista, conforme antecipou este Política Livre, que inscreveu a candidatura da militante Maria da Conceição, a tendência O Trabalho lançou o sindicalista Lourival Tranquilo e a Tendência Marxista resolveu apostar no nome de Benjamim Souza.
São nomes significativamente menos expressivos do que os de Luis Caetano, prefeito de Camaçari, e do ex-presidente petista Marcelino Galo, da AE, cujas candidaturas teriam poder para causar uma implosão no PT com consequências imprevisíveis sobre a campanha à reeleição de Wagner em 2010.
Ainda assim, a simples existência da disputa tem capacidade de bagunçar o coreto interno da legenda, razão porque o governo deve lançar mão de muita negociação para impedir que o confronto se estabeleça até novembro, data da eleição.
A concorrência demonstraria, essencialmente, a insatisfação com a gestão de Jonas no comando do PT, acusada de priorizar os interesses do governo em detrimento dos do partido.
É o que indica o fato de Júlio Rocha, da corrente Reencantar, a mesma do secretário estadual de Relações Institucionais, Rui Costa, ter inscrito chapa para disputar a executiva, sem candidatura à presidência.
A outra chapa inscrita com as mesmas características (sem candidato à sucessão do presidente Jonas) é encampada por petistas de Itabuna pertencentes à corrente Democracia Socialista, de dois importantes membros do governo - os secretários Walter Pinheiro (Planejamento) e Robinson Almeida (Comunicação).
Hoje, no encerramento do prazo para inscrições de chapas ao PED (Processo Eleitoral Direto), três candidaturas foram registradas para concorrer com Jonas Paulo. Além deles, concorrem duas chapas sem nomes à presidência, pertencentes a dissidências de correntes de importantes membros do governo.
A exemplo da Brasil Socialista, conforme antecipou este Política Livre, que inscreveu a candidatura da militante Maria da Conceição, a tendência O Trabalho lançou o sindicalista Lourival Tranquilo e a Tendência Marxista resolveu apostar no nome de Benjamim Souza.
São nomes significativamente menos expressivos do que os de Luis Caetano, prefeito de Camaçari, e do ex-presidente petista Marcelino Galo, da AE, cujas candidaturas teriam poder para causar uma implosão no PT com consequências imprevisíveis sobre a campanha à reeleição de Wagner em 2010.
Ainda assim, a simples existência da disputa tem capacidade de bagunçar o coreto interno da legenda, razão porque o governo deve lançar mão de muita negociação para impedir que o confronto se estabeleça até novembro, data da eleição.
A concorrência demonstraria, essencialmente, a insatisfação com a gestão de Jonas no comando do PT, acusada de priorizar os interesses do governo em detrimento dos do partido.
É o que indica o fato de Júlio Rocha, da corrente Reencantar, a mesma do secretário estadual de Relações Institucionais, Rui Costa, ter inscrito chapa para disputar a executiva, sem candidatura à presidência.
A outra chapa inscrita com as mesmas características (sem candidato à sucessão do presidente Jonas) é encampada por petistas de Itabuna pertencentes à corrente Democracia Socialista, de dois importantes membros do governo - os secretários Walter Pinheiro (Planejamento) e Robinson Almeida (Comunicação).
EXCLUSIVO: São quatro os candidatos contra Jonas Paulo na direção do PT
A propósito de post abaixo em que este Política Livre anunciou com exclusividade a existência de três candidaturas de oposição ao presidente Jonas Paulo no PED de novembro, o militante Moyses Leal esclarece que uma das chapas não pertence a um grupo da Democracia Socialista, corrente em que despontam os secretários Walter Pinheiro (Planejamento), Robinson Almeida (Comunicação) e Afonso Florence (Desenvolvimento Urbano).
Na verdade, tratam-se de ex-militantes da DS que estão hoje na tendência Movimento PT, a qual tem como candidato à sucessão de Jonas o militante Kazuiyuki Nakayama e é, segundo Leal, a segunda maior do partido, depois da CNB (Construindo um Novo Brasil), com 12 deputados federais no País. O candidato, conhecido como Kazuo, é militante histórico do PT, doutor em ecologia e pesquisador da Ceplac, acrescenta o militante.
Prossegue Leal que a tendência Movimento PT tem entre seus quadros a deputada federal Maria do Rosário (RS), o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (SP), e o deputado federal Geraldo Magela (DF), candidato a presidente nacional do PT. Kazuo é, na prática, o quarto candidato oposicionista à presidência do PT, ao lado de Maria Conceição (BS), Lourival Tranquilo (OT) e Benjamim Souza (TM).
Na verdade, tratam-se de ex-militantes da DS que estão hoje na tendência Movimento PT, a qual tem como candidato à sucessão de Jonas o militante Kazuiyuki Nakayama e é, segundo Leal, a segunda maior do partido, depois da CNB (Construindo um Novo Brasil), com 12 deputados federais no País. O candidato, conhecido como Kazuo, é militante histórico do PT, doutor em ecologia e pesquisador da Ceplac, acrescenta o militante.
Prossegue Leal que a tendência Movimento PT tem entre seus quadros a deputada federal Maria do Rosário (RS), o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (SP), e o deputado federal Geraldo Magela (DF), candidato a presidente nacional do PT. Kazuo é, na prática, o quarto candidato oposicionista à presidência do PT, ao lado de Maria Conceição (BS), Lourival Tranquilo (OT) e Benjamim Souza (TM).
EX-SECRETÁRIO DA RECEITA DIZ QUE CASOS PETROBRAS E DILMA/LINA SÃO “FARSA”
O ex-secretário da Receita Federal durante os anos FHC, Everardo Maciel, concedeu uma entrevista bombástica ao Terra Magazine. Os argumentos e as contestações de Everardo colocam sob suspeição as manobras oposicionistas contra a Petrobras e, ainda, contra a ministra Dilma Roussef.
A pré-candidata petista à presidência da República está no olho do furacão por causa de acusações da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira. A ex-secretária da Receita é esposa do ex-ministro da Integração Nacional no governo FHC, Alexandre Firmo de Melo Filho.
A pré-candidata petista à presidência da República está no olho do furacão por causa de acusações da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira. A ex-secretária da Receita é esposa do ex-ministro da Integração Nacional no governo FHC, Alexandre Firmo de Melo Filho.
Essa não é a eleição do pós-Lula
Engana-se quem está fazendo análises político-eleitorais afirmando que esta será a primeira eleição pós-democratização sem a participação de Lula porque seu nome não estará na cédula.
Ouso dizer que esta será a eleição pós-democratização mais com Lula do que qualquer outra. Afinal, é inédito um presidente da República termina seu segundo mandato com índices tão estupendos quanto Lula deve fazê-lo. Diria mais, inédito na história da democracia mundial. Se o leitor conhece casos semelhantes, por favor, encaminhe exemplos a este blogueiro.
Vale acrescentar que Lula tem s 82% de ótimo e bom num cenário onde a mídia comercial tradicional busca o tempo todo desgastá-lo.
Na opinião deste blogueiro, Lula ainda não usou quase nada deste seu potencial eleitoral. A chegada de Dilma ao patamar de 15% a 20% dos votos, a depender da pesquisa, ainda se deve mais a identificação da ministra com o governo por parte do eleitor médio, do que a força de Lula, por exemplo, entre o povão.
Basta uma rápida escarafunchada nos números para perceber que Dilma tem índices melhores, por exemplo, entre os mais letrados. Isso é boa avaliação do governo, não a força de Lula.
A força de Lula que ainda não foi usada, por exemplo, é a sua capacidade de convencimento entre as pessoas mais simples. Que não lêem jornais e que pouco lêem. E para quem Dilma ainda é Vilma, Zilma ou eu nunca ouvi falar. Imaginem Lula aparecendo nos primeiros programas eleitorais de Dilma, abraçado, a ela, contando a história política e de vida da ministra. Depois de um tempo olhando para ela e falando dessa trajetória ele diz algo como: “quem confia em mim, pode votar nesta mulher. Eu tenho certeza que ela vai fazer um governo ainda melhor que o meu, porque vai pegar a casa bem mais arrumada”. Alguém ainda acha que essa será a eleição pós-Lula?
Mas a eleição não será pós-Lula também para outros cargos. Um passarinho grande do governo me disse que Lula vai fazer de tudo para eleger uma grande bancada de senadores. E que por isso tem tentando convencer petistas a deixar a cabeça de chapa para o PMDB em estados os as chances de vitória são pequenas, trocando apoio para o Senado. Ele acha que em eleições acirradas para o Senado, seu apoio valerá muito. Principalmente porque estarão em disputas duas vagas.
Além disso, Lula pretende, sim, influenciar nas eleições estaduais. E já está fazendo isso buscando articulações que isolem a oposição ao seu núcleo duro: DEM, PSDB e PPS. O presidente avalia que mesmo que não consiga, em alguns estados, unificar o palanque de Dilma é possível firmar acordos para que essas candidaturas apóiem a que se sair melhor no segundo turno. Isso principalmente no Norte e no Nordeste, onde abrir mão da popularidade do governo é quase um suicídio político.
Além disso, Lula acha, por exemplo, que dos grandes estados é possível recuperar Minas e o Rio Grande do Sul do bico tucano. E está disposto a fazer um esforço especial para que isso aconteça.
No caso de Minas, está disposto a fazer o PT apoiar Hélio Costa, se essa for a conta a pagar. Mas também cogita convidar o mineiro para ser vice de Dilma, o que por hora é a hipótese mais forte a lhe rondar a cabeça. Claro que a definição do vice de Dilma vai sair apenas quando o PSDB fechar sua chapa. E ela ganhará força se ela for Serra e Aécio. Lula vai fazer de tudo para no mínimo rachar o eleitorado mineiro. Ele sabe que uma derrota em São Paulo e Minas por grande diferença vai dificultar muito as coisas.
Em relação ao Rio Grande do Sul, Lula está pensando em se fazer de morto. Ou seja, enquanto seu ministro Tarso Genro acelera o carro da candidatura petista, ele manda recados ao ex-governador Rigotto e ao prefeito de Porto Alegre Fogaça de que gostaria de vê-los no palanque de Dilma. E ele acha também que a herança de Yeda é algo tão terrível, que o candidato pemedebista teria muita dificuldade em se aproximar do PSDB no estado, mesmo que fosse apoiando uma candidatura do PSDB em nível nacional.
Quem conhece Lula garante que poucas vezes o viu tão animado para uma eleição. Ou seja, quem acha que essa é a eleição pós-Lula, engana-se.
Ele acha que essa é a sua eleição. Aquela onde ele joga boa parte da sua biografia.
Ouso dizer que esta será a eleição pós-democratização mais com Lula do que qualquer outra. Afinal, é inédito um presidente da República termina seu segundo mandato com índices tão estupendos quanto Lula deve fazê-lo. Diria mais, inédito na história da democracia mundial. Se o leitor conhece casos semelhantes, por favor, encaminhe exemplos a este blogueiro.
Vale acrescentar que Lula tem s 82% de ótimo e bom num cenário onde a mídia comercial tradicional busca o tempo todo desgastá-lo.
Na opinião deste blogueiro, Lula ainda não usou quase nada deste seu potencial eleitoral. A chegada de Dilma ao patamar de 15% a 20% dos votos, a depender da pesquisa, ainda se deve mais a identificação da ministra com o governo por parte do eleitor médio, do que a força de Lula, por exemplo, entre o povão.
Basta uma rápida escarafunchada nos números para perceber que Dilma tem índices melhores, por exemplo, entre os mais letrados. Isso é boa avaliação do governo, não a força de Lula.
A força de Lula que ainda não foi usada, por exemplo, é a sua capacidade de convencimento entre as pessoas mais simples. Que não lêem jornais e que pouco lêem. E para quem Dilma ainda é Vilma, Zilma ou eu nunca ouvi falar. Imaginem Lula aparecendo nos primeiros programas eleitorais de Dilma, abraçado, a ela, contando a história política e de vida da ministra. Depois de um tempo olhando para ela e falando dessa trajetória ele diz algo como: “quem confia em mim, pode votar nesta mulher. Eu tenho certeza que ela vai fazer um governo ainda melhor que o meu, porque vai pegar a casa bem mais arrumada”. Alguém ainda acha que essa será a eleição pós-Lula?
Mas a eleição não será pós-Lula também para outros cargos. Um passarinho grande do governo me disse que Lula vai fazer de tudo para eleger uma grande bancada de senadores. E que por isso tem tentando convencer petistas a deixar a cabeça de chapa para o PMDB em estados os as chances de vitória são pequenas, trocando apoio para o Senado. Ele acha que em eleições acirradas para o Senado, seu apoio valerá muito. Principalmente porque estarão em disputas duas vagas.
Além disso, Lula pretende, sim, influenciar nas eleições estaduais. E já está fazendo isso buscando articulações que isolem a oposição ao seu núcleo duro: DEM, PSDB e PPS. O presidente avalia que mesmo que não consiga, em alguns estados, unificar o palanque de Dilma é possível firmar acordos para que essas candidaturas apóiem a que se sair melhor no segundo turno. Isso principalmente no Norte e no Nordeste, onde abrir mão da popularidade do governo é quase um suicídio político.
Além disso, Lula acha, por exemplo, que dos grandes estados é possível recuperar Minas e o Rio Grande do Sul do bico tucano. E está disposto a fazer um esforço especial para que isso aconteça.
No caso de Minas, está disposto a fazer o PT apoiar Hélio Costa, se essa for a conta a pagar. Mas também cogita convidar o mineiro para ser vice de Dilma, o que por hora é a hipótese mais forte a lhe rondar a cabeça. Claro que a definição do vice de Dilma vai sair apenas quando o PSDB fechar sua chapa. E ela ganhará força se ela for Serra e Aécio. Lula vai fazer de tudo para no mínimo rachar o eleitorado mineiro. Ele sabe que uma derrota em São Paulo e Minas por grande diferença vai dificultar muito as coisas.
Em relação ao Rio Grande do Sul, Lula está pensando em se fazer de morto. Ou seja, enquanto seu ministro Tarso Genro acelera o carro da candidatura petista, ele manda recados ao ex-governador Rigotto e ao prefeito de Porto Alegre Fogaça de que gostaria de vê-los no palanque de Dilma. E ele acha também que a herança de Yeda é algo tão terrível, que o candidato pemedebista teria muita dificuldade em se aproximar do PSDB no estado, mesmo que fosse apoiando uma candidatura do PSDB em nível nacional.
Quem conhece Lula garante que poucas vezes o viu tão animado para uma eleição. Ou seja, quem acha que essa é a eleição pós-Lula, engana-se.
Ele acha que essa é a sua eleição. Aquela onde ele joga boa parte da sua biografia.
Não há “um” PV com quem o PT ou qualquer outro partido possa discutir em termos nacionais.
O PV é uma federação de grupos locais. É impermeável a uma política de aliança em âmbito nacional, salvo se, por coincidência, os partidos com quem ele se aliar localmente, também estejam aliados em âmbito nacional. Mas, se isso ocorrer, não será por causa do PV e sim apesar dele.
Esse é outro motivo pelo qual insisto em que o Sirkis está pondo a venda um produto que o PV não tem pra entregar.
O PV não pode ser alternativa às oligarquias porque:
a – está, ele próprio, aliado a essas oligarquias;
b – é inexpressivo eleitoralmente (não constitui, assim, um substitutivo aos votos que se perderia, caso o exercício da opção política se desse nos termos propostos pelo Sirkis);
c – na esfera da prática política, o PV em nada se diferencia das oligarquias às quais, no discurso do Sirkis, ele pretende pintar como alternativa.
Nem Sirkis, Gabeira, nem Marina, nem os 3 juntos, têm força pra mudar isso. Pior: eles nem tentarão. O discurso do Sirkis — insistindo em que o PV não é contra isto, isso e aquilo — já é uma evidência disso, pondo uma pá de cal nas ilusões de quem sonhava com algo melhor.
A questão é que os carinhas que o PV tem, na maioria dos estados, são altamente poluentes. Ruim andar com eles, portanto. Para Marina, pior sem eles, entretanto (sem as estruturas estaduais, a candidatura de Marina vira piada).
Em tais circunstâncias, Pax, não há muito o que negociar com o PV. Se o PT negociasse com o PV em âmbito nacional, estaria fazendo papel de bôbo. Na prática, a negociação inevitavelmente afunilaria no sentido do PT pedir, e o PV prometer, aquilo que este não pode nem quer fazer. Ou seja: seria perda de tempo.
Nada disso significa, evidentemente, que não serão feitos acordos com o PV, em âmbito local.
Ao contrário, exatamente porque é assim, é que esses acordos locais acontecerão. Em algumas áreas, por causa do pessoal que, acompanhando Marina, sairá do PT pra entrar no PV; em outras, por puro pragmatismo do PT.
Mas isso apenas consolidará a condição do PV como sigla de aluguel, sem fisionomia própria. Não é alternativa a nada. É só mais uma sigla.
Esse é outro motivo pelo qual insisto em que o Sirkis está pondo a venda um produto que o PV não tem pra entregar.
O PV não pode ser alternativa às oligarquias porque:
a – está, ele próprio, aliado a essas oligarquias;
b – é inexpressivo eleitoralmente (não constitui, assim, um substitutivo aos votos que se perderia, caso o exercício da opção política se desse nos termos propostos pelo Sirkis);
c – na esfera da prática política, o PV em nada se diferencia das oligarquias às quais, no discurso do Sirkis, ele pretende pintar como alternativa.
Nem Sirkis, Gabeira, nem Marina, nem os 3 juntos, têm força pra mudar isso. Pior: eles nem tentarão. O discurso do Sirkis — insistindo em que o PV não é contra isto, isso e aquilo — já é uma evidência disso, pondo uma pá de cal nas ilusões de quem sonhava com algo melhor.
A questão é que os carinhas que o PV tem, na maioria dos estados, são altamente poluentes. Ruim andar com eles, portanto. Para Marina, pior sem eles, entretanto (sem as estruturas estaduais, a candidatura de Marina vira piada).
Em tais circunstâncias, Pax, não há muito o que negociar com o PV. Se o PT negociasse com o PV em âmbito nacional, estaria fazendo papel de bôbo. Na prática, a negociação inevitavelmente afunilaria no sentido do PT pedir, e o PV prometer, aquilo que este não pode nem quer fazer. Ou seja: seria perda de tempo.
Nada disso significa, evidentemente, que não serão feitos acordos com o PV, em âmbito local.
Ao contrário, exatamente porque é assim, é que esses acordos locais acontecerão. Em algumas áreas, por causa do pessoal que, acompanhando Marina, sairá do PT pra entrar no PV; em outras, por puro pragmatismo do PT.
Mas isso apenas consolidará a condição do PV como sigla de aluguel, sem fisionomia própria. Não é alternativa a nada. É só mais uma sigla.
Em minoria, oposição tenta montar armadilhas na CPI da Petrobras
Em minoria na comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investiga supostas irregularidades na Petrobras, a oposição preparou uma estratégia para os depoimentos de dois diretores da empresa que participam diretamente da execução das obras da Refinaria Abreu e Lima, na segunda-feira (24). Esse é um dos assuntos mais cobrados pela oposição.
No PSDB, os senadores Sergio Guerra (PE) e Álvaro Dias (PR) reuniram-se pela manhã com técnicos do partido para analisar os documentos já levantados.
- O grande problema é a blindagem que o governo montou na CPI. O assunto de hoje, em termos de valores, é o mais elevado e ainda não temos todos os documentos. Por exemplo, os inquéritos da Polícia Federal ainda não chegaram para a avaliação dos senadores – afirmou o vice-líder tucano Álvaro Dias.
Presidente da CPI, João Pedro (PT-AM) rebateu as declarações do parlamentar. Ele confirmou que alguns documentos requeridos ainda não chegaram ao Senado, entretanto descartou qualquer tentativa de blindagem das investigações:
- Não há qualquer atitude, de nenhuma instituição, de dificultar os trabalhos da CPI.
João Pedro acrescentou que existe responsabilidade dos senadores que compõem o colegiado sobre a análise dos documentos de caráter sigiloso enviados à comissão. De qualquer forma, o presidente da CPI ressaltou que todo o material que já está de posse da secretaria da comissão pode ser requerido pelos senadores. Quanto aos depoimentos desta terça-feira, do gerente-geral de Implantação de Empreendimentos para a Refinaria Abreu e Lima, Glauco Colepicolo Legatti, e do gerente de Engenharia de Custos e Estimativas de Prazos, Sérgio Santos Arantes, o presidente da CPI afirmou que será uma oportunidade para que a comissão confronte os números referentes aos gastos com a obra.
Entre as irregularidades estão a deficiência no projeto básico, licitação sem licença ambiental, orçamento incompleto e superfaturamento de cerca de R$ 59 milhões. A construção da refinaria é uma parceria da Petrobras com a empresa venezuelana de Petróleo PDVSA.
Royalties
Ainda nesta terça-feira, em conversa com jornalistas, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que não concorda com as críticas de alguns governadores, como os do Rio de Janeiro e de São Paulo, às mudanças no sistema de distribuição de royalties que serão adotadas para o petróleo da camada pré-sal.
– Não acho que tenham razão quanto às queixas que fazem. Não se vai mudar nada do que existe hoje em relação aos Estados produtores. No regime de concessão, eles recebem royalties e royalties continuam recebendo – disse o ministro, após participar do 2º Encontro Nacional da Siderugia, em São Paulo.
Ele garantiu que o governo não mudará a posição de adotar o sistema de partilha para os lotes ainda não leiloados do pré-sal, que representam cerca de 70% do total. Por esse modelo, “a União recebe bem mais (royalties) para distribuir pelos outros Estados (além dos produtores) – explicou. Os Estados produtores, por sua vez, acabam recebendo menos recursos.
Segundo Lobão, o texto final sobre o assunto, que será enviado para apreciação da Câmara e do Senado, deverá estar concluído até sexta-feira. Ao chegar ao Congresso, na próxima segunda-feira, o projeto estará, de acordo com o ministro, aberto para discussões, e os governadores que discordam da proposta poderão apresentar suas posições.
- Os governos que defendam sua posição no Congresso – resumiu.
No PSDB, os senadores Sergio Guerra (PE) e Álvaro Dias (PR) reuniram-se pela manhã com técnicos do partido para analisar os documentos já levantados.
- O grande problema é a blindagem que o governo montou na CPI. O assunto de hoje, em termos de valores, é o mais elevado e ainda não temos todos os documentos. Por exemplo, os inquéritos da Polícia Federal ainda não chegaram para a avaliação dos senadores – afirmou o vice-líder tucano Álvaro Dias.
Presidente da CPI, João Pedro (PT-AM) rebateu as declarações do parlamentar. Ele confirmou que alguns documentos requeridos ainda não chegaram ao Senado, entretanto descartou qualquer tentativa de blindagem das investigações:
- Não há qualquer atitude, de nenhuma instituição, de dificultar os trabalhos da CPI.
João Pedro acrescentou que existe responsabilidade dos senadores que compõem o colegiado sobre a análise dos documentos de caráter sigiloso enviados à comissão. De qualquer forma, o presidente da CPI ressaltou que todo o material que já está de posse da secretaria da comissão pode ser requerido pelos senadores. Quanto aos depoimentos desta terça-feira, do gerente-geral de Implantação de Empreendimentos para a Refinaria Abreu e Lima, Glauco Colepicolo Legatti, e do gerente de Engenharia de Custos e Estimativas de Prazos, Sérgio Santos Arantes, o presidente da CPI afirmou que será uma oportunidade para que a comissão confronte os números referentes aos gastos com a obra.
Entre as irregularidades estão a deficiência no projeto básico, licitação sem licença ambiental, orçamento incompleto e superfaturamento de cerca de R$ 59 milhões. A construção da refinaria é uma parceria da Petrobras com a empresa venezuelana de Petróleo PDVSA.
Royalties
Ainda nesta terça-feira, em conversa com jornalistas, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que não concorda com as críticas de alguns governadores, como os do Rio de Janeiro e de São Paulo, às mudanças no sistema de distribuição de royalties que serão adotadas para o petróleo da camada pré-sal.
– Não acho que tenham razão quanto às queixas que fazem. Não se vai mudar nada do que existe hoje em relação aos Estados produtores. No regime de concessão, eles recebem royalties e royalties continuam recebendo – disse o ministro, após participar do 2º Encontro Nacional da Siderugia, em São Paulo.
Ele garantiu que o governo não mudará a posição de adotar o sistema de partilha para os lotes ainda não leiloados do pré-sal, que representam cerca de 70% do total. Por esse modelo, “a União recebe bem mais (royalties) para distribuir pelos outros Estados (além dos produtores) – explicou. Os Estados produtores, por sua vez, acabam recebendo menos recursos.
Segundo Lobão, o texto final sobre o assunto, que será enviado para apreciação da Câmara e do Senado, deverá estar concluído até sexta-feira. Ao chegar ao Congresso, na próxima segunda-feira, o projeto estará, de acordo com o ministro, aberto para discussões, e os governadores que discordam da proposta poderão apresentar suas posições.
- Os governos que defendam sua posição no Congresso – resumiu.
Cadeia do biodiesel tem potencial para inserir 160 mil famílias de agricultores baianos

Emprego e renda para cerca de 160 mil famílias de agricultores baianos. Esta é uma das transformações sociais que a cadeia do biodiesel pode trazer para a Bahia nos próximos anos. A informação é fruto de uma pesquisa preliminar da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que foi apresentada hoje (25), na Secretaria do Planejamento (Seplan), pelo pesquisador Peter Poschen.
Com o objetivo de identificar a potencialidade da inserção da agricultura familiar baiana na política de biocombustíveis, o estudo buscou identificar os processos produtivos, as potencialidades das oleaginosas para a produção do óleo, bem como o nível de organização da agricultura familiar no Estado.
De acordo com a professora da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Gilca Oliveira, e a consultora independente, Lia Sant’Ana, que auxiliaram no levantamento de dados da OIT, a pesquisa focou nos pólos ligados ao biodiesel, que na Bahia são os Territórios Agreste de Alagoinhas, Baixo Sul, Chapada Diamantina, Irecê, Sertão Produtivo, Portal do Sertão e Velho Chico.
Para o secretário do Planejamento, Walter Pinheiro, além do momento favorável do contexto nacional e internacional, a Bahia reúne, entre todos os estados, as melhores condições para implantar projetos de bioenergia. “Além de concentrarmos 14% da agricultura familiar do Brasil, a Bahia possui grande quantidade de terras e somos os maiores produtores de mamona do país”, destaca Pinheiro, lembrando ainda que o estudo da OIT identificou outras culturas compatíveis, a exemplo do dendê, girassol e potencialmente o pinhão manso.
O titular da pasta do Planejamento ressalta também que os investimentos em infraestrutura e logísticas estão sendo realizados para facilitar o escoamento da produção baiana. “Vamos articular diversos modais de transporte e, de fato, proporcionar a integração do litoral com o interior do estado a partir de iniciativas como a construção do novo Porto Sul, ampliação e modernização do complexo portuário da Baía de Todos os Santos, a recuperação da Hidrovia do São Francisco, entre outras intervenções”, afirma.
Na avaliação do pesquisador da OIT, Peter Poschen, além do investimento em infraestrutura e logística e, sobretudo, em ações articuladas de acesso ao crédito, assistência técnica e estímulo ao cooperativismo, governo deve ampliar e qualificar a quantidade de informação levada aos agricultores. “Identificamos que a falta de informação é um dos fatores preponderantes para que as famílias não ingressem na cadeia produtiva do biodiesel”, ressalta.
Ainda de acordo com Poschen, a pesquisa preliminar conclui que há um grande potencial de geração emprego e renda, mas é preciso compatibilizar lógica do mercado com a agricultura familiar e o desenvolvimento regional e social.
Segundo o pesquisador, entre os benefícios sociais da inserção da agricultura familiar na política de biocombustíveis, é possível destacar a fixação do homem no campo, evitando assim o êxodo, a melhoria da distribuição de renda e o desenvolvimento de diversas regiões do Estado, inclusive em áreas degradadas ou secas.
A conclusão do relatório final está prevista para o final de 2010, cujo conteúdo trará análises sobre a viabilidade econômica, os impactos sociais e ambientais e um refinamento do potencial de geração de emprego e renda para a agricultura familiar.
Na mesma ocasião, a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Seplan, lançou a edição da Revista Bahia Analise & Dados com o tema Biocombustíveis: Potencialidades e Restrições. “É uma satisfação para SEI realizar essa parceria envolvendo outras secretarias. Acreditamos que os biocombustíveis podem se constituir uma alternativa viável mesmo com o pré-sal. Como o petróleo é nobre, há a perspectiva de utilizá-lo cada vez menos” destacou Geraldo Reis, diretor da SEI.
Saiba mais
O biodiesel é um combustível biodegradável derivado de fontes renováveis. Pode ser produzido a partir de gorduras animais e de diversas fontes vegetais. Substitui total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores. Pode ser usado puro ou misturado em diversas proporções.
Construção de passarela na BR 324 é prioridade do governo

Representantes da comunidade de Menino Jesus, no município de Candeias, estiveram nesta terça-feira (25) reunidos com o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro, para reivindicar urgência na construção de uma passarela no trecho da BR 324 próximo ao povoado. A população local realizou uma manifestação durante toda a manhã desta segunda-feira (24), bloqueando o tráfego na estrada.
Segundo Pinheiro, antes mesmo do ato, o local já havia sido visitado e os moradores ouvidos, já que o grande fluxo de veículos na via causa riscos à população que circula no entorno e precisa atravessar as pistas diariamente. “Após a visita ao povoado, recebemos a Via Bahia, empresa vencedora da licitação e responsável pela realização da reforma na BR 324, e indicamos, como primeiro passo, a construção do equipamento para que os pedestres possam transitar tranquilamente pela região. Ela será feita em conjunto com a limpeza nas laterais da via e a ampliação do acostamento”, garantiu o secretário.
A assinatura da ordem de serviço para o início das obras estava prevista para acontecer no último dia 11, mas um processo movido pela segunda colocada no processo licitatório gerou um embargo na justiça. “Estou indo a Brasília amanhã para tentar agilizar, junto à Advocacia Geral da União, o julgamento em caráter liminar deste processo. Depois do julgamento, poderemos iniciar as obras. O Estado, além de ter obrigação de ser solidário à população de Menino de Jesus, tem interesse em resolver os problemas da BR 324, portanto também queremos urgência”, destacou Pinheiro.
A moradora Maria das Graças Álvares saiu satisfeita do encontro com o secretário. “Tivemos a resposta que esperávamos e agora é só aguardar o processo até a chegada da nossa passarela”. O líder comunitário Sargento Isidoro, que participou do encontro também representando a comunidade, disse que o tom firme de Walter Pinheiro deu segurança aos participantes da reunião: “vamos retornar a Menino Jesus com a certeza de que a passarela é prioridade para o Governo do Estado”.
Governador se reúne com conselheiros do PPA

A comissão executiva do Conselho de Acompanhamento do Plano Plurianual (CAPPA) esteve reunida nesta terça-feira (25) com o Governador Jaques Wagner. O encontro, uma solicitação do conselho na primeira reunião ordinária deste ano, foi pautado por uma série de questões voltadas à política territorial. Estiveram presentes no encontro ainda os secretários Walter Pinheiro (Planejamento) e Rui Costa (Relações Institucionais).
O governador Jaques Wagner mostrou-se satisfeito com o diálogo e destacou a importância deste momento para a Bahia. “É da nossa cultura político-partidária o diálogo social e acredito que para o Estado da Bahia esse é um marco importante de uma forma de governar baseada na participação da sociedade civil organizada”, declarou.
Os conselheiros cobraram do governador uma maior participação de algumas secretarias no pleno envolvimento na política territorial. O governador Wagner reconheceu a necessidade de ajustes com relação às setoriais e afirmou que esse é um processo educacional por se tratar da introdução de uma nova cultura.
Durante o encontro, os membros do CAPPA solicitaram ainda a presença do governador na Segunda Reunião Ordinária do Conselho, prevista para acontecer entre os dias 3 e 6 de dezembro em Feira de Santana, e enfatizaram a necessidade de cumprir o Plano Plurianual (PPA) Participativo. Foi solicitado ainda o apoio dos órgãos estaduais para o deslocamento dos membros dentro dos territórios, a fim de facilitar a articulação local.
Para o secretário Walter Pinheiro o encontro demonstra mais uma vez o esforço do governo em promover a participação da sociedade civil. “Esse encontro com o governador, sem dúvida, fortalece o papel do conselho como entidade de controle da sociedade quanto ao que foi executado pelo governo com base no PPA Participativo”, complementa.
O representante do Território da Bacia do Rio Corrente, José Bartolomeu, acredita que esse é um momento histórico. “Para mim sempre foi um sonho ter um governo que nos desse a oportunidade de ajudar a levantar as demandas de trabalho com base no que cada um de nós vivencia no dia a dia em nossas regiões”, explica.
O CAPPA é formado por dois representantes de cada um dos 26 territórios de identidade nos quais está dividido o estado. Compete ao Conselho acompanhar, monitorar, subsidiar e aconselhar o Governo da Bahia quanto à execução do PPA, além de propor às instâncias governamentais competentes a adoção de medidas e ajustes para implementação do PPA 2008-2011.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
EUA: traficante aplicou na privatização de FHC via Dantas
Em seu Conversa Afiada, o incansável Paulo Henrique Amorim faz a sua leitura da reportagem da Folha de S.Paulo desta terça-feira (25), Governo americano rastreia operações suspeitas de Dantas. E agrega que o Opportunity Fund, de Daniel Dantas e sua irmã Verônica, "o banco da privatização", que tem "narcotraficante como cliente", é "o fundo onde podem estar provisoriamente adormecidos os nomes dos políticos demo-tucanos e seus acólitos". Veja a íntegra.

A legenda do Conversa Afiada é: Já, já, ele cai do cavalo
O corajoso repórter Rubens Valente da Folha, onde também trabalha Andréa Michael, publica hoje na página A8 importante reportagem, que vai deixar os demo-tucanos em pânico. Vem muita “crise” por aí:
“Governo americano rastreia operações suspeitas de Dantas – funcionário do Departamento de Justiça vê indícios de que banqueiro tentou ocultar origem de US$ 242 milhões de fundo. Dantas e sua irmã Verônica, réus na Satiagraha, teriam criado quatro empresas para abrir contas em Londres, Luxemburgo [Em Luxemburgo, suspeita-se, está a conta que Sergio Motta teria aberto para Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Mario Covas] e Nova York. Dantas transferiu US$ 52 milhões um dia antes da Saitagraha”.
Permito-me adicionar algumas informações ao corajoso trabalho de Valente:
Essa investigação envolve um banco internacional, que teria avisado a Dantas e a sua irmã Verônica que o UBS e o Safra estariam para fazer acordo com autoridades americanos e identificar clientes suspeitos de lavar dinheiro.
A Folha, que publicou uma entrevista com Dantas depois de condenado e perguntou a ele o que achou da investigação, não diz o que é esse Opportunity Fund.
Esse Opportunity Fund é o banco da privatização do Fernando Henrique Cardoso.
É o fundo que o Daniel Dantas usou para comprar a Brasil Telecom e ter uma participação – ilegal – na Telemar.
Logo, é o fundo onde podem estar provisoriamente adormecidos os nomes dos políticos demo-tucanos e seus acólitos, que participaram e apoiaram entusiasmadamente a privatização.
Privatização essa, como se sabe, em que o Farol de Alexandria [como PHA chama o ex-presidente] , aparece como a “Bomba Atômica”, que o André Lara Resende diz que usaria para fechar o acordo que precisava.
(Será que o André teve uma epifania: o fumacê dos maconheiros que FHC hoje defende não seria já, naquela altura, uma “bomba atômica” ?)
Privatização essa que se tornou o “momento Pericles de Atenas” do Governo do Farol, quando Ricardo Sergio de Oliveira, que foi tesoureiro de campanhas de FHC e de Zé Pedágio, disse “se isso der m…”.
Começa a dar “m…”
É importante observar que teve grana de um narcotraficante no fundo da privatização.
Um narcotraficante cliente do “brilhante” Daniel Dantas.
Um narcotraficante, um drug dealer, segundo um delegado da Polícia Federal do Brasil, que substituiu o ínclito delegado Protógenes Queiroz, aquele que enfiou o dedo no câncer de Dantas, da privatização de FHC, e na patranha da BrOi.
O Saadi identifica claramente a presença de um traficante no Opportunity Fund ???
E a CVM, o Banco Central e o Conselhinho da CVM ainda mantém autorização para os fundos de Dantas ?
Quer dizer que traficante pode investir em fundo de não-residente no Brasil e ninguém faz nada ?
Qualquer dia desses o Obama vai querer instalar uma base militar na Avenida Paulista para combater a lavagem de dinheiro de narcotraficantes brasileirose em fundos brasileiros…
Vejam a seguir comentários e documentos que recebi de amigo navegante, que gosta de acompanhar os passos de Dantas e dos demo-tucanos a Dantas ligados:
Há um affidavit (depoimento formal, assinado,sob juramento, na Justiça) muito didático de um investigador contratado nessa operação conjunta de desmantelamento do esquema Opportunity de lavagem de dinheiro.
O cara parece muito bom, ex-FBI, expert em crimes financeiros, e está trabalhando como free-lancer do governo americano contra o Dantas.
É bom porque ele explica exatamente onde é que estão as fraudes detectadas até aquele momento (o affidavit é de abril de 2009).
Notem que há um grampo que a Polícia Federal pegou em que a Verônica, em conversa com uma pessoa da Brown Brothers Harriman recebe instruções explícitas para fechar contas do Opportunity no Safra de Luxemburgo (*) e no UBS de Londres e passar o dinheiro para a conta Tiger Eye, nos EUA.
Segundo a pessoa do Brown Brothers, ela precisa fazer isso porque o UBS e o Safra, em atendimento a acordos de combate à lavagem de dinheiro, estão exigindo a identificação dos donos do dinheiro, o que a Verônica quer evitar a todo custo.
Isso é novo.
Ou seja, o Opportunity estava, deliberadamente, tentando escapar de operações de autoridades americanas e de países europeus para identificar lavadores de dinheiro. Não era uma operação brasileira, mas uma operação internacional que estava pressionando o Safra e o UBS.
É como se o Dantas estivesse subindo no canteiro para fugir de uma blitz de rua, só que foi pego por um guarda de trânsito.
Junta isso com o affidavit do Saadi, que diz explicitamente ter tido a confirmação de que o Opportunity Fund era um fundo de remessa ilegal de recursos para o exterior usado inclusive por doleiros, e a coisa toda lá fora começa a fazer sentido.
E o Dantas começa a voltar para a cadeia.
A seguir, esse amigo navegante trata de outro conjunto de documentos:
O mais importante que agora, é o affidavit do Ricardo Saadi (delegado que substiutui o inclito delegado Protpgenes Queiroz) e o memorando do Departamento de Justiça dos EUA ao juiz para sustentar o pedido de bloqueio das contas do Opportunity.
Achei curioso que quem representa contra o Opportunity são os Estados Unidos, não é o Brasil.
Uma das contas bloqueadas é a da TPSA. A TPSA é a empresa controlada pela Highlake, que mandava na Telemig Celular. A TPSA era foco de disputa entre o Citi e o Opportunity em Nova York. O Citi dizia ter 33% da empresa, o Opportunity
Fund reconhecia apenas 5%.
Agora entendi tb pq o dinheiro esta bloqueado na Suica, Luxemburgo e UK. É o UBS nesses lugares. UK é IRLANDA, onde o UBS tb está.
E a estória do traficante ???
O Saadi identifica claramente a presença de um traficante no Opportunity Fund ???
E a CVM, o Banco Central e o Conselhinho ainda mantém autorizações para esse fundo???
Quer dizer que traficante pode investir em fundo de não-residente a ninguémfaz nada.
Qualquer dia desses o Obama vai querer instalar uma base militar na Avenida Paulista, para combater a lavagem de dinheiro de narcotraficantes brasileiros…

A legenda do Conversa Afiada é: Já, já, ele cai do cavalo
O corajoso repórter Rubens Valente da Folha, onde também trabalha Andréa Michael, publica hoje na página A8 importante reportagem, que vai deixar os demo-tucanos em pânico. Vem muita “crise” por aí:
“Governo americano rastreia operações suspeitas de Dantas – funcionário do Departamento de Justiça vê indícios de que banqueiro tentou ocultar origem de US$ 242 milhões de fundo. Dantas e sua irmã Verônica, réus na Satiagraha, teriam criado quatro empresas para abrir contas em Londres, Luxemburgo [Em Luxemburgo, suspeita-se, está a conta que Sergio Motta teria aberto para Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Mario Covas] e Nova York. Dantas transferiu US$ 52 milhões um dia antes da Saitagraha”.
Permito-me adicionar algumas informações ao corajoso trabalho de Valente:
Essa investigação envolve um banco internacional, que teria avisado a Dantas e a sua irmã Verônica que o UBS e o Safra estariam para fazer acordo com autoridades americanos e identificar clientes suspeitos de lavar dinheiro.
A Folha, que publicou uma entrevista com Dantas depois de condenado e perguntou a ele o que achou da investigação, não diz o que é esse Opportunity Fund.
Esse Opportunity Fund é o banco da privatização do Fernando Henrique Cardoso.
É o fundo que o Daniel Dantas usou para comprar a Brasil Telecom e ter uma participação – ilegal – na Telemar.
Logo, é o fundo onde podem estar provisoriamente adormecidos os nomes dos políticos demo-tucanos e seus acólitos, que participaram e apoiaram entusiasmadamente a privatização.
Privatização essa, como se sabe, em que o Farol de Alexandria [como PHA chama o ex-presidente] , aparece como a “Bomba Atômica”, que o André Lara Resende diz que usaria para fechar o acordo que precisava.
(Será que o André teve uma epifania: o fumacê dos maconheiros que FHC hoje defende não seria já, naquela altura, uma “bomba atômica” ?)
Privatização essa que se tornou o “momento Pericles de Atenas” do Governo do Farol, quando Ricardo Sergio de Oliveira, que foi tesoureiro de campanhas de FHC e de Zé Pedágio, disse “se isso der m…”.
Começa a dar “m…”
É importante observar que teve grana de um narcotraficante no fundo da privatização.
Um narcotraficante cliente do “brilhante” Daniel Dantas.
Um narcotraficante, um drug dealer, segundo um delegado da Polícia Federal do Brasil, que substituiu o ínclito delegado Protógenes Queiroz, aquele que enfiou o dedo no câncer de Dantas, da privatização de FHC, e na patranha da BrOi.
O Saadi identifica claramente a presença de um traficante no Opportunity Fund ???
E a CVM, o Banco Central e o Conselhinho da CVM ainda mantém autorização para os fundos de Dantas ?
Quer dizer que traficante pode investir em fundo de não-residente no Brasil e ninguém faz nada ?
Qualquer dia desses o Obama vai querer instalar uma base militar na Avenida Paulista para combater a lavagem de dinheiro de narcotraficantes brasileirose em fundos brasileiros…
Vejam a seguir comentários e documentos que recebi de amigo navegante, que gosta de acompanhar os passos de Dantas e dos demo-tucanos a Dantas ligados:
Há um affidavit (depoimento formal, assinado,sob juramento, na Justiça) muito didático de um investigador contratado nessa operação conjunta de desmantelamento do esquema Opportunity de lavagem de dinheiro.
O cara parece muito bom, ex-FBI, expert em crimes financeiros, e está trabalhando como free-lancer do governo americano contra o Dantas.
É bom porque ele explica exatamente onde é que estão as fraudes detectadas até aquele momento (o affidavit é de abril de 2009).
Notem que há um grampo que a Polícia Federal pegou em que a Verônica, em conversa com uma pessoa da Brown Brothers Harriman recebe instruções explícitas para fechar contas do Opportunity no Safra de Luxemburgo (*) e no UBS de Londres e passar o dinheiro para a conta Tiger Eye, nos EUA.
Segundo a pessoa do Brown Brothers, ela precisa fazer isso porque o UBS e o Safra, em atendimento a acordos de combate à lavagem de dinheiro, estão exigindo a identificação dos donos do dinheiro, o que a Verônica quer evitar a todo custo.
Isso é novo.
Ou seja, o Opportunity estava, deliberadamente, tentando escapar de operações de autoridades americanas e de países europeus para identificar lavadores de dinheiro. Não era uma operação brasileira, mas uma operação internacional que estava pressionando o Safra e o UBS.
É como se o Dantas estivesse subindo no canteiro para fugir de uma blitz de rua, só que foi pego por um guarda de trânsito.
Junta isso com o affidavit do Saadi, que diz explicitamente ter tido a confirmação de que o Opportunity Fund era um fundo de remessa ilegal de recursos para o exterior usado inclusive por doleiros, e a coisa toda lá fora começa a fazer sentido.
E o Dantas começa a voltar para a cadeia.
A seguir, esse amigo navegante trata de outro conjunto de documentos:
O mais importante que agora, é o affidavit do Ricardo Saadi (delegado que substiutui o inclito delegado Protpgenes Queiroz) e o memorando do Departamento de Justiça dos EUA ao juiz para sustentar o pedido de bloqueio das contas do Opportunity.
Achei curioso que quem representa contra o Opportunity são os Estados Unidos, não é o Brasil.
Uma das contas bloqueadas é a da TPSA. A TPSA é a empresa controlada pela Highlake, que mandava na Telemig Celular. A TPSA era foco de disputa entre o Citi e o Opportunity em Nova York. O Citi dizia ter 33% da empresa, o Opportunity
Fund reconhecia apenas 5%.
Agora entendi tb pq o dinheiro esta bloqueado na Suica, Luxemburgo e UK. É o UBS nesses lugares. UK é IRLANDA, onde o UBS tb está.
E a estória do traficante ???
O Saadi identifica claramente a presença de um traficante no Opportunity Fund ???
E a CVM, o Banco Central e o Conselhinho ainda mantém autorizações para esse fundo???
Quer dizer que traficante pode investir em fundo de não-residente a ninguémfaz nada.
Qualquer dia desses o Obama vai querer instalar uma base militar na Avenida Paulista, para combater a lavagem de dinheiro de narcotraficantes brasileiros…
TCU condena ex-prefeito de Ubatã

O Tribunal de Contas da União condenou o ex-prefeito de Ubatã, Amenísio Braga, e a ex-secretária de Saúde do município, Marivanda Maria Santos, a pagar R$ 1.626.847.
Eles foram punidos por irregularidades na utilização de recursos federais repassados pelo Ministério da Saúde. O dinheiro deveria ser aplicado na implementação do Programa de Carências Nutricionais e Vigilância Sanitária.
O ex-prefeito de Ubatã, Amenísio Braga, e a ex-secretária de saúde não conseguiram comprovar a correta aplicação dos recursos. Eles utilizaram a verba da saúde até para a compra de veículo de passeio.
Além de devolver mais de R$ 1,6 milhão, o ex-prefeito e a ex-secretária terão que pagar multa de R$ 140 mil. O Tribunal de Contas enviou cópia da decisão para a Procuradoria da República na Bahia para abertura de processo criminal.
Até Everardo Maciel desmoraliza PIG e oposição com a farsa de Lina Vieira e da CPI da Petrobrax
Everardo Maciel foi secretário da Receita Federal nos governos de FHC. Em debate no canal GloboNews sobre a Receita Federal e gestão de Lina Vieira, fica claro que ela e quem ela nomeou foram demitidos por incompetência. Houve queda de arrecadação acima do normal. Ao contrário do que ela diz, grandes contribuintes não tiveram maior fiscalização, pelo contrário, programas de computador para grandes contribuintes fazerem declarações atrasou pela primeira vez. E nem plano de arredação que era feito todo ano até outubro ficou pronto no ano passado.
Everardo ainda atestou que a Petrobras agiu corretamente, e é absurdo falar em manobra contábil.
Também considerou oportunistas e sem fundamento as acusações contra a Ministra Dilma, feitas por Lina Vieira;
Por ter vínculos com partidos de oposição, apesar de ser um técnico, Everardo não pode ser apontado como suspeito de tentar favorecer o governo Lula.
Foi uma desmoralização total para Lina Vieira, para a oposição e para o PIG.
Everardo ainda atestou que a Petrobras agiu corretamente, e é absurdo falar em manobra contábil.
Também considerou oportunistas e sem fundamento as acusações contra a Ministra Dilma, feitas por Lina Vieira;
Por ter vínculos com partidos de oposição, apesar de ser um técnico, Everardo não pode ser apontado como suspeito de tentar favorecer o governo Lula.
Foi uma desmoralização total para Lina Vieira, para a oposição e para o PIG.
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