Agora a Folha de S. Paulo deu: o artigo saiu na página 6 da edição de domingo (15/11/2009) , assinado pela jornalista Mônica Bergamo, sob o título “FHC decide reconhecer oficialmente filho que teve há 18 anos com jornalista”. Conta a história do caso extraconjugal do ex-presidente com a jornalista Mirian Dutra, da TV Globo, e do filho dos dois, Tomas Dutra Schmidt, que tem atualmente 18 anos. Mas, anos atrás, em março de 2000, quando a Caros Amigos resolveu pesquisar junto aos maiores veículos de comunicação do país porque esse fato jornalístico não era veiculado, o diretor de redação da Folha de S. Paulo, Otávio Frias Filho, justificou que o seu jornal “não publica assuntos de ordem afetiva enquanto pelo menos uma das partes não se manifestar”.
Mais uma desculpa entre tantas ouvidas pelos jornalistas da Caros Amigos (Palmério Dória, João Rocha, Marina Amaral, Mylton Severiano, José Arbex Jr. e Sérgio de Souza), que se empenharam em demonstrar que o fato jornalístico era verdadeiro, era assunto de interesse público (já que FHC era presidente da República e estava metido numa relação extraconjugal com uma funcionária da Rede Globo, concessionária de um serviço público) e que estava sendo blindado pela mesma imprensa que havia escrachado os casos amorosos e os filhos de vários políticos nascidos fora do casamento, como os de Lula, Quércia, Collor. Na ocasião, havia ficado evidente que a chamada grande mídia ou mídia gorda estava mesmo escondendo o caso deliberadamente, uma situação típica de proteção ao político tucano.
Na época, inclusive, a Caros Amigos foi procurada por emissários do tucanato para ser convencida a desistir da reportagem; foi também vítima da acusação de praticar jornalismo marrom e sensacionalista. No entanto, o que a Caros fez não foi explorar o caso amoroso ou a existência de um filho fora do casamento, foi mostrar que a imprensa brasileira, que havia dado destaque para casos semelhantes, tinha se calado ou sido silenciada no caso específico de Fernando Henrique Cardoso. Afinal, o príncipe havia mentido, e usado os mais sórdidos artifícios para esconder o seu caso com a jornalista e o filho que tiveram, nascido em 1991. Finalmente ele decidiu reconhecer o filho. Finalmente a imprensa hegemônica admitiu que o assunto é fato jornalístico. A história ganhou a maioridade.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
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